FMO

18/11


2017

Um petista festeiro. Com dinheiro público

Ricardo Boechat – ISTOÉ

Camilo Santana (foto),  governador petista do Ceará, é um homem que gosta de festa. Especialmente com dinheiro público.

Só esse ano, ele já gastou mais de R$ 500 mil com bandas para acompanhá-lo em eventos públicos.

O gênero preferido de Sua Excelência é o forró.

Enquanto isso, ministros do TST não estão gostando da lavagem de roupa suja em autos de processos, entre o presidente Ives Gandra Martins Filho e o vice da Corte, Emmanuel Pereira. Ambos vêm utilizando fundamentos jurídicos bem agressivos, um contra o outro, numa contundência que lembra certos debates entre ministros do STF.

Diversas togas do tribunal trabalhista se revelaram incomodados na semana passada, pedindo moderação. Um dos argumentos foi que o conflito não melhora a imagem do TST, justo na hora em que a reforma trabalhista entrou em vigor, sob um manto de incertezas.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Versão Agreste Central

18/11


2017

Ministro filho de Picciani “some” após prisão do pai

Leonardo Picciani (PMDB) (Foto) cancelou ao menos dois compromissos públicas e não abriu agenda para audiências; nos bastidores, começam a circular rumores de que ele possa deixar o cargo

O Estado de S.Paulo - Felipe Frazão

O ministro do Esporte, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), deixou nesta semana a agenda de gabinete, em Brasília, para prestar apoio à família depois que o pai, Jorge, e o irmão, Felipe, foram presos – decisão posteriormente revogada pela Assembleia Legislativa.

O ministro passou a semana no Rio, acompanhando de perto a repercussão da Operação Cadeia Velha, que atingiu seu clã e a cúpula do PMDB fluminense.

Picciani nem sequer voltou a Brasília nesta semana. A última aparição foi ao lado do presidente Michel Temer, na segunda-feira passada, no lançamento de um programa emergencial de ações sociais voltadas para comunidades carentes por ocasião da intervenção das forças de segurança na cidade.

 O ministro cancelou pelo menos dois compromissos públicos e não abriu a agenda para audiências com parlamentares, prefeitos, vereadores, secretários, atletas e dirigentes de confederações na capital federal. A assessoria não divulgou nenhuma atividade do ministro.Nos corredores do Palácio do Planalto, entre representantes da base governista já começaram a circular rumores de que Picciani possa deixar o cargo, contra sua vontade, na reforma ministerial prometida pelo presidente. Ele deve concorrer à reeleição e planejava deixar o cargo apenas no ano que vem.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Versão Sertão do Araripe

18/11


2017

Alckmin incensado no Recife segunda-feira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Da coluna de  Marisa Gibson DIARIO POLÍTICO deste sábado

 [...]

Um ano de sol e sereno

Nesta segunda-feira, Alckmin faz palestra no Recife, no mesmo palco onde, no início do ano, Doria foi aplaudido de pé como presidenciável. Agora, a crise que divide o PSDB,  em função do apoio ao Governo Temer, alarga os caminhos de Alckmin – tucanos de todas as plumagens o querem presidente do PSDB, por ser o único capaz de unir o partido. E, assim, seu projeto nacional começa a se consolidar a quase um ano das eleições.

Para incensá-lo, os tucanos pernambucanos prepararam uma agenda típica de candidato, começando com uma missa, no domingo, na Madre de Deus, seguindo uma visita à comunidade do Pilar.

Depois, almoça com o deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB), acompanhado por Samuel Moreira, chefe da Casa Civil do governo paulista, e do vice pernambucano Raul Henry (PMDB).

Jarbas, a quem Alckmin convida com frequência para conversar em São Paulo, vai prestigiar o tucano no café da manhã, no Paço Alfândega, promovido pelo Lide /PE e Fiepe. Agora, todo cuidado é pouco: a candidatura de Alckmin pode envelhecer antes de chegar a eleição de 2018.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Versão Mata Sul

18/11


2017

Maia admite apetite para Presidência da República

Maia disse que em 2018 irá buscar a reeleição como deputado e não descartou disputar a presidência da Câmara novamente

Maria Carolina Marcello e Anthony Boadle, da Reuters

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), admitiu nesta sexta-feira ter “apetite” para disputar a Presidência da República, mas afirmou quem em 2018 irá se candidatar a deputado federal. O comentário surgiu quando justificava sua postura, que considera isenta, na condução das duas denúncias contra o presidente Michel Temer.

“O presidente da Câmara anterior não trabalhou da forma como eu trabalhei. Alguns até criticaram ‘ah, o Rodrigo não mostrou apetite para ser presidente’. Eu falei ‘não, eu tenho apetite para ser candidato a presidente –na urna, não na denúncia'”, disse Maia em entrevista à Reuters nesta sexta-feira.

“Eu tenho apetite para ser candidato a presidente no futuro, mas não para tirar o presidente.” Questionado, Maia disse que em 2018 irá buscar a reeleição como deputado e não descartou disputar a presidência da Câmara novamente.

“Isso aí é uma conjuntura pós-eleição. Se eu for reeleito (deputado), primeiro, e se eu tiver um grupo de partidos que apoie essa alternativa, não tem nenhum problema… se eu puder construir, eu vou construir, mas isso depende de variáveis que eu não tenho como tratar agora.”

“Pop Star”

Ao avaliar o cenário das eleições de 2018, Maia afirmou que as chances de vitória de um “outsider” em uma eleição majoritária nacional depende da estrutura partidária que ele obtiver.

“Não existe ‘outsider’ que consiga vencer uma eleição no Brasil sem uma estrutura partidária. Não adianta você ser ‘pop star’ se você chega no Paraná, faz uma bela agenda porque todo mundo gosta de você, você é um cara conhecido, mas quando você sair de lá não vai ficar ninguém pedindo voto para você”, disse Maia.

“Por isso que eu acho que o próprio Luciano Huck… está procurado esse caminho, ele já viu que sem o mínimo de estrutura partidária ele não vai a lugar nenhum”, completou, referindo-se ao apresentador de TV que tem se movimentado nos meandros políticos.

“Só acho que o DEM erra de ficar valorizando esses nomes. Não que não sejam nomes que possam disputar com condições de vencer”, disse Maia. O deputado defende a tese que o partido precisa se fortalecer, buscar palanques nos principais Estados do país e consolidar sua mensagem à sociedade. Para ele, o DEM não deveria “gerar muita especulação” sobre nomes fora do partido.

“Você não deve fazer política projetando um cenário com variáveis que você não controla.”


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


18/11


2017

Políticos fundaram o MFP, Movimento Fora Povo

Josias de Souza

Os políticos brasileiros fundaram o MFP, Movimento Fora Povo. Todas as pesquisas de opinião informam que a corrupção está na lista dos problemas que mais inquietam o brasileiro. A Lava Jato animava a plateia com a perspectiva de igualar todos os transgressores perante a lei. De repente, o vendaval que ameaçava os corruptos foi substituído pela mesma velha brisa de sempre —a brisa da impunidade.

Insatisfeitos com o foro privilegiado, os políticos agora perseguem a blindagem absoluta. O mais trágico é que eles fazem isso com a ajuda do Supremo Tribunal Federal, que, sob a presidência gelatinosa da ministra Cármen Lúcia, não só lavou as mãos no caso de Aécio Neves, como autorizou o Senado a sumir com o sabonete.

Ao permitir que Aécio recuperasse o mandato e se livrasse do recolhimento domiciliar noturno não pelo peso dos seus argumentos mas pela força do compadrio e do corporativismo, o Supremo acionou um abracadabra que fez aflorar o lado Ali-Babá das Assembleias Legislativas.

A conversão de imunidade em impunidade já livrou a cara de deputados estaduais em Mato Grosso e no Rio Grande do Norte. Vem agora o escárnio do Rio de Janeiro. A melhor arma contra o Movimento Fora Povo é o voto. O instinto de autoproteção dos corruptos transforma as urnas de 2018 numa espécie de raticida.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Nehemias

Lula, é uma lágrima de Cristo.

Nehemias

Lula o melhor presidente do Brasil, com 55 honoris causa de universidades pelo mundo. O MITO

Nehemias

REINALDO AZEVEDO CHAMA ELEITORES DE BOLSONARO DE IGNORANTES E MANDA ELES ESTUDAREM. Ôxente! São analfas, é? KKKK

Nehemias

Geisel: O combate à corrupção foi palavra de ordem durante a ditadura. Nos porões do regime, porém, a ilegalidade prevaleceu.

sonia

Bretas: STF pode criar ‘pessoas imunes’ às leis. Isso é o Brasil atual L.A.D.R.Ã.O soltando L A D R Ã O . Lamentável Fala aí Dra. Cármen Lúcia. O que você está achando disso tudo?


Versão Sertão de Itaparica

18/11


2017

Campanha: Alckmin vem ao Recife e vai a Renata Campos

Geraldo Alckmin (PSDB) embarca neste fim de semana para Pernambuco com programação de candidato a presidente da República. Terá conversa com Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Campos.

Ciceroneado por Bruno Araújo (PSDB-PE), o paulista participará de um encontro com o PSDB local. Na segunda (20), fará palestra para empresários.

Se o governador Alckmin continuar esperando que a presidência do PSDB caia em seu colo, corre o risco de deixar de ser opção para a sigla. Como ele não se move, Tasso Jereissati (CE) e Marconi Perillo (GO) decidiram dar um gás em suas campanhas. (Painel - Daniela Lima - Folha de S.Paulo)


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

sonia

Não se meta a besta venta de chu chu, não tem pra ninguém é BOLSONARO.


Prefeitura do Ipojuca

18/11


2017

Jair Bolsonaro: a ameaça totalitária

O candidato que reverencia torturadores, chama os direitos humanos de “esterco da vagabundagem”, diz que só quem “fraqueja” gera filha mulher e que preferiria um filho morto a ser homossexual ostenta quase 20% nas pesquisas. Agora, finge ser liberal para encantar o mercado. Ele pode ser presidente. E o perigo é exatamente esse

ISTOÉ - Octávio Costa e Tábata Viapiana

O deputado Jair Bolsonaro empreende um enorme esforço para suavizar seu perfil. Tenta vestir pele de cordeiro, mas não adianta. É um predador. Tornou-se conhecido exatamente pela truculência, pelos raivosos ataques às minorias, pelas ofensas às mulheres, aos homossexuais e pela defesa radical da tortura e dos regimes autoritários. Salta aos olhos sua verve flagrantemente totalitária – o parlamentar reage a críticas a coices de cavalo. Demonstra não admiti-las. A virulência com que contra-ataca qualquer reparo dispensado a ele é típica de quem não suporta ser fiscalizado.

Imagine no poder? Como diria o filosofo espanhol Ortega & Gasset, parece faltar a Bolsonaro aquele fundo insubornável do ser. Ou seja, o mais íntimo pensamento na hora em que o indivíduo encara o seu reflexo no espelho e tenta reconhecer a própria face. Não raro, acusa os outros do que ele mesmo faz.

Até hoje, Bolsonaro conseguiu se eleger graças aos votos de pessoas aparentemente tão preconceituosas quanto ele. As que não o são, transmitem a impressão de estarem inebriadas pelo fenômeno eleitoral – os olhos vidrados e a postura quase catatônica de seu séquito, a entoar “mito, mito, mito” a cada aparição de Bolsonaro pelas capitais do País, falam por si. Nos últimos meses, o parlamentar aproveitou a crise de segurança e a escalada da corrupção para ampliar sua faixa de simpatizantes. Mais moderado, apresenta-se como o candidato ideal à Presidência para quem perdeu a confiança na política tradicional. Com isso, já aparece em segundo lugar nas pesquisas de opinião, atrás somente do ex-presidente Lula. Porém, que ninguém se engane.

Bolsonaro significa um retrocesso para o Brasil. O pré-candidato leva Messias no nome, mas definitivamente não conduz o País para um bom caminho. Depois de um impeachment e de a Lava Jato arruinar a velha política e seus métodos condenáveis, as próximas eleições podem representar um momento de inflexão para o Brasil. Pelo menos é o que se espera. Sua candidatura, no entanto, é a antítese disso.

Comete erro grosseiro quem não dá importância à ascensão do ex-capitão do Exército. O País pode estar diante do ovo da serpente. Embora sua candidatura seja legítima, e algumas de suas ideias passíveis de estarem em debate numa campanha, uma eventual eleição de Bolsonaro representa uma grave ameaça aos preceitos republicanos e democráticos. Do ponto de vista político, será como manter o País sob um Fla-Flu constante. E, pior, debaixo de um tacape manejado por um troglodita desprovido de freios. Ele sabe que grassa no eleitorado um sentimento de desolação e, para chegar lá, joga exatamente para essa platéia. Por isso, tornou-se um fenômeno nas redes sociais, com mais de cinco milhões de seguidores, além de admiradores fieis. Trata-se, no entanto, de um mito com pés de barros.

As declarações de Bolsonaro costumam ser contraditórias e inconsistentes, um espelho de seu repertório raso. Mostram seu total despreparo para exercer altas funções no Executivo. Seu conhecimento sobre a economia brasileira é de uma superficialidade chocante para um homem com tantos anos de vida pública. Ele próprio admite que não entende nada do riscado. E diz que, se chegar à Presidência, bastará nomear um ministro da Fazenda que seja do ramo para ficar tudo certo. Quem conhece seu estilo centralizador, sabe que não é bem assim. Os próprios aliados reconhecem que delegar não é seu forte.

Em encontro com representantes do mercado financeiro, Bolsonaro deu demonstrações de sua ignorância a respeito de temas econômicos. Ao ser questionado sobre o que pretende fazer para reduzir a dívida pública, disse que chamaria todos os credores para conversar. Perpetrou um absurdo. Como se sabe, qualquer pessoa ou empresa pode comprar títulos da dívida pública. E o número de detentores de tais títulos é imenso. O deputado confundiu dívida pública com dívida externa, essa sim com número de credores palpável. Dias antes, em entrevista a Mariana Godoy, da RedeTV!, disse que os militares guindaram a economia brasileira à 8ª maior do mundo. “Dos cinco presidentes militares, nenhum era formado em economia, e ainda assim, elevaram o Brasil da 49ª para a 8ª economia mundial”. Convenientemente ou não, esqueceu-se que, na ditadura, a dívida externa explodiu e houve hiperinflação.

Diante das derrapadas em profusão na seara econômica, Bolsonaro recorreu à consultoria dos irmãos Abraham Weintraub e Arthur Weintraub. O primeiro foi diretor da corretora do Banco Votorantim e o segundo é advogado e doutor em direito previdenciário. Com o auxílio, Bolsonaro divulgou uma espécie de nova versão da lulista Carta aos Brasileiros. Nela, defendeu a independência do Banco Central, que sairia da Fazenda. “Com sua independência, tendo mandatos atrelados a metas/métricas claras e bem definidas pelo Legislativo, profissionais terão autonomia para garantir à sociedade que nunca mais presidentes populistas ou demagogos colocarão a estabilidade do país em risco para perseguir um resultado político de curto prazo”, justificou. Sua ideia, no entanto, não encontra respaldo entre economistas de mais estofo. Nem os de esquerda, nem os liberais.

As patetices de Bolsonaro chamaram a atenção de importantes veículos de comunicação internacionais. Na semana passada, edições dos conceituados “Financial Times” e “The Economist”, da Inglaterra, trouxeram pesadas críticas ao deputado. O FT comparou o deputado aos presidentes dos EUA, Donald Trump, e das Filipinas, Rodrigo Duterte: “Um demagogo de direita com pontos de vista radicais”. Para “The Economist”, Bolsonaro não é um “Messias”, como seu sobrenome do meio, mas sim um “menino muito travesso”. A revista descreve o deputado como ele é: um nacionalista religioso, anti-homossexual, favorável às armas e que faz apologia a ditadores que torturaram e mataram brasileiros entre 1964 e 1985. “Bolsonaro quer ser o Trump brasileiro”, constata “The Economist”.

Ainda não se sabe exatamente qual foi a reação de Jair Bolsonaro às críticas que recebeu do exterior. Mas uma coisa é certa: deve ter perdido totalmente 

Continue lendo areportagem clicando aí ao lado:  Jair Bolsonaro: a ameaça totalitária - ISTOÉ Independente


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Saulo Alves

É melhor Jair se acostumando!

Cícero Ramos de Souza

Com a desordem que atinge esse país, o que o povo está querendo mesmo é ORDEM. Portanto, melhor jairseacostumando.

gilson

Os eleitores deste senhor devem ser objeto de estudo psicológico, chegamos ao fundo do poço mesmo.

sonia

Sou fã de Jair Bolsonaro É ELLLLLEEEEEEEEEE


Banner - Hapvida

18/11


2017

Delação pode destruir Geddel e balançar governo Temer

Ex-assessor implode Geddel e revela que ajudou a destruir provas contra o peemedebista

Ao resolver contar o que sabe, Job Brandão envolve o deputado Lúcio Vieira Lima com recursos ilícitos e diz que o dinheiro do bunker ficava guardado em closet da mãe

>> Trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta sermana:

ÉPOCA – Rodrigo Talento e Débora Bergamaso

O assessor parlamentar Job Ribeiro Brandão, funcionário de confiança do ex-ministro Geddel Vieira Lima e de seu irmão Lúcio, deputado federal, foi convocado para uma missão delicada. Graças a um habeas corpus, Geddel, um líder do PMDB, ex-ministro do governo Temer e integrante do círculo de amigos mais próximos do presidente Michel Temer, havia deixado a penitenciária da Papuda, em Brasília, na noite de 13 de julho. De volta a Salvador para cumprir prisão domiciliar, Geddel tinha pressa. Preocupado com a possibilidade de as investigações da Operação Lava Jato o devolverem ao cárcere, Geddel incumbiu Job de destruir documentos, agendas e anotações. Assim fez Job. Papéis foram picotados e jogados na privada; outros documentos foram colocados em sacos de lixo e descartados. Estava limpo o terreno caso houvesse uma nova batida da Polícia Federal.

Mas memória não vai para o lixo. A operação secreta foi revelada por Job, em um depoimento inédito ao qual ÉPOCA teve acesso com exclusividade, e constitui um grave relato de interferência nas investigações, capaz de agravar a situação de Geddel. Job contou um pouco do que sabe ao delegado Marlon Cajado na Superintendência da Polícia Federal da Bahia, em Salvador, na terça-feira, dia 14, como uma mostra de boa vontade e disposição para firmar um acordo de delação premiada com a Lava Jato. A memória de Job é perigosa para Geddel e seu irmão Lúcio. Em prisão domiciliar desde setembro, o ex-­assessor pretende tornar públicas suas lembranças para se livrar da pena.

Job foi alvo de prisão domiciliar porque suas impressões digitais foram identificadas nas notas poucos dias depois de a Polícia Federal descobrir a caixa-forte de Geddel num pequeno apartamento em Salvador. As imagens com malas cheias de dinheiro, mais exatamente com R$ 51 milhões, correram o mundo como prova desvergonhada de corrupção. Ged­del voltou à Papuda, porque o apartamento fora emprestado a ele e ao irmão. Lúcio, no entanto, nada sofreu por estar protegido pelo foro privilegiado. Era óbvio que as impressões dos dedos de Job estariam na bufunfa. Contratado como assessor parlamentar, pago com dinheiro público, uma das principais atividades de Job sempre foi contar dinheiro para os Vieiras Lima, como ele mesmo diz.

 

Job teve uma longa história de relacionamento com a família. Começou a trabalhar como secretário parlamentar do patriarca Afrísio Vieira Lima, que também foi deputado federal, no fim da década de 1980. Depois, passou a ser assessor parlamentar de Geddel, entre 1991 e 2007, quando ele exerceu mandatos de deputado federal, e se tornou funcionário de Lúcio Vieira Lima em 2011. Job só foi exonerado por Lúcio, no mês passado, após se tornar um investigado. Com um histórico desses,  tinha acesso direto e privou da intimidade dos Vieiras Lima.

 

Procurado, o advogado de Job, Marcelo Ferreira, confirma que seu cliente quer fazer delação premiada e estuda entrar com uma ação na Justiça pedindo ressarcimento dos valores de seu salário que eram devolvidos à família Vieira Lima. “Apesar de figurar nos registros da Câmara dos Deputados como secretário parlamentar, na prática as atividades de Job se resumiam aos interesses pessoais dos parlamentares e familiares, um verdadeiro empregado doméstico, refém das circunstâncias e obrigado a devolver a maior parte de seu salário, pago pelos cofres públicos”, diz o advogado.

A defesa da família Vieira Lima afirmou que não comentaria o caso, por não ter tido acesso ao depoimento de Job. “(Job) É uma pessoa que trabalhava pra gente há 30 anos, então não estou sabendo de muita coisa que ele está dizendo, aí eu não posso dar opinião não, só o advogado mesmo”, disse Marluce Vieira Lima. O deputado Lúcio Vieira Lima disse que só seu advogado poderia responder. A defesa de Geddel argumentou que as buscas no apartamento com os R$ 51 milhões foram ilegais porque partiram de denúncia anônima.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

sonia

Eu quero é que se F..


ArcoVerde

18/11


2017

Coluna do sabadão

Paulo acerta em trazer PP e SD

O governador Paulo Câmara está fazendo um movimento político certo ao tentar atrair o PP e o Solidariedade para a Frente Popular. A partir do ingresso dos dois partidos oficialmente no primeiro escalão do seu governo, Câmara praticamente terá sacramentado o apoio dos deputados federais Eduardo da Fonte e Augusto Coutinho, e seus respectivos grupos políticos, à sua reeleição.

Em paralelo, o governador arma a Frente Popular de candidatos competitivos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa. Entram nessa conta, por exemplo, o Pastor Cleiton Collins (PP) e a esposa do prefeito de Olinda, Professor Lupércio (SD), Cláudia Cordeiro (SD). O primeiro tem votação consolidada no segmento evangélico, tendo vencido as três últimas eleições para estadual; a segunda terá a máquina da Prefeitura de Olinda moendo com força a seu favor.

A conta, com o ingresso do PP e SD no primeiro escalão palaciano, fica ainda mais vistosa porque o PMDB deve mesmo seguir para a oposição, com o senador Fernando Bezerra Coelho vencendo a disputa contra o deputado federal Jarbas Vasconcelos e o vice-governador Raul Henry. Com isso, a perda de tempo de TV com a migração do PMDB seria minimizada, sobretudo, por causa do PP.

A única lacuna para selar o casamento com os progressistas é o nome que Eduardo da Fonte indicará para a Secretaria de Desenvolvimento Social, Infância e Juventude. O deputado tem se reunido bastante com o governador em almoços e jantares. Os dois estão trabalhando um nome ligado a Eduardo da Fonte. Isso porque o próprio governador já se apressou em negar a indicação da vereadora do Recife, Michelle Collins, esposa de Cleiton, que, pelas suas posições conservadoras, tem enfrentado críticas dos movimentos sociais.

IRMÃOS FERREIRA – O próximo alvo do governador deve ser os irmãos Anderson (prefeito de Jaboatão) e André Ferreira (deputado estadual). Com os dois na Frente Popular, Paulo fecharia o cerco contra FBC na Região Metropolitana do Recife. O problema é que a fatura dos Ferreira é muito alta: eles querem uma vaga de candidato a senador para a André. E a ideia não é bem vista na Frente Popular. Os governistas não querem ver os irmãos muito grande ao ponto de se tornarem uma ameaça.

CARPINA – A Prefeitura do Carpina reabriu as portas do Centro de Especialidades Odontológicas Jaime Vicente Pereira Filho (CEO), que estava sem funcionar por falta de estrutura adequada. Após reforma e compra de novos equipamentos, a unidade irá disponibilizar procedimentos em Endodontia, Periodontia, atendimento a portadores de necessidades especiais, Cirurgia Bucomaxilar e outros serviços de saúde bucal. O prefeito Manuel Botafogo vem articulando recursos e ações para o município com a ajuda dos deputados Fernando Monteiro (federal) e Vinícius Labanca (estadual).

MAIS SAÚDE – A deputada Roberta Arraes (PSB), após reunião com o secretário estadual de Saúde, Iran Costa, anunciou boas notícias para o Araripe. Ela garantiu a conquista de serviços de oftalmologia e cirurgias eletivas nos hospitais, além da chegada de um aparelho de tomografia para o Hospital Regional Fernando Bezerra, em Ouricuri.

"EU TENHO MEDO" – Depois de insistir no desembarque do PSDB do Governo Temer, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso saiu com outra nesses dias. FHC disse ter medo de uma eventual vitória de Jair Bolsonaro na eleição de 2018. "Há pessoas da Direita que são perigosas. Um dos candidatos propôs me matar quando eu estava na Presidência. Na época, não prestei atenção. Mas hoje eu tenho medo, porque agora ele tem poder", lembrou o tucano. A "ameaça" aconteceu no ano de 1999, em uma entrevista de Bolsonaro à TV Bandeirantes. Imagina se a moda pega?!

Curtas

CUNHA – A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, está decidida a rejeitar a proposta de delação feita recentemente por Eduardo Cunha. A PGR não acredita no que ele diz e não esquece os ataques feitos pelo ex-deputado ao Ministério Público. O fracasso das tratativas atormenta a defesa do ex-presidente da Câmara. Como os bens dele seguem bloqueados, seus advogados não estão recebendo. A esperança morreria com a negativa de Dodge.

REVOGAÇÃO – Alguém em sã consciência achou mesmo que a Assembleia Legislativa do Rio não revogaria a prisão dos deputados Jorge Picciani (presidente do Poder), Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB, presos pela Polícia Federal após decisão do TRF-2? Acredito que não. No Rio, não adianta mais juiz mandar prender que deputado vai lá e mandar soltar. Ô, cidade maravilhosa para a bandidagem.

BRECHT – Não bastasse o acinte que seus colegas deputados federais do Rio de Janeiro estavam fazendo, o parlamentar fluminense André Lazaroni, também do PMDB, saiu com uma que o fez virar piada nas redes sociais, na sessão que revogou a prisão de Jorge Picciani e companhia. Ao tentar citar uma frase do dramaturgo Bertolt Brecht, André acabou atribuindo a declaração a Bertoldo Brecha, personagem da Escolinha do Professor Raimundo. Resultado: virou meme!

Perguntar não ofende: O ministro Raul Jungmann consegue emplacar uma candidatura a senador pelo Rio de Janeiro?


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

marcos

Lula o encantador de Burros.

Nehemias

REINALDO AZEVEDO CHAMA ELEITORES DE BOLSONARO DE IGNORANTES E MANDA ELES ESTUDAREM. Ôxente! São analfas, é? KKKK

Nehemias

Lula o melhor presidente do Brasil, com 55 honoris causa de universidades pelo mundo. O MITO

marcos

Lula (PT) Torram R$ 440,8 Bilhões via BNDES. Aí você pergunta, quem quebrou o Brasil. Quem foi o presidente Mais Ladrão, Qual presidente já deveria estar Preso. Lula o maior Cabra Safado.

Nehemias

Lula o melhor presidente do Brasil, com 55 honoris causa de universidades pelo mundo. O MITO


Garanhuns Natal Luz

18/11


2017

Renan condenado a perder o mandato e direitos políticos

Senador foi condenado por enriquecimento ilícito e vantagem patrimonial indevida, em caso relacionado ao pagamento de pensão a uma filha que Renan teve fora do casamento. Senador pode recorrer sem deixar o cargo.

G 1

A Justiça do Distrito Federal condenou o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) a perder o mandato e ainda suspendeu seus direitos políticos por oito anos por improbidade administrativa, motivada por enriquecimento ilícito e recebimento de vantagem patrimonial indevida. Quem deu a sentença foi o juiz Waldemar Carvalho, da 14ª Vara Federal. Renan pode recorrer da decisão sem deixar o cargo.

O processo é relacionado ao caso do pagamento de pensão a um filho que Renan Calheiros teve fora do casamento.

Por meio de nota, Renan Calheiros disse que não conhece a decisão, que está sob segredo de Justiça, mas que, se for confirmada, vai recorrer com serenidade.

Renan foi condenado por enriquecimento ilícito e vantagem patrimonial indevida. A defesa do senador pode apelar ao próprio juiz da 14ª Vara Federal do DF ou ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região.

O caso quase tirou de Renan da Presidência do Senado em 2007, depois que a jornalista Mônica Veloso, com quem ele tinha uma filha fruto de um relacionamento extraconjugal, denunciou que o senador pagava a pensão da criança com dinheiro de um lobista da empreiteira Mendes Júnior. Renan escapou de ter o mandato cassado após ser absolvido em votação em plenário.

Mas após seis meses de denúncias, o senador Renan Calheiros renunciou em dezembro de 2007 à presidência do Senado como estratégia para evitar a cassação do mandato no plenário do Senado pela acusação de ter sociedade, por meio de "laranjas", com o usineiro João Lyra em duas emissoras de rádio e um jornal em Alagoas.

Outras investigações

Além de oito inquéritos em que é investigado na Lava Jato, Renan ainda responde a outros três inquéritos no STF, sendo um da Operação Zelotes – que apura um esquema de compra de sentenças no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) –, um sobre fraudes na construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, e outro sobre movimentação financeira suspeita.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


18/11


2017

Assessor que trabalhou com irmão de Geddel delata

Job Ribeiro Brandão já disse, em depoimento, que ex-ministro lhe repassava dinheiro vivo

O Globo - Bela Magale

O ex-assessor parlamentar Job Robeiro Brandão, que está em prisão domiciliar, procurou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para tentar firmar um acordo de delação premiada. Brandão chegou a ser preso em setembro após a Polícia Federal encontrar suas digitais no apartamento em que o ex-ministro Geddel Vieira Lima, detido na mesma operação, guardava R$ 51 milhões, em

Por meio de advogados, ele fez uma oferta para falar tudo que sabe envolvendo o "bunker" do ex-ministro, como ficou conhecido o apartamento na capital baiana. Os investigadores afirmaram que têm interesse em um eventual acordo, mas que para isso Job Brandão precisa apresentar provas do que relatará. Até o momento, porém, nenhuma documentação sobre o caso chegou à PGR.

Brandão, que trabalhou no gabinete do deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão de Geddel, disse em depoimento à PF que recebia dinheiro do ex-ministro para contar na casa da mãe dele.

À PF, o ex-assessor disse que as quantias variavam entre R$ 50 mil e R$ 100 mil e que não sabia de onde vinham as cédulas e nem para onde iam depois.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Supranor 1

18/11


2017

Embaixador afastado tem histórico de assédio

"Você estava uma gostosa ontem" 

Folha de S.Paulo – Patrícia Campos Mello

Afastado do cargo na semana passada por causa de denúncias de assédio sexual, o embaixador João Carlos de Souza-Gomes, 69, chefe da delegação do Brasil junto à FAO (braço da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), em Roma, tem um histórico de acusações de subordinadas.

Folha conversou com sete diplomatas e funcionários que trabalharam com Souza-Gomes em postos em que ele serviu, inclusive no último. Todos relataram episódios de assédio sexual e moral. A reportagem tentou contatar o embaixador Souza-Gomes por diversos meios, mas não obteve resposta.

Segundo relatos de parte das pessoas ouvidas, que pediram para ter seus nomes omitidos, o diplomata exigia que uma subordinada o ajudasse a se vestir: ela tinha de se ajoelhar, colocar as meias nele, abotoar suas calças e fechar sua camisa. Frequentemente, ainda segundo os relatos, ele saía do banheiro com as calças abaixadas ou a braguilha aberta. E fazia piadas: "Você viu, né? Você gostou, né?"

Em outro posto, relataram entrevistados, teria dito a uma subordinada : "Você estava uma gostosa ontem" e pedido para outros diplomatas aplaudirem a mulher.

"Não falávamos nada porque tínhamos medo, a gente podia sofrer retaliação", disse uma diplomata.

Uma das vítimas precisou de tratamento psiquiátrico para síndrome do pânico após as investidas do embaixador. Outra passou a tomar remédio contra ansiedade.

Ao longo de 43 anos de carreira diplomática, Souza-Gomes foi designado para postos importantes: chefiou as embaixadas do Brasil na Venezuela e no Uruguai, a missão junto à Unesco, em Paris, e serviu nos consulados em Nova York e São Francisco.

Ele é conhecido como "João do Pulo", por sua ascensão meteórica na carreira, relacionada por colegas a suas conexões políticas.

Em um posto, segundo um relato, agarrou uma funcionária pelo pescoço e usava a expressão "cabelo Bombril" para falar de alguns funcionários negros. Também há descrições de episódios em que chamava subordinados de "burros" ou "incompetentes" aos gritos.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Mobi Brasil 1

18/11


2017

Cunha: cana maior

Ricardo Boechat – ISTOÉ

A defesa de Eduardo Cunha espera pelo pior.

Os ventos que sopram do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, com sede em Porto Alegre, que vai apreciar os recursos do ex-deputado contra a pena aplicada pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, indicam que pode engordar o castigo de 15 anos e 4 meses, por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Em março passado, foi a primeira condenação efetiva de Cunha, até então sem antecedentes criminais.

O julgamento está marcado para a terça-feira 21.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Asfaltos

18/11


2017

Solução para a democracia

Eliminar a representação não é solução para a democracia

André Singer – Folha de S.Paulo

A prisão e a liberação, em 24 horas, do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Jorge Picciani, e de outros dois deputados estaduais do PMDB atualizam o dilema que a opinião pública brasileira tem vivido nos últimos anos.

Diante do episódio, a reação imediata é, com justa razão, condenar o Legislativo estadual por ter revogado a decisão da Justiça. De acordo com o jornalista Janio de Freitas, "o Estado e a cidade do Rio não estavam sob o domínio do PMDB, como dizem. O domínio era de Picciani e Cabral, [e] passou a ser só do primeiro".

Está em causa, portanto, nada menos que o controle da política em um dos Estados mais importantes. As detenções, parte da Operação Cadeia Velha, elegeram um alvo de porte na tentativa de reviver a Lava Jato, ameaçada pelo projeto "estancar a sangria" do senador Romero Jucá (PMDB-RR). O governo Temer, com o metodismo que lhe é próprio, vem cumprindo à risca o combinado.

O impulso, compreensível, da sociedade é, então, o de se mobilizar em favor da Lava Jato e abominar os institutos de representação. Só que tal conduta acaba por levar a outro problema. Já está patente que o sucesso da Lava Jato resultou em excessos incríveis, como os que levaram ao suicídio, no mês passado, o ex-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Luiz Carlos Cancellier.

De acordo com extenso relato da revista "Veja" (15/11), insuspeita de esquerdismo, o então reitor permaneceu, em setembro, 30 horas numa cela da penitenciária de Florianópolis, após ter sido algemado, ter os pés acorrentados e, nu, ser submetido a revista íntima.

As razões da prisão, ligadas a um obscuro processo que corria na UFSC antes da eleição de Cancellier, eram tão incompreensíveis que, no dia seguinte, uma juíza a revogou e escreveu: "No presente caso, a delegada da Polícia Federal não apresentou fatos específicos dos quais possa defluir a existência de ameaça à investigação e futuras inquirições".

A delegada em questão havia sido coordenadora da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. Tudo indica que, inebriados com o poder obtido graças à aprovação geral, alguns delegados, procuradores e juízes passaram ao exercício do puro arbítrio. Dezoito dias depois do episódio, Cancellier se matou.

Como escapar das garras da corrupção sem cair na tirania dos funcionários? A operação iniciada no Paraná teve, entre outros, o mérito de expor graves problemas dos Legislativos no país. Mas é uma ilusão achar que, fora deles, isto é, eliminando-se a representação, avançaremos.

Na "Odisseia", Homero descreve a dificílima passagem pelo estreito onde se encontram, um de cada lado, os dois monstros marinhos. Para reencontrar o caminho da democracia precisaremos tanto de Scylla quanto de Caríbdis.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

bm4 Marketing 5

18/11


2017

Dá para acreditar?

Empresa japonesa pede desculpas por trem que partiu 20 segundos antes do previsto

AFP

Uma empresa ferroviária japonesa pediu desculpas pelo "grande incômodo" provocado por um de seus trens, que iniciou a viagem 20 segundos antes do horário previsto.

Na última terça (14), um trem da linha Tsukuba Express, que liga Tóquio aos subúrbios do norte da capital, saiu da estação de Minami Nagareyama, às 9h44 e 20 segundos, em vez do horário previsto: às 9h44 e 40 segundos.

"Sentimos muito pelo grande incômodo provocado aos nossos passageiros", afirmou a empresa Tsukuba Express. "Os usuários não reclamaram do incidente e nenhum deles perdeu o trem", completa a empresa em um comunicado.

O transporte ferroviário japonês é famoso por sua pontualidade, necessária para garantir um tráfego fluido. Mas quando os trens não cumprem os horários, os diretores das empresas pedem perdão com discursos que, muitas vezes, duram mais que o atraso do veículo.

As desculpas da Tsukuba Express por 20 segundos de antecedência provocaram muitos comentários de internautas ao redor do mundo, que compararam a situação ao atraso crônico dos trens em seus países.

A notícia também provocou perplexidade no Japão. "Desculpas por sair às 9h44 em vez das 9h44? Vamos muito longe", escreveu uma pessoa no Twitter.

"País estranho o que uma diferença de 20 segundos provoca um pedido sincero de desculpas, enquanto falsificar a qualidade dos produtos de alumínio e aço ou as más práticas de certificação de carros é algo habitual", criticou outro internauta.

A indústria japonesa registrou uma série de escândalos recentemente. O último deles envolve a empresa siderúrgica Kobe Steel, que admitiu ter falsificado as características técnicas de vários de seus produtos.

As montadoras Nissan e Subaru anunciaram recalls de milhares de carros e admitiram que as inspeções finais não haviam sido realizadas de modo correto durante anos.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


18/11


2017

Aposentadoria de Temer

Aposentadoria de Temer demonstra a necessidade de mudança, diz Planalto 

Josias de Souza

Em nota enviada ao blog, o Palácio do Planalto reconheceu que Michel Temer aposentou-se precocemente. “Realmente alcançou aos 55 anos o direito ao benefício”, informa o texto. A manifestação é uma resposta ao artigo veiculado aqui sobre o cinismo da campanha publicitária em que o governo critica privilégios previdenciários dos quais o presidente é beneficiário direto. Para o Planalto, o privilégio de Temer não envenena a propaganda oficial. Ao contrário, “demonstra a necessidade de atualizar o regime previdenciário, pois, aos 77 anos, o presidente continua trabalhando intensamente pelo país.”

Assina a nota Márcio de Freitas, secretário especial de Comunicação Social da Presidência da República. Ele informa que o expediente diário de Temer dura até 15 horas. “Começa a trabalhar às sete, oito horas da manhã, ao telefone para buscar soluções para o país'', anota o documento. ''Jornalistas testemunham rotineiramente a atividade no Palácio do Planalto todos os dias. Não raro a jornada do presidente chega às 22 horas.” Para Márcio, cínico mesmo é o “colunista ocioso”, que insinua que o presidente trabalha pouco.

Nos últimos cinco meses, a jornada de mouro a que Temer se submete “pelo país” mostrou-se mais efetiva na compra — com emendas orçamentárias e cargos— do apoio congressual que resultou no congelamento de duas denúncias. As peças da Procuradoria fizeram de Temer o primeiro presidente da história a ser formalmente acusado, em pleno exercício do mandato, de corrupção passiva, obstrução à Justiça e formação de organização criminosa.

O presidente preferiu manter sua reputação sub judici a permitir que o Supremo Tribunal Federal verificasse se as denúncias são consistentes, como alegam o Ministério Público e a Polícia Federal, ou ineptas. O esforço para obter o congelamento das investigações esfriou também o ânimo dos parlamentares em relação à reforma da Previdência. Lipoaspirada e desfigurada, a reforma converteu-se em minirreforma. E não não há, por ora, segurança quanto à aprovação. Sobre tudo isso, o auxiliar de Temer não disse nada.

Vai abaixo a íntegra da nota do Planalto:

O presidente Michel Temer começa a trabalhar às sete, oito horas da manhã, ao telefone para buscar soluções para o país. Jornalistas testemunham rotineiramente a atividade no Palácio do Planalto todos os dias. Não raro a jornada do presidente chega às 22 horas. Cinismo é colunista ocioso dizer que o presidente trabalha pouco, o que é a demonstração cabal de que o jornalismo abandonou a prática básica da apuração.

 

Michel Temer respeita o teto salarial desde que assumiu a vice-presidência da República, percebendo R$ 33,8 (valor bruto) entre vencimento mensal e aposentadoria. Realmente alcançou aos 55 anos o direito ao benefício, o que demonstra a necessidade de atualizar o regime previdenciário, pois, aos 77 anos, o presidente continua trabalhando intensamente pelo país.''

 

Márcio de Freitas

Secretário Especial de Comunicação Social da Presidência da República


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


18/11


2017

Os 26,8 milhões subutilizados votam em 2018

Helena Chagas – Blog Os Divergentes

Ficamos nós aqui acompanhando atentamente as articulações dos partidos, as rasteiras e as disputas entre seus caciques e os outsiders que aparecem por aí para ver quem vai ser candidato a presidente em 2018.  Por mais que esse pessoal tenha nas mãos os recursos e as regras da campanha, quem vai decidir anda muito longe dessas elucubrações.

Quem? Por exemplo, os 26,8 milhões de brasileiros que, segundo revelou agora pela manhã o IBGE, estão sem emprego ou trabalhando menos do que gostariam ou poderiam – em outras palavras, subempregados. Esse número cresceu tanto em relação ao segundo trimestre do ano quanto em relação ao terceiro trimestre do ano passado.

É evidente que essas pessoas não estão felizes da vida, nem sequer satisfeitas. Com mais motivo ainda quando acompanham, pelo noticiário, as denúncias de corrupção e as manobras bem sucedidas dos políticos para driblar a cadeia e outras punições. Hoje mesmo, têm um encontro marcado, provavelmente no noticiário da noite, com a libertação do deputado Jorge Picciani e mais dois peemedebistas do Rio.

O fato de a maioria – sim, maioria, já que esses 26,8 milhões têm família – não bater panelas e nem ir para a rua vem dando ao establishment político e econômico a falsa impressão de que está tudo bem. Não está. Na hora de teclar o voto na urna isso vai ficar claro.

O candidato que não conversar com esses 26,8 milhões, seus parentes e amigos, falar a sua linguagem e lhes passar um mínimo de esperança de que a vida vai melhorar, não vai dar nem para a saída.

E ainda tem gente que se espanta com a polarização entre Lula – o único que, com todos os problemas, conversa olho no olho com essa maioria – e Jair Bolsonaro, o doido que está conseguindo encarnar o anti-Lula e, sobretudo, captar e refletir um sentimento de indignação, seja lá contra o que for.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


18/11


2017

PDT vota em peso para tirar Picciani da cadeia

Na contramão de Ciro, PDT vota em peso para tirar Picciani da cadeia

Andrei Meireles –  Blog O Divergentes

Um dos principais motes da pregação eleitoral de Ciro Gomes é bater sem dó no PMDB. “Não é mais um partido político, é uma quadrilha”, repete dia sim e no outro também.

Agora que Lula está costurando uma aliança eleitoral com caciques do PMDB – os senadores Renan Calheiros, Eunício Oliveira, Edson Lobão, Jader Barbalho, Eduardo Braga e o ex-presidente José Sarney, entre outros –, Ciro insiste ainda mais na tecla, na expectativa de se diferenciar de maneira positiva de Lula.

O PDT é historicamente forte no Rio de Janeiro. É de lá que Carlos Lupi, presidente do partido, manda e desmanda a ponto de ter provocado a debandada da bancada do partido no Senado.

No terreiro de Lupi, Ciro vai ter que rebolar para explicar como seus correligionários ajudam expoentes da banda do PMDB no Rio – acusada de uma penca de assaltos aos cofres públicos – a se safar da cadeia.

Na votação dessa sexta-feira ( 17), em que a Assembléia Legislativa revogou a prisão e devolveu os mandatos a Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB, o PDT deu um show de unidade.

Dos 9 deputados estaduais do partido, 7 votaram a favor de Picciani. Outro, o ex-craque Bebeto, simplesmente  não compareceu. Só a deputada Marta Rocha, delegada de polícia, votou para que as decisões do Tribunal Regional Federal fossem cumpridas.

Há razões em política que atropelam toda e qualquer tentativa de coerência em discursos eleitorais.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


17/11


2017

Joesley e Wesley vendem tudo para pagar dívidas

IstoÉ

Durante alguns anos, empresários como Eike Batista e Joesley Batista eram exemplares brasileiros de êxito nos negócios. Em 2012, Eike apareceu em sétimo lugar na lista de maiores bilionários do mundo, de acordo com a revista Forbes. Dizia que desbancaria o mexicano Carlos Slim, então o mais rico do mundo. Joesley, um dos donos da JBS, também figurou em um ranking da Forbes que elencava as famílias brasileiras mais abastadas. Hoje, quem diria, após escândalos, prisões e confiscos, os dois experimentam o infortúnio, rotina comum a muitas famílias brasileiras: estão vendendo ativos e bens, antes símbolos do sucesso pessoal, para pagar dívidas, acordos e fianças.

Joesley Batista, antes de aparecer no noticiário envolvido na Operação Lava Jato e como delator que tentou abalar o governo, era conhecido pela vida de luxo que ostentava. Seu casamento com a jornalista Ticiana Villas Boas, uma festa avaliada em R$ 6 milhões, teve shows de Ivete Sangalo e da dupla sertaneja Bruno & Marrone e uma bolsa Chanel atirada aos 1.500 convidados. A cerimônia foi uma pequena amostra do tamanho do patrimônio e do poder de Joesley. O empresário tem um iate, o Leonardo 100, do estaleiro Azimuth, uma embarcação de 98 pés (30,4 metros) com três andares, quatro quartos e capacidade para 25 pessoas, avaliada em US$ 10 milhões. Joesley tem ainda um apartamento em Nova York de 685 metros quadrados, para onde foi quando assinou o acordo de delação premiada, e uma ilha em Angra dos Reis, comprada do casal Luciano Huck e Angélica em 2013.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


17/11


2017

STF deve manter deputados presos, diz Marco Aurélio

O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello afirmou nesta sexta-feira 17 que a corte deverá manter presos os três deputados estaduais do PMDB que foram soltos por decisão da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro nesta tarde.

Por 4 votos favoráveis e 2 contrários, a Comissão de Constituição e Justiça da Alerj decidiu pela soltura do presidente da Assembleia, Jorge Picciani, e dos deputados Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB, presos pela Operação Cadeia Velha.

O parecer da CCJ citou a decisão recente do Supremo que deu ao Senado a prerrogativa para decidir o futuro do senador Aécio Neves (PSDB-MG). O ministro Marco Aurélio disse que a decisão do STF foi "estrita a deputados federais e senadores e relativa à submissão à respectiva Casa Legislativa da prisão em flagrante".

"Nada além disso. Espero que tenham juízo e isso não chegue ao Supremo. Que cada qual faça a sua parte”. (BR 247)


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Coluna do Blog
TV - Blog do Magno
Programa Frente a Frente

Aplicativo

Destaques

Publicidade

Opinião

Publicidade

Parceiros
Publicidade
Apoiadores