Se você perdeu o Frente a Frente de hoje, clique aqui e ouça agora.
Se você perdeu o Frente a Frente de hoje, clique aqui e ouça agora.
O deputado federal Carlos Veras (PT-PE) foi eleito o melhor deputado federal de Pernambuco na 19ª edição do Prêmio Congresso em Foco, considerado o “Oscar da política brasileira”. A cerimônia aconteceu ontem, no Teatro Nacional, em Brasília.
Ao agradecer o reconhecimento, Veras destacou que o resultado é fruto de um mandato comprometido com a luta da classe trabalhadora e dos movimentos populares. O deputado, que também é presidente do PT no estado, reafirmou que seguirá trabalhando pela defesa de direitos e pelo desenvolvimento de Pernambuco e do Brasil.
A corridinha diária de 8 km, hoje, em Brasília, foi no Parque da Cidade, esturricado pela seca inclemente no Planalto. A umidade relativa do ar beira a 20%, com sensação de deserto.
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) afirmou que não se deixará intimidar pela suposta estrutura de ataques políticos revelada em reportagem da TV Record e que teria sua candidatura como um dos principais alvos. Em vídeo divulgado nesta quarta-feira (26), João reagiu com firmeza às gravações exibidas nacionalmente pela emissora, que mostram um servidor federal cedido ao Governo de Pernambuco relatando a atuação de uma rede com centenas de páginas e perfis e afirmando ter sido chamado pela própria governadora Raquel Lyra (PSD) para atuar contra o então prefeito do Recife. “Não vão nos intimidar”, afirmou João, que anunciou a adoção de medidas judiciais.
João deixou claro que as revelações não serão encaradas como parte normal do embate eleitoral. “Nossos advogados vão tomar todas as medidas”, afirmou. A reação ocorre após a reportagem ganhar repercussão nacional ao expor uma gravação que, segundo a Record, revela por dentro a articulação da suposta rede, sua estratégia de atuação e suas conexões com pessoas e empresas que mantêm relações com o Governo de Pernambuco.
Ao mesmo tempo, João afirmou que não permitirá que o episódio tire sua campanha das ruas ou desvie o debate dos problemas enfrentados pela população. O candidato reforçou que seguirá percorrendo Pernambuco e apresentando suas propostas, enquanto as responsabilidades sobre a suposta estrutura de ataques serão tratadas por seus advogados e pelas autoridades competentes. “Não vão nos intimidar”, reforçou.
A reportagem do Jornal da Record mostrou imagens de uma reunião realizada em um restaurante no Recife e conduzida por Amizadai Andrade da Silva, funcionário da Caixa Econômica Federal cedido ao Governo de Pernambuco. Segundo a emissora, ele controla uma rede com mais de 300 perfis na internet e aparece na gravação discutindo uma estratégia para “desidratar” João Campos. No contexto apresentado pela reportagem, a expressão significaria promover ataques e conteúdos negativos contra o então prefeito.
Um dos trechos mais graves da gravação é aquele em que Amizadai afirma ter sido procurado pela própria governadora Raquel Lyra para atuar contra João. A declaração colocou a chefe do Executivo estadual diretamente no centro das revelações apresentadas pela Record e ampliou a dimensão política do caso.
A emissora informou ainda que a Portal Comunicação e Marketing Ltda., responsável pelo Portal de Prefeitura e da qual Amizadai foi sócio, mantém relações comerciais com o Governo de Pernambuco e recebeu mais de R$ 650 mil desde 2023. A reportagem também aponta que recursos de publicidade oficial chegaram a agentes digitais ligados à rede investigada. O caso chegou à Polícia Federal.
Segundo a Record, os conteúdos partiam do Portal de Prefeitura, página com mais de 300 mil seguidores nas redes sociais e que coordenaria outros canais digitais. A emissora informou também que, depois de procurar Amizadai durante a produção da reportagem, alguns dos perfis foram apagados. O Tribunal Regional Eleitoral analisa denúncias relacionadas à criação de redes de ataques na internet durante a disputa pelo Governo de Pernambuco.
Diante das revelações, João buscou estabelecer uma linha clara entre o confronto político próprio de uma eleição e a eventual existência de uma estrutura organizada para atacar adversários. Para o candidato, críticas e divergências fazem parte da democracia, mas uma rede coordenada envolvendo agentes públicos e possíveis recursos provenientes de contratos governamentais exige investigação e responsabilização.
Mesmo diante do episódio, João reforçou que sua resposta política será continuar apresentando propostas. No vídeo, citou compromissos assumidos para a saúde, entre eles a construção de novos hospitais, e afirmou que seguirá concentrado nos problemas reais enfrentados pelos pernambucanos.
Lula tenso com investigações envolvendo o filho
As notícias sobre o avanço das investigações envolvendo Fábio Luís, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), num possível tráfico de influência com seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e a lobista Roberta Luchsinger, abalam a estrutura do Planalto e o humor do chefe da Nação.
Conforme adiantou, ontem, a colunista Bela Megale, de O Globo, integrantes do governo relataram que o Lula piadista e bem-humorado de poucas semanas ficou para trás. O Lula tranquilo e confiante deu lugar a um presidente apreensivo e preocupado com sua campanha à reeleição.
Embora em público o discurso do presidente tenha sido no sentido de que não vai interferir nas investigações e os que cometerem erros devem pagar, em reservado, o presidente admite que é difícil dissociar sua imagem das crises envolvendo seu filho e seu ex-auxiliar e que isso pode ter um impacto eleitoral decisivo.
Leia maisOutro tema que tem incomodado Lula, segundo a colunista, são as disputas internas no PT e entre membros de sua campanha por espaços de poder. O presidente defende que é hora de união e de colocar a mão na massa.
A pesquisa Datafolha divulgada recentemente mostrou que, no segundo turno, Lula oscilou um ponto percentual para baixo desde julho, ficando com 47% das intenções de voto. Já Flávio permaneceu com 43%.
Na avaliação de integrantes da campanha petista, o desgaste envolvendo as investigações de Lulinha e Marcola já foi contabilizado no levantamento. O movimento de queda do presidente acendeu um alerta, mas, como ocorreu dentro da margem de erro, trouxe alívio aos petistas.
DERROTA NA JUSTIÇA – A Justiça de São Paulo negou, por ora, o pedido de Fábio Luís para que fosse retirado das redes sociais um vídeo publicado por Flávio Bolsonaro com o título: “Missão: localizar Lulinha”. O conteúdo, produzido com recursos de inteligência artificial, atribui ao filho do presidente Lula a condição de “suspeito de ter roubado milhões de idosos no Brasil”, em referência às fraudes envolvendo beneficiários do INSS. Na ação, Lulinha afirma que seu nome foi citado em investigação relacionada à Operação Sem Desconto, mas que não lhe foi atribuída participação nas fraudes contra aposentados e pensionistas.

Números iguais – A pesquisa Quaest sobre a sucessão estadual em Pernambuco, divulgada ontem pela Globo, confirmou o que o Datafolha já havia antecipado na disputa entre Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB), uma vantagem de oito pontos para a governadora, um a mais que o Data, que deu sete pontos. Já os números para o Senado em nada mudaram. Marília Arraes (PDT), que integra a chapa de João, permanece na liderança, enquanto Túlio Gadelha, o queridinho de Raquel, estagnou em 3%.
Paes lidera no Rio – No Rio, o candidato do PSD, Eduardo Paes, continua na liderança para o Governo do Estado, com 37%, enquanto Douglas Ruas (PL) tem 14%. O ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) aparece com apenas 7%. No último levantamento da Quaest, divulgado em julho, Paes marcava de 38% a 42% das intenções de voto nos cenários da pesquisa estimulada, e os adversários mais próximos dos números de Paes, Garotinho e Ruas, marcavam 10%. Apesar do indicativo de avanço de Ruas após o início da campanha eleitoral, as duas pesquisas não são diretamente comparáveis, pois a última tinha o ex-governador Wilson Witzel (DC) entre os candidatos.
Tarcísio abre 13 pontos sobre Haddad – Já em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) mantém a liderança sobre o ex-ministro Fernando Haddad (PT) nas eleições pelo Palácio dos Bandeirantes, com 40% das intenções de voto contra 27% do petista no primeiro turno. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Depois aparecem Policial Edjane (Agir, 2%), Vera Lúcia (PSTU, 1%), Carlos Machado (PCB, 1%) e Vivian Mendes (UP, 1%). O levantamento também mostra que 13% dos entrevistados estão indecisos. Os brancos e nulos marcam 14%.

O desastroso Zema – Na entrevista de estreia da bancada do Jornal Nacional, o candidato a presidente pelo Novo, Romeu Zema, teve um desempenho classificado como “titubeante” e “simplório” pelos colunistas de O Globo, recebendo nota média 2 numa escala que vai de 1 a 5. Quanto maior o número atribuído pelo jornalista, melhor a atuação do candidato. Zema apostou no papel de linha auxiliar do bolsonarismo: defendeu anistia a golpistas, fim da vacinação obrigatória e megapresídios inspirados em Bukele. Tentou se apresentar como self-made man, mas omitiu ser herdeiro de um império familiar. Cobrado sobre a alta dos feminicídios em Minas, enrolou-se e prometeu “uma série de programas contra as mulheres”.
CURTAS
DEBOCHE 1 – A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou a divulgar em aplicativos de mensagem um jingle político em ofensiva contra o principal adversário na disputa pela Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). A canção cita o pedido de dinheiro de Flávio a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e a compra de uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília.
DEBOCHE 2 – A música também menciona a prisão do pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado por tentativa de golpe de Estado. A música distribuída pelos petistas tem como inspiração um jingle, de dez anos atrás, que virou meme nas redes sociais nesta eleição. A gravação original, em ritmo de forró acelerado, contém acusações contra um candidato à prefeitura de Cocal dos Alves (PI) em 2016.
EMPATE – Em São Paulo, Estado mais populoso do país, Flávio Bolsonaro (PL) teria hoje 30% dos votos e Lula também 30% no primeiro turno. Flávio perdeu uma vantagem pequena que tinha e agora está empatado com seu adversário, segundo pesquisa da Quaest divulgada ontem.
Perguntar não ofende: Lulinha pode atrapalhar a reeleição do pai?
Leia menos
Por Por Bernardo Mello Franco – O GLOBO
De volta a uma disputa presidencial depois de 37 anos, o candidato do PSD apelou à velha tática de falar muito para não responder nada.
Em alguns momentos, lembrou Rolando Lero, o inesquecível personagem de Rogério Cardoso na Escolinha do Professor Raimundo.
Caiado enrolou sobre a promessa de anistia aos golpistas, tropeçou em números ao defender um ajuste fiscal e não soube explicar por que nem os colegas de partido o apoiam.
Leia maisApesar do esforço para agradar o mercado, o ex-governador de Goiás evitou se atrelar a propostas impopulares na economia.
No entanto, derrapou no elitismo ao chamar de “pobres coitados” os trabalhadores e aposentados que recebem o salário mínimo.
Leia menos
O ministro André Mendonça, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), propôs à Corte um critério para distinguir deepfake de outros usos de inteligência artificial na propaganda eleitoral de 2026. A tese foi apresentada em decisão liminar nesta terça-feira (25) que determinou a remoção de um vídeo publicado no Instagram contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República.
Pela proposta, que ainda será submetida ao plenário do TSE, nem todo conteúdo criado ou alterado por IA deve ser automaticamente enquadrado como deepfake, categoria sujeita ao regime mais severo da legislação eleitoral, que proíbe seu uso para favorecer ou prejudicar candidaturas. As informações são da CNN.
Para Mendonça, a classificação deve ficar restrita a materiais com grau de realismo capaz de gerar, no eleitor, uma falsa percepção de autenticidade.
Leia maisA representação foi movida por Flávio contra o responsável — ainda não identificado — pelo perfil “@forabolsonaronacional” no Instagram. Segundo a decisão, em 11 de agosto foi publicado um vídeo musical em que um intérprete, falando como se fosse o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, narra um suposto esquema de “rachadinha” envolvendo o senador.
De acordo com a decisão, o vídeo reúne imagens geradas por IA de aparência “fotorrealista”, nas quais Flávio Bolsonaro é inserido em situações que não ocorreram, sem qualquer aviso, marca d’água ou informação sobre o uso de inteligência artificial.
Mendonça determinou que o perfil responsável e a Meta removam o conteúdo em até 24 horas, sob pena de multa diária, e proibiu sua republicação. A empresa também foi obrigada a fornecer, no mesmo prazo, os dados cadastrais para identificar o responsável pela conta e a preservar registros e metadados ligados às publicações.
Na decisão, Mendonça sustenta que a Resolução-TSE nº 23.610/2019 diferencia o conteúdo produzido ou manipulado por inteligência artificial do deepfake. O primeiro pode ser utilizado desde que seja devidamente identificado e rotulado. Já o deepfake, tratado de forma específica pela norma, é proibido quando usado para favorecer ou prejudicar uma candidatura.
Segundo o ministro, o que separa as duas categorias não é simplesmente a tecnologia empregada, mas a capacidade do conteúdo de se passar por um registro autêntico da realidade.
Para sustentar essa interpretação, Mendonça cita como referência o AI Act da União Europeia, o projeto de lei americano COPIED Act e o International AI Safety Report 2025. Em comum, esses documentos associam o conceito de deepfake à aptidão do material de parecer verdadeiro, e não apenas ao fato de ter sido produzido ou manipulado por inteligência artificial.
Leia menos
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) participa nesta terça-feira da sabatina da TV Globo com os candidatos à Presidência da República. Após ser questionado, o presidenciável iniciou a entrevista defendendo a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro e defendeu que ela seja “ampla, geral e irrestrita”.
— Sou um democrata na essência. Jamais transigi nas regras da democracia, nunca contestei resultados de eleições — disse o ex-governador de Goiás, que afirmou em seguida que “o traço do brasileiro não é de construir o ódio” — Desde o império você tem anistia. Depois Juscelino Kubitschek sofreu realmente tentativa de golpe e propôs anistia. Nós temos que acabar com a polarização e pacificar o país. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisEle comparou uma eventual anistia à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de anular as condenações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Lava Jato. O STF entendeu que não cabia à Justiça Federal do Paraná julgar o petista.
— Ele foi condenado em todas as instâncias. Todo mundo eufórico que havia combate à corrupção, e de repente o Supremo diz que o foro não era o correto, e uma atitude do Supremo o anistiou para que ele voltasse até a disputar a eleição — disse Caiado.
O candidato do PSD falou em seguida do tema da segurança pública ao ser questionado sobre a proposta de criar uma polícia internacional em parceria com países do continente sul-americano. Caiado disse que o Brasil é uma “Disneylândia do narcotráfico” e afirmou que o governo Lula é conivente com os criminosos.
— Todos os nossos vizinhos são da centro-direita, só falta o Caiado ganhar a eleição para concluir. Hoje o presidente da Colômbia já declarou facções como terroristas. Hoje o único nicho que tem para traficante na América do Sul é o Brasil, que é o grande resort do narcotráfico, a Disneylândia do narcotráfico — respondeu o ex-governador de Goiás. Ele afirmou ainda que não autorizaria militares americanos dos EUA a entrar no país — Para que? Se vamos tratar entre nós aqui. São dez países e o Brasil tratando desse assunto.
Caiado foi questionado também sobre o ajuste fiscal e a governabilidade junto ao Congresso Nacional. Ele aproveitou a pergunta para atacar os adversários e líderes nas pesquisas eleitorais, Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
— Você acha que Lula ou Flávio vão construir algum tipo de maioria para aprovar alguma emenda constitucional? Vou para o segundo turno e vou bater o Lula. Esses dois não respondem nada. Tipo de homem que não serve para governar, só faz populismo, negociata e proteger familiar — diz Caiado, que acresentou em seguida — Meu ajuste fiscal será uma emenda constitucional que encaminharei no primeiro dia do governo, dizendo que as receitas do governo federal serão limitadas a corrigir a inflação e atingir no máximo 50% do PIB.
Essa é a segunda entrevista da série com os presidenciáveis. A primeira aconteceu nesta segunda-feira, com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo).
Leia menos
Uma suposta rede coordenada de páginas e perfis da internet que estaria utilizando recursos públicos do governo do Estado para promover ataques e conteúdos difamatórios contra adversários da governadora Raquel Lyra (PSD) foi denunciada em reportagem exibida pela Rede Record na noite desta terça-feira (25). A matéria mostrou um servidor federal cedido ao Governo de Pernambuco confessando operar uma rede de páginas e perfis que se dedicam a “desidratar” o candidato a governador João Campos (PSB) e que o pagamento pelo “serviço” viria de contratos de publicidade firmados pelo governo Raquel Lyra. Somente a página Portal de Prefeitura já teria recebido mais de R$ 600 mil para executar a “missão”.
Amisadai Andrade é servidor da Caixa Econômica Federal cedido, em abril de 2025, ao governo do Estado, onde atua até hoje na Secretaria de Turismo. Segundo seu próprio relato na matéria da TV Record, ele coordena uma série de perfis destinados a criticar Campos e a postar conteúdos difamatórios contra o ex-prefeito. Amisadai é um dos rostos por trás do Portal de Prefeitura, supostamente um site noticioso, mas cuja linha editorial se dedica a enaltecer Raquel Lyra e atacar João Campos – inclusive em “colabs” (posts compartilhados entre vários perfis) com páginas destinadas à mesma função.
Em vídeo, Amisadai relata ter sido chamado ao Palácio do Campo das Princesas – sede do governo de Pernambuco – para tratar do esquema de ataques a João Campos. “O governo do Estado enxergou na gente — também a gente fez reunião com o Palácio —, enxergou a gente como um canal para a gente tentar desidratar ele (João Campos)”, diz o servidor. “A gente aqui em Pernambuco tem nosso veículo (…), a gente tem alguns perfis que a gente sempre bota um conteúdo crítico e a gente sempre conversa com o pessoal das redes para fazer colab”, continua. De acordo com a matéria, Amisadai coordenaria uma rede com mais de 300 perfis destinados a ataques contra João Campos. “A gente começou a fazer esse trabalho, ele (João Campos) tinha acabado de ser eleito com 78% no Recife, sabe… hoje ele já tá com 52%, ele já caiu muito já”.
Apesar de não figurar oficialmente como sócio da Portal Comunicação e Marketing Ltda, empresa responsável pelo site Portal de Prefeitura, Amisadai é o detentor do domínio do site na plataforma Registro.br. De acordo com o próprio Amisadai, o pagamento pela operação da rede viria da verba publicitária do governo do Estado – o que configura um flagrante e ilegal uso de dinheiro público para a manipulação de opiniões tendo em vista — nas palavras do próprio Amisadai — a “desidratação” de um candidato, ou seja: a interferência direta no processo eleitoral.
A existência de um suposto “gabinete do ódio” possivelmente operado com anuência e até mesmo coordenação de pessoas de dentro do Palácio do Campo das Princesas, e com uso de dinheiro público para financiar a estrutura, foi alvo de denúncia feita no primeiro semestre de 2025 pela deputada estadual Dani Portela (então no PSOL, hoje no PT). Ela detalhou o funcionamento da rede e o possível financiamento por intermédio de agências de publicidade contratadas pelo governo Raquel Lyra. Por questões políticas, a CPI terminou desmobilizada, mas os deputados seguiram com a investigação, protocolando, em outubro de 2025, uma denúncia na Polícia Federal para que o suposto “gabinete do ódio” fosse investigado.
A matéria da Record também mostra que um dos citados pela CPI é Waldomiro Teixeira, o Dodi, primo da governadora Raquel Lyra. A reportagem cita o caso da agência E3 Comunicação, sediada em São Paulo, que, sem qualquer experiência prévia em Pernambuco, venceu uma licitação de R$ 1,2 bilhão. Sem sede no Estado, a E3 terminou se instalando em um imóvel de propriedade de Dodi.
Em uma medida cautelar solicitada na última sexta-feira (7), a Frente Popular de Pernambuco – coligação pela qual João Campos disputa o governo – pediu às principais operadoras de redes sociais e serviços de streaming – Facebook, Instagram, Google, YouTube e TikTok – a preservação dos dados de 13 pessoas identificadas como possíveis operadores/colaboradores da suposta rede, além dos dados de 40 outros perfis cujos donos ainda não foram identificados. A medida busca impedir que os supostos integrantes da rede eliminem perfis e que seus dados sumam do ambiente digital, dificultando futuras investigações.
Ao longo de 2026, sucessivas representações passaram a revelar a circulação reiterada de conteúdos eleitorais negativos por múltiplos perfis, páginas, portais e operadores digitais, alguns deles reaparecendo em diferentes episódios, realizando publicações colaborativas e replicando materiais semelhantes ou idênticos.
Leia menos
Luiz Queiroz – Capital Digital
O governo Lula iniciou nesta terça-feira, 25, uma corrida para organizar a exploração dos minerais críticos brasileiros justamente quando os Estados Unidos avançam sobre a única operação comercial de terras raras do país. Uma série de decisões publicadas no Diário Oficial da União tenta ampliar o conhecimento sobre o subsolo, acelerar a devolução de áreas minerárias ociosas e preparar novos instrumentos regulatórios. Nesta quarta-feira, 26, o assunto deverá chegar à reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, quando será debatido o destravamento da pauta do Congresso, onde o projeto que regulamenta as terras raras continua parado no Senado. Na quinta-feira, Lula convocou uma segunda reunião, desta vez especificamente para discutir os próximos passos da política de minerais críticos com ministros do governo.
O movimento ocorre, porém, quando os Estados Unidos já transformaram uma mina localizada em Goiás em peça de sua própria estratégia de segurança econômica, tecnológica e militar. O governo norte-americano anunciou um investimento de US$ 750 milhões dentro de uma estrutura financeira de US$ 1,55 bilhão destinada a assegurar a produção da Serra Verde, em Minaçu, enquanto a USA Rare Earth avança para concluir a aquisição da mineradora brasileira. A operação ainda depende da votação dos acionistas da companhia americana, prevista para sexta-feira, 28.
Leia maisNão é o governo dos Estados Unidos que está diretamente comprando a Serra Verde. A adquirente é a USA Rare Earth. Mas Washington está financiando a estrutura que dará sustentação econômica à operação e, principalmente, garantindo antecipadamente parte da produção. Dos US$ 1,55 bilhão mobilizados, US$ 750 milhões correspondem ao investimento governamental, outros US$ 500 milhões a um compromisso de uma instituição financeira e US$ 300 milhões a um compromisso de compra da Defense Logistics Agency americana. Antes disso, a Serra Verde já havia obtido financiamento de US$ 565 milhões da DFC para expansão do projeto Pela Ema.
A diferença entre a velocidade das duas estratégias ajuda a dimensionar o problema brasileiro. Enquanto Brasília começa a estruturar regras, estudos, bases de dados e instrumentos de financiamento, Washington já está colocando dinheiro público numa operação localizada em território brasileiro para garantir o abastecimento de sua própria cadeia industrial.
A Serra Verde produz justamente alguns dos elementos mais cobiçados dessa corrida: neodímio, praseodímio, disprósio e térbio. São matérias-primas fundamentais para ímãs permanentes de alto desempenho empregados em motores elétricos, geração de energia, eletrônicos e sistemas militares. O Departamento de Guerra dos Estados Unidos afirma explicitamente que a operação brasileira faz parte da estratégia para reduzir a dependência chinesa e abastecer a emergente indústria americana de ímãs.
É justamente aí que aparece a fragilidade brasileira. O Brasil possui reservas minerais, mas ainda não controla em escala industrial todas as etapas capazes de transformar essa riqueza geológica em componentes tecnológicos de alto valor.
A própria Agência Nacional de Mineração reconhece que o país possui potencial geológico relevante em terras raras, mas ainda produz concentrados e mantém forte dependência externa na produção de ímãs permanentes e aplicações tecnológicas. Existe capacidade experimental e de pesquisa para separação, refino e fabricação de ímãs, mas não uma cadeia industrial comparável àquela que Estados Unidos e China procuram consolidar.
Pesquisadores brasileiros fazem diagnóstico semelhante. Fernando Landgraf, especialista do Instituto de Pesquisas Tecnológicas e professor da USP, apontou neste ano que o país precisa primeiro desenvolver unidades de separação e refino e, depois, dominar a fabricação de ímãs permanentes de alta potência. Ou seja, possuir o minério não significa possuir a tecnologia.
Essa diferença é essencial para compreender o que está em jogo. As terras raras são importantes não pelo valor da terra retirada da mina, mas pelo que acontece depois dela. Separação química, purificação, produção de metais e ligas e fabricação de ímãs multiplicam o valor econômico e, principalmente, transformam o mineral em capacidade tecnológica.
Os Estados Unidos chegaram à mesma conclusão. Em documento presidencial publicado neste ano, Washington reconheceu que nem mesmo ser um grande produtor de terras raras garante segurança econômica se o país continuar dependente do exterior para processá-las. A estratégia americana passou, por isso, da mineração para a construção de uma cadeia integrada de processamento e manufatura. É exatamente nesse cenário que as decisões publicadas pelo governo brasileiro nesta terça-feira ganham importância.
O Conselho Nacional de Política Mineral criou um grupo de trabalho para estudar o fortalecimento do Serviço Geológico do Brasil, ampliar o conhecimento geológico do território, estabelecer mecanismos de financiamento e integrar informações hoje dispersas entre governo, universidades, mineradoras e instituições de pesquisa. O objetivo declarado inclui atração de investimentos, desenvolvimento sustentável e defesa da soberania nacional.
O grupo terá representantes do Ministério de Minas e Energia, Casa Civil, Gabinete de Segurança Institucional, Meio Ambiente, Planejamento, Ciência e Tecnologia, Gestão, Agricultura, Integração e Desenvolvimento Regional e do Serviço Geológico do Brasil.
Uma das tarefas mais importantes será estudar como ampliar a participação privada na geração de conhecimento geológico. O governo pretende avaliar autorizações não exclusivas para levantamentos e comercialização de dados técnicos, além de mecanismos de financiamento pelo Orçamento da União, fundos existentes ou até pela criação de fundos específicos.
Também pretende organizar uma Base de Dados Nacional para integrar e padronizar informações geológicas e minerais produzidas pelo Estado, universidades e empresas. O grupo deverá avaliar ainda o emprego de geoprocessamento, sistemas de informação geográfica, inteligência artificial e machine learning para processamento das informações do subsolo brasileiro. É uma infraestrutura estratégica que o país ainda está começando a organizar.
Outra resolução do Conselho Nacional de Política Mineral publicada nesta terça-feira ataca um problema diferente: a quantidade de áreas minerárias tituladas que permanecem sem desenvolvimento. O governo estabeleceu como diretriz aumentar a rotatividade dessas áreas, acelerar sua devolução ao mercado e impedir que direitos minerários sejam mantidos indefinidamente sem avanço efetivo da pesquisa ou da exploração. A resolução determina que a administração passe a considerar a evolução dos empreendimentos, a diligência do titular e a demonstração de avanço técnico para eventuais prorrogações.
A orientação também endurece o tratamento das paralisações. O governo quer diferenciar suspensões provocadas por fatores externos daquelas decorrentes de decisão empresarial. Omissão, falta de diligência ou apresentação de documentação tecnicamente insuficiente não deverão servir para justificar indefinidamente a inatividade.
O Conselho também recomendou ao Ministério de Minas e Energia estudar a criação de um encargo compensatório sobre lavras mantidas inativas. A cobrança ainda não existe e dependerá de nova regulamentação, mas a resolução prevê que ela poderá ser progressiva ao longo do tempo, proporcional às características do empreendimento e diferenciada nos casos em que a paralisação tenha justificativa legítima.
A combinação das medidas revela uma estratégia: conhecer melhor o subsolo, identificar áreas de interesse estratégico, dificultar sua retenção improdutiva e recolocá-las mais rapidamente no mercado. Mas falta resolver justamente a questão que determinará se o Brasil será protagonista tecnológico ou fornecedor de matéria-prima.
A legislação em discussão no Congresso tenta preencher parte desse vazio. O PL 2.780/2024 cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e, significativamente, um Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos vinculado à Presidência da República. O projeto já foi aprovado pela Câmara e está no Senado.
Alcolumbre incluiu formalmente a proposta entre as prioridades do esforço concentrado do Senado entre 31 de agosto e 4 de setembro. A movimentação ganhou força depois de uma reunião entre Lula e o presidente do Senado no último dia 12.
Nesta quarta-feira, Lula volta ao assunto no encontro previsto com Alcolumbre e Hugo Motta. O marco dos minerais críticos aparece entre as pautas legislativas esperadas para a conversa. Na quinta-feira, haverá outra reunião, esta convocada especificamente pelo presidente para tratar da política de minerais críticos com ministros. Segundo Alexandre Silveira, o governo pretende começar a preparar os desdobramentos e a regulamentação da política na expectativa de aprovação do projeto pelo Senado.
A sucessão de reuniões e atos administrativos mostra que o governo percebeu a urgência. Mas a operação da Serra Verde demonstra que a disputa internacional já passou da fase dos diagnósticos.
Os Estados Unidos estão usando financiamento público, contratos de compra de longo prazo e política industrial para assegurar minerais brasileiros e integrá-los a uma cadeia tecnológica que pretende construir fora da China. O comunicado oficial do governo americano não esconde a finalidade: garantir disprósio, térbio, neodímio e praseodímio e utilizá-los para fortalecer a fabricação americana de ímãs e sistemas empregados em submarinos nucleares, caças, satélites, mísseis, navios de guerra e drones.
O Brasil, enquanto isso, ainda discute como conhecer melhor suas reservas, como organizar uma base nacional de dados, como financiar levantamentos geológicos, como retirar áreas ociosas das mãos de titulares que não as exploram e como criar uma política nacional específica.
O contraste não significa que as decisões publicadas agora sejam irrelevantes. Ao contrário. Elas atacam problemas estruturais antigos. O risco é que cheguem tarde para uma corrida que já começou. A questão central deixa de ser apenas quem possui as reservas brasileiras. Passa a ser onde estará o valor agregado quando essas reservas forem exploradas.
A Serra Verde oferece uma demonstração concreta. A mina permanece fisicamente em Goiás e gera produção e atividade econômica no Brasil, mas a estratégia de segurança de suprimento, o financiamento de grande escala e a conexão com a futura cadeia de ímãs estão sendo organizados pelos Estados Unidos. A companhia americana que pretende adquirir a mineradora quer integrar operações de mineração, processamento, separação, metalização e fabricação de ímãs numa cadeia internacional. O próprio Cade descreveu a operação dessa maneira quando decidiu inicialmente investigá-la.
O órgão antitruste acabou arquivando a apuração por entender que a aquisição não atingia os critérios de faturamento que tornam obrigatória a notificação prévia de uma operação. Com isso, uma das principais incertezas regulatórias brasileiras sobre o negócio foi removida justamente quando Washington ampliava sua participação financeira na estrutura que sustenta a operação.
É uma diferença de estágio difícil de ignorar: o Brasil está construindo a política; os Estados Unidos estão construindo a cadeia.
Para que a promessa de soberania mineral se transforme em soberania tecnológica, o desafio brasileiro não será simplesmente impedir que o minério saia do país. Será criar condições econômicas, tecnológicas e industriais para que uma parcela relevante da separação, do refino, da produção de ligas, dos ímãs permanentes e, posteriormente, dos componentes de alto valor seja realizada aqui.
Sem isso, o Brasil pode ocupar posição privilegiada na geopolítica das terras raras e, ainda assim, repetir uma velha especialização: fornecer o recurso natural que alimentará a indústria tecnológica dos outros.
Leia menos
Ronaldo Caiado (PSD) participa nesta terça-feira (25) da série de entrevistas da TV Globo com os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. A conversa, que está prevista para começar às 21h05 (de Brasília), será exibida ao vivo logo após o Jornal Nacional, diretamente dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro.
A entrevista será conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli. Além da TV Globo, o público poderá acompanhar a transmissão pela GloboNews e pelo g1. Depois da exibição, o conteúdo ficará disponível na íntegra no Globoplay e no g1. As informações são do g1.
Leia maisEsta é a primeira vez que as entrevistas da Globo com candidatos ao Palácio do Planalto são exibidas após o Jornal Nacional, e não dentro do telejornal.
Logo após cada entrevista, a GloboNews apresentará a Central das Eleições, com análises e repercussões sobre as declarações e propostas apresentadas pelos candidatos.
Leia menos
O filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, entrou com uma ação contra o candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar. A medida foi protocolada nesta segunda-feira (24) na Justiça de São Paulo e pede o pagamento de uma indenização de R$ 10 mil por danos morais.
Na peça, a defesa de Lulinha, representada pelo advogado Marcelo Pacheco, denuncia um vídeo produzido com inteligência artificial, divulgado por Gaspar nas redes sociais X e Instagram. Nele, Fábio Luís é acusado de corrupção, tráfico de influência e desvios de recursos de aposentados e pensionistas do INSS. No material, o filho de Lula é apresentado como “estrela da corrupção” e inserido em uma narrativa que o associa diretamente a práticas criminosas, inclusive por meio da afirmação de que “eles roubaram”. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisSegundo a defesa de Lulinha, o conteúdo do vídeo descontextualiza fatos e imagens para construir, por meio de recursos sintéticos, uma associação entre o filho do presidente e condutas ilícitas que não teriam respaldo na realidade.
A ação pede a remoção imediata do vídeo e a proibição da sua republicação com as mesmas imputações, além da indenização. A defesa de Fábio Luís também requer que as plataformas X e Instagram tornem os conteúdos indisponíveis e que sejam fornecidos dados relacionados à circulação dessas publicações.
A defesa de Lulinha argumenta que, ao contrário de figuras públicas com mandato ou cargos eletivos, ele não exerce função pública e, portanto, a crítica política contundente não justifica ataques pessoais, sobretudo com acusações criminais não comprovadas. O documento enfatiza ainda a amplificação do conteúdo por meio da inteligência artificial, potencializando seu impacto e circulação.
Essa é a terceira ação que Lulinha move contra políticos que produziram material ofensivo contra ele. Os outros dois processos foram direcionados aos candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro e Romeu Zema.
Leia menos
A Polícia Federal encaminhou um e-mail à empresária Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, pedindo que ela voluntariamente colabore com as investigações e abra as contas do filme para o órgão. O filme conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O e-mail, segundo relatos, foi encaminhado há uma semana, no dia 18 de agosto, por um delegado da Polícia Federal lotado em Brasília, ao qual foi anexado um ofício detalhando o pedido. As informações são da CNN.
Nele, é solicitada “a apresentação voluntária da documentação comprobatória da produção cinematográfica”, como faturas pagas, invoices realizados dentro e fora do país, contratos, aditivos, demonstração de despesas, comprovantes das origens dos recursos empregados e dos financiamentos.
Leia maisKarina não encaminhou o que foi pedido. O advogado Ricardo Sayeg solicitou à PF mais detalhes sobre o processo, como a portaria de instauração do inquérito policial, para que possa entender o que está sendo apurado contra ela. E respondeu ao delegado entender que o que está em curso é uma “fishing expedition”, ou “pesca predatória”, termo utilizado no direito para classificar uma devassa em uma pessoa ou empresa em busca de um crime.
Na tarde desta terça-feira (25), Karina e a produtora Go Up divulgaram uma nota reafirmando a regularidade na execução do filme, que conta a história de Jair Bolsonaro.
“Diante de questionamentos levantados nos últimos dias, a Go Up Entertainment Ltda. vem a público esclarecer que o laudo de transparência das contas sobre o filme The Dark Horse já foi feito e entregue às autoridades competentes no dia 10 de junho de 2026, ou seja, há dois meses e meio”, diz a nota, assinada pelo advogado Ricardo Sayeg.
De acordo com o advogado, “a apresentação completa foi entregue em tempo hábil, cumprindo as obrigações legais relacionadas à produção e aos recursos envolvidos no projeto, e esclarecendo a total regularidade no recebimento e destinação de recursos relativos à produção de origem integralmente privada”.
Ele diz ainda que “na oportunidade foi apresentado laudo de perícia técnica, elaborado por profissional independente, que analisou toda a documentação financeira e contábil relacionada ao filme”.
Afirma também que “o documento emitido pelo Instituto de Perícia Investigativa (IPI) atesta que 100% dos valores recebidos foram utilizados em despesas diretas e indiretas da produção do filme, sem qualquer irregularidade na aplicação dos recursos captados”.
Por fim, declarou que “a Go Up Entertainment Ltda. reafirma seu compromisso com a transparência e o cumprimento de todas as obrigações legais”.
O caso voltou ao centro das atenções nesta semana após o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino autorizar o compartilhamento de informações da investigação da Polícia Civil de São Paulo, que envolve a produtora, com a Polícia Federal.
A CNN mostrou na segunda-feira (24) que o candidato a presidente Flávio Bolsonaro desistiu de apresentar uma prestação de contas do filme e deixou a tarefa para a produtora. Ele havia anunciado a prestação de contas após um áudio em que pede recursos para o filme a Daniel Vorcaro vazar, no dia 13 de maio.
Leia menos