Morreu, hoje, aos 78 anos, o médico e ex-deputado estadual de Pernambuco Garibaldi Bezerra Gurgel. A informação foi divulgada pela Clínica Médica Santa Joana, em Palmares, instituição da qual Garibaldi era diretor médico. O velório será realizado ainda hoje, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), no Edifício Governador Miguel Arraes, com previsão de início a partir das 10h. As informações são do blog Amaraji Notícias.
Nascido em 14 de setembro de 1947, Garibaldi construiu uma trajetória que uniu a medicina e a vida pública na Mata Sul de Pernambuco. Médico com atuação na região há décadas, também teve uma longa passagem pela Assembleia Legislativa de Pernambuco. Registros históricos da Alepe mostram sua atuação parlamentar em diferentes legislaturas. A morte de Garibaldi encerra a trajetória de um profissional que teve participação expressiva na medicina e na política pernambucana, especialmente na Mata Sul, onde construiu sua carreira profissional e política.
Se as pesquisas de intenção de voto para presidente da República apontam liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na sua tentativa de reeleição, embora numa disputa acirrada com seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), o quadro que se reflete nas disputas estaduais para governador e senador parece ser mais conservador.
Como faz tradicionalmente, o Correio da Manhã levantou como está a disputa estadual com base nas pesquisas de intenção de voto mais recentes dos vários institutos. Só não foi encontrada pesquisa recente em Roraima.
O quadro com base nesses levantamentos demonstra que o PL, PSD e MDB poderiam hoje eleger até cinco governadores, considerando os estados em que lideram (embora haja empate com outros partidos em alguns deles). O PL poderia vencer no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rondônia e Mato Grosso. O PSD no Rio de Janeiro, Sergipe, Pernambuco, Maranhão e Amazonas. E o MDB no Espírito Santo, Alagoas, Pará, Amapá e Goiás.
Nos dois principais colégios eleitorais do país – São Paulo e Minas Gerais –, a liderança é de candidatos do Republicanos.
Para o Senado, a situação é mais disputada. Em diversos estados, há empate entre diversos candidatos que disputam as duas vagas de senador. E há também maior disputa entre os partidos que são aliados do hoje presidente Lula e os que fazem oposição.
As redes sociais deste blog, mais lido e pioneiro no Nordeste, continuam de vento em popa, registrando um dos maiores crescimentos no País. No Instagram, o recorde de 12 milhões de contas alcançadas, no último dia 14, já foi batido hoje, com o acréscimo de mais de dois milhões, chegando a 14 milhões de contas alcançadas em apenas 15 dias.
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Em política, às vezes a resposta mais contundente é justamente aquela que não precisa recorrer ao grito, à agressão ou à mentira. Foi o que João Campos fez, ontem, ao responder aos ataques da governadora Raquel Lyra: deu um verdadeiro tapa de luva. Elegante, firme e, sobretudo, à altura do que se espera de quem pretende governar Pernambuco.
Diante de uma ofensiva que tenta transformar as redes sociais em extensão de uma guerra política, João escolheu outro caminho. Em vez de reproduzir a lógica de um suposto “gabinete do ódio”, como fez a governadora ao postar um vídeo contra o candidato da Frente Popular, preferiu expor os fatos e reafirmar aquilo que deveria ser regra em qualquer campanha eleitoral: debate de ideias, respeito ao eleitor e compromisso com a verdade.
A frase central de sua manifestação foi cirúrgica: o homem apontado pela imprensa como suposto chefe do chamado Gabinete do Ódio do Governo de Pernambuco nunca foi seu amigo e jamais integrou sua equipe. Já a candidata que o ataca, segundo o próprio João, não pode fazer a mesma afirmação. É uma resposta simples, mas politicamente devastadora.
Porque desloca o debate da lama das acusações para uma pergunta objetiva: quem tem, de fato, relações políticas ou administrativas com as pessoas envolvidas nas denúncias? E é justamente aí que a governadora deveria concentrar suas explicações.
João poderia ter respondido na mesma moeda. Poderia ter escolhido o ataque pelo ataque. Poderia ter transformado suas redes em trincheira. Não fez isso. Preferiu uma frase que encerra o assunto com a serenidade de quem sabe que campanha eleitoral não pode ser uma disputa para ver quem consegue produzir o maior número de ataques.
E talvez seja exatamente isso que o eleitor esteja esperando: menos ódio, menos mentira e menos política feita para destruir o outro. Mais propostas, mais responsabilidade e mais respeito. No fim das contas, João Campos não precisou levantar a voz. Bastou manter a postura.
Carlos Siqueira diz que esquerda encerra ciclo com Lula e precisa se renovar
A esquerda brasileira precisa se preparar para uma nova etapa política e abandonar a ideia de que pode continuar operando com as mesmas referências de décadas atrás. A avaliação é de Carlos Siqueira, pernambucano que presidiu nacionalmente o PSB por 11 anos e lançou recentemente o livro O novo perfil eleitoral do Brasil – como vota o brasileiro. Em entrevista, ontem, ao podcast Direto de Brasília, ele analisou a perda de espaço da esquerda, o avanço do campo conservador e os desafios que, em sua avaliação, se impõem ao grupo político depois de Lula.
“Estamos encerrando um ciclo com o presidente Lula, que já deu sua colaboração, mas também é preciso que surjam novas lideranças. O capitalismo se renova permanentemente, e a esquerda precisa se renovar”, afirmou Siqueira. Para ele, o campo progressista perdeu espaço ao deixar de ocupar com clareza o papel de força transformadora. “Não podemos ser apenas a força da defesa do status quo. A esquerda sempre foi a força de transformação. Hoje quem está propondo transformação é a extrema-direita”, completou.
O ex-presidente do PSB situa 2018, com a eleição de Jair Bolsonaro (PL), como um marco importante dessa mudança. Segundo ele, o bolsonarismo trouxe para o centro da política valores conservadores que já existiam em parte da sociedade, mas permaneciam menos mobilizados eleitoralmente. “Ele politizou e ideologizou a política brasileira muito claramente, porque colocou valores extremamente conservadores, que estavam adormecidos em uma parcela da população, que encontrou eco naquele discurso conservador”, analisou.
Siqueira reconhece que a esquerda nunca foi majoritária no país e hoje depende de alianças mais amplas para disputar o poder. “Houve uma diminuição de espaço, estamos conscientes disso. Tanto que precisamos nos aliar às forças de centro e, às vezes, até com a direita”, declarou. O cenário regional, segundo ele, reforça a necessidade de adaptação: na América do Sul, Brasil e Uruguai são hoje as principais exceções em meio ao predomínio de governos de direita e extrema-direita.
A reeleição de Lula (PT), na avaliação do socialista, ainda pode abrir espaço para uma agenda de mudanças mais profundas. Siqueira defendeu um novo ciclo de industrialização, maior agregação de valor às exportações brasileiras, modernização da indústria e avanço na educação. “Se não elevarmos o nível da educação brasileira, não sairemos desse atraso. Estamos num país atrasado desse ponto de vista, precisamos pensar estrategicamente”, defendeu.
A mesma lógica aparece quando ele trata do Nordeste. Siqueira considera insuficiente uma estratégia de desenvolvimento apoiada apenas na expansão dos programas sociais e defende que a região avance em industrialização, energias renováveis e qualificação profissional. “Não é viver apenas de programas sociais. Esse é o pior dos mundos. O que precisamos é de desenvolvimento estrutural”, disse. Ao falar do Bolsa Família e de outras políticas de transferência de renda, acrescentou: “É lamentável que ainda precisemos de ajuda do Estado”.
Um dos pontos que Siqueira considera fundamentais nessa revisão estratégica é a relação da esquerda com o eleitorado evangélico. O tema aparece na pesquisa que serviu de base para seu novo livro. Para ele, esse público precisa ser compreendido para além das campanhas eleitorais, inclusive pelo papel social desempenhado pelas igrejas em áreas onde o poder público é ausente. “É um setor que precisa ser compreendido, não apenas durante as eleições, mas entendendo o papel social que desenvolvem hoje as igrejas evangélicas ou protestantes, inclusive pela ausência do Estado”, observou. “É um eleitor que vem das classes CDE, mais o público-alvo das políticas de esquerda”, concluiu.
STF como bandeira – O advogado especialista em Direito Eleitoral Geraldo Cristóvão Júnior analisou, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, ontem, o uso do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal como discurso político. Para o especialista, transformar o confronto com a Corte em uma bandeira eleitoral pode ser prejudicial ao sistema democrático. “Isso está virando propaganda: ‘eu sou o candidato contra o Supremo. Por isso, não vote nele, vote em mim’. Eu acho que isso é muito negativo para o sistema democrático”, afirmou. O advogado ressaltou que o eleitor pode discordar de decisões judiciais, mas defendeu o respeito às instituições e criticou a distorção dos fundamentos das decisões. “Eu posso até discordar do posicionamento de um ministro, mas eu tenho que entender que dessas decisões, a ampla maioria é bem fundamentada e, às vezes, essas fundamentações são distorcidas”, concluiu.
Lula diz que Lulinha provará inocência – O presidente Lula (PT) afirmou, ontem, durante sabatina do Jornal Nacional, da TV Globo, que acredita que seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, provará a inocência nas investigações das quais é alvo. O petista classificou como “ilações” as suspeitas levantadas até agora. Lulinha é investigado em três inquéritos da Polícia Federal, autorizados pelo STF, que apuram sua possível atuação para favorecer interesses privados junto ao Governo Federal. “Se o Fábio cometeu qualquer ilícito, ele terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro”, afirmou Lula. O presidente também garantiu que não interferirá nas apurações. “Eu não vou afastar delegado da Polícia Federal. Eu não vou fazer qualquer movimento para que meu filho seja beneficiado”, declarou.
Fotos com lobista – Na mesma entrevista ao Jornal Nacional, Lula afirmou que nunca viu nem conversou com a empresária e lobista Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal por sua relação com Lulinha e com o ex-chefe de gabinete presidencial Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. “Não conheço essa moça. Nunca vi essa moça na minha vida. Nunca conversei com essa moça”, declarou. Roberta, no entanto, mantém em seu perfil no Instagram pelo menos três fotografias publicadas em 2022 nas quais aparece ao lado do presidente, aparentemente em ocasiões diferentes. Em uma das postagens, chamou o registro de “foto da esperança”; em outra, defendeu “Lula no primeiro turno”.
Lula descarta privatizar os Correios – Ainda durante a sabatina, Lula (PT) descartou a possibilidade de privatizar os Correios, que acumulam prejuízo de R$ 15 bilhões nos últimos quatro anos. Segundo ele, a estatal perdeu espaço porque “não se adaptou aos novos tempos” diante do avanço das empresas privadas de entrega. Lula afirmou que a nova administração terá de promover o enxugamento necessário das contas e admitiu parcerias com empresas brasileiras ou estrangeiras. “Não considero vender os Correios”, declarou.
Vorcaro terá nova oitiva hoje – O depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, à Polícia Federal foi adiado novamente, ontem, desta vez por problemas técnicos na videoconferência da “Papudinha”, onde ele está preso preventivamente desde junho. A oitiva foi remarcada para a manhã de hoje e será a primeira desde que a PF recusou duas propostas de delação premiada apresentadas por sua defesa, por considerar insuficientes os elementos oferecidos. Vorcaro deverá ser questionado sobre a atuação de ex-diretores do Banco Central que, segundo as investigações, teriam prestado orientação ao banqueiro na tentativa de evitar a liquidação do Master, decretada em novembro de 2025. O depoimento já havia sido adiado na semana passada, a pedido dos advogados, que alegaram não ter acesso à íntegra dos autos.
CURTAS
HORÁRIO ELEITORAL – O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão começa hoje em Pernambuco e marca uma nova etapa da campanha para as eleições. Até 1º de outubro, candidatas e candidatos aos cargos de governador, senador e deputados terão espaço na programação das emissoras para apresentar propostas e buscar o voto do eleitor.
HORÁRIO ELEITORAL – O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) definiu a ordem de exibição e o tempo destinado a cada partido, federação e coligação. Na disputa pelo Governo de Pernambuco, a Frente Popular de Pernambuco, que tem João Campos (PSB) como candidato, terá o maior tempo: 4 minutos e 21 segundos. A coligação Pernambuco de Coração, de Raquel Lyra (PSD), terá 4 minutos e 3 segundos.
E-TÍTULO – O aplicativo e-Título ficará totalmente indisponível entre 8h30 e 18h de amanhã, informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A interrupção programada poderá durar nove horas e meia e faz parte dos preparativos tecnológicos para as Eleições Gerais de 2026. Durante esse período, os eleitores não poderão utilizar os serviços oferecidos pelo aplicativo. Por isso, quem precisar consultar informações ou acessar algum documento digital deve se organizar antes do início da manutenção.
Perguntar não ofende: A esquerda já começou a preparar o pós-Lula?
A líder do governo Raquel Lyra na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) deputada estadual Socorro Pimentel (PSD), declarou apoio, ao lado do esposo, o ex-prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel (PSD), à candidatura do senador Humberto Costa (PT) à reeleição.
A aliança surpreendeu pela relação estreita entre a parlamentar e a governadora Raquel Lyra. O apoio ao candidato da chapa opositora à da gestora mesmo com a candidatura do deputado federal Túlio Gadêlha, do mesmo partido, e do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) para o cargo, também chamou a atenção. As informações são do Blog da Folha.
Além dos aliados de Raquel Lyra, o senador também recebeu o apoio de Joaquim Neto (PSDB), ex-prefeito de Gravatá, no Agreste Central e de Dr. Pedro Alves (PSDB), prefeito de Iguaraci, no Sertão do Pajeú.
“Receber a confiança de lideranças tão representativas é motivo de grande honra e responsabilidade. Este apoio fortalece ainda mais nossa candidatura e amplia nossa capacidade de dialogar com cada canto, com cada região de Pernambuco. Seguiremos firmes, ouvindo as bases e trabalhando por um estado com mais oportunidades, dignidade e esperança para todos”, disse Humberto.
Com as novas adesões, a candidatura de Humberto Costa amplia sua presença em todas as regiões do estado, especialmente em áreas estratégicas do ponto de vista político-eleitoral.
O senador tem destacado o seu compromisso de construir uma candidatura plural e enraizada nas necessidades reais de cada município, e vem assegurando o empenho do seu mandato nas causas de interesse do estado.
O depoimento que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, daria à Polícia Federal nesta quinta-feira foi adiado por problemas técnicos no sistema de videoconferência.
Vorcaro falaria aos investigadores da carceragem do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, onde ele está preso preventivamente desde junho. Uma nova oitiva foi remarcada para a manhã desta sexta-feira. As informações são do jornal O GLOBO.
“A defesa aguardou até agora o restabelecimento do sinal estável para realização da audiência virtual, o que não foi possível. Desta forma, será designada nova data quando nosso cliente será ouvido sobre os fatos”, disse, em nota, o advogado Daniel Bialski, que representa Vorcaro junto com Sérgio Leonardo.
O depoimento havia sido inicialmente agendado para a semana passada, mas um primeiro adiamento já havia ocorrido a pedido da defesa, sob o pretexto de que eles ainda não tinham acesso à integra dos autos.
Seria a primeira oitiva de Vorcaro após a PF recusar duas propostas de delação premiada feitas por sua defesa. Os investigadores consideraram que os anexos entregues pelo banqueiro careciam de provas e eram “insuficientes” para trazer elementos novos às apurações.
A expectativa é que o banqueiro seja perguntado, quando o depoimento for remarcado, sobre a articulação dele junto a ex-diretores do Banco Central na tentativa de impedir que o Master fosse liquidado, o que acabou acontecendo em novembro de 2025.
Segundo as investigações, da PF dois ex-diretores do BC atuaram como “consultores” e “empregados” do banqueiro, orientando-o como ele deveria proceder a questionamentos feitos pela instituição financeira.
Na época em que o banco foi liquidado, Vorcaro foi detido pela primeira vez sob a suspeita de tentar fugir do país, o que ele nega. A liquidação extrajudicial foi decretada “em razão do comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a atividade bancária e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil”, diz ato assinado pelo presidente da autarquia, Gabriel Galípolo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, descartou nesta quinta-feira (27) a possibilidade de privatizar os Correios e afirmou que pretende recuperar a estatal, que acumula quatro anos seguidos de prejuízo. Em entrevista à Globo, Lula também disse que a dívida pública brasileira não o preocupa e defendeu que o crescimento da economia ajudará a reduzir o peso do endividamento.
Ao falar sobre a crise das estatais, Lula falou mais especificamente sobre a situação dos Correios, que acumulam quatro anos seguidos de prejuízo, em um rombo histórico de R$ 15 bilhões. O presidente afirmou que as dificuldades da empresa não são recentes e descartou a possibilidade de privatização. As informações são do g1.
“Desde 85 o Correio brasileiro vive em crise e alguém quer privatizar os Correios”, disse. Lula afirmou que pretende recuperar a estatal e que, caso seja reeleito, os Correios sairão do déficit.
“Não considero vender os Correios, não considero. Quero recuperar os Correios, sabe? E para ele prestar serviço de qualidade ao povo brasileiro. E ele pode fazer”, declarou.
Para Lula, os Correios têm importância estratégica por estarem presentes em todos os municípios brasileiros. O presidente reconheceu, porém, que a estatal não conseguiu acompanhar as transformações no mercado de entregas e o avanço de empresas concorrentes.
“Obviamente que os Correios são vítimas de uma crise, que ele não se adaptou a um novo tempo. Não se adaptou, surgiu muita empresa de fazer entrega e o Correio ficou na mesmice”.
Segundo Lula, a empresa está agora sob uma nova administração, encarregada de “fazer o enxugamento que for necessário”. Ele disse ainda que, se preciso, poderá buscar associações com empresas brasileiras ou estrangeiras para ampliar e melhorar os serviços oferecidos pela estatal.
“A gente quer um Correio prestando serviços junto com qualquer outra empresa”.
Entrevistado nesta quinta-feira (27) pela TV Globo, o presidente Lula (PT) afirmou que nunca viu nem conhece a lobista Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal por suspeita de tráfico de influência em negócios envolvendo o governo federal. A empresária é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, e também aparece nas investigações ao lado de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência. As informações são da Revista Veja.
“Nunca vi e nem sei quem é essa mulher”, disse Lula ao ser questionado sobre mensagens em que Roberta relatava ter sido convidada pelo petista para integrar o atual governo.
Apesar da declaração de Lula, Roberta mantém em suas redes sociais registros em que aparece ao lado do presidente. Em seu perfil, há ao menos três fotos dos dois juntos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta quinta-feira (27), que, por enquanto, acredita que Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, seu ex-chefe de gabinete, pediu empréstimo para a lobista Roberta Luchsinger.
A PF (Polícia Federal) investiga a lobista e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suposto tráfico de influência em inquéritos do STF (Supremo Tribunal Federal). A PF ainda identificou repasse, de valor não divulgado, da empresária a Marcola, ao analisar dados do celular de Roberta. As informações são da CNN.
“Não é adequado, é totalmente errado e o Marcola sabe o erro que ele cometeu. Não é papel do chefe de gabinete. Ele disse que tomou 249 mil reais de empréstimo, é o que está na imprensa, só ele sabe a verdade. Quando tiver uma acareação entre os dois, vai saber se houve empréstimo ou não. Por enquanto, acredito que ele pediu empréstimo”, disse Lula em entrevista ao “Jornal Nacional”.
“Agora é o seguinte, ele cometeu o erro, ele que vai pagar o erro. Era uma pessoa da minha total confiança […] agora cometeu o erro, paga o preço do erro cometido”, acrescentou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (27), durante entrevista da TV Globo com os candidatos à Presidência da República, que não considera o atual nível da dívida pública um motivo de preocupação. Ao responder sobre a trajetória do endividamento, Lula relacionou o cenário ao baixo crescimento econômico dos últimos anos e ao impacto da taxa de juros. “A mim não preocupa a dívida”, declarou.
Lula também citou os resultados fiscais de seus primeiros mandatos e afirmou que mantém o compromisso com o equilíbrio das contas públicas. “Se tem alguém nesse país que tem responsabilidade fiscal, sou eu”, disse. O petista acrescentou que sua equipe econômica trabalha com “muita responsabilidade fiscal” e defendeu que o crescimento da economia contribui para reduzir o peso da dívida em relação ao PIB.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (27), durante entrevista da TV Globo com os candidatos à Presidência da República, que não pretende romper politicamente com o senador Jaques Wagner (PT-BA) por causa das suspeitas envolvendo o aliado no caso Banco Master. “Não posso fazer política vivendo de ilações todo santo dia”, afirmou.
Lula defendeu que eventuais responsabilidades sejam estabelecidas a partir das apurações da Polícia Federal e da Justiça e afirmou que não considera uma investigação suficiente para atribuir culpa. Jaques Wagner nega ter recebido vantagens do Banco Master ou atuado em favor da instituição.