Se o leitor não conseguiu acompanhar a entrevista com o cantor Assum Preto ao quadro “Sextou”, do programa Frente a Frente, ancorado por este blogueiro e exibido pela Rede Nordeste de Rádio, não se preocupe. Clique aqui e confira. Está incrível!
Se o leitor não conseguiu acompanhar a entrevista com o cantor Assum Preto ao quadro “Sextou”, do programa Frente a Frente, ancorado por este blogueiro e exibido pela Rede Nordeste de Rádio, não se preocupe. Clique aqui e confira. Está incrível!
A declaração da governadora Raquel Lyra (PSD) sobre a realização de uma laqueadura “sem ela saber” também remete a um episódio envolvendo o então presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Em reportagem publicada em 2018, a Folha de S.Paulo recuperou declarações e propostas de Bolsonaro em defesa da esterilização de pessoas pobres como forma de, segundo ele, “combater a miséria e a criminalidade”. Em 2014, o então vereador Carlos Bolsonaro chegou a defender nas redes sociais que o Bolsa Família fosse concedido apenas a pessoas submetidas a vasectomia ou laqueadura.

Veja na íntegra:
Leia maisBolsonaro defendeu esterilização de pobres para combater miséria e crime
Por Ranier Bragon
Da Folha de S.Paulo
O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) apresentou projetos e defendeu em discursos nas últimas décadas a esterilização dos pobres como meio de combater a criminalidade e a miséria.
No último dia 23, ele afirmou na marcha dos prefeitos a Brasília que estuda colocar no seu plano de governo uma proposta de planejamento familiar, mas não a detalhou.
“Não estou autorizado a falar isso, que botei na mesa, mas eu gostaria que o Brasil tivesse um programa de planejamento familiar. Um homem e uma mulher com educação dificilmente vão querer ter um filho a mais para engordar um programa social.”
Nas dezenas de discursos que ele proferiu sobre o assunto, na Câmara, nos últimos 25 anos, defendeu a adoção pelo Estado de um rígido programa de controle de natalidade, com foco nos pobres.
Segundo o pensamento que manifestou nesse período, seria o caminho para a redução da criminalidade e da miséria.
No passado, Bolsonaro manifestou que programas como Bolsa Escola e Bolsa Família serviriam apenas para incentivar os pobres a ter mais filhos e, com isso, aumentar a fatia que recebem de benefícios.
“Só tem uma utilidade o pobre no nosso país: votar. Título de eleitor na mão e diploma de burro no bolso, para votar no governo que está aí. Só para isso e mais nada serve, então, essa nefasta política de bolsas do governo”, afirmou em novembro de 2013 no plenário da Câmara.
Em 1992, seu terceiro ano como deputado, ele já falava sobre o tema. “Devemos adotar uma rígida política de controle da natalidade. Não podemos mais fazer discursos demagógicos, apenas cobrando recursos e meios do governo para atender a esses miseráveis que proliferam cada vez mais por toda esta nação.”
No ano seguinte, voltou à carga, também na Câmara: “Defendo a pena de morte e o rígido controle de natalidade, porque vejo a violência e a miséria cada vez mais se espalhando neste país. Quem não tem condições de ter filhos não deve tê-los. É o que defendo, e não estou preocupado com votos para o futuro”.
Bolsonaro afirmava em seus discursos não acreditar que a educação pudesse solucionar os problemas do país.
“Não adianta nem falar em educação porque a maioria do povo não está preparada para receber educação e não vai se educar. Só o controle da natalidade pode nos salvar do caos”, disse em julho de 2008.
Segundo ele, a discussão sobre o auxílio governamental à população mais pobre entulharia o Congresso de projetos. “Já está mais do que na hora de discutirmos uma política que venha a conter essa explosão demográfica, caso contrário ficaremos apenas votando nesta Casa matérias do tipo Bolsa Família, empréstimos para pobres, vale-gás etc”, disse em 2003.
Em algumas das vezes que abordou o assunto, opinou que os pobres, por ignorância ou na expectativa de receber ajuda do governo, não controlam o número de filhos como os mais ricos.
“Tem que dar meios para quem, lamentavelmente, é ignorante e não tem meios controlar a sua prole. Porque nós aqui controlamos a nossa. O pessoal pobre não controla [a dele]”, afirmou em 2011.
A lei 9.263/96, que trata do planejamento familiar, proíbe qualquer ação com o objetivo de controle demográfico ou a indução individual ou coletiva à prática de esterilização. Ela estabelece como diretrizes ações preventivas e educativas para o livre exercício do planejamento familiar.
A esterilização cirúrgica voluntária — vasectomia ou laqueadura — é permitida apenas aos maiores de 25 anos ou, pelo menos, com dois filhos vivos, observados critérios como prazo mínimo de 60 dias entre a manifestação da vontade e a cirurgia, informação sobre a irreversibilidade do ato e não realização de laqueadura no período de parto.
Bolsonaro apresentou três projetos retirando praticamente todas essas restrições e reduzindo a idade mínima de esterilização para 21 anos. Dois foram arquivados e um está parado desde 2009.
Um de seus filhos, o vereador Carlos Bolsonaro, manifestou em rede social, em 2014, proposta de dar Bolsa Família só a quem se submetesse a vasectomia ou laqueadura.
A Folha enviou perguntas sobre o tema à assessoria do presidenciável, mas não houve resposta. O vereador Carlos Bolsonaro também não se manifestou.
Leia menos
A declaração da governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), sugerindo a realização de uma laqueadura em uma paciente do Hospital Dom Moura, em Garanhuns, “sem ela saber”, ganhou repercussão nacional após ser revelada pela coluna de Andreza Matais, do Metrópoles.
O caso passou a ser destaque nos noticiários de todo o país neste domingo (20) e, na Folha de S.Paulo, tornou-se a notícia mais lida da editoria de Política.
O candidato a governador João Campos (PSB) se pronunciou nas redes sociais, na noite deste domingo (20), sobre a divulgação de um vídeo em que Raquel Lyra (PSD) aparece recomendando a realização de um procedimento de laqueadura sem o consentimento de uma paciente. Segundo o líder da Frente Popular de Pernambuco, a postura da governadora, sintetizada na frase “Faz sem ela saber”, causa “indignação” e representa uma “violação da integridade física de uma mulher”.
“‘Faz sem ela saber’. Assisti com indignação ao vídeo em que a candidata usa essa frase pra sugerir a laqueadura de uma gestante, sem ela saber. A lei é clara: esterilização exige manifestação expressa da vontade da mulher. Autoridades e gestores públicos têm o dever legal e ético de garantir direitos e proteger a população, jamais de sugerir práticas ilícitas ou violações da integridade física. Fazer “sem ela saber” não é cuidado. É violência. É crime previsto em lei”, escreveu.
As imagens que viralizaram foram gravadas em 2025, no Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, no Agreste. Na gravação, a governadora aparece ouvindo o relato feito por uma servidora sobre uma mulher que já tinha filhos e estava novamente grávida. Raquel sugere a realização de uma laqueadura, ouve da funcionária uma frase que não é possível entender no vídeo e, então, diz: “Mas faz sem ela saber, vai!”. O caso vem gerando indignação de diversas autoridades, influenciadoras e outras personalidades em todo o país.
Depois das declarações da governadora Raquel Lyra sobre a realização de laqueaduras, inclusive diante da possibilidade de procedimentos sem o consentimento adequado das mulheres, a reação foi imediata. O assunto revoltou mulheres em todas as regiões de Pernambuco.
E agora é preciso ir além da declaração. É preciso saber o que aconteceu na prática: quantos procedimentos foram realizados, em quais unidades, sob quais protocolos e com qual autorização?
Leia maisNão adianta ser mulher, falar sobre mulheres e usar essa condição como discurso. Trabalhar pelas mulheres exige sensibilidade, responsabilidade e, principalmente, respeito aos seus direitos.
E essa discussão não termina nas laqueaduras. Ela também passa pelo fechamento ou redução do funcionamento de delegacias especializadas em atendimento às mulheres e pelas creches que foram prometidas e não foram entregues.
Ser mulher não é suficiente para demonstrar compromisso com as mulheres. É preciso governar pensando nelas, protegendo seus direitos e respeitando suas escolhas.
No caso das laqueaduras, a pergunta é simples e precisa de uma resposta objetiva: quantas foram feitas sem autorização ou sem o devido consentimento das pacientes?
Leia menos
Pegou mal. Mais uma vez. A declaração da governadora Raquel Lyra (PSD) que sugere a uma paciente do Hospital Dom Moura, em Garanhuns, ser submetida a uma laqueadura, nas palavras de Raquel, “sem ela saber”, acabou por ganhar uma dimensão que ultrapassa, e muito, os limites de uma fala infeliz.
Trata-se de um episódio que envolve consentimento, autonomia individual, ética médica e valores defendidos por setores que, sim, integram o campo político da ex-prefeita de Caruaru.
Leia maisMas antes de analisar o teor do que foi sugerido pela governadora, é necessário se debruçar sobre a Constituição Federal. A legislação brasileira exige manifestação expressa da vontade para a esterilização voluntária.
Ou seja, fora das quatro linhas do que preconiza a lei tudo seria ilegal. Bacharel em Direito, a procuradora licenciada teria por obrigação de ofício saber disso, justamente para evitar que a incumbisse em erro grave, ilegal e inconstitucional.
Com um palanque abarrotado de bolsonaristas e conservadores, é justamente junto ao eleitor católico que a declaração de Raquel esbarra em um dogma: o catecismo considera moralmente ilícita a esterilização direta e estabelece que a regulação dos nascimentos deve ocorrer sem imposições externas.
A encíclica Humanae Vitae, de Paulo VI, também rejeita a esterilização direta e adverte contra a interferência coercitiva do poder público nas decisões relacionadas à geração da vida. Portanto, a frase da governadora colide não apenas com a legislação brasileira, mas também com princípios centrais da doutrina católica.
Politicamente, o episódio cria mais uma situação delicada para uma governadora que busca manter em seu entorno setores de centro, direita e conservadores. Mais uma porque, recentemente, a base de apoio a Raquel Lyra expurgou de perto de si a figura de Mendonça Filho, candidato do PL ao Senado, tendo chegado a acionar a Justiça Eleitoral para evitar que o ex-governador fizesse uso da imagem da governadora em peças publicitárias.
Acontece que, oportunamente ou não, hoje, Mendonça carrega consigo parte de um eleitorado que atribui peso relevante a valores ligados à família, à religião e à liberdade individual.
Em resumo: como uma candidata que precisa dialogar com diferentes segmentos conservadores explicará uma declaração que sugere uma intervenção definitiva no corpo de uma mulher sem seu conhecimento? Entre a legislação, a doutrina católica e a própria necessidade de preservar alianças eleitorais, a frase transformou um comentário de poucos segundos em um problema político de proporções bem maiores.
Leia menos
Por Mariana Sanches
Do UOL
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja neste domingo (20) a Nova York, onde fará o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU. No decorrer de sua fala, devem aparecer ao menos três recados aos Estados Unidos, sem citações nominais ao presidente Donald Trump, que o sucederá no púlpito: cooperação internacional no combate ao crime organizado, sem invasões territoriais, críticas à aplicação de tarifas comerciais e respeito da comunidade internacional às eleições brasileiras.
A menos de 12 dias das eleições presidenciais, e em meio a um cenário difícil pintado pelas pesquisas de intenção de voto, Lula deve deixar de lado qualquer menção ao Judiciário brasileiro, que enfrenta uma grave crise exposta na sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) da última terça-feira (15), quando o julgamento da abertura de inquérito contra Alexandre de Moraes por suposta ligação com Daniel Vorcaro virou uma sucessão de trocas de acusações e ataques entre os magistrados. A sessão foi suspensa por um pedido de vista de Flávio Dino.
Leia maisNo mesmo fórum, no ano passado, o presidente brasileiro defendeu nominalmente o “Judiciário” do país, um dia depois de os Estados Unidos imporem sanções contra a mulher de Moraes, Viviane Barci, e a um escritório do casal com base na Lei Magnitsky. A Assembleia Geral ocorria dias após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, altos funcionários do seu governo e militares por tentativa de golpe de Estado, cujo relator foi o mesmo Alexandre de Moraes. Auxiliares do petista avaliam que, desta vez, a crise enfrentada pelos ministros do Supremo é de ordem interna.
As páginas nas quais foi escrito o discurso que Lula fará na terça-feira (22) contêm, ainda, velhas demandas do Brasil no organismo internacional – muitas já apareceram em outras das nove participações do presidente brasileiro na ONU. Estarão lá a reforma do Conselho de Segurança, a defesa do multilateralismo, o apelo à democracia, a importância da conservação ambiental e a necessidade de se adotarem soluções de governança global que encerrem conflitos, como o de Gaza, da Ucrânia e do Sudão. Os pleitos devem ganhar em intensidade, já que a ONU enfrenta crises política e financeira, além de um impasse na eleição de um secretário-geral que substitua o português Antônio Guterrez, que encerrará seu mandato após dez anos.
A equipe do presidente brasileiro vê possibilidade de repetir o esbarrão coreografado de bastidor com Trump, embora nenhuma agenda tenha sido confirmada. Um encontro rápido é possível, apesar dos esforços do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e do comentarista político Paulo Figueiredo, que estiveram em Washington nos últimos dias para pedir a interlocutores no Departamento de Estado e na Casa Branca que o presidente americano evitasse qualquer interação com o líder brasileiro. A dupla aproveitou a viagem para fazer pressão por novas sanções aos ministros Moraes, Flavio Dino e Gilmar Mendes.
Fora da ONU, Lula tem uma reunião prevista com o prefeito de Nova York, o socialista Zohran Mamdani. Mais de 30 autoridades pediram reuniões bilaterais, segundo os assessores do presidente brasileiro. Nenhuma foi confirmada, por ora. O petista enfrentará uma viagem de mais de 12 horas para passar menos de dois dias completos na cidade americana. Embora o tom da participação dele na ONU esteja sendo preparado para atender ao público internacional, o discurso não deixa de ser uma peça publicitária luxuosa para a campanha.
Leia menos
Amanhã (21), Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB) e Ivan Moraes (Psol) participam de um debate promovido pela TV Guararapes. O encontro será realizado das 18h às 19h45, com mediação da apresentadora Meiry Lanuce. A emissora optou por um formato que os candidatos farão perguntas entre si.
O debate será dividido em quatro blocos. No primeiro e no terceiro, os candidatos poderão abordar temas livres nas perguntas feitas uns aos outros. A ordem de quem pergunta e quem responde será definida por sorteio, com direito a réplica e tréplica. No segundo bloco, o formato será semelhante, mas os temas das perguntas também serão sorteados.
O quarto e último bloco será destinado às considerações finais dos candidatos. O encontro ocorre a 14 dias do primeiro turno das eleições para o Governo de Pernambuco.
Após a repercussão de um vídeo divulgado neste domingo (20) pela coluna da jornalista Andreza Matais, do Metrópoles, em que a governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), sugere a realização de uma laqueadura em uma mulher sem o seu conhecimento, a governadora veio a público pedir desculpas pela declaração.
O registro foi feito durante a inauguração da ala pediátrica do Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns. Na gravação, a funcionária relata o caso de uma gestante que já teria sete filhos — a mulher mencionada na conversa não aparece nas imagens. Raquel sugere, então, que a mulher seja submetida a uma laqueadura sem que tenha conhecimento do procedimento.
Raquel classificou a declaração como “uma fala equivocada” e pediu desculpas. “Essa fala minha em nada traduz o respeito que eu tenho às mulheres. Por isso, eu peço desculpas, foi uma fala equivocada, eu não tenho compromisso com o erro”, afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais. A governadora também disse defender que mulheres tenham acesso à informação e ao planejamento familiar pela rede pública de saúde.
Na sequência, Raquel afirmou que a divulgação do vídeo seria “mais uma tentativa de desviar o verdadeiro foco do debate” no contexto eleitoral. “Não é sobre ataques, deve ser sobre propostas”, declarou.
Por Larissa Rodrigues
Do Blog Efeito Político
Este é daqueles textos que nenhuma jornalista gostaria de escrever. Sendo mulher, é ainda mais pesado analisar a fala mais indefensável de todos os tempos vinda justamente da primeira mulher a comandar Pernambuco, um Estado libertário e rebelde por natureza, a terra das Heroínas de Tejucupapo.
Mas, quando se pensava que já tinha se visto todo tipo de absurdo na campanha para o Governo de Pernambuco em 2026, como gabinete do ódio liderado por servidor estadual, pix para comentários favoráveis à governadora Raquel Lyra (PSD) e panfletos apócrifos que até hoje não tiveram suas origens bem explicadas, eis que, neste domingo (20), faltando 15 dias para o primeiro turno das eleições, o eleitorado pernambucano se depara com o horror de ver uma mulher defendendo laqueadura em outra mulher “sem ela saber”.
Leia maisA mulher que defende a laqueadura em outra mulher sem consentimento, pasmem, é a própria governadora Raquel Lyra, em um vídeo de 2025, quando houve a inauguração da ala pediátrica do Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns (Agreste). “Mas faz sem ela saber! Vai!”, diz Raquel, após ouvir de uma pessoa que aparenta ser funcionária da unidade o relato sobre uma paciente que estaria novamente grávida e já teria sete filhos.
São tantas camadas aqui de absurdo que é inevitável sentir repulsa com a fala, uma indignação que todos podem e devem sentir, mas sendo mulher é ainda mais doído. Como pode ser aceitável defender que uma mulher seja esterilizada sem saber, sem consentir, simplesmente acordar de uma cirurgia e ter seu corpo modificado sem sua expressa autorização? Como? Sob qual justificativa essa violência teria amparo? Ninguém, absolutamente ninguém tem direito de modificar o corpo de outra pessoa sem consentimento, nem familiares, nem médicos, e muito menos o Estado.
Quando a governadora do Estado diz algo do tipo ela está chancelando que o Estado possa se apropriar de uma decisão que só pertence à própria mulher, independentemente das condições em que essa mulher se encontre. A fala de Raquel Lyra produz o que há de pior na política: a desumanização das pessoas economicamente vulneráveis, ou você, leitor/leitora, acredita que a governadora seria capaz de sugerir a laqueadura de uma mulher “sem ela saber” que estivesse internada em hospitais particulares? Mulheres de classe média, classe média alta ou ricas jamais veriam a governadora sugerindo esterilização compulsória, porque essas são “consideradas humanas” e têm direito de tomarem as próprias decisões.
No entanto, na cabeça de uma governadora repleta de privilégios de todos os tipos e que claramente não enxerga a mulher periférica como igual em direitos é aceitável desumanizá-la ao ponto de fazer nela uma laqueadura “sem ela saber”. É estarrecedor e por mais que Raquel Lyra evite associação com a extrema direita, mesmo tendo representantes em seu palanque, sua fala é semelhante aos piores absurdos já proferidos pelos fascistas. Que diferença Raquel Lyra acha que tem das mulheres periféricas?
Como se sentiria a governadora ao acordar de uma cirurgia e tomar ciência de que nela fora feita uma laqueadura “sem ela saber”? Essa é a pergunta que a governadora e também sua vice, Priscila Krause (PSD), devem se fazer. Além disso, devem se questionar por qual razão uma laqueadura sem consentimento seria inaceitável nelas, mas é aceitável na paciente da rede pública. Raquel e Priscila devem uma explicação às mulheres de Pernambuco. Mais, devem desculpas.
Leia menos
A jornalista Sônia Carneiro, mais conhecida como Soninha, morreu neste domingo (20). Segundo familiares, ela foi encontrada pelo filho pela manhã, em casa, onde morava sozinha. De acordo com o relato, Sônia havia apresentado um quadro de arritmia cardíaca há cerca de três ou quatro dias, chegou a ser atendida em um hospital e recebeu alta. Ontem (19), ela almoçou na casa do filho e, segundo os familiares, estava bem. A família informou que ela morreu durante o sono. A causa da morte ainda não foi divulgada oficialmente.
Sônia Carneiro teve uma longa trajetória no jornalismo político. Foi repórter da Rádio Jornal do Brasil em Brasília entre 1972 e 1992 e acompanhou momentos importantes da história política brasileira, como o processo de redemocratização a campanha das Diretas Já, a eleição presidencial de 1989 e o impeachment de Fernando Collor. Em texto publicado em 2012, no jornal O Globo, o jornalista Jorge Bastos Moreno a descreveu como uma repórter “intrépida” e destacou sua atuação na cobertura da transição democrática. “Com o seu destemor e irreverência, Soninha arrancou coisas dos políticos, que acabaram influenciando decisões importantes. (…) Tancredo Neves só a chamava de ‘minha sobrinha’ e tinha por ela um grande afeto”, descreveu Moreno em seu texto.
Entre os episódios que marcaram sua carreira está uma pergunta feita a Collor durante uma entrevista coletiva, no fim de 1991, quando o então presidente havia emagrecido significativamente. Sônia perguntou diretamente se ele estava com Aids, em meio aos rumores que circulavam na época sobre sua saúde. O episódio foi relembrado pela Folha de S.Paulo em 2014 e pelo Observatório da Imprensa em 2016.
Em 2003, trabalhou com Jaques Wagner na equipe da Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Anos depois, em 2015, foi assessora especial de comunicação social de Wagner no Ministério da Defesa, quando ele comandava a pasta.
Mais informações em instantes.
Do Blog da Folha
João Campos (PSB) e Marília Arraes (PDT) anunciaram, neste domingo (20), uma proposta para que o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco Governador Miguel Arraes (Lafepe) passe a produzir a substância utilizada nas chamadas canetas emagrecedoras. O projeto prevê a construção de uma nova planta do Laboratório, com investimento estimado em R$ 100 milhões, e a oferta do tratamento pelo SUS para pacientes que atendam aos critérios médicos.
A proposta combina a ampliação do acesso a medicamentos para o tratamento da obesidade, do diabetes e de doenças associadas além da recuperação do protagonismo do Lafepe na produção pública de medicamentos. O laboratório pertence ao Estado, desenvolve e fabrica medicamentos voltados às políticas públicas de saúde e acumula seis décadas de atuação no setor farmacêutico.
Leia mais“Vai ter caneta emagrecedora no SUS. Marília já vinha trazendo essa ideia e o presidente Lula apresentou. Qual é a novidade? Nós vamos produzir a substância no Lafepe, aqui em Pernambuco, para garantir essa ação ao povo de Pernambuco que tem essas comorbidades”, afirmou João Campos.
Marília Arraes destacou que a obesidade deve ser tratada como problema de saúde pública. “Obesidade é uma doença crônica que gera um monte de comorbidades. Tem que ser tratada com seriedade”, afirmou Marília.
João Campos relacionou a iniciativa ao movimento do Governo Lula para incorporar esse tipo de medicamento ao SUS. O Ministério da Saúde trabalha na definição de protocolos para ampliar o acesso às chamadas canetas emagrecedoras na rede pública, com acompanhamento médico e critérios específicos para os pacientes.
Em Pernambuco, a proposta prevê uma estrutura específica para essa nova produção. A intenção é atender inicialmente a demanda estadual e, com o aumento da capacidade industrial, abrir a possibilidade de fornecimento a outros estados.
“Pessoas com diabetes, com obesidade e outras comorbidades, que tenham orientação médica, poderão receber esse medicamento. Nós vamos produzir no Lafepe a substância. Uma nova planta de R$ 100 milhões vai ser construída para isso e, quem sabe, a gente também possa ajudar outros estados fornecendo a partir daqui”, disse o candidato da Frente Popular.
Marília afirmou que pretende atuar no Senado para buscar recursos destinados ao projeto e destacou o papel que o laboratório pode voltar a exercer na política industrial da saúde. “Nosso mandato vai disponibilizar os recursos para isso e Pernambuco vai voltar a ser protagonista na produção desses medicamentos de ponta com o Lafepe, que sempre foi um grande sonho de Arraes: ver o Lafepe forte, servindo ao nosso povo”, afirmou a candidata ao Senado pela Frente Popular.
Para Marília, produzir o medicamento em Pernambuco também significa reduzir a dependência externa de tecnologias estratégicas. “É transferência de tecnologia, é soberania nacional, porque o Brasil e Pernambuco não vão ficar dependendo de outros países. E é o povo com acesso a um tratamento de qualidade para viver mais e viver melhor”, declarou.
João Campos encerrou o anúncio fazendo referência a um dos produtos mais conhecidos da história do laboratório. “O Lafepe, que já teve a melhor vitamina C, agora vai ter a melhor caneta emagrecedora. Se preparem”, concluiu.
Leia menos
O prefeito de Timbaúba, Marinaldo Rosendo (PP/UP), entregou uma nova via pavimentada no bairro do Ozanan, neste domingo (20). A antiga Rua Projetada 27 recebeu o nome de Rua Edivan Pacheco de Aguiar Silva, em homenagem ao artista timbaubense Ivan Clássico Show, já falecido.
A entrega contou com a presença da presidente da Câmara Municipal, vereadora Balazinha Rosendo, dos vereadores Tarcísio Batista e Lon Ferreira Lima, além de secretários municipais e lideranças políticas. Moradores da localidade também acompanharam a solenidade.
Durante o evento, Marinaldo lembrou intervenções realizadas no bairro desde seu primeiro mandato, em 2009, quando, segundo ele, foi construído um canal para o escoamento de águas e prevenção de alagamentos. O prefeito também anunciou o início das obras da Rua Projetada 19. “O trabalho não para, agora, estou dando ordem de serviço das obras da rua projetada 19, com obras já iniciadas e muito em breve entregue aos moradores”, afirmou.
