Do Poder360
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acumula ao menos 19 declarações controversas e gafes no 1º semestre de 2026, ano marcado por sua tentativa de reeleição.
Em fevereiro de 2026, Lula trocou o nome da primeira-dama Janja Lula da Silva pelo nome de Marisa Letícia (1950-2017), que foi sua mulher de 1974 a 2017. Também em fevereiro, confundiu-se e referiu-se à ex-presidente Dilma Rousseff (PT) como sendo a ex-deputada federal Irma Passoni.
Leia maisA controvérsia mais recente foi em 28 de junho, quando Lula esteve em Santa Catarina. Na ocasião, foi visitar obras de embarcações de apoio offshore contratadas pela Petrobras no estaleiro Detroit Brasil, em Itajaí (SC). Em um discurso inflamado, o presidente disse que não é possível “permitir que prevaleça em Santa Catarina o racismo”. Lula ainda declarou que não se pode permitir “essa ideia da hegemonia branca sobre o restante do país”.
Eis o que disse: “Está chegando o momento de a onça beber água. Vocês não podem permitir que prevaleça em Santa Catarina o racismo. Não podem permitir. Não podem permitir que aqui em Santa Catarina as pessoas sejam tomadas pela síndrome de grandeza, porque esse Estado é muito rico, não é pobre. A gente tem o Estado brasileiro, e todo mundo tem que ser tratado igual. Todo mundo. Não tem um cara, porque é branco, é melhor do que o que é negro, o cara que é nordestino é pior do que o do Sul do país. Que história que é essa? A gente não aceita. Hitler tentou fazer isso e acabou do jeito que acabou. Isso a gente não pode permitir, essa ideia da hegemonia branca sobre o restante do país. Na verdade, isso não é hegemonia branca, é hegemonia da ignorância, que a gente tem que ter coragem de debater”, afirmou.
A declaração causou reação de opositores por considerarem que Lula sugeriu que o Estado é racista. Em 30 de junho, o PL protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral pedindo a punição do petista. Argumenta que ele propagou “discurso de ódio e racismo” contra a população de Santa Catarina, além de ter praticado propaganda eleitoral antecipada.
“Nunca fui esquerdista”
Em 17 de junho, ele disse que “o mundo é do caminho do meio” e que “nunca foi esquerdista”. O petista teve a fala captada por um microfone aberto enquanto conversava com a chefe do FMI, Kristalina Georgieva, e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, durante a cúpula do G7, na França.
Celulares roubados
Em 10 de junho, Lula anunciou o envio automático de notificações para celulares roubados em nova fase do programa Celular Seguro. Na ocasião, disse que pessoas ricas não compram celulares roubados, mas pobres compram.
No mesmo discurso, afirmou que estudaria a possibilidade de os aparelhos serem devolvidos nos Correios já que, nas delegacias, “a pessoa não sabe qual delegado vai encontrar”. A fala causou incômodo em associações de delegados. O Sindesp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo), por exemplo, criticou a declaração e disse que delegados e policiais civis desempenham papel fundamental na investigação criminal, na recuperação de bens subtraídos e na proteção da sociedade.
Em 23 de junho, a nova fase do programa foi lançada oficialmente. Em evento, Lula afirmou que quem recebeu uma notificação pode devolver o celular roubado em uma delegacia “sem medo” de ser preso. A declaração provocou questionamentos por conflitar com o que determina o Código Penal para o crime de receptação.
No lançamento do Celular Seguro, Lula também pediu que os brasileiros tenham “mais cuidado” ao usar o celular e fez alerta sobre “alguém dando pirueta na bicicleta” quando for usar o aparelho na rua.
Honestidade
Em duas ocasiões, Lula deu a entender que não é um político honesto. Em 1º de abril, afirmou: “Vocês são as pessoas honestas que querem que eu seja”. Já em 22 de junho, disse que o “político honesto” que os jovens procuram está dentro de si e não dentro dele, Lula.
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