Depois do susto em 2022, o deputado federal Felipe Carreras (PSB) reposicionou o mandato para o interior do estado. E deu muito certo. Só tinha Sivaldo Albino (Garanhuns) o apoiando em 2022 e durante o mandato acrescentou mais 9, totalizando 10 prefeitos. Foi o deputado federal mais votado em todas as cidades governadas por eles e também em Brejo da Madre de Deus (onde foi apoiado por 3 vereadores e o deputado estadual eleito Fábio Aragão).
Das 11 cidades onde foi deputado federal majoritário, Felipe Carreras quebrou o recorde de votação para o cargo em 6 delas. Felipe não teve apoio político em 2022 em nenhum destes municípios onde foi majoritário em 2026, à exceção de Garanhuns. Isso é a demonstração de que o seu trabalho, respaldado por uma forte articulação em Brasília, chegou antes da votação e teve o reconhecimento da população.
Mantendo a disciplina que o fez quase dobrar a votação de uma eleição para a outra, Felipe Carreras não sossegou e já esteve essa semana com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin e com o ministro da saúde, Alexandre Padilha, tratando de temas de interesse dos seus municípios.
A repercussão do amplo, produtivo e democrático debate sobre o pós-eleição, ontem, na Câmara de Caruaru, que deu sequência ao primeiro evento em Olinda, três dias após a eleição presidencial de segundo turno, tem gerado efeitos positivos para envolver a sociedade pernambucana na temática.
A presidente da OAB, Ingrid Zanella, acabou de me ligar. Quer levar a instituição a um grande debate sobre o assunto, no auditório da instituição, no Recife. Muito bom a sociedade despertar. Isso é cidadania!
Por Pedro Melo*
Uma emergência lotada é um retrato de sofrimento. De quem espera por atendimento, de quem acompanha um familiar e, muitas vezes, de quem trabalha sem as condições necessárias para cuidar como gostaria.
Mas é também um cenário propício a julgamentos apressados. Basta uma câmera ligada, uma autoridade indignada e uma acusação para que, em poucos minutos, profissionais sejam condenados diante de uma plateia que não conhece todos os fatos.
Leia maisSegundo o relato que motivou esta reflexão, um prefeito de uma cidade do interior de Pernambuco entrou no estar médico e acusou dois profissionais, um casal, de negligenciar pacientes e de estar “namorando” durante o plantão. Uma acusação grave, que exige provas e apuração, sobretudo quando expõe publicamente a honra de duas pessoas.
Se houve negligência, que seja investigada. Se comprovada, que haja punição proporcional à gravidade da conduta. O diploma de medicina não concede imunidade ao erro nem dispensa ninguém de responsabilidade.
O cargo de prefeito também não.
Fiscalizar um serviço público é legítimo e necessário. Humilhar profissionais ou apresentar suspeitas como verdades é outra coisa. Uma câmera pode registrar uma cena; dificilmente explica, sozinha, tudo o que aconteceu antes dela.
Estar no repouso médico, por si só, não comprova abandono de pacientes. É preciso verificar a escala, a jornada, as condições do serviço, os atendimentos realizados e se havia alguém precisando de assistência imediata sem recebê-la. É para isso que existe apuração.
Há ainda uma discussão que costuma desaparecer quando a indignação escolhe um culpado: a emergência começa a lotar muito antes da porta do hospital.
Começa quando falta acesso à atenção básica. Quando uma consulta não acontece, um tratamento não tem continuidade ou um problema que poderia ser acompanhado na unidade de saúde termina buscando acolhimento no pronto-socorro.
A população procura a porta que encontra aberta. Não merece ser culpada por isso. Mas o médico que está atrás dessa porta também não pode responder sozinho por todas as falhas do caminho.
Quem conhece a medicina nos pequenos municípios sabe que há plantões com equipes insuficientes, falta de medicamentos, dificuldades para realizar exames e obstáculos para transferir pacientes. Essas condições precisam ser examinadas junto com a conduta dos profissionais. Cobrar responsabilidade exige olhar para toda a cadeia de responsabilidades.
Nos comentários das redes sociais, entretanto, o julgamento costuma chegar antes da investigação. A conduta atribuída a dois médicos vira sentença contra uma profissão inteira.
Há maus profissionais na medicina, como em qualquer atividade. Devemos enfrentá-los com seriedade. Generalizar a suspeita apenas amplia a injustiça e enfraquece a confiança de que o cuidado precisa.
Espero que o Conselho Regional de Medicina apure a conduta dos médicos e que as demais autoridades competentes examinem também a atuação do prefeito. Se os profissionais erraram, que respondam. Se houve acusação falsa, abuso ou exposição indevida, que seu autor também responda, inclusive criminalmente, se assim couber após a devida apuração.
Nós, médicos, precisamos nos solidarizar e nos mobilizar. Cabe discutir um dia de mobilização na rede ambulatorial, organizado com responsabilidade, comunicação prévia e proteção aos pacientes, preservando integralmente as urgências e emergências. Um movimento que torne visíveis as condições de trabalho e cobre compromissos concretos de quem administra a saúde.
A dor da população merece atendimento. A conduta médica exige responsabilidade. E a autoridade pública deve prestar contas da forma como exerce o poder.
Não defendo o erro. Defendo a apuração. E exijo respeito — porque nenhum cargo autoriza alguém a transformar a dignidade alheia em espetáculo.
*Presidente da Unimed Caruaru
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A sucessão da Mesa Diretora da Câmara Municipal de São José do Egito promete reeditar uma disputa que marcou o início da administração do prefeito Fredson Brito. Dois anos depois de uma eleição movimentada por mudanças de apoio, desistências e rompimentos políticos, os bastidores da Casa Legislativa voltam a registrar articulações em torno de diferentes candidaturas.
Na disputa anterior, o envolvimento político de Fredson foi registrado pela imprensa regional. Em dezembro de 2024, o Blog Nill Júnior noticiou que o então prefeito eleito havia articulado uma maioria em torno do vereador Aldo da Clips, movimento que naquele momento enfraqueceu a candidatura de Albérico Tiago, parlamentar reeleito para o quarto mandato.
Leia maisA composição, entretanto, não resistiu às reviravoltas dos últimos dias daquele ano. Albérico retirou sua candidatura e passou a apoiar Romerinho Dantas, enquanto Aldo desistiu para apoiar Vicente de Vevéi. O resultado foi a eleição de Romerinho, em 1º de janeiro de 2025, por sete votos contra seis.
A vitória representou uma derrota política para a composição apoiada pelo prefeito eleito e foi seguida pelo rompimento entre Fredson e Albérico, até então integrantes do mesmo grupo político.
Agora, com a aproximação do biênio 2027–2028, os nomes de Romerinho Dantas, Aldo Lima e Patrícia de Bacana voltam a movimentar as conversas sobre o comando do Legislativo municipal.
Segundo relatos de bastidores, Fredson também estaria acompanhando as articulações da nova sucessão, desta vez com menor exposição pública. A extensão de sua participação e os apoios efetivamente definidos ainda precisam ser esclarecidos.
A disputa ocorre em um momento de maior projeção regional do prefeito, que coordenou a campanha de Raquel Lyra no Pajeú e passou a ter seu nome associado a outras articulações políticas, incluindo a sucessão no CIMPAJEÚ.
O cenário coloca novamente em evidência uma questão que acompanha a política de São José do Egito: até onde vai a influência do Executivo na escolha de quem preside um Legislativo constitucionalmente independente?
A resposta dependerá das alianças que se consolidarem nas próximas semanas. A experiência de 2024, contudo, deixou uma lição: no xadrez político egipciense, maiorias anunciadas nem sempre são maiorias confirmadas nas urnas.
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O vice-presidente da Câmara Municipal de Caruaru, vereador Jorge Quintino (Podemos), também fez uma avaliação positiva da palestra ministrada por mim, ontem, na Casa Legislativa, sobre o cenário político brasileiro após as eleições presidenciais. O parlamentar acompanhou o debate, promovido por iniciativa do presidente da Câmara, Bruno Lambreta (PSDB), que reuniu vereadores, secretários municipais, advogados, radialistas e lideranças políticas. Segundo Quintino, o debate pós-eleição deveria ser levado a todas as casas legislativas do Estado. Confira!
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Nem o anúncio oficial do PP de apoio a Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) nem a proximidade com Rogério Marinho (PL-RN) no campo da oposição tiram a disposição da senadora Tereza Cristina (PP-MS). Ela segue no páreo para presidir o Senado no ano que vem.
Sobre o anúncio do PP, ela diz ter sido posição do presidente do partido, Ciro Nogueira (PI), sem consultar a bancada. Sobre Marinho, ela acredita ter mais votos do que ele. Talvez, inclusive, dentro do próprio PL. Há quem acredite que pode até ser o caso de Michelle Bolsonaro, eleita pelo PL para o Distrito Federal. Chamou a atenção o fato de Michelle não ter participado do lançamento oficial da candidatura de Marinho.
Leia maisAssim, Tereza Cristina acredita que toda essa história só será mesmo definida no ano que vem. Depois do recesso no fim do ano, o Congresso só retoma as suas atividades em fevereiro. E somente aí acontecerão as eleições para os novos presidentes da Câmara e do Senado. A senadora acha que as definições de candidaturas só irão mesmo se dar bem próximo dessa data.
Até lá, a senadora não crê que a disputa já seja um jogo jogado para reeleger Davi Alcolumbre, por mais que ele esteja angariando apoios e costure a simpatia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vai para o seu quarto mandato. Há um fator que pode fazer com que as costuras feitas por Alcolumbre acabem se revelando um tiro pela culatra contra ele. Esse fator responde pelo nome de Alexandre de Moraes.
Nas conversas que vem fazendo, Alcolumbre ensaia um projeto de pacificação política pelo qual se daria, por um lado, um perdão ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado e em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado. Pelo outro, seria feita uma reforma do Judiciário, mas preservando os atuais ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) – e, no caso, especialmente Moraes – de processos de impeachment.
É por aí que os apoios a Alcolumbre podem desandar. Livrar de saída a cara de Alexandre de Moraes nesse projeto de pacificação não é algo que os senadores de oposição aceitem sem reagir. O que se escuta nos corredores do Senado é que eles gostariam ao menos de tentar o impeachment – instalar o processo e ver o processo votado.
Nessa mesma linha, há situações que podem fragilizar a tentativa de reeleição de Alcolumbre. Situações que poderiam fazer parecer que a blindagem dos ministros do STF seja algo relacionado aos riscos de investigações contra o próprio Alcolumbre. Por que ele decretou sigilo de 100 anos sobre as visitas Antônio Carlos Antunes, o “Careca do INSS”, ao Senado? Há uma investigação em curso contra um assessor de Alcolumbre, Paulo Boudens. Ele nega, mas há citações também sobre ele nas investigações do Banco Master. Há outros pontos interessantes nas avaliações de Tereza Cristina. Mas deixaremos para a coluna de segunda.
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O ex-prefeito de Caruaru, Tony Gel (PSB), saiu encantado, ontem, da Câmara de Vereadores do município, com a palestra que proferi sobre a leitura do resultado das eleições presidenciais, seguida de um amplo debate, no qual ele e o filho Toninho Rodrigues, empresário, deram importantes contribuições para o debate pegar fogo. Veja nesta vídeo o que ele falou sobre o evento!
No dia seguinte ao maravilhoso debate que participei, ontem, na Câmara de Vereadores de Caruaru, sobre o Brasil pós-eleição, com auditório quase lotado, corri meus 8 km diários, há pouco, na Via Parque. O evento foi uma iniciativa do presidente da Casa, Bruno Lambreta (PSDB), e contou com a participação de vereadores, secretários da gestão Rodrigo Pinheiro (PSD), advogados, radialistas e políticos, como o vice-presidente da Câmara, Jorge Quintino (Podemos), e o ex-prefeito Tony Gel e o seu filho, o empresário Toninho Rodrigues.
A Câmara de Comércio Exterior (Camex) prorrogou, até 31 de dezembro deste ano, a cobrança do imposto de 12% sobre a exportação de óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos. A medida entra em vigor neste sábado (7).
O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) é o órgão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) responsável por decisões sobre medidas de comércio exterior, incluindo alterações tarifárias. A Camex é vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
A cobrança foi criada neste ano como parte de um pacote de medidas do governo federal para conter os efeitos da alta do petróleo sobre os consumidores.
O pedido de continuidade da medida foi apresentado pelo Ministério da Fazenda, em parte pela permanência do cenário adverso provocado pelos conflitos no Oriente Médio e, por outro lado, pela necessidade de manter normalizado o abastecimento de derivados de petróleo, principalmente óleo diesel.
O presidente da Câmara Municipal de Arcoverde, vereador Luciano Pacheco (MDB), enviou, há pouco, ao blog, um vídeo convocando os servidores do município para o protesto que acontecerá, hoje, às 10h, em frente ao Sassepe, contra a interrupção dos atendimentos no hospital Memorial Arcoverde. Confira!
Eleito senador em 2026, Arthur Lira (PP-AL) é apontado como nome favorito para comandar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, independentemente de quem se eleger presidente da Casa em fevereiro.
Lira já se movimenta, nos bastidores, para assumir o colegiado. E a leitura de senadores da base e da oposição é de que ele pode ser atendido tanto por Rogério Marinho (PL-RN) quanto por Davi Alcolumbre (União-AP).
O melhor cenário, avaliam, seriam com a reeleição de Alcolumbre. Do lado do atual presidente do Senado, Lira pode ser um fiel da balança para atrair nomes do PP e de outros partidos, entre eles, alguns bolsonaristas.
Por Cláudio Soares*
O episódio envolvendo o prefeito de Barreiros e um casal de médicos nas dependências do hospital municipal merece uma reflexão sobre o respeito aos profissionais de saúde e os limites da autoridade de um gestor público.
As imagens divulgadas mostram o prefeito chegando ao hospital, onde pacientes aguardavam atendimento e dirigindo-se ao quarto destinado ao descanso dos médicos. Ao encontrar a porta fechada, chama pelos profissionais. Uma médica abre a porta e, na sequência, o prefeito eleva o tom de voz, acusa os dois de estarem namorando e chega a pedir a prisão de ambos.
Leia maisO problema é que a filmagem não demonstra qualquer comportamento amoroso ou situação imprópria entre os profissionais. Também não há, nas imagens apresentadas, comprovação de que os médicos estivessem negligenciando pacientes ou se recusando a prestar atendimento.
Há uma questão que precisa ser considerada: aqueles profissionais poderiam estar descansando depois de um plantão exaustivo. Médicos também precisam de repouso. O descanso não é privilégio, é uma necessidade humana e uma condição importante para o exercício seguro da medicina.
Além disso, é preciso distinguir as atribuições de cada profissional. Se eram médicos de atendimento de emergência, é necessário esclarecer suas escalas, responsabilidades e eventuais obrigações de cobertura. Não se pode presumir que estivessem obrigados a atender qualquer demanda hospitalar, independentemente de suas atribuições contratuais ou da organização do serviço.
Um prefeito tem o dever de fiscalizar os serviços públicos, mas também tem a obrigação de respeitar a dignidade dos trabalhadores. Não pode confundir autoridade administrativa com poder de intimidação.
A saúde pública não melhora aos gritos, muito menos com acusações sem provas. O episódio exige esclarecimentos da Prefeitura de Barreiros. Os médicos têm direito à dignidade, ao respeito profissional e ao devido tratamento legal, assim como os pacientes têm direito a um atendimento digno e eficiente.
É importante destacar que os profissionais também têm o direito de recorrer ao sistema de Justiça, buscando as medidas cabíveis nas esferas cível e criminal, caso entendam que a conduta do prefeito tenha violado seus direitos. Eventuais responsabilidades deverão ser apuradas pelas autoridades competentes, assegurados o contraditório e a ampla defesa.
A população precisa de hospitais funcionando, profissionais valorizados e gestores preparados para resolver problemas, não para produzir constrangimentos.
Cargo público exige responsabilidade. Autoridade não é autorização para humilhar ninguém.
Se havia pacientes esperando, a gestão deveria investigar as razões da demora, verificar a escala médica e garantir o funcionamento adequado do hospital. O caminho é a fiscalização administrativa, não o constrangimento público.
A população precisa de hospitais funcionando, profissionais valorizados e gestores preparados para resolver problemas, não para produzir constrangimentos.
Cargo público exige responsabilidade. Autoridade não é autorização para humilhar ninguém.
*Advogado e jornalista
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