Alckmin diz que expectativa sobre viagem de Lula a Washington é ‘zerar’ o tarifaço

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, afirmou, hoje, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve frisar, durante a viagem aos Estados Unidos, a retirada das taxas sobre os produtos brasileiros que ainda estão sob os efeitos do chamado “tarifaço” norte-americano.

Lula anunciou que pretende fazer uma viagem a Washington no próximo mês de março, para conversar presencialmente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo Alckmin, o tarifaço está entre as principais pautas da reunião presencial entre os dois chefes de Estado.

“A expectativa [sobre a viagem] é positiva, e muito focada na relação Brasil e Estados Unidos. Já melhorou. Nós tínhamos 37% da exportação brasileira para os EUA agravada pelo tarifaço, reduziu e hoje está em 22%. Já caiu bem o tarifaço, mas a ideia é zerar. Não há razão para ter um tarifaço”, afirmou o vice-presidente.

Oficialmente, produtos brasileiros têm tarifas de 10%, assim como outros países. Mas, o governo Trump anunciou uma sobretaxa de 40%, o que resultou em 50% de taxação a produtos brasileiros exportados nos EUA.

Em novembro, os EUA voltaram atrás e decidiram pela retirada da sobretaxa que incidia sobre alguns produtos dessa lista. Os anúncios trouxeram alívio para boa parte dos produtos do agronegócio, mas ainda afetam a principalmente a indústria, já que os produtos manufaturados seguem com sobretaxa de 40%.

“Já avançou bastante, nós já tivemos toda a área de carne, avião, suco de laranja, frutas, café… já muita coisa saiu [do tarifaço]. A ideia agora é focar bastante em alguns produtos agrícolas e muito na indústria, que ainda está com tarifa de 50%”, prosseguiu Alckmin.

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Do Poder360

Canadá, Alemanha, Reino Unido e Irlanda emitiram ou atualizaram alertas de viagem ao Brasil em razão das eleições, cujo 1º turno será neste domingo (4). Ontem (2), as embaixadas dos EUA e da Austrália suspenderam os serviços temporariamente.

Os avisos recomendam cautela com aglomerações, manifestações políticas e possíveis confrontos violentos. As páginas oficias das embaixadas foram atualizadas para incluir orientações específicas sobre o período eleitoral.

Uma nova pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (2) revela a situação da disputa presidencial entre eleitores de Pernambuco no primeiro turno. No estado, o presidente Lula (PT) tem 61% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 25%.

O levantamento mostra uma oscilação positiva dos candidatos dentro da margem de erro, que neste caso é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Na última pesquisa, divulgada no dia 25 de setembro, Lula tinha 60%, enquanto Flávio tinha 24%. As informações são do Diário de Pernambuco.

Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) marcaram 3%. Ronaldo Caiado (PSD) alcançou 1%. Os demais candidatos não pontuaram. Brancos, nulos e os eleitores que não pretendem votar em nenhum candidato somam 4% (eram 5%). Indecisos se mantiveram em 2%.

Foram entrevistadas 1.204 pessoas entre 28 de setembro e 1º de outubro e o nível de confiança é de 95%. Os números de registro da pesquisa são PE-06822/2026 e BR-02676/2026.

Jaboatão dos Guararapes - Saúde nas escolas 2026

O candidato a deputado federal Miguel Coelho, que foi preterido na disputa ao Senado pela governadora Raquel Lyra, que escolheu outros nomes, divulgou hoje, em suas redes sociais, a composição de sua chapinha para as eleições.

O que chama atenção é que, assim como a chapa da governadora Raquel Lyra, a de Miguel Coelho também não tem candidato a presidente da República.

Ironia do destino. E fica a curiosidade para saber como será o comportamento de Miguel no day after da eleição, a depender do resultado da disputa presidencial.

Conhecendo bem, como todos conhecem, a família Coelho, é óbvio que, se der Lula amanhã, eles vão jurar amor, como já fizeram no passado, e depois vão traí-lo. Se der Flávio Bolsonaro, também será a mesma coisa. É o DNA da família.

Caruaru - Minha rua nova

O candidato João Campos (PSB) anunciou, na manhã deste sábado (3), que seu primeiro ato como governador será revogar o reajuste da conta de água previsto para novembro. Segundo o líder da Frente Popular de Pernambuco, a medida se justifica pelo fato de os contratos com as concessionárias terem sido assinados há menos de seis meses e de o serviço que ficará a cargo delas ainda não ter sido plenamente assumido. A concessão da distribuição de água e da coleta e tratamento de esgoto foi feita pela gestão da governadora Raquel Lyra (PSD) e terá, logo depois das eleições, seu primeiro reajuste, levando em conta a inflação acumulada de quase três anos.

“Como é que um contrato assinado em abril já vai ter aumento de conta em novembro? Você já viu aluguel ter reajuste em menos de um ano? Não. Por que reajustar a inflação de três anos em seis meses? A empresa sequer começou a operar e a conta já vai aumentar. Como governador, eu vou barrar esse reajuste da água. Já analisei com a equipe jurídica e há espaço para fazer isso. Eu quero água na torneira das pessoas com preço justo. E nós vamos fazer isso acontecer”, disse João.

O candidato disse que, se eleito, ainda no período de transição, já começará a trabalhar nas negociações para evitar que o aumento da conta de água aconteça em novembro deste ano. João assegurou que, se o reajuste não for evitado por Raquel Lyra no fim da gestão dela, ele próprio revogará o aumento em janeiro de 2027, quando for chefe do Poder Executivo estadual. O compromisso de João Campos leva em conta um universo de oito milhões de consumidores. Ao longo da campanha, o líder da Frente Popular também já havia assumido a proposta de zerar a conta de água de quem está na tarifa social e não recebe água de forma regular em seus domicílios.

O contrato com a Vita Sertão, que ficou responsável pelo serviço na maior parte do Sertão, foi assinado em 7 de abril deste ano. Já o consórcio Pernambuco Saneamento, composto pelas empresas BRK e Acciona e que assumirá um lote composto por municípios do Grande Recife, do Agreste e do Sertão do Pajeú, oficializou o vínculo com o Governo do Estado em 29 de abril, também há menos de seis meses. A previsão é de que a operação dos serviços comece em outubro. Já para novembro, depois das eleições, está previsto um grande reajuste, equivalente à inflação acumulada desde setembro de 2023.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Por Gastão Cerquinha Neto*

Quando falamos sobre as mudanças climáticas, é comum pensarmos primeiro nos impactos mais visíveis: inundações, secas, incêndios florestais, deslizamentos de encostas, ondas de calor e outros eventos extremos. Nos preocupamos com as vidas perdidas, nas famílias que precisam deixar suas casas e nos prejuízos econômicos causados por esses acontecimentos.

Mas existe outro impacto, menos visível, que também merece atenção: o efeito das mudanças climáticas sobre a forma como nos sentimos e enxergamos o futuro. As pessoas estão preocupadas com o caminho que estamos percorrendo e com a saúde do planeta. A repetição de eventos extremos e a percepção de que eles podem se tornar mais frequentes ou intensos despertam sentimentos de medo, estresse, raiva, tristeza e impotência.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360

Antes de votar amanhã, pense. Você acha que está tudo fora do lugar, mas onde está escrito que o Brasil tinha de dar certo? No livro de Stefan Zweig, “Brasil, País do Futuro”? Ali não foi registrada previsão, mas mera possibilidade. 

O Brasil trata mal seu povo desde 1500. O conceito de nação e de povo nunca existiu de fato e, mesmo depois da Independência, demorou a aparecer. Enquanto o Peru inaugurou a Universidade de San Marcos em 1551, a Faculdade de Direito do Recife é de 1827 e a Universidade do Paraná, a primeira do Brasil, nasceu em 1912.

Palmares - Forró Mares 2026

A campanha de reeleição de Raquel Lyra (PSD) acaba de sofrer o seu mais duro revés institucional. Se o escândalo da laqueadura forçada já havia aberto uma fissura profunda na imagem da governadora, as conclusões da Polícia Federal enviadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), ontem (2), transportam a crise do suposto “gabinete do ódio” para o terreno do crime comum e eleitoral. Aí vem o pior: é a própria chefe do Executivo quem aparece no centro do furacão.

Não se trata mais de especulação de bastidor ou retórica de oposição. O relatório da PF aponta formalmente indícios de envolvimento direto da governadora em crimes de associação criminosa, peculato e desvio de verbas públicas para alimentar uma estrutura clandestina de difamação digital: o já batizado “gabinete do ódio” pernambucano.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

A governadora Raquel Lyra (PSD) já afirmou que trabalha para garantir “vez e voz” às mulheres. Mas quando uma mulher chegou à presidência da Associação dos Peritos Papiloscopistas Policiais Civis de Pernambuco (ASPPAPE), um direito que já havia sido concedido em situações anteriores foi negado pelo Governo de Pernambuco e precisou ser levado à Justiça.

“Eu sempre trabalhei como mulher que sou, especialmente para que as mulheres possam ter direito a vez e voz.” A frase é da governadora Raquel Lyra e ganha um significado particular diante de um episódio envolvendo a ASPPAPE.


Camaragibe - IPTU Verde 2026

As últimas pesquisas eleitorais antes do primeiro turno das eleições de 2026 saem neste sábado (3), véspera da votação, marcada para amanhã (4). Serão divulgadas, no final do dia, novas rodadas do Datafolha e da Quaest. A rodada mais recente da pesquisa Datafolha para o Governo de Pernambuco, divulgada na última quinta-feira (1º), aponta a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) com 46% das intenções de voto, enquanto João Campos (PSB) soma 44% do total na consulta estimulada para o primeiro turno.

A Coligação Pernambuco de Coração, liderada pela governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), solicitou ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) a impugnação da pesquisa Quaest com as intenções de voto para o governo do estado, prevista para este sábado (3). As informações são do Diário de Pernambuco.

Por Anthony Santana
Do Blog da Folha

No último dia permitido pela legislação eleitoral para a campanha de rua, os dois principais candidatos ao governo de Pernambuco apostam todas as fichas na Região Metropolitana do Recife.

Considerada estratégica para a disputa, a região será o principal território das agendas dos candidatos, que intensificam a mobilização na reta final em busca dos votos dos eleitores indecisos e daqueles que ainda podem mudar de posição.

Raquel chega ao último dia sob o peso de uma campanha marcada por recuos e episódios negativos

A governadora Raquel Lyra (PSD) chega ao último dia da campanha tentando a reeleição tendo de administrar uma sucessão de episódios que, ao longo das últimas semanas, alteraram o ambiente da disputa. Em vez de encerrar a campanha ditando os termos do debate, a gestora chega à véspera da eleição reagindo a uma agenda que passou a ser cada vez mais imposta pelo adversário.

O movimento mais simbólico ocorreu nos últimos dias, quando sua campanha incorporou a defesa da isenção de IPVA para motocicletas de até 180 cilindradas, uma proposta que João Campos já havia apresentado durante a campanha. O episódio ganhou relevância menos pelo conteúdo da medida, que passou a ser compartilhado pelos dois candidatos, e mais pelo momento em que ocorreu.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, enviou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) uma investigação sobre um suposto “gabinete do ódio” que seria utilizado pela governadora Raquel Lyra (PSD) para atacar o adversário na eleição deste ano, João Campos (PSB). A decisão desta sexta-feira foi tomada após a Polícia Federal (PF) abrir um inquérito para apurar indícios da atuação de uma milícia digital para disseminar notícias falsas com uso de recursos da gestão.

A informação sobre a investigação foi revelada pela “Folha de S. Paulo” em agosto. O caso tramitava no STF no âmbito do inquérito das fake news. No mês passado, Fachin retirou o ministro Alexandre de Moraes da relatoria na esteira da crise na Corte derivada dos desdobramentos do caso Master. As informações são do jornal O GLOBO.