Por José Adalberto Ribeiro
Há mais de 30 anos eu conheci o Magno menino do Rio Pajeú ao galgar os degraus do Diario de Pernambuco assim como quem escala uma montanha. Sim, MM era um alpinista da notícia. A cada dia escalava as montanhas da política, as veredas dos sertões, os caminhos das pedras no dia a dia da vida. Havia um personagem no programa Fantástico, criado pelo memorável neto de Seu Genetom Moraes, era o Mister M. Se não me engano Magno era contemporâneo do fantástico Genetom nos tempos de faculdade na Católica. Eu decidi então, monocraticamente, apelidar Magno Martins de Mister MM. Ainda hoje vez por outra eu chamo assim o magnífico blogueiro.
Nos finais da tarde lá vinha o menino do Rio Pajeú com seu indefectível gravador a tiracolo, tipo um matulão de Luiz Gonzaga, carregado de notícias. E assim despejava o conteúdo na mesa do editor Gilson Oliveira, de quem se tornou amigo e foi seu admirador. Vindo dos roçados do Pajeú, Magno desbravou as selvas do jornalismo naquela época e venceu por seus próprios méritos. Foi um self-made periodista.
Leia maisA gente vivia na galáxia de Gutenberg, do jornalismo impresso das letras de chumbo. O jornalismo hoje é maneiro, se ainda existe, mas nos tempos heroicos os periodistas precisavam beber chumbo derretido. Sei de tantas vezes na sua trajetória que Mister MM bebeu chumbo derretido.
A partir da plataforma do Diario, nos anos 1990, o menino do Pajeú migrou com seu matulão para as savanas de Brasília. Foi um pós candango. O Planalto Central também era uma selva. Mister MM seguia o conselho do filósofo de Macaparana, Joaquim Francisco, que dizia: A vida é um sutiã, meta os peitos. Ele meteu os peitos e venceu. São tantas histórias!
Para encurtar a história, Magno migrou, em tempo de transição tecnológica, da galáxia de Gutenberg para as nuvens de silício da Internet. Breaking News; o magnífico Blog de Magno Martins há 20 anos foi pioneiro nas nuvens da Blogosfera. Com suas botas de sete léguas continua girando do Pajeú a Brasília, de São Paulo a Caruaru, do Rio de Janeiro à sua pátria em Arcoverde. Onde pintar a notícia, lá estará ele com seu faro de perdigueiro. Magno é um perdigueiro da notícia.
Orgulhosamente eu navego ao lado do menino do Rio Pajeú nas nuvens vitoriosas do Magnífico Blog de Magno na Blogosfera.
Viva eu, viva tu, Mister MM, viva o rabo do tatu! Tu mereces!
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