Coluna da quarta-feira

Caso Master é “mais um monstrengo criado no governo Bolsonaro”, afirma Tebet

A ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet (PSB) afirmou, ontem, em entrevista ao podcast Direto de Brasília, que o Caso Banco Master representa “o maior escândalo envolvendo o sistema financeiro de corrupção da história do Brasil” e defendeu o afastamento imediato de agentes públicos citados nas investigações enquanto exercem funções de comando. A pré-candidata ao Senado por São Paulo disse que o então líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), “fez tarde” ao deixar o cargo e sustentou que denúncias dessa dimensão exigem resposta política rápida, preservando o direito à ampla defesa.

Ao comentar o caso, Simone procurou desvincular o governo Lula (PT) das investigações e atribuiu a origem do esquema ao governo Jair Bolsonaro (PL). “Isso foi uma cria, mais um monstrengo criado no governo passado”, declarou. Na avaliação da ex-ministra, o controlador do Banco Master teria buscado cercar diferentes centros de poder para dificultar mecanismos de fiscalização. “Ele contaminou todo mundo”, resumiu, ao defender que as apurações avancem sobre todos os envolvidos, independentemente de partido.

Sobre a disputa de 2026, Simone deixou claro que o principal eixo da campanha será a defesa da soberania nacional diante da atuação de adversários junto ao governo dos Estados Unidos. Sem citar diretamente Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, criticou iniciativas que, segundo ela, colocam interesses externos acima dos nacionais. “Quem manda no nosso quintal somos nós”, assinalou. Também afirmou que o Brasil deve continuar aberto ao capital estrangeiro, desde que “sob as nossas regras”.