Anunciado hoje pelo presidente Lula (PT) como substituto de Flávio Dino no Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski afirmou em rápida troca de mensagens com o blog que sua gestão colocará a segurança como prioridade.
“Combate permanente e rigoroso à criminalidade, sob todas as suas formas, com respeito à Constituição e às leis”, resumiu Lewandowski, que assume o cargo no dia 1º de fevereiro. As informações são do blog da Julia Duailibi.
O futuro ministro ainda não definiu sua equipe. Está em aberto, por exemplo, a permanência ou não do atual número 2 do ministério, Ricardo Cappelli, que conta com apoio do presidente Lula para seguir na pasta. Cappelli, no entanto, entrou de férias e deixou seu futuro aberto.
Na conversa, Lewandowski afirmou não existe o risco de o Brasil viver caos similar ao do Equador, em que grupos criminosos atacaram e mataram 10 pessoas nesta semana. O governo local decretou estado de exceção e tenta contornar a situação.
Para o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), apesar de existirem facções criminosas, no Brasil “temos instituições fortes e respeitadas. E eficientes: vide o 8 de janeiro”, afirmou, ao se referir ao ataque às Sedes dos Três Poderes, no ano passado, por radicais bolsonaristas.
Lewandowski assume a Justiça e Segurança em uma espécie de vai-vem com Flávio Dino, já que deixou o STF em abril do ano passado e agora vira ministro de Estado, enquanto Dino deixa de ser ministro de Estado para sentar em uma cadeira vaga justamente no STF — não a de Lewandowski, mas a de Rosa Weber.
Após ser anunciada, ontem, como a nova líder do Governo no Senado, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) será a entrevistada do podcast ‘Direto de Brasília’, meu projeto em parceria com a Folha de Pernambuco, na próxima terça-feira (30). Teresa foi escolhida pelo presidente Lula (PT) em substituição a Jaques Wagner (PT-BA), que deixou a função para se defender das acusações no caso Master.
Na pauta, os novos desafios da liderança, incluindo a condução de votações importantes, como o fim da escala 6×1, a PEC da Segurança Pública e outras medidas voltadas ao desenvolvimento do País.
Professora e sindicalista, Teresa Leitão foi deputada estadual por cinco mandatos em Pernambuco. Formada em Pedagogia pela Universidade Católica de Pernambuco, foi eleita em 2022 a primeira mulher a ocupar uma cadeira de senadora na história de Pernambuco, conquistando mais de 2 milhões de votos.
No Senado, a parlamentar integra como titular as comissões de Ciência e Tecnologia; Educação e Cultura e do Esporte. Antes de ser designada por Lula para a liderança do governo no Senado, a parlamentar exercia função de líder do PT na Casa.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
Sem conseguir decolar nas pesquisas como candidato ao Senado, o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) está apelando. Divulgou esta foto no Instagram, passando a ideia de que ele e a governadora Raquel Lyra (PSD) têm o apoio de Lula (PT).
A aliança do PT em Pernambuco é com o PSB. E o presidente já gravou um vídeo dizendo que está com João Campos. É possível fazer política com maturidade e um mínimo de honestidade.
O pré-candidato ao governo de Pernambuco e presidente nacional do PSB, João Campos, garantiu que a sigla socialista apoiará o presidente Lula (PT) em todos os estados do Brasil. A declaração foi dada nesta terça-feira (25), durante o evento da escuta popular, promovido pela sigla socialista, que ocorreu no Clube das Pás, Zona Norte do Recife.
Na ocasião, Campos afirmou que, além de assistir ao jogo do Brasil contra a Escócia pela Copa do Mundo, à convite de Lula, sua ida a Brasília na quarta (24) também teve a articulação política como pauta do encontro.
“O presidente Lula mandou mensagem (na quarta) perguntando se eu podia ir para Brasília. Eu poderia ir a qualquer momento. Mudei minha agenda e fui, como presidente nacional do partido, para a gente fazer a reunião. Nós estaremos com o presidente em todos os estados da Federação. Fomos o primeiro partido a declarar formalmente apoio à reeleição dele”, garantiu.
Durante o discurso, João Campos ainda frisou que conseguiu fechar uma grande aliança para Lula em São Paulo. Maior colégio eleitoral do país com 34,6 milhões de eleitores, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o estado é considerado determinante para as eleições.
“Fomos discutir o cenário de São Paulo. Conseguimos fechar a maior aliança dos últimos dos últimos anos no estado para poder garantir a vitória do presidente Lula em São Paulo”, afirmou João Campos.
Apesar de vencer a eleição presidencial de 2022 com uma votação apertada no segundo turno, derrotando Jair Bolsonaro (PL) por 50,90% a 49,10%, Lula não teve êxito em São Paulo, saindo vitorioso apenas em 97 das 547 cidades paulistas.
No evento da escuta popular, Campos esteve acompanhado dos integrantes da chapa da Frente Popular, o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos); dos pré-candidatos ao Senado Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT); da atual senadora escolhida como líder do governo federal no Senado, Teresa Leitão (PT); do prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB); além de deputados e vereadores.
Recém-escolhido para a liderança da maioria na Câmara dos Deputados, o deputado Silvio Costa Filho (Republicanos) afirmou que a nova missão amplia sua responsabilidade política em um momento decisivo para o Congresso Nacional. Representando um bloco formado por quase 300 parlamentares de partidos como MDB, PSD, PSDB, Republicanos, Podemos e PP, o pernambucano destacou que sua principal tarefa será fortalecer o diálogo entre os diversos atores políticos e institucionais do país.
Ao comentar o novo desafio, Costa Filho agradeceu a confiança do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e dos líderes partidários que apoiaram sua indicação. “A liderança da maioria representa quase 300 parlamentares. É um desafio muito grande representar esses partidos à frente da Câmara Federal e do Congresso Nacional”, afirmou. Segundo ele, o foco da atuação será aproximar o Parlamento da sociedade civil, do Judiciário, do Senado e das entidades representativas. “A palavra é diálogo: conversar, construir e transformar diferenças em convergências”, ressaltou.
Entre as prioridades da liderança da maioria estão a votação de matérias consideradas estratégicas antes do recesso parlamentar. Costa Filho citou temas como a regulamentação da escala de trabalho 6×1, o PL 896, relacionado à misoginia, mudanças nas regras do Microempreendedor Individual (MEI) e o novo marco legal da inteligência artificial. “Nosso dever de casa é que, nos próximos 15 ou 20 dias, antes do recesso parlamentar, haja um esforço concentrado para limpar a pauta e permitir um segundo semestre mais tranquilo”, explicou.
O parlamentar também pretende atuar como articulador entre o Governo Federal e os presidentes da Câmara e do Senado. Para ele, a retomada do diálogo institucional é fundamental para acelerar votações e reduzir os conflitos políticos que marcaram os últimos meses. “Quando existe diálogo permanente entre o presidente da República e os presidentes da Câmara e do Senado, as votações avançam, projetos importantes são acelerados e o país se beneficia”, disse.
Ao assumir a liderança da maioria, Costa Filho afirma que pretende utilizar sua experiência anterior como líder do Republicanos para buscar consensos e garantir o avanço das pautas prioritárias do Legislativo. “É isso que vou procurar fazer à frente da liderança da maioria: dialogar muito para reduzir os tensionamentos e construir entendimentos, ajudando o governo a chegar ainda mais fortalecido ao longo do ano”, declarou.
Sobre o cenário eleitoral em Pernambuco, o deputado demonstrou otimismo tanto com sua reeleição quanto com o desempenho do Republicanos e da oposição estadual. Segundo ele, o partido deverá eleger pelo menos três deputados federais, podendo chegar a uma quarta vaga. Além disso, reafirmou apoio à candidatura de João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco. “Tenho muita confiança de que ele será um grande governador para Pernambuco, colocando o Estado novamente na liderança do Nordeste brasileiro”, concluiu.
Pré-candidato ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), o deputado Túlio Gadêlha (PSD) parece ter definido com clareza sua estratégia eleitoral. Apostando todas as suas fichas no campo de centro-direita, vem ocupando um espaço político que até pouco tempo parecia improvável para sua trajetória de uma esquerda “festiva”.
Nesse contexto, tem buscado se apresentar como um nome capaz de dialogar com esse segmento do eleitorado. O movimento não passa despercebido e já provoca comentários entre lideranças políticas e observadores da cena local.
O que chama atenção é que, para muitos integrantes da direita pernambucana, Túlio deixou de ser visto apenas como um político de campo ideológico definido e passou a ser enxergado como uma alternativa capaz de construir pontes e ampliar o diálogo com esse campo político. Sua presença em diferentes espaços e sua disposição para conversar com setores diversos têm contribuído para tal percepção.
Por isso, nos bastidores, já há quem faça uma comparação simbólica: Túlio estaria se transformando em uma espécie de “novo Gilson Machado” para parte do eleitorado de direita em Pernambuco. Mais do que uma questão ideológica, a analogia reflete sua capacidade de mobilização, visibilidade e inserção em um segmento político cada vez mais decisivo para as eleições de outubro.
Se essa estratégia será suficiente para consolidar uma candidatura competitiva, ainda é cedo para afirmar. Mas uma coisa parece certa: Túlio está determinado a disputar espaço onde muitos não imaginavam vê-lo há alguns anos. E essa movimentação já começa a redesenhar o tabuleiro político pernambucano.
CORREU DA RAIA – Na passagem pelo Estado para conhecer o São João de Caruaru, o pré-candidato ao Planalto pelo PSD, Ronaldo Caiado, fez uma visita ao ex-governador Jarbas Vasconcelos. O que chamou atenção, porém, foi a postura da governadora Raquel Lyra para manter distância do candidato do seu próprio partido. Nos bastidores, essa postura já começa a ser vista por aliados e observadores políticos como um movimento de desvinculação calculada. Para muitos, trata-se de uma estratégia que busca preservar interesses eleitorais locais, mas que também alimenta críticas sobre lealdade partidária. Afinal, enquanto Caiado percorreu Pernambuco em busca de apoios, a governadora evitou assumir um papel mais ativo ao lado daquele que, em tese, deveria ser seu candidato natural à Presidência da República.
O troco pesado – Uma ala significativa do PL, que inclui lideranças da sigla, passou a defender que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro seja retirada da presidência do PL Mulher em razão do explosivo vídeo detonando o senador e enteado Flávio Bolsonaro. Afirmam que ela “jogou a eleição no colo de Lula”. Além de dificultar a entrada de Flávio no eleitorado feminino, ao afirmar que foi “humilhada” e “maltratada” pelo pré-candidato do PL à Presidência, Michelle tirou o foco da saída de Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo.
Risco de não disputar Senado – A avaliação feita pela ala do partido que quer a saída de Michelle do comando do PL Mulher é que a ex-primeira-dama mostra imaturidade política para ocupar um cargo dessa magnitude. Esse grupo defende que até a candidatura de Michelle ao Senado pelo Distrito Federal seja reavaliada. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, no entanto, está tentando minimizar a crise gerada pela gravação do vídeo.
No berço do bolsonarismo – O presidente Lula (PT) escolheu dois estados onde foi derrotado por Jair Bolsonaro em 2022 para cumprir agendas a pouco mais de uma semana do prazo limite estabelecido pela Justiça Eleitoral para a participação de pré-candidatos em inaugurações e anúncios. O petista esteve ontem no Mato Grosso do Sul e hoje estará em Santa Catarina. O petista tem até 4 de julho para participar desse tipo de evento. De acordo com pesquisa Quaest de junho, o Centro-Oeste e o Norte são as regiões onde o sentimento antipetista mais caiu entre março e junho de 2026, com redução de 44% para 36%.
Teresa assume liderança no Senado – O presidente Lula (PT) escolheu a senadora pernambucana Teresa Leitão (PT) para assumir a liderança do governo no Senado, substituindo Jaques Wagner (PT-BA), que deixou o cargo após ser alvo de operação da Polícia Federal relacionada ao caso Banco Master. Com mandato até 2030 e fora da disputa eleitoral deste ano, Teresa é vista como um nome de consenso, com bom trânsito entre governistas e oposicionistas. A missão será conduzir a articulação das principais pautas do Executivo na Casa, entre elas a PEC da Segurança Pública e a proposta que extingue a escala de trabalho 6×1. Nos bastidores, a expectativa é de que o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), passe a atuar de forma mais próxima das negociações no Senado.
CURTAS
NA PAPUDA – O ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu pelo envio de Daniel Vorcaro para uma cela na chamada Papudinha, uma ala do presídio da Papuda, em Brasília. Ele está atualmente preso na Superintendência da Polícia Federal. Com isso, fica fora de cogitação neste momento uma delação do fundador do Master. Vorcaro tentou duas vezes fazer um acordo. Não deu certo. Demitiu dois advogados, Roberto Podvall e José Luis Oliveira Lima. Agora, está sem perspectiva de acertar uma colaboração premiada. Por essa razão, sai da cela especial na Polícia Federal e voltará para o complexo da Papuda.
EQUÍVOCO – A ex-prefeita de Contagem (MG) e nome de consenso do Partido dos Trabalhadores para encabeçar a chapa ao governo de Minas Gerais, Marília Campos, classifica como “equívoco estratégico” a decisão da legenda de lançar candidatura própria ao Palácio Tiradentes em 2026. A declaração foi publicada em nota à imprensa, um dia depois de o PT mineiro aprovar uma resolução para ter uma candidatura própria e apontá-la como o melhor nome.
LÍDER NO PODCAST – A nova líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT), é a convidada do podcast Direto de Brasília da próxima terça-feira. Na pauta, os desafios da nova missão, eleições e o cenário nacional. O podcast é uma parceria deste blog com a Folha de Pernambuco, com transmissão para 165 emissoras no Nordeste.
Perguntar não ofende: Se não apoia Caiado, candidato ao Planalto pelo seu partido, o PSD, Raquel vai ficar em cima do muro mais uma vez?
O vídeo publicado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) no início da noite de quarta-feira, em que ela faz críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), contou com uma série de elementos e objetos que vão além das declarações sobre o pré-candidato à Presidência da República. Ao mesmo tempo em que a mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez acenos ao eleitorado feminino e evangélico em tom empoderado, ela também se colocou como a única pessoa capaz de ser coerente com a continuidade do legado bolsonarista.
A análise é do professor Eneus Trindade, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), especialista em semiótica do discurso político. Ele define o material divulgado por Michelle como “paradoxal”:
— Ao mesmo tempo em que ela aparece irreverente e em busca de autonomia, ela se submete a um princípio de coerência ideológica do papel dela de mulher na defesa do seu marido. É um paradoxo ela estar sendo crítica, combativa e, por outro lado, submissa — explica o professor. — O bolsonarismo desenvolve, sobretudo, uma crença. E nisso, quanto mais coerência, melhor. E ela é a garantidora dessa coerência — completa.
Em determinado momento do vídeo, Michelle verbaliza que é tratada pelos enteados “como idiota” e “alguém que chegou ontem” na política. Ela critica o apoio do PL no Ceará ao ex-governador Ciro Gomes (PSDB), que já direcionou xingamentos a Bolsonaro, e afirma que, apesar de “saber mais do que eles (enteados) pensam” sobre estratégias eleitorais, não é capaz de trocar seus valores por pragmatismo.
— Ele (Flávio) foi muito ríspido. Me desrespeitou e me maltratou ao telefone. Eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política — afirmou a ex-primeira-dama em um trecho.
O que sinaliza o cenário
De acordo com Trindade, Michelle aparece em um cenário que sugere um gabinete presidencial, como se sinalizasse estar disposta e eventualmente entrar na disputa no lugar de Flávio. Ela é acompanhada por uma série de elementos voltados justamente para grupos de eleitores que o senador tenta conquistar, além de utilizar uma caneta esferográfica básica, marca característica do ex-presidente.
— Quando ela critica a forma como foi tratada, ela destrói um pouco a possibilidade de uma narrativa coerente da campanha de Flávio em relação às mulheres. Ela dá um tiro no pé dele — diz o especialista. — Os signos que ela usa são do gosto do seu público, do repertório dos evangélicos. Ela também tenta demarcar o seu lugar de poder nesse território — completa.
Como exemplo, o professor cita a Estrela de Davi no lado direito de Michelle, que também utiliza um cordão com um pingente do mesmo símbolo. Ele lembra que os evangélicos utilizam essa relação com Israel no âmbito espiritual, especialmente os neopentecostais. O intuito, para Trindade, é se colocar em um lugar de maior legitimidade que Flávio no que diz respeito ao diálogo com esse público.
— É como se ela mostrasse que está com Deus. O que é você se questionar alguém que está com Deus em uma sociedade conservadora e cristão? Independentemente de ser evangélico ou católico — afirma o professor da USP.
Em relação à roupa, Michelle utiliza, na visão do especialista, uma camisa que mostra uma mulher alinhada a um papel conservador. A blusa é uma referência ao “fruto do espírito”, uma passagem bíblica do livro de Gálatas, com dizeres que abordam virtudes desenvolvidas na vida de uma pessoa guiada por princípios cristãos. Há palavras como “amor”, “alegria”, “mansidão” e “domínio próprio”.
— É quase como se ela fosse uma presidente, com um cenário de presidenciável. As campanhas não estão necessariamente fechadas. Essa provocação também é um prenúncio, e pode ser uma cisão que leve ela a decidir se candidatar — avalia Trindade, que destaca os trechos de reportagens utilizados no vídeo que “maculam” a imagem de adversários políticos.
Outro trecho que remete à continuidade, na análise do especialista, é a escultura que expressa “eu te amo” na Língua Brasileira de Sinais (Libras). O tema direcionado à inclusão foi uma das grandes marcas de Michelle enquanto primeira-dama, quando chegou a discursar em Libras durante a cerimônia de posse de Bolsonaro, em janeiro de 2019.
Prestígio
Presidente do PL Mulher, Michelle também aparece com um mapa do Brasil na cor rosa, que demonstra a atuação do núcleo do Partido Liberal pelo país. O material parece mostrar o comando dos respectivos diretórios estaduais.
O cenário é composto por vários diplomas e condecorações de cunho político e religioso. Uma das honrarias é a Medalha do Mérito Legislativo, concedida no fim de 2022 pela Câmara dos Deputados, à época sobre a presidência do deputado federal Arthur Lira (PP-AL).
A melhada foi criada, segundo a Câmara, para “condecorar autoridades, personalidades, instituições ou entidades, campanhas, programas ou movimentos de cunho social, civil ou militar, nacionais ou estrangeiros, que tenham prestado serviços relevantes ao Poder Legislativo ou ao Brasil”. Os agraciados podem ser personalidades que “realizaram algum trabalho que teve repercussão e recebeu a admiração do povo brasileiro”.
Outra honraria que consta na parede é o Colar Dom Ives Gandra da Silva Martins, concedido pela Academia William Shakespeare (AWS) durante cerimônia na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) no ano passado.
O diploma logo atrás o ombro direito de Michelle contém a expressão “embaixadora da paz”, concedido pela Federação Universal para a Paz (UPF), rede internacional e inter-religiosa com status consultivo geral na Organização das Nações Unidas (ONU)
O município de Petrolina recebeu, pela primeira vez, a Nota A no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). De acordo com o órgão, a Prefeitura alcançou 99% de acertos na consistência dos dados fiscais enviados ao Governo Federal, superando o índice mínimo de 95% exigido para a classificação máxima. A avaliação é realizada anualmente por meio do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi).
Segundo a STN, a classificação reconhece a qualidade e a precisão das informações contábeis e fiscais prestadas por estados, municípios e União, além de facilitar o acesso a operações de crédito em melhores condições. Em 2024, Petrolina havia obtido 94% de acertos e, neste ano, atingiu 99%, conquistando o conceito A.
O prefeito Simão Durando afirmou que o resultado reflete o trabalho da equipe técnica da administração municipal. “Em 2024, atingimos 94% de acertos e ficamos muito próximos da nota exigida. Em 2025, alcançamos 99%, o que nos permitiu conquistar a nota máxima, o conceito A. Esse resultado reflete o trabalho sério e comprometido de toda a equipe”, declarou.
O vídeo gravado por Michelle Bolsonaro (PL) reclamando de ter sido “humilhada” por Flávio Bolsonaro (PL) abriu uma crise que dificilmente será encerrada apenas com uma nota oficial ou uma declaração de pacificação. A ex-primeira-dama voltou a falar em “união da família” no dia seguinte à divulgação do vídeo em que reclamou do enteado mais velho, mas não o citou diretamente. A omissão acabou confirmando que o desgaste permanece.
Em qualquer campanha presidencial, divergências internas são inevitáveis. Poucas, porém, atingem um ativo eleitoral tão importante quanto Michelle representa para o bolsonarismo. Principalmente entre as mulheres. E Flávio precisa muito delas.
As pesquisas mostram que Flávio Bolsonaro enfrenta mais dificuldades entre as mulheres do que entre os homens. Na última pesquisa Quaest, Lula (PT) chega a ter 45% desse grupo e o filho 01 de Bolsonaro chega a 36%. Esse quadro ganha peso porque elas representam mais de 52% do eleitorado brasileiro. Nenhum candidato competitivo consegue ignorar um segmento dessa dimensão.
Foi justamente entre essas eleitoras que Michelle construiu sua relevância política, principalmente à direita. Sua presença ampliou o diálogo do bolsonarismo com mulheres conservadoras, especialmente entre evangélicas, e ajudou a reduzir resistências que a própria família Bolsonaro sempre encontrou nesse público, desde que Jair Bolsonaro surgiu candidato em 2018.
Quando Michelle afirma publicamente ter sido “humilhada” pelo candidato, cria uma contradição difícil de administrar. A principal defensora da candidatura passa a relatar um tratamento incompatível com o discurso que o próprio grupo pretende apresentar ao eleitorado feminino.
Credibilidade
Michelle não acrescenta tempo de televisão ou capacidade de mobilização. Ela empresta credibilidade a uma candidatura que precisa crescer justamente entre as mulheres.
Essa influência não desaparece por causa de um desentendimento familiar, mas perde força quando a própria coloca em dúvida a relação construída com Flávio. A partir desse momento, qualquer gesto de aproximação poderá ser interpretado como resultado de uma necessidade eleitoral, e não de uma relação política consolidada. O estrago já foi feito.
Os adversários dificilmente deixarão essa oportunidade passar. O episódio tende a extrapolar o âmbito familiar e ganhar espaço no debate eleitoral. O vídeo está aí, é real, e será utilizado pelos adversários quando for preciso pedir voto das mulheres. O argumento de que “Flávio humilha e menospreza as mulheres” estará ancorado num vídeo de uma mulher de sua família. O estrago é grande.
Disputa
Lula não precisa conquistar eleitoras bolsonaristas. Basta manter a vantagem entre as mulheres e impedir que Flávio recupere espaço nesse grupo.
Uma candidatura que encontra obstáculos para crescer onde mais precisa acaba sendo obrigada a buscar compensações em grupos nos quais já atingiu um teto eleitoral. E Flávio já está no limite por causa de outros problemas bem conhecidos.
A família Bolsonaro ainda dispõe de tempo para reconstruir essa relação diante do público. O episódio, porém, atingiu justamente a liderança responsável por ampliar o alcance do bolsonarismo entre as mulheres. Resta saber se, até o prazo final das convenções em agosto, haverá espaço para recompor essa imagem ou se novos desdobramentos ainda podem aprofundar a crise.
A governadora Raquel Lyra (PSD) disse, nesta quinta-feira (25), que não teve oportunidade de encontrar o pré-candidato à Presidência da República do seu partido, Ronaldo Caiado, mas que conversou com ele por telefone. Não revelou o teor da conversa, no entanto, contou que o correligionário compreende a sua estratégia de esperar o momento certo para se posicionar sobre a disputa nacional. As informações são do Blog Dantas Barreto.
“Não consegui, mas a gente conversou por telefone e com o presidente (do PSD), Gilberto Kassab. Ele sabe da minha posição e deixou isso de maneira muito clara na imprensa, quando deu as entrevistas. Ronaldo Caiado é um cara que eu tenho respeito, tenho admiração”, disse Raquel Lyra, acrescentando “ter liberdade aqui em Pernambuco para construir o melhor caminho para o nosso povo e para o nosso Estado”.
Questionada sobre quando será construída, a governadora foi curta na resposta: “Todos os dias”. Há uma expectativa de que Raquel declare apoio ao presidente Lula (PT), porém ela pode repetir a estratégia de 2022, quando ficou neutra. E, assim, evitar que Lula venha a Pernambuco e faça campanha ao lado de João Campos (PSB).
Quanto à programação que terá, a partir de 5 de julho, devido aos impedimentos impostos pela legislação eleitoral, Raquel disse que continuará trabalhando no mesmo ritmo.
“Eu não vou entregar, mas os outros entregam por mim. A gente vai continuar trabalhando com o pé no acelerador. O fato de eu não estar presente na inauguração não diz nada, até porque a gente já entregou muita obra que eu não fui inaugurar porque nossos secretários estavam presentes. Tem mais de 20 estradas que foram feitas e eu não inaugurei. O mais importante é entregar o serviço à população. Então, o nosso time vai estar entregando. O que a gente não pode é perder o prumo. E eu vou continuar trabalhando, moendo. Na última segunda-feira, por exemplo, era dia de ponto facultativo, mas eu saí às 9h da noite. A gente estava trabalhando e vai continuar assim”, comentou a governadora.
As declarações foram dadas na cerimônia de formação de 36 oficiais do Corpo de Bombeiros. “Hoje é dia de celebração, em que a gente forma novos oficiais do Corpo de Bombeiros Militar. A gente esteve aqui há 15 dias, entregando praças do Corpo de Bombeiros, na maior contratação da história. A gente está completando esse ciclo, são 660 novos bombeiros militares contratados para trabalhar no Governo de Pernambuco”, ressaltou.
A Secretaria de Proteção e Defesa Civil de Camaragibe implementou um novo formato de comunicação emergencial voltado para moradores de áreas vulneráveis do município.
A partir de agora, o órgão passa a emitir alertas meteorológicos por meio de cartões digitais com áudio, com o objetivo de tornar as orientações acessíveis a pessoas com dificuldades de leitura ou que necessitam de dados imediatos durante temporais. As informações são do JC.
A medida funciona de forma complementar aos avisos tradicionais emitidos em texto e imagem pelas redes e canais oficiais da prefeitura.
O envio dos áudios será direcionado para as comunidades monitoradas e acionado conforme a evolução das condições climáticas na cidade. O sistema foi estruturado em três níveis de aviso para indicar a gravidade da situação:
Aviso preventivo: emitido em caso de previsão de chuvas moderadas, com orientações básicas de segurança;
Alerta de atenção: acionado quando o volume de chuva acumulado atinge índices que exigem vigilância redobrada dos moradores;
Alerta de emergência: disparado em situações de risco iminente de deslizamentos ou alagamentos, indicando a necessidade de evacuação imediata.
De acordo com o governo municipal, a inclusão do áudio tenta reduzir o tempo de resposta da população diante de eventos climáticos extremos, utilizando a tecnologia como ferramenta de acessibilidade.
O pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), afirmou nesta quinta-feira (25) que “não viu e não vai ver” o vídeo em que Michelle Bolsonaro relata ter sido maltratada e humilhada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o ex-ministro, a crise não diz respeito à política cearense, mas ao Partido Liberal em âmbito nacional. As informações são do jornal O GLOBO.
— Não vi o vídeo e nem vou ver. É uma questão do PL nacional e envolve coisas muito mais complexas do que a nossa paróquia aqui. Eu sigo aqui tranquilo. O eixo do nosso entendimento aqui é um projeto de emancipação do Ceará que nós consideramos que está sendo muito mal tratado — declarou Ciro.
A manifestação ocorre um dia após Michelle publicar vídeos nas redes sociais em que revela um desentendimento com Flávio Bolsonaro e afirma que os dois não se falam desde o fim de 2025. Segundo a ex-primeira-dama, a discussão teve como pano de fundo a articulação do PL no Ceará para apoiar a pré-candidatura de Ciro Gomes ao governo estadual.
Michelle afirmou que, após criticar publicamente a aproximação entre o PL e Ciro durante um comício realizado em Fortaleza, no fim de 2025, recebeu uma ligação de Flávio Bolsonaro. De acordo com o relato, o senador teria dito que ela deveria ficar fora das decisões do partido e que ela “havia chegado ontem e não entendia nada de política”.
— Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. E então eu me recolhi. Fiquei na minha e assim permaneço — afirmou Michelle.
Na ocasião do comício, Michelle também criticou a aliança do PL com Ciro Gomes, lembrando declarações feitas pelo ex-ministro contra Jair Bolsonaro e seus filhos. Ela defende que o senador Eduardo Girão (Novo) seja o candidato da direita ao governo do Ceará e afirmou que um eventual apoio do PL a Ciro deveria ocorrer apenas em um segundo turno.
Divergências sobre candidatura ao Senado
Além da disputa pelo governo estadual, Michelle citou divergências sobre a candidatura do partido ao Senado. Ela reiterou apoio à então pré-candidatura da deputada federal Priscila Costa (PL), que, segundo ela, havia sido acordada com Jair Bolsonaro. Já o presidente estadual do PL, deputado federal André Fernandes, articula a candidatura de seu pai, o deputado estadual Alcides Fernandes, para a vaga.
— Não honrar essa determinação do meu marido será um ato de traição contra Jair Messias Bolsonaro […] Já que a aliança com Ciro é tão boa, por que o André não disponibiliza a vaga de seu próprio pai? Por que só a mulher tem que ceder? — questionou Michelle no vídeo.
A aproximação entre Ciro Gomes e lideranças do PL Ceará começou após as eleições municipais de 2024 e evoluiu ao longo de 2025, quando passaram a negociar uma chapa para enfrentar o governador Elmano de Freitas (PT). Depois de críticas públicas de Michelle, o PL suspendeu temporariamente as conversas com o PSDB, mas, em maio deste ano, oficializou o apoio à pré-candidatura de Ciro ao governo estadual.
O pré-candidato ao governo de Pernambuco e presidente nacional do PSB, João Campos, voltou a criticar a gestão de Raquel Lyra (PSD), desta vez em entrevista concedida à Naza FM, na tarde desta quinta-feira (25). O ex-prefeito do Recife afirmou que o efetivo da Polícia Militar está concentrado nos bairros mais ricos da capital, enquanto o interior do estado e as periferias permanecem desassistidos.
“Novos policiais estão se formando, mas ficam concentrados principalmente nos bairros mais nobres do Recife. Existem ruas com quatro ou cinco policiais para proteger apartamentos de alto valor ou lojas luxuosas, enquanto não se coloca a polícia na zona rural, no interior ou na periferia. […] É necessário combater o bandido e proteger o trabalhador, cuidando de toda a população e não apenas de quem tem dinheiro”, afirmou.
Ainda de acordo com João Campos, a política de segurança pública em Pernambuco estaria sendo conduzida com base em critérios políticos. Como exemplo, o pré-candidato mencionou dois municípios administrados por prefeitos aliados ao PSB.
“São Lourenço da Mata e Cabo de Santo Agostinho figuram como as cidades mais violentas de Pernambuco. Em São Lourenço, a proposta apresentada pelo atual governo foi a de fechar o batalhão da cidade, apesar dos altos índices de criminalidade. Já no Cabo de Santo Agostinho, o prefeito solicitou o apoio da Força Nacional ao governo federal devido à situação crítica, mas o pedido foi negado. Não se faz política pública de segurança politizando ou ideologizando o tema; é preciso enfrentar o crime com técnica e seriedade.”
João Campos também afirmou que Pernambuco perdeu protagonismo na atração de investimentos e na execução de projetos estruturantes. Segundo ele, o estado precisa iniciar um novo ciclo de desenvolvimento econômico para voltar a competir com outras unidades da federação.
“O estado demonstra hoje uma falta de capacidade na construção de um plano de desenvolvimento e na execução de projetos estruturantes. É necessário inaugurar um novo ciclo econômico, porque o protagonismo e a atração de indústrias vistos em 2013 não se repetem na gestão atual. Pernambuco está sendo ultrapassado por estados vizinhos, como a Paraíba, na instalação de centros de distribuição e operações hoteleiras por falta de decisões estratégicas. Se não houver um governo com capacidade administrativa e tamanho político para tirar as obras do papel, os investimentos não chegarão”, disse.
O ex-prefeito do Recife voltou a mencionar o descumprimento da promessa de construção de creches pela gestão estadual e comparou com o que foi realizado durante a administração dele na Prefeitura do Recife.
“A gestão estadual assumiu o compromisso de entregar 250 creches, mas, após anos, entregou apenas cerca de cinco unidades. No Recife, construímos 107 creches em cinco anos, garantindo mais de 13 mil novas vagas. Durante três anos seguidos, a capital pernambucana foi a cidade que mais abriu vagas de creche entre os mais de cinco mil municípios do Brasil. O resultado aparece quando se trabalha com foco na entrega, em vez de apenas colocar dificuldades”, afirmou.
João Campos também direcionou críticas à saúde pública estadual. De acordo com o pré-candidato, a gestão de Raquel Lyra reduziu os investimentos na área e fechou unidades hospitalares. Ele defendeu a ampliação dos serviços de média e alta complexidade no interior do estado e o fortalecimento da telemedicina.
“A situação da saúde em Pernambuco é crítica porque o governo estadual retirou R$ 1,5 bilhão do orçamento anual da área e fechou três hospitais. No Recife, realizamos a maior expansão da saúde do país para uma prefeitura, triplicando os atendimentos anuais por meio de gestão informatizada e prontuário eletrônico. É fundamental interiorizar os serviços, aumentar a complexidade dos hospitais regionais e investir em teleconsulta, área na qual estados como o Piauí já estão muito à frente de Pernambuco. O compromisso é ampliar o atendimento na Zona da Mata e trazer novas especialidades para reduzir o deslocamento de pacientes”, concluiu.