A falta de consenso entre as lideranças da Federação União Progressista motivou o adiamento da decisão final a respeito da coligação com a chapa majoritária encabeça pela governadora Raquel Lyra (PSD). Esse é o posicionamento do União Brasil, enquanto o PP tem seu presidente Eduardo da Fonte como candidato a senador. O presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, está no Recife tentando conciliar a situação, mas uma nova reunião está marcada para às 16h.
Representando o União Brasil na convenção desta quarta-feira (5), o deputado federal Fernando Filho reiterou que o partido também tem o direito de opinar, apesar de a maioria da direção estadual da federação ser do PP. O impasse foi gerado a partir da disputa interna pela vaga de senador entre Miguel Coelho (UB) e Eduardo da Fonte. As informações são do blog do Dantas Barreto.
Leia mais“Vamos trabalhar para ver se a gente consegue até final do dia evoluir. A não coligação foi uma orientação da Nacional. Falei hoje com o presidente Antônio Rueda também. A gente falou como presidente Ciro, Rueda e Eduardo da Fonte. Ele está ciente da conversa, do encaminhamento que a gente deu de abrir a reunião e poder dar mais tempo o dia de hoje. Vou falando com Eduardo ao longo do dia e a gente vem fazer aqui o encerramento a partir das 16h”, relatou Fernando Filho.
O deputado afirmou que “a divergência é conhecida e não tem divergência de nossa parte com relação à candidatura de Dudu”. “A gente sempre defendeu que os dois partidos têm o direito de apresentar os seus candidatos. Não é porque Miguel não é candidato que a gente acha que o Dudu não possa ser. Os progressistas querem coligar com a governadora e nós ainda estamos na posição de não coligar”, acrescentou.
Fernando Filho admitiu ressentimento quanto ao debate interno na federação. “Mas a coligação é uma questão à parte porque o que a gente sempre ouviu, ao longo desses seis meses, era de que a posição do União Brasil era irrelevante nessa coligação e que estava tudo garantido. Parece que fizeram algumas reflexões pelo lado dos assessores jurídicos da governadora de que é importante ter o apoio da União. Então, vamos conversar”, disse. O deputado concluiu a entrevista assegurando que Antônio Rueda afirmou a Ciro Nogueira que a decisão que a direção estadual que tomar ele vai referendar por parte do União.
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O Globo
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, anuncia, hoje, que o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), que foi relator da CPI do INSS, será candidato a vice-presidente em sua chapa na disputa pelo Palácio do Planalto. A definição, feita no último dia do prazo para as convenções partidárias, encerra uma negociação que se estendeu pelos últimos meses e envolveu diferentes nomes e tentativas de ampliar a coligação presidencial.
Com a escolha, Flávio leva para o centro da campanha o escândalo do INSS, e direciona a estratégia para pressionar as relações de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.
Leia mais“Nos últimos dias, todos vocês noticiaram como a degradação moral atingiu o atual governo. A corrupção, o desvio e roubo do INSS entraram no gabinete do Lula. O seu Marcola está sendo acusado de receber dinheiro que veio do desvio. Talvez a coisa mais hedionda que aconteceu no nosso país nas últimas décadas. Um governo que não respeitou nem os aposentados”, disse Flávio ao anunciar o vice.
Flávio fez referência ao fato de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ter recebido um repasse de R$ 249 mil da empresária Roberta Luchsinger, citada nas investigações sobre o escândalo do INSS por ter feito negócios com Antunes. Ela é amiga de Lulinha. Nesta quarta, Marcola anunciou que deixou a campanha de Lula, para onde havia sido deslocado em julho após sair da chefia de gabinete. A campanha petista tenta atenuar os desgastes, mas vê mais potencial de eventuais prejuízos relacionados aos três inquéritos envolvendo Lulinha no Supremo Tribunal Federal (STF) do que no caso Marcola.
O presidenciável também destacou que Gaspar já foi promotor de Justiça, o que representa uma tentativa de associar a campanha à bandeira da segurança pública e do combate à criminalidade. Gaspar é de Alagoas, o que conversa com a estratégia de Flávio de buscar mais apoios no Nordeste, região onde Lula é mais forte.
“O Brasil estaria muito melhor servido com as senhoras (referência as mulheres no palco), mas Deus quis que nesse momento fosse um soldado do Nordeste”, disse Gaspar.
O anúncio ocorreu durante entrevista coletiva nesta quarta-feira, em Brasília, com a presença de aliados. A senadora Tereza Cristina (PP-PI), que foi cotada para o posto, participou do evento, assim como o coordenador da campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN); o presidente do PL. Valdemar da Costa Neto; a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), que vai concorrer ao Senado; e Daniella Marques (Republicanos), que também foi cotada para vice.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), se encontraram depois de uma fase de rompimento. O encontro ocorreu na noite de ontem, na casa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Também estava presente o ministro do STF Cristiano Zanin.
Os dois foram os responsáveis pela articulação para que Lula e Alcolumbre se reunissem. A informação foi publicada pela colunista Bela Megale, de “O Globo”, e confirmada por interlocutores dos presentes. Na manhã de hoje, ao chegar ao Senado e ser questionado sobre como foi o encontro, Alcolumbre se limitou a dizer: “Segredo”.
Leia mais‘Quebrar o gelo’
Foi um encontro para quebrar o “gelo” entre os dois, que estavam rompidos desde abril, quando o Senado, num movimento articulado por Alcolumbre, rejeitou o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF
A conversa durou entre duas e três horas, mas não teriam sido discutidos temas específicos, mas, sim, as “mágoas do passado”. Nesse sentido, as pendências devem ficar para depois das eleições.
Segundo assessores dos dois lados, foi um momento mais de distensionamento para garantir a volta da normalidade no relacionamento entre Alcolumbre e Lula. A avalição é de que o encontro foi positivo.
O presidente Lula vinha resistindo a se encontrar com o senador Davi Alcolumbre, que estava enviando mensagens por meio de amigos de que desejava se encontrar para refazer as pontes.
Além da rejeição à indicação de Jorge Messias, o presidente Lula estava insatisfeito com outros movimentos de Alcolumbre com relação às pautas prioritárias do governo, como não colocar para tramitar a PEC do fim da escala 6 x 1, uma das bandeiras da campanha de reeleição do petista.
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O ex-chefe de gabinete do presidente Lula Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola, decidiu deixar a campanha de Lula após a divulgação do empréstimo dele com uma lobista. Segundo o blog da Andréia Sadi, Marcola conversou com o presidente do PT, Edinho Silva, e já comunicou a decisão ao presidente Lula.
Fontes ouvidas pelo blog relatam que Marcola ressaltou que não é uma decisão jurídica, mas uma decisão política, pois ele não quer que a presença dele seja alvo de disputas e de fogo amigo. Integrantes do governo registram que Marcola é discreto e quer se manter assim, não quer prejudicar a campanha do presidente e tomou a decisão para preservar Lula e evitar disputas dentro do PT.
Leia maisO PT tentou convencê-lo e há quem acredite que ele possa ser convencido a permanecer, mas o blog apurou com petistas que ele estaria irredutível. Ontem, a Polícia Federal identificou repasse da empresária Roberta Luchsinger a Marcola. O valor não foi divulgado. Apontada como lobista, Roberta Luchsinger é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República.
A PF identificou a operação ao analisar dados do celular de Roberta, que está sob investigação no âmbito da Operação Sem Desconto. Marcola reconheceu ter contraído o empréstimo com Roberta e disse ter pago a dívida, no valor de R$ 249 mil.
Veja a nota divulgada hoje por Marcola:
“Sempre pautei minha atuação pública pela ética, compromisso e transparência. A quem apresenta especulações e ilações, respondo com fatos, documentos e a minha inteira disposição e tranquilidade de colaborar com a Justiça.”
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Fundado em 1922, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) chega aos seus 104 anos promovendo uma mudança que chamou a atenção no meio político. Conhecido historicamente pela identidade visual marcada pelo vermelho e pelos símbolos do comunismo, o partido resolveu incorporar à sua nova logomarca as cores da bandeira brasileira: verde, amarelo e azul. A mudança foi apresentada em meio ao calendário eleitoral deste ano.
Durante décadas, as cores nacionais foram associadas, sobretudo nos últimos anos, ao campo da direita e do bolsonarismo, enquanto o vermelho permaneceu como principal marca da esquerda e do próprio PCdoB. Agora, a legenda decidiu reposicionar sua identidade visual, aproximando-a das cores do Brasil, sem abandonar seus símbolos tradicionais.
Nas redes sociais, a novidade já virou motivo de brincadeiras. Há quem diga que espera que o partido esteja mudando apenas as cores da logomarca.
Estadão
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma eventual disputa de segundo turno na eleição presidencial, segundo pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira, 5. O petista tem 48,5% das intenções de voto, ante 43% do primogênito de Jair Bolsonaro (PL). Brancos e nulos somam 4%, enquanto 4,5% não sabem em quem votar em outubro.
Tanto Lula quanto Flávio apresentaram oscilações positivas em relação ao levantamento anterior, realizado no mês passado. O presidente avançou 3,5 pontos porcentuais, e o senador, 3 pontos. As variações foram acompanhadas por uma queda no contingente de eleitores que declaravam voto branco ou nulo (eram 10,5% em julho e agora são 4%).
Leia maisNa rodada anterior, os dois estavam tecnicamente empatados no limite da margem de erro, de 2,5 pontos porcentuais para mais ou para menos. O presidente tinha 45% das intenções de voto, contra 40% do senador. Agora, Lula assume a liderança fora da margem.
Os 48,5% registrados pelo petista representam o maior patamar de Lula no ano em um segundo turno contra Flávio Bolsonaro. Até então, seu melhor desempenho havia sido em março, quando marcava 47,4% no confronto com o senador. Já no caso de Flávio, o resultado de agosto interrompe a sequência de recuos registrada desde maio, quando se tornou pública sua ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Apesar da melhora nos índices eleitorais de Lula, os indicadores de aprovação do governo ainda são frágeis e mantêm o cenário presidencial em aberto, avalia Maurício Moura, fundador do instituto e professor visitante na George Washington University. Ele cita que a maior parte dos votos de Flávio no segundo turno vem de eleitores que desaprovam a gestão petista, segmento no qual o senador alcança 84,1% de preferência.
Lula apresenta seus melhores resultados entre eleitores do Nordeste (62% das intenções de voto), católicos (59,1%) e brasileiros das classes D/E (56,5%). Flávio, por sua vez, possui seus maiores índices no Sul (61,4%), entre evangélicos (70,8%) e eleitores com renda de 3 a 5 salários mínimos (53%).
Como nos levantamentos anteriores, a diferença entre os dois candidatos permanece no recorte por gênero: Lula tem 55% das intenções de voto entre as mulheres, enquanto Flávio aparece com 34,5%.
A pesquisa Meio/Ideia também testou outros três cenários de segundo turno com Lula. Em todos, o petista sairia vitorioso. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) teria 40% das intenções de voto contra 48,5% de Lula; o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) registraria 37%, ante 48,5% do presidente; e o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos (Missão), 34,7%, contra 48% do petista.
Ao todo, 66% dos entrevistados afirmam já estar decididos sobre o voto, enquanto 34% ainda admitem mudar de opinião até o dia da votação.
Lula também lidera no primeiro turno
Na simulação de primeiro turno, Lula também fica à frente dos adversários, sendo citado por 43% dos entrevistados. Flávio aparece consolidado em segundo lugar, marcando 35%. Na sequência, estão Ronaldo Caiado, com 5,7%; Renan Santos, com 4,7%; Romeu Zema, com 2,6%; Augusto Cury (Avante), com 1,7%; Cabo Daciolo (Mobiliza), com 0,6%; Samara Martins (UP), com 0,3%; Edmilson Costa (PCB), com 0,2%; e Hertz Dias (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO), ambos com 0,1%. Ninguém/branco/nulo somam 2% e 4% não souberam responder.
Na pesquisa espontânea, em que o eleitor declara sua intenção de voto sem ter acesso a uma lista de candidatos, Lula lidera com 34,4% das intenções de voto. Flávio aparece em seguida, com 23%. Outros 27,7% não sabem em quem votar, enquanto 4,5% afirmam que votarão branco, nulo ou em ninguém.
A pesquisa ainda mediu a rejeição dos candidatos. Flávio Bolsonaro agora aparece numericamente à frente de Lula nesse indicador, após o porcentual de eleitores que declaram não votar de jeito nenhum no senador passar de 43,4% para 48%. Lula, por sua vez, também viu seu índice de rejeição oscilar para cima, de 46,4% para 47,4%.
“Flávio aparece com uma rejeição bastante importante, semelhante à do presidente Lula, o que faz com que ambos tenham um teto. Isso nos leva a uma campanha bastante polarizada e cristalizada. Com 66% do eleitorado já se considerando definido no voto, a eleição será decidida no detalhe. É o melhor momento de Lula e o pior de Flávio nos últimos três meses”, diz Cila Schulman, CEO do Ideia.
Entre os demais nomes, Romeu Zema aparece com 14,6%; Ronaldo Caiado, 13,9%; Cabo Daciolo, 13,7%; Renan Santos, 13,5%; Rui Costa Pimenta, 12,9%; Samara Martins, 10,7%; Hertz Dias, 10,1%; Augusto Cury, 9,9%; e Edmilson Costa, 9,8%. Apenas 1,3% afirmam não rejeitar nenhum candidato e 2,9% não souberam responder.
O instituto entrevistou por telefone 1.500 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de 2,5 pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança, 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o protocolo BR-04579/2026.
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A Prefeitura do Brejo da Madre de Deus, por meio da Secretaria de Cultura, Turismo e Desenvolvimento Econômico, divulgou a programação oficial da Tradicional Festa de São Domingos 2026, em homenagem ao padroeiro do distrito São Domingos. O evento será realizado nos dias 08 e 09 de agosto, em praça pública.
No dia 08 de agosto, a programação contará com a apresentação do Padre Arlindo, em um momento de fé e celebração. Logo em seguida, o público acompanhará o show de Dudu do Acordeon. Já no dia 09 de agosto, a festa continua com grandes atrações. Sobem ao palco Jonas Esticado e Samara Costa, encerrando a programação com muito forró. A programação foi preparada para contemplar diferentes públicos, valorizando a tradição da festa e fortalecendo um dos principais eventos do calendário cultural do município, além de movimentar a economia local.
O governo Lula (PT) decidiu que irá adotar a reciprocidade contra os Estados Unidos como resposta à revogação do visto da embaixadora brasileira no país, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Viotti está com o visto revogado desde a tarde de ontem, mas pode seguir nos EUA com sua atuação em Washington. Porém, ela não poderá retornar caso deixe o país.
Segundo o Departamento de Estado dos EUA, a medida é uma resposta à demora das autoridades brasileiras em conceder o aval diplomático para que Daniel Perez assuma a embaixada do país no Brasil. As informações são do blog da Julia Duailibi.
Leia maisHaverá uma reunião, hoje, para discutir a melhor forma de responder ao ato do governo Donald Trump. Um dos problemas para isso é que o Brasil está sem um embaixador dos Estados Unidos em seu território. Neste momento, a representante no país é a encarregada de negócios interina em Brasília, Kimberly Kelly – cargo que não tem o mesmo status de embaixadora.
A discussão no governo é se a reciprocidade vai ser feita na esfera de visto, em mesmo formato adotado pelo governo Trump, ou de alguma outra medida que poderia ser equiparada em termos de gravidade diplomática.
Em relação ao visto revogado da embaixadora, não existe uma consequência prática grave com a decisão, segundo o blog apurou. Trata-se de um visto de entrada no país que não foi renovado, mas Maria Luiza Ribeiro Viotti pode permanecer nos EUA. Porém, ela não teria acesso a um outro visto caso saia do país.
Fontes do governo brasileiro afirmaram ao blog que consideram existir um tom eleitoral na revogação do visto. Assim, avaliam que o Brasil não pode deixar a situação sem uma resposta formal.
Em nota na noite de terça-feira (4), o governo considerou que são “falsas” as justificativas usadas pelo governo Trump e que faz parte de medidas “motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo”.
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Pesquisa Quaest divulgada hoje mostra o presidente Lula (PT) com 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), que tem 39%.
A diferença entre os dois é de 5 pontos percentuais. Em julho, Lula tinha 45%, e Flávio Bolsonaro, 37%, uma vantagem de oito pontos para o presidente.
Nos outros cenários testados, Lula tem 46% contra 34% de Romeu Zema (Novo), 45% contra 37% de Ronaldo Caiado (PSD) e 45% contra 35% de Renan Santos (Missão).
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026.
Brasil demorou a negociar tarifaço e não ganhará nada com retaliação, diz ex-presidente da CNI
O Brasil demorou a reagir ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos e agora tenta reduzir os prejuízos de uma crise que poderia ter sido enfrentada mais cedo pela via diplomática. Esse foi o diagnóstico apresentado ontem pelo ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, durante entrevista ao podcast Direto de Brasília. Para o empresário, o governo Lula (PT) perdeu tempo diante de uma ameaça concreta e deveria ter aberto imediatamente um canal de negociação com o presidente americano Donald Trump.
“Eu sou a favor da negociação. Acho que é o único caminho que temos para realmente resolver essa questão do tarifaço, que foi decidida de maneira unilateral e baseada em levantamentos ou em informações que não são corretas”, declarou Robson. Segundo ele, justamente por considerar frágeis os argumentos usados pelos Estados Unidos, o Brasil teria condições de contestá-los de maneira objetiva. “Acho que estamos agindo tarde, já devíamos ter agido desde antes, quando havia uma ameaça concreta. Não era uma ameaça que a gente poderia relegar”, acrescentou.
Leia maisNa visão do ex-presidente da CNI, faltou ao governo brasileiro uma reação mais pragmática antes da adoção das tarifas. O país, sustentou, poderia ter colocado suas razões sobre a mesa, conhecido as exigências de Washington e contestado os pontos levantados pelo governo americano. “Essas questões poderiam ter sido refutadas de maneira elegante e concreta, e a gente poderia hoje estar numa situação em que não teríamos esse tarifaço de 25% que foi imposto pelo governo americano”, argumentou.
Robson também se posicionou contra o uso da Lei da Reciprocidade como resposta aos Estados Unidos. Embora o instrumento permita a adoção de contramedidas comerciais e diplomáticas diante de barreiras consideradas injustificadas, ele avaliou que uma retaliação não produziria ganhos para a economia brasileira. “Não sou a favor de adotar a Lei da Reciprocidade, porque não vai nos levar a absolutamente nada. Não vai trazer nenhum benefício para a economia brasileira”, advertiu.
A crítica, segundo o empresário, não significa defender uma postura passiva diante de Trump. Robson sustentou que o Brasil deve negociar com firmeza, mas reconhecendo que uma negociação envolve concessões dos dois lados. “Temos que chegar, colocar na mesa o que podemos ceder e o que nós queremos em troca”, frisou. Ele citou questionamentos americanos sobre o Pix como exemplo de tema que poderia ser esclarecido diretamente pelo governo brasileiro, sem a escalada de medidas retaliatórias.
O ex-presidente da CNI também relativizou o alcance do Plano Brasil Soberano 3, lançado pelo governo Lula para atender empresas atingidas pelas novas tarifas e pela crise no Oriente Médio. O programa prevê R$ 18,5 bilhões em crédito, com recursos do Tesouro Nacional e do BNDES, mas, para Robson, atua apenas sobre parte dos efeitos imediatos da crise. “É um paliativo, porque, na realidade, a taxa de juros do Brasil é enorme. É a segunda ou terceira maior do mundo, realmente um absurdo”, observou.
Para ele, o crédito pode ajudar empresas a atravessar um período de dificuldade, mas não enfrenta os problemas de produção, produtividade e acesso a mercados. “O Brasil Soberano é um remédio que não vai resolver o problema da doença da indústria nesse momento. Se ela sair da UTI, ficará no hospital e poderá voltar para a UTI”, concluiu.
A esperança é a última que morre – Com o Republicanos e a federação União Brasil-PP fora da aliança nacional, Flávio Bolsonaro (PL) admitiu que tentará até o último minuto encontrar um vice de outro partido. O interesse, segundo o próprio candidato à Presidência, é ampliar o tempo de propaganda no rádio e na televisão. “Estou tentando até o último minuto que eu puder, isso é importante e eu vou tentar porque me dá tempo de televisão”, declarou, ontem, durante sabatina promovida pelo G4 e por O Antagonista. Flávio pretende prolongar a escolha até 15 de agosto, prazo final para o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enquanto diminuem as alternativas para evitar uma chapa puro-sangue.

União neutro – O União Brasil anunciou, ontem, durante a convenção nacional do partido, neutralidade para a eleição presidencial deste ano. A reunião ocorreu na sede da sigla, em Brasília, de forma híbrida. O presidente do União, Antônio Rueda, participou de forma remota. A decisão acompanha o posicionamento do Partido Progressistas (PP), que formou uma federação com o União neste ano. Como as duas legendas formam uma federação, elas precisam atuar, na prática, como um só partido, seguindo, assim, programas semelhantes. O União possui 52 deputados em exercício e três senadores, sendo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), uma das principais lideranças da legenda.
Candidatura com digitais de Raquel – O lançamento da candidatura de Mendonça Filho (PL) ao Senado ampliou as especulações sobre sua articulação política. Embora aliados da governadora Raquel Lyra (PSD) neguem seu envolvimento, a presença de prefeitos do PSD, da líder do Governo na Alepe, Débora Almeida, e de símbolos que aproximavam Raquel e o PL durante o evento reforçou a percepção de que o projeto conta com respaldo do Palácio do Campo das Princesas. O cenário também levanta dúvidas sobre o posicionamento de aliados, como Túlio Gadelha (PSD), que se nomeia candidato da esquerda em uma chapa completamente direitista, e sobre a reação de Eduardo da Fonte (PP) diante do surgimento de mais um concorrente na disputa por uma vaga no Senado.
Apoios – Após o anúncio de sua candidatura ao Senado, Mendonça Filho (PL) recebeu, imediatamente, o apoio do grupo Coelho, liderado pelo presidente estadual do União Brasil e ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho. Além dele, os partidos Novo e Podemos também manifestaram apoio à candidatura de Mendonça. O deputado anunciou que irá participar de ato ao lado de mais de 70 candidatos do Partido Novo hoje (5) e do Podemos amanhã (6). “Vocês verão que essa candidatura vai ganhar cada vez mais reforços”, enfatizou.

Girão vice de Zema – O senador Eduardo Girão (Novo) foi anunciado, ontem, como vice na chapa de Romeu Zema (Novo) à Presidência da República. A decisão foi tomada após uma série de conversas entre os dois e integrantes da direção nacional do partido. Com o anúncio, Girão deverá desistir da candidatura ao governo do Ceará, lançada no início de julho. A escolha forma uma chapa inteiramente composta por integrantes do Novo. A aproximação entre Girão e Zema começou antes da campanha presidencial. Eleito senador em 2018 pelo Pros, Girão ingressou no Podemos no início do mandato e permaneceu na sigla até fevereiro de 2023, quando se filiou ao Novo e se tornou o primeiro senador do partido.
CURTAS
MIGUEL 2030 – Ao receber o apoio do grupo de Miguel Coelho (União Brasil) para sua candidatura ao Senado, Mendonça defendeu uma possível candidatura de Miguel ao governo de Pernambuco em 2030. “Quando ele (Miguel) assume algo, eu não preciso escrever. Sei que ele vai cumprir. O projeto de Miguel foi adiado. Ele ainda será governador de Pernambuco”, enfatizou Mendonça. As informações são do Blog da Folha.
PM – Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que Pernambuco tem apenas 1,6 policial militar para cada mil habitantes, ocupando a terceira pior posição do país no indicador, ao lado de Maranhão, Rio Grande do Sul e Goiás. O índice está abaixo da média nacional, de 1,9 PM por mil habitantes.
PM 2 – O estudo aponta ainda que Pernambuco conta com 15.738 policiais militares, apenas 56,3% do efetivo previsto de 27.953. Em resposta ao déficit, o Governo do Estado formou 2.157 PMs em abril e autorizou, em julho, um novo concurso com 1.320 vagas para a corporação.
Perguntar não ofende: De onde sairá o vice de Flávio?
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O senador Eduardo Girão (Novo) afirmou, nesta terça-feira (4), que fez uma ligação telefônica para a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL) após aceitar convite para concorrer como vice ao lado de Romeu Zema (Novo) em chapa à Presidência da República. Girão elogiou a “coragem” de Michelle em expor o acordo do PL com Ciro Gomes (PSDB) para formar chapa nas eleições do Ceará. As informações são do g1.
“Ela teve a coragem de expor esse acordão indecoroso que aconteceu aqui no estado do Ceará, do PL com as pessoas que estão querendo voltar para o poder, que colocaram o PT no poder”, falou o candidato durante convenção do Novo em Fortaleza.
Leia mais“É água e óleo. A gente vê que não se sustenta. É um erro histórico que aconteceu no PL, e ela teve a coragem de enfrentar”, reforçou o senador.
Na convenção do Novo, foi lançado o advogado Pedro Brito como candidato ao governo do estado. Girão era cotado a ser o candidato do partido, mas desistiu ao aceitar ser o vice da chapa de Zema para a Presidência.
O senador era apoiado pela ex-primeira dama ao governo do Ceará, mas o PL decidiu apoiar Ciro Gomes, em movimento orquestrado pelo deputado federal André Fernandes, presidente do partido no Ceará.
Girão disse ainda que a ex-primeira dama foi uma das primeiras pessoas para quem ele ligou após aceitar fazer parte da chapa de Zema.
“Foi a primeira pessoa que eu liguei particularmente, depois da minha família, foi a Michelle. Uma mulher autêntica, de valores, de princípios, que eu admiro demais […] Da mesma forma que eu fui surpreendido, ela também. Mas a gente conversou, e ela, como uma amiga, uma pessoa que é uma irmã para mim, desejou boa sorte”, comentou Girão.
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O GLOBO
O governo brasileiro decidiu rebaixar o nível das relações diplomáticas com a Argentina após novos ataques do presidente Javier Milei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a decisão, o embaixador Julio Bitelli não voltará para Buenos Aires.
A representação diplomática do Brasil no país passará a ser comandada por um encarregado de negócios. A informação foi revelada pelo jornal argentino Clarín e confirmada pelo GLOBO com um integrante do governo brasileiro.
No domingo, durante entrevista à emissora local LN+, Milei retomou os ataques contra Lula e chamou o petista de “ladrão” e “corrupto”.
Leia maisNa mesma entrevista,o argentino também defendeu o tom das declarações dadas durante a convenção de lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro a presidente no dia 25 de julho, em São Paulo.
— O que é agressivo é quando alguém rouba. É muito menos grave chamar um ladrão de ladrão do que o próprio ato de roubar.
Milei falou das condições econômicas de seu país quando assumiu o cargo, atrelando isso ao socialismo. Ele criticou o Foro de São Paulo “criado por Lula da Silva e Fidel Castro, uma rede internacional chave para a disseminação do comunismo no continente”.
— O que quero dizer é que o Brasil ainda não viveu as consequências mais nefastas e profundas deste modelo, mas pode vivê-las se não der uma volta de rumo. Confiamos em você, Flávio, para conseguir parar o socialismo — falou.
O presidente argentino ainda chamou Lula de “presidiário”e Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), de “lixo careca” por ter negado pedido de visita a Jair Bolsonaro.
No mesmo dia, o governo decidiu convocar o embaixador Julio Bitelli para vir ao Brasil em uma das atitudes tomadas para demonstrar insatisfação com as declarações de Milei.
A outra foi a convocação do embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, pelo ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira. No encontro, o chanceler transmitiu a repulsa do governo às críticas dirigidas a Lula, às instituições brasileiras e a Moraes.
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