Por Maysa Sena – Blog da Folha
O senador Humberto Costa (PT) negou que a ausência de críticas mais contundentes ao governo da governadora Raquel Lyra (PSD) seja uma estratégia para preservar o apoio de prefeitos ao seu projeto de reeleição. Segundo o petista, a prioridade neste momento é apresentar propostas e construir alianças em torno de um projeto para Pernambuco.
“A nossa defesa do nome de João é que achamos que ele pode fazer muito mais por Pernambuco. Ele já deu o exemplo disso no período em que era prefeito da capital, fez muitas obras, muitas ações. Nossa aliança com ele é política”, afirmou Humberto, ao comentar a candidatura de João Campos (PSB) ao governo de Pernambuco.
O senador também destacou a relação construída com o PSB para a formação dos palanques da Frente Popular. “Vocês sabem que o PSB foi vital para que nós pudéssemos montar os palanques nessa eleição”, disse.
Leia maisHumberto afirmou ainda que sua postura de evitar ataques não é direcionada exclusivamente a Raquel Lyra. “Se vocês forem observar, eu não tenho feito crítica também até aos meus adversários. Não tenho feito crítica”, declarou.
Segundo o petista, a estratégia para a disputa eleitoral será centrada na defesa de seu mandato, do projeto para Pernambuco e do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Eu acho que nós precisamos em Pernambuco agora são de ações afirmativas, da construção de projetos, parcerias. Eu sempre executei com Jarbas, com Eduardo, com todo mundo, com Paulo Câmara. A minha linha vai ser essa: defender o meu mandato, defender um projeto para Pernambuco, defender o governo do presidente Lula”, afirmou.
Humberto avaliou que uma campanha propositiva pode contribuir para alcançar os objetivos políticos do grupo, incluindo a eleição de João Campos. “Eu acho que a gente consegue todos esses objetivos, inclusive a eleição de Campos, se a gente for propositivo, se a gente mostrar para as pessoas que as coisas podem melhorar”, concluiu.
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Resíduos de teto do Hospital Agamenon Magalhães (HAM), no Recife, caíram sobre uma paciente e um acompanhante nesta segunda-feira (1). O acidente aconteceu menos de um mês após uma ocorrência semelhante no Hospital da Restauração (HR), também na capital pernambucana.
Em um vídeo que circula nas redes sociais, uma das vítimas relata que o material que caiu do teto atingiu ela e um homem que estava ao seu lado. “Caiu pedaço de pedra e de lixo. Atingiu minha costela e minha perna”, diz o homem, que aparece sentado em uma maca. As informações são do Diario de Pernambuco.
Leia maisA mulher, que também foi atingida pelo material, afirmou que começou a filmar o ocorrido, mas foi abordada por um segurança. “Ele disse que não podia filmar, que era contra as normas do jornal”, relatou.
O Diario pediu nota sobre o ocorrido à Secretaria de Saúde do Estado. Até a publicação dessa matéria não obteve retorno. O espaço segue aberto.
Confira a nota do Hospital da Restauração na íntegra:
“A direção do Hospital Agamenon Magalhães informa que não houve queda de teto na unidade.
O episódio ocorreu durante os serviços de requalificação da cobertura da enfermaria localizada no 1º pavimento. Durante a retirada das telhas existentes, em uma área próxima ao ocorrido onde não haviam pacientes, houve o deslocamento não intencional das telhas brasilit o desprendimento pontual de resíduo orgânico acumulado sobre a cobertura, que alcançou uma área coberta da Emergência Cardiológica, situada em nível inferior.
O material atingiu dois pacientes que se encontravam no setor. Eles foram prontamente avaliados e não apresentaram qualquer intercorrência. Os pacientes optaram por permanecer no local, não havendo necessidade de remanejamento para outra área.
A área atingida foi imediatamente verificada e higienizada, com reforço das medidas preventivas relacionadas à continuidade dos serviços.
A Emergência Cardiológica permaneceu em funcionamento, sem interrupção dos atendimentos. Os serviços seguem acompanhados pelas equipes responsáveis, observando os procedimentos técnicos e de segurança aplicáveis”.
Outras ocorrências
Há menos de um mês, parte do forro do teto da sala de recuperação do Hospital da Restauração (HR), no Recife, caiu sobre uma paciente recém-operada.
O gesso atingiu a área que havia sido operada, e a paciente precisou passar por uma cirurgia de correção. Em maio deste ano, parte do forro do teto do 7º andar do Hospital da Restauração também cedeu. Apesar do susto, não houve registro de feridos.
Imagens feitas por pacientes mostram pedaços de gesso espalhados pelo chão do corredor, além de uma cratera aberta no teto do andar após o desabamento.
Segundo nota enviada na época pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), o desabamento aconteceu em um corredor do edifício que ainda não havia passado por reforma. A queda teria sido provocada pelas fortes chuvas registradas nos dias anteriores.
Em junho, não foi o teto que caiu, mas um timbu. O animal teria despencado do teto de PVC do refeitório do HR enquanto servidores faziam suas refeições. O timbu circulou por cima de uma das mesas do espaço e chamou a atenção das pessoas que estavam no local.
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Por Fernando Schüler*
Não fui o único, mas aquelas imagens mexeram comigo. A multidão de jovens marroquinos chegando em boias improvisadas e levantando as mãos para os céus, nas praias de Ceuta. Seria uma prova de que a humanidade fracassou, leio em um texto. A ideia é forte, mas equivocada. A humanidade nunca deu nem bem certo nem bem errado. Mesmo em seus piores momentos, quando os nazistas executavam a Solução Final em Auschwitz e Treblinka, jovens soldados caíam na Normandia, sob a artilharia alemã, para libertar a Europa da barbárie. A história é feita disso. Do melhor e do pior. Às vezes separados por muito pouco.
O drama das migrações, em nossa época, conta exatamente esta história. Os jovens marroquinos falavam em “trabalho”. Alguns murmuravam a palavra “liberdade”. Mas a ideia muito real que capturava sua imaginação era “Europa”. E, por nada desse mundo, diria que eles estão errados. Nos tempos recentes nos habituamos a fazer troça de nossa própria herança civilizacional e dos sucessos que o Ocidente produziu, do qual a Europa é testemunho. Mas os marroquinos não se dão o direito a este luxo retórico. Eles sabem atribuir um sentido bastante real à ideia de um mundo que “dá certo”. E é sobre isto que o seu drama nos ensina.
Leia maisA história das migrações, fugas e todos os seus dramas funciona como uma espécie de sinal sobre a ambivalência do mundo. Foi assim com Cuba. A história trágica dos balseros, milhares de homens e mulheres que se arriscam no Estreito da Flórida em barcos improvisados por vezes com a carcaça de velhos Buick ou Chevrolets americanos dos anos 50. O que fazem estas pessoas arriscando a vida para levantar os braços aos céus, em Sombrero Beach? A mesma pergunta vale agora para os mais de sete milhões de venezuelanos que largaram tudo para tentar a vida na Colômbia ou no Brasil.
Por que, afinal de contas, as pessoas fogem, migram, pedem refúgio, se arriscam em barcos feitos de pneus velhos? Arrisco dizer que elas sabem do mundo muito mais do que a maioria dos nossos “ideólogos”. Sabem que o mundo não é um fracasso, e é precisamente por isso que se movem. Por vezes fugindo de uma ditadura, por vezes da miséria, não importa. A direção do movimento raramente é aleatória.
Se alguém quiser uma boa definição sobre o tipo de mundo no qual nossos migrantes arriscam tudo para ingressar, vale entender o que Daron Acemoglu chama de “instituições inclusivas”. O império da lei, das garantias individuais, dos direitos de propriedade e da contenção do poder. Ele nos conta sobre as cidades de Nogales, no México, e a Nogales logo ao lado, no Arizona. Geografia e cultura similares. Instituições, não. Há um muro bem alto, no meio, e não há registros de migrantes arriscando a vida para pular na direção da Nogales mexicana. A história trágica dos migrantes tem o poder de nos ensinar muitas coisas. Desde que, por óbvio, estejamos dispostos a aprender.
*Cientista político, doutor em Filosofia (UFRGS) e professor do Insper
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira que o Republicanos na Paraíba apoiará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial de 2026. A decisão ocorre depois de a direção nacional do partido, que vinha sendo cortejada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), optar pela neutralidade na disputa nacional e liberar os diretórios estaduais para escolherem o candidato que pretendem apoiar.
A declaração foi dada por Motta no evento de posse da desembargadora Giovanna Mayer no Tribunal Regional Eleitoral do estado. Motta afirmou que aguardava justamente a definição da direção nacional para tornar público o posicionamento do diretório estadual. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia mais— A tendência nossa aqui na Paraíba, isso já havia sido dito antes, é que caminhamos com o presidente Lula. Nós iremos declarar esse apoio ao presidente porque é o presidente que converge com aquilo que pensamos ser o melhor para o país — afirmou.
O deputado disse que a posição do partido em âmbito nacional permitiu que ele apresentasse agora a decisão paraibana.
— Eu estava aguardando a posição do partido para que pudesse trazer de público a nossa posição. E a nossa posição está sendo aqui revelada em primeira mão de apoio ao presidente Lula em seu projeto de reeleição — declarou.
O apoio de Motta a Lula era esperado. A Paraíba é um dos estados em que o presidente mantém forte presença eleitoral, e o movimento também se relaciona aos interesses políticos de Motta no estado. O presidente da Câmara trabalha para eleger seu pai, Nabor Wanderley, ao Senado em 2026 e busca construir uma aliança com Lula para a disputa.
A aproximação entre Motta e o presidente também vem sendo construída ao longo do último ano, quando, à frente da Câmara, o deputado adotou uma postura de diálogo com o governo e deu sinais de sintonia com algumas das pautas defendidas pelo Palácio do Planalto. Dentre elas esteve a discussão sobre o fim da escala 6×1, tema que Motta ajudou a impulsionar no Congresso.
A decisão paraibana também evidencia a estratégia adotada pelo Republicanos depois de meses de disputa pelo apoio da legenda na eleição presidencial. Flávio Bolsonaro vinha tentando atrair o partido para sua candidatura, mas a direção nacional decidiu não escolher um nome na corrida pelo Planalto. Com a neutralidade, cada diretório estadual ficou autorizado a definir seu próprio palanque.
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O cantor Armando Fuentes apresenta, nesta sexta-feira (14), às 20h30, o show “Dança e Canta”, na Adega do Clube Português do Recife, no bairro das Graças. O repertório reúne músicas dos anos 1960 aos 2000, com ritmos como salsa, pop latino, merengue, latin jazz, cumbia, samba, bachata, bolero e bossa nova.
Fuentes será acompanhado por Caio Covosk, Márcio Scooby, Well Medeiros, Pedro Torres e André Botelho. “O público do Recife poderá curtir e cantar ao som da boa música internacional e nacional em espanhol, inglês e português”, afirmou o artista. Reservas podem ser feitas pelo telefone (81) 98256-6716.
O Caxangá Ágape realiza nesta quarta-feira (12), às 12h30, uma reunião-almoço em homenagem ao jurista, professor e candidato a deputado federal Maurício Rands (Avante). O encontro será no restaurante Boi & Brasa da Ilha do Retiro, no Recife, e é promovido pela presidente da entidade, Margarida Félix, e pela diretoria.
Maurício Rands já exerceu três mandatos como deputado federal por Pernambuco. O evento está deverá reunir integrantes da entidade e convidados de diferentes áreas. A adesão custa R$ 90.
Candidata a deputada federal, Cássia do Moinho (MDB) exaltou a força de João Campos (PSB) após a passagem do candidato ao Governo de Pernambuco por Carpina. Eles estiveram juntos no município da Mata Norte no último sábado. O socialista levou para a cidade o “Chega Junto, Pernambuco” – programa de escuta popular que está percorrendo todas as regiões do Estado.
“A Mata Norte mostrou sua força e deixou claro quem quer para governador nos próximos quatro anos. Nossa região foi a que menos recebeu investimentos da atual gestão. Foram muitas promessas e obras cercadas com tapumes”, afirmou Cássia.
No ato de anúncio de apoio à reeleição do senador Humberto Costa (PT), hoje, o senador Fernando Dueire (PSD) informou que, na semana passada, apenas comunicou sua decisão à governadora Raquel Lyra (PSD). Até porque não foi ouvido sobre a formação da chapa majoritária.
Quanto ao segundo candidato que apoiará, também não será por orientação dela, mas conversando com os prefeitos que defendiam a renovação do seu mandato. Dueire ainda confirmou que fará campanha para o presidente Lula (PT). O anúncio aconteceu no Centro Debate, no Recife, e contou com as presenças de 32 gestores municipais. Outros 14 que tinham preferência pelo pessedista também ficam com Humberto. As informações e imagem são do blog do Dantas Barreto.
Leia mais“Eu comuniquei à governadora na semana passada. Procurei e comuniquei a ela, eu não perguntei a ela. Eu comuniquei a ela que o nosso senador seria Humberto Costa. Ela defendeu os nomes de sua chapa e eu não fui retrucado”, enfatizou Fernando Dueire, durante entrevista coletiva.
O senador esclareceu que sua escolha se deu pela confiança que passou a ter em Humberto, desde 2018, quando foi suplente do ex-senador Jarbas Vasconcelos (MDB), na mesma chapa que tinha o governador Paulo Câmara concorrendo à reeleição pelo PSB. E a aproximação aumentou na convivência no Senado. Também pesou a defesa que tanto ele quanto o petista fazem aos municípios pernambucanos.
Perguntado se os candidatos da chapa governista, Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP), ainda não conquistaram a sua confiança, Dueire disse que a decisão do segundo voto será discutida com seu grupo. Eu não vou decidir sem ouvir aqueles que formam a minha base. Eu vou conversar com os prefeitos, vice-prefeitos, lideranças. “Vou falar com eles e depois que concluir esse trabalho aí vou me sentir legitimado por eles para fazer a opção”, desconversou.
Fernando Dueire, porém, deixou claro que o fato de não ter sido escolhido para compor a chapa majoritária motive seu afastamento de Raquel Lyra. Considerou que se deu por questões políticas e não por aparecer bem-posicionado nas pesquisas de intenção de votos.
“A história mostra que, nesse período – em 2022 –, a senadora Teresa Leitão (PT) tinha a pontuação que hoje eu tenho e ela teve 2 milhões de votos. Não acredito. Mas essa é uma boa pergunta para ser feita à governadora porque eu não participei da escolha. Não fui ouvido com relação a isso, mas respeito profundamente a escolha que ela fez. Ela deve ter feito de uma maneira estratégica e eu tenho todo o respeito e não é isso que me afasta dela. Meus argumentos foram tão sólidos, foram tão bem-postos, que ela compreendeu”, disse Fernando Dueire.
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O candidato a deputado estadual Anderson Luiz (PSD) conta com o apoio de dois nomes que já disputaram a Prefeitura de Caruaru: Marcelo Rodrigues e Marcelo Gomes. A adesão dos dois ex-candidatos, na manhã desta segunda-feira (10), reforça o grupo político que vem sendo construído em torno da candidatura de Anderson e amplia sua articulação para a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
Para Anderson, a união de lideranças com diferentes experiências políticas demonstra a capacidade de agregar em torno de um projeto voltado ao fortalecimento de Caruaru e do Agreste. “Recebo esses apoios com muita alegria. Marcelo Rodrigues e Marcelo Gomes têm suas histórias e contribuições para Caruaru, e contar com eles nessa caminhada fortalece ainda mais nosso projeto para representar a cidade e toda a região na Assembleia”, afirmou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou uma mensagem em suas redes sociais, hoje, na qual lamentou o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia nesta manhã. Na publicação, Lula se solidarizou às famílias das vítimas e disse que o governo brasileiro estará à disposição para prestar o apoio necessário ao povo colombiano. As informações são do portal G1.
O tremor na Colômbia causou destruição em diversas cidades do país. Segundo os últimos balanços de autoridades locais, mais de 70 pessoas morreram. “Recebi com preocupação a notícia do forte terremoto que atingiu hoje [segunda] a Colômbia, com epicentro no departamento de Chocó. Em nome do povo brasileiro, manifesto minha solidariedade ao povo colombiano, especialmente às famílias das vítimas e a todos os afetados pelos tremores. O Brasil permanece à disposição da Colômbia para prestar o apoio necessário”, escreveu Lula.
Leia maisMais cedo, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) publicou uma nota de pesar na página oficial do órgão. No texto, o Itamaraty menciona que o Brasil acompanha a situação com atenção e está disponível para colaborar nas ações de resposta à emergência. O ministério acrescenta que, até o momento, não foram identificados brasileiros entre as vítimas.
“O Brasil manifesta solidariedade ao governo e ao povo colombianos e faz votos de plena recuperação aos feridos. O Brasil acompanha, com atenção, os esforços de busca e de assistência às populações afetadas e manifesta sua disposição de colaborar, na medida de suas capacidades, com as autoridades colombianas nas ações de resposta à emergência”, diz um trecho do comunicado.
A nota menciona também que o plantão consular permanece à disposição para prestar assistência a cidadãos brasileiros em situação de emergência. Os telefones fornecidos são: +55 (61) 9.8260-0610 e +57 3108096169. Esse último, da Embaixada do Brasil em Bogotá.
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O deputado federal e pré-candidato ao Senado pelo PP, Eduardo da Fonte, anunciou, em suas redes sociais, há pouco, o apoio do prefeito de Surubim, Cleber Chaparral (UB), à sua candidatura. O gesto reforça a articulação política de Da Fonte em Pernambuco e amplia o grupo de lideranças que já aderiram ao seu projeto de chegar ao Senado. Confira!
Por Luiz Queiroz – Capital Digital
O plano de governo entregue ao TSE pelo Partido Novo (NOVO), do candidato à Presidência da República Romeu Zema, desenha uma estratégia digital baseada em forte protagonismo privado na infraestrutura, nos investimentos e na inovação, combinada a um Estado mais digitalizado, integrado por dados e concentrado em regulação, segurança e coordenação. A proposta alcança telecomunicações, data centers, inteligência artificial, governo digital, ciência e tecnologia, energia, minerais críticos, defesa, segurança cibernética e infraestrutura física.
No desenho do seu plano de governo, que ele denominou como “Implacável”, Zema afirma que pretende “privatizar todas as empresas estatais”, sem estabelecer no documento exceções para empresas públicas que atuem em tecnologia, processamento de dados, serviços digitais ou telecomunicações. O plano, entretanto, não define com clareza quanto espaço pretende abrir ao mercado e nem tampouco informa qual será o núcleo tecnológico que o governo considerará estratégico demais para deixar de controlar diretamente. Aparentemente ele não conta com o Serpro, Dataprev, Telebras ou Ceitec em seu governo.
Leia maisO eixo econômico que conecta a estratégia tecnológica é a tentativa de aproveitar energia renovável, recursos naturais, minerais críticos, posição geopolítica e mercado consumidor para atrair investimento internacional. O programa estima que as maiores empresas do mundo devem investir cerca de US$ 750 bilhões em 2026 na construção de data centers e infraestrutura digital associada à inteligência artificial e observa que a disputa global por energia limpa, minerais críticos e novas tecnologias movimenta trilhões. A campanha apresenta o Brasil como um país com 88% da matriz elétrica proveniente de fontes renováveis, a segunda maior reserva de terras raras do mundo, liderança em nióbio, reservas importantes de lítio e um mercado de aproximadamente 200 milhões de consumidores conectados.
A política para infraestrutura segue a mesma orientação. Os ativos economicamente viáveis deveriam ser construídos, operados e mantidos pela iniciativa privada, enquanto o poder público utilizaria preferencialmente PPPs nos projetos em que o mercado não consiga sustentar sozinho os investimentos. A proposta alcança os diferentes setores de infraestrutura e estabelece como regra geral ampliar a presença empresarial privada.
O governo também reduziria a dependência dos bancos públicos federais e multilaterais na estruturação e no financiamento de projetos, ampliando project finance, mercado de capitais e outras fontes privadas. Aos bancos públicos poderiam permanecer instrumentos de garantia, seguros, contas vinculadas e compartilhamento de riscos para reduzir o custo do capital e aumentar a bancabilidade dos projetos.
A campanha afirma que há mais de duas décadas o Brasil não investe sequer 1% do PIB em infraestrutura de transportes, quando seriam necessários aproximadamente 4% ao ano apenas para conservar o patrimônio existente e reduzir o déficit estrutural. Clique aqui e confira a matéria completa.
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