Corolla Cross: o que muda na linha 2027?

O Toyota Corolla Cross, efetivamente um sucesso de vendas no Brasil e em diversos mercados da América Latina e Caribe, chega à linha 2027 com algumas atualizações, especialmente no modelo GR Sport. São quatro versões — XRE, XRX, GR-Sport e XRX Hybrid —, todas incluídas no programa de garantia estendida Toyota 10. O Corolla Cross GR-Sport, por sua vez, muda a assinatura visual e ganha, por exemplo, uma grade frontal trapezoidal integrada aos faróis de LED com luzes diurnas.
Entre as novidades, um novo design das rodas de liga leve com centro pintado em preto, além de para-choque dianteiro e grade frontal exclusivos e um novo para-choque traseiro. O modelo também passa a contar com novo acabamento da tampa traseira e novas molduras laterais inferiores das portas, além de acabamento inferior nas soleiras, compondo um visual mais robusto e dinâmico. No interior, a proposta esportiva é ampliada com atualizações como pedais esportivos para acelerador e freio, novo revestimento dos bancos esportivos e novo console central com acabamento, agregando sofisticação e identidade exclusiva ao ambiente da cabine. O console central do Corolla Cross está com novo design, disponível para toda a linha 2027, incorporando uma aparência mais moderna, digamos assim, ao interior do veículo. A iniciativa da Toyota é proporcionar uma integração mais intuitiva dos comandos de condução.
No geral, mantém em todas as versões o sistema Toyota Play 2.0, que traz uma moderna tela de alta definição de 10.1” para uma visualização ampla e intuitiva de mapas, mídias e funções do veículo. O SUV integra o ecossistema Toyota Serviços Conectados via aplicativo Toyota App, permitindo que o proprietário consulte diagnósticos de saúde do carro e acesse o status do veículo em tempo real. E o sistema também oferece recursos avançados de segurança, como rastreamento e cercas geográficas, além de conectividade Wi-Fi nativa para múltiplos dispositivos, transformando a direção em uma jornada mais inteligente e prática.
Leia maisSegurança – Essa questão específica traz, de série, e também em todas as suas versões, o pacote Toyota Safety Sense, que inclui itens como assistente de pré-colisão, controle de cruzeiro adaptativo e assistência de permanência em faixa e farol alto automático. Agora, toda a linha do Corolla Cross 2027 passa a contar com o sistema TPMS (Sistema de Alerta da Pressão dos Pneus), recurso que monitora constantemente a pressão dos pneus e alerta o motorista em caso de níveis inadequados.
Além de ampliar a segurança durante a condução, o sistema contribui para melhor estabilidade do veículo, reduz o desgaste irregular dos pneus e auxilia na eficiência do consumo de combustível. Outra novidade é que a versão XRE passa a contar com o conforto, segurança e comodidade dos Serviços Conectados Toyota. Eles permitem ao cliente ter informações, como status e diagnóstico do veículo, otimização de combustível e lembrete de revisão. Adicionalmente, o cliente pode contar ainda com serviços de assistência 24h, rastreio e imobilização do veículo, Wi-Fi Hotspot, entre outros, por meio de um pacote de assinatura.
Motorização – Na configuração híbrida flex, o Corolla Cross 2027 é equipado com motor 1.8 que entrega 101 cv quando abastecido com etanol e 98 cv com gasolina, além de 14,5 kgfm de torque (com etanol ou gasolina). Esse propulsor funciona em conjunto com dois motores elétricos de 72 cv de potência e 16,6 kgfm de torque, garantindo respostas rápidas e uma condução aprimorada.
Pioneiros no mundo ao reunir as vantagens da eletrificação com o biocombustível, os híbridos flex da Toyota têm consumo 30% menor quando comparado às versões não-eletrificadas e até 70% menos emissão de CO₂ quando abastecidos com etanol. Já nas versões equipadas com o motor 2.0 Dynamic Force Dual VVT-iE 16V DOHC, o Corolla Cross 2027 entrega até 175 cv de potência e 21,3 kgfm de torque. Associado à transmissão Direct Shift com simulação de dez marchas, o conjunto traz uma aceleração direta graças a uma engrenagem mecânica que atua na arrancada do veículo, melhorando a aceleração em primeira marcha. O resultado é uma transmissão altamente eficiente em qualquer faixa de velocidade.
Confira preços e versões
Corolla Cross XRE 2.0L – R$ 194.790
Corolla Cross XRX 2.0L – R$ 211.790
Corolla Cross GR-Sport 2.0 – R$ 218.490
Corolla Cross XRX Hybrid Premium – R$ 223.790

Haval H9 Selection: SUV ganha nova versão – A GWM Brasil acaba de ampliar a gama do Haval H9 ao lançar uma versão chamada de “Selection”. A nova configuração do SUV diesel premium de sete lugares da marca chega com visual exclusivo, como cor única (Cinza Zenith), rodas de liga leve aro 19” com desenho também único, interior na tonalidade Marrom Saibro e novos detalhes externos em preto brilhante na grade dianteira e a moldura dos faróis.
A nova configuração, entretanto, mantém conjunto mecânico da linha Haval H9: motor 2.4 turbodiesel de 184 cv e 48,94kgfm de torque e transmissão automática de nove velocidades. O H9 também tem sistema de tração integral 4×4 com reduzida. O Haval H9 mantém intacto o padrão de conforto e tecnologia da linha, com painel digital de 10,25 polegadas, central multimídia full HD de 14,6 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto sem fio, carregador de smartphone por indução de 50W, sistema de som premium e espaço para sete ocupantes com conforto em todas as fileiras.
O modelo chega em um momento especialmente positivo: em maio, o Haval H9 voltou a liderar o segmento de SUVs grandes, com 1.220 emplacamentos, superando novamente um dos modelos mais tradicionais da categoria. O resultado sucede ao desempenho histórico registrado em março, quando o SUV conquistou pela primeira vez a liderança do segmento e estabeleceu seu recorde de vendas no país.

Avenger: produção abre 1.500 vagas – A Stellantis começou a contratar novos profissionais em Minas Gerais e no Rio de Janeiro para atender à produção de novos modelos que serão lançados no mercado brasileiro ainda este ano. Serão aproximadamente 1,2 mil vagas destinadas ao Polo Automotivo de Betim (MG), 200 oportunidades para a unidade de Itaúna (MG) e 100 novas posições para o Polo Automotivo de Porto Real (RJ).
Na fábrica de Betim, as novas oportunidades de emprego estão diretamente relacionadas à produção de um modelo inédito da Fiat, reforçando a preparação da unidade para o lançamento. Em 2026, a fábrica completa 50 anos de atividades e segue desempenhando um papel estratégico para a Stellantis e para a indústria automotiva brasileira. No Polo de Porto Real, as novas contratações serão realizadas para atender à produção do Novo Jeep Avenger, ampliando a capacidade operacional da unidade para acompanhar a chegada do modelo ao mercado brasileiro.

O Ceará e seus três carros elétricos – A General Motors anunciou oficialmente o começo da produção do SUV Chevrolet Captiva EV na antiga fábrica da Troller, em Horizonte, no Ceará. Na planta, aliás, já é montado o compacto Spark EUV, também de origem chinesa. Por isso, a empresa cearense Comexport, que tinha capacidade para montar 5 mil unidades (trazendo as peças da China) ampliou a capacidade para 40 mil unidades anuais.
Com isso, passará a montar os modelos da britânica MG Motor, que é controlada pelo grupo chinês SAIC. O MG4 é equipado com duas opções de motores: um de 194 cv e outro de 435 cv, com, respectivamente, 35,7 e 61,2kgfm de torque. Em relação à GM, a produção do Captiva EV dá sequência a uma estratégia que combina a marca, embora em queda no varejo brasileiro, proximidade com o consumidor e desenvolvimento gradual das capacidades industriais no Ceará. Até o final de 2026, a fábrica receberá ainda uma nova linha para produzir um veículo equipado com uma tecnologia inédita para a marca no país. Com isso, a unidade passará a reunir três veículos em menos de um ano.

Montana ganha mais itens de conforto – E por falar em Chevrolet, o mercado brasileiro de caminhonetes vive uma transformação importante. Em uma década, a participação da categoria passou de 12% para 19%, movimento impulsionado principalmente pelo surgimento das picapes médias/compactas. Para tentar garantir espaço, a Chevrolet lançou “uma nova categoria”, chamando-a de “SUV com caçamba”. A ideia era agregar atributos antes pouco associados a esse tipo de produto, como a combinação de carroceria monobloco, suspensão de automóvel de passeio e cabine dupla espaçosa. Com 4.717 mm de comprimento, 1.798 mm de largura e caçamba de 874 litros, a Montana foi concebida para entregar bom aproveitamento interno, capacidade de transporte multifuncional e porte compatível com o uso também em grandes metrópoles.
Nessa direção, a gama passa a oferecer, por exemplo, acabamento macio ao toque no painel, que apenas eleva a percepção de qualidade da cabine e reforça, quem sabe, a “sensação de refinamento” a bordo. Também vem com sensor de estacionamento traseiro em todas as versões e sensor de chuva com ajuste automático de intensidade nas configurações topo de linha Premier e RS, recursos que tornam a experiência de condução mais prática no dia a dia e reforçam a percepção de conveniência.
O motor 1.2 turbo flex, que no lançamento entregava até 133 cv e 21,4 kgfm, passou recentemente a adotar injeção direta de combustível e agora desenvolve até 141 cv e 22,9 kgfm, sempre associado a transmissões de seis marchas, manual ou automática, de acordo com a versão. A picape faz 8,6 km/l na cidade e 9,6 km/l na estrada com etanol, e 12,4 km/l na cidade e 13,7 km/l na estrada com gasolina na versão manual. Na versão automática, os índices são 7,7 km/l na cidade e 9,4 km/l na estrada com etanol, e 11,0 km/l na cidade e 13,5 km/l na estrada com gasolina, de acordo com o ciclo Inmetro.
Preços e versões
| Chevrolet Montana | 2027 |
| 1.2 manual | R$ 133.090 |
| LT manual | R$ 139.390 |
| LTZ automática | R$ 156.090 |
| Premier automática | R$ 164.190 |
| RS automática | R$ 171.390 |
Prêmio Menor Custo de Uso 2026 – A Fiat, que lidera o mercado de automóveis e comerciais leves no Brasil e na América do Sul, acaba de ser mais uma vez reconhecida na prestigiada premiação “Menor Custo de Uso”, promovida pela revista Quatro Rodas. Na edição de 2026, a marca conquistou o maior número de premiações com cinco modelos, incluindo o primeiro lugar em três importantes categorias com Pulse, Strada e Toro. Ao garantir o menor impacto no bolso do consumidor ao longo do tempo, a Fiat demonstra a alta competitividade de suas revisões.
O Fiat Pulse, primeiro SUV da marca desenvolvido e produzido no Brasil, consagrou-se mais uma vez campeão em sua categoria com a versão Drive 1.3 AT. O resultado evidencia que o seu design, tecnologia e performance andam lado a lado com a acessibilidade e o custo competitivo de manutenção exigidos pelo consumidor brasileiro. No segmento de picapes, a marca se destaca também no pós-vendas. A Strada, carro mais vendido na região – no país pelo quinto ano consecutivo -, tem o melhor custo-benefício de sua categoria, reconhecida na versão Endurance. Já a Toro foi a grande campeã entre as picapes a diesel com a versão Ranch.

VW Tera: um ano de boas vendas – O pequeno (e de entrada) SUV da Volkswagen completa em junho seu primeiro ano de vendas este mês. E já tem acumuladas 80,3 mil unidades vendidas no mercado interno e mais de 100 mil produzidas desde que chegou oficialmente às concessionárias em junho do ano passado. De janeiro a maio de 2026, aparece como o segundo utilitário esportivo mais vendido do país, atrás somente do irmão de marca T-Cross, e na quinta posição entre todos os carros de passeio negociados. Nos últimos cinco meses, somou 32,1 mil licenciamentos – numa média mensal de 9,6 mil unidades. O melhor resultado mensal nessa curta trajetória foi estabelecido pelo Tera em dezembro, quando 10,5 mil unidades foram licenciadas.

Etanol tem o menor preço em quase um ano – O preço médio nacional do etanol hidratado caiu para R$ 4,26 por litro na segunda semana de junho, renovando a mínima de 2026 e alcançando o menor patamar desde a última semana de julho de 2025, quando o combustível era vendido a R$ 4,25 por litro. As informações são do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Os dados históricos mostram que o etanol voltou aos níveis observados há quase um ano. Após superar R$ 4,80 por litro em diferentes momentos de 2025, o combustível acumulou sucessivas reduções, aproximando-se novamente das mínimas registradas no período pós-safra do ano passado. O movimento reforça a tendência observada nos últimos meses, com o etanol se consolidando como o principal destaque entre os combustíveis monitorados. A redução ocorre em meio ao avanço da safra de cana-de-açúcar na região Centro-Sul, principal polo produtor do país, que amplia a oferta do produto e favorece a queda dos preços. O cenário também fortalece a competitividade do biocombustível frente à gasolina em diversos estados brasileiros. O levantamento aponta ainda que a gasolina e o diesel S-10 apresentaram estabilidade entre o final de maio e a segunda semana de junho, sinalizando acomodação dos preços após as oscilações observadas ao longo do primeiro semestre.
Entre os estados, o comportamento dos preços seguiu desigual. Na gasolina comum, o maior aumento semanal foi registrado no Piauí, com alta de R$ 0,16 por litro, seguido por Maranhão (R$ 0,09) e Paraíba (R$ 0,07). Na direção oposta, Amazonas apresentou a maior queda, de R$ 0,07 por litro, seguido por Roraima e Rio Grande do Norte, ambos com recuo de R$ 0,06. Na média nacional, o preço da gasolina teve leve redução de R$ 0,01 por litro. No etanol, o Piauí também liderou as altas semanais, com avanço de R$ 0,17 por litro, seguido pelo Distrito Federal (R$ 0,16). Já as maiores quedas foram observadas em Tocantins (-R$ 0,17), Pernambuco (-R$ 0,14) e Mato Grosso (-R$ 0,13), reforçando a tendência de redução dos preços em importantes mercados consumidores e produtores.
A média nacional registrou queda de R$ 0,07 por litro. O diesel S-10, por sua vez, apresentou o comportamento mais estável entre os combustíveis analisados, com recuo médio nacional de R$ 0,04 por litro. Ainda assim, algumas unidades da federação registraram oscilações mais expressivas. O Acre liderou as altas, com aumento de R$ 0,59 por litro, seguido por Piauí (R$ 0,07) e Tocantins (R$ 0,05).

Desconfie dos truques para desamassar carros – Basta uma rápida busca nas redes sociais para encontrar vídeos que prometem eliminar amassados na lataria usando água quente, secadores de cabelo, ventosas, cola quente e até desentupidores de pia. As publicações costumam acumular milhões de visualizações ao apresentar soluções rápidas e aparentemente econômicas para um problema comum entre motoristas. No entanto, especialistas alertam que a prática pode sair mais cara do que o reparo profissional. O alerta ganha relevância em um país que possui uma frota superior a 130 milhões de veículos, segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
Com mais carros circulando, cresce também a ocorrência de pequenos danos causados por colisões leves, granizo, quedas de objetos e incidentes em estacionamentos. João Ricardo Chamone Maciel, profissional especializado em Martelinho de Ouro e revenda de automóveis, alerta que muitos dos métodos compartilhados na internet ignoram fatores técnicos fundamentais para a recuperação da lataria.
“Cada amassado possui características próprias relacionadas à profundidade, ao local atingido e à tensão da chapa. O que parece uma solução simples em um vídeo pode gerar deformações adicionais, trincas na pintura e até danos permanentes na peça quando aplicado sem conhecimento técnico”, explica.
Mais carros nas ruas – A busca por alternativas caseiras também tem sido impulsionada pelo aumento da produção e circulação de veículos no país. Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores apontam que o mercado brasileiro encerrou 2025 com mais de 2,6 milhões de veículos novos emplacados, reforçando a preocupação dos proprietários com a conservação e valorização de seus automóveis.
Dano original – Segundo João Ricardo, o principal problema surge quando a tentativa de reparo agrava o dano original. Em muitos casos, um amassado que poderia ser corrigido por técnicas de desamassamento sem pintura acaba exigindo serviços mais invasivos, como funilaria, aplicação de massa e repintura. “É comum recebermos veículos em que a intervenção caseira piorou a situação. Quando há comprometimento da pintura original, o reparo se torna mais complexo e, consequentemente, mais caro. Além disso, preservar a pintura de fábrica é um fator importante para a valorização do veículo”, afirma.
Evolução da indústria automotiva – Outro fator que exige atenção é a evolução dos materiais utilizados pela indústria automotiva. Muitos veículos modernos empregam ligas metálicas de alta resistência, alumínio e componentes desenvolvidos para absorver impactos, exigindo ferramentas específicas e técnicas adequadas para evitar deformações adicionais.
Eventos climáticos – A preocupação também se estende aos eventos climáticos extremos. Tempestades de granizo têm se tornado cada vez mais frequentes em diversas regiões brasileiras, aumentando a procura por serviços especializados de recuperação estética automotiva. Nesses casos, a tentativa de corrigir dezenas de pequenas avarias sem avaliação profissional pode comprometer ainda mais a estrutura superficial da carroceria.
Soluções improvisadas – Para o especialista, a popularização de conteúdos virais tem levado muitos consumidores a acreditar que qualquer dano pode ser resolvido com soluções improvisadas.
“As redes sociais costumam mostrar apenas o resultado final, sem explicar os riscos envolvidos ou os casos em que a técnica não é indicada. O carro representa um patrimônio importante para a maioria das famílias. Antes de tentar qualquer procedimento encontrado na internet, vale buscar uma avaliação profissional para evitar prejuízos maiores”, destaca.
Seja cauteloso – Em tempos de vídeos de poucos segundos e soluções instantâneas, a cautela continua sendo a melhor ferramenta para quem deseja manter o veículo em bom estado. Afinal, quando o assunto é patrimônio, nem sempre o caminho mais rápido é o mais econômico.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
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