Após ser socorrido com uma suspeita de infarto para o Hospital Regional Emília Câmara, o blogueiro Júnior Finfa precisou ser transferido para a emergência cardiológica do Hospital Eduardo Campos, em Serra Talhada.
Segundo o blog do Nill Júnior, Finfa passou mal enquanto recebia uma homenagem em São José do Egito, precisando ser socorrido e ficar em observação na ala vermelha do Emília Câmara, mas consciente. Dependendo da avaliação médica, Finfa pode fazer um cateterismo no Eduardo Campos. A esposa Valquiria o acompanha.
Nunca uma eleição presidencial no Brasil esteve atrelada a um outro poder, o Judiciário, cuja crise no Supremo Tribunal Federal pode interferir no resultado do pleito. Até a imprensa internacional tem conduzido seu noticiário nessa direção.
O britânico Financial Times, um dos principais jornais de economia do mundo, descreve a crise no STF como uma “disputa acirrada” entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Ressalta que está “lançando uma sombra sobre a disputa” entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
O jornal cita analistas ao informar que a crise no STF é potencialmente prejudicial a Lula na disputa eleitoral. Um analista afirma que existe uma percepção em parte do eleitorado brasileiro de que Alexandre de Moraes está de alguma forma alinhado ao lado do governo.
“Embora Lula não tenha sido acusado no caso do banco Master, o episódio atinge um ponto sensível do veterano líder de esquerda, que no passado foi preso por corrupção em condenações posteriormente anuladas”, afirma o jornal londrino.
O jornal segue informando que Flávio Bolsonaro tem tentado tirar proveito da situação ao renovar as exigências pela destituição de Moraes, que condenou seu pai. ‘Um voto em Lula é um voto em Moraes’, disse ele a apoiadores na semana passada, relata o jornal.
O jornal destaca que Flávio foi citado no escândalo do Master, que é tema de inquérito no STF, após revelações em maio de que ele pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme Dark Horse — algo que o senador disse não ser ilegal.
Apesar dessas revelações, Flávio reduziu nas últimas semanas a diferença nas pesquisas de opinião, chegando a um empate técnico com Lula. O jornal cita analistas ao dizer que a crise no STF é potencialmente prejudicial a Lula na disputa eleitoral. Afirma que existe uma percepção em parte do eleitorado brasileiro de que Alexandre de Moraes está de alguma forma alinhado ao lado do governo.
“O episódio manchou a credibilidade de uma instituição aclamada internacionalmente nos últimos anos por defender o Brasil contra uma tentativa de golpe militar de Jair Bolsonaro, após sua derrota eleitoral para Lula em 2022”, diz o jornal. “Isso também revitalizou a direita brasileira, que há muito acusa Moraes de perseguir injustamente conservadores e restringir a liberdade de expressão.”
“O episódio levou o tribunal à beira de um colapso institucional e alimentou apelos por uma reforma do Judiciário”, acrescenta. “Isso também revitalizou a direita brasileira, que há muito acusa Moraes de perseguir injustamente conservadores e restringir a liberdade de expressão”, completa.
EMPATE TÉCNICO – A nova pesquisa Datafolha não mostrou mudança significativa no cenário eleitoral em função da crise no STF. Nem Flávio Bolsonaro, após a revelação de que é investigado em inquérito relacionado ao caso envolvendo Daniel Vorcaro, teve alteração nos índices. O levantamento, realizado entre terça-feira e quinta-feira, mostrou Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, o mesmo percentual da rodada anterior. Flávio Bolsonaro passou de 35% para 36%, dentro da margem de erro. No segundo turno, os dois repetiram os números da pesquisa anterior: Lula com 46% e Flávio com 44%.
Empatados na rejeição também – A pesquisa não é ruim para o presidente Lula. Ele permanece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro no primeiro e no segundo turnos. A avaliação do governo teve ligeira melhora no ótimo e bom, ainda que a avaliação negativa continue maior e o “desaprova” é maior do que o “aprova”. Esse é o ponto a melhorar nos poucos dias que restam. O empate na rejeição, com 47% para cada um dos dois candidatos, é o retrato dessa eleição: a batalha de rejeições. Flávio Bolsonaro se mostra um competidor difícil e resiliente. Quadro ainda indefinido a 17 dias do primeiro turno. O empate técnico mostra que a luta será voto a voto. Ganha quem conseguir mobilizar mais seus eleitores e os independentes.
Aumento do Bolsa questionado – A decisão do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de anunciar um reajuste do Bolsa Família em meio à disputa pelo Palácio do Planalto é considerada uma medida “eleitoreira” e que pode ter sua validade questionada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de acordo com especialistas em direito eleitoral. Economistas também contestam a medida. José Márcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos e professor titular do Departamento de Economia da PUC-Rio, afirma que os efeitos colaterais poderão ser mais desequilíbrio nas contas do governo e mais inflação. Ele pondera ainda que, no patamar atual de transferência, o programa pode acabar servindo de desincentivo ao trabalho.
Bandeiras manipuladas – A equipe jurídica da Coligação Pernambuco de Coração, liderada pela governadora Raquel Lyra (PSD), diz ter elementos de que bandeiras da candidata teriam sido usadas no ato de Flávio Bolsonaro por uma ação orquestrada pela direção do PSB. “Militantes falsos, vestidos com as cores partidárias da governadora, foram cooptados pela militância do PSB, pela direção da campanha do PSB, para criar um falso fato eleitoral, de maneira a vincular a governadora à candidatura à presidência [de Flávio Bolsonaro] com a qual ela não tem nenhuma conexão”, disse o advogado Edgar Moury Neto.
O ataque de Lula – O presidente Lula (PT) afirmou, ontem, em entrevista para a Rádio Itatiaia, que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, está utilizando o cargo na Corte para “fazer política”. “O André Mendonça estava utilizando o cargo dele de relator para fazer política, está provado. Estava fazendo denúncia seletiva, divulgando apenas aquilo que interessava para ele”, declarou. Sobre Alexandre de Moraes, Lula declarou que o magistrado sofre oposição do bolsonarismo por ter “defendido a democracia” durante as eleições de 2022 e o julgamento de tentativa de golpe de Estado.
CURTAS
BOLSA 1 – O reajuste do Bolsa Família anunciado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a 17 dias do primeiro turno colocou o seu adversário Flávio Bolsonaro, candidato do PL, diante de um dilema sobre como reagir à medida.
BOLSA 2 – Embora o candidato classifique o aumento como “ilegal” e diga que o petista tenta tirar proveito eleitoral do benefício, sua campanha avalia que não pode atacar frontalmente o programa sem correr o risco de ser associado à ideia de retirar ou reduzir recursos destinados à população de baixa renda.
NEGOCIAÇÕES – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, passou a receber ministros em seu gabinete ao longo do dia de ontem em mais uma rodada de conversas em meio à crise interna na Corte, após o impasse no julgamento desta semana e uma nova troca de acusações envolvendo integrantes do tribunal.
Perguntar não ofende: Alexandre de Moraes pode derrotar Lula?
O segundo debate entre os candidatos a governador de Pernambuco, encerrado há pouco, trouxe, na realidade, o mesmo cenário do confronto anterior: de um lado, um João Campos (PSB) convicto, assertivo e propositivo; do outro, uma Raquel Lyra, que vem acumulando dificuldades em sabatinas e confrontos públicos.
A expectativa em torno da participação da governadora era grande, mas ela não conseguiu controlar seu nervosismo, gaguejou e, em alguns momentos, como no embate sobre a empresa de ônibus do seu pai, da qual foi sócia, chegou, verdadeiramente, a ser nocauteada por um João bem informado sobre as condições da empresa e do grupo, além dos trabalhadores prejudicados.
Raquel não apresentou novidades, não respondeu de forma convincente às perguntas e voltou a demonstrar dificuldades para defender o seu governo e justificar o que não foi feito ao longo dos últimos quatro anos.
Um dos pontos altos do debate voltou a ser a educação. A promessa de 250 creches, que esteve entre as principais bandeiras da campanha de 2022, continua distante de ser cumprida. Até agosto, apenas 14 unidades haviam sido entregues, e a própria governadora já passou a projetar a conclusão da meta para 2027.
Mais uma vez, a governadora preferiu olhar para o futuro como se não tivesse um passado a explicar. O problema é que, em uma eleição, promessas precisam necessariamente ser confrontadas com aquilo que foi realizado, ou deixado de realizar, durante o período em que se esteve à frente do governo.
Na segurança pública, o contraste também apareceu. Em quatro anos, Raquel não inaugurou nem uma delegacia, e as delegacias da mulher deixaram de funcionar 24 h. Consequentemente, o Estado teve aumento do feminicídio em escala preocupante. Neste caso, ficou claro que o importante não é apenas defender as mulheres, mas fazer por elas.
Na saúde, o fechamento de cerca de 1.200 leitos foi novamente um dos temas que marcaram o confronto, sem resposta da governadora. E o debate terminou de forma melancólica quando entrou em cena a situação da empresa de ônibus pertencente ao pai de Raquel. A empresa encerrou as atividades depois de acumular dívidas trabalhistas, deixando trabalhadores afetados pelo passivo acumulado.
O episódio também levantou questionamentos sobre a falta de fiscalização, em um contexto no qual a empresa recebeu benefícios ao longo dos anos e acabou tendo suas atividades encerradas. Raquel integrou o quadro societário até 2018. A gestão estadual nega qualquer favorecimento à empresa.
Ao final, o debate da Cultura reforçou uma diferença que vem aparecendo nos confrontos entre os candidatos: João manteve uma linha de discurso baseada na defesa do que pretende fazer e na cobrança pelos resultados do atual governo; Raquel, por sua vez, voltou a ser confrontada com promessas e problemas que permanecem sem uma resposta definitiva.
A disputa eleitoral está longe de acabar e ainda haverá outros embates que poderão contribuir para definir os rumos da eleição. Mas, na noite da Cultura, a montanha novamente parecia muito maior do que o resultado apresentado por Raquel.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reunirá na próxima quarta-feira (23), às 19h, com artistas em ato na Fundição Progresso, no Rio. A expectativa é de que nomes como Caetano Veloso, Chico Buarque e Maria Bethânia participem. Antes desse evento, o petista terá uma ação de campanha voltada ao setor da saúde na capital fluminense.
Lula recebeu endosso de integrantes da classe artística nos últimos dias, como a atriz Malu Mader, Caetano e Bethânia. Em 2022, o petista também participou de ato de campanha com artistas em São Paulo.
No domingo (13), Caetano Veloso declarou voto em Lula. O artista baiano fez o gesto “L” com os dedos e disse “bora, Lula” durante show do Sesc, no Taguaparque, em Taguatinga, no Distrito Federal.
Em 2022, Caetano também anunciou apoio à eleição de Lula. Agora, em 2026, ele se junta à irmã, Maria Bethânia, que declarou voto no petista. A manifestação da cantora foi feita no sábado (12), durante apresentação no Coala Festival, no Memorial da América Latina, em São Paulo.
O vice-presidente nacional do PT e prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá, disse, na terça-feira (15), ao Poder360, não ter sido “convidado” para o ato de Lula com artistas no Rio. O dirigente é coordenador da campanha do presidente no Estado.
Quaquá fez elogios a Caetano, Chico e Maria Bethânia, que são eleitores de Lula, mas fez uma ponderação. “Não ganha 1 voto com isso. Não há dúvida de que Caetano, Chico e Bethânia são grandes artistas, mas eles já votam no Lula. Precisamos ganhar o voto de quem não vota nele. Do cantor gospel, do sertanejo. Política é agregar o que não tem”, declarou a este jornal digital.
O candidato ao Governo de Pernambuco e ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) e a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) voltaram a se enfrentar diretamente no debate desta quinta-feira (17), em Caruaru, promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste. João iniciou o embate perguntando sobre direitos trabalhistas e, em seguida, citou a participação societária de Raquel na Logo Caruaruense, empresa de transporte da família. “No período em que a candidata era sócia, tem mais de R$ 3 milhões de débitos de Previdência, inclusive quase R$ 1 milhão de débitos recolhidos dos trabalhadores e não transferidos para a Previdência”, afirmou.
Raquel contestou as acusações, disse que possuía participação minoritária, não administrava a empresa e que as obrigações foram pagas com o encerramento das atividades. “É impressionante como você tem capacidade de produzir informações falsas”, reagiu. João também questionou a governadora sobre a fiscalização dos ônibus da companhia durante sua gestão. “Quantas fiscalizações foram feitas nos ônibus da empresa da sua família enquanto você esteve como governadora?”, perguntou.
A discussão avançou para uma licitação envolvendo a empresa da família de Raquel. João citou o processo e lembrou que João Lyra Neto, pai da governadora, integrava o Governo de Pernambuco na época. Raquel rebateu lembrando que Eduardo Campos, pai do socialista, era o governador naquele período.
Logo depois de terminar o tempo do confronto entre os dois, Raquel aproveitou a dinâmica seguinte, com Ivan Moraes (PSOL), para retomar as críticas a João e comparar as trajetórias políticas dos adversários. Ivan reagiu à nova troca de acusações e citou a relação histórica entre as famílias dos dois candidatos. “Está muito chata essa arenga de vocês dois. É o tempo todo um xingando o outro. ‘Ah, foi o seu pai que fez, foi o seu pai que fez’. Os pais de vocês foram eleitos juntos. O pai dele era governador, o seu pai era vice”, afirmou.
O candidato do PSOL também mencionou a confusão registrada entre militantes antes do debate e defendeu que o confronto se concentrasse em propostas. “Está muito chato esse debate enquanto só há críticas de um lado e de outro”, disse. Segundo Ivan, a disputa entre os dois principais adversários estaria ocupando espaço que poderia ser usado para discutir medidas para áreas como educação e serviço público.
Em um trecho do primeiro embate direto entre Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) no debate realizado nesta quinta-feira (17), os dois discutiram sobre a área de segurança pública.
O candidato ao Governo de Pernambuco e ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) foi questionado, durante o debate desta quinta-feira (17), em Caruaru, sobre como pretende garantir governabilidade e recursos federais ao estado caso Flávio Bolsonaro (PL) vença a eleição presidencial. A pergunta foi feita pelo jornalista Alexandre Cunha, que citou a proximidade política de João com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o cenário apertado da disputa nacional. O encontro é promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste.
João concentrou a resposta na defesa da reeleição de Lula e não detalhou como seria a relação com um eventual governo de Flávio. “Eu tenho uma alegria muito grande de poder ser candidato ao Governo de Pernambuco contando com o apoio do presidente Lula. Eu tenho certeza que juntos nós vamos fazer muito por Pernambuco. Eu acredito verdadeiramente na reeleição do presidente Lula”, afirmou. O socialista também disse que pretende buscar parceria com o Governo Federal para obras como a Transnordestina, duplicação de rodovias e projetos de abastecimento de água.
A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) foi questionada, no terceiro bloco do debate desta quinta-feira (17), sobre os planos para ampliar o abastecimento de água em Pernambuco após a concessão dos serviços da Compesa. Em resposta ao jornalista Ian Sobral, Raquel citou investimentos do programa Águas de Pernambuco, obras em andamento e recursos públicos e privados previstos para os próximos anos, mas não afirmou se a tarifa cobrada dos consumidores será mantida. O encontro é promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste.
Responsável por comentar a resposta, o candidato Ivan Moraes (PSOL) chamou atenção justamente para esse ponto. “O jornalista deu à candidata a oportunidade de mais uma vez olhar para você e garantir que a tarifa d’água não vai aumentar, mas ela não teve condições de fazer”, afirmou. Ivan, que se posiciona contra a concessão dos serviços, defendeu a manutenção da Compesa sob controle público e argumentou que a empresa tem capacidade de buscar recursos para ampliar o abastecimento.
O candidato ao Governo de Pernambuco e ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) e a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) protagonizaram um dos principais embates do segundo bloco do debate desta quinta-feira (17), em Caruaru, promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste. Raquel questionou o socialista sobre a redução do ISS para empresas de apostas durante sua gestão na capital e disse que as bets representam um problema social, econômico e de segurança pública. “As pessoas estão deixando de comprar comida para fazer uma aposta no celular”, afirmou. João respondeu que é pessoalmente contrário às apostas, mas sustentou que a mudança tributária elevou a arrecadação municipal com a atividade de cerca de R$ 80 mil para R$ 80 milhões.
Na sequência, o ex-prefeito resgatou a denúncia revelada pelo Metrópoles sobre pagamentos feitos pela advogada Maria Eduarda Lucena, que trabalhou para a Aposta Ganha, a internautas que publicavam comentários favoráveis a Raquel e críticos a ele nas redes sociais. A reportagem apontou repasses de R$ 75 por semana e mostrou mensagens com orientações sobre o teor das postagens. “Eu queria lhe perguntar se a candidata entrou com ação contra a advogada […] que confirmou que estava pagando via Pix para pessoas que me atacavam na rede social”, disse. A governadora classificou a fala como “mais uma acusação irresponsável” e voltou a questionar a política tributária adotada pelo Recife para o setor.
O tema reapareceu no fim do terceiro bloco. Nos segundos finais do comentário à resposta de Ivan Moraes (PSOL) sobre política penitenciária, João afirmou que a Justiça havia considerado falsa uma declaração de Raquel sobre as bets. “Eu quero aproveitar esses últimos segundos para comunicar à candidata Raquel que a Justiça acaba de decidir que a afirmação feita sobre as bets é falsa”, declarou. Em seguida, mencionou André Teixeira, primo da governadora, e disse que ele teria autorizado, neste ano, publicidade de casas de apostas em ônibus. “O primo dela, André Teixeira, que está aqui, autorizou a publicidade de bet nos ônibus este ano. O que é que ela acha disso?”, questionou.
Após a confusão registrada mais cedo entre apoiadores de Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB), um vídeo feito na noite desta quinta-feira (17), em Caruaru, mostra pedras dentro de mochilas usadas por militantes identificados com material da campanha da governadora. As imagens foram registradas durante a mobilização em torno do debate entre os candidatos ao Governo de Pernambuco, promovido pela TV Nova Nordeste em parceria com o Diario de Pernambuco e a Rádio Cultura do Nordeste.
O candidato ao Governo de Pernambuco e ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) rebateu, durante o debate desta quinta-feira (17), promovido pela TV Nova Nordeste em parceria com o Diario de Pernambuco e a Rádio Cultura do Nordeste, as acusações feitas pela governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) sobre o episódio envolvendo material de campanha no ato de Flávio Bolsonaro (PL), realizado na quarta-feira (16), no Recife. Raquel usou parte de suas considerações iniciais para relacionar o caso a pessoas ligadas ao PSB. “Pessoas ligadas ao PSB foram pegas roubando material nosso, colocando militantes supostamente nossos, com camisas roxas, mas que não eram ligados à nossa campanha”, afirmou.
A governadora voltou ao assunto no primeiro bloco, ao responder a uma pergunta sobre a judicialização da disputa eleitoral, e disse que vem recorrendo à Justiça contra o que classificou como uma ação coordenada de “fake news” e “incitação à violência”. João, responsável por comentar a resposta, afirmou que também vem sendo alvo de ataques. “Eu estou aqui para fazer um bom debate. Apresentamos propostas, mais do que qualquer outra candidatura, sempre falando de futuro, respeitando as pessoas”, declarou. Em seguida, a equipe do socialista pediu direito de resposta, concedido pela banca jurídica.
No minuto adicional, João rejeitou qualquer associação de sua campanha com o episódio das bandeiras e voltou a cobrar Raquel sobre as denúncias envolvendo um suposto “gabinete do ódio” no entorno do Governo do Estado. “Eu faço política respeitando as pessoas, o debate no campo das ideias. Fazer uma ilação em torno disso não é responsável”, afirmou. O ex-prefeito disse ainda que entrou com ação judicial contra Amisadai Andrade da Silva, ex-servidor estadual citado nas acusações de ataques digitais, e questionou se a governadora também havia acionado judicialmente o ex-auxiliar.
Apoiadores de João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) se envolveram em uma briga na noite desta quinta-feira (17), em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Os dois candidatos ao Governo do Estado estão na cidade participando, neste momento, de um debate no Centro de Convenções do Senac, promovido pela Rádio Cultura do Nordeste em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste.
O candidato à presidência do Brasil Flávio Bolsonaro (PL) disse, nesta quinta-feira (17), que Alexandre de Moraes e Flávio Dino não têm condições de seguir no Supremo Tribunal Federal (STF).
A declaração foi dada durante discurso para apoiadores, na Bahia. Ele também falou em indicar até seis nomes para a Corte, caso seja eleito. As informações são do g1.
“Eu, como presidente da República, vou ter direito a quatro vagas. Pra colocar lá homens e mulheres, que sejam contra as drogas, que sejam contra o aborto, que respeitem a Constituição, que não usem a caneta pra perseguir adversários do governo de plantão. Só que não vão ser quatro, vão ser cinco, porque Alexandre de Moraes não tem mais condições de continuar sendo ministro do STF. Mas já estou pensando que podem ser seis vagas, porque o Flavio Dino também não tem condição de ficar lá”, afirmou.
Vale destacar que quatro ministros irão se aposentar durante o próximo mandato presidencial. Os outros dois citados pelo candidato só sairiam se renunciassem ou via impeachment.
Quando fez as declarações, Flávio participava de uma “motociata”, em cumprimento à sua agenda de campanha, na cidade de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano.
Em outro momento do discurso, o candidato citou a palavra “nojo” ao falar do julgamento que discute a validade de um relatório da Polícia Federal (PF) envolvendo Alexandre de Moraes.
O próprio candidato é investigado pela Polícia Federal (PF), em inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Julgamento de Moraes
O mérito do caso, ou seja, se o plenário vai abrir uma investigação ou não sobre Moraes, ainda não começou a ser analisado. Na sessão da terça-feira (15), os ministros analisaram uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes e pelo ministro Flávio Dino.
A questão prevê a reunião dos processos relacionados ao caso, a redistribuição da relatoria por sorteio e a abertura de prazo para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Após o pedido de vista de Dino, que suspendeu a sessão, o placar terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pelo Supremo das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master.
Flávio Dino tem até 90 dias para devolver o processo para análise. O prazo se encerra em dezembro deste ano.
Guerra ao ‘narcoterrorismo’
Durante o ato na Bahia, Flávio Bolsonaro também declarou guerra ao que classificou como “narcoterrorismo”. Além de se comprometer a classificar facções e milícias como terroristas, ele prometeu intensificar o combate a esses grupos.
“Eu vou resgatar esse Brasil de verdade. A partir de janeiro do ano que vem, pode escrever aí: eu vou declarar guerra ao narcoterrorismo. (…) E se tem algum de vocês aí que ouviu nesse momento, porque eu sei que vocês já estão tentando fazer algo mais grave contra mim. Não adianta, porque aqui é protegido de Deus. Aqui é com propósito. E os seus dias estão contados, porque, a partir do ano que vem, ou vocês serão presos ou vocês vão ser neutralizados pelas nossas polícias”.
O ato aconteceu em frente a um estádio de futebol, após o grupo passar pelas principais ruas e avenidas da cidade. Flávio chegou em Vitória da Conquista de avião e ficou em cima de um trio elétrico durante o desfile. Do sudoeste baiano, o candidato segue para Brasília, para outros compromissos da agenda.