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O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), recebeu R$ 500 mil de uma empresa, cujo dono está envolvido no esquema do Banco Master, de Daniel Vorcaro.
A relação aparece em uma nota fiscal, emitida em 9 de abril de 2025 pelo escritório de advocacia que leva o nome do senador. O documento, revelado pelo Metrópoles e confirmado pelo Estadão, indica que Flávio Bolsonaro, que é advogado, prestou serviço de “assessoria jurídica” à empresa Contabil Correa Contabilidade & Auditoria LTDA. As informações são da CNN.

A empresa tem como sócio-administrador Rogério Lourenço Novo, que também é diretor da Copenhagen e Assessoria e Consultoria S.A, empresa do conglomerado do Master.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o senador confirmou ter prestado serviços de advogado para Contabil Correa por meio de um contrato privado e legal.
O presidenciável, porém, não explicou quais teriam sido os serviços jurídicos e disse que estão tentando “marginalizar a advocacia”.

Além da nota fiscal emitida para a Contabil, o escritório de Flávio Bolsonaro emitiu, em 7 de abril de 2025, outras duas notas, de R$ 500 mil, cada, referentes a serviços para a Copenhagen. Os documentos, entretanto, foram cancelados, conforme consta no sistema da Secretaria de Economia do Distrito Federal.
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A Federação União Progressista, formada pelo PP e pelo União Brasil, decidiu pela neutralidade na disputa presidencial de 2026 e não dará apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). A decisão foi tomada após reunião realizada na noite anterior, conduzida por Ciro Nogueira com outros dirigentes da legenda, e deve ser formalizada nos próximos dias.
No encontro, integrantes do partido avaliaram que a maioria da federação defende a neutralidade como forma de preservar as escolhas individuais dos estados. Segundo apuração de Caio Junqueira, Ciro Nogueira já indicava que 90% dos diretórios do PP eram favoráveis à neutralidade. As informações são da CNN.
O diretório do PP no Estado de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, havia se posicionado a favor do apoio a Flávio Bolsonaro como gesto para tentar reverter o cenário nacional, mas a iniciativa não foi suficiente.
Leia maisRepublicanos e Podemos como alternativas
Diante do quadro desfavorável, Flávio Bolsonaro passou a buscar alternativas. Segundo apuração do analista de política da CNN Pedro Venceslau ao CNN 360°, as opções em negociação são o Republicanos e o Podemos — sendo este último o antigo partido do próprio Flávio.
O Republicanos sinalizou que também deve seguir o caminho da neutralidade, mas ainda mantém conversas abertas com Flávio Bolsonaro, sem encerrar as negociações. O Podemos, por sua vez, também indica que pode adotar posição semelhante.
Pedro Venceslau destacou que há uma reclamação no Centrão de que não houve empenho suficiente por parte de Flávio Bolsonaro e de seus interlocutores para construir essas alianças com antecedência.
“Agora, faltando pouco tempo para o final das convenções, que já estão na reta final, eles intensificaram as conversas, mas talvez já seja tarde demais”, observou o analista.
A relação entre Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira teria começado a se deteriorar após uma operação da Polícia Federal que atingiu o senador, momento em que nem Flávio nem o PL saíram publicamente em sua defesa.
A decisão da Federação União Progressista repercute também nas articulações estaduais. Muitos estados que negociavam alianças com o PL local podem se distanciar dos candidatos aliados de Flávio Bolsonaro, uma vez que o argumento de apoio nacional pesava fortemente nas articulações políticas regionais.
Além disso, sem os partidos da federação, Flávio Bolsonaro teria menos tempo de televisão do que Luiz Inácio Lula da Silva, que conta com o apoio de PT, PCdoB, PV, PSOL, PSB, PDT e outros partidos, conferindo-lhe ampla vantagem no chamado palanque eletrônico.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dará início à campanha em 16 de agosto, às 10h, em um ato no estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo (SP). O local, conhecido anteriormente como estádio da Vila Euclides, ficou marcado por ser palco da militância de Lula no final dos anos 1970 e início dos anos 1980, enquanto sindicalista.
Foi berço da grande greve dos trabalhadores do ABC, em 1979, além de ter sido fundamental para o surgimento do movimento político e sindical que deu origem à CUT (Central Única dos Trabalhadores) e ao PT. A 1ª assembleia das greves contou com a participação de mais de 60.000 trabalhadores. As informações são do Poder360.
Leia maisO objetivo era obter um reajuste de 78,1%. Lula chegou a discursar em cima de uma mesa e usou um megafone para falar com os presentes.
O petista havia sido eleito, em 1975, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema e reeleito em 1978. A entidade passou a contemplar a região do ABC.
A sede do sindicato não tinha espaço suficiente para abrigar tantos trabalhadores. Daí a necessidade de utilizar o estádio da Vila Euclides.
Em 3 de junho de 2023, Lula retornou ao local e se emocionou. “Praticamente tudo na minha vida começou ali. Espero que esse estádio siga servindo de exemplo para tantas coisas que precisamos fazer no Brasil”, disse na ocasião.
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Os candidatos ao Governo de Pernambuco nas Eleições 2026, entre eles a governadora Raquel Lyra (PSD), que deve disputar a reeleição, e o ex-prefeito do Recife e pré-candidato João Campos (PSB), poderão gastar até R$ 11.562.724 durante a campanha no primeiro turno. Em caso de segundo turno, o limite adicional será de R$ 5.781.362. Os valores foram divulgados nesta quarta-feira (22) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que publicou os tetos de despesas para todos os cargos em disputa no país.
Os limites variam de estado para estado, conforme critérios definidos pela Justiça Eleitoral com base na legislação e no tamanho do eleitorado de cada unidade da federação. Em Pernambuco, os valores levam em consideração o número de 7.225.744 eleitores aptos a votar nas eleições de 2026, divulgado pelo TSE nesta semana. As informações são do JC.
Leia maisAlém da disputa pelo Palácio do Campo das Princesas, o Tribunal fixou em R$ 4.447.201,54 o limite de gastos para cada candidatura ao Senado em Pernambuco. Para os candidatos à Câmara dos Deputados, o teto será de R$ 3.176.572,53, enquanto os concorrentes à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) poderão gastar até R$ 1.270.629,01 durante a campanha.
No caso da eleição presidencial, o limite nacional de gastos permanece em R$ 88.944.030,80 para o primeiro turno e R$ 44.472.015,40 para uma eventual segunda etapa da disputa.
Os valores foram mantidos nos mesmos patamares das eleições de 2022. A decisão foi tomada pelo plenário do TSE no início deste mês e considerou a ausência de mudanças na legislação eleitoral e a manutenção do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) em R$ 4,9 bilhões. Segundo a Corte, a medida busca preservar o equilíbrio financeiro das campanhas e garantir estabilidade na disputa eleitoral.
De acordo com a legislação, o limite de gastos abrange não apenas as despesas contratadas diretamente pelas candidaturas, mas também transferências financeiras destinadas a partidos e outros candidatos, além de doações estimáveis em dinheiro, como bens e serviços utilizados durante a campanha.
O candidato ou partido que ultrapassar o teto estabelecido estará sujeito ao pagamento de multa equivalente a 100% do valor excedente. Dependendo das circunstâncias, o excesso de gastos também poderá configurar abuso do poder econômico, podendo resultar em outras sanções previstas na legislação eleitoral.
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O GLOBO
As declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) levantando dúvidas sobre a segurança das urnas eletrônicas provocaram preocupação entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que classificam a fala como grave e avaliam que o episódio merece atenção da Justiça Eleitoral, ainda que façam distinções em relação ao caso que levou o ex-presidente Jair Bolsonaro à inelegibilidade.
Segundo relatos feitos ao GLOBO, ministros consideram que há diferenças relevantes entre os dois episódios, especialmente pelo contexto em que as declarações foram feitas e pelo alcance da manifestação. Apesar disso, afirmam que questionamentos ao sistema eletrônico de votação não devem ser relativizados e defendem que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforce de forma clara sua posição em defesa da segurança e da confiabilidade das urnas.
Leia maisNa avaliação reservada de integrantes da Corte, a Justiça Eleitoral consolidou, nos últimos anos, uma jurisprudência voltada à proteção da integridade do processo eleitoral diante da disseminação de desinformação sobre o sistema de votação. Por isso, entendem que a resposta do tribunal até agora, ao reproduzir uma nota já publicada em 2020, é insuficiente e que é preciso um posicionamento mais claro do TSE.
Na reunião com embaixadores desta terça-feira, Flávio afirmou que um relatório desclassificado pela CIA sobre supostas vulnerabilidades do sistema eleitoral venezuelano apontaria a atuação da empresa Smartmatic e disse que “muitas dessas máquinas que são registradas para as eleições brasileiras têm a mesma origem nessa empresa venezuelana”. Em seguida, pediu que os países enviassem observadores internacionais para acompanhar as eleições brasileiras e voltou a defender a reunião promovida por Jair Bolsonaro com diplomatas em 2022.
Questionado sobre as declarações do senador, o TSE evitou comentar o episódio específico e limitou-se a encaminhar uma checagem feita pelo tribunal. Na nota, originalmente divulgada em 2020 e atualizada em 2022, a Corte esclarece que “a empresa Smartmatic não fornece urnas eletrônicas, nem softwares eleitorais para o Brasil” e afirma que o tema já foi objeto de esclarecimentos oficiais. A checagem ressalta que a companhia nunca vendeu urnas eletrônicas ao país, apesar de frequentemente ser mencionada em conteúdos falsos sobre o processo eleitoral.
Esses ministros ressaltam, contudo, que o caso envolvendo Flávio Bolsonaro possui características próprias e ainda dependerá da análise de circunstâncias específicas, como o contexto das declarações, seu alcance e eventual repercussão no processo eleitoral. A avaliação predominante, porém, é que a Corte não pode transmitir a mensagem de que voltou a tolerar discursos que coloquem em dúvida, sem provas, a legitimidade das eleições.
A expectativa entre integrantes do tribunal é que o TSE mantenha a linha adotada nos últimos anos e reitere publicamente sua confiança no sistema eletrônico de votação. Na visão desses ministros, preservar a posição institucional da Justiça Eleitoral em defesa das urnas é essencial para evitar o enfraquecimento da credibilidade do processo eleitoral às vésperas da campanha de 2026.
Como mostrou O GLOBO, uma ala de ministros do TSE afirma que o episódio inevitavelmente remete ao precedente firmado no julgamento do ex-deputado estadual Fernando Francischini. Em 2021, a Corte cassou o mandato do parlamentar por divulgar informações falsas sobre as urnas eletrônicas durante o segundo turno das eleições de 2018, entendimento que passou a balizar a atuação da Justiça Eleitoral em casos de ataques à confiabilidade do sistema.
Dois anos depois, essa linha foi reforçada no julgamento que tornou Jair Bolsonaro inelegível por oito anos. O TSE entendeu que o então presidente cometeu abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação ao reunir embaixadores, em julho de 2022, para apresentar acusações sem provas sobre o sistema eleitoral brasileiro.
A resolução que disciplina a propaganda eleitoral estabelece que a utilização da internet, inclusive de serviços de mensagens, para difundir “informações falsas ou descontextualizadas” sobre o sistema eletrônico de votação e a Justiça Eleitoral configura uso indevido dos meios de comunicação e, conforme as circunstâncias do caso, também abuso de poder político e econômico.
“A utilização da internet, inclusive serviços de mensageria, para difundir informações falsas ou descontextualizadas em prejuízo de adversária(o) ou em benefício de candidata(o), ou a respeito do sistema eletrônico de votação e da Justiça Eleitoral (…) configura uso indevido dos meios de comunicação e, pelas circunstâncias do caso, também abuso dos poderes político e econômico”, diz o texto.
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Por Anthony Santana – Blog da Folha
A governadora Raquel Lyra (PSD) convidou deputados estaduais e prefeitos do Partido Progressistas para um café da manhã no Palácio do Campo das Princesas, nesta quinta-feira (23), às 8h. A informação foi dada em primeira mão pelo Blog Dellas, de Terezinha Nunes, e confirmada pela Folha de Pernambuco.
De acordo com fontes ouvidas pela Folha, o convite não adiantou o assunto que deve ser tratado no encontro, levantando especulações de que a governadora procura os membros do partido para comunicar definição em relação à chapa para o Senado.
Leia maisO presidente da Federação União Progressista de Pernambuco, deputado federal Eduardo da Fonte (PP), disputa com o presidente do União Brasil (UB) e ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, a participação em uma das vagas da chapa governista para o Senado.
Em reunião com a direção nacional da federação a governadora teria manifestado preferência por Miguel Coelho e informações de bastidores dão conta de que ela teria decidido colocar o político sertanejo na chapa, em detrimento de Eduardo da Fonte.
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Enquanto Eduardo da Fonte (PP) e Miguel Coelho (União Brasil) seguem aguardando a definição de quem ocupará a vaga na disputa pelo Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), o senador Fernando Dueire (PSD) resolveu entrar em campo e reforçar seu lugar na disputa.
Hoje, disparou para aliados e nas redes sociais um vídeo em que faz um balanço do mandato, destacando ações e parcerias em Pernambuco. Nos bastidores, o movimento foi interpretado como um recado de que continua firme na disputa pela recondução ao Senado e não pretende assistir de camarote às articulações em torno da chapa governista.
O ex-secretário estadual da Fazenda Cadu Xavier (PT) lidera a corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte, de acordo com pesquisa AtlasIntel/94FM divulgada nesta quarta-feira (22/7). No cenário estimulado, o petista soma 36,3% das intenções de voto, à frente de Álvaro Dias (PL), com 27,7%, e Allyson Bezerra (União Brasil), com 25,1%.
Na pesquisa estimulada, os demais pré-candidatos aparecem com percentuais inferiores a 1%: Robério Paulino (PSOL) registra 0,5%, enquanto Rodrigo Vieira (Agir) tem 0,1%. As informações são do Metrópoles.
Leia maisOs votos em branco e nulos somam 5,1%, e 5,2% dos entrevistados disseram não saber em quem votar.

Cenários de segundo turno
Nos cenários simulados para o segundo turno, Cadu Xavier aparece em vantagem contra os dois principais concorrentes.
Em uma disputa direta contra Álvaro Dias, o candidato do PT alcança 45,7% das intenções de voto, enquanto o nome do PL registra 35,5%. Brancos, nulos e indecisos representam 18,8%, o que resulta em uma vantagem de 10,2 pontos percentuais para Cadu.
Já em um eventual segundo turno contra Allyson Bezerra, o petista soma 39,4%, ante 34,2% do adversário do União Brasil. Nesse cenário, 26,4% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou ainda não sabem em quem votar, e a diferença entre os candidatos é de 5,2 pontos percentuais.
No único cenário sem a participação do candidato do PT, Allyson Bezerra supera Álvaro Dias por 35,7% a 29,7%. Os votos brancos, nulos e os indecisos somam 34,6%, e a vantagem do prefeito de Mossoró é de seis pontos percentuais.
Recortes da pesquisa
Entre homens, Cadu Xavier registra 35%, contra 30% de Allyson Bezerra e 27,2% de Álvaro Dias. Entre as mulheres, o petista amplia a vantagem, chegando a 37,7%, enquanto Álvaro tem 28,1% e Allyson aparece com 20,3%.
Regionalmente, Cadu lidera em Natal (36,2%), no Oeste Potiguar (41,5%) e na Central Potiguar (46,9%). Já Álvaro Dias apresenta melhor desempenho no Agreste/Leste Potiguar, onde alcança 35,3%, enquanto Allyson Bezerra obtém seu maior índice no Oeste Potiguar, com 36,1%.
Metodologia
A pesquisa AtlasIntel/94FM ouviu 1.245 eleitores do Rio Grande do Norte entre os dias 16 e 21 de julho de 2026, por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). O levantamento tem margem de erro de três pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números RN-04754/2026 e BR-07335/2026.
Foram entrevistados eleitores de 136 municípios potiguares, distribuídos pelas regiões Agreste e Leste Potiguar, Oeste Potiguar, Central Potiguar e Natal. A amostra é composta por 51,1% de mulheres e 48,9% de homens — proporcional à população.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quarta-feira (22) que o governo brasileiro nunca encontrou “reciprocidade” durante as conversas com os Estados Unidos sobre o tarifaço.
Segundo Lula, o Brasil “sempre esteve na mesa de negociação” para solucionar o embate sobre tarifas, inclusive, citando a visita presidencial à Washington no início de maio. As informações são da CNN.
“Nunca encontramos reciprocidade na conversa. Eles que digam que não quer negociar, porque estamos sentados na mesa fazendo proposta toda vez. Se algum país pode perder com base em uma mentira é importante vocês saberem que nós não vamos perder. Vamos ganhar porque somos teimosos, porque não podemos fazer bravata, porque somos deficitários”, disse o presidente durante evento de sanção do programa Brasil Soberano.
Leia maisA terceira edição do programa de salvamento para produtores brasileiros contará com R$ 18,5 bilhões para apoiar empresas afetadas por tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, conflitos internacionais e pelo avanço de medidas protecionistas no comércio global.
Lula voltou a subir o tom contra o presidente norte-americano, Donald Trump, justamente no dia em que o novo tarifaço contra o Brasil entra em vigor. A recomendação do USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) decidiu impor uma alíquota adicional de 25% sobre uma série de produtos brasileiros.
“Vamos fixar na mesa de negociação. Se quiser participar, participe. Se quiser mandar e-mail ou tweet, que mande. Não vamos ficar chorando o produto que não vendemos pra eles porque vamos vender pra outras pessoas. Eu vendia tapioca quando era mais novo. Quando alguém dava as costas, eu não ficava xingando, eu procurava outro. É assim que o Brasil vai fazer”, declarou Lula.
Entre as acusações que embasam a nova tarifa, os Estados Unidos citam a criação do PIX, que, segundo o governo americano, teria prejudicado o comércio de bandeiras de cartões de crédito americanas no Brasil.
Também é mencionado o desmatamento brasileiro, que, na visão americana, permitiria que os fazendeiros brasileiros operassem com custos menores do que os produtores americanos, que precisam seguir uma legislação ambiental mais rigorosa.
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Metrópoles
O escritório de advocacia do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) emitiu e cancelou duas notas fiscais no valor total de R$ 1 milhão em favor de uma empresa de fachada usada por Daniel Vorcaro para movimentar R$ 58 milhões do Banco Master.
As notas indicam que as conexões entre Flávio e Vorcaro vão além das reveladas até agora na crise do Dark Horse. O que se sabia é que o presidenciável conseguiu dinheiro com o dono do Master para financiar o filme do pai.
Leia maisAs duas notas, no valor de meio milhão de reais cada, foram emitidas no dia 7 de abril de 2025 pelo escritório que tem Flávio Bolsonaro como único sócio e eram relacionadas a serviços prestados à Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A. Na mesma ocasião, foram canceladas. Naquele momento, Vorcaro já tinha injetado milhões na empresa de consultoria.
Dois dias depois, em 9 de abril, o escritório de Flávio faturou uma terceira nota, também de R$ 500 mil, desta vez em favor da Contábil Correa. Nesse caso, não há registro de cancelamento.
As duas firmas guardam um forte elo entre si: o contador Rogério Lourenço Novo. Ele aparece na Receita Federal como o único diretor responsável pela Copenhagen, empresa da qual diz ser dono. Também consta como o único sócio da Contábil Correa. Rogério ainda figura como membro efetivo do conselho fiscal da Ambipar, outra empresa da teia de Vorcaro.
As duas notas emitidas pelo escritório de Flávio Bolsonaro e depois canceladas indicavam a prestação de serviços de consultoria jurídica para a Copenhagen, uma empresa que não tem sede própria nem site. Na Receita Federal, está registrada no endereço da Contábil Correa, um prédio comercial em São Caetano do Sul.
Rogério Lourenço Novo já foi investigado pela Polícia Federal por supostamente operar um esquema de notas fiscais falsas de empresas de fachada para evadir impostos entre 2013 e 2015. A fraude foi estimada em mais de R$ 100 milhões.
Criada em novembro de 2024 e com capital de apenas R$ 40, a Copenhagen se tornou uma das 10 empresas que mais receberam dinheiro do Master.
Entenda o caminho do dinheiro
Daniel Vorcaro depositou R$ 58 milhões na Copenhagen. Os primeiros aportes, no total de R$ 11,2 milhões, ocorreram logo após a abertura da empresa.
No papel, a Copenhagen pertence ao fundo de investimentos Estônia, administrado pela Trustee DTVM. A gestora é investigada pela Polícia Federal (PF) por movimentar e ocultar patrimônio do grupo de Daniel Vorcaro.
O que diz Flávio Bolsonaro
A assessoria de imprensa de Flávio Bolsonaro enviou a seguinte nota, reproduzida na íntegra:
“Diante de tentativas de vincular falsamente meu nome ao Banco Master, esclareço o que segue:
Firmei contrato de prestação de serviços de assessoria jurídica com a BR Global, nome fantasia da Contabil Correa Contabilidade e Auditoria Ltda., empresa de contabilidade e auditoria que atende mais de 200 empresas e clientes em São Paulo.
Em determinada ocasião, fui consultado sobre a possibilidade de prestar serviços a uma cliente da BR Global, a Copenhagen Assessoria. Apesar da consulta, a contratação não avançou, não tendo o meu escritório recebido qualquer valor da Copenhagen Assessoria, razão pela qual as notas fiscais foram cancelas. Ou seja, estou sendo ‘acusado’ de NÃO receber alguma coisa.
Não tenho e jamais tive conhecimento de qualquer relação ou vinculação entre a BR Global ou a Copenhagen e o Master. Qualquer tentativa de me associar a este banco é capciosa, desprovida de qualquer fundamento fático e será tratada com as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, contra quem lhe der causa.
Por fim, como não sou investigado e meus dados são sigilosos, não poderiam estar em nenhuma investigação formal. Recai a suspeita de que órgãos governamentais, com fins eleitoreiros, tenham vazado dados protegidos por sigilo fiscal à imprensa. Conduta gravíssima, ilegal que será objeto de representação aos órgãos competentes para responsabilização dos autores.”
“A empresa é minha”
Ao Metrópoles, Rogério Lourenço Novo admite que é o dono da Copenhagen desde setembro de 2025. Ele afirma ter contratado o escritório de Flávio Bolsonaro para prestar serviços “aos clientes do seu escritório de contabilidade”, no que chamou de “quarteirização”.
Perguntado para quais dos seus clientes Flávio Bolsonaro prestou serviço, Rogério Lourenço Novo diz que tem mais de 200 e não se lembra nem para quem nem o que foi feito. O contador pediu um tempo para buscar as informações, mas não retornou a ligação.
A Trustee DTVM sustenta que não tinha ingerência sobre as relações comerciais da Copenhagen nem sobre a definição de qualquer pagamento ou negociação entre a companhia e o Banco Master para ocultar patrimônio de quem quer que seja.
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O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, comunicou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que a federação formada pelo PP e pelo União Brasil vai optar pela neutralidade na eleição presidencial no primeiro turno, podendo repetir a posição no segundo turno.
A campanha de Flávio já havia recebido uma resposta negativa da senadora Tereza Cristina (PP-MS) ao convite para compor a chapa do pré-candidato do PL à Presidência da República com candidata a vice-presidente. As informações são do blog do Valdo Cruz.
Leia maisCiro Nogueira e Flávio Bolsonaro se falaram hoje. O senador do PL ainda tinha esperança de conseguir fechar uma aliança com Progressistas e União Brasil, mas pesou na decisão dos dois partidos a necessidade de liberar seus correligionários para fecharem alianças estaduais. Em alguns estados, a federação vai estar ao lado de candidatos da direita, mas em outros pode até apoiar aliados do presidente Lula.
Além das questões regionais, também pesou na decisão o fato de as das legendas não estarem animadas com a candidatura de Flávio Bolsonaro, que enfrenta um momento de crise interna. Os partidos também temem o surgimento de novas acusações de ligações do pré-candidato do PL com o banqueiro Daniel Vorcaro. “Expectativa de poder às vezes é maior do que o poder”, analisou uma fonte do Centrão.
Em 2022, o PP se aliou ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na época, a relação de Ciro Nogueira com Bolsonaro era vista como excelente. Agora, o presidente do PP tem reclamado de Flávio Bolsonaro por não o defender quando foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF).
Agora, Flávio Bolsonaro tentará uma aliança com Republicanos, que também fechou aliança com Bolsonaro em 2022. O partido, no entanto, tem dado sinais de que também deve ficar neutro na eleição presidencial.
O partido reclama que o PL não quer apoiar seus candidatos a governador em alguns estados. Um dos exemplos é o Mato Grosso. Nesta quarta, o PL lançou oficialmente a candidatura do senador Wellington Fagundes (PL-MT) ao governo em detrimento de Otaviano Pivetta (Republicanos), que busca a reeleição. A conversa também parece difícil de avançar em outros estados, como Roraima e Acre.
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O presidente estadual do União Brasil e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho, participou, hoje, de um almoço em homenagem ao ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula. O encontro reuniu lideranças políticas de diversas regiões de Pernambuco e foi marcado pelo diálogo sobre o fortalecimento das alianças e os desafios para o desenvolvimento do Estado.
Na ocasião, Miguel Coelho destacou a importância da atuação de André de Paula à frente do Ministério da Agricultura e Pecuária e sua contribuição para o fortalecimento de um dos setores mais estratégicos da economia brasileira. O encontro também reforçou o diálogo entre lideranças comprometidas com a construção de uma agenda voltada ao desenvolvimento de Pernambuco e à ampliação de oportunidades para a população.
