O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), tem evitado comentar os esclarecimentos do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre os contatos com o banqueiro Daniel Vorcaro. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, o pessedista afirmou que a avaliação que lhe cabe fazer é dentro das pesquisas de opinião, onde o liberal sofreu queda, mas as intenções de voto não se refletiram para os demais nomes da oposição.
“Caberá ao senador prestar todos os esclarecimentos à população brasileira, a seus eleitores. Isso é responsabilidade do candidato, se apresentar e trazer seus argumentos. Para tal, ele realmente está tentando se explicar. Se realmente a população vai absorver os argumentos ou não, isso vai depender do que as pesquisas vão detectar. O que posso dizer é que nunca fiz política com oportunismo”, afirmou Caiado.
Leia mais“Entendo que este momento é de termos habilidade política no sentido de chegarmos ao segundo turno sem fragilizar o acordo que temos na centro-direita, de estarmos unidos para derrotar o presidente Lula (PT). Esse é o objetivo principal. Aqueles que tenham problemas de ordem pessoal, cabe a cada um dar suas explicações, mas isso jamais poderá fragilizar o nosso ponto de concordância. Aquele que passar para o segundo turno terá apoio de todos nós para derrotar aquele que está no comando do país há 20 anos, em que só progrediu a corrupção, tanto no Banco Master quanto no assalto aos aposentados, petrolão, mensalão, aquele que roubou o futuro dos jovens do nosso país”, disparou o ex-governador.
Sobre captar os votos perdidos por Flávio, Caiado acredita que ainda não é o tempo dessa “migração”, que só deverá ocorrer no segundo semestre. “Sem dúvida, as pesquisas sofreram pouca alteração do que víamos em relação às anteriores. Acredito que refletirá mais nos debates que virão”, observou. “A população ainda não se engajou na campanha. Talvez só depois da Copa do Mundo ela volte as atenções para a política nacional. Aí sim eles irão formando a opinião que será vencedora. Espero poder chegar ao segundo turno e levar uma condição de um ponto de concordância em torno da centro-direita para batermos o Lula”, concluiu.
Leia menos

















