O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta sexta-feira (6), uma lei que torna obrigatório o Exame Nacional de Avaliação Médica (Enamed) para estudantes de medicina poderem atuar na profissão.
As novas diretrizes do Enamed preveem, além da exigência de uma nota mínima, a aplicação da prova em três períodos ao longo do curso de Medicina. Apenas com esse resultado o graduando obterá o registro profissional no Conselho Regional de Medicina. As informações são do g1.
O Enamed foi criado em 2025, mas até então era utilizado apenas para avaliar a qualidade dos cursos de medicina e selecionar candidatos para programas de residência médica.
Médicos graduados com diploma reconhecido nacionalmente, antes da medida provisória, publicada em 19 de junho de 2026, não precisarão fazer o exame para atuar.
A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto e contou com a presença de políticos como os ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Leonardo Barchini (Educação).
Lula tinha até este 6 de novembro para sancionar o texto. O texto foi apresentado pelo governo federal na forma de uma medida provisória, publicada em junho deste ano.
O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados e, posteriormente pelo Senado, no mês de outubro.
Desempenho mínimo
O Enamed já existe desde 2025 e era utilizado para avaliar a qualidade dos cursos de medicina e selecionar candidatos para programas de residência médica.
Agora, passa a ter também a função de verificar se o formando atingiu o desempenho mínimo considerado necessário para atuar como médico.
O exame vai aferir a proficiência dos estudantes de medicina e avaliar os cursos de graduação a partir da média acumulada nas etapas, com peso maior para a última avaliação.
O texto original da medida provisória previa duas provas durante a graduação. O texto aprovado, entretanto, propõe três etapas de avaliação, realizadas:
ao final do quarto semestre;
ao final do oitavo semestre, antes do ingresso do estudante no internato;
ao final do décimo segundo semestre.
Os critérios de aprovação e o nível de desempenho exigido ainda serão definidos por uma comissão responsável. Os participantes que não obtiverem nível proficiente após o resultado final do Enamed poderão refazer a terceira etapa do exame em outras edições.
A exigência de nível proficiente no resultado final do Enamed para o exercício da Medicina não se aplica aos estudantes que já estavam matriculados em cursos de graduação em Medicina no Brasil antes da publicação da MP.
Esses estudantes permanecerão submetidos às normas vigentes à época de seu ingresso na instituição de ensino superior.
A nota individual obtida no resultado final pelo participante que alcançar nível proficiente no Enamed também poderá ser utilizada no processo seletivo para ingresso direto em programas de residência médica.
Os médicos formados em instituições estrangeiras que tenham sido aprovados na primeira etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) até a data de publicação da MP não serão submetidos ao Enamed. Eles permanecerão habilitados a realizar o exame de habilidades clínicas nas duas edições seguintes do Revalida.
Há pessoas cuja trajetória acompanhamos pelos registros da história. Outras, temos o privilégio de conhecer de perto, compartilhando momentos que se tornam parte de nossas próprias lembranças. Ao escrever sobre Gonzaga Patriota, reúno essas duas perspectivas: o reconhecimento ao homem público e o carinho pelo amigo que conheci antes de sua caminhada parlamentar.
Minha amizade com Gonzaga antecede seus mandatos eletivos. Nosso contato começou por volta de 1980, quando ele exercia a advocacia em Petrolina. Minha consideração por ele tem, portanto, raízes anteriores às tribunas e às campanhas eleitorais. Nasceu da convivência e do respeito construído ao longo dos anos.
Essa amizade também se estendeu à sua família. Conheço seus irmãos e mantenho excelente relacionamento com quase todos eles. Recordo, com carinho, Geralvinho, Fátima e Alvinho, este último de saudosa memória, entre outros. Nas pessoas com quem convivi, sempre encontrei humildade, acolhimento e fino trato. São qualidades que dão valor às relações e fazem uma amizade atravessar décadas.
Guardo uma lembrança particularmente especial. Em 1987, por ocasião de minha iniciação na maçonaria, Gonzaga prometeu que estaria presente. E cumpriu a palavra: saiu diretamente do aeroporto para comparecer à cerimônia. Sua presença naquele momento tão significativo para mim ficou guardada entre minhas boas recordações. O tempo passou, mas continuo lembrando, com gratidão, daquele gesto de amizade e consideração.
Outra passagem que faço questão de registrar aconteceu em Brasília. Estive em seu gabinete em busca de recursos para a Facape e fui recebido com a atenção e a cordialidade de sempre. Naquela ocasião, Gonzaga não pôde atender ao nosso pleito. Registro isso com a mesma sinceridade com que reconheço seu acolhimento: ouviu nossa demanda e nos recebeu com respeito. A amizade também se revela nesses momentos, quando a impossibilidade de atender a um pedido não diminui a consideração entre as pessoas.
Natural de Sertânia, filho de Sebastião Alves Freire e Elisa Alves Patriota, Gonzaga construiu uma trajetória que aproximou suas raízes sertanejas dos grandes debates nacionais. A família ocupa lugar importante em suas manifestações públicas. Ao se despedir da Câmara dos Deputados, em 2022, agradeceu à esposa, Rocksana Patriota, aos filhos, netos e bisnetos, além de expressar seu reconhecimento aos pernambucanos.
Antes dos mandatos, conheceu diferentes ambientes de trabalho. Foi telegrafista da Rede Ferroviária Federal, professor e contador em Salgueiro, advogado em Petrolina e empresário. Sua formação abrange Contabilidade, Direito, Administração e Comunicação. Entre seus vínculos acadêmicos está a Facape, onde estudou Administração, instituição que também ocupa um lugar central em minha vida.
Essa experiência profissional diversificada merece reconhecimento. O contato com trabalhadores, estudantes, clientes e empreendedores oferece oportunidades de compreender as dificuldades cotidianas da população. Na trajetória de Gonzaga, trabalho e estudo acompanharam a construção de sua presença pública.
Sua participação partidária começou no MDB, em 1968. Foi deputado estadual entre 1983 e 1987 e exerceu oito mandatos de deputado federal: o primeiro entre 1987 e 1991, seguido de outros sete, consecutivos, entre 1995 e 2023. Passou pelo PMDB e pelo PDT e ingressou no PSB em 1991, conforme os registros da Câmara.
Entre os marcos dessa caminhada está sua participação na Assembleia Nacional Constituinte, responsável pela Constituição de 1988. Gonzaga integrou uma geração de parlamentares que tomou parte na reconstrução institucional da democracia brasileira. Também exerceu a função de secretário nacional de Trânsito, entre 1993 e 1994.
Para Pernambuco, especialmente para o interior, sua atuação teve entre os temas relevantes a água, a agricultura e o desenvolvimento regional. Os registros da Câmara apontam sua participação na coordenação da Frente Parlamentar da Fruticultura e em grupos de trabalho voltados à transposição do São Francisco e ao Nordeste. São assuntos que dizem respeito ao sustento das famílias, à produção e às possibilidades de crescimento de nossa região.
Gonzaga também defendeu a proposta de interligação das bacias do Tocantins e do São Francisco, associando-a à segurança hídrica e ao transporte hidroviário. Essa bandeira parlamentar expressa a atenção que dedicou à questão da água e à busca de alternativas para o desenvolvimento nordestino.
Suas preocupações ganharam espaço também na escrita. Obras como O Nordeste é Viável, Ferrovia Transnordestina, Petrolina: História Política e Água: Um bem finito registram seu interesse pelos desafios econômicos, sociais e históricos da região. Essa produção permite conhecer suas ideias para além dos discursos e dos períodos eleitorais.
Como pernambucano, reconheço o significado de sua contribuição para manter as necessidades do Sertão presentes no debate nacional. Seu legado reúne a participação na Constituinte, a longa experiência parlamentar e a dedicação a temas essenciais à vida de nosso povo.
Como amigo, acrescento a esse reconhecimento as lembranças que os registros oficiais não conseguem guardar: a convivência desde os tempos da advocacia, o carinho por seus irmãos, o acolhimento no gabinete em Brasília e a palavra cumprida naquela noite de minha iniciação.
Ao homenagear Gonzaga Patriota, celebro uma trajetória que faz parte da história política de Pernambuco e uma amizade que permanece viva em minha memória. Entre tantos acontecimentos de sua vida pública, guardo aquele gesto simples e precioso de 1987: o amigo chegou, como havia prometido.
E há presenças que o coração nunca esquece.
Gonzaga tem história e está deixando um grande legado para o povo pernambucano!
*Professor universitário aposentado, administrador, contador, historiador e mestre em economia
Ministros que assumiram o comando de pastas após a saída dos antigos titulares para disputar as eleições ou atuar em campanhas de reeleição nos estados e na Presidência da República podem ser mantidos pelo presidente Lula no quarto mandato, a partir do ano que vem.
A coluna apurou que o petista tem demonstrado satisfação com o trabalho de ao menos dois auxiliares: a ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, que substituiu Paulo Teixeira. Ele deixou o governo para disputar uma vaga de deputado federal por São Paulo, mas não conseguiu se eleger. As informações são do Metrópoles.
A avaliação no governo é de que Fernanda conseguiu estabelecer uma boa interlocução com os movimentos sociais e tem habilidade para articular as demandas do setor, o que conta a seu favor na avaliação de Lula.
Outro nome que tem agradado ao presidente é o atual ministro da Educação, Leonardo Osvaldo Barchini Rosa, que assumiu o posto após a saída de Camilo Santana. O ex-ministro deixou o cargo para atuar na campanha de reeleição do governador do Ceará, no primeiro turno, e, posteriormente, na campanha de Lula durante o segundo turno.
À frente da Educação, Barchini acompanha discussões sobre a ampliação e a universalização do Pé-de-Meia. A proposta em debate no governo prevê expandir o programa para atender cerca de 7 milhões de estudantes do ensino médio em 2027. Também está em discussão a criação de uma modalidade voltada a estudantes universitários.
O Sextou de daqui a pouco faz um tributo lindo e emocionante à voz rouca, mas linda e incomparável da cantora, compositora e pianista Angela Ro Ro, grande artista brasileira, que nos deixou canções maravilhosas, como “Amor, meu grande amor”.
Nascida Angela Maria Diniz Gonçalves, ela recebeu o apelido de Ro Ro ainda na infância, por causa da voz grave. Começou a estudar piano clássico aos 5 anos e, décadas depois, se consagraria como uma das artistas mais originais do país.
Começou a carreira na década de 1970, depois de uma viagem para a Itália, onde conheceu o cineasta Glauber Rocha. Depois, se mudou para Londres, onde foi faxineira em um hospital, garçonete e lavadora de pratos num restaurante, além de fazer algumas apresentações em pubs. Por indicação de Glauber, participou do álbum “Transa”, de Caetano Veloso, tocando gaita em uma música.
No tributo a Angela Ro Ro, entrevistei o jornalista Mauro Ferreira, do portal carioca G1, para quem a cantora deixa grandes e eternas canções com a voz rouca e a tristeza que o amor lhe deu na ‘vida louca vida’
“Dona de uma voz inconfundível e de um estilo que misturava blues, samba-canção, bolero e rock, ela foi um dos nomes mais autênticos da música popular brasileira”, escreveu Mauro em sua coluna, ao receber a notícia da morte de Ângela Ro Ro. “A Notícia que entristeceu o universo da música brasileira jamais apagará a existência da obra da cantora, diz ele.
As 145 composições registradas por Ro Ro são o legado oficial da artista para a posteridade. E essas músicas permanecerão nos discos da cantora, nas gravações de outros intérpretes e em futuros registros que serão feitos ao vivo e em estúdio, segundo Mauro.
Para ele, o que fica somente na memória de quem viu a cantora são os shows de Ro Ro. “Em cena, Angela Ro Ro era um espetáculo! E nenhum dos dois DVDs da artista, Angela Ro Ro ao vivo (2006) e Feliz da vida! (2013), captaram a contento o comportamento irreverente da artista em cena, porque inexiste neles a espontaneidade deliciosamente irresponsável que regia a cantora no palco”, escreveu.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
Fui convidado a participar do Conexões Transnordestina, movimento que reúne especialistas, professores, empresários e representantes de entidades de Pernambuco para defender o ramal Salgueiro-Suape da ferrovia. O grupo quer mobilizar a sociedade e a classe política para buscar uma solução para os entraves da obra no Tribunal de Contas da União (TCU) e prepara um documento técnico sobre a necessidade e a viabilidade econômica do projeto. A primeira reunião de alinhamento será na próxima segunda-feira (9), às 11h, de forma on-line.
O EITA! Recife, programa da Prefeitura do Recife desenvolvido pela Empresa Municipal de Informática (Emprel) em parceria com a Secretaria de Transformação Digital, Ciência e Tecnologia (SECTI), conquistou reconhecimento no Prêmio Ruta CPI 2026, realizado em Assunção, no Paraguai. O resultado foi anunciado nesta sexta-feira (6), durante o encerramento do VIII Foro Iberoamericano de Compra Pública de Innovación e Innovación Abierta. Na categoria Actitud CPI, o vencedor foi Évisson Lucena, gerente geral de Políticas de Inovação da Prefeitura do Recife, que concorreu ao lado de Breno Alencar, diretor de Inovação Aberta e Governança de Dados da Emprel.
Criado em 2021, o EITA! Recife já realizou três ciclos de inovação aberta, conectando desafios da gestão pública ao desenvolvimento de soluções tecnológicas por startups. O programa também chegou à final na categoria Proyecto CPI com a experiência “Inovação Aberta para Transformar a Saúde Pública”, que apresentou resultados da aplicação desse modelo nos serviços municipais. “Esse reconhecimento internacional é resultado de uma trajetória construída desde 2021, com o envolvimento de muitas pessoas e instituições”, afirmou Évisson Lucena.
O VIII Foro Iberoamericano de CPI reuniu, entre os dias 4 e 6 de novembro, especialistas, autoridades e gestores de diversos países para discutir compra pública de inovação e inovação aberta na administração pública. Durante o encontro, Breno Alencar também apresentou a palestra “Agitar y mezclar: Integración de diferentes instrumentos de innovación abierta”, sobre metodologias e experiências desenvolvidas no Recife.
A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), recebeu, nesta sexta-feira (6), vereadores do município após o entendimento entre os parlamentares para a definição da nova Mesa Diretora da Câmara. O vereador Gilliard Mendes assumirá a presidência da Casa Legislativa. Durante o encontro, a prefeita defendeu a manutenção do diálogo entre Executivo e Legislativo. “Serra Talhada ganha quando trabalhamos com diálogo, responsabilidade e compromisso com a nossa população”, afirmou.
Márcia também agradeceu ao atual presidente da Câmara, Manoel Enfermeiro, pelo período à frente do Legislativo municipal e desejou êxito à nova composição da Mesa Diretora. “Quero agradecer a Manoel Enfermeiro por todos esses anos de dedicação, conduzindo a Câmara e defendendo os interesses da população de Serra Talhada. Desejo a Gilliard Mendes muito sucesso nessa nova missão, assim como a todos os integrantes da Mesa Diretora”, declarou.
A ex-prefeita de Casinhas e deputada federal eleita Juliana de Chaparral (União Brasil) garantiu que o grupo político liderado pelo prefeito de Surubim e marido dela, Cléber Chaparral (União Brasil), permanece unido em torno da governadora reeleita Raquel Lyra (PSD).
Em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM na manhã desta sexta-feira (6), Juliana foi questionada se as críticas e cobranças públicas relacionadas a problemas no abastecimento de água no Agreste, região onde está localizado o município de Surubim, teriam provocado algum desgaste na relação do grupo com o Palácio do Campo das Princesas. Em resposta, assegurou que o grupo permanece “coeso” e que a aliança com a governadora está “firme, como sempre esteve”.
“Tivemos alguns momentos de dificuldade, porque o que havia sido combinado ainda não tinha chegado, mas ninguém nunca ouviu Chaparral dizer que não estava ao lado da governadora. […] Sei do compromisso da governadora e sei que vamos ver chegar a água do Rio São Francisco a Surubim. É uma pauta que estamos defendendo. Somos aliados da governadora, mas somos ainda mais aliados e defensores do povo”, declarou Juliana.
Atuação
A futura parlamentar também revelou qual postura pretende adotar no Congresso Nacional. Segundo ela, a atuação será pautada pela defesa de propostas que beneficiem a população, sem deixar de observar as orientações da Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Progressistas.
Juliana também sinalizou disposição para trabalhar em parceria com o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, a partir de 5 de janeiro de 2027, iniciará o quarto mandato à frente do Executivo federal.
“Vamos estar lá para defender todas as pautas que forem a favor do nosso povo. Precisamos ouvir toda a nossa bancada também. […] Pernambuco e o Nordeste deram uma vitória surpreendente ao presidente Lula, e tenho certeza de que ele vai fazer valer isso, enviando recursos e garantindo melhorias para o nosso povo”, afirmou.
O senador Humberto Costa (PT-PE) participou, nesta sexta-feira (6), no Bairro do Recife, de uma mesa de debate do Estuário Mercado de Cinema sobre a regulação das plataformas de streaming no Brasil. O encontro ocorreu no Núcleo de Empreendedorismo e Residência Digital (Nerd), do Porto Digital, e reuniu produtores, realizadores e profissionais do setor, além de Ulisses Brandão, conselheiro da Brasil Audiovisual Independente, e João Vieira Jr., da Carnaval Filmes.
Durante o debate, Humberto abordou propostas em discussão no Congresso Nacional, entre elas a cobrança da Condecine sobre serviços de vídeo sob demanda, a presença mínima de conteúdo brasileiro nos catálogos e regras para o intervalo entre a exibição de filmes nos cinemas e a chegada às plataformas. O senador também defendeu apoio à produção independente e à regionalização dos investimentos. “Qual é o sentido do fundo do audiovisual? É que sirva exatamente pra você estimular a produção, estimular a produção independente, estimular quem deseja apresentar um projeto e não quer estar vinculado a um streaming”, afirmou.
Humberto, que apresentou em 2023 uma proposta sobre o tema, defendeu que a regulamentação seja votada ainda este ano. “Pernambuco é um estado que é conhecido pela qualidade do trabalho que é feito no audiovisual, com grandes diretores e filmes que fizeram grande sucesso e que marcam a nossa diversidade cultural”, disse. Segundo o parlamentar, o setor também tem peso econômico pela geração de empregos e pela movimentação de recursos nos estados e municípios.
Os anos podem caber numa fotografia, numa sucessão de calendários esquecidos ou na memória de acontecimentos que o tempo se encarrega de reorganizar, mas, quando dedicados à construção de um romance, adquirem uma dimensão particular, porque deixam de ser apenas uma medida cronológica e passam a constituir o espaço de uma convivência prolongada com personagens que nascem da imaginação, amadurecem na linguagem e, pouco a pouco, conquistam uma existência tão própria que o escritor, inicialmente senhor de seus movimentos, acaba descobrindo que também precisa aprender a escutá-los.
Hoje, ao concluir os 132 capítulos de O Beijo Subversivo, experimento uma emoção que me surpreende pela intensidade e pela dificuldade de traduzi-la, embora tenha passado uma parte considerável da existência procurando justamente nas palavras uma maneira de compreender o mundo e oferecer alguma duração àquilo que a passagem dos anos costuma dispersar. Não se trata apenas da satisfação natural de quem termina um trabalho de grandes proporções, mas de uma sensação mais complexa, na qual a alegria da realização convive com o espanto de perceber que uma construção literária alimentada durante tantos anos alcançou finalmente sua última página.
Durante esse longo percurso, Ednardo Timberg e Lavínia Belmont deixaram de ser apenas dois nomes inscritos nas primeiras anotações de um projeto literário para adquirir a densidade de personagens que pertencem a um universo próprio, atravessado por encontros, divergências, aproximações, inquietações e circunstâncias que desafiam a compreensão mais imediata dos sentimentos humanos. Acompanhei suas trajetórias com a atenção que a criação romanesca exige, procurando compreender suas escolhas, reconhecer suas contradições e permitir que cada acontecimento encontrasse dentro da narrativa as consequências que lhe fossem próprias, sem reduzir a complexidade da existência à facilidade das explicações ou à conveniência dos desfechos.
Um romance não se constrói apenas com acontecimentos. É preciso que os personagens possuam uma vida interior, que suas palavras revelem mais do que aquilo que pretendem dizer, que seus silêncios tenham consequências e que as circunstâncias históricas, sociais e familiares não apareçam como simples cenários, mas como forças capazes de interferir nos destinos individuais. Foi essa compreensão que orientou a longa elaboração de O Beijo Subversivo, uma obra que procura examinar o amor em confronto com o poder, os interesses, as convenções e as diversas formas de violência que podem surgir quando a liberdade de escolher a própria felicidade contraria expectativas estabelecidas.
A literatura sempre me pareceu uma das expressões mais extraordinárias da liberdade humana, justamente porque permite criar existências que não dependem da identidade de quem as imaginou, embora carreguem as perguntas, os conhecimentos e as inquietações que alimentam toda criação artística. Dostoiévski não precisou ser Raskólnikov para compreender os abismos da consciência, assim como Tolstói não precisou viver a existência de Anna Kariênina para oferecer à literatura uma personagem cuja complexidade continua interrogando leitores de diferentes gerações. O romancista observa, imagina, investiga, transforma e constrói, até que suas criaturas possam caminhar com uma liberdade que já não se confunde com a biografia de seu criador.
Essa independência dos personagens constitui uma das maiores conquistas do romance. Ednardo e Lavínia pertencem à ficção, e é nesse espaço que devem ser conhecidos, interpretados e compreendidos, porque uma obra literária alcança sua verdadeira dimensão quando deixa de depender da explicação de quem a escreveu e encontra leitores capazes de estabelecer com ela suas próprias relações de sensibilidade, conhecimento e imaginação.
Ao longo desses anos, experimentei também as dificuldades que acompanham a elaboração de uma narrativa extensa, os momentos em que determinado capítulo exigia um novo olhar, as ocasiões em que uma frase precisava amadurecer antes de encontrar seu lugar, as mudanças de ritmo impostas pelo desenvolvimento da história e a necessidade permanente de preservar a coerência de um universo ficcional habitado por personagens de temperamentos distintos, interesses conflitantes e maneiras diferentes de compreender a vida. Escrever um romance dessa dimensão é aprender a conviver com a demora, reconhecendo que a literatura não obedece inteiramente à pressa de quem deseja concluí-la.
Talvez por isso a chegada à última página produza uma emoção tão singular. Durante anos, o escritor se acostuma à ideia de que sempre existe um capítulo à espera, uma cena que ainda precisa respirar, uma conversa interrompida que reclama continuidade, uma situação que exige maior profundidade psicológica. Quando finalmente escreve o encerramento, percebe que aquela convivência cotidiana com o universo da obra adquiriu uma importância que não se mede apenas pelo número de páginas produzidas, mas pela dedicação intelectual e afetiva que se tornou necessária para construí-las.
O ponto final, entretanto, não representa o desaparecimento dos personagens. Ao contrário, é justamente depois dele que começa uma das experiências mais interessantes da literatura, quando a narrativa deixa o espaço reservado de sua elaboração e se prepara para encontrar os leitores, levando consigo perguntas que poderão receber respostas diferentes conforme a experiência, a sensibilidade e a imaginação de cada pessoa.
Não pretendo oferecer explicações definitivas sobre O Beijo Subversivo, muito menos antecipar interpretações que pertencem legitimamente a quem se dispuser a percorrer suas páginas. Uma obra literária precisa conservar suas zonas de reserva, seus aspectos ambíguos e aquela liberdade essencial que permite ao leitor descobrir sentidos que nem sempre foram previstos pelo próprio escritor. Explicar demasiadamente um romance antes que ele seja lido seria privá-lo de uma parte importante de sua capacidade de surpreender.
O que posso afirmar, neste momento, é que a conclusão dessa longa narrativa representa uma realização profundamente significativa em minha trajetória de escritor, não apenas pela extensão do trabalho, mas pela oportunidade de desenvolver, ao longo de tantos anos, uma reflexão ficcional sobre o amor, a condição humana, a dignidade, a liberdade e as relações entre os indivíduos e as estruturas de poder que procuram determinar seus caminhos.
A emoção que hoje experimento nasce também da consciência de que nenhum livro se conclui verdadeiramente no instante em que seu autor escreve a última palavra. Depois da criação, permanecem o trabalho cuidadoso de revisão, a preparação editorial e o encontro com aqueles que, ao abrir suas páginas, darão aos personagens uma existência renovada. O manuscrito alcançou seu encerramento narrativo, mas a obra ainda seguirá seu percurso até chegar às mãos dos leitores.
E é bonito pensar que, depois de tantos anos de convivência com uma história ainda inédita, chegará o momento em que Ednardo Timberg e Lavínia Belmont deixarão de habitar exclusivamente o universo reservado de sua criação para alcançar a imaginação de pessoas que talvez nunca tenham ouvido falar de suas vidas ficcionais, mas que poderão reconhecer em suas experiências algumas das grandes interrogações que acompanham a humanidade desde que começamos a contar histórias.
Hoje, diante dos 132 capítulos concluídos, sinto uma alegria serena, acompanhada pela emoção de quem reconhece a dimensão de um trabalho construído com persistência, imaginação e fidelidade à literatura. Não desejo transformar este instante numa despedida, porque os livros, mesmo depois de terminados, continuam oferecendo possibilidades de descoberta, e os personagens que conquistam verdadeiramente uma existência literária jamais permanecem confinados ao número de páginas que os acolheu.
O Beijo Subversivo chegou à sua última página.
E, enquanto me preparo para iniciar os cuidados que antecedem sua publicação, compreendo que a conclusão de um romance não representa o esgotamento de sua história, mas o instante em que uma narrativa, finalmente inteira, começa a preparar sua chegada ao mundo.
Porque o escritor encerra o manuscrito.
E a literatura, quando encontra seus leitores, começa outra vez.
*Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras
A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou, numa votação que durou 30 segundos, um projeto que permite aumentar em até 80% o uso das verbas de gabinete para os deputados estaduais que desempenham algum cargo na Casa. Desde 2019, ano da última alteração na lei, esse limite era de 70%.
A nova mudança foi aprovada durante sessão realizada na quarta-feira (4). A medida foi publicada no Diário Oficial da Alepe desta quinta (5) e passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2027. As informações são do portal G1/PE.
A verba de gabinete corresponde aos recursos que os parlamentares têm à disposição para manter suas atividades, incluindo gastos como locação de imóveis e pagamento de assessores. O valor base do auxílio pode chegar a R$ 60 mil por mês para cada deputado, conforme lei aprovada em 2024.
Porém, os parlamentares que desempenham algum cargo dentro da Alepe, como os líderes de bancada, têm direito a uma cota “extra”. O pagamento funciona da seguinte maneira:
um deputado tem R$ 60 mil por mês para investir nas despesas do gabinete;
porém, se esse parlamentar tiver algum cargo dentro da Casa, como líder de bancada ou presidente de alguma comissão, tem direito a expandir esse valor em 80%;
desta forma, esse único deputado pode gastar até R$ 108 mil.
Deputados beneficiados
De acordo com a Lei 10.568/1991, que dispõe sobre as atividades de apoio aos Gabinetes dos Deputados, o valor “extra”, que agora é de 80%, se aplica para os cargos de:
Primeiro e Segundo Vice-Presidentes da Mesa Diretora;
Segundo, Terceiro e Quarto Secretários da Mesa Diretora;
Líderes e Vice-Líderes do Governo e da Oposição;
Líderes e Vice-Líderes Partidários e de Líderes e Vice-Líderes Blocos Parlamentares;
Presidentes de Comissões Permanentes, excetuada a Comissão de Ética Parlamentar.
Já para o cargo de presidente da Alepe, o benefício não foi alterado, pois ele já recebe 100% de ampliação do valor base. O mesmo vale para o Primeiro-Secretário da Mesa Diretora, que já tem 95% de ampliação da verba.
A Polícia Civil de Pernambuco realizou uma coletiva de imprensa, hoje, para apresentar detalhes da investigação que envolve o deputado estadual eleito Emerson Freitas (MDB), réu pelos crimes de extorsão majorada, exploração de prestígio e lavagem de capitais. O processo tramita na 15ª Vara Criminal de Pernambuco. Somadas, as penas máximas previstas para os três crimes podem ultrapassar 20 anos de reclusão.
Segundo o delegado do Grupo de Operações Especiais (GOE), Jorge Pinto, responsável pela investigação, o parlamentar teria utilizado o alcance de suas redes sociais, onde reúne mais de um milhão de seguidores, para exigir pagamentos de pessoas envolvidas com atividades criminosas em troca de não publicar ou retirar conteúdos que as relacionassem a práticas ilícitas.
De acordo com a investigação, as cobranças incluíam pagamentos em espécie, a exemplo de R$ 20 mil, além de valores mensais para impedir novas publicações. Também foram identificadas transferências via Pix realizadas para contas de terceiros.
O inquérito, inicialmente, foi instaurado para investigar possíveis práticas criminosas de organizações criminosas, incluindo denúncias sobre supostos toques de recolher. Durante as diligências, a Polícia Civil identificou relatos de pessoas que afirmaram ter sido vítimas de extorsão atribuída ao deputado eleito.
Jorge Pinto explicou que Emerson entrou no radar da investigação por ser um dos principais responsáveis por impulsionar, nas redes sociais, as informações sobre os supostos toques de recolher. No decorrer das apurações, porém, os investigadores identificaram denúncias de práticas que extrapolavam o objeto inicial do inquérito.
“(O inquérito) foi aberto para apurar condutas criminosas perpetradas supostamente por organizações criminosas e, de maneira fortuita, a gente descobre esses crimes que estariam sendo praticados pelo indiciado. E por que a vinculação desse indiciado com o objeto inicial do inquérito? Porque ele era o principal impulsionador dessas matérias que estavam sendo veiculadas na época da abertura do inquérito policial, que seriam supostamente esses toques de recolher emanados por organização criminosa”, explicou o delegado.
Um dos episódios identificados pela Polícia Civil ocorreu em um mercado no Recife, onde Emerson teria recebido R$ 20 mil em espécie para deixar de publicar conteúdos contra uma pessoa envolvida com a criminalidade violenta.
“Um encontro se deu em um mercado aqui na capital, onde o indiciado recebeu em mãos R$ 20 mil e, como contraprestação, ele não mais realizaria qualquer publicação em desfavor de uma pessoa envolvida com a criminalidade violenta”, relatou Jorge Pinto.
Provas e falsa influência
Além dos depoimentos reunidos no inquérito, a Polícia Civil afirma ter encontrado provas técnicas a partir da análise de dados extraídos de aparelhos celulares. Segundo Jorge Pinto, o material contém conversas nas quais o próprio investigado exigiria pagamentos em dinheiro para não realizar publicações nas redes sociais.
“Além da farta prova testemunhal já documentada no inquérito, a gente tem uma prova técnica muito robusta, obtida a partir da análise de dados de celular, onde o próprio indiciado mantém conversas diretas e muito claras exigindo pagamento em dinheiro de pessoas envolvidas com a criminalidade em troca de seu silêncio em suas redes sociais”, afirmou.
A investigação também identificou que Emerson alegava ter influência sobre integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público. Segundo o delegado, o parlamentar prometia interferir no andamento de processos e investigações em curso, oferecendo às vítimas a possibilidade de paralisação dos procedimentos em troca de novos pagamentos.
Jorge Pinto afirmou, no entanto, que essa influência não existia e seria utilizada como argumento para convencer as vítimas a realizar os pagamentos. “Ele utilizava de uma falsa influência perante membros da magistratura e do Ministério Público como forma de obter novos benefícios. Condicionava a suposta paralisação de processos ou de investigações em andamento perante o Ministério Público ao novo recebimento de valores. Só que essa influência nunca existiu, era mais um engodo que ele utilizava para mentir para essas vítimas e obter toda essa vantagem ao longo de dois anos”, declarou.
A investigação também apontou uma relação de proximidade entre o deputado eleito e pessoas apontadas como lideranças de facções criminosas, especialmente na Zona Norte do Recife. Segundo Jorge Pinto, os valores cobrados variavam conforme o grau de proximidade com o investigado. Áudios reunidos pela polícia indicariam que pessoas sem relação próxima com ele eram submetidas a cobranças maiores.
O delegado também mencionou semelhanças entre o modo de atuação identificado no caso e uma investigação conduzida em 2023. Ele, porém, não entrou em detalhes sobre o procedimento anterior, que ainda tramita sob segredo de Justiça. Para Jorge Pinto, houve uma escalada na gravidade das condutas, especialmente pela tentativa de atribuir influência indevida sobre instituições públicas.
Servidora
Uma servidora do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE), amiga do deputado eleito, também foi indiciada no inquérito. Segundo a Polícia Civil, ela teria disponibilizado a própria conta bancária para receber valores destinados a Emerson, funcionando como intermediária nas movimentações financeiras.
De acordo com Jorge Pinto, a mulher tinha conhecimento ou, ao menos, condições de saber que os recursos poderiam ter origem criminosa. Mesmo após ser alertada sobre a possibilidade de o investigado receber dinheiro de pessoas envolvidas com o tráfico de drogas, ela teria continuado recebendo os valores.
A servidora responde por lavagem de capitais, permanece em liberdade e também se tornou ré após o recebimento da denúncia pela Justiça.
Perseguição
O delegado-geral da Polícia Civil de Pernambuco, Felipe Monteiro, também participou da coletiva e afirmou que a instituição decidiu apresentar sua versão diante da repercussão do caso e das manifestações do investigado, de sua defesa e de outras pessoas nas redes sociais.
“Essa coletiva é importante para a gente restabelecer a verdade dos fatos, mostrar exatamente o que foi a operação e o que, de fato, foi feito pelo trabalho do GOE nesse primeiro momento, e desmistificar algumas coisas que estão sendo passadas nas redes sociais, na mídia, por outras pessoas e que não dizem respeito exatamente ao objeto dessa investigação”, afirmou.
Felipe Monteiro também afastou a possibilidade de motivação política ou perseguição contra o deputado eleito. Segundo ele, a investigação trata de crimes que teriam sido praticados de maneira reiterada, e não de uma apuração relacionada às denúncias de supostos toques de recolher.
“O que está mostrado aqui é a prática de uma série reiterada de crimes. A gente fez questão de trazer os crimes em que ele está envolvido, como extorsão, e mostrar esses eventos narrativos equivocados para que não tenha nenhuma dúvida do que é que a gente está combatendo e do que é que a Polícia Civil foi atrás”, declarou.
Segundo o delegado-geral, os fatos que chegaram ao conhecimento da polícia mais recentemente apontam para a continuidade das condutas e o surgimento de novas vítimas.
“Os fatos que apareceram no passado foram tratados devidamente no passado e os responsáveis foram responsabilizados. Mas o que aconteceu depois, e Jorge deixou muito claro aqui, mostrando, é que os fatos do passado nunca ficaram no passado. Eles continuaram sendo praticados de forma reiterada, com novas vítimas”, afirmou.
Questionado sobre possíveis consequências da prisão e da investigação para a diplomação de Emerson Freitas, Felipe Monteiro explicou que a atuação da Polícia Civil se limita à apuração criminal, mas que os fatos podem ter desdobramentos em outras esferas.
Judiciário
Durante a coletiva, Jorge Pinto afirmou que a investigação não identificou participação de magistrados ou integrantes do Ministério Público em qualquer esquema de corrupção. “De forma absolutamente segura, nós tivemos todo o cuidado em checar essas informações. Fizemos o levantamento de todos os processos criminais em curso e já arquivados e não constatamos qualquer tipo de irregularidade”, afirmou.
O delegado acrescentou que alguns dos processos citados tiveram andamento regular e resultaram em condenações. Segundo ele, a análise não apontou interferência indevida por parte de integrantes do Judiciário.
Jorge Pinto também explicou os procedimentos adotados para cumprir o mandado de prisão preventiva, expedido em 29 de outubro, contra Emerson. Ainda de acordo com o delegado, a medida foi solicitada à Justiça diante do risco de reiteração criminosa, considerando a existência de uma investigação anterior, de 2023, e a continuidade das práticas nos anos de 2024 e 2025.
Após tentativas de localizar o investigado nos endereços que costumava informar como domicílio, a Polícia Civil solicitou um mandado de busca domiciliar. O delegado rebateu questionamentos sobre o cumprimento da ordem em um imóvel que seria de um terceiro.
“Essa casa até poderia ser de terceiro, mas o próprio réu teria fornecido voluntariamente uma declaração de próprio punho onde apontava esse endereço como sendo seu local de domicílio. Então, a polícia não entrou na casa de ninguém sem levantamento de informações, havendo indicativos concretos de que lá ele pudesse se encontrar”, afirmou.
O delegado também negou que o investigado tenha sido impedido de acessar os elementos da investigação ou que tenha sofrido cerceamento de defesa. Segundo ele, três advogados foram constituídos ao longo do procedimento e os dois primeiros tiveram acesso integral ao material documentado no inquérito.
Jorge Pinto afirmou que o terceiro advogado também recebeu acesso aos autos antes do interrogatório de Emerson. Além disso, os dados brutos extraídos dos aparelhos celulares foram disponibilizados à defesa e continuam acessíveis para consulta.
Sobre o conhecimento do mandado de prisão, o delegado afirmou que a ordem estava inserida no Banco Nacional de Mandados de Prisão, o que tornou pública a informação e permitiu sua rápida circulação em grupos de mensagens e redes sociais.
A prefeita de Olinda, Mirella Almeida, iniciou mudanças na composição do primeiro escalão da gestão municipal. As primeiras alterações envolvem as secretarias de Fazenda e de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Cynthia Ramos assume a pasta da Fazenda, enquanto Maria do Socorro Sá Rodrigues Gonçalves passa a comandar a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.
As mudanças fazem parte de um processo de reorganização administrativa que terá continuidade nos próximos dias, alcançando outras secretarias e cargos da estrutura municipal.
As mudanças fazem parte do planejamento da gestão para fortalecer a estrutura administrativa, aprimorar os processos internos e garantir mais eficiência na execução das políticas públicas. A proposta é integrar experiências e competências técnicas às necessidades do município, qualificando os serviços prestados à população e dando continuidade às ações prioritárias da Prefeitura de Olinda.