A deputada federal e pré-candidata a prefeita de Jaboatão dos Guararapes, Clarissa Tércio ( PP), marcou presença na reunião política, liderada por Nivaldo do Gás, em Jardim Jordão, realizada na noite desta segunda-feira (27). O encontro teve como objetivo tratar sobre as deficiências na saúde pública em Jaboatão
“Fiz questão de ouvir atentamente os moradores da comunidade, cada problema, cada necessidade, que na verdade são muitas e precisam ser solucionadas pelo poder público. Jaboatão precisa de cuidado, o nosso povo precisa ser cuidado. Precisa de olhar para crianças e idosos com a sensibilidade e com o olhar de mulher. Para a saúde e educação com olhar de mulher porque a nossa sensibilidade e coragem fazem a diferença”, declarou a deputada Clarissa Tércio.
Além da deputada, também estavam presentes os deputados estaduais Pastor Júnior Tércio e Cleiton Collins, assim como o deputado federal Lula da Fonte, todos do PP. Ao final do encontro, Clarissa se comprometeu em lutar pela saúde pública de Jaboatão.
O compositor, músico e personagem da cultura popular de Caruaru, Onildo Almeida, completa 98 anos, hoje. Nascido em 13 de agosto de 1928, na Rua dos Guararapes, no centro da cidade, Onildo chegou ao mundo em um período marcado por histórias que atravessavam a família e a própria memória caruaruense. Quase um século depois, seu nome permanece associado às tradições, aos sons e às histórias que ajudaram a construir a identidade cultural do município.
Desde menino, Onildo acompanhou de perto o movimento da Feira de Caruaru, cenário que se tornaria uma das principais referências de sua trajetória. Essa vivência inspirou uma de suas obras mais conhecidas, “A Feira de Caruaru”, música que ganhou projeção nacional na voz de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, e se tornou um dos grandes símbolos da cultura popular nordestina. Com seus versos, Onildo transformou em música os personagens, os costumes, os produtos e a riqueza da feira, eternizando em uma canção uma parte fundamental da identidade de Caruaru.
Neste aniversário de 98 anos, Onildo Almeida celebra não apenas a passagem de mais um ano, mas uma vida inteira dedicada à preservação da memória e da identidade de sua terra. Sua obra atravessa gerações e permanece viva entre aqueles que reconhecem em suas canções um retrato afetivo de Caruaru e do Agreste. Ao completar quase um século de vida, o compositor se confunde com a própria memória da cidade, um patrimônio vivo de uma cultura que, graças a sua música, continua a cantar suas histórias.
O podcast ‘Direto de Brasília’ da próxima semana será excepcionalmente na quarta-feira, ao invés da terça, por causa da concorrida agenda do jornalista e escritor Xico Sá. O programa é uma parceria deste blog com a Folha de Pernambuco, com transmissão para 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Xico vai falar da sua mais recente obra, o livro ‘O Tesoureiro: o esquema de corrupção, a fuga espetacular e a morte de PC Farias’. A obra mistura perfil, reportagem e memórias que revisitam a trajetória de Paulo César Farias, o PC Farias, tesoureiro da campanha presidencial de Fernando Collor de Mello.
Na época em que o escândalo envolvendo PC Farias estourou, Xico Sá já trabalhava como repórter de política da Folha de S.Paulo e foi o primeiro jornalista a revelar o paradeiro internacional do tesoureiro, após ele ter a prisão decretada e fugir do País.
O livro foca também nos bastidores da investigação da fuga cinematográfica de PC Farias Paraguai, Caribe e Europa, além de revisitar o assassinato dele e de sua namorada Suzana Marcolino em junho de 1996, na praia de Guaxuma, em Maceió, crime cercado de mistérios e sem culpados formalmente apontados pela Justiça.
Francisco Reginaldo de Sá Menezes, o Xico Sá, é natural do Crato, no Ceará, e já ganhou importantes prêmios do jornalismo, como o Esso, Folha, Abril e Comunique-se. Começou a carreira no Recife e foi colunista do jornal Folha de S.Paulo, no qual mantinha um blog diário em seu site até 2014.
Fez parte da bancada do programa esportivo Cartão Verde da TV Cultura, junto com o jornalista Victor Birner, o apresentador Vladir Lemos e o ex-futebolista Sócrates. Integrou também parte da bancada do Saia Justa, programa exibido pelo canal a cabo GNT e capitaneado por Mônica Waldvogel. Também participou do programa Amor e Sexo da Rede Globo.
Faz parte do programa Papo de Segunda, no GNT, com Marcelo Tas, João Vicente de Castro e Leo Jaime, além de contribuir semanalmente com uma coluna na edição brasileira do jornal El Pais. Desde 2021, tem uma coluna no Diário do Nordeste. Desde maio de 2022 é comentarista e apresentador eventual do programa jornalístico independente ICL Notícias, dividiu a bancada com a jornalista Vivian Mesquita e com o economista Eduardo Moreira.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
Um relatório de vistoria do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), realizado no Hospital dos Servidores do Estado (HSE), revela que problemas na assistência oncológica do SASSEPE já estavam identificados desde março deste ano. O documento aponta uma série de irregularidades e recomendações para a melhoria do serviço, incluindo a ausência de médico exclusivo durante a realização de quimioterapias, equipe profissional insuficiente, falhas na estrutura física e condições consideradas inadequadas para garantir a segurança dos pacientes.
A fiscalização, motivada por solicitação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), também identificou gargalos no fluxo de diagnóstico e tratamento, como dificuldades relacionadas à autorização e à logística de exames imuno-histoquímicos. O relatório registra ainda que não havia médico presente no setor de quimioterapia nem escala formal para garantir esse acompanhamento durante todo o funcionamento do serviço, situação classificada pelo Cremepe como irregularidade e passível de notificação imediata. O documento, assinado em abril, mostra que os problemas já estavam formalmente registrados enquanto pacientes continuavam dependendo do serviço oncológico do SASSEPE. Confira, na íntegra, o relatório:
Era uma vez, um candidato ao Senado que não sabia se mudava o mundo ou comprava um sorvete. Seria compreensível, se a solução do mundo dependesse de um sorvete. Não depende. A indecisão é pior do que o caminho errado. Quem erra o caminho faz um retorno adiante, mas o indeciso bate no poste.
Esta coluna poderia promover um desfile de expressões desse tipo para tentar explicar a proporção dos ruídos que saíram do Palácio do Campos das Princesas, ontem, quando ao longo de algumas horas surgiram informações de que Túlio Gadêlha (PSD) havia desistido de ser candidato e depois “desistiu de desistir”. Mas é impossível normalizar a impressão de confusão e bagunça de uma chapa que, até o momento em que esse texto está sendo escrito, ainda não conseguia fechar seu registro no TSE para a campanha que já começa domingo (16).
O dia havia começado com uma tentativa de demonstrar exatamente o contrário. Raquel Lyra (PSD) reuniu, pela primeira vez, sua chapa majoritária em agendas administrativas no Recife e em Olinda. Ao lado da vice Priscila Krause (PSD) e dos candidatos ao Senado, Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD), a governadora apresentou o time que pretende levar para a campanha. Era a imagem de unidade que faltara durante os meses de disputas e negociações pelas vagas.
Durou pouco. Horas depois, espalhou-se a informação de que Túlio havia “desistido da candidatura”. Não se tratava apenas de mais um rumor entre tantos que acompanharam a montagem da chapa. O deputado já havia adiado duas vezes o anúncio de seus suplentes, e diferentes veículos passaram a noticiar que a decisão de abandonar a disputa havia sido comunicada ao Palácio. A chapa apresentada pela manhã parecia ter perdido um integrante antes do fim do dia.
Uma reunião de emergência foi convocada no Palácio do Campo das Princesas. O encontro entrou pela noite, com a participação de integrantes do núcleo político, de Eduardo da Fonte e de Miguel Coelho. A presença de Miguel, que havia disputado até os últimos dias uma das vagas ao Senado, ampliou as especulações sobre uma possível substituição. Mais tarde, surgiu a versão de que a governadora havia “convencido Túlio a permanecer”. Mas até a “desistência de desistir” ficou pairando no noticiário sem conclusão, por horas. Só terminou quando, perto das 23h, o próprio Túlio escreveu no Instagram que, sim, “é candidato ao Senado”.
Quando uma campanha precisa reunir seus principais líderes durante horas apenas para confirmar se um candidato continuará sendo candidato, após as convenções e faltando 72h para o fim do prazo de registro, o problema já ultrapassou o limite do bom senso. Quem segura esse volante precisa indicar o caminho a seguir e garantir que os outros ocupantes do veículo sorriam, coloquem o cinto, acenem e parem de fazer bagunça, para a segurança de todos.
Uma chapa majoritária não é formada apenas por quatro nomes exibidos lado a lado no material eleitoral. Precisa funcionar como time, dividir agendas, defender candidaturas e oferecer aos aliados alguma previsibilidade. Prefeitos, deputados e lideranças locais precisam saber quem apresentar ao eleitor. A coordenação precisa definir onde cada candidato estará, qual discurso sustentará e de quem pedirá votos.
A instabilidade em torno de Túlio desorganiza tudo isso. As indefinições sobre suplentes reforçam a sensação de que nem mesmo as escolhas internas mais básicas foram concluídas. Em vez de começar a campanha apresentando propostas e ocupando o estado, o grupo permanecerá discutindo quem estará dentro dele até quando?
Durante meses, a disputa pelas vagas ao Senado favoreceu Raquel. Miguel Coelho (União), Eduardo da Fonte, Túlio Gadêlha e Fernando Dueire (PSD) orbitavam o Palácio em busca de espaço. A governadora permanecia no centro das decisões, enquanto aliados competiam por sua preferência. A indefinição podia ser interpretada como demonstração de força porque havia mais candidatos do que vagas.
Esse prazo terminou nas convenções. A partir delas, manter decisões abertas deixou de demonstrar poder e passou a sugerir falta de organização. Raquel conseguiu reunir muitos partidos, prefeitos e lideranças, mas agora precisa mostrar que essa quantidade pode ser convertida em sintonia eleitoral.
O desgaste não fica restrito à eleição para o Senado. É Raquel quem lidera a chapa e quem responde por sua capacidade de funcionar. Se os candidatos entram em conflito, ameaçam sair ou desconhecem o próprio destino, a desorganização é projetada sobre a candidatura ao governo. O eleitor pode não acompanhar cada disputa por suplência, pode nem saber o que diabos é um suplente ou para o que ele serve, mas compreende quando um grupo não consegue transmitir segurança sobre as próprias decisões.
Nascida e criada nos engenhos de cana-de-açúcar da Zona da Mata de Pernambuco, Chiara Ramos construiu uma trajetória dedicada à ampliação da presença de mulheres negras e indígenas nos espaços de saber, poder e decisão
A trajetória da jurista, escritora e professora pernambucana é profundamente atravessada por sua origem e pelo território onde cresceu. Mulher negra, também de ascendência indígena, Chiara construiu uma carreira acadêmica e profissional de destaque e hoje atua para ampliar a presença de mulheres negras e indígenas em espaços historicamente negados a elas.
Procuradora Federal, professora de Direito e doutoranda em Ciências Jurídico-Políticas pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em cotutela com a Universidade de Roma – La Sapienza, Chiara é presidenta da Abayomi Juristas Negras e cofundadora do Selo Juristas Negras. É graduada e mestre em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco e autora e coautora de obras que articulam Direito, justiça, raça, memória e identidade, entre elas: A Justiça é uma Mulher Negra, Animal como Sujeito de Direito, traduzido para sete idiomas, e Diáspora: Retorno, Corpo e Memória.
Sua trajetória, no entanto, não se resume às credenciais acadêmicas e profissionais. A experiência construída entre a advocacia pública, a universidade, a docência, a produção intelectual e a atuação coletiva orienta seu trabalho e sua reflexão sobre as desigualdades que ainda estruturam o Sistema de Justiça e sobre as possibilidades concretas de transformação dessas estruturas.
Divulgada hoje, a nova rodada da pesquisa PoderData/Aya traz o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com leve vantagem numérica em uma eventual disputa direta pelo Palácio do Planalto contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na simulação mais acirrada, o petista aparece com 46%, contra 45% das intenções de voto do parlamentar carioca.
Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, os candidatos estão em situação de empate técnico. Nesse cenário, os votos brancos e nulos somam 8% e apenas 1% dos entrevistados disse não saber em quem votar.
Além do confronto com o senador fluminense, o levantamento mediu outros três cenários de segundo turno, confirmando um quadro de disputas apertadas. Já em um cenário com o ex-governador Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), a distância é mínima e configura um novo empate técnico, com o atual presidente com 45%, ante 44% do ex-governador goiano. Os brancos e nulos são 10%, e os indecisos somam 1%.
Na segunda simulação alternativa, a paridade estatística se repete dentro do limite da margem de erro. O atual presidente marca 45%, contra 43% do ex-governador Romeu Zema (Novo-MG). Nesta testagem, o grupo de pessoas que pretendem votar em branco ou anular também chegou a 10%, com 1% de eleitores que afirmam não saber em quem votar.
Por fim, quando o adversário testado é Renan Santos (União Brasil), o atual chefe do Executivo aparece numericamente à frente e fora da margem de erro estatística. O petista alcança 46%, frente a 37% das intenções de voto destinadas a Santos. Nessa configuração, o índice de brancos e nulos salta para 15%, enquanto 2% não sabem ou não responderam.
Metodologia
A pesquisa PoderData/Aya ouviu 2.400 pessoas em 658 municípios das 27 unidades da federação, entre os dias 9 e 12 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. O registro da pesquisa no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-06868/2026.
A Prefeitura do Recife dá continuidade, neste mês, ao trabalho integrado voltado à população em situação de rua, com novas ações nos bairros da Boa Vista e do Derby. As atividades serão realizadas neste sábado (15) e no dia 29, na Praça Maciel Pinheiro, e no dia 19, na Praça do Derby, sempre a partir das 8h. A programação reúne serviços de assistência social, saúde e política sobre drogas, ampliando o acesso da população aos cuidados e à rede de serviços municipais.
A atuação é realizada pela Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome (SAS), por meio da Abordagem Social e da Política sobre Drogas, em articulação com a Secretaria de Saúde do Recife (SESAU). A presença das equipes nos territórios permite identificar necessidades, realizar atendimentos e construir, de forma individualizada, os encaminhamentos para os serviços da rede municipal. As ofertas de acolhimento institucional e de tratamento são realizadas mediante adesão voluntária, em respeito ao direito constitucional de ir e vir.
“Nosso trabalho é estar presente nos territórios e garantir que as pessoas em situação de rua tenham acesso aos serviços públicos de acordo com suas necessidades. A Praça Maciel Pinheiro é um dos locais prioritários dessa atuação, assim como outros pontos da cidade que demandam uma presença mais próxima das equipes. O Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS) é estratégico para alcançar pessoas em extrema vulnerabilidade, viabilizando a efetivação da política de assistência social e, consequentemente, a garantia de direitos”, afirma a secretária de Assistência Social e Combate à Fome do Recife, Pâmela Alves.
Depois de um dia em que teria chegado a desistir da candidatura ao Senado, o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) foi demovido da ideia pela governadora Raquel Lyra, que vinha administrando insatisfações.
“Sou candidato ao Senado por Pernambuco… Fui escolhido pela governadora Raquel e conto nesse projeto com mais de 100 prefeitos e prefeitas, que conhecem o meu trabalho e meus valores. O Senado nos espera!”, disse nas redes sociais, ontem à noite, sem anunciar os suplentes.
Túlio Gadêlha reclamava de a candidatura não estar sendo impulsionada. A governadora mobilizou líderes políticos para apoiar o único viés lulista na chapa. Ainda chateado, na terça-feira avisou que seriam seus suplentes a ex-deputada Dulci Amorim e o vice-presidente do PSD no estado, André Teixeira Filho, homem da confiança da governadora.
Marcou uma coletiva de imprensa e desmarcou em seguida. Raquel Lyra não gostou. Queria fazer de forma coletiva, mostrando união e sintonia da equipe. Ao saber do nome de André Teixeira na suplência de Túlio Gadêlha, Eduardo da Fonte também não teria gostado. Nova crise se instalou. Diante de tantos contratempos a quatro dias do início da campanha, a governadora buscou alternativas.
Para amortizar os transtornos, contou com o apoio do grupo Coelho, que indicou o ex-secretário Carlos Andrade Lima para a primeira suplência de Da Fonte. Após tantos transtornos, o dia da governadora parece ter sido rearrumado. O deputado Túlio Gadêlha já pode assinar a ata da convenção, ocorrida no dia 2, para que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) homologue a chapa. Ele ainda não havia feito isso.
O ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) ultrapassou a governadora Raquel Lyra (PSD) na disputa pelo Governo de Pernambuco. Pesquisa do Instituto Revista Total Brasil, divulgada na madrugada de hoje, aponta o socialista com 48% das intenções de voto, contra 45% da governadora, no cenário estimulado.
Ivan Moraes (PSOL) aparece com 0,33% e Camila Falcão (UP), com 0,25%. Brancos e nulos somam 4,58%. Outros 0,75% disseram não saber em quem votar ou estão indecisos, enquanto 0,08% não responderam.
Na pesquisa anterior do instituto, divulgada em 28 de junho, a governadora estava 9 pontos percentuais à frente, com 51,17%, contra 41,75 de João Campos. Agora, João lidera por 2,25 pontos.
De junho para agosto, o prefeito do Recife ganhou 6,38 pontos percentuais, passando de 41% para 48%. Raquel caiu 5,29 pontos, de 51% para 45%.
A pesquisa também mediu a rejeição dos candidatos. Nesse levantamento, Raquel aparece com o maior percentual. Quando perguntando em quem “não votaria de jeito nenhum”, 47,54% dos entrevistados apontaram Raquel Lyra. João Campos foi citado por 40,13%. Ivan Moraes aparece com 2,50% e Camila Falcão, com 1,75%. Branco ou nulo soma 5,16%. Outros 1,92% não souberam responder ou estão indecisos e 1% não respondeu.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-05026/2026. Foram ouvidos 1.200 eleitores, entre os dias 7 e 9 de agosto, em entrevistas presenciais. O levantamento ouviu eleitores em municípios das cinco mesorregiões de Pernambuco e considerou, na ponderação da amostra, sexo, faixa etária, escolaridade e nível econômico. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é 2,31 pontos percentuais para mais ou para menos.
A Polícia Federal deflagrou, hoje, em parceria com o Ministério Público Federal, com a Receita Federal do Brasil e com a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, a Operação Arena, para investigar grupo empresarial suspeito de utilizar estrutura societária e financeira no exterior para ocultar a origem e a destinação de recursos provenientes da exploração de jogos de azar e de apostas esportivas. O principal alvo é a empresa paraibana PixBet.
São cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Paraíba, além de medidas de quebra de sigilo telemático e bancário e sequestro de até R$ 1,1 bilhão, nos estados da Paraíba, de São Paulo, de Sergipe, do Rio de Janeiro e do Paraná. As informações são do blog do Wallison Bezerra.
Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de evasão de dívidas, lavagem de dinheiro, além de outros crimes contra o sistema financeiro nacional.
Enquanto a Band promoveu debates em 13 estados e no Distrito Federal no último domingo, Pernambuco ficou de fora. Essa ausência levanta uma questão política e jornalística relevante. Até o momento, não houve uma explicação pública amplamente divulgada que justifique por que Pernambuco ainda não entrou no circuito dos debates televisivos, diferentemente da maior parte do País.
A impressão que fica é que o tema simplesmente desapareceu da pauta. Em um Estado que costuma ter disputas intensas e grande interesse político, é curioso que nem as emissoras nem as campanhas estejam pressionando para definir datas e regras dos debates.
O que está ocorrendo em Pernambuco? As eleições no Estado parecem seguir um ritmo completamente diferente do restante do território nacional. Em São Paulo, já houve debate. Na Paraíba, Estado vizinho, já ocorreram dois. Em diversos estados, enfim, os candidatos já começaram o confronto de ideias diante dos eleitores.
Em Pernambuco, porém, o silêncio chama a atenção. Não há datas consolidadas, não há discussão pública sobre os debates e ninguém parece cobrar explicações. É como se o assunto simplesmente não existisse.
Afinal, por que Pernambuco está fora desse calendário? Quem ganha com essa ausência? E, principalmente, quando o eleitor pernambucano terá a oportunidade de ver seus candidatos frente a frente? Hoje, a sensação é a de que, sobre esse tema, vale o velho ditado: ninguém sabe, ninguém viu.
PEGOU FOGO – Em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, o confronto na Band entre o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o candidato do PT, Fernando Haddad, abrangeu os mais variados temas: Cracolândia, segurança pública e o combate ao crime organizado, além do Primeiro Comando da Capital (PCC). Os concorrentes também travaram discussões sobre Jair Bolsonaro e a gestão do presidente Lula (PT), e Tarcísio chegou a dizer que Haddad estava “muito focado em Bolsonaro” e que “isso foi em 2018, já passou”.
Comigo não, reage Ciro – Um ato falho do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), durante o primeiro debate entre os candidatos ao governo do Ceará chamou a atenção nas redes sociais. Ao citar seus aliados políticos durante uma discussão sobre educação, o candidato afirmou que “anda com Ciro Gomes”, adversário na disputa, com o qual trocou farpas. A declaração provocou reação imediata de Ciro (PSDB) que, mesmo sem estar com a palavra, respondeu: — Comigo, não. Além de Ciro, Elmano citou Luizianne Lins, deputada federal, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Quanto ao deslize, queria se referir a Cid, irmão de Ciro, mas trocou as bolas.
Cemitério como ponto de drogas – O Cemitério de Serra Talhada estava sendo utilizado como ponto de ocultação de drogas, balanças de precisão e outros materiais relacionados ao comércio de entorpecentes. A utilização do cemitério teria como objetivo dificultar a localização dos materiais pelas forças de segurança e preservar os pontos utilizados pelo grupo para a prática criminosa, segundo constatou a Polícia Civil durante a operação Necrópole.
Estado democrático – As entidades que representam veículos de comunicação manifestaram preocupação com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou uma operação de busca e apreensão contra o ex-secretário de Assuntos Legislativos do Maranhão, Raimundo Cutrim. Ele é apontado pela Polícia Federal como fonte de informações utilizadas pelo jornalista Luís Pablo em reportagens sobre o uso de veículos oficiais por familiares do ministro Flávio Dino.
Sigilo da fonte – Em nota, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) classificaram o episódio como motivo de “profunda preocupação” e questionaram os efeitos da medida sobre o sigilo da fonte jornalística. As entidades afirmaram que decisões judiciais que resultem na quebra do sigilo de fontes “não têm amparo constitucional” e podem criar precedentes capazes de ameaçar a liberdade de imprensa.
CURTAS
POSITIVO – O saldo da reunião, ontem, no Palácio da Alvorada, entre Lula e Davi Alcolumbre, foi “bastante positivo”, de acordo com um parlamentar a par dos detalhes do encontro, do qual participaram também o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a líder do governo no Senado, Teresa Leitão.
DESTRAVAR – Lula pediu a Alcolumbre para destravar no Senado as duas pautas mais importantes para o governo neste segundo semestre: a PEC que prevê o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública, já aprovada pela Câmara e que busca integrar as polícias brasileiras para combater o crime organizado. Alcolumbre deu sinais de que a PEC da Segurança Pública pode ser votada em plenário antes das eleições.
DIFICULDADES – Quanto à PEC que vai acabar com a escala 6×1, o provável, de acordo com o falado na reunião, é que sua tramitação seja destravada, mas sem indicação de que poderia ser votada neste ano. Entre os temas de interesse do governo que enfrentam dificuldades de avanço no Senado estão a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública.
Perguntar não ofende: Qual emissora de TV vai provocar o primeiro debate entre Raquel e João?
A primeira mulher eleita deputada federal pelo Pará, Lúcia Daltro Viveiros, morreu na terça-feira (11), em Belém, aos 91 anos. A morte foi confirmada pela família e o sepultamento ocorreu nesta quarta-feira (12).
Segundo a biografia da Câmara dos Deputados, Lúcia Viveiros foi a primeira mulher na história do Parlamento brasileiro a presidir sessões da Casa. As informações são do g1.
Eleita deputada federal em duas ocasiões, Lúcia Viveiros teve uma trajetória marcada pela atuação política e pela defesa dos direitos das mulheres.
Ela foi eleita deputada federal pelo Pará pelo MDB, em 1979, e pelo PDS, em 1983. Também exerceu dois mandatos na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), entre 1979 e 1987.
Na década de 1970, Lúcia Viveiros concentrou esforços na luta pela defesa dos direitos das mulheres.
Em 1975, fundou e presidiu a Legião da Mulher Paraense (Lempa), entidade que promovia assistência jurídica e social.
Gesto ousado
Lúcia Viveiros também protagonizou um gesto considerado ousado para a Belém da década de 1970: foi a primeira mulher a entrar no plenário da Câmara dos Deputados usando calças compridas.
Além da carreira política, Lúcia Viveiros era engenheira, professora universitária e atuou como comunicadora no rádio e na televisão.
Em nota, a Alepa manifestou pesar pela morte e afirmou que Lúcia Viveiros deixa um legado histórico como a primeira deputada federal eleita pelo Pará.