O deputado federal Coronel Meira presidiu, nesta terça-feira (9), uma audiência conjunta das Comissões de Segurança Pública e de Comunicação da Câmara dos Deputados com a participação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. Durante a reunião, o ministro apresentou as principais ações da pasta voltadas ao combate ao crime organizado, com foco na asfixia financeira de facções criminosas, na modernização do sistema prisional, no aumento da taxa de esclarecimento de homicídios e no enfrentamento ao tráfico ilegal de armas. Ao abrir os trabalhos, Meira destacou a importância do debate sobre segurança pública e das condições de trabalho dos profissionais da área. “Estamos tentando, com muita luta, melhorar as condições de trabalho do operador de segurança pública porque, sem ele, não se faz segurança pública no Brasil”, afirmou.
Durante a audiência, também foram discutidos temas relacionados à atuação da Polícia Federal, à regulação das plataformas digitais e a medidas de enfrentamento às novas modalidades de crime. Além do ministro, participaram da mesa a presidente da Comissão de Comunicação, deputada Maria Rosas; o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Eduardo Garrido Modesto; o secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas Costa Veloso; o secretário nacional de Políticas Penais, André de Albuquerque Garcia; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; e a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado.
O escritor Bruno Lago promove, na próxima segunda-feira (15), uma noite de autógrafos para o lançamento de seu segundo romance, Paradise Supernova. O evento será realizado no bar Beirute da Asa Sul, em Brasília. Publicitário com especialização em redes sociais, o autor tem se dedicado à produção de obras de ficção distópica, gênero que explora cenários futuros a partir de questões presentes na sociedade contemporânea.
Em Paradise Supernova, Bruno Lago apresenta um planeta marcado pela escassez de água e por temperaturas extremas, onde a população enfrenta os efeitos da crise hídrica enquanto o governante local ignora alertas e questiona soluções apontadas pela ciência. A trama também acompanha o relacionamento entre duas protagonistas em meio ao cenário retratado. O livro sucede O Descobrimento da Terra, romance em que o autor utilizou a chegada de seres alados ao planeta para abordar temas relacionados à idolatria e à liderança.
O vice-líder da oposição na Assembleia Legislativa (Alepe), deputado Romero Albuquerque (PSB), anunciou, nesta quarta-feira (10), que vai solicitar a convocação do secretário de Educação de Pernambuco, Gilson Monteiro Filho, para explicar o uso de recursos públicos que deveriam ter sido aplicados na manutenção predial de escolas da rede estadual de ensino. A decisão foi tomada após o parlamentar visitar dez unidades que aparecem em relatórios como locais com obras concluídas, o que não correspondeu ao cenário encontrado durante a fiscalização.
A medida é mais um desdobramento do caso conhecido como “Raquelão da Educação”, que já está na mira do Tribunal de Contas do Estado (TCE) devido a contratos com a Cetus Construtora, empresa que não poderia ser contratada pelo Governo de Pernambuco por estar em situação de inidoneidade. Dados iniciais apontam que os recursos envolvidos nas supostas irregularidades já superam R$ 160 milhões.
Leia mais“O escândalo do Raquelão da Educação está tirando dinheiro da educação e levando para onde? Eu já visitei dez escolas que constavam em documentos do próprio governo como locais com obras finalizadas e encontramos o contrário disso: obras inacabadas, estruturas precárias. E por isso eu vou pedir a convocação do secretário de Educação e do executivo responsável por esses contratos. Eles têm que explicar o que é que estão fazendo com o dinheiro do povo pernambucano”, declarou.
A convocação de secretários pela Alepe é prevista na Constituição estadual. Caso não compareça sem uma justificativa plausível, o dirigente pode incorrer em crime de responsabilidade.
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O deputado federal Pedro Campos (PSB) afirmou, nesta terça-feira (10), que encaminhará denúncias à Controladoria-Geral da União (CGU), ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal sobre um contrato de manutenção de escolas da rede estadual de Pernambuco que, segundo ele, apresenta irregularidades.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar realizou uma fiscalização nas escolas estaduais Marcelino Champagnat e Edivaldo de Sá Pereira e apontou suspeitas de superfaturamento em serviços relacionados à troca de telhados e à remoção de entulho. Segundo Pedro Campos, o contrato já havia sido suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE).
“A pintura foi feita, com problemas na execução, mas foi feita. Agora, a questão da troca de telhas, eles colocaram como se estivesse pagando a troca de todo o telhado, quando, na verdade, só trocaram algumas telhas que estavam quebradas”, declarou. O parlamentar informou ainda que levará o caso aos órgãos de controle e investigação.
A morte do bebê Davi Rodrigues Oliveira, de apenas 1 ano e 5 meses, após 18 dias aguardando uma vaga em UTI pediátrica, não pode ser tratada como mais uma estatística ou como um episódio isolado. Trata-se de um fato gravíssimo, que exige reflexão, responsabilidade e respostas concretas por parte do poder público.
Petrolina é frequentemente apresentada como uma cidade moderna, desenvolvida, referência regional em diversos indicadores econômicos e de crescimento. No entanto, a tragédia vivida pela família de Davi escancara uma pergunta que não pode ser ignorada: de que adianta o discurso do desenvolvimento quando uma criança perde a vida à espera de um leito de terapia intensiva?
Nenhuma obra de pedra e cal, nenhum viaduto, nenhuma avenida, nenhuma fachada bonita é mais importante do que a vida humana. O verdadeiro desenvolvimento de uma cidade não se mede apenas pelo crescimento econômico ou pelo volume de investimentos em infraestrutura. Mede-se, sobretudo, pela capacidade de proteger sua população nos momentos mais difíceis, especialmente suas crianças.
Leia maisSe as informações divulgadas forem confirmadas, Davi enfrentou uma longa espera enquanto seu estado de saúde se agravava. A ausência de uma estrutura capaz de responder com rapidez a um caso tão delicado revela uma realidade preocupante e incompatível com o protagonismo que Petrolina reivindica para si.
Este não é o momento para disputa política, mas também não pode ser um momento de silêncio. É necessário que haja transparência sobre as circunstâncias do caso, avaliação da capacidade instalada de leitos pediátricos de UTI na região e, principalmente, um plano efetivo para que nenhuma outra família passe pela mesma dor.
A morte de Davi precisa servir como um alerta. Uma cidade que se orgulha de seu desenvolvimento tem a obrigação de garantir que esse desenvolvimento chegue aos hospitais, aos postos de saúde e às estruturas que salvam vidas. Quando uma criança morre esperando atendimento especializado, a sociedade inteira fracassa.
Que a memória de Davi seja respeitada não apenas com homenagens, mas com providências concretas. O maior legado que pode surgir dessa tragédia é a construção de uma rede de saúde capaz de impedir que histórias como essa voltem a se repetir.
Porque nenhuma obra é maior do que uma vida. E nenhuma cidade pode se considerar plenamente desenvolvida enquanto faltar assistência para salvar suas crianças.
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A Justiça de Pernambuco determinou que a Prefeitura de Inajá remova ou recue, no prazo de 24 horas, uma estrutura metálica com lona publicitária instalada no trevo da PE-300 com a BR-316. A decisão foi proferida pelo juiz Daniel Luís de Oliveira, da Comarca de Inajá, em ação movida pelo empresário Leonardo Martins, proprietário de um outdoor que, segundo o processo, teve sua visibilidade integralmente bloqueada pela estrutura instalada pela gestão municipal.
Para garantir o cumprimento da medida, o magistrado fixou multa diária de R$ 5 mil ao prefeito Marcelo de Alberto, limitada inicialmente a R$ 20 mil, em caso de descumprimento da ordem judicial. A decisão também determina a intimação pessoal do gestor. O Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER-PE) foi intimado para informar se houve autorização para a instalação da estrutura na faixa de domínio da rodovia estadual, enquanto o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) foi cientificado para acompanhar o caso.
Na decisão, o juiz determinou que o município promova a desobstrução integral da linha de visibilidade do painel publicitário do autor da ação. Segundo os autos, o empresário alegou prejuízos à atividade comercial após a instalação da propaganda institucional da prefeitura em frente ao outdoor. O processo também questiona a ocupação da área pela gestão municipal sem autorização prévia do DER-PE.
A imagem acima, que vem circulando pelas redes sociais nos últimos dias, repercute um cenário que já se transformou em símbolo da crise da saúde pública em Pernambuco. Em ano eleitoral, a governadora Raquel Lyra (PSD) intensificou a divulgação de reformas, entregas e requalificações em hospitais estaduais. Nas últimas semanas, porém, a agenda positiva construída pelo governo passou a disputar espaço com uma sucessão de problemas registrados dentro de algumas das principais unidades de saúde do Estado.
O Hospital da Restauração, maior emergência do Norte e Nordeste e uma das principais vitrines dos investimentos anunciados pela gestão estadual, tornou-se o retrato mais evidente desse contraste. Enquanto o governo divulgava obras milionárias de recuperação de fachada, pintura, troca de esquadrias, reforma da Sala Vermelha e intervenções em diversos setores, o hospital acumulou ocorrências envolvendo queda de parte do teto do 7º andar, vazamentos internos apontados pelo Cremepe, infiltrações provocadas pelas chuvas, entrada de água em áreas de internação e novos registros de comprometimento da estrutura da enfermaria masculina.
Leia maisO caso do HR não ficou isolado. No mesmo período, o Hospital Agamenon Magalhães registrou dois desabamentos de teto em intervalo de poucos dias, um deles na área de triagem obstétrica e outro na ala de obstetrícia. No Hospital Barão de Lucena, parte da estrutura da UTI Neonatal cedeu poucos meses após intervenções de requalificação. Já no Hospital Getúlio Vargas, o forro do setor de Pediatria desabou durante a madrugada, obrigando o isolamento da área.
A crise estrutural caminha ao lado de outro problema recorrente: a superlotação. No fim de maio, uma paciente internada no Hospital Otávio de Freitas denunciou ao blog que aguardava uma cirurgia renal em meio a macas espalhadas pelos corredores, dificuldades de locomoção e falta de condições adequadas para os pacientes. O vídeo ganhou repercussão um dia após a governadora participar da entrega da requalificação do Bloco Cirúrgico Ambulatorial e da recepção da unidade, obra inserida em um pacote superior a R$ 158 milhões anunciado para o hospital.
Os problemas não se restringem à infraestrutura. No fim de maio, deputados estaduais da oposição apresentaram um relatório apontando redução proporcional dos investimentos em saúde, fechamento de unidades hospitalares e diminuição da oferta de leitos durante a atual gestão. O documento cita o fechamento do Hospital Jesus Nazareno, em Caruaru, do Hospital de Retaguarda em Neurologia, no Recife, e do Hospital Central de Paulista, além da redução de 226 leitos na rede estadual. O relatório também menciona denúncias sobre recipientes improvisados para coleta de urina no Hospital da Restauração e um documento interno relatando a presença de fezes e urina de roedores em uma área de armazenamento de equipamentos médicos do Hospital Agamenon Magalhães. O deputado federal Pedro Campos, por sua vez, afirmou que Pernambuco perdeu mais de 1,2 mil leitos do SUS desde o início da atual gestão.
O governo rebate as acusações. A secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti, contestou os números apresentados pela oposição, afirmou que Pernambuco alcançou em 2025 o maior volume de investimentos da história da saúde estadual e desafiou os parlamentares a comprovarem a alegada redução de leitos. Segundo ela, os fechamentos do Hospital Jesus Nazareno e do Hospital de Retaguarda em Neurologia foram compensados pela abertura de vagas em outras unidades, sem prejuízo para a rede. Zilda também negou ter sido procurada pelos deputados para tratar das denúncias envolvendo hospitais estaduais e afirmou que a gestão atua com “verdade, coerência e transparência”. A secretária sustenta que o orçamento da saúde passou de R$ 8,67 bilhões para R$ 11,42 bilhões entre 2022 e 2025, que 670 novos leitos foram abertos e que outros 1.500 deverão ser entregues nos próximos meses.
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O ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao governo, João Campos (PSB), esteve, nesta quarta-feira (10), no Sindicato dos Estivadores nos Portos do Estado de Pernambuco (Sindestiva-PE), no Recife. No espaço, fundado em 1891, Campos firmou compromissos em torno do fortalecimento da atividade.
“Agradecer por nos receberem na casa de vocês e poder fazer parte dessa história de luta e conquista de sonhos em favor dos trabalhadores portuários. Muitos de vocês lembraram aqui a relação de companheirismo que tiveram com meu pai, de como ele tratou vocês com respeito, das vezes em que chamou para tomar café da manhã com vocês e se antecipar aos desafios, fazendo uma escuta do que vocês tinham a relatar. A fruta não cai longe do pé, e eu firmo esse mesmo compromisso com vocês”, declarou. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisJoão Campos também voltou a defender a conclusão da Transnordestina como estratégica para o Porto de Suape e se comprometeu a, se eleito governador, trabalhar para que o governo de Pernambuco assuma a obra e o processo de concessão da operação da ferrovia, a partir de um fundo com aportes federais e estaduais.
“Vamos fortalecer a infraestrutura do nosso estado, em todos os seus modais, gerar um ciclo de expansão, porque muita gente não tem noção de que grande parte da riqueza do estado vem da capacidade de produção, da infraestrutura, e isso está ligado aos portos. Vamos trabalhar juntos, caminhar lado a lado”, prometeu.
Durante a reunião, João Campos recebeu do presidente do Sindestiva, Josias Martins, uma carta com solicitação de apoio às demandas da categoria. Também se fizeram presentes o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Portuários de Pernambuco, Severino Francisco dos Santos Filho, o presidente do Sindicato dos Arrumadores Portuários Avulsos de Pernambuco, Cláudio Roberto, o presidente do Sindicato dos Conferentes de Carga e Descarga de Pernambuco, Fernando Marcelo, e outras entidades sindicais.
A agenda foi acompanhada pelo pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), pela pré-candidata a senadora Marília Arraes (PDT) e pelo vereador do Recife e pré-candidato a deputado federal Rinaldo Junior (PSB).
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A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos no Brasil. Agora, o texto segue para análise de uma comissão especial para tratar do tema e, depois, para o plenário da Casa.
A proposta foi aprovada por 44 votos contra 18. Venceu o posicionamento do relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), que apresentou parecer favorável. As informações são da CNN.
Leia maisNa prática, a PEC faz com que adolescentes de 16 e 17 anos acusados de crimes hediondos, como homicídio, estupro e latrocínio, passem a responder criminalmente perante a Justiça comum e possam ser condenados à prisão. Hoje, menores de 18 anos não respondem pelo Código Penal e estão sujeitos apenas às medidas socioeducativas previstas no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
A votação se deu depois de o debate ser adiado três vezes por falta de consenso entre os congressistas de esquerda, sob o argumento de que diminuir a maioridade penal não resolveria o problema da criminalidade entre os mais jovens e poderia levá-los à reincidência. A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) chegou a apresentar um voto pela rejeição da PEC.
O texto foi apresentado em 2015, pelo então deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE). A proposta original tinha dispositivo que tornava obrigatório o voto em eleições para maiores de 16 anos e permitia com que a faixa etária pudesse se candidatar para o cargo de vereador. Esses trechos foram retirados pelo relator.
Somada à redução da maioridade penal em si, a PEC tramita de forma conjunta a outras duas propostas: uma delas sugere a responsabilização penal de menores de 18 anos nos casos de crimes hediondos ou de maus-tratos e crueldade extrema contra pessoas e animais; a outra prevê a responsabilização para adolescentes a partir de 12 anos que cometerem crimes cometidos com violência ou grave ameaça, crimes hediondos e crimes contra a vida. O parecer do deputado Coronel Assis também foi a favor das duas.
A CCJ não discutiu a PEC da Maioridade Penal em seu mérito. Os deputados fizeram apenas o debate para saber se as regras previstas no texto estão de acordo com as normas constitucionais. Para analisar a proposta em si, a pauta ainda precisa ser analisada por uma comissão específica antes de ser votada no plenário.
Como mostrou a CNN, a PEC ganhou força por conta da articulação do pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Nos últimos meses, o tema recebeu destaque após uma série de casos envolvendo menores de idade. Dentre eles, o estupro coletivo de uma adolescente de 12 anos no Rio de Janeiro; e o assassinato de um cão, conhecido como Orelha, em Santa Catarina. Este último foi arquivado sem comprovação de participação dos jovens.
Segundo o coordenador da campanha de Flávio ao Palácio do Planalto, o também senador Rogério Marinho (PL-RN), a intenção é pautar o assunto “no Senado e na campanha”. O objetivo é fazer com que a discussão funcione como um “contraponto” à PEC da 6×1, que visa reduzir a jornada de trabalho, que tem sido protagonizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Veja
O Tribunal de Contas da União (TCU) detectou um superfaturamento de 41,4 milhões de reais na construção da sede da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), no município de Goiana, em Pernambuco. A estatal é vinculada ao Ministério da Saúde.
O superfaturamento é referente ao contrato assinado em 2011, durante o governo de Dilma Rousseff, para a execução de obras civis e montagem do complexo fabril de hemoderivados e biotecnológicos. Com base no resultado das investigações, o TCU citou o Consórcio Biotec, responsável pela obra, para que no prazo de 15 dias apresente sua defesa no processo, ou seja, refute a irregularidade ou recolha aos cofres públicos os valores cobrados indevidamente.
Segundo o edital, o valor atualizado que o Consórcio Biotec terá de restituir aos cofres públicos, caso as alegações finais não sejam aceitas pelo Tribunal de Contas da União, atinge o montante de 63,8 milhões de reais. O Consórcio pertence às empresas Mendes Junior e TEP Tecnologia. O débito da Biotec terá de ser pago em solidariedade pelo ex-diretor da Hemobrás Romulo Maciel Filho, o ex-gerente Marcelo Carrilho Pessoa e o assessor Tomás de Albuquerque Borges. As empresas podem recorrer à Justiça.
Faleceu, hoje, aos 96 anos, no Recife, a irmã mais velha do ex-governador Jarbas Vasconcelos, Milita Ferreira Lima. O deputado estadual Jarbas Filho (PSD) postou, em suas redes sociais, a homenagem póstuma descrita abaixo. O velório está acontecendo no cemitério Morada da Paz e, em seguida, o corpo será cremado em uma cerimônia para a família e amigos íntimos.
“Hoje me despeço de uma pessoa que marcou profundamente a história da nossa família. Minha tia, Maria Carmelita Vasconcelos Ferreira Lima, a quem chamava com carinho de Vovó Milita, partiu deixando um legado de amor, generosidade e dedicação aos que tiveram o privilégio de conviver com ela.
Irmã mais velha do meu pai, foi muito mais do que uma tia. Foi presença constante, porto seguro e uma das pessoas que ajudaram a moldar os valores e o caráter de toda uma geração da nossa família. Ao longo da vida, exerceu com grandeza o dom de cuidar, acolher e unir.
Hoje, o coração está apertado pela saudade. Mas também está cheio de gratidão por tudo o que ela representou para nós. Pelos ensinamentos, pelo carinho, pelos exemplos e por tantas lembranças que permanecerão vivas para sempre.
Que Deus conforte toda a nossa família neste momento de dor e receba Milita em Sua infinita misericórdia.
Descanse em paz, Vovó. Sua história continuará viva em cada um de nós”.
Por Fernando Rêgo Barros *
Vai começar mais uma Copa do Mundo. Desde criança, sou apaixonado pelos Mundiais de futebol. Assisto a todos os jogos que posso. Não só aos do Brasil. Sempre liguei a TV até mesmo para ver em campo seleções mais fracas. Só para dar um exemplo, na Copa de 2002, no Japão e na Coreia do Sul, tínhamos jogos às 3 da manhã. Eu colocava o despertador para tocar às 2h50 para não perder nada. Mas, nesta Copa de 2026, amigos, a Fifa resolveu testar a minha paixão com essa história de fazer “a maior Copa de todos os tempos”.
Ampliar de 32 para 48 os países classificados para a competição foi, a meu ver, um desatino. Claro que a entidade máxima do futebol há muito só pensa no lucro e não no espetáculo. E daí que estamos para dar início a uma Copa do Mundo com seleções do nível de Haiti, Curaçao, Panamá, Catar, Cabo Verde e Uzbequistão. Nada contra esses países. Mas que eles tivessem conseguido a vaga por merecimento e não porque a Fifa resolveu alargar tanto o Mundial.
Leia maisPara se ter uma ideia da queda da qualidade da Copa, basta lembrar que a América do Sul, com apenas dez países filiados à Fifa, teve 6 vagas diretas e ainda podia ter mais um país classificado na repescagem. Isso só não aconteceu porque a Bolívia conseguiu perder, pasmem, para a fortíssima seleção do Iraque.
Com a ampliação, o Mundial terá 40 jogos a mais (eram 64 e agora serão 104 partidas). É jogo demais até para os loucos por Copa do Mundo, como eu. Acho que, com essa quantidade de jogos, a Fifa vai acabar por conseguir fazer com que muita gente só se interesse mesmo em seguir os jogos da Copa a partir da segunda fase, com a exceção de algumas poucas partidas da fase de grupos que ainda valem a pena. É o que já ocorre, por exemplo, com a Liga dos Campeões da Europa, em que muitos só passam a acompanhar a partir das oitavas de final.
A FIFA NÃO DIZ NADA – Além do excesso de jogos, também quero pontuar o modo condescendente da Fifa com o governo dos Estados Unidos na organização desta Copa. Em 2014, quando o Brasil sediou o Mundial, os dirigentes da Fifa faziam mil exigências e todas tinham de ser atendidas à risca. Até a venda de bebidas alcoólicas, que já era proibida nos estádios brasileiros, voltou a ser permitida. Agora, temos visto as autoridades americanas impondo uma série de restrições aos atletas de outros países, notadamente à delegação do Irã, não por acaso o país que tem um conflito em andamento com os Estados Unidos.
O Irã, que na fase de grupos fará dois jogos em Los Angeles e um em Seattle, foi obrigado a se hospedar no México e só teve autorização para entrar nos Estados Unidos 36 horas antes das partidas. Outra situação absurda ocorreu com o árbitro Omar Artan, da Somália, considerado um dos melhores árbitros africanos. No último sábado, depois de interrogado por quase onze horas, ele teve a entrada negada pela imigração dos Estados Unidos. O que a Fifa fez diante dessas situações? Absolutamente nada. Nem sequer uma nota de repúdio.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, tem adotado um comportamento de quase submissão ao governo do presidente Donald Trump. E nunca iremos esquecer que, cúmulo da bajulação, Infantino fez a Fifa criar um prêmio da Paz para ser concedido a Trump na cerimônia do sorteio dos grupos da Copa, em dezembro do ano passado. A gentileza serviu quase como um prêmio de consolação para quem queria e não conseguiu ganhar o Nobel da Paz.
É isso. Apesar de todos os absurdos, ainda torço para que o bom futebol se imponha e supere esses despropósitos a que temos assistido. Vou torcer pelo Brasil e quero ver esta Copa pelas boas seleções que estarão presentes, pelos craques que estão se despedindo dos gramados e porque acredito que a Copa do Mundo ainda pode oferecer o melhor do futebol mundial. Ainda espero ver boas exibições individuais ou coletivas. Daquelas que nos fazem amar o futebol e nos maravilharmos com dribles, passes e gols de um Messi, um Cristiano Ronaldo, um Mbappé, um Vini Júnior (ou até um Neymar, vai!). Que venha a Copa!
*Jornalista
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