Estive, há pouco, com o escritor, advogado e ex-conselheiro federal da OAB Pernambuco, Inácio Feitosa. Ele me antecipou os livros que lança amanhã, às 18h, no Salão Foyer da OAB-PE, no Recife: “O Poder das Mulheres Empreendedoras: Como Criar um Negócio de Sucesso do Zero” e “Crianças Invisíveis”.
As obras abordam temas centrais da realidade brasileira: autonomia financeira feminina, inclusão escolar e os desafios enfrentados por famílias de crianças neurodivergentes. O lançamento acontece em um cenário de crescimento do empreendedorismo feminino no país.
Dados do Sebrae e do IBGE mostram que o Brasil alcançou, em 2026, a marca de 10,4 milhões de mulheres empreendedoras, o equivalente a 34% dos donos de negócios brasileiros. Em Pernambuco, cerca de 294 mil mulheres estão à frente de empreendimentos, sendo mais da metade formada por microempreendedoras individuais (MEI). Para Inácio Feitosa, o empreendedorismo feminino se consolidou como ferramenta de transformação econômica, geração de renda e fortalecimento familiar.
Já “Crianças Invisíveis” traz para o debate a necessidade de ampliar políticas públicas, inclusão escolar e acolhimento social para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Dados preliminares do Censo 2022, divulgados pelo IBGE e utilizados como referência em 2026, apontam que o Brasil possui cerca de 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com TEA, o equivalente a 1,2% da população. Mais de 1,1 milhão têm entre 0 e 14 anos, enquanto o Nordeste reúne aproximadamente 633 mil pessoas com diagnóstico formal de autismo.
“As duas obras nascem da necessidade de discutir temas urgentes da sociedade brasileira. Precisamos falar sobre independência econômica, inclusão, acolhimento e respeito às diferenças de forma prática e humana”, destaca Inácio Feitosa.
Um dos recortes da pesquisa Quaest pouco explorados foi a relação entre os dois principais presidenciáveis e os candidatos ao Governo de Pernambuco. Segundo o levantamento, 57% dos eleitores identificam que João Campos (PSB) é o nome apoiado por Lula (PT) no Estado, ainda que um percentual alto (35%) indique que não sabe ou não tenha respondido.
Quando o questionamento é feito sobre Flávio Bolsonaro (PL), porém, 26% dos entrevistados associam o apoio dele a Raquel Lyra (PSD), nome que chegou a aparecer em rascunhos do filho de Jair Bolsonaro que vieram a público no início deste ano.
O dado chama atenção porque a governadora vem fazendo um esforço enorme para não deixar explícita essa relação. Recentemente, a coligação dela conseguiu decisão da Justiça para obrigar Mendonça Filho (PL), candidato a senador do bolsonarismo, a remover bandeiras e materiais gráficos em que cola a imagem dele à dela.
Provavelmente, só recorreu a essa medida após queixas de Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP), seus candidatos oficiais ao Senado. A associação de Raquel com o bolsonarismo não é fruto do acaso. Por diversas vezes em atos administrativos de seu governo, ela foi instada a usar as mãos para fazer o “L” de Lula e se absteve, mesmo na presença do presidente.
Em agosto, contudo, sem hesitar, foi flagrada dançando uma releitura do principal jingle usado na campanha de Jair Bolsonaro em 2022. No mesmo mês, ela também se deixou ser filmada enquanto participava de um culto na igreja liderada pela família da deputada federal Clarissa Tércio (PP), nome que chegou a ser cotado para a vice de Flávio Bolsonaro.
Os dados, portanto, mostram que o eleitor pernambucano começa, cada vez mais, a fazer diferenciações mais nítidas entre os palanques. João Campos vem buscando reforçar a associação com Lula, o que já trouxe resultados na própria pesquisa Quaest, em que ele cresceu e empatou tecnicamente com Raquel, que caiu.
Já a governadora consolidou uma imagem que o marketing da campanha fez de tudo para não associar a ela, mas que acabou se impondo pela própria trajetória construída em seu governo e na política.
Se em 2022, um equívoco de Simone Tebet ao se referir a Soraya Thronycke num debate presidencial virou meme, a associação passa longe de ser uma brincadeira em Pernambuco, que tem, de fato, sua candidata “Bolsonara”.
INDEFINIDA – Conforme um diretor da Quaest explicou, ontem, numa emissora de rádio do Estado, a governadora Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) estão empatados tecnicamente, com um detalhe: o candidato socialista começou a avançar mais ainda no eleitorado de esquerda e independente, enquanto sua adversária estagnou, chegando ao seu teto. Como 35% dos eleitores ainda não sabem que João é de fato o candidato de Lula, a tendência é que esse segmento eleitoral faça a diferença em favor do ex-prefeito do Recife. Para o representante do instituto, a eleição no Estado está indefinida.
O senador do atraso – O candidato sem tradição no bolsonarismo em Pernambuco, mas que quer a todo custo se apresentar como tal, Mendonça Filho (PL) é campeão imbatível nos memes que circulam pelas redes sociais, associando-o ao que há de mais atrasado no Estado e responsabilizando-o por um grande retrocesso no ensino superior quando ministro da Educação de Michel Temer. Uma das peças bem jocosas diz que ele apoia no plano nacional um candidato envolvido com milícias e corrupto, Flávio Bolsonaro, além de ser carimbado como golpista.
Carne e unha com Raquel – Preso ontem por envolvimento em esquemas de corrupção, o prefeito de Salgadinho, Jeosadaque Barbosa Salgado (PSDB), conhecido como Joia, é ligadíssimo à governadora Raquel Lyra (PSD). Foi levado ao xadrez durante a Operação Dinastia, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Pernambuco. A sua esposa, a presidente da Câmara Municipal de Salgadinho, Elane Barbosa de Lima Salgado, também tucana, foi afastada do cargo. A operação desarticulou uma organização criminosa voltada à prática de crimes contra a administração pública. Na residência dele foram contabilizados cerca de R$ 580 mil em espécie. Em um segundo alvo, foram apreendidos aproximadamente R$ 167 mil em espécie e mais R$ 165 mil, em cheques.
Crescimento frustrado – A pesquisa da Quaest mostrou que Raquel Lyra (PSD), segundo o mesmo diretor do instituto, que deu entrevista ontem a uma emissora de rádio do Estado, não conseguiu abrir a vantagem que vinha sendo cogitada após um período de crescimento nas intenções de voto. A disputa com João Campos (PSB) permanece tecnicamente empatada. “A eleição segue competitiva, com um empate no limite da margem de erro. Ainda tem mais um mês de, digamos, bastante emoção”, disse Guilherme Russo, diretor de Inteligência da Quaest.
Autoridade em xeque – O presidente do STF, Edson Fachin, foi extremamente pressionado a agir de imediato, ontem, logo depois de o ministro Flávio Dino conceder uma liminar para reintegrar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, derrubando o afastamento determinado por Mendonça no dia anterior. A nova disputa por meio de decisões judiciais reforçou entre integrantes da Corte a percepção de que a crise passou a colocar em xeque também a autoridade de Fachin para conduzir uma saída institucional.
CURTAS
QUEIXA – O próprio Mendonça se queixou ao presidente do STF. Segundo relatos, ele classificou a decisão de Dino como ilegal e cobrou providências. Nos bastidores, ministros avaliam que os movimentos das alas envolvidas no embate passaram a atropelar a condução da presidência do STF e ameaçam esvaziar a autoridade de Fachin.
SESSÃO – O presidente do STF, Edson Fachin, determinou a suspensão de “todo e qualquer procedimento” que envolva uma potencial investigação contra ministros da Corte e convocou uma sessão extraordinária do plenário para a próxima terça-feira, às 10h, para analisar o processo que reúne o relatório da Polícia Federal com menções ao ministro Alexandre de Moraes, cujo sigilo foi retirado por decisão do ministro André Mendonça.
SATISFAÇÃO – A Advocacia-Geral da União divulgou uma nota na qual afirma que recebeu com “satisfação, respeito e esperança” a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, que manteve o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no cargo ao suspender os despachos dos ministros André Mendonça e Flávio Dino sobre o tema.
Perguntar não ofende: Se Lula vier a Pernambuco, liquida a fatura em favor de João?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou mais uma vez nesta quarta-feira, durante comício em Teresina, que o americano Donald Trump não deve se meter na eleição brasileira. O petista acrescentou ainda que a disputa deste ano definirá se haverá ou não democracia no país.
— Que não venham os americanos quererem influir nas nossas eleições. Porque a gente sabe o que eles são capazes. Se eles vierem se meter aqui, nós vamos derrotá-los. O Trump que se meta no país dele. Aqui é um problema nosso, de brasileiro e ninguém tasca. Eles vão ter que aprender conosco uma lição: nós somos pobres, mas somos orgulhosos. Temos que dizer a eles que caráter e dignidade não se compra em shopping, aeroporto, a gente traz da barriga da mãe da gente. E isso nós temos de sobra para ensinar qualquer país que queira se meter no nosso processo eleitoral. As informações são do jornal O GLOBO.
Lula citou o candidato do PT ao governo do Piauí, Rafael Fonteles, atual governador, para dizer que o futuro da democracia está em jogo na eleição.
— O que está em jogo este ano na eleição, não é se vai ter o Rafael, se vai ter o Lula, é se vai ter democracia ou não. É se o povo brasileiro vai ser respeitado ou não.
O presidente ainda afirmou, se referindo a Flávio Bolsonaro (PL), que os adversários são do mal.
— Porque vocês sabem que destruir é muito mais fácil do que construir. Para construir uma obra grande, leva décadas. Para destruir, leva um minuto. Eles são do mal. Eles são mentirosos. Eles contam mentira todo dia. Na verdade, eles não têm o que propor para este país.
A viagem ao Piauí colocou à prova o pacto de não agressão com o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, Ciro busca renovar a cadeira no Senado pelo partido do qual é presidente.
A legenda adotou neutralidade na disputa presidencial, frustrando as expectativas de Flavio Bolsonaro (PL), que buscava apoio da federação da sigla com o União Brasil. Em troca, dirigentes petistas defendem que Lula não faça discursos contrários a Ciro Nogueira no Piauí, estado em que o presidente venceu com 76% dos votos válidos em 2022.
Durante o comício, Lula disse que os seus candidatos ao Senado são Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD), ambos concorrentes de Ciro, e afirmou que não aceita “vira-lata” ao seu lado.
— E quero que vocês saibam, eu não tenho outro candidato ao Senado. Os meus senadores são o Júlio César e o Marcelo Castro. A gente não aceita vira-lata do nosso lado. Nós queremos gente de bem.
O vereador Nivaldo Magagnin (MDB), de Treze de Maio , no Sul de Santa Catarina, morreu na manhã desta quarta-feira (9) após ser atingido por uma carga de aproximadamente uma tonelada de batatas.
O parlamentar, conhecido no meio político como “Nivaldo da Batata”, era dono de uma empresa de comercialização e beneficiamento de batatas e havia completado 63 anos na terça-feira (8). Ele trabalhava no momento do acidente, por volta das 8h20. As informações são do g1.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Urussanga, que atendeu a ocorrência, o vereador foi atingido por uma saca do tipo “big bag” (embalagem usada para grandes cargas) que estava suspensa a cerca de dois metros de altura.
O cabo de aço que sustentava a estrutura rompeu, e a carga caiu sobre ele.
O acidente ocorreu por volta das 8h20 na Rodovia Municipal José Meneghel, no bairro Santa Cruz. A prefeitura decretou luto oficial de três dias.
A equipe de resgate suspeita que o impacto da queda tenha prensado o vereador contra o chão. O corpo não tinha ferimentos externos aparentes.
As polícias Militar e Científica e o Instituto Médico-Legal (IML) foram acionados para realizar a perícia e recolher o corpo.
A causa da morte e as circunstâncias do rompimento do cabo de aço serão investigadas.
Prefeitura lamenta morte de vereador
A Prefeitura de Treze de Maio manifesta profundo pesar pelo falecimento do vereador Nivaldo Magagnin, aos 63 anos.
Neste momento de tristeza, a Administração Municipal se solidariza com familiares, amigos, colegas e toda a comunidade, desejando força e conforto a todos.
Em respeito à sua memória e à sua trajetória na vida pública, o Município decreta três dias de luto oficial, conforme o Decreto nº 073/2026.
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) criou uma comissão para analisar a possibilidade de impeachment do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
A criação da comissão foi determinada na noite desta quarta-feira (9) pelo presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti. As informações são da CNN.
A ideia é pedir acesso aos autos das investigações que apuram a relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro para que seja elaborado um parecer a ser votado pelo Conselho Federal da OAB.
“Da mesma forma que o Supremo, que os ministros, o Ministério Público, a Polícia Federal são capazes, através de seus agentes, de fazer toda essa investigação, nós também temos capacidade intelectual, através dos nossos conselheiros federais, presidentes de seccionais e juristas que já se propuseram a fazer parte dessa comissão, para fazer uma análise profunda de toda essa documentação”, disse Simonetti.
A decisão ocorre em um momento em que seccionais da OAB têm pressionado para que haja medidas da instituição contra Moraes. O movimento tem sido liderado, por exemplo, por São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, entre outros.
Nesta terça-feira, por exemplo, a OAB do Distrito Federal abriu processo ético-disciplinar contra o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, que fez o contrato de R$ 129 milhões.
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, afirmou nesta quarta-feira (9) que a decisão do ministro Flávio Dino que determinou a reintegração de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal afrontou a competência da Presidência da Corte.
Na decisão, Fachin escreveu que a medida tomada por Dino “arrosta a competência desta Presidência” e também “infirma decisão tomada por outro Ministro da Corte”. As informações são da CNN.
Dino havia determinado a reintegração de Andrei e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada, depois que ambos foram afastados por decisão do ministro André Mendonça.
A medida de Dino foi tomada em outro processo, relacionado ao suposto direcionamento de emendas parlamentares para o filme Dark Horse, que conta a biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Fachin considerou que a sucessão de decisões individuais de diferentes ministros criou um quadro de “conflitos e sobreposições processuais”, com risco de decisões contraditórias dentro do próprio Supremo.
Por isso, o presidente da Corte suspendeu tanto a decisão de Mendonça que afastou Andrei e Leandro quanto a de Dino, que havia determinado a reintegração dos dois.
Fachin também paralisou o andamento da petição de relatoria de Mendonça na qual foram tornados públicos registros de mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, até nova deliberação.
A candidatura de Marília Arraes (PDT) ao Senado Federal recebeu o apoio do prefeito de Tabira, Flávio Marques (PT), e de seu grupo político. A aliança fortalece a presença da postulante no Sertão do Pajeú e amplia a rede de apoio da pedetista entre gestores municipais de diferentes legendas no interior do estado.
“Receber Flávio e todo o seu grupo é uma conquista muito importante para a nossa caminhada. Ele tem liderança em Tabira, conhece profundamente a realidade do Pajeú e sabe o quanto os municípios precisam de uma representação presente e atuante em Brasília. Queremos estar no Senado para ser parceiros de cada município pernambucano na busca por investimentos, obras e oportunidades”, declarou Marília Arraes. As informações são do Blog da Folha.
À frente do executivo municipal de Tabira, Flávio Marques ressaltou que a decisão de integrar a campanha da candidata foi tomada em conjunto com sua base política, considerando a trajetória de Marília e a necessidade de garantir diálogo direto entre os municípios do interior e o Governo Federal.
“Tabira e o Pajeú precisam ter no Senado uma voz que conheça Pernambuco e esteja disposta a trabalhar pelos municípios. Marília tem história, experiência política e capacidade para abrir portas e defender os interesses da nossa gente em Brasília. Conversamos com o nosso grupo e tomamos essa decisão com muita segurança”, afirmou o prefeito.
A adesão no Pajeú soma-se a uma série de apoios confirmados pela candidatura pedetista em diferentes regiões do estado. Já anunciaram apoio à candidata os prefeitos Bebe Água, de Betânia; Júnior Vaz (PV), de Pedra; Duda Lira (União), de Cupira; Mary Gouveia, de Escada; Carrapicho (Republicanos), de Tamandaré; Josafá Almeida (PRD), de São Caetano; e Dr. Ruy (PSB), de Bonito.
Também integram a frente de apoio o ex-prefeito de Escada Jandelson Gouveia, a vice-prefeita de Camaragibe, Comandante Débora (PT), o candidato a deputado estadual Jobson Almeida (Republicanos), além de vereadores e lideranças que integram esses grupos políticos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para tratar da crise enfrentada pela Corte, agravada com o vaivém de decisões sobre a permanência de Andrei Rodrigues na direção-geral da Polícia Federal (PF). Lula vinha compartilhado com ministros mais próximos a ele a impressão de que o presidente da Corte, Edson Fachin, precisava tomar as rédeas do conflito interno. As conversas ocorreram com ao menos com dois magistrados.
De acordo com interlocutores, Lula avaliava que Fachin poderia perder força internamente se demorasse a agir. Na tarde desta quarta-feira, o presidente do Supremo tomou uma série de decisões, entre elas o agendamento para a próxima terça-feira, dia 15, de julgamento para tratar de um relatório da Polícia Federal (PF) que mostra troca de mensanges entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Além disso, Fachin assumiu a investigação do chamado inquérito das fake news, retirando Moraes da função, e suspendeu as decisões que tratavam sobre o afastamento de Andrei Rodrigues, ao mesmo tempo que manteve o integrante da corporação no cargo. As informações são do jornal O GLOBO.
A ala do STF mais próxima a Lula é formada por Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Alexandre de Moraes, grupo que está em oposição a André Mendonça. Ao mesmo tempo, aliados dizem que Lula acredita que uma solução precisa partir do próprio Supremo. O embate ganhou novos contornos a partir de terça-feira, quando Mendonça afastou Andrei da chefia da PF. Na manhã desta quarta, Dino determinou que o delegado reassumisse o posto.
Antes do despacho, tanto Lula quanto auxiliares do presidente manifestaram reservadamente que a demora de Fachin em tomar uma atitude acirra o antagonismo entre os ministros.
Em outra frente para tentar estancar a crise, o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, conversou novamente nesta quarta-feira com Fachin e fez um apelo para que ele decidisse sobre o recurso apresentado na véspera contra o afastamento de Andrei.
O argumento era que, mesmo após a ordem de Dino revertendo a decisão de Mendonça, outro ministro poderia fazer um novo despacho determinando a saída do diretor-geral da PF, o que conturbaria ainda mais o ambiente.
No argumento apresentado por Messias ao presidente do Supremo, a decisão do presidente da Corte servir para restabelecer a ordem institucional e reafirmar a sua autoridade entre os colegas.
Ao analisar o cenário conturbado na Corte, Lula teme que a crise do STF traga um efeito eleitoral direto para a sua campanha e tem compartilhado com interlocutores que a sociedade perde com o Judiciário sob suspeita.
Um interlocutor frequente de Lula diz que o presidente quer focar a sua campanha e discutir temas que dialoguem com o dia a dia da sociedade e, dessa forma, afastar a contaminação da crise institucional na ordem do dia das eleições. Segundo ele, o petista quer que a saída para a crise ocorra o quanto antes para poder focar o embate com seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Pesquisas eleitorais divulgadas nos últimos dias, como a Quaest indicando um empate numérico entre Lula e Flávio no segundo turno, acenderam um sinal de alerta no entorno do presidente da República.
De acordo com duas pessoas que integram a equipe do petista, a linha que deverá ser adotada pela campanha é a de que todos os sigilos das investigações devem ser retirados, a exemplo de publicação do próprio Lula nesta quarta-feira nas redes sociais em reação à crise.
No texto, o presidente defendeu a “quebra completa” do sigilo das investigações relacionadas ao caso do Banco Master, “seja quem for, doa a quem doer”, criticou o que classificou como “vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral” e disse que o povo “precisa de explicações e medidas imediatas”.
A campanha petista vê ato deliberado de André Mendonça para construir narrativa favorável a Flavio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula. Mendonça foi indicado pelo pai do presidenciável, Jair Bolsonaro, em 2021. O entorno de Lula, no entanto, ainda calibra como trabalhar esse tema no horário eleitoral.
Secretário de comunicação do PT, Éden Valadares, divulgou vídeo também nesta quarta em que diz que há uma tentativa de intromissão no processo eleitoral brasileiro e na qual acusa Mendonça, ainda que sem o citar nominalmente, de usar da crise um instrumento eleitoral para barrar as investigações sobre Flávio.
“A situação política no Brasil é muito grave. O que eram suspeitas se confirmam em evidências e precisamos denunciar e reagir agora. A crise institucional que se instalou no Supremo Tribunal Federal está sendo transformada em instrumento eleitoral pelo ministro relator do caso do Banco Master ao barrar as investigações sobre Flávio Bolsonaro, ao ser parcial nas apurações sobre o banqueiro Daniel Vorcaro e ao negar ao Brasil a verdade sobre o escândalo do Dark Horse”, diz Valadares.
A ideia, de acordo com relatos, é que fique com a militância e parlamentares governistas o tom mais duro em relação à postura de Mendonça, reforçando a relação de Vorcaro com Flávio Bolsonaro e a do senador com o ministro do Supremo. Nessa linha, alguns políticos fizeram publicações nas redes na qual questionam o fato de Mendonça ter afastado o diretor da Polícia Federal que mandou prender o banqueiro.
Mensagens desse tipo foram divulgadas em grupos de WhatsApp ligados ao PT que surgiram na campanha de 2022 e retornaram na deste ano para reforçar a presença digital de Lula e fazer frente ao bolsonarismo. Em um deles, uma mensagem incentiva a militância a “falar sobre as atitudes do ministro André Mendonça no caso envolvendo a blindagem de Flávio Bolsonaro e defender que as instituições cumpram seu papel com independência”.
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participou, nesta quarta (9), de um encontro com representantes do setor produtivo da cana-de-açúcar do estado, na sede do Sindaçúcar-PE, no Bairro do Recife. Ao lado de assessores e do candidato a vice-governador Carlos Costa, ele ouviu as diversas demandas do segmento sobre questões regulatórias, incentivos fiscais e assuntos de interesse como transição energética e reforma tributária.
Ao setor, o candidato se comprometeu em criar uma secretaria-executiva específica para tratar apenas de reforma tributária em Pernambuco. Essa secretaria estaria focada na mediação dos projetos voltados aos dois mecanismos centrais criados pela reforma para conceder incentivos fiscais e ao desenvolvimento regional durante a transição: o Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais (FCBF) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR).
“Hoje viemos conversar com a categoria da produção de cana-de açúcar e álcool no estado de Pernambuco. A gente escutou atentamente, são muitas regulamentações de nível nacional, programas que dialogam com a infraestrutura mais robusta para região de produção de cana e um diálogo muito próximo dos impactos da reforma tributária, principalmente no que tange hoje os benefícios fiscais que vão virar subsídios”, detalhou João Campos.
Setor produtivo De acordo com Renato Cunha, presidente do Sindaçúcar-PE, o encontro foi uma oportunidade de levar as principais demandas do setor para um possível novo chefe do executivo pernambucano.“O Sindaçúcar-PE não realizou um debate com os candidatos, mas procura externar suas posições, suas plataformas e bandeiras de necessidades, de sustentabilidade regulatória, para que possamos sempre nos tornarmos um estado muito competitivo na nossa área. Esse foi a tônica da reunião, uma reunião produtiva, construtiva, eminentemente técnica, mostrando as questões e os projetos nacionais que impactam o nosso dia a dia”, descreveu.
“Também debatemos as questões estaduais, muito mais focadas na área federal, com todas essas mudanças e transições, transições energéticas, projetos no Congresso Nacional, sempre com o objetivo de tentarmos um crescimento mais previsível para o estado de Pernambuco, onde as indústrias estão instaladas e onde sempre a gente quer e como pernambucanos lutamos para colaborar na atração de mais investimentos para o nosso querido estado”, detalhou Renato Cunha.
“A reforma tributária, sem dúvida, foi um tema bastante apreciado, discutido em função dos dois fundos de de competitividade que existirão por parte do governo federal que estão sendo objeto do comitê gestor e preconizam no futuro a liberação de recursos desde que haja pré-condições e regras”, comentou o presidente do Sindaçúcar-PE.
O presidente do Grupo EQM, Eduardo Monteiro de Queiroz destacou a importância do encontro com o candidato. “João carrega uma história nesse setor, seu bisavô Arraes fez o acordo no campo, o pai Eduardo teve uma relação muito estreita com o setor e João está aí, disputando a eleição, se preparando para responsabilidades maiores.Acho que é sempre importante o setor fazer essa interlocução, trocar ideias. A visita é importante de parte a parte, para o setor e para o candidato e sua equipe”, avaliou.
Transnordestina João Campos também comentou sobre a obra da Transnordestina, ferrovia fundamental para conectar a logística do setor produtivo pernambucano ao porto de Suape. O candidato criticou o atual modelo do projeto. “A gente tem hoje a Transnordestina, que é a principal obra de infraestrutura do estado. Na modelagem que está não tem nenhuma chance de conseguir chegar a tempo de garantir uma salvação para economia de Pernambuco”, disse.
“Do outro lado você tem OGU, o Orçamento Geral da União, crédito do FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste), recurso privado rodando no Ceará, e desse lado você tem trechos por OGU sendo desenhados, que foi construído pelo presidente dessa forma, porque talvez não fosse nem isso que teria com a retirada feita ali no final de 2022, mas que precisa ter uma agenda de estado”, ponderou o candidato.
Para viabilizar a obra, o candidato propõe parcerias estratégicas. “O modelo tem que passar pelas duas frentes de obra para ser viável a concessão. E nesse desenho, você tem alguns atores que são decisivos para a viabilização da Transnordestina. A Petrobras com a refinaria é decisiva, você tem 20% do diesel do Brasil produzido ali do lado. Então, ela tem que participar dessa discussão do modelo de construção e financiamento da obra e do termo da concessão”, destaca João Campos.
O setor sucroalcooleiro, segundo Campos, também é um desses parceiros importantes na construção política para viabilizar a obra em Pernambuco. “Tem todo o setor produtivo da cana-açúcar da região, porque em vez de fazer antes de chegar os 300 km que faltam, com 50, 60 km a gente já tá fazendo uma colheita na Mata Sul. Então, isso é umas seis vezes menos do que precisa e a gente já está conseguindo transformar carga útil disso”, sugeriu João Campos.
“Nós firmamos um compromisso de fazer grandes obras, a exemplo da Transnordestina, começando também pela Mata Sul e conseguir dialogar com o setor para que seja possível fazer uma agenda de transição da reforma tributária, olhando para as empresas que já estão aqui garantindo a permanência e competitividade delas, além da captação de novas empresas”, concluiu o candidato.
Obras de infraestrutura “Do ponto de vista local, a gente tem um compromisso com uma agenda de infraestrutura que ao meu ver é das ações mais importantes para o Estado nesse ciclo, onde você vai ter a reforma tributária”, afirmou João Campos.
O candidato propões centralizar a capacidade de investimento principalmente por crédito, e transformar esse investimento em algo que gere valor. Então, no eixo sul você tem a conexão da PE-042, que liga Escada a Suape, e é decisivo a gente refazer aquele traçado. Criar uma integração da Mata Sul com Suape sem passar pelo cabo. Então você tem que fazer essa integração, porque com isso você consegue viabilizar a Transnordestina”, afirmou.
“Integrar as cadeias produtivas, fazendo a PE-423, que é a de Garanhuns até São Caetano. E concluindo a PE-104, que pega de Caruaru e Toritama, e a PE-90 com a PE-408. A PE 90 o Estado faz, a 408, o Governo Federal já executou o projeto. Se a gente fizer isso, a gente interliga o polo da Jeep e o Polo de Goiana. Integra o Agreste, passando pelo Polo de Confecções, indo para Bacia Leiteira e Avicultura, todos esses polos com estrada duplicada”, detalhou.
“Fazendo no litoral a PE-60 com a PE-042 e no trecho Metropolitano – essa é uma das mais fáceis de execução porque você tem a calha central -e a triplicação da BR-101 com as duas alças metropolitanas. Então, isso é uma agenda. Se você canalizar o poder de investimento do Estado para fazer isso, consegue fazer. Tem dinheiro para fazer isso”, afirmou João Campos.
O deputado federal e candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP/UP) acompanhou, nesta quarta-feira (9), a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) em agendas em Serra Talhada, Triunfo e Quixaba, no Sertão de Pernambuco. Em Serra Talhada, os dois visitaram as obras de uma maternidade. Em Triunfo, acompanharam a construção de uma creche municipal, enquanto, em Quixaba, estiveram nas obras de outra creche e em serviços de capeamento de ruas.
Eduardo da Fonte afirmou que tem atuado em parceria com o Governo de Pernambuco na articulação de investimentos para os municípios. “Nosso trabalho é construir parcerias que façam os investimentos chegarem a quem está na ponta. Como deputado federal, tenho trabalhado ao lado do Governo do Estado para contribuir com esse processo e ajudar a transformar projetos em resultados concretos para a população”, declarou.
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, decidiu nesta quarta-feira (9) retirar o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do chamado inquérito das Fake News e assumir a condução da investigação.
A mudança foi formalizada por meio de uma portaria assinada nesta quarta e comunicada pelo Supremo em nota à imprensa. Fachin revogou a designação de Moraes para conduzir o inquérito, feita em 2019 pelo então presidente da Corte, Dias Toffoli. As informações são da CNN.
A decisão preserva os atos praticados por Moraes durante o período em que esteve à frente do caso. Segundo o STF, ações penais ligadas ao inquérito que já tiveram denúncia recebida continuarão seguindo normalmente.
O inquérito das Fake News foi aberto de ofício pelo Supremo em março de 2019 para investigar notícias fraudulentas, ameaças e ataques contra integrantes da Corte. Moraes foi escolhido relator por Toffoli sem sorteio, modelo que depois foi validado pelo plenário do STF.
A mudança ocorre cinco dias depois de Fachin defender publicamente o encerramento da investigação. Na última sexta-feira (4), o presidente do Supremo afirmou que os acontecimentos recentes reforçavam a “urgência” de pôr fim ao procedimento, aberto há mais de sete anos.
A discussão ganhou força em meio à crise envolvendo Moraes, o ministro André Mendonça e a Polícia Federal. Na semana passada, Moraes usou elementos encaminhados no âmbito do inquérito das Fake News para apontar possíveis crimes de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na atuação de Mendonça à frente das investigações dos casos Master e INSS.
Fachin posteriormente determinou que a decisão de Moraes e seus anexos fossem retirados do inquérito das Fake News e transferidos para um procedimento sob responsabilidade da Presidência do STF.
O prefeito de São Bento do Una, Alexandre Batité, criticou a Compesa, nesta quarta-feira (9), após identificar um vazamento de água em uma rua recém-calçada no loteamento Rosa, no Alto Santiago. Em vídeo publicado nas redes sociais, o gestor mostrou água acumulada e afirmou que o problema já estaria provocando infiltrações e danos no novo pavimento, que, segundo ele, será inaugurado nesta quinta-feira (10). “Paciência tem limite. A minha esgotou”, afirmou Batité, que disse já ter procurado a companhia anteriormente e anunciou que passará a divulgar outros problemas atribuídos à rede de abastecimento no município.
A OAB Pernambuco se posicionou sobre a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu a apuração rigorosa e independente dos fatos que envolvem integrantes da Corte e da Procuradoria-Geral da República (PGR). A presidente da seccional, Ingrid Zanella, afirmou que as investigações devem ocorrer com imparcialidade e respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à presunção de inocência. “Vamos exigir que os fatos sejam integralmente esclarecidos e que sejam adotadas as providências necessárias, sempre com respeito às garantias constitucionais”, afirmou.
Ingrid participa, nesta quarta-feira (9), em Brasília, de uma reunião com o presidente do STF, ministro Edson Fachin, ao lado da diretoria do Conselho Federal da OAB e de presidentes das seccionais da entidade. A audiência foi solicitada após a divulgação de novos elementos das investigações e terá entre os temas as providências adotadas diante do caso. “Este é um momento que exige responsabilidade e respostas concretas. É essa posição que levaremos ao Supremo Tribunal Federal”, declarou a presidente da OAB-PE.