Os produtores do telefilme documental Utopias Peregrinas emitiram nota pública nesta quarta-feira, julho de 2025, em resposta ao texto assinado pelo jornalista Antônio Magalhães que compara Dom Helder Câmara a Eduardo Bolsonaro. No documento, os realizadores classificam a comparação como “desinformação e má-fé” e afirmam que ela fere a memória do arcebispo e o compromisso ético do jornalismo. Leia na íntegra:
NOTA PÚBLICA – DOS REALIZADORES DO TELEFILME UTOPIAS PEREGRINAS
É com perplexidade e indignação que nos deparamos com o texto assinado pelo jornalista Antônio Magalhães, onde, em um exercício de desinformação e má-fé, Dom Helder Câmara é comparado a Eduardo Bolsonaro. A publicação fere não apenas a memória de um dos maiores símbolos de dignidade e justiça social do Brasil, mas também insulta a inteligência dos leitores e o compromisso ético do jornalismo sério.
Leia maisDom Helder foi um homem de fé, coragem e compaixão. Enfrentou a ditadura militar com a palavra e com o exemplo, defendeu os pobres, os oprimidos e os direitos humanos quando fazê-lo era um risco de vida. Seu nome é sinônimo de resistência pacífica, espiritualidade libertadora e utopia concreta. Compará-lo a Eduardo Bolsonaro — figura associada a discursos autoritários e à necropolítica que despreza os mais vulneráveis — é distorcer violentamente a história. Eduardo Bolsonaro representa exatamente o oposto do que Dom Helder viveu, pregou e praticou.
Como realizadores do telefilme documental Utopias Peregrinas, que dedica-se inteiramente à vida, ao pensamento e à ação de Dom Helder Câmara, reiteramos nosso compromisso com a preservação de sua memória, de sua obra e de seus ideais. O Brasil precisa de mais Dom Helders — e menos tentativas de reescrever a história com cinismo e desrespeito.
Seguiremos honrando seu legado com verdade, arte e responsabilidade.
Os realizadores de Utopias Peregrinas
Alumia Filmes
Carol Vergulino
Camilo Cavalcante
César Rocha
Julho de 2025
Leia menos
















