Só agora me deparei com os ataques coléricos e levianos do ex-prefeito Alexandre Arraes à minha pessoa e à minha gestão, numa tentativa torpe de desviar a atenção da opinião pública.
Ele não tem mais como se defender, uma vez que teve suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado e confirmado por decisão da ampla maioria da Câmara dos Vereadores. Isso é fato que. Não tendo como justificar, recorre com agressões. Não sou conselheiro do TCE e, portanto, nada tenho a ver com a decisão.
Certamente, a inveja e o recalque de ver a cidade de Araripina transformada por nossas mãos, comparada ao governo catastrófico que ele fez, deve ter lhe afetado a sanidade mental. Só isso seria capaz de explicar as acusações infundadas.
Mas vamos aos fatos:
1- Sobre a aquisição dos notebooks, já foram prestados todos os esclarecimentos e continuaremos prestando quando necessárias, até que fique devidamente comprovado toda a licitude do processo licitatório, que no caso da instituição que ele se apega, sequer chegou a analisar;
2 – Em relação às demais “denúncias”, trata-se de um pobre repertório de mentiras e acusações vazias. Todas já arquivadas pelo TCE.
Por fim, quando faz referências às prisões, as únicas que se têm notícia em Araripina foram, na verdade, as de seus irmãos, cunhada e assessores no curso da Operação Paradise, em 2015, que constatou desvios de cerca de R$ 8 milhões, recursos federais destinados para escolas, creches e quadras de nossas crianças.
A “organização criminosa familiar” do ex-prefeito Alexandre Arraes, é assim que o Ministério Público Federal os denomina, pois viraram réus em cinco processos na Justiça Federal (0800643-13.2021.4.05.8309T / 0800641-43.2021.4.05.8309S / 0800640-58.2021.4.05.8309T / 0800639-73.2021.4.05.8309T / 0800636-21.2021.4.05.8309T).
Lamento ter que fazer esses esclarecimentos, de amplo conhecimento da população do município, que já fazia de Alexandre Arraes inelegível pelo voto. Agora, se torna também inelegível por força da lei.
A Frente Popular de Pernambuco anunciou, hoje, em entrevista coletiva, a adoção de medidas judiciais e administrativas contra o Governo de Pernambuco e a coligação Pernambuco no Coração, liderada por Raquel Lyra (PSD). As ações foram motivadas por denúncias recentes da imprensa sobre a existência de um “gabinete do ódio” financiado com recursos estaduais e estruturado em supostas tratativas entre a governadora e um servidor público dentro do Palácio do Campo das Princesas. Se comprovadas pela Justiça, as irregularidades podem resultar na cassação e na inelegibilidade da chapa governista.
A principal medida será a apresentação de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). A peça vai apontar cinco eixos de ilicitudes que, na visão da Frente Popular, configuram abuso de poder político e econômico e condutas vedadas a agentes públicos com potencial de favorecer a candidatura de Raquel. Um dos aspectos denunciados é o uso de ônibus escolares para transportar militantes para a convenção do PSD, em 2 de agosto. Fotos das placas e outras comprovações foram anexadas ao processo.
A Frente Popular também questiona o episódio de espionagem clandestina contra o então secretário de Articulação Política e Social do Recife, Gustavo Monteiro, e seu irmão. Ambos tiveram um veículo funcional monitorado pela Polícia Civil sem autorização da Justiça ou inquérito policial instaurado, conforme denunciado pela imprensa no início do ano. Outro eixo será a apresentação de provas da utilização de aeronaves do governo para transportar Raquel a atividades político-partidárias. A ação apresentará ainda documentos que indicam um excesso de cerca de R$ 5 milhões nos gastos com publicidade institucional da gestão estadual neste ano, extrapolando o limite previsto pela legislação eleitoral, que é baseado na média mensal de valores empenhados nos últimos exercícios.
O principal eixo da ação judicial, contudo, será a denúncia em torno do ecossistema digital criado para atacar João Campos (PSB), principal adversário de Raquel nas eleições deste ano. Áudios divulgados pela imprensa mostram o servidor público federal Amisadai Andrade confirmando que foi chamado ao Palácio do Campo das Princesas, no segundo semestre de 2024, para tratar com a governadora sobre a publicação de ataques coordenados nas redes sociais contra o então prefeito do Recife, reeleito naquele mesmo período. Registros da Casa Militar confirmam que Amisadai esteve na sede do governo estadual em julho e em setembro daquele ano. Na época, ele era sócio do Portal de Prefeitura, página que recebeu mais de meio milhão de reais do Governo Raquel Lyra e apontada como fonte de distribuição de conteúdos de ódio para mais de 300 perfis nas redes sociais.
Segundo o advogado Rafael Carneiro, que representa o PSB nacional e falou em nome da equipe jurídica da Frente Popular, há um marco temporal e de aumento de verba de publicidade para o portal que, associado à confirmação da presença de Amisadai no Palácio e à afirmação dele de que se reuniu com a governadora, fornecem indícios suficientes para a confirmação de que existe um “gabinete do ódio” voltado a atacar João Campos e a beneficiar a candidatura de Raquel Lyra.
“Há um vídeo com reconhecimento de um servidor, que diz que foi chamado pela governadora do estado para estruturar um grupo de ataques à honra do candidato João Campos. Esse vídeo já foi divulgado. Além dele, foram demonstradas idas desse servidor ao Palácio do Governo, em especial, à Casa Civil, núcleo funcional e político do Governo do Estado. Ontem, a governadora disse que esse sujeito estava muito longe dela. E ontem mesmo foi demonstrado que ele estava muito perto”, afirmou o advogado.
Além de ter sido sócio do Portal de Prefeitura, Amisadai chegou a ser nomeado como servidor comissionado da Secretaria de Turismo e Lazer do Recife e só foi exonerado na quarta (26), após o caso vir à tona. Segundo o advogado da Frente Popular, essa conduta também demandará a apresentação de denúncias a outras instâncias para além da Justiça Eleitoral, já que pode ter havido peculato e enriquecimento ilícito de um servidor federal cedido ao Governo de Pernambuco e envolvido em condutas vedadas com financiamento estadual.
“Além da ação na Justiça Eleitoral, nós vamos apresentar uma série de medidas perante diversas instâncias, como o Ministério Público de Pernambuco, por improbidade administrativa, o Ministério Público Eleitoral, o Tribunal de Contas da União, o Tribunal de Contas do Estado e a Controladoria-Geral da União, para que esses fatos que não foram apresentados por nós, mas pela imprensa nacional, sejam devidamente apurados”, completou Carneiro.
Uma corrente de solidariedade está sendo mobilizada para ajudar Daniele, moradora de Petrolina, mãe de João Guilherme, uma criança acamada que teve o seu Benefício de Prestação Continuada (BPC) cortado. Mesmo com o laudo médico e as receitas atualizadas, ela briga na justiça pela manutenção do benefício, mas sem sucesso.
Quem puder colaborar para a compra de fraldas e suplementos, pode contribuir com qualquer valor ou entrar em contato diretamente com a família. As doações podem ser feitas via Pix pelo número (87) 9.9102-8701. Informações e outras formas de ajuda também podem ser obtidas pelo WhatsApp: (87) 9.9139-4056. Qualquer contribuição será de grande importância.
A equipe jurídica do candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) anunciou que está ingressando com uma série de ações em diferentes órgãos contra a suposta existência de um “gabinete do ódio” comandado pelo governo Raquel Lyra (PSD) contra o candidato socialista.
Em entrevista coletiva no Novo Hotel, no Recife, na manhã de hoje, o advogado da Frente Popular, Rafael Carneiro, listou pelo menos cinco eixos de supostos crimes eleitorais envolvendo abuso de poder político e econômico por parte da campanha da governadora.
“Não são acusações nossas, são fatos graves que revelam a efetiva existência de um gabinete do ódio financiado pelo governo do estado de Pernambuco. Revelam a atuação direta da própria governadora. São vídeos, registros públicos, áudios, tudo isso muito bem documentado”, disse.
De acordo com o advogado, a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) envolve o uso de ônibus de prefeituras para levar militantes para a convenção que oficializou a candidatura de Raquel à reeleição.
Menciona, ainda, o caso de arapongagem contra um secretário do ex-prefeito João Campos pela Polícia Civil do estado, o uso de aeronaves do governo com finalidades eleitorais, o uso de slogans do governo e gastos em publicidade em um período de restrições eleitorais, além da suposta milícia digital organizada pelo governo.
A Globo decidiu fazer mais uma mudança importante em sua área esportiva. A emissora recontratou, após três anos, o narrador esportivo Rembrandt Júnior. Ele havia deixado a empresa em 2023 após 23 anos de casa e retorna a partir de setembro.
Rembrandt será narrador de jogos da Globo em TV aberta para o estado de Pernambuco e fará transmissões no SporTV, canal esportivo da emissora na TV paga. Sua reestreia acontecerá em um jogo do Náutico na Série B do Campeonato Brasileiro.
Dênis Medeiros, que ocupava a vaga de narrador da Globo no Recife, será deslocado para o Rio de Janeiro. Ele passa a ser narrador do SporTV e no Premiere também no próximo mês, em vaga que era de Sergio Arenillas, dispensado no último mês de julho.
Em nota enviada à coluna, a Globo confirma as mudanças. “A partir de setembro, Rembrandt Júnior assume o comando das transmissões do futebol na TV Globo no Recife, acompanhando os clubes locais e alguns confrontos do futebol nordestino”, afirma a empresa.
Na próxima sexta (28), Rembrandt se despede da TV Tribuna, afiliada da Band em Pernambuco, onde comandava a versão local do Jogo Aberto, além de narrar alguns eventos esportivos.
Nos seus anos de Globo, ele ficou conhecido pela cobertura de campeonatos regionais, como a Copa do Nordeste e torneios estaduais. Ele é o narrador dos times pernambucanos e nordestinos, mas já trabalhou no Campeonato Carioca e Paulista, por exemplo.
Na Globo, participou de seis Copas do Mundo, entre 2002 e 2022, e chegou a narrar partidas de seleções relevantes no cenário mundial como a da Inglaterra e a do Japão.
Pai sempre atento e envolvido com o dia a dia dos filhos tem que acompanhar o desempenho deles, principalmente o escolar. Acabei de fazer a inscrição do meu filho João Pedro em mais uma excursão pedagógica maravilhosa, a Rota da civilização do açúcar, do colégio Saber Viver.
Li atentamente o roteiro e adorei. Acho que será um belo aprendizado prático para meu filho, que está no sétimo período. Ele e sua turma vão conhecer a relação histórica entre a Mata Atlântica e a cana de açúcar. Vão conhecer e provar cana caiana, cana roxa, cana fita, todas boas de chupar.
O grupo irá até Vicência, na Zona da Mata, a 87 km do Recife. No roteiro, os engenhos Vicencinha, Jundiá e Água Doce, além da capela de São Joaquim. O engenho Vicencinha é reconhecido como parte da rica história açucareira de Pernambuco. Seus antigos casarões são do período colonial e imperial, integrados a chamada área de “Maravilhas de Pernambuco”.
A segunda visita é ao Engenho Jundiá, que preserva a casa-grande e senzala do século XIX. Pertenceu tradicionalmente à família Correia de Oliveira Andrade e preserva importantes traços da arquitetura do ciclo da cana-de-açúcar no Nordeste.
O conjunto arquitetônico inclui a Casa Grande, capela, moita e a casa de purgar (onde o açúcar era branqueado e secado). Abriga um museu com mais de 120 anos de história, que expõe fotos antigas, móveis e objetos preservados da família.
Na entrada da propriedade, destaca-se um imponente pé de Sapucaia (árvore nativa da Mata Atlântica) com idade estimada entre 350 e 400 anos. Em seguida, tem uma visita ao Engenho Água Doce, da família Andrade Lima. O local funcionava há mais de um século como engenho de açúcar e rapadura, mas parou as atividades em 1958.
A produção foi retomada em 2003 com foco em cachaças artesanais de alto padrão. O engenho destaca-se por não queimar a cana durante a colheita, utilizando cana crua cultivada sem agrotóxicos. O portfólio inclui cachaças (branca e envelhecida), mel de engenho, rapadura (em barras e cubinhos) e licores em diversos sabores.
A aula prática se encerra na Capela de São Joaquim, patrimônio histórico do século XIX, localizado nas terras da antiga Usina Laranjeiras, em Vicência. Construída no início do século XIX (por volta de 1808), possui traços e características marcantes do estilo barroco. Representa a forte tradição religiosa e o ciclo econômico dos antigos engenhos de açúcar da região.
Uma programação que certamente deixará todos os participantes da escola Saber Viver muito mais ricos em conhecimento!
O Sextou de amanhã, programa musical que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, traz como convidado o cantor e compositor alagoano Sandro Becker, que faz sucesso no Brasil desde os anos 80 com músicas de letras com duplo sentido, como “A Velha Debaixo da Cama”, “O Gato Tico” e “Julieta”.
Sandro Becker se destacou no cenário musical nordestino e brasileiro a partir dos anos 1980, marcando a história do forró com grande vendagem de discos e premiações de Disco de Ouro. Ficou conhecido pelo humor e letras espirituosas de duplo sentido.
Participou de programas de grande audiência na época, como o Cassino do Chacrinha na TV Globo em 1986. Sandro também criou um repente chamado “O Pobre e o Rico” com um trecho que diz: “Eu vou contar, eu vou contar, só não gosto de fuxico, mas do pobre para o rico grande diferença há”. Em 2017, o cantor lançou o CD “É Forró Pro Ano Inteiro” em comemoração aos 45 anos de carreira.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
Presente no encontro “Por um Pernambuco com Propósito”, promovido pelo deputado estadual e candidato à reeleição Pastor Cleiton Collins e por sua esposa e candidata a deputada federal Michele Collins, a governadora Raquel Lyra (PSD) rasgou elogios ao casal símbolo do bolsonarismo no Estado. Mesmo querendo desvincular a sua imagem do conservadorismo, fica cada vez mais difícil para Raquel se manter neutra em relação a disputa presidencial quando aparece em eventos conservadores, promovidos por aliados do clã Bolsonaro.
São infinitos o universo e a estupidez humana. Os associados à estupidez não têm classe econômica e muito menos precisam de formação intelectual. São indivíduos que agem sem refletir, comprometendo a crítica dos fatos e, em muitos casos, se sobrepondo às ideologias. O estúpido é cheio de certezas e o inteligente tem muitas dúvidas, aponta um velho ditado político.
Ser estúpido, em termos de Brasil de hoje, é pertencer a militância petista, que sobrevive como um fenômeno coletivo de cegueira política e até de mau caratismo diante de uma realidade clara de má gestão governamental e postura autoritária de perseguição aos adversários auxiliados por um braço jurídico violador de leis.
Dado o diagnóstico da doença, o remédio tem sido amargo para a liderança autoritária que se mantinha até há pouco tempo numa arrogância atrevida, uma burrice, de que nada iria mudar, dando continuidade ao “mal hegemônico”. Mas, como registrou o poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) – expulso do PCB por não submeter sua arte ao comunismo nos anos 1930 -, há hoje uma “pedra no caminho/no caminho há uma pedra”.
A pedra no calçado dos autoritários começa a ferir seus pés, obrigando-os a abandonar suas sapatilhas vermelhas que esmagaram e ainda esmagam inocentes e adversários do regime ditatorial, renomeado aqui como estado democrático de direito.
Antes fechados num núcleo de poder e mídia, a liderança atual observa com temor a perda de apoio e de aliados diante do medicamento importado que embrulha o intestino e mexe com a cabeça dos grandes tiranos. Uma revanche dos pequenos tiranos, como uma ministra chamou os brasileiros que não se alinham com o STF.
As boas notícias para a população e más novidades para os autoritários chegam em cascata. Uma poderosa rede de televisão começa a preferir a produção de novelas e transmissões esportivas a apoiar politicamente os governistas que agem contra o povo. Jornais e revistas que vinham fazendo ataques à direita, de repente subiram no muro. Agora mordem e assopram. Antes só mordiam a oposição.
Internamente o próprio sistema, o mecanismo, banqueiros de São Paulo ou deep state, quem manda realmente no país, começa a expurgar membros antes importantes. Usadas em determinado tempo, estas tristes figuras deixaram de ser úteis. É o começo do fim de uma era sombria. Os detentores do poder de menor nível, estúpidos úteis ou puxa-sacos, vão ter que engolir a seco as consequências produzidas por suas maldades.
Já os aproveitadores do poder apostam, como tem acontecido na história brasileira, num acordo para aliviar a tensão política, proporcionando só um pouco de mobilidade na estrutura autoritária de poder. Como disse o escritor italiano Giuseppe Tomasi di Lampedusa (1896-1957) na obra “O Leopardo” sobre a nascente República da Itália: “Para que as coisas permaneçam iguais, é preciso que tudo mude”, jogou o personagem Tancredi, príncipe de Falconeri, inimigo da república ao ver seu mundo se acabando.
Por isso, os brasileiros têm que estar espertos e não abestalhados pela estupidez da propaganda política travestida de notícias. Sem dúvida é bom achar positivas essas pequenas ações pró-democracia que estão ocorrendo, mas sempre deve levar em conta que, se aconteceram traições anteriores, elas podem se repetir. As boas e as más políticas são como marés: elas vão e voltam. Portanto, fiquem alertas. É isso.
Previsto para a próxima terça-feira, o podcast ‘Direto de Brasília’ com o escritor e presidente da Fundação João Mangabeira, Carlos Siqueira, ex-presidente nacional do PSB, foi antecipado para hoje. Tudo porque o episódio desta semana, programado para ontem com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, foi cancelado de última hora e será remarcado. Na foto em destaque, o mais recente livro de Siqueira e nos estúdios do ‘Direto de Brasília’, ao meu lado e do jornalista Manoel Guimarães, produtor do podcast.
A assessoria do ministro deve confirmar a nova data ao longo do dia de hoje. O ministro iria ser entrevistado no seu próprio gabinete. Toda estrutura de equipamento do programa já estava montada lá, quando ele foi chamado para uma reunião de emergência com o presidente Lula, logo após o encontro do petista com os presidentes do Senado e da Câmara para priorizar votações de interesse do Governo.
No podcast de hoje, Carlos Siqueira vai falar sobre o livro “O novo perfil eleitoral do Brasil – como vota o brasileiro”. A obra é resultado de um amplo trabalho de pesquisa, para compreender como as profundas transformações econômicas, sociais, culturais e tecnológicas têm redefinido a relação dos brasileiros com a política, as instituições e o processo eleitoral.
A publicação vai além da análise tradicional de eleições e intenções de voto, oferecendo uma leitura abrangente sobre os valores, os medos, as expectativas e os sentimentos que influenciam o comportamento do eleitor.
A obra, segundo o autor, nasce da necessidade de compreender as profundas transformações vividas pela sociedade brasileira nas últimas décadas, refletidas em novos comportamentos, demandas e formas de participação política que vêm redesenhando o cenário eleitoral do país.
“A pesquisa teve um foco especial na juventude, nas mulheres chefes de família, e no eleitorado evangélico. Mas estuda o eleitorado de modo geral também. E tudo isso num estudo profundo, cuidadoso e criterioso, a partir de pesquisas quantitativas e qualitativas”, explica Siqueira.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
Soube, há pouco, por filhos e irmãos do meu amigo Geraldinho Cisneiros, ex-vereador de Jaboatão, que seu estado é gravíssimo. Sofreu um AVC de enorme extensão e se encontra num quadro clínico irreversível, segundo os familiares.
Prezado Magno, bom dia!
“Os irmãos e filhos de Geraldinho Cisneiros têm a tristeza de lhe informar sobre o quadro clínico de Geraldo. Geraldinho sofreu um AVC de enorme extensão e se encontra em um estado clínico irreversível. Foi encontrado no sábado passado em seu apartamento já inconsciente, e foi levado a uma das unidades do Hapvida”, diz a mensagem dos familiares.
E acrescenta: “Acontece que entre o tempo em que ele sofreu o AVC e o atendimento, levou esse quadro a uma situação irreversível e sem a menor perspectiva de uma recuperação. Diante do relato de vários médicos da área neurológica, os filhos de Geraldinho decidiram usar a prerrogativa, que lhes é de direito, de autorizar a extubação de Gera e suspender qualquer medicação que o mantenha vivo em uma situação indigna, triste e sem a menor perspectiva desse quadro retroceder, para que a natureza faça a sua parte e ele possa descansar”.
“Resolvemos comunicar a todos através do seu blog, cientes do carinho amizade que você tem por ele, o que é recíproco, e pelo profissionalismo e ética que você exerce a sua profissão. É isso. Um abraço forte e que Deus provenha”.
Novos trechos de áudios de Amisadai Andrade, divulgados hoje, pelo portal R7, indicam que ele teria se reunido diretamente com a governadora Raquel Lyra (PSD), em 2024, para tratar de uma operação política contra João Campos (PSB). As novas gravações, somadas a registros oficiais da presença de Amisadai no Palácio do Campo das Princesas, colocam em xeque o desafio público feito pela própria governadora, que negou qualquer conversa com ele e cobrou que fossem apresentadas provas de uma ligação entre os dois.
Nos áudios, Amisadai relata em detalhes um suposto encontro ocorrido depois das eleições municipais de 2024, quando João Campos acabara de ser reeleito prefeito do Recife com votação recorde. Segundo ele, teria sido a própria Raquel quem o chamou para conversar sobre uma “parceria”. O então servidor da Caixa Econômica Federal afirma ainda que condicionou sua participação à transferência para a estrutura do Governo de Pernambuco.
“Em novembro [de 2024, após a reeleição de João Campos], depois da campanha, ela me chamou, o pessoal, a gente foi. Eu conversei com ela, com o pessoal e disse: ‘Olhe, tem uma coisa: você vai ter que fazer essa questão com a gente, essa parceria aí, mas, ao mesmo tempo, vai ter que me puxar para o seu governo, porque, se eu ficar lá no Governo Federal, capaz de o pessoal me botar lá para a Cochinchina’. Eu estou lá com ela, tem essa paciência para você fazer as coisas”, afirma Amisadai na gravação.
O relato ganha uma nova dimensão diante dos documentos divulgados pelo Metrópoles. Registros oficiais de acesso mostram que Amisadai esteve no Palácio do Campo das Princesas pelo menos duas vezes no segundo semestre de 2024. Em uma dessas ocasiões, no dia 30 de setembro, ele foi registrado como servidor da Caixa Econômica Federal e teve como destino a Casa Civil, justamente o núcleo responsável pela articulação institucional e política do Governo de Pernambuco.
Os registros, por si só, não comprovam que Raquel tenha participado pessoalmente dessas reuniões nem revelam o conteúdo dos encontros. Mas confirmam um ponto central da narrativa apresentada nos áudios: Amisadai efetivamente frequentou a sede do governo no período citado por ele e esteve na Casa Civil. A documentação oficial, portanto, acrescenta um elemento objetivo ao caso e torna ainda mais necessária a explicação sobre quem o recebeu, a convite de quem, para tratar de qual assunto e quais registros existem dessas reuniões.
Nos áudios, Amisadai também descreve uma atuação com objetivo político e eleitoral explícito. Ele afirma integrar a equipe de marketing do governo e atribui à rede de páginas e perfis a tarefa de produzir e disseminar conteúdos contra João Campos, chegando a relacionar esse trabalho à queda do adversário nas pesquisas.
“Sou servidor federal, estou cedido ao Governo Raquel. Estou na equipe de Marketing para também fazer essa coisa dela também. A gente acaba sabendo de coisas. Quem faz os conteúdos dele aqui tudo é eu, saio pegando. [Quando] A gente começou a fazer esse trabalho para ela, ele tinha acabado de ser eleito com 78% no Recife. Existem as pesquisas internas. Hoje, ele já está com 52%, alguma coisa assim. Ele já caiu muito. A gente faz sim [um papel central], a gente solta muita coisa”, declarou.
Amisadai acabou exonerado na quarta-feira (26), após o caso ganhar repercussão nacional com reportagem da TV Record. A emissora revelou gravações nas quais ele descreve uma engrenagem de páginas e perfis voltada a atacar adversários e afirma que o objetivo do trabalho seria “desidratar” politicamente João Campos.
A combinação entre os novos áudios e os registros oficiais do próprio Palácio muda o patamar do episódio. Depois de Raquel Lyra desafiar publicamente que fossem apresentadas provas de qualquer ligação com Amisadai, surgem documentos que comprovam a presença dele dentro da sede do governo e gravações nas quais o próprio ex-integrante da gestão descreve uma reunião com a governadora e os termos da suposta missão que teria recebido. Agora, mais do que negar, o Governo de Pernambuco terá de explicar quem recebeu Amisadai no Palácio, o que ele fazia na Casa Civil e qual era a natureza de sua relação com o núcleo político da gestão.
Pesquisa do PoderData/Aya, realizada de 23 a 26 de agosto, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) tecnicamente empatados no cenário de 1º turno para a eleição presidencial de outubro. O petista registra 38% das intenções de voto, ante 35% do congressista. As informações são do portal Poder360.
A diferença entre os 2 candidatos é a menor registrada desde maio. Há 15 dias, Lula tinha 6 pontos percentuais de vantagem sobre Flávio. Hoje, a distância é de 3 pontos.
Na sequência, Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) registram 4% cada um. Pablo Marçal (PRTB) tem 3%. Romeu Zema (Novo) e Hertz Dias (PSTU) marcam 2% cada um.
É a 1ª rodada do PoderData/Aya realizada depois do fim do prazo para registro das candidaturas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em 15 de agosto. Quem enviou a candidatura ainda precisa ter seu nome aprovado. Os cadastros podem ser contestados e dar origem a recursos.
Os dados foram coletados de 23 a 26 de agosto de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.400 entrevistas em 555 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o nº BR-04974/2026.