Como está o Brasil que o presidente que for eleito neste domingo vai assumir em 2023?

Neste segundo turno, os brasileiros vão às urnas para definir o nome do próximo presidente e de 12 governadores. No primeiro turno, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, teve 57.259.504 votos (48,43% dos votos válidos) e Jair Bolsonaro, do PL, recebeu 51.072.345 votos (43,20% dos votos válidos).

A seguir, a BBC News Brasil mostra, a partir de 7 gráficos, dados que revelam a situação da economia, saúde, educação e segurança pública — e os desafios nessas áreas para o governo que tomará posse em 2023.

ECONOMIA

Após o Brasil registrar inflação, juros e desemprego em taxas que chegaram a dois dígitos, alguns indicadores da economia apresentaram melhora — projeção do Produto Interno Bruto (PIB), taxa de inflação e desemprego estão entre eles.

No entanto, o combo previsto para a virada de 2022 para 2023 ainda é de um crescimento inferior ao de países vizinhos, inflação acima da meta, e desafio na criação de postos de trabalho com carteira assinada.

Além disso, o próximo governo terá a missão de comandar decisões relevantes para os cofres públicos e para o dia a dia da população, como o futuro do Auxílio Brasil, turbinado às vésperas da eleição.

Crescimento econômico

Nos últimos meses, as expectativas do mercado financeiro para o PIB (Produto Interno Bruto, soma de bens e serviços de um país) ao fim do ano aumentaram. A projeção, que em julho estava abaixo de 2%, agora está em 2,76%, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central em 24 de outubro. Para 2023, a expectativa é de um crescimento de apenas 0,63%.

É parecido com a projeção do Banco Central, que aumentou, no fim de setembro, a estimativa de crescimento deste ano para 2,7%. Para 2023, no entanto, prevê uma desaceleração da economia na comparação com 2022, com o PIB crescendo 1%.

No entanto, veio dado negativo recentemente: o Índice de Atividade Econômica (IBC-BR) do Banco Central, considerado a “prévia” do PIB, registrou retração de 1,13% em agosto, na comparação com julho. Esse foi o maior tombo mensal para o indicador desde março de 2021, quando foi registrada uma queda de 3,6%.

Mas como está o Brasil em relação a outros países?

A Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) divulgou em agosto uma comparação entre as expectativas de crescimento para os países na região, que inclui uma expectativa de menos de 2% para o crescimento brasileiro neste ano. O comparativo mostra que o Brasil perde para países como Venezuela, Colômbia, Uruguai, Bolívia e Argentina.

INFLAÇÃO E JUROS

A inflação escalou de 2020 até o início de 2022, chegando em abril a mais de 12% na taxa acumulada em 12 meses. Essa foi a maior inflação para o período de um ano desde outubro de 2003.

Após esse pico, a inflação medida pelo IPCA começou a cair — e em agosto de 2022 baixou de dois dígitos pela primeira vez em um ano (8,73% em 12 meses).

Em junho, o Banco Central admitiu oficialmente que a meta de inflação para 2022 será descumprida pelo segundo ano seguido, quando previa uma alta de preços de 8,8% para 2022. A meta central de inflação para este ano é de 3,5% e será oficialmente cumprida se ficar entre 2% e 5%.

Depois disso, em setembro, a instituição reduziu para 5,8% a estimativa para este ano. E disse que há 93% de chance de ficar acima da meta.

A revisão na estimativa da alta de preços feita pelo Banco Central veio depois do corte de tributos sobre itens essenciais, como combustíveis e energia elétrica — além de reduções seguidas da Petrobras nos preços de combustíveis —, que impactam a inflação diretamente e também indiretamente, por meio dos preços de outros produtos.

Para 2023, não há previsão de melhora significativa no índice em relação à taxa prevista para 2022 — o Banco Central prevê um IPCA de 4,6% para o ano que vem. E a expectativa do mercado financeiro é um pouco acima disso: 4,94%, segundo o Boletim Focus divulgado em 24 de outubro.

Além de corroer o poder de compra dos trabalhadores, a alta de preços tem como outra consequência o aumento dos juros. É que, nesses casos, o Banco Central aumenta a taxa básica de juros, a Selic, para tentar controlar a alta acelerada dos preços.

Desde março de 2021, a taxa básica de juros foi elevada por 12 vezes consecutivas. No período, subiu 11,75 pontos percentuais — o maior e mais longo ciclo de alta desde 1999. Em setembro, o Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 13,75% ao ano. E manteve no mesmo nível na reunião de outubro.

DESEMPREGO

A taxa de desemprego é outro indicador que teve alta recorde durante a pandemia e começou a cair recentemente — embora economistas apontem para o peso dos trabalhos sem carteira assinada nesse processo.

No primeiro trimestre de 2021, o IBGE registrou a maior taxa de desemprego da série histórica iniciada em 2012, de quase 15%, e também o maior contingente de desocupados: 14,8 milhões de pessoas.

Depois desse pico, começou a cair e deixou a casa dos dois dígitos.

O dado mais recente divulgado pelo IBGE mostra que, no trimestre encerrado em setembro, a taxa de desemprego seguiu em queda e chegou a 8,7%. Foi a menor taxa desde o trimestre fechado em junho de 2015 (8,4%). O número de empregados sem carteira assinada no setor privado foi de 13,2 milhões de pessoas, o maior da série histórica, iniciada em 2012.

Cinco anos após a reforma trabalhista, a expectativa é que a criação de empregos formais será um desafio para a equipe do presidente eleito e para o Congresso Nacional.

Na proposta de governo de Lula, ele defende a criação de vagas de empregos e fala em revogar “marcos regressivos da atual legislação trabalhista, agravados pela última reforma e restabelecendo o acesso gratuito à justiça do trabalho”.

Diz que “o novo governo irá propor, a partir de um amplo debate e negociação, uma nova legislação trabalhista de extensa proteção social a todas as formas de ocupação, de emprego e de relação de trabalho”, com especial atenção “aos autônomos, aos que trabalham por conta própria, trabalhadores e trabalhadoras domésticas, teletrabalho e trabalhadores em home office, mediados por aplicativos e plataformas”.

Na proposta de governo de Bolsonaro, ele fala em ações que visem combater o trabalho informal. “A estratégia de inclusão e combate à informalidade deverá contemplar alternativas contratuais inteligentes e que reconheçam a realidade desses trabalhadores nas regiões em que vivem, incluindo dos trabalhadores por aplicativos e trabalhadores rurais, dentre outros”, diz o texto.

Também acrescenta que “é indispensável avançar na agenda de empregabilidade de jovens e mulheres”.

POBREZA

Ao mesmo tempo em que é conhecido pela forte produção agrícola, o Brasil não tem conseguido alimentar sua população — e inclusive voltou ao Mapa da Fome, segundo a Organização das Nações Unidas.

A parcela de brasileiros que não teve dinheiro para alimentar a si ou a sua família em algum momento nos últimos 12 meses subiu de 30% em 2019 para 36% em 2021, atingindo recorde da série iniciada em 2006, segundo levantamento do FGV Social.

E o problema afeta especialmente as mulheres: o patamar de insegurança alimentar ficou relativamente estável entre os homens, mas subiu de 33% para 47% para elas.

Os pesquisadores apontaram que a diferença entre gêneros da insegurança alimentar em 2021 foi 6 vezes maior no Brasil do que na média global.

Vale lembrar que esses dados são referentes a um momento crítico da pandemia, que agravou problemas já existentes no país.

Dado deste ano, no entanto, aponta que, em 2022, 33,1 milhões de pessoas não têm o que comer, segundo a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan). A mesma pesquisa aponta que a fome tem não só gênero, mas cor: 65% dos lares comandados por pessoas pretas ou pardas convivem com restrição de alimentos.

E medidas de transferência de renda não ajudaram a reduzir o índice de pobreza?

Sim, mas poderiam ter efeitos melhores, disse à BBC News Brasil o economista Marcelo Neri, referência no tema e diretor do FGV Social. “O auxílio emergencial levou a pobreza ao menor nível da série histórica desde que elas são geradas no Brasil. Desigualdade menos, mas pobreza com certeza.”

O problema é o que ele chamou, em estudo publicado pela FGV, de “montanha-russa da pobreza”, no qual a equipe de Neri destaca a falta de estabilidade no nível de pobreza — e lembra que estabilidade é fundamental para o bem estar social.

“A pobreza caiu, depois aumentou e agora a gente não sabe exatamente quanto caiu — ainda não temos dado de 2022. Mas a gente sabe que ela poderia cair mais — os instrumentos não estão muito ajustados. Para a quantidade de recursos que a gente tem gasto, poderia cair mais”, diz Neri.

A pobreza chegou a seu menor nível de todos os tempos em agosto de 2020, com uma taxa de 3,9%, após o início do pagamento do auxílio emergencial. No entanto, em março de 2021, quando houve interrupção do pagamento do benefício, a taxa chegou a 13,2%, recorde histórico da série iniciada em 2015.

Neri destaca, ainda, que uma análise prolongada dos dados de pobreza mostra que ela “sempre cai em ano de eleição” e que, até aqui, na maioria das vezes, voltou a subir após o ano eleitoral.

O economista, que foi ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), diz que o auxílio criado recentemente tem a qualidade de ser “generoso” — em referência ao valor de R$ 600. Mas destaca que o desafio do próximo presidente, além de lidar com a “preocupante” instabilidade da pobreza, será o desenho do programa. Ele considera que o Bolsa Família não fazia “mais”, mas fazia “melhor” do que o Auxílio Brasil.

Uma das críticas de especialistas ao desenho atual é que gera um cenário em que uma família de uma pessoa e outra de quatro integrantes podem receber valor igual ou semelhante, deixando famílias maiores com um valor mais baixo por pessoa.

A definição sobre o futuro da transferência de renda virá acompanhada pelo desafio de equilibrar as contas públicas, com discussões sobre a arrecadação de tributos e das prioridades nos gastos públicos.

EDUCAÇÃO

Passado o momento crítico da pandemia, a crise na educação continua e deixa muitos desafios urgentes, segundo especialistas.

Pesquisa realizada em agosto pelo Ipec para o Unicef mostra que 2 milhões de meninas e meninos de 11 a 19 anos que ainda não haviam terminado a educação básica deixaram a escola no Brasil.

O levantamento mostrou que 11% das crianças e adolescentes estão fora da escola no país. E o problema é quatro vezes maior nas classes D e E — em que esse percentual chega a 17% — do que nas classes A e B, com 4%.

E 21% dos entrevistados disseram que nos últimos três meses pensaram em desistir da escola.

Entre aqueles que não estão mais frequentando a escola, a justificativa mais citada (48%) para o abandono dos estudos foi “porque tinha de trabalhar fora”. Não conseguir acompanhar as explicações ou atividades foi um motivo apontado por 30%. E 29% apontaram também que “a escola não tinha retomado atividades presenciais”. A necessidade de cuidar de familiares foi mencionada por 28%, além de falta de transporte (18%), gravidez (14%), desafios por ter alguma deficiência (9%), racismo (6%), entre outros.

Mas o que que representa essa quantidade de jovens fora da escola?

Diz Priscila Cruz, presidente do movimento Todos Pela Educação: “Você imaginar uma criança ou jovem com escolaridade baixa — abaixo da conclusão do ensino médio —, isso vai significar para a vida dela: subemprego, dificuldade para se inserir economicamente e ter a sua dignidade mais básica garantida — como alimentação, habitação — e também gera outros efeitos, como gravidez precoce”, diz Cruz. “Para o país, (efeito é) atividade econômica reduzida, maior concentração de renda, taxas de violência maiores, democracia fragilizada, cidadania fragilizada.”

É por isso que ela chama a situação de “uma bomba social e econômica”. “Como é uma bomba de explosão lenta e de várias explosões ao longo do tempo, a sociedade não percebe essa bomba estourando. São várias bombas estourando todos os dias”, diz, citando crianças nas ruas e trabalho infantil.

Como um dos problemas urgentes, Cruz destaca a necessidade de investir em merenda escolar e infraestrutura das escolas.

“A gente passou por um período com escolas fechadas, se deteriorando, dinheiro da merenda sendo cortada, de aumento de crianças em famílias em situação de insegurança alimentar. Então, tudo isso faz com que a gente precise investir naquela agenda que é a dignidade — ter uma escola de pé e uma criança de pé”, diz ela, que passou parte de 2021 e deste ano percorrendo escolas pelo país.

Outra tarefa do próximo presidente, segundo ela, é restabelecer a colaboração entre União, Estado e municípios — “espinha dorsal” da política da educação básica, tarefa dos três entes da federação.

“O primeiro ato do novo presidente da República, na minha opinião, deveria ser chamar os 27 governadores para uma mesa para estabelecer o federalismo na educação brasileira.”

Além de recuperar as perdas dos últimos anos, Cruz diz que o governo também deve “colocar em prática uma agenda sistêmica de políticas educacionais baseadas em evidências e nas boas experiências brasileiras — a implementação do novo ensino médio, política de primeira infância, política de formação continuada de professores, além de ampliar a oferta de educação profissional e técnica nas áreas da economia do século 21.”

SAÚDE

A pandemia escancarou e agravou diversas dificuldades do Brasil na área da saúde, além de destacar diferenças regionais.

A médica, professora da Unicamp e presidente da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), Rosana Onocko Campos, define a atual situação do Brasil na saúde como “um colapso total e irrestrito de tudo o que a gente já teve funcionando um dia”.

Para Campos, “desde 2016 (ano da proposta do teto de gastos), a gente vem ladeira abaixo” — um cenário que ela destaca que foi agravado pela pandemia. E complementa que houve “uma intencionalidade” do governo de “destruir questões do sistema que vinha funcionando”, e cita “o desfinanciamento da atenção primária, passando pela destruição dos sistemas de informação, atraso na compra de vacinas e atentados contra a estabilidade dos trabalhadores da saúde em plena pandemia.”

A professora diz que o Brasil precisará “trocar o pneu do carro com o carro andando”, destacando a necessidade de ampliar o provimento de equipes de saúde da família e conseguir que as equipes possam, de fato, operar em relação a algumas prioridades.

O primeiro passo, para Campos, é “ter um comando da saúde no país” — em referência ao Ministério da Saúde.

Um dos diversos números que revelam desafios do próximo presidente na saúde é a redução da cobertura vacinal nos últimos anos. Ainda que os dados mais recentes sejam parciais, é possível ver que há uma queda de 2018 para cá na proporção da população imunizada.

Em agosto deste ano, a Fiocruz apontou que a cobertura vacinal no Brasil “está em índices alarmantes” e fez campanha em vídeo para alertar a população de que as vacinas têm a missão de proteger o corpo humano, ao ensinar o sistema imunológico a combater vírus e bactérias que desafiam a saúde pública — prevenindo adoecimentos e mortes.

Campos atribui a redução na cobertura vacinal não só a um negacionismo que afeta diversos países, mas diz acreditar que “a maioria da queda da vacinação se deve à falta de estímulo a campanhas educacionais que promovem a vacinação” e defende a necessidade de exigir vacinação para acessar benefícios sociais. Ela aponta, ainda, que uma melhora na atenção primária também ajudaria a garantir uma oferta mais efetiva de vacinas à população.

A queda na cobertura vacinal tem levado pesquisadores a alertarem para os riscos de retorno de doenças já erradicadas, como a poliomielite. O Brasil foi considerado livre dela em 1994, mas a Fiocruz destaca que a doença, também chamada de pólio ou paralisia infantil, “corre grande risco de ser reintroduzida no país”.

SEGURANÇA PÚBLICA

Na segurança pública, a boa notícia é que houve queda na taxa de mortes violentas intencionais no Brasil.

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o pico de violência letal ocorreu em 2017, quando o país registrou 30,9 mortes violentas intencionais (homicídios) para cada 100 mil habitantes. Depois, houve uma tendência de queda e, em 2021, a taxa foi de 22,3, uma redução de 6,5% em relação a 2020.

Dois pontos centrais explicam esse resultado, segundo David Marques, coordenador de projetos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública: políticas públicas estaduais (com algumas unidades da federação, segundo ele, investindo em trabalho e equipamento) e a dinâmica do crime organizado — em 2017, ele lembra que houve “desdobramentos de um conflito de larga escala entre o PCC e o Comando Vermelho pelo controle das rotas no Centro-Oeste”.

Bolsonaro já atribuiu a redução de assassinatos à liberação de armas, mas especialistas disseram que mais armas representam maior risco à sociedade. Analistas atribuíram a tendência de diminuição de assassinatos no Brasil a fatores como profissionalização do mercado de drogas brasileiro, à criação no âmbito federal do Sistema Único de Segurança Pública, maior controle e influência dos governos sobre os criminosos, tréguas nos conflitos entre facções, e redução do número de jovens na população.

Mesmo essa melhora na taxa nacional, no entanto, não foi suficiente para colocar o Brasil em um bom patamar.

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública aponta que, na comparação internacional, “fica patente o quão distante estamos de qualquer referência civilizatória da humanidade e que, por trás da ideia de nação pacífica, vivemos uma profunda e covarde crise de indiferença e de embrutecimento das relações sociais cotidianas.”

E qual deve ser o papel do governo federal para melhorar esse cenário? Segundo Marques, além de ter suas polícias — como a Polícia Federal — “o governo federal tem à sua disposição os recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e cabe a ele, por meio desse instrumento de financiamento, fazer a coordenação e a indução da política pública”.

Veja outras postagens

No Outubro Rosa, mês simbólico de ações de conscientização e prevenção do câncer de mama, o Hospital da Mulher do Recife (HMR), vinculado à Prefeitura do Recife, passa a contar com um novo mamógrafo digital (marca GE e modelo Pristina), reforçando a assistência à saúde da mulher e ampliando a capacidade de realização de exames de imagem das mamas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Além da tecnologia digital, o equipamento, fruto de uma importante parceria com o Governo Federal, também realiza exames de estereotaxia mamária, técnica que utiliza imagens e coordenadas tridimensionais para localizar lesões com alta precisão, auxiliando na investigação diagnóstica de alterações identificadas nas mamas. Nesta segunda-feira (19), o prefeito do Recife, Victor Marques, acompanhou o funcionamento da nova tecnologia e reafirmou o compromisso da gestão com uma saúde acessível.

O prefeito de Camaragibe, Diego Cabral, inaugurou, ontem, a nova sede do Programa Municipal de Imunização (PMI), ampliando a estrutura de apoio à vacinação no município. O equipamento será responsável pelo armazenamento e pela distribuição de imunobiológicos para as 49 salas de vacinação.  A entrega integrou mais uma edição do Segundou com Trabalho, iniciativa da gestão municipal voltada à entrega de obras e investimentos para a população.

O prefeito de Camaragibe, Diego Cabral, destacou que a nova unidade fortalece a saúde municipal, garantindo melhores condições de trabalho e mais segurança no armazenamento e na distribuição de vacinas. “Essa é uma importante conquista para todos que fazem a nossa atenção primária. Estamos entregando um equipamento fundamental para garantir o abastecimento de vacinas em todas as unidades de saúde da cidade. É um investimento em estrutura, organização e melhores condições de trabalho para os profissionais, fortalecendo a vacinação e garantindo mais segurança no armazenamento e na distribuição dos imunobiológicos”, afirmou.

Em uma solenidade repleta de amigos, familiares, autoridades, lideranças institucionais e funcionários, o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) inaugurou o busto em homenagem ao médico e gestor Antonio Carlos Figueira, que completaria 66 anos, ontem (19). O monumento se encontra no Pátio dos Espelhos D’Água, no Hospital Pedro II, no Recife.

Presente na homenagem, o prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), ressaltou o legado de Figueira e falou da sua importância para a saúde na cidade. Confira no vídeo!

A cerimônia teve como objetivo reconhecer a trajetória e o legado de Antonio Figueira, que, entre outras atribuições, exerceu os cargos de superintendente (1999-2008) e presidente do Imip (2008-2010), além de secretário de Saúde de Pernambuco (2011-2014) e secretário-chefe da Casa Civil de Pernambuco (2015-2017). As informações são da Folha de Pernambuco.

Caruaru - Minha rua nova

Por Cláudio Humberto

Ulysses Guimarães era candidato do PMDB – partido de Miguel Arraes – na campanha presidencial de 1989. Numa reunião com lideranças do interior de Pernambuco, Arraes prega o voto em Lula. À saída do encontro, o assessor Francisco Simões indaga: “E o Dr. Ulysses?”, perguntou ao ex-governador. “Que é que tem?”, respondeu Arraes. “O senhor não vai votar nele?”. “Claro que vou votar no Ulysses!”, disse. “Não entendi, dr. Arraes…”, admitiu o assessor. “Você ainda não entende essas coisas. Já pensou se na ‘minha’ urna não aparece nenhum voto pro Ulysses?”.

Ipojuca - Na palma da sua mão

O que Lula finge não enxergar

Há um detalhe nesta eleição que Lula (PT) finge que não enxerga: quem votou em Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno e sinaliza repetir a aposta no próximo domingo, no segundo turno, enxerga no candidato da direita o freio de arrumação no Supremo Tribunal Federal.

O eleitor de Flávio conhece o passado dele, suas fragilidades e sua incapacidade até de dar rumo ao País. Mas tem a certeza de que, ele eleito, já com uma maioria esmagadora de senadores e deputados num Congresso conservador e de direita, iniciará uma cruzada pelo impeachment de Alexandre de Moraes e de outros ministros da alta corte da justiça brasileira.

Olinda - Refis 2026

A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou contra um pedido do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para investigar André Mendonça, que também integra a Suprema Corte.

Com base em informações de relatórios da PF (Polícia Federal), Moraes havia apontado suspeitas de irregularidades na condução de Mendonça nos inquéritos sobre o Banco Master e sobre as fraudes no INSS.

A manifestação da PGR, contrária ao pedido de Moraes, foi encaminhada ao presidente do STF, Edson Fachin, no último sábado (17). As informações são da CNN.

Palmares - Creche Quilombo II

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) prometeu ampliar a regularização fundiária no Pará e eliminar o que chamou de “entraves ambientais por razões ideológicas”. Durante uma motociata em Marabá, nesta segunda-feira (19/10), ele afirmou que pretende garantir aos produtores rurais mais liberdade para utilizar suas terras.

Flávio disse que ouviu de moradores paraenses o pedido para trabalhar sem impedimentos do governo. Segundo o senador, a proposta é promover o que classificou como “a maior regularização fundiária que o Pará já viu” e assegurar o direito à propriedade privada. As informações são do Metrópoles.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Entidades sociais se reuniram nesta segunda-feira (19/10) em frente à sede da Meta, em São Paulo, para protestar contra uma suposta interferência da empresa estadunidense nas eleições presidenciais brasileiras.

Durante o protesto, os manifestantes criticaram a empresa por supostamente agir em favor do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) na campanha. Segundo os organizadores do ato, a Meta estaria boicotando conteúdos relacionados ao presidente Lula (PT) em benefício do adversário bolsonarista. As informações são do Metrópoles.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

Por Andreza Matais – Metrópoles

A federação PP-União Brasil vai abandonar Davi Alcolumbre (União-AP) na disputa pela presidência do Congresso. Ele se aliou ao presidente Lula, enquanto os dirigentes de seu partido estão com Flávio Bolsonaro (PL).

Alcolumbre tem se mostrado apreensivo com a possibilidade real de perder o posto a partir do próximo ano e buscado cooptar senadores novatos para votarem pela sua recondução.

O deputado federal Silvio Costa Filho participou, nesta segunda-feira (19), de uma plenária no Recife em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ex-ministro de Portos e Aeroportos e líder da maioria na Câmara dos Deputados, ele afirmou que tem atuado em Pernambuco e em Brasília nas articulações em torno da candidatura petista e defendeu a continuidade dos investimentos federais no Estado.

“Estamos juntos ao lado do time do presidente Lula em defesa de Pernambuco e do Brasil”, afirmou Silvio. Durante o discurso, o deputado citou investimentos e obras realizados no Estado, entre eles adutoras, barragens, duplicações de estradas e os hospitais da Criança e da Mulher. “Foi um conjunto de obras que o presidente fez por Pernambuco”, declarou.

Silvio também defendeu a ampliação da votação de Lula em Pernambuco no segundo turno, marcado para o próximo domingo (25). “O povo de Pernambuco pode prestar no próximo domingo a maior homenagem ao presidente, que é fazer que o presidente seja o mais votado no nosso Estado”, disse. O deputado ainda pediu união entre partidos e lideranças do campo progressista nesta reta final da campanha.

O presidente nacional do PSB, João Campos, participou, na noite desta segunda-feira (19), no Recife, da plenária “Bora, Lula”, que reuniu cerca de 800 pessoas entre dirigentes partidários, lideranças comunitárias e militantes. Durante o encontro, o ex-prefeito da capital pernambucana afirmou que o Nordeste terá papel decisivo no segundo turno e defendeu a ampliação do diálogo com eleitores que não votaram em Lula no primeiro turno.

“O Nordeste tem um papel decisivo nessa eleição. E, mais do que o Nordeste em si, a gente precisa falar com aquelas pessoas que não votaram no primeiro turno ou que não pensam necessariamente como a gente”, afirmou. João também comparou sua experiência à frente da Prefeitura do Recife durante os governos de Jair Bolsonaro e de Lula. “Eu fui prefeito do Recife tendo Bolsonaro como presidente e tendo Lula como presidente. Não se compara”, declarou.

A plenária contou ainda com as presenças do prefeito Victor Marques, da senadora Teresa Leitão, do senador Humberto Costa, dos deputados federais Pedro Campos e Silvio Costa Filho, além de dirigentes partidários e representantes de legendas como PT, PSB, PCdoB, PV, PSOL e Cidadania. João afirmou que a mobilização deve continuar nesta terça-feira (20), com atos previstos em São Luís, Juazeiro e Petrolina.

A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a acionar nesta segunda-feira (19) o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alegando que a Meta continua favorecendo a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo a campanha do petista, a empresa, que é responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, descumpre a decisão do TSE de garantir isonomia entre as candidaturas presidenciais no segundo turno. As informações são do g1.

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