Do Blog da Folha
João Campos (PSB) e Marília Arraes (PDT) anunciaram, neste domingo (20), uma proposta para que o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco Governador Miguel Arraes (Lafepe) passe a produzir a substância utilizada nas chamadas canetas emagrecedoras. O projeto prevê a construção de uma nova planta do Laboratório, com investimento estimado em R$ 100 milhões, e a oferta do tratamento pelo SUS para pacientes que atendam aos critérios médicos.
A proposta combina a ampliação do acesso a medicamentos para o tratamento da obesidade, do diabetes e de doenças associadas além da recuperação do protagonismo do Lafepe na produção pública de medicamentos. O laboratório pertence ao Estado, desenvolve e fabrica medicamentos voltados às políticas públicas de saúde e acumula seis décadas de atuação no setor farmacêutico.
Leia mais“Vai ter caneta emagrecedora no SUS. Marília já vinha trazendo essa ideia e o presidente Lula apresentou. Qual é a novidade? Nós vamos produzir a substância no Lafepe, aqui em Pernambuco, para garantir essa ação ao povo de Pernambuco que tem essas comorbidades”, afirmou João Campos.
Marília Arraes destacou que a obesidade deve ser tratada como problema de saúde pública. “Obesidade é uma doença crônica que gera um monte de comorbidades. Tem que ser tratada com seriedade”, afirmou Marília.
João Campos relacionou a iniciativa ao movimento do Governo Lula para incorporar esse tipo de medicamento ao SUS. O Ministério da Saúde trabalha na definição de protocolos para ampliar o acesso às chamadas canetas emagrecedoras na rede pública, com acompanhamento médico e critérios específicos para os pacientes.
Em Pernambuco, a proposta prevê uma estrutura específica para essa nova produção. A intenção é atender inicialmente a demanda estadual e, com o aumento da capacidade industrial, abrir a possibilidade de fornecimento a outros estados.
“Pessoas com diabetes, com obesidade e outras comorbidades, que tenham orientação médica, poderão receber esse medicamento. Nós vamos produzir no Lafepe a substância. Uma nova planta de R$ 100 milhões vai ser construída para isso e, quem sabe, a gente também possa ajudar outros estados fornecendo a partir daqui”, disse o candidato da Frente Popular.
Marília afirmou que pretende atuar no Senado para buscar recursos destinados ao projeto e destacou o papel que o laboratório pode voltar a exercer na política industrial da saúde. “Nosso mandato vai disponibilizar os recursos para isso e Pernambuco vai voltar a ser protagonista na produção desses medicamentos de ponta com o Lafepe, que sempre foi um grande sonho de Arraes: ver o Lafepe forte, servindo ao nosso povo”, afirmou a candidata ao Senado pela Frente Popular.
Para Marília, produzir o medicamento em Pernambuco também significa reduzir a dependência externa de tecnologias estratégicas. “É transferência de tecnologia, é soberania nacional, porque o Brasil e Pernambuco não vão ficar dependendo de outros países. E é o povo com acesso a um tratamento de qualidade para viver mais e viver melhor”, declarou.
João Campos encerrou o anúncio fazendo referência a um dos produtos mais conhecidos da história do laboratório. “O Lafepe, que já teve a melhor vitamina C, agora vai ter a melhor caneta emagrecedora. Se preparem”, concluiu.
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