Ao reduzir o número de ministérios, Milei faz algo muito parecido com o Collor, que enxugou muito e criou um superministério da Infraestrutura, como Milei está fazendo. Fez um enxugamento bárbaro, mas durou dois anos no governo. O governo Milei é uma mistura dos governos Collor e Bolsonaro. É possível que ele acabe pegando os problemas dos dois.
O colunista do UOL, Tales Faria, chamou a atenção para os problemas que o corte no número de ministérios, de 18 para 9, pode causar em áreas nevrálgicas do país, como a educação. Para o colunista, a medida deve atingir em cheio a camada mais pobre da população, com a ameaça de reduções drásticas nos programas sociais do governo.
“Milei vai destruir coisas que são patrimônio da Argentina. Talvez tenha sido o primeiro país do mundo a acabar com o analfabetismo com uma política educacional muito forte, marcadamente em defesa das populações mais pobres. Agora vai desmontar isso tudo, como Collor fez aqui ao desmontar boa parte das ajudas estatais. Milei disse claramente que políticas de combate à pobreza só trazem mais pobreza. Ele acabará com todas elas”, explica Tales Faria.
Ao nomear a própria irmã para um cargo importante no governo, o presidente argentino Javier Milei comete “um erro crasso” e já arma uma crise logo no início de sua gestão, avaliou Josias de Souza. O colunista comparou Karina a Carlos Bolsonaro por sua forte influência e participação ativa nas redes sociais.
Manda a praxe que um presidente da República não deve nomear alguém que não possa demitir. Milei acabará tendo que afastá-la diante de alguma crise. Isso é prenúncio de crise. Por mais competente que seja, ela atrairá para dentro do seu gabinete na Casa Rosada todos os holofotes da imprensa. Ao nomear a irmã, tendo que revogar um decreto, Milei contratou uma crise.
“Se ela começar a mandar mais do que o presidente, como parece ser o caso, evidentemente isso resultará em crise. Quando os dois começarem a se desentender, a crise ganhará proporções que forçarão Milei a afastar a irmã. É um gesto irrefletido de alguém que está encantado por ter chegado ao poder. É um erro crasso, que costuma dar em crise”, diz Josias de Souza, colunista do UOL
O ex-ministro Moreira Franco lançou, no último sábado (20), em Teresina, seu livro “Política como destino – Caminhos e descaminhos da redemocratização”. O lançamento da obra foi feito na Academia Piauiense de Letras, com apresentação do jornalista e cientista político Zózimo Tavares, ex-presidente da instituição. A sessão de lançamento foi conduzida pelo presidente da APL, professor e historiador Fonseca Neto, e contou com expressivo número de acadêmicos.
Com mais de mil páginas, o livro apresenta a trajetória acadêmica e política do ex-ministro e aborda episódios da chamada Nova República (1985 – 1990). A obra, publicada pela Topbooks, resulta de mais de 100 horas de entrevistasconduzidas pela socióloga Aspásia Camargo, com colaboração do filósofo Denis Rosenfield. A narrativa estrutura-se em formato de diálogo. O livro reúne relatos e bastidores das principais articulações políticas do país nas últimas décadas, além de um rico acervo fotográfico.
Em sua apresentação, o acadêmico Zózimo Tavares lembrou as raízes piauienses do autor, nascido em Teresina, onde foi contemporâneo e amigo do poeta Torquato Neto. Também destacou que, desde a juventude, Moreira Franco dedica-se às atividades acadêmicas e à política, tendo cursado a Faculdade de Economia da Universidade do Brasil e graduado-se em Sociologiae Políticapela Pontifícia Universidade Católica – PUC do Rio de Janeiro.
Fez cursos de mestrado no Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro – IUPERJ e de doutorado na Universidade de Paris. Foi Professor de Sociologia na Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense – UFF e Diretor-Presidente da Editora Nova Aguilar.
Na política
A vida pública de Moreira Franco tem início em 1974, quando foi eleito Deputado Federal pelo MDB-RJ. Elegeu-se ainda Prefeito de Niterói e, logo depois, Governador do Estado do Rio de Janeiro. Retornando ao Congresso Nacional em 1994, exercendo por duas legislaturas o mandato de Deputado Federal.
Foi Ministro de Minas e Energia, Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República e Secretário-Executivo do Programa de Parceria de Investimentos – PPI. Desempenhou ainda as funções de Ministro-Chefe da Secretaria de Aviação Civil, Ministro-Chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e Vice-Presidente da Caixa Econômica. Por duas vezes, ocupou a Presidência da Fundação Ulysses Guimarães – órgão de estudo, pesquisa e formação política do MDB.
A Prefeitura do Paulista realizou, nesta terça-feira (23), o pagamento antecipado da primeira parcela do 13º salário dos servidores municipais. A medida contempla servidores ativos e comissionados de todas as secretarias, além de aposentados e pensionistas e foi viabilizada por meio do planejamento financeiro da administração municipal.
O prefeito Severino Ramos destacou a importância da iniciativa. “Estamos trabalhando com responsabilidade e planejamento para honrar nossos compromissos e valorizar quem contribui diariamente para o funcionamento da cidade. A antecipação da primeira parcela do 13º salário demonstra nosso compromisso com os servidores municipais”, afirmou. Com informações do portal da Prefeitura Municipal de Paulista.
O senador Humberto Costa (PT) entregou, ontem (22), mais uma retroescavadeira ao município de Nazaré da Mata, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. A entrega contou com a presença da prefeita Aninha da Ferbom e de vereadores do município, e marca a segunda máquina adquirida com emendas do parlamentar em um intervalo de apenas dois meses.
O município também recebeu um ônibus de Tratamento Fora do Domicílio (TFD), conquistado por indicação de Humberto Costa junto ao governo federal, ampliando o acesso da população a serviços de saúde especializados em outras regiões do estado.
Ainda na cidade, Humberto visitou o recém-reformado Mercado Municipal, e se comprometeu com a população a levar novos investimentos ao espaço público. “Nazaré da Mata merece investimento de verdade, e é isso que estamos fazendo. Cada máquina entregue representa estradas mais transitáveis, obras que saem do papel e qualidade de vida para o povo desta cidade. Vamos continuar trabalhando para que Pernambuco receba o que lhe é de direito”, afirmou o senador.
Mais cedo, Humberto Costa esteve reunido com o prefeito de São Lourenço da Mata, Vinícius Labanca, que declarou apoio à reeleição do parlamentar ao Senado Federal, ao lado de 13 vereadores do município. “O apoio do prefeito Vinícius Labanca e dos parlamentares de São Lourenço nos alegra e nos dá mais confiança para seguir em frentes”, disse Humberto.
Nesta terça-feira (23), véspera de São João, Humberto inicia a agenda em Ribeirão, na Mata Sul, onde faz a entrega de um trator. Depois, segue para um encontro com lideranças em Palmares e, em seguida, entrega uma patrol em São Benedito do Sul. A agenda se encerra no Sítio da Trindade, no Recife, onde Humberto participa da festa de São João da cidade ao lado do time de Lula em Pernambuco.
O Tribunal de Justiça do RN (TJRN) marcou para 1º de julho, às 9h, a sessão que vai analisar a promoção do juiz Henrique Baltazar ao cargo de desembargador. A pauta envolve o processo de acesso à vaga pelo critério de antiguidade e um incidente de recusa relacionado ao caso.
A definição da data ocorre após determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que apontou demora na tramitação e solicitou a realização de julgamento. A vaga está aberta desde a aposentadoria do desembargador Vivaldo Pinheiro, em outubro de 2025. Pelo critério de antiguidade, Henrique Baltazar aparece como o primeiro colocado entre os inscritos no Edital nº 2/2025-TJRN, seguido por outros magistrados.
O processo também passou a ser alvo de questionamentos internos no âmbito do Judiciário potiguar nos últimos meses. As discussões envolveram análises sobre a atuação funcional do magistrado na Vara de Execuções Penais de Natal. O caso chegou ao CNJ, que determinou a continuidade da tramitação da vaga.
Desembargador critica impasse
O desembargador Cláudio Santos durante sessão do Pleno do TJRN, criticou duramente mais um adiamento na promoção do juiz Henrique Baltazar ao cargo de desembargador. O magistrado manifestou forte indignação com os “incidentes de última hora” apresentados para postergar o processo, que já se arrasta por cerca de 240 dias — violando o prazo legal de 40 dias.
Em sua fala, Cláudio Santos defendeu com veemência o respeito ao critério constitucional de antiguidade e a independência da magistratura. Ele lembrou que Henrique Baltazar dedicou décadas de sua carreira a uma das áreas mais complexas e delicadas do Judiciário potiguar, a Vara de Execuções Penais de Natal, sem apresentar qualquer mácula em sua ficha que justificasse tal barreira.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, terá de decidir qual ministro ficará responsável por analisar uma notícia-crime que tenta vincular o financiamento do filme “Dark Horse” às investigações do Banco Master e à atuação internacional do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A definição foi encaminhada ontem (22) pelo ministro Alexandre de Moraes após a Procuradoria-Geral da República (PGR) defender que o caso seja enviado ao ministro André Mendonça.
A controvérsia surgiu após o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolar uma notícia-crime pedindo a ampliação do escopo do inquérito que investiga Eduardo Bolsonaro por supostos crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação e atentado ao Estado Democrático de Direito. As informações são do jornal O Globo.
Na petição, Lindbergh sustenta que o inquérito deveria passar a apurar também uma suposta conexão entre o financiamento do filme “Dark Horse”, valores que teriam sido negociados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) junto ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e a campanha por sanções e restrições contra autoridades brasileiras.
O parlamentar também pediu a inclusão de Flávio Bolsonaro no escopo da investigação, o compartilhamento de provas produzidas nas apurações da Operação Compliance Zero e a adoção de uma série de diligências relacionadas ao caso.
Ao analisar a petição, a PGR afirmou que os fatos narrados por Lindbergh já são objeto de um procedimento específico que tramita no Supremo sob a relatoria de André Mendonça, uma petição vinculada às investigações envolvendo Daniel Vorcaro e o Master.
Segundo a manifestação da PGR, a notícia-crime trata de suposto financiamento ilícito do filme sobre Bolsonaro, cujos valores teriam sido negociados por Flávio Bolsonaro junto ao banqueiro investigado na Operação Compliance Zero. Por essa razão, o órgão defendeu que o caso fosse redistribuído ao gabinete de Mendonça por prevenção.
Moraes, porém, não acolheu nem rejeitou o pedido da Procuradoria. Em vez disso, determinou o desentranhamento da notícia-crime e o envio do caso à Presidência do STF para análise sobre qual ministro deve conduzir o procedimento.
Na prática, caberá agora a Fachin decidir se há conexão suficiente para remeter o caso a Mendonça, se os fatos devem permanecer vinculados ao inquérito relatado por Moraes ou se a petição deve ser distribuída livremente a outro integrante da Corte.
O ex-ministro do Turismo e pré-candidato a deputado federal pelo Podemos, Gilson Machado Neto, admite uma contradição que, hoje, marca o campo da direita em Pernambuco. Embora tenha confirmado apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), ele reconhece que o cenário ideal seria vê-la declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República.
Raquel, porém, segue “em cima do muro”. Enquanto esse gesto não acontece, Gilson diz apostar na derrota do PSB como prioridade política. Gilson afirma que a maior parte das lideranças conservadoras do Estado já decidiu caminhar com Raquel em 2026, apesar de a governadora manter a estratégia de não assumir publicamente um palanque presidencial.
“A grande maioria, 90%, 95%, já declarou apoio a Raquel”, afirmou, ao ser questionado sobre o posicionamento da direita pernambucana. O ex-ministro disse esperar que haja entendimento entre a governadora e o grupo bolsonarista para que Flávio Bolsonaro tenha espaço no palanque estadual.
“Eu espero que Flávio tenha espaço no palanque dela”, declarou. Ainda assim, deixou claro que a decisão de apoiar Raquel independe desse acerto. “Eu, Gilson Machado, vou hoje apoiar a Raquel Lyra.” Questionado se Raquel poderia continuar “em cima do muro”, respondeu que o apoio será mantido desde que ela não declare voto no presidente Lula (PT).
“Desde que ela não declare apoio ao Lula, seguimos com ela”, resumiu. Mesmo reconhecendo que o cenário ideal seria um posicionamento explícito da governadora, Gilson relativizou a necessidade de um palanque formal para a candidatura presidencial. “Nós queremos, sim, que ela declare apoio. Claro, quem não quer?”, disse. Em seguida, ponderou que o desempenho de Flávio não dependerá necessariamente desse gesto. “Eu acho que o voto para presidente não depende do voto da governadora.”
Para justificar a aliança, Gilson afirma que a prioridade do grupo é impedir a volta do PSB, através da candidatura de João Campos, ao Palácio do Campo das Princesas. “O meu voto é ‘não João’. Não PSB. Eu tenho responsabilidade política e compromisso com o futuro do Estado”, declarou.
Na avaliação do ex-ministro, apoiar Raquel tornou-se a alternativa mais viável para unificar a direita, ainda que a governadora preserve a neutralidade na disputa presidencial e não ofereça, por enquanto, o palanque que os aliados de Flávio Bolsonaro gostariam de ter em Pernambuco.
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (23), a Operação Miragem, contra supostas fraudes no Banco Digimais. A Justiça autorizou o bloqueio de R$ 670 milhões contra investigados, como é o caso do líder da Igreja Universal, Edir Macedo, dono do banco.
A suspeita é de que o banco tenha usado fundos de investimentos para maquiar um rombo bilionário. A reportagem buscava o contato com a defesa dos investigados até o fechamento deste texto.
Entre os alvos das buscas, estão dirigentes do Digimais, como é o caso do bispo João Urbaneja, homem de confiança de Edir Macedo, e seu filho, Thiago Urbaneja. Os executivos do banco Marcelo de Lima Brasil, João Alves de Campos e Rodrigo Ruggero também foram alvos de buscas. O bispo Edir Macedo não foi alvo de buscas por residir fora do Brasil.
A PF ainda cumpre buscas em endereços de José Roberto Giancoli Filho e Rodrigo Balassiano, donos da ID, gestora dos fundos do Digimais. Eles são suspeitos de ajudar na maquiagem contábil.
A Polícia Federal afirma que após Edir Macedo assumir o controle do banco, ele passou a focar em crédito consignado e financiamento de veículos. Houve, segundo a PF, um breve período de crescimento e depois uma “severa” deterioração, com prejuízos expressivos.
Entre 2023 e 2024, então, o banco passou a emitir Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas superiores a 110% do CDI.
Segundo a PF, a emissão dos CDBs atrelada à “posterior decretação de liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro de 2025, evidenciou uma exposição de aproximadamente R$ 600 milhões do Banco Digimais a carteiras de crédito da instituição”.
De acordo com investigadores, o banco passou a fazer “sistemática superavaliação de ativos inseridos nos fundos administrados pela corretora ID.
Essa manobra, de acordo com a PF, teve o “o escopo de inflar artificialmente o patrimônio do Banco Digimais para viabilizar a emissão desproporcional de títulos de captação consubstancia fortes evidências da prática de gestão fraudulenta e de inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis”.
Em maio, o Estadão mostrou que diversos fundos de investimentos do banco haviam sido usados para maquiar prejuízos multimilionários. Uma dessas operações foi apontada pela própria auditoria independente que o banco é obrigado a contratar para entregar suas demonstrações financeiras ao Banco Central. A holding de Edir Macedo, que controla o banco, comprou R$ 741 milhões das cotas que o Digimais tinha em participação de um Fundo de Direitos Creditórios chamado Hermon.
O Hermon não é dono de um ativo rentável a curto prazo. O fundo comprou o direito a receber uma indenização judicial obtida por herdeiros da antiga Companhia de Mineração e Siderurgia foi encampada — ou seja, teve o seu controle acionário assumido — pela ditadura de Getúlio Vergas, em 1940, no processo de criação da Vale do Rio Doce.
A Justiça Federal do Rio condenou a União a indenizar acionistas — e seus herdeiros legais — em valores atualizados equivalentes a 7 mil ações da Vale. O fundo estima ter R$ 2,2 bilhões a receber. A ação judicial é dos anos 1990 e o cálculo do pagamento gera controvérsia na Justiça, o que pode levar anos a ser resolvido.
Segundo a Polícia Federal, com uso de uma longa teia de fundos da ID adquiriu esses ativos por R$ 71 milhões, mas diversas reavaliações de seu patrimônio inflaram esse valor para R$ 741 milhões.
Na antevéspera de São João, dois pré-candidatos ao governo de Pernambuco botaram lenha na fogueira para não perder a chama da competitividade. Para isso, a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) contaram com os aliados, em municípios estratégicos.
Raquel Lyra prestigiou a festa em Gravatá, no Agreste, ao lado do prefeito Padre Joselito (Avante) e da primeira-dama, Viviane Facundes (PSD). “Há boas décadas, como filha de Caruaru, frequento o São João de Gravatá e tenho a alegria de hoje mais um ano como governadora estar nessa festa que a cada ano vem se reinventando”, declarou à imprensa.
A governadora já participou de festejos juninos em Caruaru, Bezerros, Salgueiro, Araripina e avisou que nos próximos dias estará em Surubim e Carpina. Ontem chegou com a vice Priscila Krause; os prefeitos de Amaraji, Araújo Guimarães; Jaboatão, Mano Medeiros; de Passira, Severino Silvestre, e alguns secretários.
João Campos ficou “em casa” e repetiu a programação de quando era gestor do Recife. Depois de circular no Sítio da Trindade, em Casa Amarela, no domingo, participou ontem do 21º São João 60+, festa para quem tem 60 anos ou mais, realizada no Classic Hall, e que reuniu mais de seis mil pessoas.
“Hoje é dia de dançar forrar e agradecer porque a gente é nordestino”, disse, ao lado do prefeito Victor Marques (PCdoB); do secretário de Direitos Humanos do Recife, Marco Aurélio Filho; e do Rei e Rainha 60+, Ivan Ribeiro, 70 anos, e Maria das Dores, 92 anos.
De novas, as viaturas policiais que desfilaram ontem por avenidas do Recife só têm mesmo a fabricação. Na prática, não acrescentam nada à frota da segurança pública estadual, que está apenas passando por uma troca de carros de uma categoria mais elevada — as SUVs Renault Duster locadas em 2023 — pelas minivans Chevrolet Spin de 2026.
Ainda assim, a três meses das eleições, o Governo Raquel Lyra segue promovendo medidas de impacto visual para enganar desavisados, em uma demonstração de que ações de fachada são mesmo uma especialidade desta gestão.
O problema, porém, vai além dos artifícios pirotécnicos e envolve um aumento injustificado de gastos com a mesma quantidade de viaturas. O contrato de 2023, dos veículos Duster, tinha um custo mensal de R$ 3.747,49 por carro. Já o de 2026, das Spin, chega a R$ 6.239,64, o que representa 66,5% de sobrepreço.
Não à toa, o valor global da contratação saltou de R$ 99,8 milhões, no primeiro ano do atual governo, para R$ 209,2 milhões em 2026, um incremento de 109,5%. Quem vai ter que apurar por que o governo de Raquel está pagando mais que o dobro por carros menores e em quantidade igual à das viaturas que já existiam antes são os órgãos de controle, que costumam precisar de mais tempo para se debruçar sobre as burocracias dos contratos.
Já o eleitorado, que terá que tomar uma decisão sobre os rumos de Pernambuco em pouco mais de 90 dias, precisará refletir se os desfiles de viaturas são suficientes para botar bandidos na cadeia. As estatísticas dizem algo diferente. Nelas, Pernambuco aparece como o terceiro estado mais violento do país.
Pelo visto, até aqui, a pirotecnia não vem servindo ao povo. Esses números negativos jogam por terra o marketing de qualquer governo. São tão tóxicos quanto os tetos que caem sobre as cabeças de pacientes nos hospitais públicos ao mesmo tempo em que as fachadas são cuidadosamente pintadas a tempo do período eleitoral.
PURA MAQUIAGEM – Semanas atrás, o povo pernambucano descobriu que, na saúde, o Governo Raquel Lyra vem usando e abusando de uma maquiagem que já derreteu. Pelo visto, na segurança pública a aposta tem sido a mesma. Quantos inocentes perderão suas vidas por acreditarem em uma falsa sensação de segurança vendida à base de sirenes e carros enfileirados? As estatísticas, menos sujeitas à magia dos retoques, é que vão dizer.
Do alavantú ao anarriê – O neodireitista Túlio Gadelha, pré-candidato ao Senado pelo PSD, vem chamando a atenção não apenas por estar mais alinhado do que nunca ao campo da direita e dos conservadores, mas também porque, nas pesquisas divulgadas até o momento, seu nome não ultrapassou a faixa de 7% das intenções de voto. O que parecia ser um “alavantú”, um movimento para a frente, tem se transformado em um verdadeiro “anarriê”, passo atrás. Em vez de avançar, sua pré-candidatura demonstra dificuldades para ganhar tração, permanecendo estagnada nas pesquisas. Esse desempenho alimenta especulações sobre sua viabilidade eleitoral e sobre a possibilidade de deixar a chapa majoritária, em meio ao que alguns classificam como um “ostracismo ideológico”.
Bolsonaristas com Raquel – O ex-ministro do Turismo e pré-candidato a deputado federal pelo Podemos, Gilson Machado Neto, admite uma contradição que, hoje, marca o campo da direita em Pernambuco. Embora tenha confirmado apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), ele reconhece que o cenário ideal seria vê-la declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República. Raquel, porém, segue “em cima do muro”. Enquanto esse gesto não acontece, Gilson diz apostar na derrota do PSB como prioridade política. Gilson afirma que a maior parte das lideranças conservadoras do Estado já decidiu caminhar com Raquel em 2026, apesar de a governadora manter a estratégia de não assumir publicamente um palanque presidencial.
Espaço para Flávio no palanque – O ex-ministro disse esperar que haja entendimento entre a governadora e o grupo bolsonarista para que Flávio Bolsonaro tenha espaço no palanque estadual. “Eu espero que Flávio tenha espaço no palanque dela”, declarou. Ainda assim, deixou claro que a decisão de apoiar Raquel independe desse acerto. “Eu vou hoje apoiar a Raquel Lyra.” Questionado se Raquel poderia continuar “em cima do muro”, respondeu que o apoio será mantido desde que ela não declare voto no presidente Lula (PT).
Risco zero de anulação – A defesa do senador Jacques Wagner (PT-BA), líder que balança, mas não cai do Governo no Senado, recorreu ao STF para anular a decisão que autorizou a busca e apreensão contra o parlamentar na semana passada. Mas as chances de anulação são perto de zero. A polícia suspeita da atuação parlamentar do senador em temas de interesse do Master, como na tramitação de propostas sobre crédito consignado e o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e ainda durante a fiscalização parlamentar sobre a compra do Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB). A PF apontou uma correlação entre essas atuações e supostas “vantagens econômicas indevidamente” recebidas por Wagner.
CURTAS
LICENÇA – Jaques Wagner, aliás, vai pedir licença do cargo de líder do governo no Senado, posto que ocupa desde o início do governo Lula. Apesar de Wagner ter dito que continuaria “na liderança até que o presidente peça que eu me retire” e que achava “muito difícil” que Lula o ejetasse, sua permanência se tornou impossível, segundo o colunista Lauro Jardim.
BENESSES – Em meio a discussões sobre benesses concedidas a servidores do Judiciário, juízes e procuradores aprovaram novas regras para permitir que as férias de 60 dias sejam parceladas em 12 vezes no ano. A mudança, na prática, pode aumentar o número de dias de descanso.
A VICE? – Sem alarde, a ex-presidente da Caixa no governo Bolsonaro, Daniella Marques, se filiou ao Republicanos no início do ano. Sua filiação a um partido político leva alguns aliados de Flávio Bolsonaro a especular sobre seu nome como eventual candidata a vice.
Perguntar não ofende: Quem vai ser o segundo senador de Raquel?
O senador Fernando Dueire (PSD) disse, em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM na manhã desta segunda-feira (22), que “não vê sentido” em disputar outro cargo que não a reeleição para o Senado Federal. O congressista ressaltou, ainda, que tem legitimidade para disputar uma das vagas à Casa Alta na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD).
“Não me sinto fazendo política distrital, porque (…) tenho um olhar federativo, um olhar para o conjunto. Desenvolvi isso. (…) Tenho um olhar amplo. E nisso em que encontro o meu propósito. É por isso. Não é por ser senador, não é por serem oito anos (de mandato). Não tenho questão pessoal, não é vaidade, não é nada. É a questão do propósito do mandato”, declarou.
O senador exaltou feitos e enumerou qualidades que o fazem estar, segundo ele, na posição legítima de disputar a reeleição na chapa de Raquel Lyra. Afirmou que obras importantes executadas pela governadora têm a digital dele, mencionando a Adutora do Agreste, a BR-232, e pacotes de investimentos que tiveram relatoria dele no Senado.
“Estou legitimado, porque sou candidato natural (à reeleição), tenho o apoio de mais de 100 prefeitos, sou limpo, testado e com (…) um mandato que honra a sucessão de Jarbas (Vasconcelos, ex-senador, de quem foi suplente). Estou muito tranquilo em relação a isso. A decisão soberana, vendo os pesos e as medidas, será da governadora. E é preciso, com clareza, que a gente não bote projeto pessoal nisso”, disse.
O parlamentar também afirmou não ver o nome dele ter saído da lista de especulação de nomes para compor a chapa da governadora. “Está muito central (o nome dele na disputa). Disso tenho muita convicção pela experiência que vivo no meu dia a dia. Cada dia recebo mais adesão e consideração da governadora”, avaliou.
Além de Dueire, estão cotados para compor as duas vagas ao Senado na chapa de Raquel o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD), o deputado federal e presidente da União Progressista em Pernambuco, Eduardo da Fonte (PP), e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil).
Respeito O senador cobrou respeito dos aliados da governadora Raquel Lyra que já se colocam como candidatos ao Senado. Na avaliação do congressista, alguns postulantes têm se apresentado – indevidamente, na visão dele – como se já tivessem sido escolhidos pela chefe do Executivo estadual. Dueire ressaltou que, no calendário de Raquel Lyra, até a convenção há tempo para analisar cada um dos nomes colocados.
“Fico muito desapontado quando percebo pretensos candidatos fazendo propaganda para estar num espaço da chapa. Acho isso ruim. Não é hora disso. É a hora em que precisamos respeitar o momento da governadora. Ela está conversando com todo mundo, com todos esses pretensos candidatos ou pré-candidatos a estarem na chapa dela”, disse.
Em publicação nas redes sociais, o deputado federal e pré-candidato ao Senado, Túlio Gadêlha (PSD), defendeu uma aproximação entre o também pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho (União Brasil), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita durante uma agenda em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. As informações são do Blog da Folha.
Em vídeo divulgado por Túlio, o parlamentar afirma que Miguel e os prefeitos aliados ao seu grupo político deveriam caminhar ao lado do presidente.
“Miguel, vamos ter que caminhar com Lula, caminhar firme com o presidente, porque ele está transformando a vida das pessoas”, declarou.
Na legenda da publicação, Túlio reforçou o posicionamento e destacou a importância do apoio político ao governo federal para viabilizar projetos e investimentos na região.
“Porque sabemos que, para esses projetos avançarem, precisamos de Miguel e seus prefeitos ajudando o presidente Lula. Vamos pra cima! ”, escreveu.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) pode ser alvo novamente de sanções do governo de Donald Trump. Fontes relataram ao SBT News com exclusividade que o governo norte-americano monitora a situação no Brasil atentamente e que, caso haja retaliações à direita no país durante o processo eleitoral, autoridades brasileiras sofrerão novas sanções.
A reportagem questionou se uma possível anulação de uma domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro seria motivo para aplicação de qual tipo de sanção. A resposta foi sim e que essa possibilidade motivaria uma possível reaplicação da Lei Magnitsky ao juiz Alexandre de Moraes.
Nesta semana, Alexandre de Moraes irá analisar se mantém o ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domicilar ou se o transfere para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como a “Papudinha”.
O magistrado analisa por que uma arma do ex-presidente Jair Bolsonaro foi identificada com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) pela polícia Civil do Distrito Federal em uma blitz em Brasília. Jair Bolsonaro irá prestar depoimento nesta terça-feira (22) sobre o caso.
Na última quarta-feira (17), o deputado cassado Eduardo Bolsonaro afirmou em entrevista à âncora do SBT News, Raquel Landim que “a reaplicação de sanções da Lei Magnitskycontra o ministro Alexandre de Moraes “seria apenas uma questão de tempo”.
O SBT News procurou o STF e o espaço segue aberto para qualquer manifestação.