O Ministério da Saúde informou neste sábado (7) que afastou e iniciou o processo de exoneração do servidor responsável por um evento marcado por uma apresentação de dança considerada “inadmissível” pela pasta.
O fato, que provocou a reação de parte da classe política, aconteceu durante o 1º Encontro de Mobilização da Promoção da Saúde no Brasil. O evento foi realizado em Brasília durante esta semana. As informações são do G1.
Um vídeo gravado por participantes do encontro mostra uma mulher rebolando, virada de costas para a plateia. Em nota, o Ministério da Saúde disse que foi um episódio isolado.
“O Ministério da Saúde reforça que o episódio isolado não reflete a política da pasta nem os propósitos do debate sobre a promoção à saúde realizado no encontro”.
Segundo a ministra Nísia Trindade, o diretor do Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde, Andrey Lemos, assumiu integralmente a responsabilidade pelo ocorrido.
A pasta informou ainda que criou uma curadoria de eventos, vinculada ao gabinete da ministra, para avaliar “se as participações propostas estão adequadas com a conduta e com a missão institucional do Ministério da Saúde”.
‘Fui surpreendida’
Em vídeo publicado nas redes sociais, a ministra da Saúde disse que cumpria agendas em São Paulo no momento do episódio.
“Infelizmente, eu fui surpreendida pelo episódio de ontem e venho, por meio desse vídeo, me desculpar muito sinceramente pelo ocorrido e reiterar o compromisso do Ministério da Saúde de que seus eventos reflitam a conduta e a orientação da Pasta da Saúde e do Governo liderado pelo presidente Lula”, afirmou.
Na publicação, Nísia ainda reforçou o compromisso da pasta em fortalecer o SUS “com visão inclusiva, com respeito à diversidade e com a valorização e o reforço da democracia”.
A Associação Comercial da Bahia (ACB) promove, na próxima segunda-feira (21), mais uma edição do projeto Diálogos que Transformam tendo como palestrante convidado o cientista político e sociólogo Antonio Lavareda. O encontro será no formato de jantar-palestra, no Palacete Tira-Chapéu, no Centro Histórico de Salvador, e terá como foco os cenários políticos da Bahia e do Brasil às vésperas das eleições de 2026.
Lavareda apresentará a palestra “O Brasil às vésperas das urnas: uma leitura do cenário político de 2026”. A exposição abordará os movimentos da disputa eleitoral, o comportamento dos eleitores e as tendências identificadas pelas pesquisas de opinião. Também serão analisados fatores que podem influenciar as eleições nos níveis estadual e federal.
Lavareda é presidente de honra da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (ABRAPEL), sociólogo e cientista político. Doutor em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) e autor de 15 livros. Sua trajetória inclui pesquisas de opinião, comportamento eleitoral e análise política. Ao comentar o cenário para 2026, Lavareda destaca a quantidade de fatores que podem influenciar a disputa presidencial.
“A análise da 10ª eleição presidencial da Nova República exige combinar múltiplas dimensões que se articulam em um painel de grande complexidade. Economia, identitarismo, segurança, escândalos, Trump… estão presentes no quadro de referências da população e disputam o papel do que será mais decisivo no resultado desse pleito”, afirma.
O jantar terá 100 vagas, com investimento de R$ 500 por pessoa. Parte da arrecadação será destinada às obras de restauração do teto do Palácio da Associação Comercial da Bahia, no Comércio. A iniciativa conta ainda com a parceria do LIDE Bahia e do portal Política Livre.
O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal, Milton Leite (União Brasil), é alvo de uma operação que mira a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) no sistema de transporte coletivo em São Paulo. A ação denominada Operação Vectura Corrupta acontece na manhã desta quinta-feira (17). Até o momento, nove suspeitos foram presos.
Entre os presos estão Júlio Salvador Filho; Claudionor Aparecido Sabino Tomaz; Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans; Carla de Paula Muller, esposa de “Granada”, do PCC; Edivania Arruda Botelho Alves; André Cassali; José Ronaldo Alves de Sales; Edson Antonio de Souza; e Danilo Marco Morgado Silva, candidato a deputado estadual pelo PL (Partido Liberal). São cumpridos 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão durante a ação. Milton Leite é alvo de mandado de prisão. As informações são da CNN Brasil.
A operação é realizada pela Polícia Civil de São Paulo e pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo). Segundo as investigações, o ex-vereador é citado nominalmente por diversas vezes como responsável direto pela operação de algumas das empresas controladas pelo PCC. “Somado a isso há declarações de policiais militares em procedimento junto ao Tribunal de Justiça Militar, que o mesmo seria o dono de fato da empresa Transwolf”, apontam as autoridades.
Investigações, “Sintonia Restrita” e “Sintonia dos Gravatas”
De acordo com as autoridades, elementos indicam que os investigados alvos dos cumprimentos dos mandados integram o PCC e alguns tem funções de liderança. A investigação é desdobramento de outra operação anterior, denominada “Decúrio” e realizada em agosto de 2024.
Na época, identificaram uma complexa rede de informações da qual o PCC usa para manter a comunicação entre os integrantes, presos ou nas ruas, ao utilizar inclusive de advogados.
Na ocasião foram identificadas lideranças da organização criminosa vinculadas às denominadas “Sintonia Restrita” e “Sintonia dos Gravatas”, bem como um projeto de infiltração de agentes do crime organizado nas eleições municipais daquele ano (2024), lançando candidatos aos cargos em disputa, bem como, o possível envolvimento de ao menos uma servidora municipal de investidura temporária (comissionada) com um membro do alto escalão do Primeiro Comando da Capital.
Nessa nova fase, novamente foi detectada a atuação de advogados em conluio com o crime organizado. Da mesma forma foi identificada a contaminação, pelo crime organizado, de empresas de transporte coletivo de passageiros na capital e no interior, com a participação ativa de parte dos investigados até aqui identificados.
De acordo com as investigações, a análise do conteúdo do material permitiu a identificação de possível infiltração da organização criminosa no sistema de transporte público da capital. Foram identificadas pelo menos 12 empresas de transporte coletivo de passageiros em operação na Cidade de São Paulo, que seriam controladas direta ou indiretamente pelo PCC.
PCC e o financiamento de campanhas políticas
Segundo as investigações, ainda foi identificado o intenso envolvimento do PCC no financiamento de campanhas políticas nas eleições para prefeitos e vereadores de 2024.
Dentre os investigados com prisão decretada, há um ex-servidor da Prefeitura de São Paulo, que atuava na SPTrans, um candidato a Deputado Estadual e três advogados, além de outras pessoas atuantes na organização criminosa. As diligências ocorrem em São Paulo (capital), Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.
Posicionamento de Milton Leite
O ex-vereador Milton leite afirmou que não está foragido, mas sim em viagem. Ele ainda disse que se apresentará às autoridades em até 24 horas e provará inocência. Veja posicionamento na íntegra:
“Estou em viagem, não estou foragido, e vou me apresentar às autoridades em até 24 horas.
Vou provar minha inocência em todas as acusações.”
Posicionamento da Prefeitura de SP
“A intervenção determinada pela Prefeitura de São Paulo na Transwolff, em abril de 2024, foi uma medida firme e decisiva para proteger o sistema municipal de transporte. Na mesma ocasião, a administração municipal também determinou, por iniciativa própria, a intervenção na UPBus, mesmo sem qualquer solicitação da Justiça.
Desde o início das investigações, a Prefeitura agiu com rigor, inclusive encerrando contrato a fim de preservar o interesse público e garantir que a população não fosse prejudicada.
A Prefeitura reforça que, na ocasião, também foi aberto um processo pela Controladoria Geral do Município contra a Transwolff e a UPBus e, desde então, atua em conjunto com o Ministério Público e a Polícia Civil no processo investigatório.
A operação realizada nesta quinta-feira (17) reforça a gravidade dos fatos que motivaram as providências adotadas pela Prefeitura. A administração colabora integralmente com o Ministério Público, fornecendo todos os documentos e esclarecimentos necessários.”
A sessão da última terça-feira do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) envergonhou não só a mais alta corte do país, como também os brasileiros. Uma Justiça que decidiu não investigar alguns dos seus membros diante de acusações gravíssimas de corrupção, não tem autoridade para mais nada. Não dá para confiar num Judiciário em que determinados ministros do STF tentam interferir diretamente, via Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no encaminhamento desta eleição presidencial de 2026, semelhante ao que ocorreu em 2022, quando a interferência facilitou ilegalmente a vitória do atual governante que disputa agora a reeleição.
A falta de credibilidade da Corte Suprema é coisa antiga, principalmente em relação a eleições. Há que se lembrar que a impressão do voto foi aprovada no Congresso em 2015 com a justificativa de garantir meios para embasar eventuais auditorias nas urnas eletrônicas. A então presidente Dilma Rousseff chegou a vetar a medida, alegando, entre outros pontos, o “alto custo” de implementação, de R$ 1,6 bilhão, segundo o TSE. O veto, entretanto, foi depois derrubado pelos parlamentares.
Em 2017 chegou a ser apresentado ao TSE um protótipo de urna eletrônica agregada ao registro em papel do voto do eleitor. A ampliação da segurança do voto, permitindo uma conferência documental, foi descartada sob o argumento fajuto da então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que disse haver o risco de o sigilo do voto ser violado. Seria o caso, por exemplo, das pessoas com deficiência visual, que necessitam de auxílio para verificar as informações no voto impresso.
Então, as sumidades eleitorais do STF decidiram declarar, por maioria, inconstitucional a impressão de um comprovante de votação pela urna eletrônica, conforme previa a minirreforma eleitoral de 2015. Desse modo, a urna permaneceu sem mudança desde quando começou a ser usada em 1996, permitindo a manipulação fraudulenta dos votos só com os registros eletrônicos. Assim, o argumento da suposta defesa do direito dos eleitores deficientes visuais estigmatizou injustamente este grupo. Nesta eleição de 2026 eles são menos de 1% dos 155 milhões de votantes, em torno de 100 mil, segundo o TSE. Por uns poucos, as eleições ficam inviabilizadas de conferência posterior em base real, no papel, como quis o STF.
Em 2021, o Congresso voltou a discutir a inclusão de registro em papel do voto na urna eletrônica. Foi formada uma Comissão Especial para discutir a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que ampliaria a segurança do voto. A discussão avançou para aprovar o registro do voto também em papel, num espaço agregado à urna que deixava só o votante ter a certeza de que votou certo. Ele saía da seção eleitoral sem qualquer comprovante que ficava ao lado da máquina, mantendo o sigilo da cédula.
A possibilidade de mudança arrepiou o então presidente do TSE, ministro do STF Luís Roberto Barroso. Exacerbando sua função, ele foi fazer lobby no Congresso para que a ampliação da segurança do voto fosse rejeitada. A PEC estava para ser aprovada pelos integrantes da comissão quando os partidos decidiram, a pedido de Barroso, trocar os parlamentares votantes e mudar a orientação. Foi derrotado, antes quase aprovado, o parecer do deputado Felipe Barros e votado o do deputado pernambucano Raul Henry, colocado de última hora para cumprir a tarefa, mesmo contrariando seu mentor Jarbas Vasconcelos, dando vitória à orientação determinada pelo intruso Judiciário.
Raul Henry, sob o mando do TSE, disse em seu relatório que o comprovante impresso, proposto pela PEC da deputada Bia Kicis, não pode ser um instrumento de eventual auditoria, mas o elemento central do processo, abolindo, na prática, o voto eletrônico. “No modelo do relator Felipe Barros, a urna eletrônica converte-se apenas em uma ‘caneta’, bastante cara ao contribuinte inclusive, para o preenchimento da cédula impressa.”
Segundo o ex-deputado, que não conseguiu a reeleição em 2022, “a proposta de que a apuração seja realizada na própria seção eleitoral aumentará exponencialmente as chances de fraude e tumulto nas eleições. Temos, hoje, no Brasil, quase meio milhão de seções eleitorais, muitas delas em áreas remotas, de difícil acesso, algumas sem acesso à energia elétrica e outras sob o controle ou forte influência de oligarquias e do crime organizado. Além disso, nem os partidos nem os órgãos de controle terão estrutura para acompanhar tantas seções e o número de pessoas em contato com as cédulas impressas será multiplicado exponencialmente”. Exatamente o discurso proposto pelo presidente Barroso, do TSE.
No trecho final do seu relatório de 6 de agosto de 2021, Raul Henry disse que a mudança constitucional que estava para ser aprovada pelo parecer derrotado representaria o maior golpe na segurança jurídica das eleições que já se viu desde a promulgação da Constituição de 88. “A população brasileira, depois de vinte e cinco anos da utilização da urna eletrônica, reconhece e testemunha a conquista que ela representa. Diferentemente do período em que o voto era em papel, não há nenhuma confirmação de uma única fraude nesse período, e mais, não houve sequer uma única suspeita fundamentada nesse longo quarto de século. Nosso objetivo, enquanto sociedade, é continuarmos defendendo a democracia, a segurança nos processos eleitorais, sem negar ou combater os avanços já conseguidos”.
De fato, desde 1996 não há qualquer confirmação de fraude nas urnas eleitorais. Mesmo porque elas, pela configuração do seu sistema, não permitem a investigação. Embora o próprio TSE já tenha sido vítima de hackers em eleição anterior, segundo o próprio tribunal, não alterou em nada a totalização dos votos do pleito. Temos que acreditar?
Há, na verdade, uma resistência grande do consórcio PT, Fórum de São Paulo, STF e a tradicional imprensa para manter o atual estado de coisas: crise econômica, insegurança pública, censura e prisão aos oposicionistas e cerceamento de liberdades individuais. Como Belchior canta em sua música ‘Como Nossos Pais’: “Você que ama o passado/ E que não vê/ Que o novo sempre vem”. É isso.
A menos de 20 dias para o primeiro turno das eleições que irão definir o rumo do estado pelos próximos quatro anos, a governadora Raquel Lyra (PSD) segue enfrentando problemas internos nos setores de comunicação e articulação política da campanha. Entre os mais recentes episódios, e para a surpresa de um total de zero pessoas, está mais uma declaração atrapalhada do primo e coordenador-geral do projeto de reeleição da pessedista, André Teixeira Filho, ex-secretário estadual de Mobilidade e Infraestrutura.
Ainda que ciente da expressividade política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Pernambuco, que, segundo a última pesquisa do Datafolha (PE-04411/2026 e BR-01833/2026) obteve 62% das intenções de voto no estado, contra apenas 27% de Flávio Bolsonaro (PL), Andrezinho, como é conhecido no meio, voltou a reafirmar a posição de neutralidade de Raquel em relação ao cenário nacional.
Não que isso seja um fato novo, dado o histórico da governadora de permanecer em cima do muro quando cobrada por posicionamentos político-ideológicos, mas largar Lula à própria sorte diante de tantos investimentos federais no estado, na reta final da campanha, é dar mais um tiro em um pé que hoje mais parece uma peneira diante de tantos equívocos.
Aparentemente descrente na possibilidade da reeleição de Lula, o coordenador-geral da campanha de Raquel limitou-se a dizer que, caso vença o pleito de outubro e venha a governar o estado por mais quatro anos, a prima vai “pedir ajuda em Brasília ao próximo presidente eleito”. É inegável a contribuição que o petista deu a Pernambuco neste terceiro mandato, tendo sido diretamente responsável por muitos dos investimentos e projetos que Raquel, equivocadamente, tentou chamar de seus. Virar as costas a quem foi chamado de aliado no período de pré-campanha e agora ignorado como candidato soa, no mínimo, como oportunismo eleitoral.
Antes tarde do que nunca, mas não menos importante, vale recordar que André Teixeira Filho que instrui a governadora Raquel Lyra a continuar se esquivando de declarar apoio a Lula é o mesmo que, na semana passada, disse que a governadora não precisaria “pisar no Recife” para conseguir ser reeleita. E o mesmo que comandou a pasta responsável por fiscalizar o serviço de transporte intermunicipal que, durante a gestão atual, fez vistas grossas e deixou de fora a Logo Caruaruense, empresa cujo dono à época era o tio João Lyra, pai de Raquel.
No fim das contas, entre tantos atropelos, parece que enquanto a oposição aponta inconsistências no discurso, Andrezinho trabalha com mais força ainda para empurrar a reeleição de Raquel para o abismo.
Soube, há pouco, que a desarrumação da campanha de reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD) não é exclusividade da majoritária. Na proporcional, existem indícios de um caldeirão de problemas no Avante. Tudo porque Túlio Gadêlha, candidato a senador por um outro partido, o PSD, é quem de fato está mandando em tudo no Avante, presidido pelo ex-deputado Sebastião Oliveira, candidato a uma vaga na Alepe.
As inteferências de Gadêlha teriam apenas um objetivo: garantir a eleição do ex-deputado Maurício Rands, herdeiro do seu espólio eleitoral no Estado. Por ter levado a maior parte dos candidatos para montar a chapa proporcional do Avante, Túlio passou a ter super poderes na legenda, inclusive sobre a distribuição do fundo partidário.
Não consegui localizar o delegado Resende, candidato a deputado federal pelo Avante, depois de apurar que seria um dos mais insatisfeitos com o tratamento diferenciado dado por Túlio a Rands. Soube que Resende estaria para desistir da candidatura e estaria protocolando uma ação de investigação eleitoral para questionar as razões do poder exagerado de Túlio Gadêlha, um alienígena no partido.
Na mesma ação, Resende fala em malversação de dinheiro público sob os olhares complacentes da presidência estadual do avante. Os Oliveiras, em comum acordo com Túlio, também teriam interferido em uma chapa de deputado estadual na Paraíba, prejudicando mulheres e as cotas raciais.
Se Resende desistir, pode inviabilizar a eleição de Rands, já que teria no mínimo entre 15 a 20 mil votos. Essa votação garantiria, na contabilidade dos votos da chapa de federal, a eleição de um deputado, que no caso, pelo privilégio a ele dado por Túlio, seria o próprio Rands. E se Resende jogar a toalha, é provável que outros candidatos a federal da mesma chapa também desistam.
É muito estranho, diga-se de passagem, que um político não filiado ao Avante, no caso Túlio Gadêlha, detenha o poder de controlar o fundo eleitoral. “Isso é malversação de dinheiro público. Afinal, o fundo eleitoral é constituído pelos nossos impostos”, disse um advogado consultado pelo blog.
Cerca de 150 estudantes da rede municipal do Cabo de Santo Agostinho vão acompanhar, no próximo sábado (19), a partida entre Sport e Juventude, na Ilha do Retiro. A ação faz parte do projeto Torcedor Nota 10, que oferece ingressos gratuitos a alunos da rede pública para assistir aos jogos do clube em um espaço reservado. Ontem (16), a comitiva do Sport foi recebida pelo prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral, para apresentar o projeto durante atividade na quadra da Escola Municipal Antônio Benedito da Rocha, em Garapu.
O Cabo é o segundo município a participar da iniciativa. Em alusão ao Mês da Pessoa com Deficiência, estudantes com deficiência e neurodivergentes terão prioridade. A apresentação do projeto ocorreu na quadra da Escola Municipal Antônio Benedito da Rocha, em Garapu, e contou com a participação do volante Fábio Matheus, do atacante venezuelano Kervin Andrade, que ainda não estreou pelo Sport, e do mascote do clube.
“É com muita alegria e agradecimento ao prefeito Lula Cabral e ao secretário de Educação Isaltino que estamos aqui no Cabo para fazer a segunda rodada do nosso projeto Torcedor Nota 10. Vamos levar os estudantes da rede pública municipal da cidade para assistir a um jogo na Ilha do Retiro, dando uma especial atenção para os estudantes neurodivergentes ou que tenham alguma necessidade, para que eles conheçam e vivam um pouco a experiência de estar em um estádio de futebol”, comentou Felipe Ximenes, CEO do Sport.
Para o prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral, a parceria aproxima os estudantes de experiências fora da sala de aula. “Esse projeto é muito importante e temos o maior prazer em ser o segundo município a participar. Preparamos uma camisa maravilhosa para nossos estudantes que irão assistir ao jogo no sábado”, ressaltou.
A equipe econômica vai apresentar ao presidente Lula, nos próximos dias, a proposta de um novo programa para a redução do endividamento das famílias. Em entrevista exclusiva ao jornal “Extra”, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, antecipou que a ideia é fazer uma espécie de “leilão” para que o governo viabilize a recompra, com deságio, de dívidas antigas dos consumidores.
Mas, diferentemente do que o ocorreu no Desenrola 1, no início do mandato de Lula, o consumidor não teria de fazer essa renegociação na plataforma. O próprio governo realizaria o leilão.
A iniciativa ocorre às vésperas das eleições e num momento em que a inadimplência das famílias brasileiras segue em patamares recordes, apesar de os dois programas anteriores do governo para atacar o problema, o Desenrola 1 e o Desenrola 2, terem alcançado 19 milhões de brasileiros. E num contexto de avanço da oposição nas pesquisas eleitorais e de piora de avaliação do governo pelos brasileiros. Segundo os dados mais recentes do Banco Central, a inadimplência dos consumidores em julho chegou a 5,8%,o maior patamar desde março de 2011.
Impacto da pandemia
Duringan afirmou que o foco do novo programa será em dívidas antigas ou nos débitos que mais dificultem a retomada do crédito pelos brasileiros que estão inadimplentes. O ministro avalia que as origens do elevado endividamento das famílias remontam à crise econômica e às dificuldades do período da pandemia da Covid.
Por isso, programas como o Desenrola e outros para reduzir o endividamento precisam ser feitos com recorrência. “Vamos propor ao presidente que ele faça uma política para limpar o nome, principalmente das dívidas mais antigas, que os próprios bancos, as próprias empresas de prestação de serviços, já perderam a esperança de cobrar”, afirmou o ministro.
O primeiro Desenrola alcançou dívidas bancárias e de contas de consumo (luz, gás, etc.) por meio de uma plataforma de renegociação, aberta após um leilão que definiu quais credores seriam contemplados, conforme o desconto oferecido.
No segundo Desenrola, o foco era exclusivo em dívidas de crédito bancário. O débito era renegociado com o próprio banco, a partir de faixas de desconto estabelecidas pelo governo, que se tornou o garantidor dessas operações. Agora, segundo Durigan, o objetivo será atacar as dívidas antigas.
Uso na campanha
O desenho do programa ainda está sendo finalizado pelos técnicos e será apresentado ao presidente Lula nos próximos dias, para, segundo Durigan, possa ser levado para a campanha.
A ideia é que os consumidores que hoje estão numa situação melhor de renda e emprego consigam se livrar de débitos antigos que, por conta dos juros altos, acabaram se tornando impagáveis e deixaram essas pessoas com o nome negativado.
Essas dívidas seriam recompradas, sem que o consumidor precisasse fazer a renegociação. Por isso, o nome Desenrola talvez não seja usado novamente.
“No Desenrola 1, a gente chamou as pessoas para fazer o match dentro da nossa plataforma. As pessoas tinham que entrar e aceitar aquela negociação. Estamos caminhando para um modelo em que a gente faça o leilão e viabilize a compra dessa dívida com um deságio alto para não ter grande impacto nas contas públicas.”
Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quinta-feira (17) mostra Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) empatados tecnicamente nas intenções de voto tanto no primeiro quanto no segundo turno.
Nas intenções de voto para o primeiro turno, Raquel Lyra (PSD) aparece 48,7%, contra 45,6% de João Campos (PSB). Na simulação de segundo turno, a atual governadora soma 51,1%, contra 47,3% do adversário.
O instituto ouviu 1.793 eleitores em Pernambuco entre os dias 11 e 16 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é PE-02989/2026.
1º turno – estimulada (quando é apresentada uma lista de candidatos)
A eleição para o Governo de Pernambuco se torna ainda mais acirrada e fica claro que a decisão fica em quem errar menos. A grande novidade da última semana foi o chamado caso do “fura-teto” do salário de governador. O assunto ganhou tamanha dimensão que Raquel precisou se justificar em seu próprio programa eleitoral.
O caso, no entanto, não aparece isolado. Na última quarta, um policial civil da ativa é suspeito de ter disparado tiros no evento de Flávio Bolsonaro no Recife, atingindo uma pessoa, seria fornecedor da campanha de Lyra, tendo recebido R$ 2,5 milhões.
A necessidade de responder publicamente a esse episódio revela o tamanho do desgaste político que uma controvérsia dessa natureza pode provocar. Afinal, a discussão não envolve apenas números ou regras administrativas, mas a relação entre os privilégios de quem governa e as dificuldades enfrentadas por milhares de pernambucanos.
Salário e policial recebendo milhões, mesmo enquanto está como servidor ativo, colocam a campanha em um patamar mais baixo. No caso do salário, o tema ultrapassou o terreno da disputa eleitoral.
A governadora já é cobrada pela Justiça a apresentar explicações, e o caso deverá chegar à Suprema Corte. É um desdobramento que amplia a dimensão institucional da controvérsia e mantém a remuneração da chefe do Executivo sob escrutínio público.
Já o policial civil seria sócio-administrador da empresa Rede de Negócios e Produção de Eventos LTDA, que teria recebido R$ 2,5 milhões da campanha de Raquel Lyra, conforme dados da prestação de contas eleitoral. O caso reúne questões que precisam ser examinadas separadamente: a participação do policial no episódio dos disparos, a atuação de sua empresa na campanha, a compatibilidade dessa atividade com seu vínculo funcional e a regularidade dos pagamentos realizados.
Quando surgem questionamentos dessa natureza, o eleitor tem o direito de conhecer os contratos, os serviços efetivamente prestados, os critérios de contratação e a compatibilidade das atividades com o cargo público.
E quando esses episódios se somam a uma disputa eleitoral em que os levantamentos mostram oscilações e aproximação entre os candidatos, a cobrança por esclarecimentos ganha ainda mais relevância política.
Isso não significa presumir que os fatos investigados sejam verdadeiros em todas as suas dimensões, nem atribuir responsabilidade criminal antes da conclusão das apurações.
Significa reconhecer que os ocupantes de cargos públicos têm o dever de prestar contas e que as campanhas devem estar preparadas para responder a questionamentos legítimos.
Levantamento AtlasIntel/Bloomberg divulgado nesta quinta-feira (17) mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 47,2% das intenções de voto contra 46,8% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual 2º turno da corrida presidencial. Brancos, nulos e os que não sabem em quem votar somam 6%.
O levantamento entrevistou 5.018 eleitores, de 11 a 16 de setembro de 2026. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos. O grau de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06221/2026. Custou R$ 75.000,00, pagos com recursos próprios.
A pesquisa simulou outros quatro cenários de 2º turno para presidente, todos com Lula na disputa.
Eis os resultados:
1º turno
Os eleitores brasileiros também foram consultados sobre o 1º turno da corrida presidencial. Lula lidera com 44,1% das intenções de voto, contra 41,7% de Flávio.
Eis os resultados:
Aprovação do governo
A pesquisa AtlasIntel também inquiriu os eleitores sobre a aprovação do presidente Lula.
Eis as respostas:
Avaliação do governo
Os eleitores também avaliaram o desempenho do governo federal.
Eis o resultado:
Rejeição
A pesquisa AtlasIntel também fez a seguinte pergunta aos entrevistados: “Em qual dos políticos listados abaixo você não votaria de jeito nenhum?”.
Deus levou hoje o ex-vereador Alvinho Patriota, irmão do meu amigo Gonzaga Patriota, um dos sertanejos mais autênticos que já conheci e convivi, daqueles que nunca se renderam aos apelos da Canaã, a terra prometida, que se chama São Paulo. Salgueiro está enlutada. Foi a cidade em que Alvinho nasceu, amava e de lá nunca arredou o pé.
Convivi pouco com Alvinho. Na sua família, sou mais próximo de Gonzaga Patriota, irmão dele. Mas todas as vezes em que botei os pés em Salgueiro, sua pátria idolatrada, me estendeu tapete vermelho. Era um gentleman, leitor voraz do meu blog, defensor intransigente das causas do Sertão e da sua gente.
Vez por outra, me pedia para assumir movimentos em defesa do Alto Sertão. Chegou a transmitir o meu programa Frente a Frente na rádio Vida, de sua propriedade. Tínhamos um amigo em comum, o jornalista Machado Freire, outro salgueirense ardente e apaixonado pela terra. Alvinho era do bem, tinha um coração em que cabiam milhões de amigos, como diz a canção de Roberto Carlos. Ganhou a confiança do povo da sua terra para quatro mandatos de vereador.
Seu sonho maior, entretanto, virou pesadelo: sentar na cadeira de prefeito. Disputou apenas uma eleição majoritária, mas mesmo com o irmão Patriota em alta, prestígio em Brasília, não materializou o projeto. Isso, porém, nunca engessou sua disposição de continuar trabalhando em favor de Salgueiro.
Logo cedo, liguei para Patriota. O localizei em São Paulo, arrasado com a morte do irmão querido. Revelou-me que tinha por Alvinho uma grande admiração, não apenas pelo companheirismo, mas sobretudo pelo elevado espírito público e pela sua disposição de servir ao povo salgueirense.
Alvinho foi um lutador. Como escreveu Machado de Assis, a vida sem luta é um mar morto no centro do organismo universal. A beleza da vida às vezes se perde nas sombras, mas é reconfortante saber que existem pessoas, como Alvinho, que trazem a luz de volta.
Felipe Santa Cruz critica sessão do STF e alerta para risco de eleição pautada pela Corte
O ex-presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, classificou como um “desserviço ao Brasil e à própria Corte” a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) da última terça-feira (15), marcada por embates entre ministros durante a discussão dos casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça. Em entrevista, ontem, ao podcast Direto de Brasília, o advogado pernambucano avaliou que a polarização política chegou ao Supremo e contaminou o debate institucional.
Santa Cruz afirmou ter acompanhado a sessão “com muita preocupação” e criticou especialmente o tom adotado pelos ministros. “O STF teve uma tarde de muita agressividade. Em vários momentos, a sessão passou do que era aceitável”, disse. Para ele, houve “excessos de parte a parte” e faltou a solenidade compatível com o papel desempenhado pelo tribunal. “O STF não só é a Corte Magna da República, como também é quem fala por último, inclusive no conflito entre os outros Poderes. Então, há que se resguardar uma certa solenidade, que foi abandonada na terça-feira”.
A maior preocupação do ex-presidente da OAB está nos reflexos da crise sobre o processo eleitoral. Para ele, é perigoso que o Supremo tenha se tornado um dos principais assuntos de uma eleição presidencial que permanece fria nas ruas. “O tema que vejo nas rodas de conversa é o STF. E isso é muito perigoso, porque o Supremo é o pilar maior que sustenta a democracia brasileira. Ter uma eleição pautada no STF coloca em risco a própria democracia e o Estado Democrático de Direito”, declarou.
As divisões políticas, segundo Santa Cruz, também alcançaram a OAB. Ele rejeitou, entretanto, as críticas de que a atual direção da entidade estaria se omitindo diante da crise. Para o advogado, uma instituição formada por cerca de 1,5 milhão de profissionais inevitavelmente espelha parte das divergências existentes na sociedade. “Não acho que a OAB esteja se omitindo. Acho naturais as divergências, porque a OAB também espelha a polarização da sociedade brasileira, que hoje também está no Supremo, está no Congresso Nacional, está no Executivo e está em todas as esquinas”.
Nesse ambiente, o ex-presidente da entidade defende que a crise seja aproveitada para discutir mudanças estruturais no Judiciário. Entre elas, citou regras sobre a conduta de magistrados, limites ao tempo de permanência em determinados postos e restrições à atuação de parentes de integrantes dos tribunais. “É hora de fazer uma reforma que enfrente sistemas, trate da conduta de magistrados, do exercício de advocacia de seus parentes, do tempo e limitação de exercício. É um momento que pode ser útil para o futuro do Brasil, para não acreditarmos em super-heróis”.
Sobre a atuação de familiares de ministros como advogados, foi ainda mais específico. Santa Cruz considera que parentes de magistrados deveriam ser impedidos de advogar no tribunal do qual o familiar faz parte, sem que isso inviabilize o exercício da profissão nas demais Cortes do país. “Acho que é um erro, trouxe sombra. E eu não estou aqui duvidando da ética dos envolvidos. Mas acho que à mulher de César não basta ser honesta, ela tem que parecer honesta”, ponderou. “Por que não usar esse momento para afastar daquele tribunal o parente de quem está exercendo a magistratura?”.
Santa Cruz também questionou o grau de exposição pública dos julgamentos e disse ser crítico à transmissão de todas as sessões pela TV Justiça. Na avaliação dele, a exposição permanente aproxima decisões judiciais das paixões políticas das ruas e reduz a distância institucional que deveria cercar o tribunal. “É muito ruim transformar um julgamento do Supremo em papo de bar. Deveria haver, nesse repensar institucional, um caminho de preservar mais os tribunais dessas paixões que estão na rua. No primeiro momento, podem ser aplaudidos, mas as paixões de hoje cobram demais amanhã”.
Político “vira-lata” – Em ato de campanha em Ceilândia, no Distrito Federal, o presidente Lula (PT) acusou Eduardo Bolsonaro de atuar nos Estados Unidos contra o Brasil e associou diretamente a movimentação do ex-deputado à candidatura presidencial do irmão, Flávio Bolsonaro (PL). “Esse mesmo cidadão do outro lado mandou o irmão dele para os Estados Unidos para tramar contra o Brasil”, afirmou. Lula chamou Eduardo de “traidor da Pátria” e emendou: “Esse país não comporta político vira-lata”. O petista disse ainda que, durante viagem aos Estados Unidos para a Assembleia Geral da ONU, pretende pedir ao presidente Donald Trump que não interfira nas eleições brasileiras.
“Ameaça à segurança mundial” – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusa o Brasil de ter falhado no combate às facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), incluídas recentemente pelos EUA na lista de organizações terroristas. As afirmações estão em documento divulgado pelo Departamento de Estado nesta quarta-feira (16). Trump pede que o governo Lula adote, “com urgência, medidas enérgicas para enfrentar” os grupos, que, segundo o relatório, representam “uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo”. Diplomatas brasileiros avaliam que o documento reforça o viés da política externa de Trump na América Latina e que há seletividade da Casa Branca. Na terça (15), o presidente Lula afirmou que membros de facções criminosas são “terroristas para a população” e diferenciou o “terrorismo de Estado”, mencionado por Trump, do “terrorismo de narcotráfico”.
Portas abertas – Em passagem pelo Recife, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) evitou declarar apoio a um nome na disputa ao Governo de Pernambuco e disse que, caso chegue ao Palácio do Planalto, o Estado terá “portas abertas” em Brasília. Durante a chegada ao comício, no Centro do Recife, Flávio dançou ao lado do candidato ao Senado Mendonça Filho (PL). Os dois dançaram ao som de jingles da campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ainda, Flávio afirmou que os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino atuam pelos interesses de Lula e frisou que pretende nomear cinco ministros ao STF – homens e mulheres – alinhados aos seus valores.
“Big Brother Supremo” – Do jornalista Leonardo Sakamoto, durante o UOL News, em referência aos vazamentos de mensagens de ministros do Supremo Tribunal Federal: “Eu entendo a necessidade do jornalista em mostrar, porque isso é o bastidor dessa história. Mas eu, particularmente, vou ser bem sincero com vocês: eu e uma quantidade grande de jornalistas estamos operando já no limite do saco cheio”, disse. Para Sakamoto, os vazamentos ajudam a manter ativa a imagem de “Big Brother Supremo”. Ao citar o mensalão e a Lava Jato, defendeu a importância da cobertura dos fatos, mas sem resvalar para espetacularização. “Isso acaba sendo mais deletério para o próprio processo judicial do que para a busca de soluções para a sociedade. Não estou contra a transparência, mas estou falando de espetacularização”, concluiu.
Reforço – No mesmo dia em que o candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) recebeu o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) para atos no Recife, a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), reforçou pelas redes sociais os nomes que apresenta como seus candidatos ao Senado em Pernambuco. Em cards, Raquel aparece ao lado de Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD) com a expressão “Os senadores de Raquel”. Recentemente, os senadores da Coligação Pernambuco de Coração ingressaram na Justiça Eleitoral contra Mendonça. A Justiça chegou a proibir o candidato de se associar à imagem da gestora, mas uma nova ação movida por ele devolveu a ele o direito de veicular material de campanha associando-o a Raquel.
CURTAS
DATAFOLHA – A primeira pesquisa presidencial após a sessão do STF que iniciou a análise do processo envolvendo o ministro Alexandre de Moraes será divulgada nesta quinta-feira (17). O levantamento medirá o impacto do mais recente desdobramento da crise na Corte, relacionado ao caso Master, na disputa pelo Planalto. Serão ouvidos 2.002 eleitores, entre terça e quinta-feira. Contratada pelo grupo Globo e pela Folha de S. Paulo, a pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
SABATINA 1 – Em coletiva de imprensa após sabatina promovida pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE), o candidato ao governo do estado, João Campos (PSB), disse, em referência à crise no STF, que “ninguém está acima da lei”, mas lamentou que o foco do país esteja nela. “Lamento muito, enquanto cidadão e enquanto líder político, que o debate central do Brasil seja esse neste momento. Estamos a 18 dias de uma eleição, com um Brasil para ser discutido”, disse.
SABATINA 2 – Em sabatina promovida pela CNN, a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) comentou a relação que construiu com o presidente Lula (PT) ao longo do mandato, exaltando o trabalho em conjunto com o governo federal. Ao ser novamente questionada sobre apoio no pleito deste ano, evitou nomes e declarou-se “pernambuquista”. Raquel também cobrou apuração transparente sobre os ministros do STF. “Passadas as eleições, as coisas vão ter que aparecer à mesa”, declarou.
Perguntar não ofende: Flávio Bolsonaro foi esquecido no caso Master?