Só agora me deparei com os ataques coléricos e levianos do ex-prefeito Alexandre Arraes à minha pessoa e à minha gestão, numa tentativa torpe de desviar a atenção da opinião pública.
Ele não tem mais como se defender, uma vez que teve suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado e confirmado por decisão da ampla maioria da Câmara dos Vereadores. Isso é fato que. Não tendo como justificar, recorre com agressões. Não sou conselheiro do TCE e, portanto, nada tenho a ver com a decisão.
Certamente, a inveja e o recalque de ver a cidade de Araripina transformada por nossas mãos, comparada ao governo catastrófico que ele fez, deve ter lhe afetado a sanidade mental. Só isso seria capaz de explicar as acusações infundadas.
Mas vamos aos fatos:
1- Sobre a aquisição dos notebooks, já foram prestados todos os esclarecimentos e continuaremos prestando quando necessárias, até que fique devidamente comprovado toda a licitude do processo licitatório, que no caso da instituição que ele se apega, sequer chegou a analisar;
2 – Em relação às demais “denúncias”, trata-se de um pobre repertório de mentiras e acusações vazias. Todas já arquivadas pelo TCE.
Por fim, quando faz referências às prisões, as únicas que se têm notícia em Araripina foram, na verdade, as de seus irmãos, cunhada e assessores no curso da Operação Paradise, em 2015, que constatou desvios de cerca de R$ 8 milhões, recursos federais destinados para escolas, creches e quadras de nossas crianças.
A “organização criminosa familiar” do ex-prefeito Alexandre Arraes, é assim que o Ministério Público Federal os denomina, pois viraram réus em cinco processos na Justiça Federal (0800643-13.2021.4.05.8309T / 0800641-43.2021.4.05.8309S / 0800640-58.2021.4.05.8309T / 0800639-73.2021.4.05.8309T / 0800636-21.2021.4.05.8309T).
Lamento ter que fazer esses esclarecimentos, de amplo conhecimento da população do município, que já fazia de Alexandre Arraes inelegível pelo voto. Agora, se torna também inelegível por força da lei.
Uma quadrilha investigada por corrupção de servidores públicos, desvios de recursos públicos e fraudes licitatórias em contratos firmados com a prefeitura do Recife foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU), na manhã de hoje. Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Recife, no Cabo de Santo Agostinho e em Jaboatão dos Guararapes.
Segundo a PF, as investigações da Operação Check-in começaram neste ano após a apreensão de canhotos de cheques no âmbito de outra operação, denominada Firenze, apontar “pagamento de vantagem indevida a agente público do alto escalão da prefeitura do Recife por parte de uma empresa contratada pelo município”. O nome e o cargo dele não foram divulgados.
os desvios aconteceram em contratos de terceirização de mão de obra em 2020;
a empresa investigada recebeu R$ 25,8 milhões da Prefeitura do Recife no referido ano;
desse total, aproximadamente R$ 17 milhões foram custeados com recursos federais;
a empresa investigada já mantinha relação contratual com a prefeitura “em exercícios anteriores ao de 2020, o que levanta a possibilidade de o prejuízo ao erário ser ainda mais robusto”;
nenhum integrante da quadrilha foi preso, mas os suspeitos podem responder por corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa, fraude em licitação ou contrato e lavagem de capitais.
Resposta da prefeitura
Procurada pela TV Globo, a prefeitura do Recife se pronunciou sobre o caso por meio de nota.
“A Prefeitura do Recife esclarece que não é alvo da operação Check-in, que trata de contratos referentes a uma empresa terceirizada que atuou em contratos celebrados em 2020 no âmbito municipal. O Executivo Municipal reforça que segue à disposição das instituições e órgãos de controle no apoio às investigações”, disse no texto.
Em meio as especulações sobre uma candidatura avulsa do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), ao Senado, o Uniao Brasil enviou, há pouco, ao blog, uma nota esclarecendo que a postulação do pré-candidato é legitima e “não se trata de movimento isolado nem de divergência”. Confira na íntegra abaixo:
Nota oficial
O União Brasil em Pernambuco reafirma que sua atuação se dá integralmente dentro das instâncias da Federação União Progressista e em estrito respeito ao seu estatuto, regularmente deferido pelo Tribunal Superior Eleitoral.
A postulação de Miguel Coelho ao Senado é legítima, madura e construída com responsabilidade. Não se trata de movimento isolado nem de divergência: trata-se do direito de um partido federado pleitear espaço compatível com o tamanho e a representatividade que a Federação reúne em Pernambuco. Esse direito não se mede pela maior ou menor bancada de qualquer das legendas que a integram, e sim pela construção conjunta e equilibrada das decisões.
O estatuto, aliás, é claro: havendo entendimento da Federação pela indicação de dois nomes ao Senado, essa postulação pode ser apresentada de forma própria e independente, inclusive sem coligação com outras legendas, cabendo às instâncias federativas, e em última análise à Direção Nacional, a deliberação sobre as candidaturas majoritárias.
O União Brasil mantém seu compromisso com a candidatura à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD) e com a unidade da base, convicto de que ela se constrói pelo diálogo e pelo respeito mútuo, jamais pela imposição.
Brasil não é um país pobre. O Brasil é um país rico e interditado. Interditado institucionalmente. E o que interdita o Brasil não é a falta de capital ou tecnologia; o Brasil é interditado por suas próprias instituições. A interdição é institucional.
O STF, o Ministério Público, o Ibama e a Funai podem bloquear, e bloqueiam, qualquer investimento público ou privado. Ferrovias, rodovias, hidrovias, portos, aeroportos, atividades de mineração em terra e no mar, plantas industriais, nada escapa à ideologia de negação do desenvolvimento das corporações do Estado e de suas aliadas, as organizações não governamentais financiadas do exterior. No século das terras-raras, o país detentor da mais promissora fronteira mineral do mundo permanece imobilizado nas suas potencialidades.
A outra interdição é política, e tem seu epicentro na divisão artificial do país em esquemas ideológicos rígidos (esquerda X direita) ou biológicos (raça X raça e gênero X gênero). A questão é que é possível ganhar eleições em um país dividido, mas é impossível governá-lo.
O Brasil vive um Estado de guerra civil virtual nas redes sociais, com a distribuição equânime de ódio, ressentimento e mágoa entre os adeptos das facções ideológicas e políticas em disputa. A resultante é a ausência de qualquer mediação que contemple a agenda nacional e o interesse comum.
A situação exige a ousadia dos justos como contraponto à pusilanimidade que afeta o organismo nacional. O Brasil anseia que as ambições mesquinhas sejam confrontadas pela audácia dos estadistas nos momentos sublimes da vida dos povos.
A encruzilhada histórica do Brasil clama por um governo de conciliação e união nacional, constituído com a finalidade de submeter os conflitos naturais em uma sociedade democrática ao denominador comum das aspirações permanentes da nação. A ideia parece uma abstração romântica, mas já foi adotada no Brasil em condições cercadas de maiores adversidades no passado.
Ao abdicar do trono, com a crise que o levou de volta à Europa, D. Pedro 1º deixou um herdeiro de 5 anos de idade, seu filho Pedro 2º, e uma anomalia institucional e política: um império sem imperador e uma monarquia sem monarca. O Brasil mergulhou em um estado de anarquia e desordem e conheceu guerras civis no período da Regência:
a Farroupilha, no Sul, que proclamou uma República e nomeou um caudilho presidente –Bento Gonçalves;
na Bahia, o médico e jornalista republicano Francisco Sabino, aliado de Bento Gonçalves, promoveu sua própria rebelião;
no Maranhão, fazendeiros e sertanejos liderados por Francisco dos Anjos Ferreira, o Balaio, organizaram o levante a muito custo pacificado pelo Barão e futuro Duque de Caxias;
no Pará, a mais violenta das insurreições da Regência, a Cabanagem, de fazendeiros, caboclos, tapuios e ribeirinhos desprezados pelo Império.
a última dessas revoltas, geralmente estimuladas por liberais republicanos e caudilhos românticos ou interesseiros, ocorreu em Pernambuco – a Praieira, em 1848.
Em 1853, d. Pedro 2º amadurecera, já não era imperador quase adolescente e convocou os serviços de um dos estadistas do Império, o Marquês do Paraná, a quem incumbiu a missão de organizar o gabinete da conciliação, reunindo conservadores e liberais moderados com o objetivo de sepultar o espírito das guerras civis e descortinar um horizonte de pacificação e progresso para o país.
O Paraná reunia autoridade e experiência para a tarefa. O gabinete da conciliação foi constituído e o Brasil conheceu o período de paz e desenvolvimento. O mercado interno foi unificado, os investimentos em infraestrutura, principalmente ferrovias, foram ampliados, a segurança jurídica e a estabilidade política e institucional atraíram capitais para os negócios e o Império conheceu o seu melhor momento.
O governo de conciliação e união nacional nas condições atuais não se destina a sufocar diferenças nem a impor soluções unilaterais ao destino do país. Ele terá como projeto construir uma agenda comum, que contenha aquilo que no passado se traduzia pela expressão “objetivos nacionais permanentes”, que se elevam acima das ambições ideológicas, políticas, partidárias ou de grupos.
A agenda deve reunir 3 grandes eixos capazes de contemplar o mundo do trabalho, o mundo da produção e as camadas médias da sociedade:
a retomada do desenvolvimento, com a desinterdição do país;
a redução das desigualdades, com a valorização da educação pública;
a reconstrução da vida democrática baseada no diálogo entre os que se propõem a assumir responsabilidades pelos destinos da pátria no Executivo, no Legislativo e no Judiciário.
O destino deu ao Brasil os recursos necessários para uma vida digna e de esperança, principalmente para a juventude. Mas o destino deve receber o impulso das escolhas para que possa se converter em desenvolvimento e elevação do padrão de vida material e espiritual dos brasileiros.
*Político e jornalista. Foi deputado federal em 6 mandatos pelo PCdoB e presidente da Câmara dos Deputados de 2005 ao início de 2007. Também foi ministro da Coordenação Política e Relações Institucionais no governo Lula; na gestão de Dilma Rousseff comandou os ministérios do Esporte, da Ciência e Tecnologia e da Defesa.
O deputado estadual Henrique Filho (PP), líder da bancada da Federação União Progressista na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), defende que a definição da candidatura ao Senado Federal nas eleições de 2026 seja construída de forma coletiva e institucional, por meio do diálogo entre os integrantes da federação formada pelo Progressistas e União Brasil.
A manifestação ocorre após declarações do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que afirmou, em entrevista recente, que mantém o seu projeto de disputar uma vaga ao Senado mesmo diante da possibilidade de não haver consenso interno na federação, admitindo inclusive a hipótese de uma candidatura avulsa.
Para Henrique Filho, a União Progressista foi criada justamente para fortalecer seus quadros políticos, ampliar sua representação e contribuir com o projeto de reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), o que exige unidade e construção conjunta das decisões estratégicas.
“Estamos ao lado da governadora Raquel Lyra e escolheremos, em conjunto com todos que integram a Federação União Progressista, o candidato ao Senado na chapa majoritária. Não aceitaremos candidatura avulsa nem projeto independente. Essa é uma decisão que precisa ser tomada de forma coletiva”, afirmou o parlamentar.
Segundo Henrique Filho, a principal força da federação está justamente na capacidade de reunir lideranças em torno de um projeto comum para Pernambuco, respeitando os espaços de diálogo e as instâncias partidárias responsáveis pelas definições eleitorais.
“O propósito da federação é unir forças, fortalecer nossas lideranças e construir um projeto político consistente para o Estado. As decisões mais importantes precisam passar pelo entendimento coletivo e pelo respeito às instâncias partidárias. É assim que se preserva a unidade e se fortalece o grupo para os desafios de 2026”, destacou.
O deputado ressaltou, ainda, que a condução das definições eleitorais caberá à executiva da federação, que deverá avaliar os cenários políticos e construir os consensos necessários para a formação da chapa majoritária.
Nos bastidores políticos, a disputa pela indicação ao Senado tem mobilizado lideranças da União Progressista em Pernambuco. Henrique Filho, porém, reforça que o momento exige responsabilidade política e foco na construção de um projeto convergente.
O deputado Aécio Neves (PSDB-MG) não aceita e chama de “narrativa”. Mas muitos dizem que a ação que moveu no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contestando o resultado da eleição presidencial de 2014, quando perdeu para Dilma Rousseff, foi o ovo da serpente que permitiu o ambiente que gerou a tentativa de golpe em 2022 e 2023.
Aécio diz que reconheceu o resultado, que apenas fez alguns questionamentos sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas. Mas o fato é que depois disso o PSDB, que governou o país por oito anos com Fernando Henrique Cardoso, caiu em forte trajetória descendente. E ele junto. Agora, Aécio preside novamente o partido. E tenta outra vez voltar a ser protagonista político.
Num primeiro momento, Aécio imaginou um retorno do PSDB ao protagonismo a partir de uma candidatura de Ciro Gomes, que se filiou novamente ao partido em outubro do ano passado. Mas Ciro Gomes preferiu manter sua candidatura ao governo do Ceará, onde, segundo as pesquisas, tem boa chance de ser eleito. Ciro, então, publicou nota na qual apoia que o candidato seja, então, Aécio Neves.
“A profundidade complexa de nossos problemas sociais e econômicos em cenário internacional bastante complicado e ameaçador pedem um projeto nacional de desenvolvimento e este suplica por moderação”, disse Ciro na nota. Padrinho político de Ciro, o ex-presidente do PSDB Tasso Jereissati também se manifestou. O Correio Político foi procurado, porém, por um improvável outsider na pretensão tucana. Suas chances são ínfimas, e ele mesmo reconhece. Mas o engenheiro e advogado Mario Oliveira Filho resolveu se oferecer como alternativa.
Mario Oliveira Filho pondera que Aécio Neves pode ser importante para o projeto do PSDB disputando o Senado por Minas Gerais. Como parece ter ali boa chance de eleição, poderia evitar assim a menos provável eleição presidencial. Assim, o engenheiro e advogado, que há não muito tempo era filiado ao Avante, coloca a sua pretensão.
“A prioridade é Aécio”, disse Mario. “E eu não pretendo fazer nenhuma disputa interna”, completou. “Estou somente apresentando minha colaboração ao partido, e me colocando como eventual opção”. Mário Oliveira Filho não tem experiência política ou pública anterior. Seu caminho foi na iniciativa privada.
Mário Oliveira Filho apresentou ao PSDB um plano de governo, que batizou de “Plano Brasil Real II”, remetendo ao Plano Real feito no governo Itamar Franco, que rendeu ao então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso a Presidência da República. Ele emenda remetendo também a JK: “40 anos em quatro”.
“De 1980 até 2024, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3% ao ano, abaixo da média mundial, que foi 3,25 e abaixo dos países emergentes, que cresceram 4,4%”, diz Mario. “Se crescêssemos como os emergentes, seríamos a quarta economia”, continua. “Já fomos a sexta; hoje, somos a décima-primeira”.
No plano que afirma ter submetido ao PSDB, Mario aponta modernizações que considera importantes. Estabelece, por exemplo, um modelo de bonificação para o serviço público, que todas as audiências de juízes com advogados sejam gravadas e publicadas na internet, e o fim dos penitenciárias urbanas com presídios agrícolas.
Antes de tentar agora o PSDB, Mario foi candidato à Presidência em 2010 pelo PTdoB, atual Avante. Teve somente cerca de 36 mil votos, 0,03% do total. Foi candidato à Presidência da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) em 2021, ficando em quarto lugar, com 5,15% dos votos.
“Não posso deixar de reconhecer que a política tem uma fila”, afirma Mario de Oliveira Filho. “Essa fila tinha Ciro Gomes à frente, e agora Aécio Neves”, completa. “Mas eu me coloco como opção. Ou deixo minhas ideias como contribuição”, disse ele ao Correio Político. São ideias em debate.
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) disse, hoje, ter pedido a Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, que não taxasse as empresas brasileiras. O Escritório de Comércio dos Estados Unidos propôs nesta terça a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos do Brasil. Na semana passada, Flávio esteve em Washington e se reuniu com Trump e com auxiliares do presidente americano.
“Nas três reuniões que nós tivemos, com o presidente Trump, o vice-presidente [J.D.] Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras. É um pedido que eu fiz, expresso, a eles”, afirmou Flávio Bolsonaro em entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais.
A proposta do Escritório de Comércio dos EUA veio na conclusão de uma investigação sobre o governo brasileiro, acusado de cometer práticas que “oneram ou restringem” o comércio norte-americano. A apuração cita como exemplos o PIX, desmatamento ilegal e problemas na aplicação de leis anticorrupção.
“É uma sugestão ainda [a taxa de 25%], que entraria em vigor a partir de julho”, disse Flávio à rádio. “Quer dizer, Lula tem mais esse tempo para ir lá e negociar, para defender as empresas brasileiras, para que as nossas empresas não sejam sancionadas, não sejam punidas”, afirmou.
O ex-governador do Rio de Janeiro e ex-ministro de Estado durante os governos Dilma e Temer, Moreira Franco (MDB), é o convidado do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o ‘Direto de Brasília’, de hoje. Atualmente, Moreira é presidente do Conselho Curador da Fundação Ulysses Guimarães (FUG). Em abril deste ano, ele lançou o livro “Política como destino – Caminhos e descaminhos da redemocratização”. A obra, que apresenta um relato detalhado dos bastidores das principais decisões políticas do país nas últimas décadas, será uma das pautas durante a entrevista.
No podcast, Moreira também irá abordar temas como o plano nacional, as eleições deste ano e as recentes movimentações no Congresso Nacional. Com mais de mil páginas, o livro recém-lançado por Moreira Franco é resultado de um trabalho baseado em entrevistas conduzidas pela socióloga Aspásia Camargo, com colaboração do filósofo Denis Rosenfield, reunindo informações, episódios e análises sobre momentos decisivos da política nacional. A narrativa adota formato de diálogo, com o objetivo de tornar o conteúdo mais acessível, sem abrir mão da densidade histórica e analítica.
Filiado ao MDB, Moreira foi ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência e, posteriormente, ministro de Minas e Energia no governo Michel Temer. Sua vida pública teve início em 1974, quando foi eleito deputado federal pelo MDB-RJ. Elegeu-se ainda prefeito de Niterói e, logo depois, governador do Estado do Rio de Janeiro. Retornando ao Congresso Nacional em 1994, exerceu por duas legislaturas o mandato de deputado federal. Além disso, foi vice-presidente da Caixa Econômica. No governo Fernando Henrique Cardoso, atuou como assessor especial no Palácio do Planalto.
Foi nomeado, no início da gestão Dilma-Temer, para a hoje extinta Secretaria de Assuntos Estratégicos e, posteriormente, a pedido do então vice-presidente, nomeado ministro da Aviação Civil. Em 3 de fevereiro de 2017 foi confirmado como o novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência do gabinete de Michel Temer. No dia 10 de Abril de 2018, o Palácio do Planalto informou que Moreira Franco viria a assumir o Ministério de Minas e Energia, substituindo o deputado Fernando Coelho Filho no cargo.
O podcast Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid; a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado; além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já esperava uma recomendação de aumento de tarifa de importação pelos Estados Unidos por alegadas práticas desleais da parte do Brasil, como anunciado na madrugada de hoje. Mas, acredita haver espaço para negociação, e recebeu com alívio a lista de exceções. Nela, estão incluídos café e carne, além de aeronaves e peças.
Por outro lado, se as negociações falharem, o presidente Lula vai responsabilizar o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pela medida, e usar o PIX para defender a posição brasileira. Na avaliação da equipe presidencial, incluir o PIX ajuda o discurso do Brasil de perseguição política por parte de uma ala do governo Trump. As informações são do blog do Valdo Cruz.
Segundo assessores de Lula, além do PIX, incluir acordos comerciais do Brasil com México e Índia não faz nenhum sentido. Como também não faz alegar falhas no combate à corrupção no momento em que a Polícia Federal faz várias investigações sobre fraudes bancárias e roubo de aposentados.
Integrantes do governo brasileiro afirmaram ao blog que já havia a expectativa de alguma medida por parte dos Estados Unidos no âmbito da investigação aberta contra o Brasil com base na Seção 301 da legislação comercial americana. O que ainda não era conhecido pelas autoridades brasileiras era o percentual da tarifa que seria anunciado por Washington.
O 1º Forró do Magno, em Arcoverde, marcado para o próximo dia 13, em comemoração aos 20 anos deste blog, terá o cantor e compositor Silvério Pessoa entre as principais atrações com a Super Oara. Também vão cantar em homenagem ao blog Paulinho Leite e Assum Preto, este ex-vocalista do grupo Brasas do Forró, que segue agora em carreira solo.
Nascido em Carpina, na Zona da Mata Norte, Silvério tem a música no sangue. Filho de Dona Ivete, professora de acordeom, desde cedo ele sempre foi apaixonado pelo forró e o maracatu rural. De 1994 a 2000, ele fez um mergulho profundo no movimento Manguebeat, em seu auge. Com a banda Cascabulho, Silvério Pessoa gravou o CD Fome dá dor de Cabeça, revisitando a obra do paraibano Jackson do Pandeiro.
No 1º Forró do Magno, haverá ainda outras surpresas musicais a serem confirmadas nos próximos dias. Diferente do Recife, o evento em Arcoverde é dançante, para entrar no clima e ritmo junino. Como está marcado para o dia da estreia do Brasil na Copa, haverá um telão no palco para acompanhar o jogo, previsto para as 19 horas. Será no salão de eventos Persone, com capacidade para 600 pessoas.
Trata-se do primeiro evento festivo do blog no interior do Estado, um gesto de minha parte em reconhecimento ao grande universo do público-leitor das diversas regiões do Estado. Arcoverde foi escolhida pela sua localização geográfica: está a apenas 250 km do Recife, próxima de mais 40 municípios do Sertão e Agreste e parada obrigatória a caminho de outras regiões, como os sertões Central, do Araripe, Itaparica e São Francisco.
Há um detalhe também muito especial: Arcoverde é a terra adotiva e de coração da minha Nayla, onde temos uma choupana e escolhemos o dia 13 em comemoração ao primeiro aniversário do nosso casamento.
O ingresso de acesso custa R$ 250, com direito a almoço. Há 75 mesas disponíveis com espaço para oito pessoas, no valor de R$ 2 mil, saindo ao mesmo preço unitário de R$ 250 para o grupo que deseje dividir o espaço. O mote da festa é animação, alto astral e relax.
O terceiro e último evento festivo está marcado para 11 de agosto em Brasília: um jantar de adesão com a colônia pernambucana no DF, arrastando também deputados, senadores, ministros e outras autoridades, sob a coordenação do embaixador da colônia de PE na capital federal, Aristeu Plácido Júnior.
Recebi com surpresa a sua publicação, ontem, sobre uma suposta interferência minha envolvendo a pré-candidatura de André Teixeira Filho a deputado, a qual faço questão de esclarecer.
Nunca foi colocado pela governadora Raquel Lyra, nem pelo próprio André Texeira Filho, a sua pré-candidatura. Portanto, não iria partir da minha pessoa discussões sobre algo que nunca existiu.
Desde o início, meu compromisso tem sido com o projeto político que ajudamos a construir ao lado da nossa governadora Raquel Lyra. Inclusive, tenho contribuído para fortalecer o PSD, meu partido e o partido da governadora, com as filiações do deputado federal Fernando Monteiro e de Anderson Luiz, nosso pré-candidato a deputado estadual, por acreditar que esse é o caminho que mais tem entregado resultados à população de Caruaru e Pernambuco.
Sempre ratifiquei minha posição quanto ao apoio incondicional à governadora Raquel Lyra. Caruaru vive hoje a maior parceria de sua história com o Governo de Pernambuco, uma relação construída com confiança, lealdade e muito trabalho. Os investimentos que chegam à cidade são prova concreta de que essa união tem transformado a vida das pessoas para melhor.
Desde o primeiro dia após minha reeleição, conquistada ainda no primeiro turno de 2024, tenho declarado publicamente minha convicção de que a governadora Raquel Lyra será reeleita também no primeiro turno. Seguimos unidos, trabalhando pelo presente e planejando o futuro, sempre com responsabilidade, coerência e respeito aos nossos aliados.
Não há brecha legal para candidato avulso na federação
Postei, na semana passada, quando estava em Brasília, a movimentação do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, junto à executiva nacional do União Brasil, o seu partido, para registrar sua candidatura avulsa ao Senado, ou seja, sem a anuência da Federação Progressista, formada pelo UB e o PP. Blogs de Petrolina postaram, ontem, que Miguel estaria fomentando uma divisão no palanque de Raquel com sua insistência por uma candidatura avulsa.
Consultei os estatutos da federação e não há acolhimento legal para candidaturas avulsas, porque, na prática, uma federação é como uma fusão partidária: dois partidos se unem e assumem compromissos em comum acordo, presos à rígida legislação eleitoral. Sendo assim, nem com aval da cúpula do UB sua candidatura avulsa seria legal.
Por outro lado, no conjunto da federação, Miguel está isolado. Na bancada estadual, só conta com um parlamentar, o irmão Antônio Coelho. E, na federal, a mesma coisa: um único deputado, o irmão Fernando Filho. Já Eduardo da Fonte, presidente estadual da Federação Progressista, tem o apoio e o respaldo de dez deputados estaduais e dois federais, três com ele próprio.
Ao final desta ópera-bufa, Miguel pode ser acusado de divisionista, mas a governadora tem culpa no cartório. Deixou o tempo se encarregar disso quando ficou alimentando quatro candidaturas ao Senado. Miguel, certamente, perdeu a paciência.
Mas, se por acaso conseguisse uma candidatura avulsa, o que, legalmente, não tem brechas, Raquel ficaria sem o apoio formal da Federação Progressista. Estão em jogo duas candidaturas ao Senado, e não três.
BOM CABRITO NÃO BERRA – Enquanto Miguel faz ameaças com candidatura avulsa, o presidente estadual da Federação Progressista, Eduardo da Fonte, provável candidato ao Senado na chapa de Raquel em dobradinha com Túlio Gadelha (PSD), age como político mineiro, no silêncio. Da parte dele, não se ouve qualquer sinal de rebelião ou de enfrentamento à governadora Raquel Lyra (PSD). Parece discípulo fiel do preceito básico de Marco Maciel, que dizia que quem tem prazo não tem pressa.
Na Região Metropolitana – Um dos prefeitos com melhor avaliação no Estado, Vinicius Labanca (PSB), de São Lourenço da Mata, terá papel importante e estratégico na coordenação da campanha de João Campos (PSB) na Região Metropolitana do Recife, colégio eleitoral que representa quase metade dos que têm poder de voto em Pernambuco – 47%. Labanca não será o coordenador geral. João resolveu criar núcleos em todas as regiões sem concentrar o poder nas mãos de uma só pessoa.
PAJEÚ E SÃO FRANCISCO – Já no Sertão do Pajeú, o núcleo gestor da campanha contará com a experiência de dois ex-prefeitos extremamente bem avaliados: Anchieta Patriota, de Carnaíba, e Adelmo Moura, de Itapetim. No São Francisco, o ex-deputado Gonzaga Patriota tem presença certa no grupo de coordenadores. Além de conhecer bem a região, goza de respeito, tem serviço prestado e votos.
Até o momento, só oba-oba – O contrato para a retomada das obras em 73 km da Ferrovia Transnordestina, no trecho entre Custódia e Arcoverde, segue sem confirmação. Na semana passada, a vice-governadora Priscila Krause (PSD) deu como certa a assinatura do contrato. “Estamos aguardando a confirmação do governo federal para a assinatura do contrato de retomada das obras, mas sem previsão até o momento”, comentou Priscila em entrevista ao DP. No último dia 13, o Tribunal de Contas da União determinou que o Ministério dos Transportes e a Infra S.A. suspendessem novos compromissos financeiros relacionados à retomada da construção da Transnordestina, no trecho entre Salgueiro e Suape.
Cadê as câmeras – Apesar de ter colocado em caixa R$ 24 milhões da União, o Governo Raquel ainda não abriu licitação para aquisição de novas câmeras corporais para a polícia. Ouvida pelo JC, a Secretaria de Defesa alega que a aquisição dos equipamentos está em fase final de estudos. Mesmo com a alta no registro de mortes — e de abordagens supostamente ilegais denunciadas à Corregedoria da SDS —, a atual gestão não investiu recursos na transparência da atividade policial, cabendo ao governo federal a disponibilização de recursos.
CURTAS
PARAGUAIO – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ironizou o ex-ministro Fernando Haddad, adversário na disputa pelo Governo paulista. “Foi o melhor ministro da Fazenda da história do Paraguai”, provocou. Segundo o governador, a carga tributária brasileira espanta empresas que decidem transferir os negócios para o país vizinho.
NO PREJU – Os Correios registraram um prejuízo líquido de R$ 3,16 bilhões no 1º trimestre de 2026, de acordo com as demonstrações financeiras oficiais da estatal divulgadas ontem. O resultado negativo consolidado confirma a trajetória de deterioração que já havia sido sinalizada em balancetes contábeis prévios em abril.
PODCAST – Meu convidado para o podcast Direto de Brasília de hoje é o ex-governador do Rio de Janeiro, Moreira Franco (MDB). Em pauta, o quadro nacional e o seu livro “A política como destino”, que traz bastidores das principais decisões políticas que marcaram o Brasil nas últimas sete décadas. Imperdível!
Perguntar não ofende: Alguém dá crédito a candidatos avulsos?
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, disse nesta segunda-feira (1º) que, caso seja eleito, vai reduzir de “forma drástica” a quantidade de ministérios. Segundo ele, o primeiro passo será “dar exemplo”.
Atualmente, o primeiro escalão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conta com 38 pastas. As informações são da CNN.
“Tem diversas formas de nós enxugarmos as nossas despesas. Eu acho que é por aí que tem que começar. Hoje o Brasil tem 39 ministérios. Eu tenho certeza de que se o presidente da República fizer uma reunião com todos os seus ministros atuais, ele não vai saber o nome de todos”, afirmou.
Flávio comparou o atual governo com a gestão de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), quando, de acordo com ele, foram cortados mais de 20 mil cargos em comissão somente no primeiro ano.
“Nós já provamos que com a modernização do governo, você consegue enxugar a burocracia e, por consequência, enxugar a despesa”, afirmou.
As declarações foram dadas durante o evento Eloos, promovido pela rádio Itatiaia em parceria com a CNN, em Belo Horizonte (MG). Durante o encontro, cujo tema central desta edição é o agronegócio, presidenciáveis tiveram a oportunidade de apresentar propostas para o setor.
Nesse contexto, o senador também falou a dependência do Brasil por fertilizantes e criticou dificuldade enfrentada na hora de se obter licenciamentos ambientais.
“Grande parte dos nossos recursos naturais são matérias-primas de fertilizantes e estão em locais aonde o licenciamento ambiental não é autorizado que haja a exploração desses recursos, né, potássio, por exemplo”.
Para solucionar esses impasses, apesar de defender a redução do Estado, Flávio contou que o plano de governo dele deve prever a criação de uma secretaria nacional que dê uma atenção especial a essa pauta, “para a redução de burocracia, sempre com responsabilidade”.
“Dentro do Brasil, nós temos a tabela periódica inteira no subsolo, mas, em função dessa visão míope e, mais uma vez, ideológica, em que, na verdade, não há uma proteção ao meio ambiente, há uma degradação do meio ambiente, de forma ilegal, debaixo dos narizes das autoridades e que não são combatidas”, completou.