Por Maurício Rands*
A beleza da diversidade. Nações diminutas como Curaçao, Haiti e Cabo Verde competindo com países de dezenas de milhões de habitantes e economias pujantes. Nada mais democrático. Nas quatro linhas, alguns gigantes sendo derrotados por emergentes. Nas arquibancadas, torcedores de culturas e credos diferentes. Muita emoção, mas também jogos sendo ganhos pelo equilíbrio e pelo cérebro.
Como dia desses comentou o amigo Ricardo Thibau, essa copa é de todas a que teve mais jogos espetaculares. E muitas vezes de seleções sem grandes tradições. A camisa não ganha mais jogo. As “zebras” galopam contra potências campeãs. Basta lembrar os feitos de Cabo Verde que pegou Uruguai, Espanha e Argentina, três campeões do mundo, e não perdeu no tempo regulamentar. Ou do Paraguai que eliminou a Alemanha na “Batalha de Boston”. Ou do Marrocos, que eliminou a Holanda, ganhou quatro partidas, empatou uma e se tornou o primeiro país africano a disputar duas vezes as quartas de final. Ou as precoces eliminações das fortes seleções da Croácia e do Uruguai.
Leia maisUm capítulo à parte é a evolução do futebol africano. Não apenas Marrocos e Egito, que se mantiveram vivos até os mata-matas. Mas outras equipes como Argélia, Gana, Cabo Verde e Costa do Marfim fizeram campanhas marcantes, vendendo caro suas derrotas para potências europeias e sul-americanas. A Tunísia foi a única seleção do continente eliminada ainda na fase de grupos. 24% dos jogadores que disputam a copa não nasceram nos países que representam. Isso mostra a maior internacionalização e nivelamento do futebol mundial. Subiram os níveis das marés da técnica, da tática e da aptidão física dos atletas de todas as regiões.
Mas tem muita coisa errada a ser corrigida. A começar pela submissão da FIFA ao autoritarismo dos EUA. Como aceitar que o anfitrião negue vistos a dirigentes e torcedores dos participantes num evento destinado a fomentar o internacionalismo? Como aceitar o racismo da migração americana que discriminou jornalistas negros e árabes, como a brasileira Karine Alves, da TV Globo? A mesma FIFA que foi cordeirinha com a prepotência americana, foi impositiva com o Brasil na Copa de 2014.
Outro absurdo da FIFA foi o preço dos ingressos. Algo precisa ser feito para que aos estádios também possam ter acesso os não-ricos. A beleza do futebol é a presença de público, que pode ser gigantesca porque as dimensões do gramado são mais extensas do que nos outros esportes. Uma boa solução me foi sugerida por outro amigo, o engenheiro André Gusmão. Poderia ser reservado um certo número de ingressos com preços limitados para os torcedores de menor poder aquisitivo. Poderia ser feito um cálculo proporcional à renda per capita do país do torcedor. Outro tema a ser revisitado é o dos impedimentos, que continuam gerando as maiores controvérsias. Portugal foi salvo por um fio de cabelo do atacante da Croácia que o VAR considerou ter tocado na bola e gerado o impedimento que anulou o que seria o gol de empate no finalzinho. Continuo achando que o VAR é bem-vindo. A tecnologia pode atenuar as falhas humanas dos árbitros. Mas já chegou a hora de revisitar a regra do impedimento. Suprimi-la pode gerar uma concentração excessiva de jogadores dentro da área. Por isso, talvez se pudesse pensar uma regra em que os impedimentos só poderiam ser marcados se os atacantes estivessem dentro da área.
O nivelamento do futebol mundial pode explicar a eliminação do Brasil. A Noruega antes não era páreo para a nossa seleção. Ontem nos eliminou jogando com mais eficiência, garra e equilíbrio emocional. Resta-nos agora aprender com a Noruega e outras seleções que já apresentaram futebol de melhor nível do que o nosso, como França, Argentina, Portugal, Espanha e Colômbia. Tudo parece em aberto. Até porque, sendo a copa decidida em mata-matas, nem sempre ganha a seleção de melhor qualidade.
*Advogado formado pela FDR da UFPE, professor de Direito Constitucional da Unicap, PhD pela Universidade Oxford
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Jornal do Commercio
Um dos principais destinos turísticos de Pernambuco e do mundo, o Arquipélago de Fernando de Noronha convive diariamente com desafios logísticos e ambientais para preservar suas belezas naturais. A coleta, o tratamento e a destinação correta dos resíduos sólidos figuram como alguns dos principais gargalos para manter o equilíbrio ambiental da ilha, reconhecida como Patrimônio Natural Mundial pela UNESCO.
Para minimizar esses impactos, Noronha adota uma série de medidas, como a proibição gradual da entrada, uso e comercialização de plásticos descartáveis, a restrição à circulação de veículos movidos a combustíveis fósseis e a cobrança da Taxa de Preservação Ambiental (TPA), paga pelos visitantes. Apesar das iniciativas, o caminho percorrido pelo lixo até a destinação final é longo e passa por obstáculos.
Leia maisA ilha não possui aterro sanitário, dispõe de espaço físico limitado para armazenamento de resíduos e depende do transporte marítimo para enviar o material ao continente. O grande volume de lixo gerado diariamente, impulsionado pelo turismo, também sobrecarrega a triagem.
Os caminhos do lixo
Para destinar corretamente os resíduos da ilha, são realizadas operações internas e de barco, que levam para a capital pernambucana os materiais. Embora Fernando de Noronha conte com uma Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos (UTRS), onde todo o lixo produzido é separado, tratado e armazenado temporariamente, a destinação final ocorre no Recife.
Além dos resíduos orgânicos, recicláveis e rejeitos, a Ambipar, empresa responsável pela limpeza urbana desde agosto de 2025, precisa fazer a coleta de óleo vegetal e mineral, resíduos de serviços de saúde e podas de árvores.
A logística, no entanto, enfrenta limitações. Os horários de saída e chegada das embarcações são regulamentados pela Marinha, que permite a navegação apenas entre o nascer e o pôr do sol.
Já nas áreas mais remotas da ilha, as vias de acesso não são pavimentadas e, durante o período chuvoso, as estradas de barro dificultam a circulação dos caminhões de coleta, provocando o acúmulo de resíduos até que as condições de tráfego sejam restabelecidas, o que representa riscos para a população e para o meio ambiente.
Outro desafio apontado pela Ambipar é a contratação de mão de obra. Segundo a empresa, o turismo, principal atividade econômica da ilha, torna mais atrativos os trabalhos informais voltados aos visitantes, dificultando o preenchimento de vagas na coleta e no tratamento dos resíduos.
Apesar disso, a empresa conta com 90 funcionários, que recolhem os materiais, tratam e destinam corretamente. Segundo Gabriel Rocha, gerente operacional da UTRS Noronha, a experiência de contribuir para a preservação do patrimônio ambiental da ilha é desafiadora. “A nossa rotina operacional vai além da coleta de resíduos”, explica.
O gerente pontua que todo o resíduo, depois de coletado, é levado para a unidade de tratamento, triado e ensacado para depois ser transportado para o continente. “É um planejamento minucioso, que exige considerar fatores de condições climáticas e cronogramas marítimos”, relata.
Para incentivar a reciclagem, a empresa implantou pontos de coleta de resíduos recicláveis e orgânicos e firmou parcerias com empreendimentos locais. Um dos exemplos é a Pousada Zé Maria, onde foi instalado um ecoponto que permite a troca de materiais recicláveis, como latas e garrafas, por pontos e até pagamentos via Pix.
Acúmulo e multa
Em fevereiro deste ano, a Ambipar havia sido multada em R$ 700 mil pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) devido ao acúmulo de resíduos na UTRS.
A penalidade foi aplicada pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) após a constatação das irregularidades como o excesso de resíduos da construção civil, de materiais inertes e resíduos volumosos, armazenados de forma desordenada nas dependências da UTRS.
De acordo com a CPRH, na época também foi identificada a ocupação indevida das áreas operacionais, comprometimento da capacidade da unidade, o manejo inadequado de resíduos orgânicos e de serviços de saúde, a paralisação de estruturas essenciais e a inexistência de planejamento técnico para redução do material acumulado.
O contrato da Ambipar para prestar serviços na ilha tem duração de 60 meses e valor de R$ 64,7 milhões. Segundo a Ambipar, devido ao passivo deixado no terreno, foi necessária a ampliação da capacidade logística no arquipélago e entre agosto de 2025 e março de 2026, foram transportadas mais de 2.550 toneladas de resíduos para a capital pernambucana.
Além disso, o número de viagens marítimas aumentou, com mobilização de novas embarcações e ampliação dos turnos de trabalho para retirar o passivo, e novos equipamentos, como triturador para podas e escavadeira elétrica.
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A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) apresenta, amanhã, um estudo técnico sobre o trecho Salgueiro–Porto de Suape da Ferrovia Transnordestina à Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe). O documento traz dados sobre a viabilidade socioeconômica da obra e propõe governança para apoiar a coordenação entre os órgãos envolvidos no projeto.
A apresentação fortalece o diálogo junto ao Tribunal de Contas da União e integra os esforços de articulação técnica e institucional direcionados ao fortalecimento da infraestrutura regional, ampliando a competitividade do Nordeste.
A Vila Galé amplia sua presença em Pernambuco com a chegada do Vila Galé Reserva do Paiva Lifestyle Resort Hotel, Convention, SPA & Beach Club. O empreendimento, instalado no Paiva, no município de Cabo de Santo Agostinho, tem abertura prevista para o dia 15 de outubro de 2026, com inauguração oficial marcada para 31 de outubro. Com a operação do novo hotel, a rede portuguesa passa a contar com dois empreendimentos no estado, somando cerca de 600 apartamentos e mais de 1,3 mil leitos, fortalecendo Pernambuco como um dos principais destinos turísticos do país.
O hotel integra o Paiva, primeiro bairro planejado de Pernambuco. O local reúne diferenciais únicos, como 8,5 quilômetros de praias, dois parques públicos e 118 hectares de Mata Atlântica preservada, oferecendo uma combinação de natureza, infraestrutura e qualidade de vida. O hotel permaneceu fechado desde 2020 e passou por um amplo processo de revitalização e adequação aos padrões internacionais da Vila Galé.
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O empreendimento contará com 298 apartamentos, incluindo uma suíte presidencial, oferecendo uma estrutura voltada tanto para o lazer quanto para o turismo de negócios. O novo resort terá três piscinas, sendo uma coberta no Spa Satsanga, parque aquático, jacuzzi, novo projeto paisagístico, academia completa, beach club exclusivo com bar e restaurante, além de quatro opções gastronômicas: Inevitável, Cervejaria Portuguesa, Massa Fina e Beach Club Vila Galé.
O empreendimento também nasce como um dos principais espaços para eventos do estado. Serão 13 salas para convenções e eventos corporativos e sociais, incluindo um salão com capacidade para até 1.100 pessoas sentadas. O foyer, com 1.290 metros quadrados, poderá receber até 1.400 convidados, consolidando o hotel como uma importante opção para o segmento MICE (Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions).
Localizado a cerca de 20 quilômetros do Aeroporto Internacional do Recife, o Vila Galé Reserva do Paiva está inserido em um dos endereços mais valorizados do estado, reconhecido pelo planejamento urbano, segurança, paisagismo e infraestrutura. Hoje, a Reserva do Paiva abriga dez condomínios residenciais de alto padrão e oferece uma ampla rede de serviços, incluindo escola, centro comercial, restaurantes, bares, supermercado, farmácia, padaria e um moderno complexo empresarial. O conjunto consolida o bairro como um destino completo para moradia, turismo, lazer e negócios.
Vila Galé – A rede hoteleira tem hoje 13 hotéis em operação com um total de 1.200 leitos em desenvolvimento no Brasil, incluindo o Vila Galé Reserva do Paiva e Coruripe, um Collection e um hotel para crianças, dois hotéis Collection em São Luís do Maranhão, que irão abrir neste ano, e 2 em Alagoas, 1 em Brumadinho, Minas Gerais, em Floripa, Santa Catarina e 1 em João Pessoa, Paraíba e 6 em projeto e preparação.
Bairro do Paiva – Primeiro bairro planejado de Pernambuco, o Paiva é um projeto imobiliário desenvolvido em parceria pelos grupos Ricardo Brennand e Cornélio Brennand, por meio da Iron House. Os desenvolvedores atuam no planejamento e gestão do destino. O bairro conta com a zeladoria urbana da Associação Geral da Reserva do Paiva, que promove iniciativas de conservação dos espaços públicos e uma agenda de sustentabilidade, como a limpeza e cuidados com a orla, além da preservação da fauna e flora locais.
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Por Claudemir Gomes
E o 5 de julho jamais será esquecido. Agora tenho certeza de que o raio cai no mesmo lugar mais de uma vez. Há 44 anos, junto com o saudoso jornalista, Fernando Menezes, ficamos perdidos na noite de Barcelona após testemunhar a “Tragédia do Sarriá”, quando a favoritíssima seleção comandada por Telê Santana encantou o mundo e parecia insustentável na busca do tetracampeonato, foi derrotada (3×2) pela Itália, sob a regência do verdugo Paulo Rossi. Ontem, foi a vez do viking que atende pelo nome de Haaland comandar a incontestável vitória (2×1) da Noruega, que foi superior ao time do Mister Ancelotti durante todo o jogo.
Apesar da notícia de que havia a ameaça de uma tempestade em Nova Jersey, local do jogo, não dei bola pro azar. Vesti a camisa amarela e saí por aí. Mesmo ressabiado com o 5 de julho, cheguei a entrar na onda da maioria dos torcedores. Lembrei do samba do João Nogueira e cantei: “Esse mar é meu, leva seu barco pra lá desse mar…”. Era a forma de mandar um recado para a torcida norueguesa que encanta o mundo da bola com suas remadas.
Leia maisMinutos antes de começar o jogo alguém pergunta qual o palpite para o “bolo”. Não sei por que, mas lembrei da triste história que vivenciei em Barcelona, no dia 5 de julho. Meu palpite escandalizou a todos na sala: Noruega 1×0. Não estava torcendo contra, mas faltava confiança nos comandados de Ancelotti, embora reconheça que houve uma evolução no trabalho realizado pelo Mister.
A Noruega tinha o domínio do jogo, mas num contra-ataque, pênalti a favor do Brasil. Ora, se nós tínhamos o Vini Jr. na briga pela artilharia da Copa, o mais sensato seria ele ir bater o pênalti. O goleiro Nyland fez uma defesa espetacular num aviso de que seria um dos destaques da memorável vitória que começava a ser escrita a partir daquela sua façanha.
Ricardo Medeiros, com sua memória de elefante, faz uma triste observação: “Foi igual ao pênalti que Zico perdeu naquele jogo com a França, em 86”. Verdade. Pior é que também testemunhei, no estádio Jalisco, em Guadalajara, aquela eliminação para a França, nas quartas-de-final. No tempo normal, empate de 1×1 com a França levando a melhor na decisão por pênaltis.
No intervalo do jogo, o experiente narrador Galvão Bueno convocou a Banda Olodum como se fosse um amuleto da sorte. Pensei cá com meus botões: agora vai! E a Noruega retornou para a etapa complementar ocupando melhor os espaços, com mais acerto de passes. O goleiro Nyland brilhava com defesas espetaculares. Alisson respondia a altura. Cheguei a pensar numa prorrogação, mas os nórdicos tinham Haaland, o grandalhão que a defesa brasileira não conseguiu parar. Neymar, com um viés de molecagem, marcou o gol brasileiro numa cobrança de pênalti.
A noite foi dolorosa, tal como aquela em Barcelona, há 44 anos. A diferença é que, dessa vez, fiquei perdido apenas nos pensamentos.
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Ontem, o presidente da Federação União Progressista e pré-candidato ao Senado, deputado federal Eduardo da Fonte, entregou ao presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco, Pastor Ailton José Alves, sua Carta de Compromisso com os Cristãos de Pernambuco. O ato, realizado ao lado do deputado estadual e Evangelista Adalto Santos, simboliza a reafirmação do compromisso do parlamentar com a defesa da fé, da liberdade religiosa, da vida, da família e da dignidade humana.
O documento reúne os principais compromissos assumidos por Eduardo da Fonte em defesa dos valores cristãos, destacando sua atuação parlamentar. “Ao longo dos meus vinte anos como deputado federal sempre atuei guiado pelos princípios cristãos. Esta carta representa um compromisso que assumo de continuar defendendo a liberdade religiosa, a família, a vida e o importante trabalho realizado pelas igrejas em favor da sociedade pernambucana”, afirmou Eduardo da Fonte.
A entrega foi acompanhada pelo ex-prefeito de Toritama e pré-candidato a deputado federal Edilson Tavares, pelo vice-presidente do Detran, Bruno Santos, e pelo presbítero da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco (IEADPE) Emanoel Estanislau.
Por Romário Faria*
Fala, Galera! É, não deu mais uma vez. Fomos eliminados pela Noruega após uma atuação horrível da nossa seleção, onde os caras tiveram o pleno controle do jogo.
Os números da posse de bola dizem muito sobre o que foi o jogo. O time de Ancelotti teve apenas 33%. Os noruegueses tiveram o dobro. O dobro! Não lembro de o Brasil ter tido tão pouca posse de bola em um jogo de Copa do Mundo. Do outro lado, mesmo sem uma força ofensiva absoluta, mas sempre tocando muito a bola, os caras fizeram o jogo deles, empurrando o Brasil pro seu campo. Na frente, um dos melhores atacantes do mundo, que não costuma perdoar. E ele foi preciso, cirúrgico, matador.
Leia maisSobre o Mister, eu confesso que não entendi algumas das mudanças que ele fez, como a saída do Bruno Guimarães. Não sei se ele sentiu alguma coisa, ou até mesmo se ficou abalado com o pênalti perdido. O fato é que no segundo tempo, sobretudo após as mudanças, o time, que já não vinha bem, caiu demais, e deu todos os espaços do mundo pra eles tomarem ainda mais conta do jogo e o Haaland resolver a parada lá na frente.
Foi uma atuação lamentável de todo o grupo. É até difícil apontar quem foi pior, ou quem seriam os principais responsáveis pela derrota absolutamente merecida pra Noruega. Nem acho que a gente deva fazer isso, pois quem perdeu e não jogou nada foi a seleção inteira, começando pelo treinador, claro, passando por todos os jogadores que entraram em campo e não conseguiram resolver.
A verdade é que não tivemos a atitude necessária para encarar um mata-mata de Copa do Mundo. Não botamos intensidade pro jogo, faltou vontade e aquele algo a mais pra disputar cada lance. Senti o time meio preso ao jogo dos adversários, aceitando a perda de oportunidades, sem tentar romper as linhas e usar o nosso talento. Muitas vezes, parecia que eram eles que tinham cinco campeonatos mundiais, tal a tranquilidade e a confiança com que jogavam.
Sei que agora é aquele momento em que todos buscam os grandes culpados pelo fracasso. É assim em toda Copa que perdemos. No jogo deste domingo, tivemos não só um pênalti perdido, mas vários lances na cara do gol. Aliás, o goleiro deles foi muito bem e fechou o gol. Mas tudo isso é do jogo, só quem esteve lá sabe que são lances naturais de uma partida. Mas, realmente, o que podemos e devemos cobrar sempre é a atitude, aquele espírito maior de Copa do Mundo, de representar o futebol brasileiro e honrar o peso da nossa camisa. Esse deve ser o compromisso de qualquer seleção brasileira.
Agora só nos resta juntar os cacos. Como já falei, eu não teria renovado o contrato do Ancelotti antes da Copa. O trabalho do treinador deve ser avaliado sempre depois de uma competição. E não adianta, no futebol o resultado é o que vale.
Não temos, de jeito nenhum, uma geração ruim de jogadores, pelo contrário! Garotos como Estêvão, Endrick e o próprio Rayan mostram que ainda temos talentos sendo formados. Essa molecada virá com tudo no próximo ciclo. Mas o que importa agora é o Brasil voltar a jogar como Brasil.
*Ex-jogador e senador pelo PL do RJ
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Apesar de o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) determinar a suspensão cautelar do contrato de aproximadamente R$ 185 milhões firmado entre a Secretaria de Educação e a Cetus Construtora, o Governo Raquel Lyra deu prosseguimento à relação contratual. Um segundo termo aditivo, assinado em 30 de junho de 2026, prorrogou a vigência do Contrato nº 185/2025 por mais 12 meses, até 12 de junho de 2027, mantendo a empresa responsável pelos serviços de manutenção, recuperação e modernização de escolas da rede estadual.
A decisão do TCE havia suspendido o contrato após apontamentos de possíveis irregularidades no processo licitatório, entre elas restrições à competitividade e questionamentos sobre a contratação milionária da Cetus. A medida cautelar motivou intensa disputa judicial e levou o governo a buscar no Tribunal de Justiça autorização para efetuar pagamentos referentes aos serviços já executados.
O próprio termo aditivo reconhece que a formalização ocorreu em razão da “impossibilidade” de celebrar o documento antes do encerramento da vigência contratual, atribuindo essa situação diretamente à medida cautelar expedida pelo TCE no Processo TC nº 26100475-0. Apesar disso, o governo decidiu manter o contrato, conferindo eficácia retroativa ao aditivo a partir de 13 de junho de 2026 e convalidando todos os atos administrativos e pagamentos realizados desde então, amparando-se também em decisão liminar do Tribunal de Justiça de Pernambuco.
Além da prorrogação por mais um ano, o aditivo acrescenta cláusulas de garantia dos serviços, preserva o direito da empresa a eventual reajuste contratual e determina a atualização da garantia prestada pela contratada para o novo período de vigência. O documento foi assinado pelo secretário de Educação, Gilson José Monteiro Filho, e pelo representante da Cetus Construtora em 30 de junho deste ano.
Outro documento reforça que a Secretaria Executiva de Obras deu continuidade à execução do contrato. Em e-mail enviado à Cetus em 2 de julho de 2026, a Assessoria Jurídica solicita o envio da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) atualizada e da documentação necessária para renovação da garantia contratual, informando expressamente que a garantia deverá permanecer válida até 12 de junho de 2027. O pedido foi encaminhado logo após a assinatura do termo aditivo, indicando que o Estado passou a adotar providências administrativas para assegurar sua execução.
A manutenção do contrato ocorre em um momento de forte escrutínio sobre a contratação da Cetus. Enquanto o TCE ainda analisa o mérito das irregularidades apontadas no processo, o Governo de Pernambuco optou por renovar o vínculo contratual e garantir sua continuidade, mantendo em vigor um contrato de R$ 185 milhões que permanece no centro de questionamentos dos órgãos de controle.
Por José Adalbertovsky Ribeiro*
MONTANHAS DA JAQUEIRA – Olha só quem aflorou no recinto! O cientista político The Gaule. Ele revela, em primeira instância, com trânsito em julgado: os aiatolás de Pindorama revogaram os Dez Mandamentos de Moisés. Liberou geral. Disseram que estavam sendo vítimas da Tábua de Moisés. Eles não podem ser revogados, porque se autoproclamaram figuras pétreas de carne e osso. The Gaule costuma dizer que os aiatolás de Pindorama são criaturas muito sérias.
O sonho de pedra dos aiatolás é eternizar-se à sombra das mamadeiras dos poderes. A galera tem um sonho de padaria na garganta: conquistar o hexacampeonato mundial de football. Bobagem. A gente já conquistamos o campeonato universal da corrupção. É assim que a banda toca nesta Terra de Vera Cruz, a terra da verdadeira Cruz.
Os novos mandamentos de Pindorama estão sendo costurados desde quando a Operação Lava-Jato foi tratorada. Se você colocar o ouvido no chão ouvirá o ronco dos tratores e retroescavadeiras na mira dos roubos bilionários do Master e do INSS. Os tratoristas são muito poderosos. Quem duvidar levante o braço. Ninguém.
The Gaule está ligado na onda politicamente correta. Ele lembra o ensinamento do guru da seita vermelha de que os traficantes de drogas são vitimas dos noiados. As Bets são vítimas dos jogadores compulsivos endividados e seus familiares. Se todíssimas criaturas jogassem nas Bets de olhos fechados, noite e dia, alguma vez acertariam e ficariam ricas. Basta apenas confiar na teoria das probabilidades, de permutas, arranjos e combinações. Os números não mentem jamais.
Se todos os pecadores inscritos no CPF entregassem seu patrimônio nas mãos dos pregadores de seitas, seriam abençoados e ganhariam o reino do céu. Por exemplo, se um Janguiê Diniz ofertasse sua fortuna a uma crença, o vendilhão garantiria uma vaga para ele no paraíso e no dia seguinte o próprio Janguiê amanheceria mais rico que Elon Musk. Cê que sabe.
Dany Vulcão, eis o Robin Hood dos príncipes de Pindorama. Chovia dinheiro, Money brotava nas árvores e debaixo da terra, feito batatas. Aos príncipes, as batatas, como diria meu colega o mega escritor Machado de Assis. Haja centenas de milhões de batatas monetizadas. A maior máfia financeira da história da República opera uma guarda pretoriana em favor da impunidade.
Aquele senador do acarajé, que fazia cafuné em Dany Vulcão, é um cara muito sério e The Gaule disse que bota a mão no fogo por ele. Por conta dos cafunés recebeu de presente um apê de 2 milhões de denários. Quanta generosidade! Oi bicho, tô na seca, faz um Pix pra eu.
Eu sou vítima da formosura de Shakira, porque ela disse que eu sou um velhinho enxerido de 95 anos e não quer namorar comigo. Oh mundo cruel! Ninguém me ama, ninguém me quer. “Dai dai ikou, dale, allez, let’s go – made you strong – dai dai ikou – dai dai. Oh-ê-oh-ê. Ê-oh-ê-ôh. Dai dai ikou.”
*Periodista, escritor e quase poeta
Wal curou os males da política
No Brasil, notadamente em Pernambuco, a política anda em baixa, modorrenta, sem graça. E ficou mais pobre ainda com a morte do deputado Waldemar Borges (PSB), no sábado passado. Wal, como era tratado pelos amigos, era um político diferenciado. Tinha a exata noção do poder, não do seu usufruto, mas da compreensão de transformar sociedades e moldar o futuro.
Era ético, correto, inimigo da deslealdade. A ética na política não é uma escolha, é uma obrigação e assim cumpriu à risca o agora saudoso Wal, cuja excelência na vida pública herdou do pai, o também ex-deputado Waldemar Alberto Borges Rodrigues Filho, conhecido como Deminha, que Deus chamou em 2023, aos 93 anos.
Leia maisDeminha teve uma longa trajetória na defesa da democracia e das causas populares, chegando a ter seu mandato de deputado cassado pelos militares em 1968 durante a Ditadura Militar. Austero, vigilante, correto e corajoso, se destacou ao lado de Miguel Arraes no combate ao bom combate no expurgo ao regime de exceção.
Impossível falar de filho sem citar pai: Wal foi um privilegiado. Teve um pai cuja vida é testemunho de decência, correção, generosidade e coerência, valores que ele também transmitiu. Os ensinamentos repassados através dos inúmeros exemplos que ele deixa continuarão sempre a inspirar os bons políticos.
A morte de Wal também abre um grande vácuo na oposição em Pernambuco. No enfrentamento ao Governo Raquel, mostrou coragem e disposição em apontar os erros e buscar saídas com a única preocupação em servir ao povo.
A política é diabólica, já preconizou Roberto Magalhães. É também um deserto de homens bem intencionados, de elevado espírito público. Wal foi exceção, não regra. Quebrou o paradigma do mal. Tinha a mão que embala o berço para governar o mundo. O saudoso Wal se foi, mas fica uma de suas grandes lições: em política é preciso curar os males e nunca vingá-los.
LUTO OFICIAL – A governadora Raquel Lyra (PSD) decretou luto oficial por três dias por causa da morte do deputado Waldemar Borges. Também se manifestou com uma nota na qual destacou a convivência com o parlamentar na Assembleia Legislativa, “marcada pelo respeito e amor a Pernambuco”. No texto, Raquel também se solidarizou com familiares e amigos do deputado. “Que Deus console o coração de sua esposa, a ministra Luciana Santos, seus filhos, inúmeros amigos, seu time e todos os pernambucanos que lamentam sua partida”, escreveu.

Homem público honrado – O ex-prefeito João Campos (PSB) também lamentou profundamente a notícia da morte do deputado Waldemar Borges, relembrando a amizade dele com o seu pai, o ex-governador Eduardo Campos. “Waldemar foi um homem público que honrou a política com seriedade, ética e espírito público. Sempre enxergou seus mandatos como instrumento para melhorar a vida das pessoas”, escreveu. João também prestou solidariedade à ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos (PCdoB), esposa do parlamentar, e aos filhos.
Bons profissionais raream – Com a taxa de desemprego nas mínimas, sobram vagas no país. Reportagem do jornal O Globo apontou ontem que oito em cada dez empregadores no Brasil têm dificuldade para encontrar profissionais, quadro que se repete há cinco anos, segundo pesquisa da consultoria ManpowerGroup com 1.020 empresas. O desafio é maior para quem precisa de profissionais de nível superior. A consultoria Robert Half calcula que a taxa de desocupação nesse grupo foi de 3,3% no primeiro trimestre do ano, quase a metade da geral (6,1%). Líderes empresariais já tratam o problema como crônico, que cobra um custo operacional e limita o crescimento dos negócios, do varejo e dos serviços à indústria e à infraestrutura.
O dedo de Mendonça – O entorno do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República, está convencido — seja teoria da conspiração ou não — de que a investida de Michelle contra o enteado foi influenciada por informações que vieram de André Mendonça, relator do caso Master no STF, a quem cabe autorizar novas operações da PF. A ex-primeira-dama, lembram aliados, foi a principal madrinha da indicação do ministro “terrivelmente evangélico”, assim como ela.

Bolsonaro torceu o nariz para o vídeo – Aliados de Michelle andaram espalhando a versão de que o vídeo em que critica Flávio Bolsonaro havia sido autorizado por Jair Bolsonaro. Isso não é verdade. Nem o bispo JB, seu conselheiro político e espiritual, sabia do conteúdo que seria divulgado e não gostou nada. Embora muitos dentro do PL e até Valdemar Costa Neto tenham tentado colocar panos quentes na crise, a palavra final sobre o episódio será do ex-presidente, que tampouco concorda com ataques de alguns setores bolsonaristas contra a esposa. Ontem, o jornalista Lauro Jardim, de O Globo, revelou que Bolsonaro só viu o vídeo dois dias depois e detestou.
CURTAS
DOR – A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, usou as redes sociais para homenagear seu marido, o deputado estadual Waldemar Borges, que morreu no sábado aos 67 anos. “É uma dor lancinante, que parece dilacerar a alma”, escreveu.
PROPAGANDA – Pré-candidatos poderão fazer propaganda dentro de seus partidos a partir deste domingo (5), segundo o calendário do TSE. A regra permite que políticos tentem convencer filiados e delegados partidários a apoiar seus nomes nas convenções. Não é campanha eleitoral aberta ao público.
CONVENÇÕES – As convenções partidárias serão realizadas de 20 de julho a 5 de agosto. É nessa etapa que partidos e federações escolhem oficialmente seus candidatos a presidente, governador, senador e deputado. A propaganda intrapartidária é a disputa interna dentro do partido. Nessa fase, o pré-candidato pode fazer reuniões, enviar mensagens e distribuir materiais voltados ao público interno da legenda. O pedido é de apoio dentro do partido, não de voto ao eleitor.
Perguntar não ofende: Quando Raquel vai acabar o ministério da formação da sua chapa?
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A Seleção Brasileira se despediu da Copa do Mundo de 2026 nas oitavas de final, neste domingo (5), após ser eliminada com derrota por 2 a 1 para a Noruega, no Metlife Stadium, em Nova Jersey.
O artilheiro Haaland marcou os dois gols da partida, aos 34 e 44 minutos do segundo tempo. Neymar descontou nos acréscimos, batendo pênalti. Na primeira etapa, o Brasil ainda desperdiçou um pênalti, cobrado mal por Bruno Guimarães e defendido por Nyland, goleiro norueguês que teve grande atuação. As informações são da CNN Brasil.
Leia maisCom a eliminação, a Seleção terá o maior período sem títulos de Copa do Mundo de sua história: em 2030, completará 28 anos desde que foi pentacampeã em 2002, mesmo intervalo entre 1930 e 1958, que teve menos edições.
Esta é também a pior campanha brasileira desde 1990, quando o Brasil caiu nas oitavas de final para a rival Argentina. E a Seleção segue sem vencer a Noruega na história, agora com cinco confrontos, três derrotas e dois empates.
Bruno Guimarães desperdiça pênalti no primeiro tempo
A etapa inicial foi marcada pelo controle da bola da Noruega, que teve mais de 64% de posse. A primeira chance mais clara, inclusive, foi dos noruegueses. Logo com dois minutos de jogo, Sorloth ganhou pela direita e cruzou para trás. Berg, livre dentro da área, bateu bem e superou Alisson, mas o gol foi anulado por impedimento de Sorloth na origem da jogada.
Aos 9 minutos, Rayan roubou a bola no ataque e Matheus Cunha foi derrubado dentro da área. Após chamada do VAR, o árbitro norte-americano Ismail Elfath reviu o lance e marcou o pênalti. Na cobrança, após certa indefinição entre possíveis cobradores, Bruno Guimarães pegou a bola, mas bateu mal, a meia altura, e facilitou a defesa do goleiro Nyland, que ainda fez ótima intervenção após tentativa de Vini Jr., aos 40 minutos.
Endrick entra e perde chance clara no 2º tempo
Com a volta para o segundo tempo ainda amarrada, Carlo Ancelotti voltou a acionar o jovem Endrick, que substituiu Matheus Cunha logo aos 12 minutos. O atacante de 19 anos teve uma ótima oportunidade logo com um minuto em campo. Vini Jr. achou passe açucarado para Endrick na velocidade, ele conduziu e tocou na saída de Nyland, mas a bola foi para fora.
A Seleção Brasileira cresceu com a troca. Bruno Guimarães teve boa chance aos 18, com Rayan servindo Bruno Guimarães e Nyland fazendo mais uma ótima intervenção, mas o árbitro marcou impedimento no lance.
Neymar é acionado aos 21 minutos do 2º tempo
Com o zero a zero persistindo no placar, Carlo Ancelotti resolveu ousar. Acionou Neymar, que jogou poucos minutos na Copa, e Danilo Santos. A dupla substituiu Rayan e Gabriel Martinelli, buscando mais inspiração ofensiva.
Mas a tensão não aliviava. Aos 30 minutos, a Noruega voltou a ter uma boa chance, agora com o jovem Schjelderup, que arriscou bom chute e fez Alisson salvar a Seleção Brasileira, mais uma vez.
Carlo Ancelotti tentou dar mais gás no meio de campo aos 33 minutos do segundo tempo, trocando Bruno Guimarães por Edérson, último jogador convocado pelo técnico italiano à Copa do Mundo, após o corte de Wesley.
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Do portal Metrópoles
O governo brasileiro enviou ontem (4) cerca de seis toneladas de ajuda humanitária à Venezuela, país que ainda enfrenta as consequências dos terremotos registrados em 24 de junho. A carga reúne vacinas, medicamentos, insumos de saúde e equipamentos laboratoriais destinados às áreas afetadas pelos tremores.
O carregamento partiu às 18h do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), em um voo da companhia aérea Gol. A operação foi coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Leia maisA remessa é composta por doações do Ministério da Saúde, do laboratório Eurofarma e da Marinha do Brasil. Entre os itens enviados estão: 250 mil doses de vacina antirrábica canina; 100 mil doses de vacina contra a febre amarela; medicamentos doados pelo laboratório Eurofarma; 17 volumes com equipamentos e materiais laboratoriais destinados ao Hospital de Campanha da Marinha do Brasil em operação em La Guaira, na Venezuela.
Segundo o governo brasileiro, as vacinas são transportadas em temperatura controlada para garantir a qualidade e a eficácia dos imunizantes. O Itamaraty informou ainda que as doses enviadas não comprometem os estoques nacionais e destacou que a manutenção da vacinação durante desastres contribui para prevenir a disseminação de doenças e reduzir o risco de óbitos.
Quase 3 mil mortos
Os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 ocorreram com menos de um minuto de intervalo e atingiram principalmente La Guaira e a capital, Caracas. De acordo com o balanço mais recente divulgado pelo governo venezuelano, 2.954 pessoas morreram e 16.592 ficaram feridas. As buscas por sobreviventes entraram no 11º dia, com 6.462 resgates realizados até o momento.
O governo também informou que 16.309 pessoas foram afetadas diretamente, 83.793 famílias receberam assistência e 856 edifícios foram atingidos, dos quais 190 desabaram completamente.
Imagens analisadas pela Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA), porém, apontam que os danos podem ser muito maiores. A estimativa é de que quase 60 mil edifícios tenham sofrido algum tipo de avaria.
Entre as vítimas estão os brasileiros Vanessa Zacarias da Silva, de 44 anos, e Romildo Batista de Lima, de 69. O Ministério das Relações Exteriores informou que prestou assistência consular às famílias.
As operações de resgate continuam com apoio de especialistas de mais de 30 países. Segundo o governo venezuelano, 3.281 socorristas internacionais, entre eles brasileiros, participam dos trabalhos.
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