O ato de ir e vir é um direito humano fundamental e está garantido na Constituição Federal de 1988. Também está presente na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Mas exercer este direito no trânsito do Recife é uma missão árdua. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), do IBGE, confirma que, de 2001 a 2015, o tempo de deslocamento casa-trabalho nas regiões metropolitanas aumentou, em média, de 36 para 41 minutos. Na capital pernambucana, passou de 31 para 38 minutos.
Quando o deslocamento é feito com transporte público, os números pioram. O levantamento Mobilidade Urbana no Brasil, feito pela Confederação Nacional das Indústrias, em 2022, comprova que, no Recife e região, o percurso casa-trabalho, leva, em média, uma hora e dois minutos, percorrendo uma distância média de 8,8 quilômetros, ocupando a terceira posição no ranking nacional, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro.
A imobilidade no trânsito vem empurrando os usuários para os aplicativos de deslocamentos, principalmente com motos. E isso provoca um problema ainda mais grave: a insegurança no trânsito e a escalada no número de acidentes. Dados do Comitê Municipal de Redução de Acidentes de Trânsito (Compat), indicam que, em média, o aumento de mortes no trânsito foi de 41% entre 2022 e 2023. Os motociclistas representam 45% do total de mortos. E, conforme o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), 74% das ocorrências de acidentes de trânsito com vítimas registradas são com motociclistas.
Um cenário que tem um impacto grande nos custos da saúde pública. Boletim Epidemiológico, lançado no ano passado pelo Ministério da Saúde, constatou que, em 2011, a taxa de internação de motociclistas foi de 3,9 e pulou para 6,1 por 10 mil habitantes em 2021, causando um custo de R$ 167 milhões, apenas em 2021.
O panorama traçado mostra o tamanho do desafio que temos pela frente. Um problema que precisa ser resolvido a muitas mãos. E como a Engenharia pode contribuir para uma boa mobilidade urbana? Podemos colaborar significativamente para a melhoria da mobilidade urbana de várias maneiras, através das nossas diversas áreas de atuação. Desde a Engenharia de Tráfego, com planejamento viário, a sistemas de transportes inteligentes, com espaço para a sustentabilidade e aposta na mobilidade ativa.
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco vem abrindo várias frentes para buscar uma mobilidade compatível com o desenvolvimento da Região Metropolitana do Recife. A exemplo da formação do Fórum Permanente pela Mobilidade e Defesa do Metrô, onde o Crea Pernambuco vem participando ativamente de discussões e apresentação de propostas de recuperação do metrô, um modal de extrema importância para a locomoção da sociedade.
Nesta discussão, um ponto importante não pode ser deixado de lado: o aspecto ambiental. Os congestionamentos têm um impacto direto no ar que respiramos, vide a emissão de gases com a queima de combustíveis fósseis. Faz-se urgente o estímulo do uso da energia limpa, a exemplo da adoção de veículos elétricos, uma tendência em ascensão no mundo. O relatório “Perspectivas Globais para Veículos Elétricos”, da Agência Internacional de Energia, aponta um crescimento na compra destes veículos neste ano, reforçando a tendência de alta de 2023, que registrou um aumento recorde nas vendas globais de carros elétricos no ano passado e bateram os 14 milhões de unidades (subindo 35% em relação ao ano anterior).
Um outro viés relevante é o investimento prioritário na mobilidade ativa. Mas não basta incentivar os deslocamentos a pé ou por bicicleta sem dar segurança e condições adequadas para esta opção de transporte. A existência de ciclofaixas por si só não é suficiente quando não há uma integração com as vias de trânsito da cidade, com base numa logística viável. Sem falar em calçadas seguras, acessíveis e livres para a circulação dos pedestres.
É importante entender que a mobilidade é uma responsabilidade do poder público, mas exige a participação direta da sociedade. Somos, ou deveríamos ser, todos usuários do Sistema de Transporte Público. As melhorias só virão com a cobrança de um serviço de melhor qualidade. Um caminho, apontado pelo Instituto MDT (Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte), é o Sistema Único de Mobilidade Urbana (SUM). A implantação do sistema é baseada na importância da mobilidade urbana para o desenvolvimento econômico e social das cidades e do País. Ela prevê uma política pública para garantir o direito a uma mobilidade urbana sustentável, acessível e de qualidade para todos.
O SUM será apresentado aqui no Recife, na próxima terça-feira (24), no Seminário “Desafios da Mobilidade e do Transporte Público da RMR”, realizado pelo Crea Pernambuco, dentro das iniciativas do Conselho em contribuir para a mobilidade urbana de qualidade no Grande Recife. Convido todos e todas a participarem deste importante evento, que está sendo coordenado pelo Comitê Tecnológico Permanente (CTP) do Crea-PE. O debate acontece das 14h às 18h, no Auditório Sérgio Guerra da Assembleia Legislativa. É aberto ao público e o objetivo é reunir propostas técnicas de qualidade e, principalmente, viáveis para tirar a Região Metropolitana do Recife do topo de rankings de pesquisas de cidades com maiores congestionamentos no País. É importante contar com a contribuição dos profissionais da Engenharia e dos atores das entidades ligadas diretamente ao tema.
O evento acontece dentro da Semana Nacional do Trânsito, fortalecendo o compromisso do Crea Pernambuco com a segurança da sociedade. Celebrada entre 18 e 25 de setembro, a Semana é mais uma oportunidade para discutirmos as ações necessárias para um trânsito seguro. Num mundo globalizado, que interliga transações econômicas, informações, fatos políticos, culturais, a própria sociedade na velocidade da luz, é preciso garantir a agilidade no ir e vir. Equalizar a rapidez do desenvolvimento com os deslocamentos físicos. A Engenharia é capaz de construir soluções para viabilizar esta agilidade. Vamos buscar agora tirar as propostas do papel, com a participação da esfera da administração pública, privada e da própria sociedade.
*Adriano Lucena, engenheiro civil e presidente do Crea-PE. Texto publicado originalmente no Jornal do Commercio
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou de votar em 43% das deliberações nominais do Senado neste ano, de acordo com levantamento da Folha nos registros da Casa. O pré-candidato à Presidência é o quinto parlamentar, empatado com outros quatro, que mais deixou de registrar seu voto nas 49 matérias analisadas até o dia 22 de junho.
Votações nominais ocorrem quando os senadores precisam registrar seu voto sobre uma proposta. Foram descartadas as votações simbólicas, em que não é possível checar o voto de cada senador ou mesmo se ele efetivamente estava no plenário ou online (em sessões semipresenciais) durante a sessão.
O levantamento considera as votações nas quais os senadores marcaram presença, mas não votaram, ou nas quais não compareceram. Não entram nesse cálculo ausências justificadas por motivos de saúde, missões oficiais, atividade política, licença-paternidade ou por outros dispositivos.
Seguindo esse critério, a média de ausência de registro de voto dos 81 senadores é de 20%. Houve votações nominais em 14 sessões do Senado entre os dias 24 de fevereiro e 16 de junho.
Flávio Bolsonaro estava presente, mas não registrou voto, por exemplo, na análise da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que institui a Política Nacional de Apoio à Atividade de Transporte Rodoviário Profissional e do projeto de lei complementar que adequou o Orçamento à nova licença-paternidade.
O senador também registrou presença na sessão, mas não votou o projeto que autoriza ao governo usar verba do Funpen (Fundo Penitenciário Nacional) para a formação e capacitação continuada dos servidores do sistema penitenciário nacional e dos policiais penais.
O pré-candidato faltou a sessão em que foram votadas indicações de diversas autoridades, como de embaixadores e do novo presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Otto Lobo. Ele também não compareceu à sessão em que foi aprovada lei que isenta entidades filantrópicas de pagar Imposto de Renda e outros tributos federais.
Desde dezembro, quando foi escolhido pré-candidato a presidente pelo pai, Jair Bolsonaro, o senador do PL-RJ tem tido uma agenda intensa de compromissos relacionado à pré-campanha. Já fez viagens aos Estados Unidos e tem percorrido o Brasil para atos com apoiadores e aliados, além de reuniões para definir palanques regionais. Ele também planeja encontro com o presidente Javier Milei na Argentina.
Flávio foi procurado por meio de sua assessoria de imprensa na sexta (26) por email e telefone, mas não respondeu até a publicação desta reportagem.
O senador Romário (PL-RJ) foi quem mais deixou de registrar sua posição em votações nominais em 2026. Ele se ausentou em 20 das 38 votações em que estava como titular do mandato. Seu suplente, Bruno Bonetti (PL), assumiu a titularidade de dezembro passado a abril deste ano.
O ex-jogador de futebol continua como titular do mandato, apesar de estar na América do Norte para comentar a Copa do Mundo pela CazéTV. O evento acontece no Canadá, Estados Unidos e México e vai até o dia 19 de julho. A previsão é que as votações do Senado durante esse período, se ocorrerem, aconteçam de maneira semipresencial, pelo celular.
Depois de Romário, o senador Wilder Moraes (PL-GO) aparece com o maior registro de ausências. Pré-candidato ao Governo de Goiás, ele deixou de votar em 24 deliberações nominais, 49% do total. Em seguida, há um empate no terceiro lugar: tanto Angelo Coronel (Republicanos-BA) quanto Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) não votaram em 47% das nominais.
Dessa forma, Flávio Bolsonaro está num empate quíntuplo no quinto lugar do ranking de ausências em votações. Ele não participou em 43% dessas deliberações, assim como Cleitinho (Republicanos-MG), Eduardo Gomes (PL-TO), Professora Dorinha Seabra (União Brasil-TO) e Wellington Fagundes (PL-MT).
O ranking dos dez mais ausentes em votações nominais é fechado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). Ele faltou a 20 das 49 votações deste ano (41%). O Senado possui 81 parlamentares.
O prefeito Zeca Cavalcanti (Podemos) recebeu, na noite de ontem (27), a governadora Raquel Lyra (PSD) durante a 15ª noite do São João de Arcoverde. A agenda contou ainda com a presença da primeira-dama e secretária de Turismo, Nerianny Cavalcanti, do vice-prefeito Siqueirinha (Republicanos), da vice-governadora Priscila Krause (PSD), do senador Fernando Dueire (PSD), além de vereadores, secretários municipais e lideranças políticas. A visita reforçou a parceria entre a Prefeitura de Arcoverde e o Governo de Pernambuco.
Durante coletiva, o prefeito comemorou o sucesso do São João. “Estamos no 15º dia de festa e nem a chuva diminuiu o entusiasmo do público. Recebemos visitantes de várias regiões do Estado e do Brasil, com uma programação organizada e segura. Esse reconhecimento como o São João mais seguro do Nordeste nos enche de orgulho e mostra que estamos no caminho certo”, afirmou.
Zeca também agradeceu o apoio do Governo do Estado para a realização da festa. “Essa parceria com a governadora Raquel Lyra tem sido fundamental para fortalecer o nosso São João e garantir investimentos importantes para Arcoverde. É uma união que traz resultados concretos para a população”, destacou.
Raquel Lyra afirmou que Arcoverde já se consolidou como um polo turístico permanente e defendeu que o crescimento do turismo passa por investimentos em infraestrutura. “Um lugar só é bom para visitar quando também é bom para viver. Por isso estamos investindo em estradas, abastecimento de água, saúde, educação e segurança, criando as condições para que Arcoverde continue crescendo como destino turístico durante todo o ano”, disse.
A governadora também confirmou a entrega, nos próximos dias, da nova creche estadual de Arcoverde e destacou obras estruturadoras em andamento, como a duplicação da BR-232 e investimentos em infraestrutura e saúde no interior.
Este garotão banguelinho, que amo, o meu ponta de rama João Pedro, apaga hoje 14 velinhas. Implacável, o tempo anda em velocidade cruzeiro. Nesta foto, com apenas dois aninhos, já era travesso, inquieto por natureza e extremamente precoce na visão das coisas e do mundo.
Na escola, virou um pré-adolescente extremamente estudioso. Suas notas, sempre no topo, seja em qualquer matéria, me fazem um pai mais coruja ainda. Fala em cursar Medicina, com especialização em pediatria. Que benção!
Filhos são laços eternos e se tornam mais fortes a cada dia que passa. Não existe alegria maior do que criar alguém assim e ver os frutos do nosso esforço todos os dias. De todas as aventuras que eu já vivi, ser pai é a mais bonita e inspiradora. Faço preces a Deus todos os dias para que proteja meus filhos de todo mal e ilumine seus caminhos com muita paz, felicidade, saúde e realização.
João Pedro é um garoto doce, carinhoso, amoroso e cheio de vida. É o sol que ilumina meu dia, inspiração, razão de viver. Meus filhos são um presente de Deus e, também por isso, dedico minha vida a eles, disposto aos maiores sacrifícios. Faço tudo o que estiver ao meu alcance para vê-los crescendo, saudáveis e felizes.
Foi assim que fui criado, com muito amor pelos meus pais Gastão e Margarida, meus referenciais de vida, fé e perseverança. Sempre conto histórias deles para meus filhos, para quem possam ter parâmetros, inspirados nas lições deixadas pelos avós.
Para mim, todos os dias são dia dos filhos, porque eles são a minha prioridade e o centro do meu mundo. Com eles, descobri um tipo de amor inexplicável e percebi que, de repente, existem pessoas na nossa vida que são mais importantes do que nós mesmos.
Que João Pedro enxergue sempre que o seu porto seguro são os pais, como assim o ensinei passando o aprendizado que tive. Que seja sempre uma pessoa correta e repleta de valores, que espalha o amor e a união por todos os lugares da face da terra.
João, filho amado, você é meu sol e meu maior orgulho. Te amo!
O prefeito de Surubim, Cleber Chaparral (União Brasil), não poupou críticas ao cantor Gusttavo Lima após o artista cancelar, pela segunda vez, a apresentação que faria no São João do município. Em vídeo filmado durante a festa, o gestor chamou o cantor de “ladrão da consciência” e cobrou a devolução do cachê já pago pela Prefeitura. “Gusttavo, para tu ser um homem, devolve esse dinheiro para a Prefeitura de Surubim, que tu não precisa”, afirmou.
O cancelamento ocorreu poucas horas antes do show previsto para a noite de ontem (27), encerramento da programação do São João. Esta foi a segunda desistência do artista, que inicialmente se apresentaria em 18 de junho, mas teve o espetáculo remarcado. Até o momento, a equipe de Gusttavo Lima não informou oficialmente o motivo dos cancelamentos.
A Prefeitura de Surubim já havia efetuado o pagamento previsto em contrato. Um comprovante de transferência de R$ 1,353 milhão para a empresa responsável pela apresentação passou a circular nas redes sociais após o cancelamento.
A ausência do cantor gerou frustração entre fãs e também impactou comerciantes, ambulantes e trabalhadores que contavam com o movimento da última noite da festa. A expectativa aumentou porque Gusttavo Lima manteve a apresentação realizada em Caruaru na mesma noite.
Dentro do Brasil que se polariza nas intenções de voto, há espaço para 27% que não se consideram antipetistas nem antibolsonaristas. Aberto a votar em quem fizer a campanha mais alinhada com seus anseios, sem rejeições intransigentes ou movido por paixões, esse eleitor, resignado com a falta de opção, se esforça para ouvir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e demais candidatos ao Palácio do Planalto.
A tendência, segundo relatos, é que definam seu voto pela percepção sobre economia e a capacidade que presidenciáveis têm para apresentar soluções concretas em áreas como criação de emprego e redução de impostos.
Recortes inéditos da pesquisa Genial/Quaest mostram que os não polarizados têm maior incidência entre os mais pobres e aqueles que se consideram independentes — nem de direita, nem de esquerda. O diretor do instituto, Felipe Nunes, evita cravar o que eles valorizam, já que a pesquisa não entra nesse detalhe. Os dados gerais, no entanto, indicam o caminho.
“O que a estrutura do dado sugere, e aí é leitura minha, é que, por não responderem ao apelo ideológico, esses eleitores tendem a decidir por entrega concreta: renda, custo de vida, percepção de melhora de vida. É o eleitor que responde a resultado de governo, não a narrativas”, diz Felipe.
Atento à conjuntura
Analista de departamento pessoal, Lucas Sarmento, de 31 anos, é um farol para entender como pensam hoje os não polarizados: acredita que os dois lados têm pontos positivos e negativos. Já votou em Jair Bolsonaro e agora indica preferência por alguém de fora da polarização, mas, diante da conjuntura cristalizada, se prepara para escolher entre Lula e Flávio no segundo turno. Por causa da defesa do fim da escala 6×1, tende a votar no petista, apesar de ainda não estar decidido.
“No primeiro turno eu vou ver uma terceira opção, mas ainda nem sei direito quem são os candidatos”, afirma. “A redução da carga horária de trabalho foi uma pauta interessante, ainda mais que trabalho fazendo pagamento de funcionários que trabalham 6×1. E também já trabalhei nessa escala, então é algo que realmente faz a diferença na minha escolha.”
Hoje, segundo o resultado da Quaest, os eleitores neutros têm caminhado para Lula. Na aprovação de governo, por exemplo, o placar é de 51% a 40% dentro do recorte. Felipe Nunes alerta, no entanto, para a volatilidade desse eleitorado. Como não é calcificado, ele oscila de acordo com a percepção do momento político e econômico, sem convicções ideológicas.
“Por ser um eleitor que responde à conjuntura, esse saldo positivo é reversível. Lula melhorou agora, mas é exatamente o grupo que pode virar de novo se a percepção econômica mudar. É uma boa notícia para o governo, mas não é um voto consolidado”, pontua Nunes.
Por não ter a repulsa aos polos como algo basilar da forma de encarar as eleições, o brasileiro não polarizado desponta como a joia da coroa das campanhas. É ele que Lula e Flávio, além dos outros presidenciáveis, precisam conquistar.
“Não está “travado” contra nenhum dos lados de antemão. Nesse sentido, é o pedaço mais genuinamente disputável do eleitorado, e soma-se a ele a fatia dos 10% que rejeitam os dois polos. Mais de um terço do país não está preso a nenhuma das duas camisas”, aponta o diretor da Quaest.
O contador Mateus Souza, de 29 anos, é exemplar da volatilidade. Votou em Bolsonaro em 2018, mas migrou para Lula no segundo turno de 2022, após não escolher nenhum dos dois no primeiro turno: “Normalmente eu gosto de escutar ambos os lados, tento evitar ficar numa bolha”, diz.
Embora se enquadre na tendência e esteja agora mais inclinado para o petista, Souza demonstra ceticismo com a forma como algumas das principais bandeiras do Lula 3 são propagadas. Considera a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil uma medida “básica”, mas que foi vendida de forma populista pelo presidente. Também simpatiza com o Desenrola, apesar de não ver no programa uma solução perene.
O benefício da dúvida também é dado por Fernanda Araújo, paraibana de 29 anos que votou duas vezes no PT. Com a família tendo sido beneficiária do Bolsa Família, a educadora social enaltece a política de transferência de renda, mas o histórico pessoal não é suficiente para transformá-la numa petista convicta. Quer aguardar os debates entre todos os nomes que estão na briga para analisar o que será dito em áreas como segurança e saúde:
“Ainda é cedo para pensar em quem votar, estou acompanhando para ver um lado e o outro. Vou deixar isso mais para frente e avaliar o que melhor se encaixa com o que penso, mas sem tomar partido.”
Série histórica
O patamar das diferentes classificações — antipetista, antibolsonarista, neutros e contra os dois — segue relativamente estável ao longo dos meses, se considerada a margem de erro de dois pontos percentuais da Genial/Quaest. Levando em conta os números absolutos, no entanto, o antipetismo registrou a mínima da série histórica em junho, com 29%. O antibolsonarismo está em 31%.
Há divisões significativas por gênero. Embora os neutros representem percentuais parecidos entre mulheres (28%) e homens (26%), a diferença se acentua na parcela de antibolsonaristas e antipetistas em cada sexo. Entre elas, o grupo mais relevante é o que repele o universo ligado à família Bolsonaro, 35%; entre eles, o petismo tem a maior rejeição, 32%.
Na outra ponta se comparado com Fernanda, eleitora de histórico mais próximo ao PT, o jornalista Vicente Almeida, de 33 anos, acompanhou o “ovo da serpente” do bolsonarismo por meio dos vídeos do filósofo Olavo de Carvalho. Mas, durante período em que trabalhou como motorista de aplicativo, aprendeu a ouvir diferentes perspectivas e extraiu dali a leitura de que é melhor não se prender a um lado.
A fim de definir o voto, espera de Lula novas propostas econômicas e trabalhistas; de Flávio, medidas na direção da redução de impostos. “A partir do momento em que você vê o jogo como um técnico e não como um jogador, consegue enxergar melhor”, diz Almeida.
Na belíssima e emocionante canção “Estrada de Canindé”, que Luiz Gonzaga compôs em parceria com Humberto Teixeira em 1951, há um trecho que não me sai da memória como perfeito retrato do sertão de vidas secas: “Lá, quem é rico anda em burrico, quem é pobre anda a pé”.
Meu pai Gastão Cerquinha, que Deus chamou em 2022 aos 100 anos, era um animal político por natureza, mas sempre chegado ao cheiro da terra, um sítio para criar gado e caprinos. Um deles ficava na região chamada Gangorra, no prumo de Iguaracy, terra de Maciel Melo.
Distava uns 6 a 8 km da cidade. Parecia um oásis: água em abundância, frutas, muito capim para as criações e árvores frondosas, como os manguezais, onde fazíamos nossos piqueniques aos domingos.
Que tempo bom! Meus irmãos, oito, iam todos. A gente era feliz e não sabia. Subia no pé de manga para arrancar as mais maduras. Parecia uma competição. Havia ainda as travessuras nos pés de goiaba, de umbu e de manguitos. Ainda havia espaço para pendurar uma rede para o cochilo à sombra do pé de mangueira.
Mamãe Margarida, uma flor, cozinhava num fogão à lenha no casarão da fazenda. Pelas suas mãos divinas, saiam feijão verde, xerém, arroz mexido, cuscuz, galinha de capoeira e bode. Trazia a comida para debaixo da mangueira em caldeirões.
A sobremesa? Rapadura, mel de engenho e alfinim, que eu adorava, porque era bem molinho, se derretia facilmente na boca, diferente da rapadura. Homem devotado aos filhos, papai reunia a enorme prole debaixo de uma mangueira na maior felicidade, ao som dos pássaros, especialmente os lindos e cantadores galos de campina.
Mas minha recordação mais dolorosa da Canindé de Gonzagão tem a ver com o percurso da cidade até o sítio. Muitas vezes, era feito a pé, beirando a linha de trem, como recorda meu irmão Marcelo, criado encangado comigo. O sol, causticante, queimava a pele, esquentava os miolos do cérebro. Era a grande adversidade.
Andar a pé sob o sol escaldante do sertão simboliza a resiliência sertaneja, onde a terra seca e o céu de fogo testam a nossa fé e a coragem. A jornada é marcada pelo calor, pela poeira e pelo contraste com a beleza bruta da caatinga. Parece uma sina: no Sertão, quem anda a pé com fé não teme o calor, pois o próprio sol forja a coragem no peito da gente severina.
Li “O Quinze”, de Rachel de Queiroz, a brava cearense, que amava a terra seca, o sol ardente. Na obra, ela descreve o drama dos retirantes caminhando sob forte sol, fome e exaustão. Andar a pé no sol quente da caatinga não é apenas cansaço, mas poesia bruta, segundo Rachel. Para ela, que tinha a cara e o DNA do Sertão na veia, a terra seca vira estrada e o suor prova de resistência.
Viver no Sertão é adaptar-se ao o que o sol impõe, li em “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, um livro que traça o Brasil sem maquiagens. “O sertão é um vale fértil. É um pomar vastíssimo, sem dono”, escreveu ele, autor da frase mais famosa no traço da gente habitante do mundo de vidas secas: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte”.
O sertão quente parece ensinar cada passo. E nos ensina também que quem aguenta o sol escaldante de pés no chão, não corre de tempestade. Em “Grande Sertão e Veredas”, João Guimarães Rosa também foi testemunha da fé sertaneja desafiando o sol. Constatou que entre mandacarus e caminhos de terra batida, o sol quente é testemunha da força de um povo que caminha com o coração cheio de esperança.
“Pés calejados, horizonte infinito e um sol que parece feito de fogo. Andar a pé no sertão é sentir a alma ser purificada pelo calor da nossa terra”, escreveu. A obra-prima de Guimarães Rosa é um mergulho nas angústias, amores e dualidades humanas. Explora a coragem, a vida em constante transformação e a ideia de que o sertão transcende a geografia, habitando o interior de cada pessoa.
Foi lá que li e nunca mais esqueci: “O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.”
O consumidor tem no Brasil pelo menos 10 opções de SUVs compactos e médios na faixa de R$ 150 mil a R$ 200 mil. São perfis variados: topo de linha, com motor turbo, híbrido, elétrico e por aí vai. Do recém-renovado Nissan Kicks ao Hyundai Creta, do Volkswagen T-Cross ao Jeep Renegade e, claro, passando pelos chineses como o BYD Yuan Plus. No geral, somando todas as subcategorias, os SUVs já são donos de 60% do mercado de veículos leves.
Agora essa turma ganha mais um integrante: o Leapmotor B10, testado por uma semana por este colunista. Apesar de ser de uma marca ainda pouco conhecida, a Leapmotor tem para abrir alas no mercado brasileiro a Stellantis, dona da Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën etc. Por isso, o modelo é tanto uma aposta no segmento eletrificado para consumidores de SUVs que o grupo vai nacionalizá-lo, produzindo-o na planta de Goiana, em Pernambuco. E quais são seus pontos fortes, que a turma das concessionárias apelidaram de chamarizes de venda?
A primeira vantagem é o pacote de equipamentos de segurança, até caprichado para um carro de R$ 183 mil. Destaque para o conjunto de assistências à condução (o ainda pouco popular Adas). A marca optou pelo nível 2, que inclui controle de cruzeiro adaptativo, manutenção em faixa, frenagem automática de emergência e alertas de ponto cego. O B10 tem sete airbags, incluindo uma bolsa central entre os bancos dianteiros para evitar o choque entre os ocupantes em colisões. Sem falar nos controles de estabilidade e de tração e da distribuição eletrônica de frenagem.
De mimos tecnológicos, o SUV tem espelhamento para Apple CarPlay e Android Auto sem fio e um bom sistema de câmeras 360 graus. Esta tem uma função bem interessante, que usa câmeras para mostrar (por meio do painel de instrumentos) o que está “embaixo” do carro. Já chamada de “chassi transparente”, essa tecnologia ajuda bastante nas manobras em espaços apertados, pode acreditar. Esse sistema de câmeras e sensores está presente, por exemplo, no GWM Haval H9 – SUV de preço e tamanho maiores.
Vida a bordo – Outro ponto bem legal do modelo é a vida a bordo, digamos assim. Claro que o teto solar panorâmico ajuda a dar essa sensação de vastidão, de grandeza. Mas o entre-eixos, por exemplo, é de 2,73 metros. Fui pesquisar aqui para comparar e vi que o popular Fiat Pulse tem 2,53m; o VW Nivus, 2,56m; o Renault Kardian, 2,60m; e o Peugeot 2008, 2,54m. E mais: o espaço atrás garante até mesmo que três adultos tenham algum conforto. E o assoalho plano, claro, ajuda muito. O material usado no acabamento é de boa qualidade, bem melhor do que o empregado por alguns concorrentes. De estranho, a falta de comando elétrico de ajustes dos bancos dianteiros. Esse mimo deveria ser ofertado pelo menos para o motorista. Como não tem chave física tradicional, logo causa estranhamento.
O acionamento é feito por um cartão NFC com um chip sem fio de curto alcance. Basta pôr o cartão no console central, mover a alavanca de marcha ao lado do volante para D (ou R) e tocar a vida. Aliás, a abertura e fechamento das portas e outras funções a mais podem ser feitas por um aplicativo de celular. Enfim: todo o processo exige uma reeducação tecnológica caprichada. Até o pisca-alerta fica no teto, não no painel central, como de costume.
Bom de guiar
O melhor do B10, porém, é a condução. Afinal, por ser elétrico, tem torque imediato e permanente oferecido por um motor elétrico traseiro de 218 cv de potência e 24,5 kgfm de torque. Tanto em estradas quanto em vias urbanas, é ágil, transmitindo confiança para o condutor. Por exemplo: faz de 0 a 100 km/h em 8,5 segundos. A suspensão é surpreendente suave, sem deixar passar para o interior o pulo de cabrito. A bateria possui 56,2 kWh de capacidade — o que garante uma autonomia de 290 km, levando-se em conta o Inmetro. E ainda tem uma capacidade de carregamento muito boa: em corrente contínua (DC) de até 140 kW, recupera de 30% a 80% da energia em menos de meia hora em carregadores ultra rápidos.
O Leapmotor B10 chega como um forte candidato a desafiar os líderes consolidados no segmento de SUVs elétricos de entrada. Apesar de algumas economias visíveis em itens de conforto e ergonomia, o conjunto entrega um equilíbrio entre potência, segurança e espaço. Para o consumidor que busca um “carro de família” moderno, com amplo espaço interno, recarga ultrarrápida e a tranquilidade de uma rede de assistência técnica consolidada, o modelo chinês surge como uma escolha bastante racional.
Financiamento de veículos cresce 8,2% em Pernambuco – O volume de veículos financiados em Pernambuco cresceu 8,2% em maio de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, de acordo com levantamento da Trillia, nova linha de negócios da B3 dedicada a Dados, Analytics e Inteligência Artificial. No recorte por categoria, o financiamento de veículos pesados no estado pernambucano foi o destaque em termos de crescimento relativo, com expansão de 35,8% em maio frente ao mesmo mês do ano anterior.
Dentro desse segmento, que engloba caminhões e ônibus, as vendas financiadas de unidades 0km apresentaram aumento de 82,1%, e os pesados usados tiveram 14,3% a mais de financiamentos na mesma base de comparação. Entre os autos leves, o volume de financiamentos em Pernambuco cresceu 15,1% em maio de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. As operações com carros novos tiveram aumento de 39,1% e os usados, 5,6%. As motos registraram crescimento de 8% no volume financiado em relação a maio de 2025.
O aumento de modelos novos financiados foi de 13,6%, enquanto os usados reduziram 15,6% no período. De janeiro a maio de 2026, o volume total de veículos financiados em Pernambuco cresceu 15,1% em relação ao mesmo período de 2025, de acordo com a Trillia. Entre os autos leves, o número de financiamentos em maio avançou 15% na comparação com a mesma base do ano anterior. As vendas financiadas de modelos novos cresceram 24% e a de usados, 11,2%. Nas motos, os financiamentos em Pernambuco aumentaram 19,6% no acumulado dos quatro primeiros meses do ano em relação ao primeiro quarto de 2025. O avanço foi puxado principalmente por modelos novos (20,6%). As unidades usadas tiveram crescimento de 14,3% nas vendas financiadas.
Chega o bZ4X, o primeiro elétrico da Toyota no Brasil – A japonesa Toyota acaba de anunciar o lançamento do SUV elétrico bZ4X para o mercado brasileiro. Ele vem em versão única por R$ 420 mil. O SUV, que tem tração integral nas quatro rodas, é equipado com dois motores elétricos, distribuídos com uma unidade em cada eixo. Juntos, eles desenvolvem 343cv de potência e um torque de 34,2 kgfm. Esse conjunto permite ao veículo acelerar de 0 a 100 km/h em 5,5 segundos. O pacote de assistência ao motorista é caprichado, mas padrão: traz frenagem automática em situações de emergência, auxílio de permanência em faixa com atuação no volante, piloto automático adaptativo com controle de distância, sensores de ponto cego, monitor de tráfego traseiro e câmeras com cobertura de 360 graus.
O design, com linhas retas e faróis dianteiros finos em LED com grade fechada, chama a atenção pela beleza (embora isso seja bem subjetivo). Atrás, o que se destaca é uma barra de luz traseira contínua sobre a tampa do porta-malas. O interior, por sua vez, é sóbrio. Uma tela de 14 polegadas — com sistema de entretenimento conectado sem fios aos sistemas Apple CarPlay e Android Auto – vem acompanhada por um painel de instrumentos digital.
Já a autonomia do veículo (validada pelo Inmetro) é de até 361 quilômetros. A bateria tem capacidade de 73,1 kWh. Para o carregamento rápido em corrente contínua, o sistema suporta até 150 kW, enquanto as recargas em tomada de corrente alternada aceitam limites de 11 kW ou 22 kW. O automóvel tem 4,69 metros de comprimento, 1,86 metro de largura, 1,65 metro de altura e uma distância entre-eixos de 2,85 metros. O compartimento de bagagens tem espaço para 452 litros.
Novo X5 na fase final de testes – O novo BMW X5 entrou na reta final de seu programa de desenvolvimento. A quinta geração do modelo, chamado pela marca de SAV, de Sports Activity Vehicle, está agora concluindo as rodagens finais de calibração nos arredores de sua base de produção, a Planta do BMW Group em Spartanburg, nos Estados Unidos. O novo BMW X5 será o primeiro modelo de produção da BMW a ser introduzido no mercado com a opção de cinco diferentes tecnologias de propulsão.
O primeiro BMW iX5 totalmente elétrico fará sua estreia, seguido, em 2028, pela chegada do primeiro BMW movido a hidrogênio produzido em série, o BMW iX5 Hydrogen. Também estarão disponíveis versões a gasolina e diesel com tecnologia mild hybrid de 48V, além de modelos híbridos plug-in. O primeiro BMW iX5 elétrico é baseado na sexta geração da tecnologia BMW eDrive, que traz um novo conceito de bateria de alta tensão com células cilíndricas e tecnologia de 800V. Com capacidade líquida utilizável de 144 kWh nos Estados Unidos e 141 kWh na União Europeia, o BMW iX5 60 xDrive conta com a maior bateria de alta tensão já instalada em um modelo BMW totalmente elétrico até hoje. A força de propulsão é fornecida por um motor elétrico no eixo dianteiro e outro no eixo traseiro, trabalhando em conjunto com a tração integral elétrica BMW xDrive.
BYD: 300 mil carros vendidos no Brasil – Na concessionária BYD Ibirapuera, na capital paulista, o vice-presidente sênior da BYD do Brasil, Alexandre Baldy, realizou a entrega simbólica da chave do BYD de número 300 mil vendido. O modelo BYD Song Pro GL foi o escolhido pelo advogado e empresário Andrew Imada por conta do design, conforto e o custo-benefício do modelo. O evento comemora um marco sem precedentes no mercado automotivo nacional: 300 mil veículos eletrificados da BYD em circulação no país. O volume comprova uma mudança estrutural no comportamento do consumidor brasileiro, que adotou a eletrificação de forma massiva em todo o território nacional.
O sucesso de modelos como o BYD Dolphin GS (mais de 51 mil unidades desde o lançamento) quebrou paradigmas em 2023, preparando o terreno para a chegada do BYD Dolphin Mini (com mais de 86 mil unidades no total). O compacto assumiu a liderança de vendas no varejo automotivo brasileiro em 2026, mantendo-se no topo da preferência nacional de forma consistente há quatro meses. Os números mostram a força desta expansão. Hoje, a BYD já conta com 217 concessionárias em todas as capitais e nas principais cidades do país. Nos próximos meses, a meta é chegar a 250 lojas, em uma forte expansão apoiada pelos maiores grupos automotivos que ajudaram na disparada das vendas.
Do primeiro carro ao de número 100 mil, foram 34 meses. Dos 100 mil aos 200 mil, 11 meses e, agora, apenas 6 meses depois, a conquista dos 300 mil carros nas ruas. A BYD encerrou o mês de maio de 2023 com 390 carros emplacados. Exatamente três anos depois, o volume saltou quase 56 vezes, com mais de 21,7 mil unidades emplacadas em maio de 2026, aumento que passa dos 5.500%. Nos primeiros cinco meses de 2026, a marca viu o emplacamento de 77.447 veículos no país, um crescimento de quase 100% em relação aos 39.007 do mesmo período de 2025.
De cada cinco carros vendidos no Brasil, um é chinês – As marcas chinesas responderam por 20,3% das vendas na 1ª quinzena de junho, acima dos 18,4% de maio, conforme balanço parcial do mês divulgado pela Bright Consulting. Desta forma, eles acabam de superar um quinto do mercado brasileiro. Se forem consideradas as 15 marcas mais vendidas no Brasil, também entram a GWM, Geely e Jaecoo. A Geely, por exemplo, ampliou sua participação em 2,2 p.p. As vendas totais de leves na primeira quinzena deste mês atingiram 107.804, praticamente estáveis frente ao mesmo período de maio (108.562) e em alta de 11% sobre os primeiros 15 dias de junho de 2025 (97.099).
No embalo do crescimento das marcas chinesas também crescem as vendas de eletrificados, segmento no qual se concentram os negócios das montadoras do país asiático. Segundo a Bright Consulting, os eletrificados somaram 22.779 unidades na quinzena, com alta de 9% sobre o mesmo período de maio (20.894) e surpreendentes 152,4% sobre junho de 2025 (9.026). A participação dos elétricos e híbridos atingiu 21,1% do mercado nos primeiros 15 dias deste mês. No acumulado, são 210,8 mil eletrificados em 2026 (+111,7% a/a), com fatia de 17,5% do total de leves, índice que no ano passado estava em 9,7%.
Giro de estoque é mais rápido em maio – As vendas de veículos 0km no mercado brasileiro registraram, em abril, um giro de estoque médio de 37 dias. De acordo com o PVZ – Estudo de Preços de Veículos Zero Km, feito pela MegaDealer com dados da plataforma Auto Avaliar, essa foi a maior rotatividade de 2026 até o momento, o que somado ao aumento dos descontos praticados pela concessionárias revela um cenário de estratégias mais focadas em garantir a estabilidade das vendas. Segundo o estudo, o desconto médio, em relação aos valores sugeridos pelas montadoras (MSRP), subiu de 6,9% para 7,1%, sendo que 14 das 21 marcas analisadas aumentaram seu nível.
“Observamos um pequeno aumento de preços, tanto no MSRP quanto nos preços transacionais durante o mês de abril em relação a março. Chama a atenção a quase estabilidade também nos preços registrados nos últimos 12 meses, alinhando as expectativas dos lojistas ao comportamento dos consumidores”, analisa Fábio Braga, Country Manager da MegaDealer. Os dados do PVZ mostram um preço médio transacional de R$158.784 por unidade. Entre os modelos que tiveram os maiores aumentos de desconto, destacam-se os veículos da Honda (+1,6pp), Nissan (+1,3pp), Toyota (0,8pp), que podem indicar um estoque alto no final do mês de abril. No ranking de descontos por região, o Norte apresentou o maior patamar, com o preço médio por venda 7,9% menor do que os valores sugeridos pelas montadoras. Na sequência veio o Sudeste – MG, RJ e ES (7,5%); o estado de São Paulo (7,4%), que é analisado individualmente; Centro-oeste (6,7%), empatado com o Sul; e Nordeste (6,5%).
Usados custaram R$ 90 mil em média em maio – O ticket médio de venda dos veículos usados e seminovos chegou a R$ 90.082 em maio de 2026, segundo o Estudo Megadealer de Performance de Veículos Usados (PVU), elaborado com dados transacionais da plataforma Auto Avaliar. O avanço ocorreu em um mês de maior atividade operacional nas concessionárias, com 293.163 avaliações e 51.609 captações, volumes 22,6% e 15,56% superiores, respectivamente, ao mesmo período de 2025. Os dois indicadores também atingiram o recorde anual. Para Fábio Braga, diretor da Megadealer, o dado mostra que o mercado de usados segue aquecido, mas exige mais precisão na gestão comercial.
“Ver o ticket médio superar R$ 90 mil mostra que o usado ganhou ainda mais relevância econômica dentro das concessionárias. Mas esse valor por si só não garante rentabilidade. O desafio é comprar bem, precificar corretamente e girar o estoque com velocidade”, afirma Braga. Apesar do maior ticket médio do ano, a margem bruta média ficou em 10,3%, com margem em reais de R$ 9.247. O resultado indica uma volta aos patamares médios observados entre outubro de 2025 e janeiro de 2026, evidenciando maior pressão de precificação no segmento.
Desconfie dos truques para desamassar carros – Basta uma rápida busca nas redes sociais para encontrar vídeos que prometem eliminar amassados na lataria usando água quente, secadores de cabelo, ventosas, cola quente e até desentupidores de pia. As publicações costumam acumular milhões de visualizações ao apresentar soluções rápidas e aparentemente econômicas para um problema comum entre motoristas. No entanto, especialistas alertam que a prática pode sair mais cara do que o reparo profissional. O alerta ganha relevância em um país que possui uma frota superior a 130 milhões de veículos, segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
Com mais carros circulando, cresce também a ocorrência de pequenos danos causados por colisões leves, granizo, quedas de objetos e incidentes em estacionamentos. João Ricardo Chamone Maciel, profissional especializado em Martelinho de Ouro e revenda de automóveis, alerta que muitos dos métodos compartilhados na internet ignoram fatores técnicos fundamentais para a recuperação da lataria. “Cada amassado possui características próprias relacionadas à profundidade, ao local atingido e à tensão da chapa. O que parece uma solução simples em um vídeo pode gerar deformações adicionais, trincas na pintura e até danos permanentes na peça quando aplicado sem conhecimento técnico”, explica.
Mais carros nas ruas
A busca por alternativas caseiras também tem sido impulsionada pelo aumento da produção e circulação de veículos no país. Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores apontam que o mercado brasileiro encerrou 2025 com mais de 2,6 milhões de veículos novos emplacados, reforçando a preocupação dos proprietários com a conservação e valorização de seus automóveis.
Dano original
Segundo João Ricardo, o principal problema surge quando a tentativa de reparo agrava o dano original. Em muitos casos, um amassado que poderia ser corrigido por técnicas de desamassamento sem pintura acaba exigindo serviços mais invasivos, como funilaria, aplicação de massa e repintura. “É comum recebermos veículos em que a intervenção caseira piorou a situação. Quando há comprometimento da pintura original, o reparo se torna mais complexo e, consequentemente, mais caro. Além disso, preservar a pintura de fábrica é um fator importante para a valorização do veículo”, afirma.
Evolução da indústria automotiva
Outro fator que exige atenção é a evolução dos materiais utilizados pela indústria automotiva. Muitos veículos modernos empregam ligas metálicas de alta resistência, alumínio e componentes desenvolvidos para absorver impactos, exigindo ferramentas específicas e técnicas adequadas para evitar deformações adicionais.
Eventos climáticos
A preocupação também se estende aos eventos climáticos extremos. Tempestades de granizo têm se tornado cada vez mais frequentes em diversas regiões brasileiras, aumentando a procura por serviços especializados de recuperação estética automotiva. Nesses casos, a tentativa de corrigir dezenas de pequenas avarias sem avaliação profissional pode comprometer ainda mais a estrutura superficial da carroceria.
Soluções improvisadas
Para o especialista, a popularização de conteúdos virais tem levado muitos consumidores a acreditar que qualquer dano pode ser resolvido com soluções improvisadas.
“As redes sociais costumam mostrar apenas o resultado final, sem explicar os riscos envolvidos ou os casos em que a técnica não é indicada. O carro representa um patrimônio importante para a maioria das famílias. Antes de tentar qualquer procedimento encontrado na internet, vale buscar uma avaliação profissional para evitar prejuízos maiores”, destaca.
Seja cauteloso
Em tempos de vídeos de poucos segundos e soluções instantâneas, a cautela continua sendo a melhor ferramenta para quem deseja manter o veículo em bom estado. Afinal, quando o assunto é patrimônio, nem sempre o caminho mais rápido é o mais econômico.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
O São João de Petrolina tem sido alvo de críticas por parte da imprensa local, que aponta problemas na organização do evento, reclamações de barraqueiros e tratamento diferenciado entre profissionais da imprensa e influenciadores convidados.
O jornalista Carlos Britto, do Blog do Carlos Britto, afirmou que o evento “coleciona insucessos e uma sequência de erros que não dá para ignorar”, citando os cachês milionários pagos a artistas de fora, a concentração de atrações em uma mesma noite e falhas na estrutura que, segundo ele, teriam contribuído para um público menor no Pátio Ana das Carrancas. O comunicador também exibe imagens que mostram áreas do espaço de shows com baixa ocupação e relata prejuízos enfrentados por comerciantes.
Além das críticas de Britto, jornalistas que cobriram o evento também reclamaram das credenciais disponibilizadas à imprensa local. Segundo relatos, os profissionais receberam pulseiras com acesso restrito, enquanto influenciadores convidados tiveram acesso ampliado a diferentes áreas da festa. “Uma pulseira simples que não dá acesso a nada, que só dá acesso com um supervisor do evento até para acessarmos a sala de imprensa”, disse um dos jornalistas. Outro questionou: “A imprensa de fora teve todas as pulseiras possíveis para eles. Por que isso? Eles são mais profissionais que nós?”.
Britto também mencionou nomes como Virginia Fonseca e Léo Dias ao criticar o tratamento diferenciado dado a influenciadores. Até o momento, a Prefeitura de Petrolina não se pronunciou. O espaço segue aberto para manifestação.
O governo brasileiro confirmou neste sábado (27) o envio de um quarto voo humanitário para a Venezuela, em apoio às operações de resposta aos terremotos que atingiram o país e provocaram destruição extensa em Caracas e em outras cidades desde a última quarta-feira (24).
A aeronave deve partir na tarde deste domingo (28) da Base Aérea de Guarulhos, em São Paulo, com 35 bombeiros militares dos estados de São Paulo e Minas Gerais. Os profissionais vão reforçar as equipes brasileiras que já atuam principalmente no município de Vargas, no estado de La Guaira, uma das áreas mais atingidas pelos tremores. As informações são da CNN Brasil.
Segundo o governo federal, a missão humanitária brasileira iniciou neste sábado (27), logo após a chegada à Venezuela, as operações de apoio às autoridades locais. A equipe é coordenada pelo diretor de Preparação e Socorro da Defesa Civil Nacional, Armin Braun.
Mesmo diante de dificuldades logísticas, os brasileiros resgataram ao menos duas pessoas com vida e atuam no resgate de uma criança sob os escombros, de acordo com o comunicado. As operações seguem em andamento.
A primeira equipe brasileira enviada para apoiar a resposta à emergência decolou ontem (26), da Base Aérea de Guarulhos, em aeronave KC-390 Millennium da FAB. O avião pousou às 23h40, no horário de Brasília, na Base Militar da Força Aérea Venezuelana El Libertador, em Maracay.
O segundo voo partiu neste sábado (27), às 11h50, da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, com hospital de campanha e purificadores de água. A chegada prevista era para as 22h, no horário de Brasília.
Já o terceiro voo decolou também no sábado, às 17h45, com kits de medicamentos e módulo complementar para a instalação de um hospital de campanha. A previsão de chegada era às 22h40, no horário de Brasília. A operação é coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação, vinculada ao Ministério das Relações Exteriores.
Os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5, seguidos de cerca de 20 réplicas, provocaram desabamentos de edifícios em Caracas e em outras cidades venezuelanas. Segundo informações divulgadas pelas autoridades do país, ao menos 1.400 pessoas morreram. O número de vítimas ainda pode aumentar à medida que avançam as operações de busca e salvamento.
Diante da gravidade da situação, as autoridades venezuelanas decretaram estado de emergência nacional e fizeram um apelo à comunidade internacional por assistência humanitária.
O empresário Ricardo de Belo anunciou apoio ao grupo político liderado pelo prefeito de Surubim, Cleber Chaparral (União Brasil), e pelo prefeito de Casinhas, Lúcio Silva (União Brasil). A declaração foi feita na última quinta-feira (25), durante o São João de Surubim, em entrevista ao comunicador Jota Santos, do Programa Microfone Aberto. Candidato à Prefeitura de Casinhas em 2016, Ricardo integrou posteriormente o grupo do então prefeito João Camêlo e agora oficializou seu novo posicionamento político.
Ao comentar a decisão, o empresário afirmou que acompanhou o desenvolvimento do município e elogiou a gestão de Lúcio Silva, que deu continuidade à administração da ex-prefeita Juliana de Chaparral. “Estamos juntos com Lúcio, que vem realizando um belíssimo trabalho em Casinhas, dando continuidade à gestão da ex-prefeita Juliana de Chaparral. Como cidadão casinhense, acompanho esse desenvolvimento e não poderia deixar de parabenizar esse trabalho. Estamos juntos”, declarou.
O Comitê de Luta em Defesa do Canal do Sertão, que tem como um dos coordenadores o ex-deputado estadual e pré-candidato a federal, Antonio Fernando, deu dois passos importantes por mais segurança hídrica para os Sertões Central, do Araripe e do São Francisco. A semana começou reunindo mais de 200 lideranças regionais numa audiência pública, em Petrolina. Ontem (26), o Comitê teve a confirmação de que o documento do encontro será encaminhado diretamente ao presidente Lula.
A confirmação veio por meio da senadora Teresa Leitão (PT) que, na condição de nova Líder do Governo no Senado, recebeu o documento e vai encaminhá-lo ao presidente da República. A senadora Teresa foi colega de Antonio Fernando na Assembleia Legislativa, e conhece o projeto do Canal do Sertão, defendido diversas vezes no Plenário da Alepe pelo ex-deputado e atual coordenador do Comitê. As informações são do Blog do Silvinho.
Ao final da audiência pública, realizada no auditório da Codevasf, em Petrolina, foi aprovada a “Carta dos Sertões”, documento em apoio e defesa da obra do Canal do Sertão. O projeto, que prevê o abastecimento de água para consumo humano, pecuária e irrigação, é uma luta de mais de 30 anos de Antonio Fernando, e tem grande potencial econômico e social para o semiárido pernambucano.
O encontro também teve a participação da presidente da Comissão Especial em Defesa do Canal do Sertão, da Alepe, deputada Socorro Pimentel. A proposta é captar água do lago de Sobradinho, na Bahia, para abastecer 17 municípios – Casa Nova (BA) e Ouricuri, Araripina, Ipubi, Bodocó, Exu, Moreilândia, Granito, Cedro, Serrita, Parnamirim, Santa Cruz, Dormentes, Afrânio, Santa Filomena, Trindade e Petrolina, em Pernambuco.
O Canal do Sertão será a maior obra hídrica da história de Pernambuco. Com uma área de 33 mil km², o canal poderá beneficiar uma população superior a 800 mil habitantes, gerar cerca de 500 mil empregos diretos e indiretos, e garantir um faturamento total acima de R$ 15 bilhões por ano. Além de tudo isso, poderá viabilizar economicamente a Ferrovia Transnordestina, no trecho Salgueiro-Suape, que está interrompido pelo Tribunal de Contas União (TCU) por falta de viabilidade de cargas.
Além de atingir a Mata Norte de Pernambuco, fortes chuvas também acometem a Paraíba neste sábado (27). O volume de precipitação foi tão intenso que causou um alagamento parcial no quilômetro 116 da BR-101, que liga o território paraibano ao pernambucano. As informações são do Diário de Pernambuco.
Em imagens que circulam nas redes sociais, é possível ver a via alagada. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a corporação realizou uma interdição parcial no trecho, que fica na altura da cidade de Alhandra, na Paraíba.
Máquinas estão no local realizando a limpeza da pista. Ainda de acordo com a PRF, não houve registro de alagamentos na BR-101 em Pernambuco. A via foi completamente liberada por volta das 18h, segundo a corporação.