O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, disse, hoje, ao comentar o projeto de lei que estabelece uma idade mínima de 55 anos para a aposentadoria dos militares, que será uma “coisa lenta”, porque a “carreira é muito longa”, mas que os militares vão se “adaptar”.
O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou, mais cedo, a proposta ao Congresso, que ainda precisará analisá-la. A aposentadoria militar acontece quando há a passagem da ativa para a reserva remunerada. Hoje, são necessários 35 anos de serviço às Forças Armadas, mas não há idade mínima. “Isso vai para o plenário e depois vamos nos adaptar”, afirmou Múcio.
Leia maisO projeto faz parte do pacote de corte de gastos anunciado em novembro pelo Ministério da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo o ministro, “a dificuldade de mexer com esse negócio de aposentadoria de militar é que a promoção de militar é como procissão: se parar um na frente, para tudo atrás”.
Múcio afirmou que será preciso avaliar como será feita a adequação disso para evitar o que ele chamou de “empoçamento” na carreira militar. “Vão ter alguns postos que vão ficar empoçados em algum lugar: ou muito coronel quando não está precisando, ou muito major ou muito capitão. Isso nós vamos adequar porque tem que ser uma coisa lenta, porque a carreira é muito longa”, disse.
Ele explicou que o pedido feito por parte dos militares foi de mais prazo para evitar esse “empoçamento”, mas que o governo “preferiu precipitar” e agora eles tentarão se adaptar.
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