No tradicional almoço domingueiro com meus filhos, hoje um motivo muito especial: a comemoração do aniversário dos 13 anos de João Pedro, meu ponta de rama, com seu irmão Magno Filho.
No tradicional almoço domingueiro com meus filhos, hoje um motivo muito especial: a comemoração do aniversário dos 13 anos de João Pedro, meu ponta de rama, com seu irmão Magno Filho.
Durante o evento do programa de escuta popular Chega Junto, realizado neste domingo (28), em Palmares, na Mata Sul, o pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) apresentou a proposta de criar um programa para zerar o IPVA de motocicletas utilizadas por moradores da zona rural. Segundo João, a ideia é custear integralmente a inscrição e o curso para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), além da entrega de capacetes aos condutores.
“Eu vou lançar um programa chamado Moto Rural, Moto Legal. A ideia não fui eu que tive. Quem teve foi o povo me contando no meio da rua, nessa tribuna do Anota Aí. Qual é a bronca? O camarada está com o IPVA da moto atrasado. Moto de agricultor da zona rural não vai pagar IPVA. Segundo ponto: a pessoa não tem carteira. O Governo de Pernambuco, na nossa gestão, vai bancar a formação e dar a carteira dos agricultores. Terceiro ponto: em vez de apreender a moto, a gente vai dar o capacete”, afirmou.
A proposta é voltada a motociclistas da zona rural, que utilizam o veículo no trabalho agrícola e no transporte da produção. “Sabe por que a gente vai fazer isso? Porque eu não estou aqui para cuidar de quem é grande, mas para cuidar de quem é pequeno”, declarou João Campos.
O pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participou, neste domingo (28), das comemorações pelos 127 anos de emancipação política de Altinho, no Agreste. A programação incluiu a entrega de 103 títulos de propriedade, além de veículos e equipamentos destinados ao município. O ato foi conduzido pelo prefeito Marivaldo Pena (PSB) e reuniu prefeitos, parlamentares e outras autoridades da região.
Durante o evento, João Campos destacou investimentos federais anunciados para Altinho, entre eles R$ 14 milhões para a construção de uma creche, uma escola e uma Unidade Básica de Saúde (UBS), além do aumento de recursos destinados ao hospital municipal. Em seu discurso, o socialista afirmou que novas ações poderão ser viabilizadas caso haja alinhamento entre os governos federal e estadual a partir de 2027.
Leia mais“São 127 anos de luta, resistência, e nós vamos ter a oportunidade de celebrar muitos aniversários juntos. Marivaldo, você não chega aqui para bater parabéns e cortar uma fatia de bolo, mas chega com presentes para Altinho, fruto do trabalho de um time que tem coerência. E quem tem coerência pode sonhar com um futuro melhor. A gente está junto de Lula porque a gente trabalha pelo mesmo povo. Vejam que aí só tem veículos que vão servir ao povo. É o consultório móvel que vai atender a pessoa idosa que não pode sair de seu sítio, é o ônibus para levar os meninos para a escola, é a máquina agrícola que vai trabalhar no campo”, declarou.
O prefeito Marivaldo Pena também discursou e atribuiu as entregas à parceria com o Governo Federal, sem poupar críticas à gestão estadual. “É o presidente Lula que está trazendo essas conquistas para cá, junto com nosso time. É com sua intercessão, João, junto ao nosso presidente, com esse time, que a gente está conseguindo. Em um ano e meio, nossos investimentos superam em cinco ou seis vezes os investimentos do Governo do Estado aqui nos últimos quatro anos. Meu povo passa um ano para ter oportunidade de fazer uma cirurgia simples. Isso dói na minha alma. Esse é o tratamento cruel, essa é a maquiagem que se faz no nosso estado”, disse.
Entre os equipamentos entregues estão uma unidade móvel do programa Brasil Sorridente, dois veículos do MobSuas, uma retroescavadeira destinada por meio de emenda da senadora Teresa Leitão (PT) e um trator, além de outras duas máquinas agrícolas, articulados junto à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) pelo deputado federal Pedro Campos (PSB) e pelo pré-candidato a deputado estadual Jobson Almeida (Republicanos). Os títulos de propriedade foram concedidos por meio de parceria com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).
Também estiveram presentes o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), o senador Humberto Costa (PT), os prefeitos Ruben Lima (Panelas), Josué Mendes (Agrestina) e Josafá Almeida (São Caetano), o vice-prefeito de Altinho, Adnailson Barbosa, além de vereadores, ex-prefeitos e outras autoridades da região.
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Imagens impressionantes registradas na Barragem de Serro Azul mostram a força da água passando pelas comportas do reservatório, localizado no município de Palmares, na Mata Sul de Pernambuco.
A barragem foi construída no leito do Rio Una após a grande enchente que atingiu a região em 2010, causando destruição em diversas cidades da Mata Sul. As obras começaram em 2012 e foram concluídas em 2017, com investimento de aproximadamente R$ 500 milhões através de recursos do Governo Federal e do Governo de Pernambuco. As informações são do Agreste News.
A estrutura tem capacidade para armazenar cerca de 303 milhões de metros cúbicos de água e desempenha papel fundamental na contenção de enchentes, beneficiando diretamente municípios como Palmares, Água Preta e Barreiros.
O pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participa, neste domingo (28), de mais uma edição do Chega Junto Pernambuco, em Palmares, na Mata Sul. O encontro integra uma série de agendas promovidas pelo pessebista em diferentes regiões do estado para ouvir a população e lideranças locais na elaboração de seu programa de governo.
A movimentação de participantes provocou congestionamento na entrada do Una Hotel, local onde ocorre o evento. A agenda reúne representantes políticos da Mata Sul que apoiam a pré-candidatura de João Campos. Com informações do Blog do Silvinho.
Batendo recorde de investimento em festas, o Governo Raquel Lyra atingiu a marca de R$ 111 milhões em eventos e festas nos últimos seis meses. Além do Festival Pernambuco Meu País, a governadora apostou em artistas de fora do Estado com cachês elevados, a exemplo do que houve no São João deste ano. Em contrapartida, Pernambuco só investiu R$ 81 milhões em obras nos morros ao longo de todo o governo, mostrando o descompasso entre as prioridades.
Diante do inverno mais rigoroso dos últimos quatro anos, com cheias recentes na Zona da Mata Sul e deslizamentos de barreiras na Região Metropolitana do Recife, as ações do Governo de Pernambuco se resumiram a construção de novas barreiras em Milagres, em Jaboatão dos Guararapes, área que faz divisa com a capital pernambucana e que também conta com obras da Prefeitura do Recife na região.
A governadora tem preferido o investimento em shows e festas como forma de alavancar a sua popularidade em ano pré-eleitoral. Mesmo que por pouco tempo, a ida de artistas consagrados do universo sertanejo e do forró eletrônico para cidades pernambucanas mobiliza milhares pessoas por uma noite. Já as obras de contenção de encostas têm o seu efeito permanente na vida de centenas de famílias, ajudando a salvar vidas.
Por Muciolo Ferreira*
Fátima Bahia estreia hoje mais um ano de vida. Amiga de “priscas eras” e de quem aprendi dicas profissionais no início da carreira, quando trabalhei com ela no saudoso Diário da Noite.
Fafá inovou o colunismo social local por onde passou, seja nos jornais e revistas, assim como nos programas de entrevistas televisivos. Com textos diferenciados, ela usava uma linguagem personalíssima, atemporal, futurista e única para identificar os personagens da notícia.
Sabia priorizar o fato, colocando a notícia sempre em primeiro lugar, acima dos egos pessoais de quem vai dar o “furo” como reza e deve fazer quem exerce a liturgia do cargo que ocupa, seja no jornalismo impresso, nas plataformas digitais ou como âncora de algum telejornal.
*Jornalista
Por Silvino Teles Filho*
O luto é uma resposta natural à perda de alguém significativo. É um processo individual, sem prazo definido, que pode envolver tristeza intensa, saudade, culpa, raiva, dificuldade de concentração, alterações do sono e do apetite. Sentir essa dor não significa, por si só, estar doente.
Na maioria das vezes, o luto evolui de forma espontânea, permitindo que a pessoa, gradualmente, encontre novas formas de conviver com a ausência. Entretanto, em alguns casos, a intensidade e a persistência dos sintomas podem comprometer profundamente a vida pessoal, familiar, social e profissional, caracterizando um quadro que merece avaliação psiquiátrica.
Leia maisO papel do psiquiatra é diferenciar o luto esperado de condições como depressão, transtornos de ansiedade, estresse pós-traumático ou o transtorno do luto prolongado. Essa distinção é fundamental para indicar o tratamento mais adequado.
O tratamento psiquiátrico não busca apagar a saudade nem eliminar as lembranças da pessoa que partiu. Seu objetivo é aliviar o sofrimento incapacitante, restaurar o funcionamento diário e prevenir complicações. Dependendo da avaliação clínica, podem ser indicados psicoterapia, medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos (quando criteriosamente necessários), além de estratégias de suporte psicossocial e acompanhamento contínuo.
Buscar ajuda profissional não é sinal de fraqueza. Pelo contrário, é um ato de cuidado consigo mesmo. Quando a dor impede a continuidade da vida, afasta a pessoa de seus vínculos, gera desesperança persistente ou desperta pensamentos de morte, a assistência especializada torna-se indispensável.
O luto não precisa ser enfrentado sozinho. Com acolhimento, acompanhamento adequado e tratamento individualizado, é possível transformar a dor da perda em uma lembrança que, embora permaneça, deixe de impedir a reconstrução da vida. Cuidar da saúde mental durante esse processo é respeitar tanto quem partiu quanto quem permanece.
*Médico pós-graduado em Psiquiatria e Neurologia Clínica | Instagram: @drsilvinoteles
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Da Folha de S.Paulo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou de votar em 43% das deliberações nominais do Senado neste ano, de acordo com levantamento da Folha nos registros da Casa. O pré-candidato à Presidência é o quinto parlamentar, empatado com outros quatro, que mais deixou de registrar seu voto nas 49 matérias analisadas até o dia 22 de junho.
Votações nominais ocorrem quando os senadores precisam registrar seu voto sobre uma proposta. Foram descartadas as votações simbólicas, em que não é possível checar o voto de cada senador ou mesmo se ele efetivamente estava no plenário ou online (em sessões semipresenciais) durante a sessão.
Leia maisO levantamento considera as votações nas quais os senadores marcaram presença, mas não votaram, ou nas quais não compareceram. Não entram nesse cálculo ausências justificadas por motivos de saúde, missões oficiais, atividade política, licença-paternidade ou por outros dispositivos.
Seguindo esse critério, a média de ausência de registro de voto dos 81 senadores é de 20%. Houve votações nominais em 14 sessões do Senado entre os dias 24 de fevereiro e 16 de junho.
Flávio Bolsonaro estava presente, mas não registrou voto, por exemplo, na análise da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que institui a Política Nacional de Apoio à Atividade de Transporte Rodoviário Profissional e do projeto de lei complementar que adequou o Orçamento à nova licença-paternidade.
O senador também registrou presença na sessão, mas não votou o projeto que autoriza ao governo usar verba do Funpen (Fundo Penitenciário Nacional) para a formação e capacitação continuada dos servidores do sistema penitenciário nacional e dos policiais penais.

O pré-candidato faltou a sessão em que foram votadas indicações de diversas autoridades, como de embaixadores e do novo presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Otto Lobo. Ele também não compareceu à sessão em que foi aprovada lei que isenta entidades filantrópicas de pagar Imposto de Renda e outros tributos federais.
Desde dezembro, quando foi escolhido pré-candidato a presidente pelo pai, Jair Bolsonaro, o senador do PL-RJ tem tido uma agenda intensa de compromissos relacionado à pré-campanha. Já fez viagens aos Estados Unidos e tem percorrido o Brasil para atos com apoiadores e aliados, além de reuniões para definir palanques regionais. Ele também planeja encontro com o presidente Javier Milei na Argentina.
Flávio foi procurado por meio de sua assessoria de imprensa na sexta (26) por email e telefone, mas não respondeu até a publicação desta reportagem.
O senador Romário (PL-RJ) foi quem mais deixou de registrar sua posição em votações nominais em 2026. Ele se ausentou em 20 das 38 votações em que estava como titular do mandato. Seu suplente, Bruno Bonetti (PL), assumiu a titularidade de dezembro passado a abril deste ano.
O ex-jogador de futebol continua como titular do mandato, apesar de estar na América do Norte para comentar a Copa do Mundo pela CazéTV. O evento acontece no Canadá, Estados Unidos e México e vai até o dia 19 de julho. A previsão é que as votações do Senado durante esse período, se ocorrerem, aconteçam de maneira semipresencial, pelo celular.

Depois de Romário, o senador Wilder Moraes (PL-GO) aparece com o maior registro de ausências. Pré-candidato ao Governo de Goiás, ele deixou de votar em 24 deliberações nominais, 49% do total. Em seguida, há um empate no terceiro lugar: tanto Angelo Coronel (Republicanos-BA) quanto Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) não votaram em 47% das nominais.
Dessa forma, Flávio Bolsonaro está num empate quíntuplo no quinto lugar do ranking de ausências em votações. Ele não participou em 43% dessas deliberações, assim como Cleitinho (Republicanos-MG), Eduardo Gomes (PL-TO), Professora Dorinha Seabra (União Brasil-TO) e Wellington Fagundes (PL-MT).
O ranking dos dez mais ausentes em votações nominais é fechado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). Ele faltou a 20 das 49 votações deste ano (41%). O Senado possui 81 parlamentares.
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O prefeito Zeca Cavalcanti (Podemos) recebeu, na noite de ontem (27), a governadora Raquel Lyra (PSD) durante a 15ª noite do São João de Arcoverde. A agenda contou ainda com a presença da primeira-dama e secretária de Turismo, Nerianny Cavalcanti, do vice-prefeito Siqueirinha (Republicanos), da vice-governadora Priscila Krause (PSD), do senador Fernando Dueire (PSD), além de vereadores, secretários municipais e lideranças políticas. A visita reforçou a parceria entre a Prefeitura de Arcoverde e o Governo de Pernambuco.
Durante coletiva, o prefeito comemorou o sucesso do São João. “Estamos no 15º dia de festa e nem a chuva diminuiu o entusiasmo do público. Recebemos visitantes de várias regiões do Estado e do Brasil, com uma programação organizada e segura. Esse reconhecimento como o São João mais seguro do Nordeste nos enche de orgulho e mostra que estamos no caminho certo”, afirmou.
Leia maisZeca também agradeceu o apoio do Governo do Estado para a realização da festa. “Essa parceria com a governadora Raquel Lyra tem sido fundamental para fortalecer o nosso São João e garantir investimentos importantes para Arcoverde. É uma união que traz resultados concretos para a população”, destacou.
Raquel Lyra afirmou que Arcoverde já se consolidou como um polo turístico permanente e defendeu que o crescimento do turismo passa por investimentos em infraestrutura. “Um lugar só é bom para visitar quando também é bom para viver. Por isso estamos investindo em estradas, abastecimento de água, saúde, educação e segurança, criando as condições para que Arcoverde continue crescendo como destino turístico durante todo o ano”, disse.
A governadora também confirmou a entrega, nos próximos dias, da nova creche estadual de Arcoverde e destacou obras estruturadoras em andamento, como a duplicação da BR-232 e investimentos em infraestrutura e saúde no interior.
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Este garotão banguelinho, que amo, o meu ponta de rama João Pedro, apaga hoje 13 velinhas. Implacável, o tempo anda em velocidade cruzeiro. Nesta foto, com apenas dois aninhos, já era travesso, inquieto por natureza e extremamente precoce na visão das coisas e do mundo.
Na escola, virou um pré-adolescente extremamente estudioso. Suas notas, sempre no topo, seja em qualquer matéria, me fazem um pai mais coruja ainda. Fala em cursar Medicina, com especialização em pediatria. Que benção!
Leia maisFilhos são laços eternos e se tornam mais fortes a cada dia que passa. Não existe alegria maior do que criar alguém assim e ver os frutos do nosso esforço todos os dias. De todas as aventuras que eu já vivi, ser pai é a mais bonita e inspiradora. Faço preces a Deus todos os dias para que proteja meus filhos de todo mal e ilumine seus caminhos com muita paz, felicidade, saúde e realização.
João Pedro é um garoto doce, carinhoso, amoroso e cheio de vida. É o sol que ilumina meu dia, inspiração, razão de viver. Meus filhos são um presente de Deus e, também por isso, dedico minha vida a eles, disposto aos maiores sacrifícios. Faço tudo o que estiver ao meu alcance para vê-los crescendo, saudáveis e felizes.
Foi assim que fui criado, com muito amor pelos meus pais Gastão e Margarida, meus referenciais de vida, fé e perseverança. Sempre conto histórias deles para meus filhos, para quem possam ter parâmetros, inspirados nas lições deixadas pelos avós.
Para mim, todos os dias são dia dos filhos, porque eles são a minha prioridade e o centro do meu mundo. Com eles, descobri um tipo de amor inexplicável e percebi que, de repente, existem pessoas na nossa vida que são mais importantes do que nós mesmos.
Que João Pedro enxergue sempre que o seu porto seguro são os pais, como assim o ensinei passando o aprendizado que tive. Que seja sempre uma pessoa correta e repleta de valores, que espalha o amor e a união por todos os lugares da face da terra.
João, filho amado, você é meu sol e meu maior orgulho. Te amo!
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O prefeito de Surubim, Cleber Chaparral (União Brasil), não poupou críticas ao cantor Gusttavo Lima após o artista cancelar, pela segunda vez, a apresentação que faria no São João do município. Em vídeo filmado durante a festa, o gestor chamou o cantor de “ladrão da consciência” e cobrou a devolução do cachê já pago pela Prefeitura. “Gusttavo, para tu ser um homem, devolve esse dinheiro para a Prefeitura de Surubim, que tu não precisa”, afirmou.
O cancelamento ocorreu poucas horas antes do show previsto para a noite de ontem (27), encerramento da programação do São João. Esta foi a segunda desistência do artista, que inicialmente se apresentaria em 18 de junho, mas teve o espetáculo remarcado. Até o momento, a equipe de Gusttavo Lima não informou oficialmente o motivo dos cancelamentos.
A Prefeitura de Surubim já havia efetuado o pagamento previsto em contrato. Um comprovante de transferência de R$ 1,353 milhão para a empresa responsável pela apresentação passou a circular nas redes sociais após o cancelamento.

A ausência do cantor gerou frustração entre fãs e também impactou comerciantes, ambulantes e trabalhadores que contavam com o movimento da última noite da festa. A expectativa aumentou porque Gusttavo Lima manteve a apresentação realizada em Caruaru na mesma noite.
Do jornal O Globo
Dentro do Brasil que se polariza nas intenções de voto, há espaço para 27% que não se consideram antipetistas nem antibolsonaristas. Aberto a votar em quem fizer a campanha mais alinhada com seus anseios, sem rejeições intransigentes ou movido por paixões, esse eleitor, resignado com a falta de opção, se esforça para ouvir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e demais candidatos ao Palácio do Planalto.
A tendência, segundo relatos, é que definam seu voto pela percepção sobre economia e a capacidade que presidenciáveis têm para apresentar soluções concretas em áreas como criação de emprego e redução de impostos.
Leia maisRecortes inéditos da pesquisa Genial/Quaest mostram que os não polarizados têm maior incidência entre os mais pobres e aqueles que se consideram independentes — nem de direita, nem de esquerda. O diretor do instituto, Felipe Nunes, evita cravar o que eles valorizam, já que a pesquisa não entra nesse detalhe. Os dados gerais, no entanto, indicam o caminho.
“O que a estrutura do dado sugere, e aí é leitura minha, é que, por não responderem ao apelo ideológico, esses eleitores tendem a decidir por entrega concreta: renda, custo de vida, percepção de melhora de vida. É o eleitor que responde a resultado de governo, não a narrativas”, diz Felipe.
Atento à conjuntura
Analista de departamento pessoal, Lucas Sarmento, de 31 anos, é um farol para entender como pensam hoje os não polarizados: acredita que os dois lados têm pontos positivos e negativos. Já votou em Jair Bolsonaro e agora indica preferência por alguém de fora da polarização, mas, diante da conjuntura cristalizada, se prepara para escolher entre Lula e Flávio no segundo turno. Por causa da defesa do fim da escala 6×1, tende a votar no petista, apesar de ainda não estar decidido.

“No primeiro turno eu vou ver uma terceira opção, mas ainda nem sei direito quem são os candidatos”, afirma. “A redução da carga horária de trabalho foi uma pauta interessante, ainda mais que trabalho fazendo pagamento de funcionários que trabalham 6×1. E também já trabalhei nessa escala, então é algo que realmente faz a diferença na minha escolha.”
Hoje, segundo o resultado da Quaest, os eleitores neutros têm caminhado para Lula. Na aprovação de governo, por exemplo, o placar é de 51% a 40% dentro do recorte. Felipe Nunes alerta, no entanto, para a volatilidade desse eleitorado. Como não é calcificado, ele oscila de acordo com a percepção do momento político e econômico, sem convicções ideológicas.
“Por ser um eleitor que responde à conjuntura, esse saldo positivo é reversível. Lula melhorou agora, mas é exatamente o grupo que pode virar de novo se a percepção econômica mudar. É uma boa notícia para o governo, mas não é um voto consolidado”, pontua Nunes.
Por não ter a repulsa aos polos como algo basilar da forma de encarar as eleições, o brasileiro não polarizado desponta como a joia da coroa das campanhas. É ele que Lula e Flávio, além dos outros presidenciáveis, precisam conquistar.

“Não está “travado” contra nenhum dos lados de antemão. Nesse sentido, é o pedaço mais genuinamente disputável do eleitorado, e soma-se a ele a fatia dos 10% que rejeitam os dois polos. Mais de um terço do país não está preso a nenhuma das duas camisas”, aponta o diretor da Quaest.
O contador Mateus Souza, de 29 anos, é exemplar da volatilidade. Votou em Bolsonaro em 2018, mas migrou para Lula no segundo turno de 2022, após não escolher nenhum dos dois no primeiro turno: “Normalmente eu gosto de escutar ambos os lados, tento evitar ficar numa bolha”, diz.
Embora se enquadre na tendência e esteja agora mais inclinado para o petista, Souza demonstra ceticismo com a forma como algumas das principais bandeiras do Lula 3 são propagadas. Considera a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil uma medida “básica”, mas que foi vendida de forma populista pelo presidente. Também simpatiza com o Desenrola, apesar de não ver no programa uma solução perene.
O benefício da dúvida também é dado por Fernanda Araújo, paraibana de 29 anos que votou duas vezes no PT. Com a família tendo sido beneficiária do Bolsa Família, a educadora social enaltece a política de transferência de renda, mas o histórico pessoal não é suficiente para transformá-la numa petista convicta. Quer aguardar os debates entre todos os nomes que estão na briga para analisar o que será dito em áreas como segurança e saúde:

“Ainda é cedo para pensar em quem votar, estou acompanhando para ver um lado e o outro. Vou deixar isso mais para frente e avaliar o que melhor se encaixa com o que penso, mas sem tomar partido.”
Série histórica
O patamar das diferentes classificações — antipetista, antibolsonarista, neutros e contra os dois — segue relativamente estável ao longo dos meses, se considerada a margem de erro de dois pontos percentuais da Genial/Quaest. Levando em conta os números absolutos, no entanto, o antipetismo registrou a mínima da série histórica em junho, com 29%. O antibolsonarismo está em 31%.
Há divisões significativas por gênero. Embora os neutros representem percentuais parecidos entre mulheres (28%) e homens (26%), a diferença se acentua na parcela de antibolsonaristas e antipetistas em cada sexo. Entre elas, o grupo mais relevante é o que repele o universo ligado à família Bolsonaro, 35%; entre eles, o petismo tem a maior rejeição, 32%.
Na outra ponta se comparado com Fernanda, eleitora de histórico mais próximo ao PT, o jornalista Vicente Almeida, de 33 anos, acompanhou o “ovo da serpente” do bolsonarismo por meio dos vídeos do filósofo Olavo de Carvalho. Mas, durante período em que trabalhou como motorista de aplicativo, aprendeu a ouvir diferentes perspectivas e extraiu dali a leitura de que é melhor não se prender a um lado.
A fim de definir o voto, espera de Lula novas propostas econômicas e trabalhistas; de Flávio, medidas na direção da redução de impostos. “A partir do momento em que você vê o jogo como um técnico e não como um jogador, consegue enxergar melhor”, diz Almeida.
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