É importante esclarecer os fatos, para não sedimentar a desinformação praticada pela candidata Marília Arraes (PDT). A Transnordestina é uma obra federal, iniciada em 2006, e que teve seu andamento paralisado em 2013. Em 2016, o Tribunal de Contas da União suspendeu qualquer repasse de recursos públicos para a concessionária responsável pela construção.
No governo Jair Bolsonaro (PL), o trecho pernambucano da obra foi excluído do projeto. Paulo Câmara (PSB) enfrentou essa e outras retaliações políticas do então Governo Federal, com transparência e responsabilidade, características que o fizeram ser convidado pelo presidente Lula (PT) para presidir o Banco do Nordeste.
Lamento que Marília cometa tamanho equívoco em um momento que deveria buscar a união dos pernambucanos para reeleger o presidente Lula.
A coluna social da Folha de Pernambuco, assinada interinamente pelo jornalista Robson Gomes, registrou a presença do presidente da Associação de Empresários do Brasil (AEBR), Fernando Mendonça, no jantar em comemoração aos 20 anos deste Blog. O registro de Mendonça foi feito juntamente com o presidente do grupo EQM, Eduardo Monteiro, referência no meio empresarial.
Durante o evento, o presidente da AEBR fez questão de destacar a presença de toda diretoria da associação para prestigiar o anfitrião e a importância do Blog como veículo de informação mais lido no nordeste, sinônimo de credibilidade e autonomia.
A Prefeitura do Brejo da Madre de Deus, por meio da Secretaria de Cultura, Turismo e Desenvolvimento Econômico, informa que está aberto o período para solicitação de reforço da Segurança Pública para os festejos juninos 2026.
A solicitação deve ser realizada através do site da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE), pelo endereço: https://eventos.sds.pe.gov.br ou presencialmente na diretoria de eventos, em Brejo sede, nas margens da PE-145, e no distrito São Domingos, na Casa da Cultura, na Rua Luiz Cecílio de Santana. O pedido deverá respeitar a antecedência mínima de 15 dias da data prevista para o início do evento. O prazo para solicitação inicia nesta quarta-feira, 20 de maio, e segue até o dia 14 de junho.
Em Lajedo, durante entrevista a uma rádio local, o pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, fez questão de garantir a sua posição pelo fim da escala 6×1, pauta nacional sobre a redução da escala de trabalho de seis dias por semana.
“O meu posicionamento e o do PSB é bem claro: somos pelo fim da escala 6×1 e vamos votar para defender o trabalhador. Porque o trabalhador e a trabalhadora merecem mais do que sobreviver. Eles merecem viver uma vida com seu trabalho valorizado e com a garantia de ter tempo para aproveitar bons momentos com quem amam. O compromisso com os trabalhadores está na história do PSB e vamos sempre lutar ao lado deles e por eles”, destacou.
João Campos já vem defendendo a pauta do fim da escala 6×11 em agendas e eventos realizados por Pernambuco. No Recife, em duas ocasiões se posicionou sobre o assunto: na entrega da duplicação da ladeira da Cohab, quando foi entrevistado pela imprensa local, como também no grande encontro realizado pela senadora Teresa Leitão.
Presidente nacional do PSB, João disse ter a convicção de que a bancada federal da sua legenda na Câmara dos Deputados vai fechar questão nessa matéria, votando pelo fim da escala atual. “(…) E ajudar principalmente o microempreendedor individual e o pequeno empreendedor para que eles possam ter medidas compensatórias para os pequenos negócios”, completou, acrescentando a referência que ele e o seu partido têm em Miguel Arraes e Eduardo Campos, “figuras históricas que sempre estiveram ao lado do trabalhador brasileiro”.
A defesa de Roberta Luchsinger divulgou nota, hoje, em que afirma que, durante depoimento à Polícia Federal, a empresária declarou que “nunca repassou qualquer valor” a Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Roberta e Lulinha, como é conhecido Fábio Luis, são citados em inquérito que apura descontos bilionários indevidos do INSS. A empresária prestou depoimento à Polícia Federal nessa investigação na manhã desta quarta. As informações são do portal G1.
Eles entraram na mira da PF após suspeita de relações com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Segundo informações da defesa, a empresária prestou depoimento por cerca de 50 minutos e foi questionada sobre as relações com Lulinha.
Em nota, os advogados afirmam que Roberta reconheceu que tem relação de amizade com Lulinha e sua mulher, mas negou que mantenham relações financeiras.
A defesa informou ainda que ela admitiu que apresentou Careca do INSS a Fábio Luis em contexto social e, que, após a deflagração da Operação Sem Desconto, teve receio de que esse contato pudesse ser explorado politicamente, “como de fato vem ocorrendo”.
“Questionada sobre sua relação com FÁBIO LUÍS LULA DA SILVA, esclareceu que: Fábio não prestou qualquer serviço relativo à regulação de canabidiol e nem foi remunerado por isso direta ou indiretamente. Nunca repassou qualquer valor a Fábio ou a quem quer que seja”, diz o comunicado dos advogados.
Conforme a defesa, Roberta também disse que nunca viajou com Fábio e Antônio Camilo Antunes, no Brasil ou no exterior. “Não esteve em viagem a Portugal, mas, do que tem conhecimento, tratava-se de uma viagem de prospecção e de sondagem de negócios, algo fora do escopo de sua prestação de serviços. E que Fábio foi convidado por sua curiosidade relativa ao assunto, oriunda, inclusive, em função da utilização de medicamento à base de canabidiol por familiares”, acrescenta a nota.
Uma das frentes de investigação da PF tem relação sobre uma agência de viagens que já foi usada por Fábio Luís. A suspeita surgiu quando os investigadores da PF notaram uma coincidência entre repasses de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, à empresa de Roberta e pagamentos feitos por ela à agência de viagens.
Na mesma época em que o empresário repassou mais de R$ 1 milhão para Roberta Luchsinger, ela pagou R$ 640 mil para a agência. Ao todo, investigadores da PF encontraram cinco pagamentos do Careca do INSS para Roberta, de R$ 300 mil cada – um total de R$ 1,5 milhão entre novembro de 2024 e março de 2025.
Segundo a Polícia Federal, em uma mensagem apreendida, Antônio Camilo faz referência à necessidade de se fazer mais uma parcela de pagamento de R$ 300 mil. Ao ser indagado pelo ex-sócio Milton Salvador acerca de quem seria o destinatário dos valores, Antônio Camilo responde: “O filho do rapaz”.
Em depoimento à PF, um ex-funcionário do Careca do INSS, chamado Edson Claro, afirmou que ouviu do empresário que ele pagava uma mesada de R$ 300 mil para Lulinha Roberta disse aos investigadores, de acordo com os advogados, que “não conhece Edson Claro ou Danielle Fonteles [secretárias do careca do INSS] e nunca esteve com eles”.
A defesa de Fábio Luís nega qualquer relação dele direta ou indireta com os fatos que estão sendo investigados e diz que ele jamais recebeu um único real sequer do empresário Antônio Camilo ou de suas empresas.
A primeira edição da Feira de Gado de Toritama aconteceu com sucesso, na manhã de hoje, atraindo um grande público e gerando excelentes oportunidades de negócios para criadores e compradores de toda a região. O início das atividades comerciais consolida o projeto idealizado pela gestão municipal, definindo o evento de forma fixa no calendário local: a feira será realizada semanalmente, todas as quartas, a partir das 5h da manhã. A novidade representa um marco para o município, expandindo a dinâmica econômica para além do tradicional setor têxtil.
O novo polo comercial, que foi inaugurado oficialmente pelo prefeito Sérgio Colin (PP), no último sábado (16), conta com um investimento estimado em R$ 1 milhão, a estrutura foi instalada estrategicamente no terreno do antigo matadouro, às margens da rodovia PE-90. A obra foi projetada para beneficiar diretamente criadores de animais e proprietários de frigoríficos, oferecendo uma área moderna e adequada para o manejo e a comercialização pecuária, sob a administração de José de Arimateia.
De acordo com o prefeito Sérgio Colin, a escolha da quarta-feira foi estratégica para transformar o dia em mais uma opção viável de comércio no Agreste, competindo e integrando o circuito regional. Como forma de incentivar o início das atividades e apoiar os trabalhadores do setor, o gestor anunciou que, durante os primeiros seis meses de funcionamento, todos os comerciantes que utilizarem o local terão isenção total de taxas.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou a suspensão imediata de um processo licitatório avaliado em mais de R$ 767 milhões, conduzido pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER/PE). Nesta semana, a governadora anunciou que 100 rodovias já foram contempladas pelo programa PE na Estrada.
A decisão monocrática, proferida pelo conselheiro relator Ranilson Ramos, acatou um pedido de medida cautelar que paralisa a Concorrência Eletrônica voltada para a execução de serviços de reabilitação funcional e conservação rotineira da malha rodoviária estadual.
A intervenção da Corte de Contas ocorreu a partir de uma representação formulada por uma empresa concorrente, que apontou diversas supostas irregularidades no edital.
O principal ponto questionado, e posteriormente validado pela equipe de auditoria do TCE, foi uma exigência territorial que supostamente limitava a competitividade.
O documento, segundo o TCE, obrigava as licitantes a apresentarem licença de operação para usinas de asfalto emitida especificamente por um órgão ambiental com sede em Pernambuco, o que criava uma barreira geográfica indevida para empresas de outros estados.
Além do obstáculo a livre concorrência, a análise técnica do TCE identificou supostas inconsistências severas no planejamento e na orçamentação da megaobra.
Os auditores constataram supostas divergências significativas entre a quilometragem das rodovias apontada no Termo de Referência e a que constava nas planilhas de custos.
No caso do Lote 07, por exemplo, o projeto técnico indicava uma extensão de 121,27 km, enquanto a planilha, segundo o TCE, adotava 150,95 km como base de cálculo, um erro que supostamente se propagava por toda a memória de custos indiretos.
Somado a isso, segundo o TCE, o projeto carecia de uma Matriz de Riscos detalhada, documento considerado indispensável pela nova Lei de Licitações para conferir segurança financeira a contratos dessa magnitude.
Antes da suspensão total, o DER/PE chegou a oficiar o TCE para solicitar que a sessão pública, marcada para o recebimento dos lances, não fosse totalmente cancelada de imediato.
O órgão estadual argumentou que a paralisação abrupta causaria prejuízos logísticos às empresas que já haviam preparado e mobilizado suas propostas.
Buscando minimizar danos operacionais sem abrir mão do controle rigoroso, o relator no TCE Ranilson Ramos permitiu, inicialmente, que o sistema apenas recepcionasse as propostas, proibindo expressamente qualquer tipo de classificação ou análise de habilitação.
Na sequência, a cautelar determinou o “congelamento” oficial e imediato da licitação. A ordem de Ranilson foi para “suspender imediatamente o Processo Licitatório 0012.2026.CEL.CE.0012.DERPE, referente à Concorrência Eletrônica 0012/2026.DER-PE, abstendo-se da prática de quaisquer atos subsequentes do certame até a conclusão da análise técnica por este Tribunal de Contas e ulterior deliberação”.
A decisão é monocrática e ainda será analisada pela Primeira Câmara do TCE, composta por três conselheiros. A decisão já foi publicada no Diário Oficial. O Governo do Estado também pode recorrer ao plenário do TCE.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, hoje, quatro projetos de lei que endurecem as regras para proteção a mulheres vítimas de violência doméstica. As informações são do portal G1. Os projetos têm o seguinte objetivo:
Altera a execução penal para reforçar a proteção da mulher vítima;
Cria o cadastro nacional de pessoas condenadas por violência doméstica;
Altera o art. 22 da lei Maria da Penha, para facilitar a concessão da para medida protetiva de urgência;
Incluir o risco a integridade sexual, moral e patrimonial da mulher para afastamento imediato do agressor.
Os projetos foram assinados durante evento no Palácio do Planalto em alusão aos 100 dias do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio. Os textos ainda serão publicados no “Diário Oficial da União”.
Também durante o evento, o presidente assinou dois decretos que endurecem as regras para a atuação de big techs no país.
Com a mudança feita por um dos decretos, passa a existir a possibilidade de responsabilização em alguns casos, mesmo sem ordem judicial para remoção de conteúdo, conforme o julgamento do Supremo Tribunal Federal;
O outro decreto traz medidas para a proteção das mulheres contra a violência na internet.
A candidata à presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (CREA-PE), Hilda Gomes, cumpre agenda, hoje, em Salgueiro, dando sequência à série de visitas pelo interior do Estado dentro da proposta de fortalecimento e interiorização das ações do Conselho.
Com o slogan “Reconstruir o CREA-PE”, Hilda defende um Conselho mais próximo dos profissionais e da sociedade, ampliando o diálogo com as diferentes regiões do Estado e fortalecendo a presença institucional do CREA-PE fora da Região Metropolitana do Recife (RMR).
Desde o início da agenda pelo interior, a candidata já passou por Belo Jardim, Pesqueira, Arcoverde, Afogados da Ingazeira e Serra Talhada, participando de encontros com profissionais da engenharia, agronomia, das geociências e áreas tecnológicas, além de lideranças locais e representantes do setor produtivo. A programação segue nesta quinta-feira (21) em Parnamirim e Ouricuri, sendo encerrada na sexta-feira (22) em Araripina.
Durante os encontros, Hilda vem defendendo a descentralização das ações do Conselho, o fortalecimento das inspetorias regionais e a valorização profissional da engenharia pernambucana. A candidatura também propõe modernização administrativa, melhoria do atendimento aos profissionais e maior protagonismo do CREA-PE nos debates relacionados à formação técnica e à fiscalização profissional.
Segundo Hilda Gomes, a engenharia pernambucana precisa ser ouvida em todas as regiões do Estado. “A engenharia acontece no interior, movimenta cidades, gera desenvolvimento e transforma a vida das pessoas. O CREA-PE precisa estar presente onde os profissionais estão, ouvindo demandas, fortalecendo as inspetorias e ampliando sua atuação regional”, afirmou.
A candidata também reforça a defesa de uma formação técnica de qualidade para os futuros profissionais da engenharia, destacando a importância das atividades práticas, laboratoriais e da vivência de campo para a segurança da sociedade e valorização da profissão. A eleição do CREA-PE será realizada no dia 3 de julho, em votação online.
Fiquei muito feliz, mais uma vez, com a presença do meu amigo João Alberto, referência no colunismo social brasileiro, presente no jantar em comemoração aos 20 anos deste Blog. Hoje, em sua coluna, ele fez um excelente registro da noite, destacando a presença dos jornalistas Laurindo Ferreira e Fernando Castilho, editor geral do Jornal do Commercio e editor de economia do JC, respectivamente, e da assessora Carla Seixas, que representou o empresário JCPM no evento.
É ao meu amigo César Melo, dentista extremamente competente, doutorado em centros avançados dos Estados Unidos, a quem recorro quando estou no Recife para tratamentos odontológicos. Além de exímio profissional, é um humanista, intelectual e propagador da palavra de Deus como evangélico.
Ao encerrar mais uma etapa de visitas frequentes ao seu consultório, ontem, dia seguinte ao festão em comemoração aos 20 anos do blog, o presenteei com a biografia de Marco Maciel, que lancei antes de Os Leões do Norte, e com a caneca institucional do blog.
O atendimento de César é único. Auxiliado por sua esposa Lena, uma simpatia de pessoa como o marido, ele é daqueles profissionais que não apenas passam confiança e segurança ao paciente, mas cativa pela boa prosa. Eu indico!
Seu consultório funciona na Avenida Conselheiro Aguiar, 1360, sala 129, Galeria Centro Sul, em Boa Viagem.
Ex-governador de Goiás e presidenciável, Ronaldo Caiado (PSD) se pronunciou ao portal Metrópoles sobre a pré-candidatura do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa ao Palácio do Planalto pelo Democracia Cristã (DC).
Por ora, Caiado preferiu ficar em cima do muro ao ser indagado sobre o que acha da pré-candidatura de Barbosa. Disse apenas que, “por princípio”, defende candidaturas de todos os partidos no 1º turno.
“Não sei quem foi o articulador da candidatura dele. Por princípio, sempre defendo candidaturas de todos os partidos no 1º turno”, afirmou o ex-governador. O próprio Caiado precisou trocar de partido justamente por causa da resistência de sua antiga sigla, o União Brasil, em lançar candidatura majoritária à Presidência da República nas eleições de 2026.
Por muito tempo, as compras internacionais de pequeno valor funcionaram como uma válvula de escape para milhões de brasileiros sufocados pela inflação, pelos juros altos e pela perda do poder de compra. Em bairros periféricos, cidades do interior e lares de classe média baixa, plataformas como Shein, Shopee e AliExpress deixaram de ser apenas aplicativos de consumo. Tornaram-se instrumentos de acesso. Acesso a roupas baratas, itens domésticos, eletrônicos simples e produtos que o varejo nacional, muitas vezes, vende pelo dobro do preço.
Foi exatamente nesse ambiente social que nasceu a chamada “taxa das blusinhas”, medida associada ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante o governo Lula. Oficialmente, o argumento era proteger a indústria nacional e combater fraudes tributárias praticadas por empresas estrangeiras que utilizavam brechas alfandegárias para reduzir impostos. Na prática, porém, a medida atingiu diretamente o consumidor mais pobre.
O problema central não está apenas na existência de tributação sobre importações. Todo país possui mecanismos de defesa comercial e arrecadação. A questão é outra: quem pagou essa conta no Brasil?
A elite brasileira não depende de plataformas asiáticas para comprar roupas básicas, acessórios baratos ou utensílios domésticos. Quem depende é a população que vive comprimida entre salário baixo e custo de vida elevado. Foi justamente essa camada social que encontrou no comércio eletrônico internacional uma forma de consumir minimamente pagando menos.
A reação popular à medida não surgiu por acaso. O apelido “taxa das blusinhas” virou símbolo porque expôs uma contradição política difícil de esconder. Um governo que historicamente construiu discurso de defesa dos mais pobres acabou associado a uma medida percebida popularmente como penalização do consumo popular.
O desgaste foi tão intenso que o Palácio do Planalto passou meses tentando se distanciar politicamente da decisão. Houve recuos, mudanças de narrativa e tentativas de dividir a responsabilidade com o Congresso Nacional. Ainda assim, Fernando Haddad permaneceu como principal rosto da política tributária que ampliou a taxação sobre compras internacionais de até 50 dólares.
Os defensores da medida argumentam que havia concorrência desleal contra a indústria brasileira. Entidades empresariais sustentam que plataformas estrangeiras entravam no mercado brasileiro pagando menos impostos que empresas nacionais, prejudicando empregos e produção interna.
Esse argumento possui fundamento parcial. O Brasil realmente convive com um sistema tributário caótico, pesado e profundamente desigual. O varejo nacional paga uma carga elevada e enfrenta custos operacionais gigantescos. Porém, há um ponto crucial ignorado no debate oficial: o consumidor pobre não criou a distorção tributária brasileira.
O erro político e social da medida foi escolher o elo mais fraco da cadeia para compensar a incapacidade histórica do Estado brasileiro de promover uma reforma tributária ampla, racional e justa.
Em vez de reduzir impostos internos para tornar a indústria nacional mais competitiva, optou-se por encarecer o acesso do pobre ao produto barato. Em vez de enfrentar o chamado “Custo Brasil”, aumentou-se a cobrança sobre quem tentava economizar.
O resultado foi imediato. Consumidores passaram a desistir de compras internacionais por causa do aumento dos preços após a incidência dos tributos. Em estados mais pobres, onde o comércio digital internacional havia crescido justamente pela busca de preços baixos, o impacto foi ainda mais sentido.
Existe ainda uma dimensão simbólica importante nessa discussão. A taxação atingiu principalmente um consumo popular feminino e jovem. Foram mulheres das periferias, mães de família e trabalhadores informais os grupos que mais vocalizaram indignação nas redes sociais. Não era apenas sobre moda barata. Era sobre dignidade de consumo num país onde vestir-se bem se tornou artigo de luxo.
Ao mesmo tempo, o debate revelou uma desconexão crescente entre Brasília e a vida real. Muitos formuladores da política econômica enxergaram apenas números de arrecadação, déficit fiscal e proteção industrial. Ignoraram o cotidiano de milhões de brasileiros que passaram a recorrer ao comércio internacional porque simplesmente não conseguem consumir no mercado interno tradicional.
A economia não pode ser analisada apenas pela ótica técnica. Existe um componente humano, social e político que governos frequentemente subestimam. Quando o Estado decide tributar o consumo popular num ambiente de renda achatada, desemprego estrutural e crédito caro, a percepção pública tende a ser devastadora.
Não por acaso, a “taxa das blusinhas” transformou-se rapidamente num dos temas de maior desgaste do governo Lula nas redes sociais e no debate popular.
No fim das contas, a medida escancarou uma verdade desconfortável sobre o Brasil contemporâneo: o país segue encontrando enorme facilidade para tributar consumo e enorme dificuldade para enfrentar privilégios estruturais.
O pobre brasileiro continua sendo chamado a “contribuir” até quando tenta comprar uma simples blusa mais barata pela internet.
No Direto de Brasília, Marília critica “neutralidade” de Raquel e reforça aliança com João
Na entrevista concedida ontem ao podcast Direto de Brasília, apresentado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco, a ex-deputada federal e pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) reforçou o alinhamento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), consolidou a reaproximação política com o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) e pressionou a governadora Raquel Lyra (PSD) a assumir posição mais clara na disputa nacional.
Marília afirmou que gostaria de ver Raquel no palanque de Lula em Pernambuco, mas voltou a questionar a postura “em cima do muro” da governadora. Em seguida, citou nomes ligados ao bolsonarismo que orbitam o entorno político da gestora, como Gilson Machado (Podemos), Mendonça Filho e Anderson Ferreira (PL).
A ex-deputada tratou da importância estratégica do Senado para o presidente Lula, sobretudo após as recentes derrotas sofridas pelo governo na Casa, como a rejeição do nome de Jorge Messias ao STF e a derrubada do veto presidencial ao projeto da chamada “dosimetria”, visto por aliados do Planalto como uma anistia disfarçada aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Marília classificou o episódio envolvendo Messias como resultado de “politicagem” e afirmou que o Centrão tentou usar temas de interesse próprio como moeda de barganha.
Marília aproveitou, ainda, para encerrar publicamente antigos atritos com o primo e ex-adversário político João Campos (PSB), a quem enfrentou na eleição do Recife em 2020, vencida pelo socialista. Ela afirmou que os desentendimentos do passado eram “de natureza política e ideológica” e que foram superados em nome da aliança construída em torno do apoio a Lula em 2022.
Marília também negou que a conversa recente com Raquel Lyra tenha representado abertura para migrar ao palanque do governo estadual. Disse que sempre deixou claro “de que lado está” e afirmou que sua aliança com João Campos foi construída por afinidade política e ideológica. “Com esse tipo de gente eu não posso me misturar”, declarou, ao citar aliados da governadora que defendem impeachment de ministros do STF e estiveram ligados aos atos golpistas de 8 de janeiro.
Outro tema explorado pela pré-candidata foi a Transnordestina. Marília afirmou que a obra “travou” durante a gestão do ex-governador Paulo Câmara, atual presidente do Banco do Nordeste, e fez questão de destacar que nunca apoiou o socialista. Ao mesmo tempo, relembrou a atuação do avô, Miguel Arraes, em defesa do projeto ferroviário e disse que pretende transformar a retomada da ferrovia em prioridade no Senado.
Alcolumbre desconversa – Pressionado sobre a abertura de uma CPI para investigar o escândalo do Banco Master, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), desconversou: “Égua da pergunta. Gostou do égua? É lá do Amapá”, disse, usando expressão popular da região Norte para demonstrar espanto. Apesar de já existirem cinco pedidos de investigação protocolados no Congresso, Alcolumbre não deu sinal de que pretende ler o requerimento na sessão conjunta marcada para amanhã. Nos bastidores, parlamentares admitem resistência da cúpula do Congresso à instalação da comissão.
Flávio admite visita – Depois de negar relação com Daniel Vorcaro além do financiamento do filme “Dark Horse”, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu ontem ter ido à casa do banqueiro no fim de 2025, após a primeira prisão do dono do Banco Master. Na época, Vorcaro cumpria medidas restritivas e usava tornozeleira eletrônica. O senador disse que procurou o empresário para encerrar a relação ligada ao filme sobre Jair Bolsonaro (PL).
“Perseguido”? – Sem citar diretamente o caso Vorcaro durante discurso na Marcha dos Prefeitos, ontem, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou estar sendo alvo de “perseguições” e acusou o uso do “aparato estatal” contra adversários políticos. O senador também voltou a defender anistia ampla aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e disse que o País vive cenário de “insegurança jurídica”.
Cortina de fumaça? – A retomada da PEC da redução da maioridade penal na CCJ da Câmara foi lida por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como movimento do PL para tentar tirar o foco da crise envolvendo Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro. A proposta, relatada por Coronel Assis (PL-MT), voltou à pauta no momento em que o caso Master amplia o desgaste do senador e afeta sua pré-campanha presidencial.
PT mira contradições de Flávio – A pré-campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu explorar nas redes sociais as contradições de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre sua relação com Daniel Vorcaro. O foco será comparar declarações em que o senador negou vínculo com o banqueiro do Banco Master com falas posteriores admitindo encontros, repasses ao filme “Dark Horse” e visita ao empresário após sua prisão. Integrantes da campanha petista avaliam que a sequência de versões conflitantes pode desgastar Flávio entre eleitores indecisos e setores da direita não bolsonarista.
CURTAS
Lula adia assinatura – A assinatura do contrato para retomada das obras da Transnordestina no trecho pernambucano entre Salgueiro e Suape foi adiada após pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que quer participar pessoalmente da cerimônia. A governadora Raquel Lyra (PSD), que cumpria agenda em Brasília, foi informada da mudança. O contrato prevê investimento de R$ 312 milhões no trecho entre Custódia e Arcoverde. Dias antes, o TCU havia suspendido novos repasses federais ao ramal Salgueiro–Suape.
Raquel muda o tom – Após irritar auxiliares do Planalto ao divulgar postagem sobre a Transnordestina sem citar o presidente Lula, Raquel adotou discurso mais conciliador sobre a obra. Em entrevista à Rádio Jornal, destacou o papel do governo federal nas articulações para retomada da ferrovia e classificou o projeto como “uma conquista de Pernambuco e do Nordeste brasileiro”. Também elogiou a atuação da bancada pernambucana nas negociações em Brasília.
Pegou mal – A postagem feita por Raquel para comemorar o destravamento da Transnordestina provocou desconforto no Palácio do Planalto. Auxiliares do presidente Lula avaliaram que a governadora tentou puxar para si os méritos da retomada da obra sem mencionar o papel do governo federal nem as articulações conduzidas por Brasília.
Perguntar não ofende: Quem hoje teme mais uma CPI do Master: o governo ou a oposição?
Criada há três anos com a proposta de ampliar o acesso à saúde especializada, a Tech Mais Saúde vem se consolidando em municípios pernambucanos por meio de um modelo de telemedicina voltado principalmente para pacientes em situação de vulnerabilidade social. A empresa atua conectando cidades do interior a médicos especialistas de diversas áreas, reduzindo filas do SUS e diminuindo a necessidade do Tratamento Fora do Domicílio (TFD), utilizado para transportar pacientes até centros urbanos maiores.
Segundo o diretor comercial da empresa, Geovane de Freitas, o projeto nasceu inicialmente com o objetivo de atender pessoas sem plano de saúde. No entanto, ao lado do sócio e vice-presidente da empresa, Anchieta Mascena, ele percebeu as dificuldades enfrentadas pela população de baixa renda para ter acesso a atendimento especializado, o que acabou redirecionando a iniciativa.
“A ideia inicial era atender o cidadão comum que não tinha plano de saúde, mas podia pagar uma consulta. Depois entendemos que existia uma camada da população ainda mais vulnerável, que não tinha condição alguma de chegar até um especialista. Foi aí que decidimos direcionar o projeto para atender essas pessoas através das prefeituras”, explicou.
Modelo A proposta da empresa, é levar o atendimento especializado para dentro das próprias unidades básicas de saúde dos municípios. O paciente é encaminhado pela regulação do SUS e realiza a consulta em um ambiente preparado pela prefeitura, com computador, câmera, televisão e suporte de profissionais locais treinados pela equipe da empresa.
Segundo Geovane, o diferencial do modelo está no acolhimento humanizado. Antes da consulta, o médico tem acesso ao histórico clínico e ao prontuário do paciente, permitindo um atendimento mais próximo da realidade daquela pessoa.
“O médico entra alguns minutos antes para entender o histórico do paciente e conhecer aquela realidade. A consulta não é fria. Existe acolhimento, conversa, atenção e escuta. Muitas vezes o paciente já chega fragilizado por tudo o que enfrenta para conseguir atendimento”, destacou.
Dados Atualmente, a Tech Mais Saúde contabiliza mais de 15 mil atendimentos realizados e afirma possuir cerca de 1.200 médicos cadastrados em sua plataforma. Os profissionais atuam em mais de 30 especialidades, entre elas cardiologia, neurologia, endocrinologia, psiquiatria, ortopedia, dermatologia e neuropediatria.
“A neuropediatria, por exemplo, tem uma procura enorme por causa do aumento de diagnósticos relacionados ao TDAH e ao espectro autista. É uma especialidade muito cara e difícil de encontrar no interior”, disse.
A empresa utiliza plataforma própria de telemedicina, com certificações voltadas à proteção de dados clínicos e adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Referência O primeiro município atendido pela empresa foi Afogados da Ingazeira, considerado hoje o principal case da operação. Segundo Geovane, foi na cidade que o projeto conseguiu demonstrar, na prática, os impactos da telemedicina na redução das filas do SUS.
“O prefeito acreditou no projeto desde o início e investiu na criação de um centro clínico digital. Hoje muitos gestores visitam Afogados para conhecer o modelo”, afirmou.
Além dos avanços no acesso à saúde, a prefeitura aponta redução significativa nos custos públicos. O prefeito do município, Alessandro Palmeira, informou que a contratação da plataforma gerou economia direta de R$ 80 mil em relação aos valores inicialmente previstos.
Segundo ele, a redução de deslocamentos para Recife evitou gastos de R$ 473,7 mil com transporte e alimentação de pacientes pelo TFD. Somando os dois fatores, a economia para os cofres municipais chegou a R$ 553,7 mil. “A estratégia conseguiu unir eficiência financeira e ampliação da oferta de consultas especializadas para a população”, destacou o prefeito.
Geovane defendeu que investimentos em saúde digital podem impactar diretamente no desenvolvimento social e econômico dos municípios. “Quando o gestor investe em saúde e acesso à especialidade médica, ele reduz internações, melhora a qualidade de vida da população e fortalece o desenvolvimento da cidade. Uma população saudável também é mais produtiva”, concluiu.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, reclamou nesta terça-feira estar sofrendo uma perseguição. Sem citar os vínculos com Daniel Vorcaro, do banco Master, tornados públicos com a divulgação de uma série de mensagens e áudio, Flávio declarou que há um uso “do aparato estatal” contra ele.
– A gente resolve os problemas do Brasil pela política. Estou na política há 24 anos. Tudo que eu quero para minha vida é oferecer um Brasil para as minhas filhas, que seja um Brasil também próspero para as filhas e filhos de todos que estão aqui presentes. Mesmo com todas as perseguições, com todo o sistema querendo manter as coisas da forma como estão, com o Brasil inteiro olhando para Brasília com nojo pela forma como as coisas que estão acontecendo, desrespeito à Constituição, insegurança jurídica, uso do aparato estatal para perseguir adversários políticos – disse. As informações são do jornal O GLOBO.
A declaração aconteceu durante um discurso feito na Marcha dos Prefeitos, que neste ano convidou os pré-candidatos a presidente para falarem aos gestores municipais.
O parlamentar também criticou diretamente o PT, partido do presidente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e voltou a dizer que, se eleito, vai promover uma anistia ao todos os envolvidos nos atos golpistas do 8 de janeiro, algo que contemplaria seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar após ter sido condenado por liderar uma trama golpista.
– A era do ódio vai acabar a partir de 2027 porque vamos fazer um governo olhando para frente, sem perseguições, com as instituições voltando a ficar subordinadas à nossa Carta Magna, com os Poderes funcionando com harmonia e independência, com a lei valendo para todos e com anistia ampla, geral e irrestrita para os perseguidos políticos do 8 de janeiro. É assim que a gente vai conseguir alcançar a pacificação, porque vai ser o fim da era do PT.
Mais cedo, após uma reunião com parlamentares do PL, Flávio admitiu ter visitado o Vorcaro no fim de 2025. A visita ocorreu na casa do executivo, em São Paulo, quando ele estava em regime de prisão domiciliar após ser detido pela primeira vez.
Na quinta-feira da semana passada, o site Intercept Brasil, revelou mensagens, áudios e documentos que apontam negociações entre Flávio e Vorcaro para financiar “Dark horse”, filme sobre a trajetória política do ex-presidente. Segundo a publicação, o acordo previa aportes de cerca de R$ 134 milhões. Desse total, foram repassados cerca de R$ 61 milhões.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não compareceu à abertura da Marcha em Defesa dos Prefeitos, realizada nesta terça-feira (19) em Brasília, e enviou o vice Geraldo Alckmin em seu lugar. A ausência gerou um mal-estar significativo entre os prefeitos presentes no evento, considerado um dos mais tradicionais da capital federal. A apuração é da analista de Política da CNN Larissa Rodrigues no Bastidores CNN.
De acordo com Larissa, a possibilidade de Lula não comparecer ao evento já era cogitada desde a semana passada. “Já havia essa previsão de que Lula pudesse não comparecer à Marcha dos Prefeitos. O que eu ouvi do Planalto foi: ‘o Lula sempre vai”, relatou a jornalista. As informações são
A decisão de não comparecer teria sido motivada pelo desejo de evitar uma sabatina. Em anos eleitorais, o evento tradicionalmente reúne pré-candidatos que são questionados pelos prefeitos. Segundo Larissa Rodrigues, Lula não queria ser submetido a esse tipo de questionamento. “Lula disse que não queria ir ser sabatinado”, afirmou a analista.
Na noite anterior ao evento, chegou a circular um boato de que nem mesmo Geraldo Alckmin compareceria, o que teria revoltado a organização da marcha. Alckmin acabou indo ao evento e tentou contornar a situação, afirmando que Lula tem grande consideração pelos prefeitos. Ainda assim, a presença do vice não foi suficiente para dissipar o desconforto entre os presentes.
Prefeitos cobrariam repasses e ações do governo
Além da questão eleitoral, os prefeitos tinham uma série de demandas a apresentar. Segundo Larissa Rodrigues, os municípios planejavam cobrar repasses para a segurança pública, área em que muitas cidades tiveram de ampliar as guardas municipais. Desastres ambientais também estavam na pauta, com prefeitos reclamando dos altos custos gerados nos últimos anos com Defesa Civil.
A Marcha dos Prefeitos, que está em sua 18ª edição, mobiliza representantes de municípios de todo o Brasil e chega a lotar restaurantes e espaços em Brasília durante o período do evento. “Em ano eleitoral, não comparecer pegou mal”, concluiu Larissa Rodrigues, ressaltando a importância dos prefeitos para as campanhas espalhadas pelo país.