TCE recomenda e Câmara de Araripina reprova contas do ex-prefeito Alexandre Arraes

Na noite de ontem, a Câmara de Vereadores de Araripina votou as contas do ex-prefeito Alexandre Arraes (PSB), referentes aos anos de 2014 e 2015. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) havia recomendado aos parlamentares a rejeição das contas devido a dezenas de irregularidades cometidas pelo ex-prefeito e sua gestão.

A votação foi de oito votos a favor da reprovação e quatro votos contra a reprovação, com a participação de 12 vereadores. Os vereadores que votaram pela reprovação foram: Doval da Saúde, Aurismar Pinho, Evandro Delmondes, Camilla Sampaio, Kalígia Mateus, Camila Modesto, João Doutor e Luciano Belo. Os vereadores que votaram contra a reprovação das contas do ex-prefeito foram: Francisco Edivaldo, João Dias, Divona e Silvano do Morais. O presidente da Câmara, Roseilton Oliveira, não votou e os vereadores Rodrigo Cobrinha e Luciano Capitão não estavam presentes na sessão.

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Por Maysa Sena
Do Blog da Folha

A Federação Psol-Rede oficializou, neste domingo (2), durante convenção estadual realizada na Casa Marielle Franco, no bairro do Derby, no Recife, a chapa majoritária que disputará as eleições de 2026 em Pernambuco.

Foram homologadas as candidaturas de Ivan Moraes (Psol) ao governo do estado; Alice Galbino (Rede), como vice-governadora; e Paulo Rubem Santiago (Rede) ao Senado, além dos candidatos proporcionais da federação.

Ao discursar durante a coletiva de imprensa, Ivan Moraes afirmou que sua candidatura representa a “verdadeira terceira via” na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas.

Segundo o psolista, a população pernambucana está cansada de escolher entre os mesmos grupos políticos e sua chapa pretende apresentar uma alternativa baseada em propostas, como, entre outros, a tarifa zero no transporte metropolitano, plano integrado de combate ao feminicídio e violência contra a mulher, reflorestamento da Mata Atlântica e cuidado com a Caatinga e investimentos na educação pública.

Sebrae - Fazer dar certo

Do Poder360

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80 anos, teve o nome oficializado neste domingo (2) como candidato à reeleição a presidente da República pelo PT. O partido realizou sua Convenção Nacional no Expo Center Norte, em São Paulo. Lula discursou por 62 minutos, ou pouco mais de uma hora. Não citou temas como segurança pública e a dívida pública.

Pesquisa Datafolha realizada em dezembro de 2025 mostrou que a segurança é o 2º tema que mais preocupa o brasileiro, atrás só de saúde. Na esfera econômica, a dívida bruta atingiu 81,9% do PIB em junho, segundo dados do Banco Central. Relatório do IFI (Instituição Fiscal Independente) estima que pode chegar a 115% em 2036. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem tentado acalmar a Faria Lima, indicando que um eventual Lula 4 seria mais austero.

Jaboatão dos Guararapes - Trabalho em todo lugar 2026

Ontem estive em São Paulo, convidado a participar da convenção que oficializou Lula como candidato à Presidência da República pelo PT e por uma ampla frente política. Entre discursos, encontros e conversas de bastidores, uma constatação ficou evidente: nem tudo o que se diz acontece, nem toda narrativa se materializa na vida real.

Essa reflexão me leva diretamente ao neodireitista Túlio Gadêlha.

Nos bastidores da convenção, a percepção que tive foi de que suas recentes posições políticas despertam mais desconfiança do que credibilidade. Ouvi comentários que tratavam com ironia a ideia de que ele pudesse falar em nome de qualquer campo político, sobretudo depois da guinada que protagonizou nos últimos anos.

Túlio insiste na tese de que a esquerda deve se aproximar justamente dos setores da direita que, durante anos, perseguiram Lula e trabalharam para inviabilizar o projeto político liderado por Lula. Na minha avaliação, essa leitura revela imaturidade política e uma incompreensão do momento vivido pelo campo progressista.

Talvez lhe falte apenas um encontro. E aqui a referência não é política, mas uma ironia com o antigo programa de televisão. Quem sabe, depois de um Encontro com Fátima Bernardes, Túlio Gadêlha não aproveitasse para rever algumas posições e redescobrir o valor da coerência entre discurso e prática.

Caruaru - Transparência 2026
Ipojuca - Na palma da sua mão

A convenção da governadora Raquel Lyra (PSD) não trouxe nenhum fato novo a não ser a presença de Eduardo da Fonte (PP), que já era esperada desde ontem (1º), quando veio a público a escolha dele como candidato a senador na chapa governista em lugar do ex-prefeito Miguel Coelho (União Brasil). O evento não apresentou nenhuma adesão de partido político ou declaração de apoio de dissidentes de palanques adversários. Em sentido contrário, porém, chamaram atenção as ausências.

Uma das faltas mais emblemáticas foi a do senador Fernando Dueire (PSD). Após meses comparecendo a eventos de Raquel e tendo a esperança de reeleição alimentada por ela de forma pública, ele acabou preterido na chapa e não compareceu à convenção estadual do seu próprio partido, o que expõe possíveis fraturas após o desfecho do processo.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Por Jaime Badeca

Observando a cena política pernambucana, percebemos o movimento da governadora trazendo, numa guinada à direita, o deputado Túlio Gadelha para o seu partido, PSD, e, com isso, tentando atrair a neutralidade do presidente Lula nas eleições de Pernambuco. As expectativas da governadora não se confirmaram. O presidente Lula vem enfatizando e reiterando o apoio ao ex-prefeito do Recife, João Campos, filho de Eduardo Campos, seu aliado histórico, e neto do mito Miguel Arraes.

Foi um erro de percepção e avaliação da governadora achar que o deputado Túlio, sem desmerecê-lo, reunisse essas credenciais, essa história e essa força política para tanto. Com isso, a governadora queimou o cartucho de uma preciosa vaga para acomodar duas grandes lideranças, Dudu da Fonte e Miguel Coelho, ancorados, ambos, na força política da Federação União Progressista e em todo o seu tempo de TV e fundo eleitoral.

Palmares - 147 anos
Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Candidatos a deputado federal e estadual, respectivamente, Gilson Machado e Gilson Filho participaram, neste domingo (2), da convenção partidária que oficializou a candidatura de Raquel Lyra ao Governo de Pernambuco. Os dois deixaram o PL e se filiaram ao Podemos, partido que integra a aliança da governadora.

Gilson Machado afirmou que tentou viabilizar uma candidatura própria da direita ao governo estadual enquanto estava no antigo partido. “Eu gostaria de um candidato da direita para o Governo do Estado, tentei enquanto estava no PL, mas nada foi levado adiante dentro do partido. Aqui no Podemos, eu somo e fortaleço a direita, missão que me foi confiada por Bolsonaro”, disse. Segundo ele, a presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, também apoia a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

Vereador do Recife, Gilson Filho justificou a adesão à candidatura de Raquel com críticas ao PSB e à gestão municipal. “Quero longe do Governo de Pernambuco candidato que já abriu a boca para dizer que, aqui no estado, bolsonarista não se cria”, afirmou.

Camaragibe - A prefeitura mudou

O presidente nacional do Partido Social Democrático (PSD) e candidato a vice-presidente da República na chapa liderada por Ronaldo Caiado, Gilberto Kassab, afirmou que Raquel Lyra está entre as lideranças que ajudam a fortalecer a candidatura do goiano e disse que a governadora reúne eleitores de Lula, Bolsonaro e, “principalmente”, de Caiado. Em crítica ao próprio partido, classificou como “uma excrescência da democracia brasileira” a existência de siglas que, no primeiro turno, apoiam candidatos de outras legendas.

Lula encerrou a convenção nacional do PT com uma convocação à militância para a disputa eleitoral e um alerta contra o retorno da extrema direita ao poder. “Governar é decidir. E toda vez que você toma uma decisão, tem que escolher um lado”, disse. Ao fazer um balanço de suas gestões, o presidente pediu desculpas pelos erros cometidos e pelas coisas que não foram feitas, mas sustentou que o atual governo “entregou mais do que prometeu e vai entregar muito mais”. Antes de deixar o palco, chamou dirigentes, parlamentares e candidatos para o ato marcado para o dia 16, no estádio da Vila Euclides, em em São Bernardo do Campo (SP).

Ainda em discurso de tom emocionado, a governadora Raquel Lyra (PSD) também levou ao palco da convenção deste domingo (2) uma das policiais militares aprovadas no concurso da corporação, para destacar os investimentos do programa Juntos pela Segurança e a formação de novos PMs. Ao apresentar a agente, uma das mais de 7 mil nomeadas para a área de segurança, Raquel aproveitou para relembrar sua virada nas pesquisas. “A única virada que verdadeiramente importa de a gente falar é virar o jogo da sua vida”, disse.