Stellantis promete 60 novos modelos até 2030

Diretores do grupo automobilístico global da Stellantis, dona de marcas como Jeep, Fiat, Peugeot, Citroën e outras, prometeram nesta quinta-feira (21) que nos próximos cinco anos colocarão nas ruas de todo o mundo 60 novos veículos. E 50 deles serão atualizados até 2030. O leque envolve várias marcas, com diferentes sistemas a propulsão. Por exemplo: serão 29 totalmente elétricos, 15 híbridos plug-in ou elétricos com extensor de autonomia, 24 híbridos convencionais e 39 com motores de combustão interna/híbridos leves.
A projeção da gigante (reúne ao todo quinze marcas) foi divulgada no Investor Day 2026, realizado em Auburn Hills, Michigan, Estados Unidos. Os investimentos anotados no plano estratégico serão de 60 bilhões de euros — ou R$ 350 bilhões. Entre os objetivos financeiros para 2030, está, na comparação com 2025, crescimento da receita de 154 bilhões de euros para 190 bilhões, redução de custos de 6 bilhões até 2028 e margem de 7%. A Stellantis deixou clara a preferência por algumas marcas, que ganharão atenção especial nesse projeto: Jeep, Ram, Peugeot e Fiat. Eles receberão a maior parte dos investimentos. Isso porque representam maior escala e maior potencial de rentabilidade. Pelo menos 70% dos recursos serão destinados ao quarteto, que se beneficiará primeiro dos novos lançamentos, plataformas e tecnologias.
Outras marcas — como Chrysler, Dodge, Citroën, Opel e Alfa Romeo — terão atenção onde já são fortes. Agora, passam a figurar como marcas regionais, embora algumas sejam gerenciadas pela por Citroën na França e Fiat na Itália, como é o caso da DS e da Lancia. A Maserati terá dois novos produtos e um plano específico a ser apresentado no fim deste ano. A Fiat comemora em julho 50 anos no Brasil. A comemoração será com o Argo, produzido em Betim (Minas Gerais). O compacto estará nas concessionárias da marca a partir do segundo semestre. A América Latina também terá novidades extras, como a renovação de produtos como Toro, Strada e Rampage. Aliás, a Stellantis renovará toda a linha Jeep produzida na região, inclusive o Renegade.
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BMW M4 Competition: de 0 a 100km/h em 3,9 segundos – Poucas silhuetas traduzem tão bem o espírito esportivo da BMW quanto a de um cupê de duas portas. No novo BMW M4, disponível aqui no Brasil nas versões Competition e Competition Track, essa tradição combina design icônico, alta performance e tecnologias desenvolvidas para elevar a experiência ao volante. O modelo chega ao Brasil como uma das expressões mais desejadas da divisão BMW M, reforçando o legado da marca na criação de esportivos que unem presença, precisão e emoção. O novo BMW M4 Competition tem visual marcante logo na dianteira. Os faróis contam com design dos Daylights, que apresentam luzes verticais, realçando uma aparência ainda mais agressiva ao modelo.
A carroceria cupê de duas portas reforça a silhueta baixa, larga e dinâmica, enquanto os pára-choques dianteiro e traseiro, as saias laterais e os demais elementos exclusivos da BMW M completam a personalidade esportiva do modelo. As rodas de 19 polegadas na dianteira e 20 polegadas na traseira finalizam o conjunto visual com a imponência esperada de um legítimo BMW M. Preços? A versão Competition custa R$ 908.950. A Competition Track, R$ 1.015.950. A Track acrescenta freios M de carbono-cerâmica, bancos concha com estrutura de fibra de carbono, capas dos retrovisores externos em fibra de carbono, aerofólio em fibra de carbono, apliques nos para-choques em fibra de carbono, rodas na cor preta e pneus semi-slick.
Por dentro, combina atmosfera de competição, tecnologia e acabamento premium. O modelo conta com BMW Live Cockpit Professional, composto por uma tela curvada que integra o painel de instrumentos de 12,3” e a central multimídia de 14,9”. O motor é o mesmo do BMW M3: biturbo de seis cilindros em linha com tecnologia M TwinPower Turbo, que envia toda sua força para o eixo traseiro por meio da transmissão M Steptronic com Drivelogic. São 510 cv de potência 66,5kgmf de torque, capazes de levar o cupê com alma de superesportivo de 0 a 100 km/h em apenas 3,9 segundos e à velocidade máxima de 290 km/h.
Os 10 veículos dos anos 1990 mais buscados – Novo levantamento do Webmotors Autoinsights, ferramenta que fornece dados e informações sobre o mercado automotivo brasileiro, revela os veículos dos anos 90 que receberam o maior número de buscas na plataforma nos últimos 12 meses. O estudo leva em consideração as pesquisas e visitas realizadas por usuários de todo o Brasil entre maio de 2025 e abril de 2026 referentes a modelos fabricados entre 1990 e 1999. O ranking é encabeçado pelo Volkswagen Gol, um clássico da montadora alemã que ainda chama atenção por onde passa. Na sequência, aparecem Honda Civic, Mitsubishi Eclipse, Chevrolet Corsa, Ford Escort, Chevrolet Vectra, Fiat Uno, Chevrolet Omega, Ford Ranger e Chevrolet Kadett.
Kait já é exportado para oito mercados – Fabricado no Complexo Industrial de Resende e vendido no Brasil desde dezembro do ano passado, o novo Nissan Kait vem ganhando a América Latina nos últimos meses. O SUV, bom de espaço, tecnologia e design, ampliou o número de destinos e já está sendo exportado para oito mercados da América Latina.

Combustível caro x margens de lucro – A alta dos combustíveis voltou a pressionar a cadeia de importação brasileira e já impacta os custos de frete, armazenagem e entrega ao consumidor. Em abril, a Petrobras anunciou reajuste médio de 6,3% no diesel para distribuidoras, movimento que afeta diretamente o transporte rodoviário, principal modal logístico do país. Como cerca de 65% da carga brasileira circulam por rodovias, segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), qualquer avanço no preço do diesel tende a se espalhar rapidamente pelos custos operacionais.
Murillo Oliveira, especialista em investimentos e estruturação financeira internacional e Head of Treasury da Saygo, afirma que o efeito vai além da bomba. “Quando o combustível sobe, a empresa não paga apenas mais caro pelo transporte. Ela absorve aumento em armazenagem, distribuição, prazo de entrega e capital de giro. Muitas vezes a margem desaparece sem que o empresário perceba imediatamente”, diz. Para importadores, o impacto é ainda maior porque os custos se acumulam em diferentes etapas. Depois da chegada da mercadoria ao porto, o produto segue por caminhão até centros de distribuição, lojas ou fábricas. Se o frete interno encarecer, o custo total da operação sobe e pressiona preços finais.
“Há empresas olhando apenas dólar e imposto, quando parte relevante da perda está na logística doméstica”, afirma. Dados do IBGE mostram que o grupo Transportes seguiu entre os principais vetores de inflação recente, reforçando o peso estrutural do setor sobre toda a economia. Para companhias dependentes de insumos importados, isso significa risco duplo: pressão no câmbio e aumento no custo de movimentação interna. Segundo o especialista, o momento exige revisão imediata de rotas, contratos e planejamento financeiro. “Quem importa de forma recorrente precisa tratar combustível como variável estratégica. Esperar o fechamento do mês para descobrir o impacto já é tarde.”
O executivo afirma que há caminhos para reduzir danos e até ganhar competitividade frente a concorrentes menos preparados. O especialista aponta cinco decisões para proteger margens
- Revisar contratos logísticos
Empresas com contratos antigos podem renegociar tabelas de frete, gatilhos de reajuste e volumes mínimos. “Muitos acordos foram fechados em outra realidade de custos.” - Redesenhar rotas e centros de distribuição
A simples mudança de origem de entrega ou consolidação de cargas pode reduzir quilômetros rodados e gasto com diesel. - Integrar compras e tesouraria
Planejar importação sem olhar caixa, câmbio e logística aumenta desperdício. “Operação internacional precisa funcionar de forma conectada.” - Antecipar repasses de preço
Negociar previamente com clientes e distribuidores reduz o choque comercial quando o custo explode de forma repentina. - Usar inteligência de dados
Monitorar frete por região, prazo médio e custo por entrega permite correção rápida antes que o problema afete a rentabilidade.
Murillo Oliveira afirma que outro erro comum é escolher fornecedores apenas pelo menor preço FOB, sem considerar o custo final até o destino. “Às vezes a mercadoria parece barata na origem, mas chega cara ao estoque. O empresário precisa olhar o custo posto, não só o preço inicial.”
Mesmo com pressão de custos, o cenário também abre espaço para empresas organizadas ganharem mercado. Companhias que controlam indicadores, negociam melhor frete e revisam rotas tendem a preservar margem e responder mais rápido ao consumidor. “Em momentos de alta, eficiência operacional vira vantagem competitiva real”, conclui.

RZ 500e, o 1º elétrico da Lexus no Brasil, custa R$ 500 mil – A Lexus, marca de luxo da Toyota, anunciou nesta segunda-feira a chegada do novo RZ 500e, que começa a ser entregue, a partir desta semana, aos primeiros clientes — que fizeram a compra durante o período de pré-venda, anunciado em dezembro. O primeiro veículo totalmente elétrico do portfólio também passa a estar disponível nas concessionárias da marca em todo o país por R$ 500 mil. Embora seja do segmento de luxo, tem financiamento com taxa de juros a partir de 0% e recompra garantida com pelo menos 80% do valor da Fipe.
Construído sobre uma plataforma exclusiva para veículos elétricos, o SUV cupê se favorece da posição da bateria, instalada entre os eixos e sob o assoalho, e pelo uso do próprio conjunto como parte da estrutura. São dois motores em cada eixo, que estão mais eficientes para reduzir as perdas de energia e, também, mais potentes, com até 167 kW cada. Além disso, há uma nova bateria de íons de lítio com sistema de refrigeração líquida e capacidade de 77 kWh, o que favorece a entrega de desempenho. O modelo entrega 381cv de potência e, em cada eixo, 26,9 kgfm de torque instantâneo — o que permite cumprir de zero a 100 km/h em apenas 4,6 segundos. Na prática, o motorista tem à disposição acelerações mais fortes e respostas mais rápidas em uso cotidiano, com autonomia de 357 km, de acordo com dados do Inmetro. Por sua vez, a recarga tem capacidade de até 150 kW em carregadores rápidos (DC) e chega a 80% de bateria em 30 minutos.
Sete em cada 10 brasileiros pretendem trocar de carro – O interesse dos brasileiros pela renovação do automóvel segue elevado e reforça a importância do carro na rotina da população, segundo novo levantamento do Webmotors Autoinsights, ferramenta que fornece dados e informações sobre o mercado automotivo brasileiro. Segundo o estudo, 73,4% dos brasileiros pretendem substituir seu veículo nos próximos anos. Outros 14,2% afirmam que desejam manter o carro atual, enquanto 11,1% dizem planejar a compra de um modelo adicional. Entre os principais usos, 74,4% relatam utilizar o automóvel para trabalhar, ao passo que 42,9% recorrem ao carro para o lazer, e 23,6% empregam o veículo para conduzir filhos e familiares, 14,3% para fazer compras, 12% para percorrer viagens curtas e 2,3% para estudar.
O carro próprio segue como o principal meio de locomoção para 61% dos brasileiros. A pesquisa indica que 68,8% dos entrevistados usam o automóvel todos os dias, 17,2% entre quatro e seis vezes por semana, e apenas 1,9% uma vez por semana ou menos. O levantamento também mostra que, para a maior parte dos brasileiros, o veículo está mais associado à funcionalidade: na opinião de 32,1%, ter um automóvel representa uma necessidade. Em seguida, aparecem praticidade (21%), conforto (19,9%), liberdade (16,5%) e segurança (8%). Status foi citado por somente 1,4% dos participantes.
Financiamento de carros e motos bate recorde – O financiamento de veículos no Brasil somou 634.587 mil unidades em abril, entre novos e usados, incluindo automóveis leves, motocicletas e pesados. O volume representa alta de 11,8% na comparação anual e marca o melhor resultado para o mês desde 2008, quando foram registrados 705.927 financiamentos. Entre os automóveis leves, o crescimento foi de 13,3% na comparação anual. O destaque ficou com os modelos zero quilômetro, que tiveram alta de 21,9% nos financiamentos. Já os usados também cresceram e atingiram 10,9%.
O financiamento de motocicletas segue em expansão, com alta de 9,8% em abril. Assim como nos carros, os modelos novos puxaram o resultado, com aumento de 12% nas vendas financiadas. As motos usadas avançaram 9,1%. No segmento de veículos pesados, o crescimento foi de 3,9%. O desempenho foi sustentado pelos modelos novos, que avançaram 10,9%. Já os usados recuaram 4,6%, indicando uma demanda mais concentrada em renovação de frota. O Sudeste segue como o principal polo de financiamento de veículos no país, concentrando 42,2% das operações. No acumulado de janeiro a abril, o número de veículos financiados chegou a 2,5 milhões de unidades. As motocicletas lideram o ritmo de expansão no ano, com crescimento de 16%, seguidas pelos automóveis (12,7%) e pelos veículos pesados (3,9%).
Tíquete de carros usados chega a R$ 89 mil – O mês de abril consolidou o crescimento de preço dos carros usados no mercado brasileiro, alcançando tíquete médio de R$ 89.577, de acordo com o Estudo Megadealer de Performance de Veículos Usados (PVU) da Auto Avaliar. No período, a margem bruta de lucro ficou em 10,9%, mantendo um padrão observado desde o início do ano.
“Interessante notar que nos últimos 3 meses a margem bruta esteve praticamente estável, entre R$ 9.600 e R$ 9.800 por veículo”, explica Fábio Braga, Country Manager da Megadealer. No ranking de modelos mais rentáveis, destaque para a Toyota ocupando duas posições no Top 3. O Yaris sedã apresentou o melhor desempenho, com preço médio de R$ 94 mil, margem bruta de lucro de 11,1% e giro médio de estoque em 32 dias. Na segunda posição ficou o Caoa Chery Tiggo 5x, com preço médio de R$ 106 mil, margem de 11,8% e giro médio em 36 dias, seguido pelo Yaris hatch, que teve preço médio de R$ 94 mil, margem de 11% e giro médio em 34 dias.


Yamaha celebra 70 anos com série especial – A Yamaha Motor Company, que celebrou seu 70º aniversário em 2025, continua festejando. Agora, lançou uma edição especial comemorativa da linha R-Series. A novidade chega ao mercado com uma nova e marcante combinação de cores que homenageia a trajetória esportiva da marca e seu papel na evolução das motocicletas de alta performance ao longo das últimas décadas. A pintura especial em branco e vermelho foi desenvolvida como uma releitura contemporânea das cores históricas associadas à herança esportiva da Yamaha, evocando a era de ouro das motocicletas superesportivas da marca nos anos 1990. No Brasil, a celebração dos 70 anos da Yamaha se materializa por meio das edições especiais R3 ABS Connected 70th Anniversary e R15 ABS 70th Anniversary.
Ao todo, serão disponibilizadas 1,8 mil unidades da série limitada na rede de concessionárias da marca em todo o país, sendo 600 unidades da R3 ABS e 1.200 unidades da R15 ABS. As versões especiais reforçam o DNA esportivo da linha R e destacam o compromisso da Yamaha em oferecer produtos que unem design marcante, tradição e performance, fortalecendo a conexão da marca com o público brasileiro. A R15 ABS é equipada com um motor de 155 cc com sistema de atuação de válvula variável e refrigeração líquida que entrega 18,8 cv e torque de 1,5 kgfm — além de embreagem assistida e deslizante, suspensão traseira do tipo monocross em alumínio, rodas e pneus largos e freios com ABS nas duas rodas. Já a R3 ABS tem como o seu coração o motor bicilíndrico de 321 cc de quatro tempos, oito válvulas e refrigeração líquida, com 41,3 cv de potência e torque de 3kgfm. Os modelos estarão nas concessionárias a partir do mês de junho, com preço público sugerido (além do frete) de R$ 24.090 para a R15 ABS e R$ 37.790 para a R3 ABS.


Como saber se um carro seminovo está caro ou barato – Encontrar o preço justo de um carro seminovo é um dos maiores desafios para quem está no mercado automotivo. Com tantas variáveis envolvidas como modelo, ano, quilometragem, estado de conservação e localização, entender se um veículo está caro ou barato exige mais do que uma simples consulta à Tabela Fipe, indicador oficial de preços médios de veículos no Brasil que serve como um parâmetro padrão para negociações de compra e venda, definição de seguros e cálculo de impostos como o IPVA.
O mercado de usados no Brasil é dinâmico e sensível a fatores econômicos e comportamentais, como a oferta limitada de zero-quilômetro, juros elevados para financiamento e a digitalização das negociações. Esse cenário tornou o segmento de seminovos mais competitivo e, muitas vezes, com preços que surpreendem o comprador desatento. De acordo com dados do setor (Fenauto e Fenabrave), o Brasil registra anualmente o dobro de transações de veículos usados em relação aos novos, o que reforça a importância de o consumidor estar bem informado antes de fechar qualquer negócio. Para ajudar o brasileiro a tomar decisões mais inteligentes, a OLX, plataforma de compra e venda de carros novos, seminovos e usados, revela os cinco principais fatores que determinam o preço real de um veículo no mercado atual.
✔ Tabela Fipe: ponto de partida, não de chegada
A Fipe continua sendo referência de preço no mercado automotivo, mas não deve ser interpretada como valor definitivo. Oferta, demanda, estado de conservação e localização fazem com que muitos veículos sejam anunciados acima ou abaixo da média da FIPE. O ideal é usar a tabela como base e cruzar as informações com os preços praticados em plataformas como a OLX, onde é possível acompanhar valores reais de negociação.
✔ Como comparar preços de carros seminovos
Há, nas plataformas de compra e venda, vários recursos que permitem comparar preços em tempo real, com filtros por modelo, ano, quilometragem, localização e faixa de valor. Assim, o comprador visualiza rapidamente quanto o mercado está pedindo pelo veículo de interesse e identifica diferenças relevantes em relação à Fipe. Elas também reúnem anúncios de concessionárias parceiras e vendedores verificados, com informações detalhadas sobre cada carro, aumentando a confiança e transparência no processo de compra.
✔ Quilometragem: o termômetro do desgaste
A quilometragem é um dos itens que mais influenciam no valor de um usado. Veículos de baixa quilometragem tendem a sustentar preços mais altos no mercado de seminovos, especialmente em categorias de alta demanda, desde que o número seja compatível com o ano do carro. O mercado considera saudável uma média de 15 mil a 20 mil km por ano. Quilometragem muito abaixo pode indicar longos períodos parado, e muito acima pode significar maior desgaste mecânico.
✔ Histórico de manutenção e revisões
Carros com revisões em dia, preferencialmente em concessionárias autorizadas e com comprovantes, costumam ter maior valor de mercado – e essa diferença é justificável. A falta de manutenção adequada pode gerar custos elevados no futuro, por isso veículos com histórico completo representam uma compra mais segura. Na prática, o consumidor pode recorrer a serviços oferecidos de vistoria cautelar, que confirma originalidade e estrutura do modelo, e aprofunda a análise em mais de 180 itens, protegendo o comprador contra fraudes e carros apenas “maquiados” esteticamente.
✔ Estado de conservação e histórico de sinistros
Lataria, pintura, interior, pneus e itens elétricos impactam diretamente na precificação. Carros com histórico de colisões, enchentes ou reparos costumam apresentar desvalorização relevante em relação à Fipe e aos anúncios de veículos sem histórico de danos estruturais . Antes de aceitar uma proposta, o comprador deve solicitar vistoria técnica e consultar o histórico pelo chassi.
✔ Oferta e demanda por modelo e região
O mesmo modelo pode ter variações relevantes de preço de acordo com a região ou até o bairro onde é vendido. Veículos populares, com boa reputação de confiabilidade e manutenção acessível, como hatches e SUVs compactos, tendem a ter maior liquidez e preços mais firmes. Já modelos de nicho ou de manutenção cara geralmente oferecem maior margem para negociação. “O brasileiro está cada vez mais informado e exigente na hora de comprar um carro seminovo. Por isso, avaliar o preço justo de um veículo vai além do número: é preciso entender o histórico do carro e o que o mercado realmente pratica naquele momento. Quem pesquisa bem, negocia melhor”, diz Flávio Passos, VP de Autos do Grupo OLX.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
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