Da Revista VEJA
A aprovação à maneira como Lula vem governando o país melhorou numericamente na nova pesquisa Ipespe/Abrapel, divulgada neste sábado, 17, a oito dias do segundo turno. O índice passou de 43% na rodada realizada entre 6 e 8 de outubro para 45% no levantamento feito entre os dias 13 e 15. No mesmo período, a desaprovação oscilou de 50% para 48%.
As duas variações estão dentro da margem de erro da pesquisa e, por isso, podem não configurar uma mudança estatisticamente conclusiva. Outros 7% não sabem ou não responderam, mesmo percentual registrado na rodada anterior.
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O que mudou na avaliação de Lula?
Na rodada anterior, a diferença entre desaprovação e aprovação era de 7 pontos percentuais: 50% desaprovavam e 43% aprovavam a forma como Lula administrava o país. Agora, essa distância numérica caiu para 3 pontos, com 48% de desaprovação e 45% de aprovação.
O próprio relatório apresenta esse indicador como “saldo”, calculado pela diferença entre aprovação e desaprovação. Ele passou de 7 pontos negativos para 3 pontos negativos entre as duas rodadas.
Como os eleitores de Lula avaliam o presidente?
Entre os entrevistados que declaram voto em Lula no segundo turno, 88% aprovam sua maneira de governar, enquanto 7% desaprovam. Outros 6% não sabem ou não responderam. O cruzamento mostra forte associação entre avaliação do governo e intenção de voto nesta reta final da eleição.
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E o que pensam os eleitores de Flávio Bolsonaro?
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 93% desaprovam a maneira como Lula governa e 4% aprovam. Outros 3% não sabem ou não responderam. A polarização também aparece entre os eleitores que não escolheram diretamente nenhum dos dois candidatos. Entre quem declara voto branco ou nulo, 59% aprovam o governo Lula e 5% desaprovam, enquanto 36% não sabem ou não responderam.
Como a avaliação do governo se relaciona com a disputa eleitoral?
Na mesma pesquisa, Flávio Bolsonaro aparece com 48% das intenções de voto no cenário estimulado e Lula, com 46%. Branco ou nulo somam 3%, e outros 3% não sabem ou não responderam.
Nos votos válidos, o Ipespe calcula 51,2% para Flávio e 48,8% para Lula. Na rodada anterior, os percentuais eram de 52,7% e 47,3%, respectivamente, também uma oscilação dentro da margem de erro.
A melhora numérica significa uma virada na avaliação?
Não. Os dados mostram uma aproximação numérica entre aprovação e desaprovação, mas as oscilações registradas entre as duas rodadas estão dentro da margem de erro. A leitura correta, portanto, é de melhora numérica da aprovação e recuo numérico da desaprovação, sem afirmar uma mudança consolidada de tendência.
Qual a metodologia da pesquisa?
A pesquisa Ipespe/Abrapel ouviu 1.500 eleitores entre os dias 13 e 15 de outubro. O levantamento foi realizado por telefone e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00223/2026. A margem de erro máxima é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, para resultados próximos de 50%.
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