Ao reduzir o número de ministérios, Milei faz algo muito parecido com o Collor, que enxugou muito e criou um superministério da Infraestrutura, como Milei está fazendo. Fez um enxugamento bárbaro, mas durou dois anos no governo. O governo Milei é uma mistura dos governos Collor e Bolsonaro. É possível que ele acabe pegando os problemas dos dois.
O colunista do UOL, Tales Faria, chamou a atenção para os problemas que o corte no número de ministérios, de 18 para 9, pode causar em áreas nevrálgicas do país, como a educação. Para o colunista, a medida deve atingir em cheio a camada mais pobre da população, com a ameaça de reduções drásticas nos programas sociais do governo.
“Milei vai destruir coisas que são patrimônio da Argentina. Talvez tenha sido o primeiro país do mundo a acabar com o analfabetismo com uma política educacional muito forte, marcadamente em defesa das populações mais pobres. Agora vai desmontar isso tudo, como Collor fez aqui ao desmontar boa parte das ajudas estatais. Milei disse claramente que políticas de combate à pobreza só trazem mais pobreza. Ele acabará com todas elas”, explica Tales Faria.
Ao nomear a própria irmã para um cargo importante no governo, o presidente argentino Javier Milei comete “um erro crasso” e já arma uma crise logo no início de sua gestão, avaliou Josias de Souza. O colunista comparou Karina a Carlos Bolsonaro por sua forte influência e participação ativa nas redes sociais.
Manda a praxe que um presidente da República não deve nomear alguém que não possa demitir. Milei acabará tendo que afastá-la diante de alguma crise. Isso é prenúncio de crise. Por mais competente que seja, ela atrairá para dentro do seu gabinete na Casa Rosada todos os holofotes da imprensa. Ao nomear a irmã, tendo que revogar um decreto, Milei contratou uma crise.
“Se ela começar a mandar mais do que o presidente, como parece ser o caso, evidentemente isso resultará em crise. Quando os dois começarem a se desentender, a crise ganhará proporções que forçarão Milei a afastar a irmã. É um gesto irrefletido de alguém que está encantado por ter chegado ao poder. É um erro crasso, que costuma dar em crise”, diz Josias de Souza, colunista do UOL
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, em uma rede social, há pouco, que a senadora Teresa Leitão (PT-PE) é a nova líder do governo no Senado, em substituição a Jaques Wagner (PT-BA), que deixou a função ontem.
Jaques Wagner deixou o cargo de líder do governo no Senado, dias após ser incluído na lista de alvos da 9ª fase da Compliance Zero, operação que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. As informações são do portal G1.
“Designei a senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado com a missão de articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população brasileira que estão em tramitação, como o fim da escala 6 por 1 e a PEC da Segurança, entre outros”, afirmou Lula.
Quem é Teresa Leitão?
Professora e sindicalista, Teresa Leitão tem 74 anos e, antes de ser senadora, foi deputada estadual por cinco mandatos. Ela é formada em Pedagogia pela Universidade Católica de Pernambuco. Nas eleições de 2022, Teresa foi eleita a primeira mulher a ocupar uma cadeira de senadora na história de Pernambuco, conquistando mais de 2 milhões de votos.
No Senado, a parlamentar integra como titular as comissões de Ciência e Tecnologia; Educação e Cultura e do Esporte. Antes de ser designada por Lula para a liderança do governo no Senado, a parlamentar exercia função de líder do PT na Casa.
O deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) foi alvo de buscas da Polícia Federal (PF), na manhã de hoje, em uma operação que investiga a suspeita de desvio de emendas do chamado “orçamento secreto”. As informações são do portal G1.
Batizada como “Operação Afluente”, a ação dos investigadores apura os crimes de corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro ligados a uma organização criminosa. Segundo a PF, 18 mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Distrito Federal, Goiás e Maranhão.
Ainda de acordo com a PF, os valores teriam sido operacionalizados por intermédio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).
Posteriormente, esses mesmos valores teriam sido direcionados à contratação de empresas supostamente vinculadas, direta ou indiretamente, ao grupo investigado.
Segundo interlocutores da polícia, um dos endereços alvo da operação seria ligado ao próprio deputado, já que Josimar Maranhãozinho aparece como sócio de uma dessas empresas.
Se confirmada a participação dos investigados e os fatos forem confirmados, eles poderão responder, segundo a PF, pelos crimes de corrupção passiva, peculato, corrupção ativa, lavagem de capitais e organização criminosa. A ação desta quinta foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.
‘Conheça o Brasil Mágico’. Não se trata, entretanto, de qualquer convite ao turismo no nosso país. Mágica aqui não são formas de arte e entretenimento, baseadas na agilidade, destreza manual e ilusão para desafiar a realidade. O ilusionismo nacional é outro: o que o poder esconde para roubar e se manter no comando do país.
A lábia e a distração da atenção vêm criando truques políticos e até institucionais. As miragens, enganos e camuflagem revelam cortinas de fumaça que escondem o mundo real, somem bilhões de reais, fazem desaparecer crimes e criminosos, encarceram e desencarceram corruptos e substituem suspeitos por outros. E deixa visível à plateia atônita a impunidade para quem burla a legislação, seja ele guardião ou violador da lei.
Esta semana a Operação Miragem da Polícia Federal apurou que o Banco Digimais adotou práticas semelhantes às do Banco Master ao inflar ativos sem lastro e manipular balanços para driblar os órgãos de controle. Uma típica fraude bancária semelhante a outras acontecidas com os bancos nacionais de tempos passados.
De acordo com as investigações policiais, em um dos casos verificados, o banco, que é controlado pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, elevou o valor de um ativo adquirido em 2023 por R$ 31 milhões para R$ 230 milhões, o que gerou um patrimônio fictício de R$ 199 milhões. A ação resultou no bloqueio de até 670,3 milhões de reais em bens e valores dos investigados, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dos alvos da investigação.
Mas diferente do que vem acontecendo com as investigações da fraude do Banco Master, o caso do Digimais só envolveu Macedo, seus pastores e fiéis e foi uma excelente cortina de fumaça para tirar o Master das manchetes envergonhadas da imprensa. No banco quebrado do líder evangélico não apareceram até agora autoridades dos três Poderes, empresários e artistas como beneficiários de esquemas financeiros.
O brasileiro viu neste episódio mais um truque de mágica. Uma manipulação da realidade, que nem o super mágico David Copperfield arriscaria fazer. É impossível a imprensa governista querer comparar os casos do Master e Digimais até pelo lado financeiro. O colapso do Banco Master está associado a um rombo e a desvios estimados em mais de R$ 55 bilhões, sendo considerado a maior fraude bancária da história do Brasil. Desse montante, investigações da Polícia Federal apontam que o volume de operações com indícios diretos de fraude ultrapassa os R$ 12 bilhões.
E assim segue o espetáculo de magia apresentado no Brasil. Sumiu do noticiário a fraude do INSS que promoveu descontos associativos diretamente nos contracheques de aposentados e pensionistas sem o consentimento prévio dos segurados. Sob a falsa promessa de benefícios como descontos em farmácias ou auxílios funerários, o dinheiro desviado gerou fortunas para os operadores. O valor do roubo é estimado em R$ 6 bilhões.
Os responsáveis pelo roubo, laranjas, operadores financeiros, servidores públicos, a cúpula do INSS e agentes políticos entraram na cabine mágica e desapareceram. Juntamente à fuga premeditada, a CPMI do INSS que investigava o caso foi encerrada antecipadamente para não aprofundar a investigação sobre os larápios.
Os corruptos e ladrões do dinheiro público vêm praticando ilusionismo em grande escala há mais de duas décadas. Entre 2003 e 2016, os governos do PT foram marcados por uma série de escândalos que chocaram o país e deixaram um rastro bilionário de dinheiro público desviado.
A Operação Lava Jato, considerada a maior investigação de corrupção da história do Brasil, revelou um esquema bilionário de cartel, superfaturamento e corrupção envolvendo a Petrobras e grandes empreiteiras. Empresas pagavam propina para obter contratos com a estatal. Os valores eram repassados a partidos políticos – incluindo o PT –, campanhas eleitorais e agentes públicos.
O presidente Lula chegou a ser condenado e preso em primeira e segunda instâncias, mas suas sentenças foram posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou a Justiça Federal de Curitiba incompetente para julgar os casos. Posteriormente, vários dos processos foram arquivados ou prescritos. Num passe de mágica saiu da prisão para voltar à Presidência da República. E todo o processo da Lava Jato sumiu magicamente debaixo de togas superiores.
O Brasil é ou não é um país mágico, onde a punição por corrupção e abuso de poder é uma quimera? Os criminosos não acreditam que ela venha ocorrer. E a sociedade desacredita em prisões de culpados ou devolução do dinheiro roubado. No mundo da magia, o profissional nunca revela seus segredos justamente para preservar o mistério e o encantamento do público. Aqui, a Justiça e a Polícia Federal, quando querem, ao contrário dos mágicos, difundem segredos escabrosos que, às vezes, somem por puro ilusionismo. Triste Brasil. É isso.
O ex-ministro e deputado federal, Silvio Costa Filho (Republicanos), foi escolhido para assumir a liderança da Maioria na Câmara dos Deputados, passando a comandar um bloco suprapartidário formado por quase 300 parlamentares. A indicação reforça o protagonismo político do pernambucano no Congresso Nacional e consolida sua posição como uma das principais lideranças da atual legislatura.
A pouco menos de dois meses de deixar o Ministério de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho assume uma nova missão estratégica na Câmara, em um momento importante para a articulação de pautas de interesse do país. Reconhecido pela capacidade de diálogo, construção de consensos e articulação política, o parlamentar chega ao posto com o desafio de fortalecer a interlocução entre as diferentes forças políticas que compõem a Casa.
A escolha de Silvio também ocorre em meio a uma sequência de reconhecimentos ao seu trabalho parlamentar. Na semana passada, ele voltou a ser apontado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) como um dos deputados mais influentes do Congresso Nacional em 2026, reafirmando sua capacidade de liderança e articulação política.
Ao comentar a indicação, Silvio Costa Filho agradeceu a confiança recebida dos parlamentares e do presidente da Câmara, Hugo Motta. “Recebo essa missão com muita gratidão e senso de responsabilidade. Quero agradecer ao presidente Hugo Motta e aos deputados e deputadas pela confiança na nossa indicação para liderar a Maioria na Câmara. Vamos trabalhar com diálogo, equilíbrio e compromisso com o Brasil”, afirmou Costa Filho que passa a comandar o bloco a partir da próxima semana após a reunião de líderes.
O novo líder destacou que pretende atuar na construção de consensos para garantir o avanço de matérias consideradas prioritárias para o desenvolvimento do país.
“Nosso compromisso será o de construir pontes entre o Executivo, Legislativo e Judiciário, promover o entendimento entre as diferentes correntes políticas e trabalhar para avançar em pautas importantes para o Brasil. O diálogo será sempre o nosso principal instrumento para ajudar o país a crescer, gerar oportunidades e melhorar a vida da população”, declarou.
A indicação de Silvio Costa Filho para a liderança da Maioria reforça uma trajetória marcada pela capacidade de diálogo entre diferentes campos políticos e pela construção de soluções em favor do interesse público.
Com a nova função, o parlamentar amplia sua influência no Congresso e passa a ocupar uma posição central nas articulações políticas da Câmara dos Deputados.
Em passagem por Caruaru, ontem, o pré-candidato à presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, foi recepcionado pelo prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, em uma noite histórica para a cidade. Além do tradicional forró da noite de São João, o público presente assistiu ao jogo da seleção brasileira contra a Escócia, que venceu por 3×0.
Caiado, que estava acompanhado pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab, e pelo presidente da Câmara de Caruaru, ficou encantado com a animação da cidade, que foi classificada como pé quente pelo prefeito. “Que noite! Show da Seleção em campo e de mais de 60 mil pessoas na torcida aqui em Caruaru! Arrocha Caruaru! Vamos Brasil!”, publicou caiado em suas redes.
O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), aparece na liderança de mais um levantamento de intenção de voto para o Governo do Rio Grande do Norte. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RN-09520/2026 e mostra Álvaro com 32,5% das intenções de voto no cenário estimulado.
No levantamento, Allyson Bezerra aparece com 27,3%, enquanto Cadu Xavier registra 16,8%. Robério Paulino soma 2,0%, Rodrigo Vieira 0,4% e Dário Barbosa 0,3%. Os eleitores que afirmaram não saber em quem votar representam 17,5%, enquanto brancos e nulos somam 3,2%.
Nos votos válidos, quando excluído ‘não sabe e brancos e nulos”, o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), registra 41,0% e abre 6,5 pontos de diferença contra Allyson Bezerra, que aparece com 34,5%, seguido de Cadu Xavier, com 21,2%.
Na pesquisa espontânea, quando os eleitores respondem sem receber uma lista de nomes, Álvaro também aparece liderando, 19,4% das citações. Allyson Bezerra soma 18,5% e Cadu Xavier aparece com 10,7%.
A pesquisa IPSsensus ouviu 1.500 eleitores em todas as regiões do Rio Grande do Norte entre os dias 18 e 22 de junho de 2026. O levantamento possui margem de erro de 3,0 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Lula passou a tarde de ontem no Palácio do Alvorada resolvendo encrencas relativas ao Master (como na reunião que teve com Jaques Wagner) e à montagem de duas das mais importantes chapas majoritárias destas eleições, as de São Paulo e Minas Gerais. As informações são do blog do Lauro Jardim.
O que foi decidido será conhecido oficialmente hoje. Em São Paulo, a tendência é mesmo Márcio França ocupar a vice de Fernando Haddad, tendo Marina Silva e Simone Tebet como candidatas ao Senado. O quarteto, aliás, estava no Alvorada participando de uma reunião comandada por Lula.
Em Minas Gerais, a candidata ao governo deve ser mesmo Marília Campos, ex-prefeita de Contagem. No Alvorada, uma turma de peso estava conversando ontem com Lula. Ia de Edinho Silva a Haddad, o presidente do PSB, João Campos, passando, claro, por Jaques Wagner. Em sua agenda oficial, porém, nada disso constou.
O presidente da Câmara de Paulista, Eudes Farias (MDB), reagiu às especulações que tentam apontar um suposto afastamento do Avante da base da governadora Raquel Lyra (PSD). Para o parlamentar, os comentários não passam de tentativas de enfraquecer um grupo político que teve papel decisivo na consolidação do projeto governista em diversas regiões do Estado.
Segundo Eudes, o deputado federal Waldemar Oliveira é uma liderança respeitada em Pernambuco, reconhecida pela capacidade de articulação e pelo compromisso com a palavra empenhada. Já Sebastião Oliveira, presidente estadual do Avante, mantém forte interlocução política e continua exercendo influência dentro do governo.
Na avaliação do presidente da Câmara, as especulações não encontram respaldo na realidade política do partido. Ele destaca que o Avante foi uma das forças que contribuíram para ampliar a presença de Raquel Lyra no Sertão, região considerada estratégica nas últimas disputas eleitorais.
“Eles ajudaram a construir esse projeto e têm compromisso com Pernambuco. Waldemar é um deputado de prestígio, que honra a palavra, e Sebastião é uma liderança respeitada, com força política e diálogo permanente”, afirmou.
Nos bastidores, aliados do grupo enxergam as movimentações como reflexo da preocupação de adversários diante da consolidação da aliança entre os Oliveira e a governadora. A leitura é que o fortalecimento dessa parceria tem impacto direto na disputa de 2026, especialmente em regiões onde o Avante possui forte capilaridade eleitoral.
Para Eudes, o momento é de manter o foco na construção política e evitar alimentar narrativas que não correspondem aos fatos. Ele acredita que o grupo seguirá unido e desempenhando papel relevante no cenário estadual, reforçando a base de apoio da governadora nos próximos desafios eleitorais.
A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o pré-candidato ao Governo de Pernambuco pelo PSB, João Campos, assistiu à vitória da Seleção Brasileira sobre a Escócia pela Copa do Mundo de 2026, no Palácio da Alvorada, ontem. O encontro reforçou a proximidade política e pessoal construída entre os dois líderes ao longo dos últimos anos.
O encontro acontece poucos dias após Lula gravar um vídeo reafirmando que João Campos será seu único palanque em Pernambuco nas eleições de 2026, encerrando as especulações sobre uma possível divisão de apoios no estado. Nos bastidores, o convite foi interpretado como mais uma demonstração da confiança e do prestígio do socialista junto ao presidente.
Presidente nacional do PSB e uma das principais lideranças da nova geração da política brasileira, João vem ampliando seu protagonismo no cenário nacional enquanto consolida sua posição na disputa pelo Governo de Pernambuco. Sua presença no Alvorada foi vista por aliados como um gesto de forte simbolismo político.
Mais do que assistir a uma partida de futebol, o encontro simbolizou a aliança entre Lula e João Campos e reforçou a perspectiva de uma parceria política capaz de aproximar ainda mais Pernambuco do governo federal em um eventual novo ciclo administrativo no estado.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã de hoje, uma operação para aprofundar as investigações sobre as fraudes contábeis que revelaram um rombo estimado em R$ 24 bilhões nas Lojas Americanas, considerado um dos maiores escândalos do mercado financeiro brasileiro. A ação tem como foco ex-diretores da companhia suspeitos de participação no esquema.
Ao todo, cerca de 180 policiais federais cumprem dois mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro. A operação conta com o apoio da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Ministério Público Federal (MPF). As informações são do portal Metrópoles.
Por determinação da Justiça, também foi autorizado o sequestro de bens e valores dos investigados. Somadas, as medidas patrimoniais podem alcançar até R$ 54 bilhões.
Segundo a Polícia Federal, as investigações buscam esclarecer a participação de ex-executivos da varejista em um esquema de manipulação das demonstrações financeiras da empresa.
Em mais uma medida para reduzir o endividamento, o governo prepara programa de refinanciamento de débitos tributários voltado para microempreendedores individuais (MEIs). O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, antecipou ao jornal O Globo que a iniciativa é um desdobramento do Desenrola, que tem como foco dívidas bancárias, e terá como objetivo regularizar a situação de trabalhadores que estão em atraso ou que tiveram seu CNPJ cancelado por conta da inadimplência.
O “Refis” dos MEIs vai prever descontos de até 70% e parcelamento em até 12 anos. De acordo com o ministro, as transações serão limitadas a R$ 20 mil em dívidas e prestação mínima de R$ 25. Hoje, esse prazo é de até 2 anos, com parcela mínima de R$ 50.
O anúncio, a menos de três meses das eleições, faz parte de um pacote voltado aos micro e pequenos empreendedores que o presidente Lula deve apresentar. Além do refinanciamento, o governo enviará ao Congresso um projeto para elevar o teto de faturamento dos MEIs, para R$ 110 mil em 2027, e R$ 140 mil, em 2028.
O impacto previsto é de R$ 4 bilhões no período. Pereira afirma que não haverá medida de compensação. “Essa é uma despesa com natureza específica, porque é uma recomposição inflacionária. A gente não está aumentando uma despesa pública, estamos corrigindo um índice. Não tem impacto fiscal para esse ano. Para 2027, será de R$ 2 bilhões, que serão contemplados na peça orçamentária. E mais R$ 2 bilhões em 2028. No total, R$ 4 bilhões”, afirmou.
O governo, segundo ele, vai fazer um esforço para reorganizar a lógica do Simples. Primeiro, porque há os debates relacionados à adaptação dele à Reforma Tributária. Em segundo, porque a avaliação que hoje o Simples gera muitas distorções
BEM NA EDUCAÇÃO – Pesquisa do instituto Ipsos-Ipec mostra como os brasileiros classificam o governo federal nos principais segmentos. A educação continua a ser a área mais bem avaliada, enquanto aspectos econômicos, como combate à inflação e controle de gastos públicos, ocupam as últimas posições do ranking. A sondagem se baseia em 2.000 entrevistas presenciais realizadas entre 13 e 17 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Líder socialista na contramão – O lider do PSB na Câmara dos Deputados, Jonas Donizette (SP) não está afinado com a direção nacional, que em São Paulo tem negociado a candidatura da ex-ministra Simone Tebet ao Senado e o ex-governador Márcio França como vice de Fernando Haddad. Ontem, Jonas jogou lenha na fogueira ao insistir na candidatura de França ao Governo de São Paulo. O congressista avalia que a presença do ex-governador aumenta a possibilidade de que a eleição estadual não seja definida já no 1º turno. “Sempre defendi uma candidatura própria em São Paulo. É importante para a gente ter o nosso palanque do partido. É importante a gente poder, pela votação da legenda, fazer um número maior também de deputados. A mesma lógica que o PT usa, eu acho que serve para a gente também”, disse, em entrevista ao site Poder360.
Já vai tarde – Governistas comemoram a degola do senador Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do Governo no Senado. Vira-se, segundo esses aliados de Lula, a página sobre o tema e o governo consegue mudar de assunto. Havia riscos de a permanência de Wagner contaminar a agenda de Lula na Bahia na próxima semana. O presidente irá ao Estado participar das comemorações do 2 de Julho, data comemorativa da Independência da Bahia. Também está prevista a inauguração de um hospital em Alagoinhas (BA), a reinauguração do Teatro Castro Alves, na capital, e o lançamento do canteiro de obras da Ponte que vai ligar Salvador à Ilha de Itaparica.
Lei seca sem bons resultados – A Lei Seca não vem surtindo o efeito necessário para reduzir os acidentes no trânsito por consumo de álcool. Segundo levantamento do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), 18 estados brasileiros já apresentam taxas de mortalidade superiores à média nacional, que é de 6,2 mortes para cada 100 mil habitantes. Esse crescimento interrompe um período de cinco anos consecutivos de queda, fazendo com que o índice de mortes relacionadas ao consumo de bebida alcoólica retornasse aos níveis de 2016.
Tebet quer CPI do Master – Convidada do podcast Direto de Brasília desta quinta-feira, a ex-ministra Simone Tebet, pré-candidata ao Senado pelo PSB em São Paulo, defendeu, ontem, a criação de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) ou CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar o caso do Banco Master. Para ela, isso já deveria ter sido feito como forma de o Congresso Nacional mostrar transparência para a população. “É dever do homem público dar transparência ao verdadeiro dono do poder. O poder vem do povo, a soberania é popular, ele vai às urnas, ele vota e ele quer saber o que o seu congressista está fazendo. Estamos falando do maior escândalo de corrupção do sistema financeiro do país, quiçá do mundo”, afirmou. Segundo Tebet, apesar da investigação conduzida pelo Ministério Público Federal, Polícia Federal e o Supremo, as CPIs abrangem não só os aspectos jurídicos, mas também os políticos.
CURTAS
ADIAMENTO 1 – A ex-ministra Simone Tebet, pré-candidata ao Senado em São Paulo pelo PSB, cancelou, ontem, sua presença no podcast Direto de Brasília, que transferi de terça passada para hoje para atender um pedido de adequação na sua agenda. Alegou que foi chamada para uma conversa em Palácio com o presidente Lula (PT) no mesmo horário.
ADIAMENTO 2 – Na verdade, a conversa com Lula deve se dar em torno do imbróglio que se transformou a formação da chapa da oposição em São Paulo. Por enquanto, a chapa seria Fernando Haddad (PT) para governador com Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) para o Senado. O vice seria o ex-governador Márcio França (PSB), que não tem entusiasmo pela vice, mas pelo Senado.
MANTIDO – Apesar do tiroteio na madrugada de ontem na estação do forró em Serra Talhada, resultando em uma morte e 15 feridos, a prefeita Márcia Conrado (PT) manteve a programação junina. A gestora divulgou uma nota informando que o policiamento será reforçado e que o episódio, embora lamentável, foi um fato isolado.
Perguntar não ofende: Miguel Coelho vai aceitar a decisão da federação em favor de Dudu da Fonte?
Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (24), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) diz ter sido desrespeitada e maltratada pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), durante conversa por telefone sobre o palanque do Partido Liberal (PL) no Ceará.
“Ele retornou a ligação. Mas, sinceramente, para dizer o que me disse, teria sido melhor que não tivesse ligado. Foi muito ríspido, me desrespeitou e me tratou mal ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, respondi que tudo bem.”
Segundo Michelle, o episódio ocorreu após ela manifestar oposição à articulação conduzida por lideranças do PL cearense para uma composição com Ciro Gomes (PSDB) já no primeiro turno da disputa estadual. A ex-primeira-dama defende que a direita apoie a pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo-CE) ao governo do estado.
Críticas à aliança com Ciro
No vídeo, Michelle afirmou que a resistência à aproximação não é uma questão eleitoral, mas de coerência política.Ela relembrou declarações de Ciro contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e disse considerar contraditório que integrantes do bolsonarismo apoiem uma aliança com alguém que, segundo ela, contribuiu para a inelegibilidade do ex-chefe do Executivo.
A ex-primeira-dama ainda acusou os filhos de Bolsonaro de agirem de forma coordenada ao reagirem publicamente às suas críticas. “Os irmãos se uniram, de forma coordenada, com textos muito parecidos entre si. Parecia combinado, premeditado”, afirmou.
Defesa de atuação no partido
Ao rebater críticas de que não teria experiência política, Michelle destacou sua atuação à frente do PL Mulher. “Sou presidente nacional do PL Mulher. Viajei o Brasil inteiro, montei diretorias nos 27 estados e no Distrito Federal, ajudei a eleger 1.005 mulheres em 2024. Mas, para ele e para alguns ao seu redor, eu não entendo de política”, disse. Michelle também negou rumores de que estaria pressionando por candidaturas ou exigindo pedidos de desculpas. De acordo com ela, o conflito com Flávio começou antes de qualquer discussão sobre cargos ou projetos eleitorais e está relacionado a “respeito e consideração”.
Atrito expõe divisão no bolsonarismo
A crise ocorre em meio às divergências dentro do campo bolsonarista sobre a estratégia para as eleições de 2026 no Ceará. Na semana passada, Michelle voltou a demonstrar apoio público a Eduardo Girão e afirmou que a direita não deveria fazer “aliança com o mal”, declaração interpretada como uma referência à aproximação entre o PL e Ciro Gomes.
A articulação tem o apoio de André
Fernandes e de aliados do ex-presidente no estado, que defendem a união de forças para enfrentar o PT. Michelle, por sua vez, sustenta que uma eventual composição com Ciro só deveria ser discutida em um eventual segundo turno.