A Prefeitura do Recife realizará, nos dias 20, 21 e 22 de fevereiro, a Blitz do Carnaval, iniciativa que levará orquestras de frevo, passistas e personagens carnavalescos às ruas do Centro. A ação, promovida pelo Gabinete do Centro, tem o objetivo de movimentar o comércio popular conhecido como vuco-vuco, atraindo consumidores e impulsionando as vendas no período pré-carnavalesco. O evento conta com apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), da Associação de Lojistas do Centro do Recife (ALCERE) e da Fecomércio.
A programação, que ocorrerá das 11h às 14h, terá apresentações da Fervura Frevo Orquestra, percorrendo pontos movimentados, como a Praça Dom Vital, Rua Direita, Pátio do Livramento, Rua da Penha, Rua das Calçadas, Rua de Santa Rita e Mercado de São José. “A Blitz do Carnaval fortalece nossas tradições e incentiva o comércio local, levando a energia do frevo para quem está fazendo suas compras”, destacou a chefe do Gabinete do Centro, Ana Paula Vilaça.
Em passagem por Caruaru, ontem, o pré-candidato à presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, foi recepcionado pelo prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, em uma noite histórica para a cidade. Além do tradicional forró da noite de São João, o público presente assistiu ao jogo da seleção brasileira contra a Escócia, que venceu por 3×0.
Caiado, que estava acompanhado pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab, e pelo presidente da Câmara de Caruaru, ficou encantado com a animação da cidade, que foi classificada como pé quente pelo prefeito. “Que noite! Show da Seleção em campo e de mais de 60 mil pessoas na torcida aqui em Caruaru! Arrocha Caruaru! Vamos Brasil!”, publicou caiado em suas redes.
O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), aparece na liderança de mais um levantamento de intenção de voto para o Governo do Rio Grande do Norte. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RN-09520/2026 e mostra Álvaro com 32,5% das intenções de voto no cenário estimulado.
No levantamento, Allyson Bezerra aparece com 27,3%, enquanto Cadu Xavier registra 16,8%. Robério Paulino soma 2,0%, Rodrigo Vieira 0,4% e Dário Barbosa 0,3%. Os eleitores que afirmaram não saber em quem votar representam 17,5%, enquanto brancos e nulos somam 3,2%.
Nos votos válidos, quando excluído ‘não sabe e brancos e nulos”, o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), registra 41,0% e abre 6,5 pontos de diferença contra Allyson Bezerra, que aparece com 34,5%, seguido de Cadu Xavier, com 21,2%.
Na pesquisa espontânea, quando os eleitores respondem sem receber uma lista de nomes, Álvaro também aparece liderando, 19,4% das citações. Allyson Bezerra soma 18,5% e Cadu Xavier aparece com 10,7%.
A pesquisa IPSsensus ouviu 1.500 eleitores em todas as regiões do Rio Grande do Norte entre os dias 18 e 22 de junho de 2026. O levantamento possui margem de erro de 3,0 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Lula passou a tarde de ontem no Palácio do Alvorada resolvendo encrencas relativas ao Master (como na reunião que teve com Jaques Wagner) e à montagem de duas das mais importantes chapas majoritárias destas eleições, as de São Paulo e Minas Gerais. As informações são do blog do Lauro Jardim.
O que foi decidido será conhecido oficialmente hoje. Em São Paulo, a tendência é mesmo Márcio França ocupar a vice de Fernando Haddad, tendo Marina Silva e Simone Tebet como candidatas ao Senado. O quarteto, aliás, estava no Alvorada participando de uma reunião comandada por Lula.
Em Minas Gerais, a candidata ao governo deve ser mesmo Marília Campos, ex-prefeita de Contagem. No Alvorada, uma turma de peso estava conversando ontem com Lula. Ia de Edinho Silva a Haddad, o presidente do PSB, João Campos, passando, claro, por Jaques Wagner. Em sua agenda oficial, porém, nada disso constou.
O presidente da Câmara de Paulista, Eudes Farias (MDB), reagiu às especulações que tentam apontar um suposto afastamento do Avante da base da governadora Raquel Lyra (PSD). Para o parlamentar, os comentários não passam de tentativas de enfraquecer um grupo político que teve papel decisivo na consolidação do projeto governista em diversas regiões do Estado.
Segundo Eudes, o deputado federal Waldemar Oliveira é uma liderança respeitada em Pernambuco, reconhecida pela capacidade de articulação e pelo compromisso com a palavra empenhada. Já Sebastião Oliveira, presidente estadual do Avante, mantém forte interlocução política e continua exercendo influência dentro do governo.
Na avaliação do presidente da Câmara, as especulações não encontram respaldo na realidade política do partido. Ele destaca que o Avante foi uma das forças que contribuíram para ampliar a presença de Raquel Lyra no Sertão, região considerada estratégica nas últimas disputas eleitorais.
“Eles ajudaram a construir esse projeto e têm compromisso com Pernambuco. Waldemar é um deputado de prestígio, que honra a palavra, e Sebastião é uma liderança respeitada, com força política e diálogo permanente”, afirmou.
Nos bastidores, aliados do grupo enxergam as movimentações como reflexo da preocupação de adversários diante da consolidação da aliança entre os Oliveira e a governadora. A leitura é que o fortalecimento dessa parceria tem impacto direto na disputa de 2026, especialmente em regiões onde o Avante possui forte capilaridade eleitoral.
Para Eudes, o momento é de manter o foco na construção política e evitar alimentar narrativas que não correspondem aos fatos. Ele acredita que o grupo seguirá unido e desempenhando papel relevante no cenário estadual, reforçando a base de apoio da governadora nos próximos desafios eleitorais.
A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o pré-candidato ao Governo de Pernambuco pelo PSB, João Campos, assistiu à vitória da Seleção Brasileira sobre a Escócia pela Copa do Mundo de 2026, no Palácio da Alvorada, ontem. O encontro reforçou a proximidade política e pessoal construída entre os dois líderes ao longo dos últimos anos.
O encontro acontece poucos dias após Lula gravar um vídeo reafirmando que João Campos será seu único palanque em Pernambuco nas eleições de 2026, encerrando as especulações sobre uma possível divisão de apoios no estado. Nos bastidores, o convite foi interpretado como mais uma demonstração da confiança e do prestígio do socialista junto ao presidente.
Presidente nacional do PSB e uma das principais lideranças da nova geração da política brasileira, João vem ampliando seu protagonismo no cenário nacional enquanto consolida sua posição na disputa pelo Governo de Pernambuco. Sua presença no Alvorada foi vista por aliados como um gesto de forte simbolismo político.
Mais do que assistir a uma partida de futebol, o encontro simbolizou a aliança entre Lula e João Campos e reforçou a perspectiva de uma parceria política capaz de aproximar ainda mais Pernambuco do governo federal em um eventual novo ciclo administrativo no estado.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã de hoje, uma operação para aprofundar as investigações sobre as fraudes contábeis que revelaram um rombo estimado em R$ 24 bilhões nas Lojas Americanas, considerado um dos maiores escândalos do mercado financeiro brasileiro. A ação tem como foco ex-diretores da companhia suspeitos de participação no esquema.
Ao todo, cerca de 180 policiais federais cumprem dois mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro. A operação conta com o apoio da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Ministério Público Federal (MPF). As informações são do portal Metrópoles.
Por determinação da Justiça, também foi autorizado o sequestro de bens e valores dos investigados. Somadas, as medidas patrimoniais podem alcançar até R$ 54 bilhões.
Segundo a Polícia Federal, as investigações buscam esclarecer a participação de ex-executivos da varejista em um esquema de manipulação das demonstrações financeiras da empresa.
Em mais uma medida para reduzir o endividamento, o governo prepara programa de refinanciamento de débitos tributários voltado para microempreendedores individuais (MEIs). O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, antecipou ao jornal O Globo que a iniciativa é um desdobramento do Desenrola, que tem como foco dívidas bancárias, e terá como objetivo regularizar a situação de trabalhadores que estão em atraso ou que tiveram seu CNPJ cancelado por conta da inadimplência.
O “Refis” dos MEIs vai prever descontos de até 70% e parcelamento em até 12 anos. De acordo com o ministro, as transações serão limitadas a R$ 20 mil em dívidas e prestação mínima de R$ 25. Hoje, esse prazo é de até 2 anos, com parcela mínima de R$ 50.
O anúncio, a menos de três meses das eleições, faz parte de um pacote voltado aos micro e pequenos empreendedores que o presidente Lula deve apresentar. Além do refinanciamento, o governo enviará ao Congresso um projeto para elevar o teto de faturamento dos MEIs, para R$ 110 mil em 2027, e R$ 140 mil, em 2028.
O impacto previsto é de R$ 4 bilhões no período. Pereira afirma que não haverá medida de compensação. “Essa é uma despesa com natureza específica, porque é uma recomposição inflacionária. A gente não está aumentando uma despesa pública, estamos corrigindo um índice. Não tem impacto fiscal para esse ano. Para 2027, será de R$ 2 bilhões, que serão contemplados na peça orçamentária. E mais R$ 2 bilhões em 2028. No total, R$ 4 bilhões”, afirmou.
O governo, segundo ele, vai fazer um esforço para reorganizar a lógica do Simples. Primeiro, porque há os debates relacionados à adaptação dele à Reforma Tributária. Em segundo, porque a avaliação que hoje o Simples gera muitas distorções
BEM NA EDUCAÇÃO – Pesquisa do instituto Ipsos-Ipec mostra como os brasileiros classificam o governo federal nos principais segmentos. A educação continua a ser a área mais bem avaliada, enquanto aspectos econômicos, como combate à inflação e controle de gastos públicos, ocupam as últimas posições do ranking. A sondagem se baseia em 2.000 entrevistas presenciais realizadas entre 13 e 17 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Líder socialista na contramão – O lider do PSB na Câmara dos Deputados, Jonas Donizette (SP) não está afinado com a direção nacional, que em São Paulo tem negociado a candidatura da ex-ministra Simone Tebet ao Senado e o ex-governador Márcio França como vice de Fernando Haddad. Ontem, Jonas jogou lenha na fogueira ao insistir na candidatura de França ao Governo de São Paulo. O congressista avalia que a presença do ex-governador aumenta a possibilidade de que a eleição estadual não seja definida já no 1º turno. “Sempre defendi uma candidatura própria em São Paulo. É importante para a gente ter o nosso palanque do partido. É importante a gente poder, pela votação da legenda, fazer um número maior também de deputados. A mesma lógica que o PT usa, eu acho que serve para a gente também”, disse, em entrevista ao site Poder360.
Já vai tarde – Governistas comemoram a degola do senador Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do Governo no Senado. Vira-se, segundo esses aliados de Lula, a página sobre o tema e o governo consegue mudar de assunto. Havia riscos de a permanência de Wagner contaminar a agenda de Lula na Bahia na próxima semana. O presidente irá ao Estado participar das comemorações do 2 de Julho, data comemorativa da Independência da Bahia. Também está prevista a inauguração de um hospital em Alagoinhas (BA), a reinauguração do Teatro Castro Alves, na capital, e o lançamento do canteiro de obras da Ponte que vai ligar Salvador à Ilha de Itaparica.
Lei seca sem bons resultados – A Lei Seca não vem surtindo o efeito necessário para reduzir os acidentes no trânsito por consumo de álcool. Segundo levantamento do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), 18 estados brasileiros já apresentam taxas de mortalidade superiores à média nacional, que é de 6,2 mortes para cada 100 mil habitantes. Esse crescimento interrompe um período de cinco anos consecutivos de queda, fazendo com que o índice de mortes relacionadas ao consumo de bebida alcoólica retornasse aos níveis de 2016.
Tebet quer CPI do Master – Convidada do podcast Direto de Brasília desta quinta-feira, a ex-ministra Simone Tebet, pré-candidata ao Senado pelo PSB em São Paulo, defendeu, ontem, a criação de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) ou CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar o caso do Banco Master. Para ela, isso já deveria ter sido feito como forma de o Congresso Nacional mostrar transparência para a população. “É dever do homem público dar transparência ao verdadeiro dono do poder. O poder vem do povo, a soberania é popular, ele vai às urnas, ele vota e ele quer saber o que o seu congressista está fazendo. Estamos falando do maior escândalo de corrupção do sistema financeiro do país, quiçá do mundo”, afirmou. Segundo Tebet, apesar da investigação conduzida pelo Ministério Público Federal, Polícia Federal e o Supremo, as CPIs abrangem não só os aspectos jurídicos, mas também os políticos.
CURTAS
ADIAMENTO 1 – A ex-ministra Simone Tebet, pré-candidata ao Senado em São Paulo pelo PSB, cancelou, ontem, sua presença no podcast Direto de Brasília, que transferi de terça passada para hoje para atender um pedido de adequação na sua agenda. Alegou que foi chamada para uma conversa em Palácio com o presidente Lula (PT) no mesmo horário.
ADIAMENTO 2 – Na verdade, a conversa com Lula deve se dar em torno do imbróglio que se transformou a formação da chapa da oposição em São Paulo. Por enquanto, a chapa seria Fernando Haddad (PT) para governador com Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) para o Senado. O vice seria o ex-governador Márcio França (PSB), que não tem entusiasmo pela vice, mas pelo Senado.
MANTIDO – Apesar do tiroteio na madrugada de ontem na estação do forró em Serra Talhada, resultando em uma morte e 15 feridos, a prefeita Márcia Conrado (PT) manteve a programação junina. A gestora divulgou uma nota informando que o policiamento será reforçado e que o episódio, embora lamentável, foi um fato isolado.
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Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (24), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) diz ter sido desrespeitada e maltratada pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), durante conversa por telefone sobre o palanque do Partido Liberal (PL) no Ceará.
“Ele retornou a ligação. Mas, sinceramente, para dizer o que me disse, teria sido melhor que não tivesse ligado. Foi muito ríspido, me desrespeitou e me tratou mal ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, respondi que tudo bem.”
Segundo Michelle, o episódio ocorreu após ela manifestar oposição à articulação conduzida por lideranças do PL cearense para uma composição com Ciro Gomes (PSDB) já no primeiro turno da disputa estadual. A ex-primeira-dama defende que a direita apoie a pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo-CE) ao governo do estado.
Críticas à aliança com Ciro
No vídeo, Michelle afirmou que a resistência à aproximação não é uma questão eleitoral, mas de coerência política.Ela relembrou declarações de Ciro contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e disse considerar contraditório que integrantes do bolsonarismo apoiem uma aliança com alguém que, segundo ela, contribuiu para a inelegibilidade do ex-chefe do Executivo.
A ex-primeira-dama ainda acusou os filhos de Bolsonaro de agirem de forma coordenada ao reagirem publicamente às suas críticas. “Os irmãos se uniram, de forma coordenada, com textos muito parecidos entre si. Parecia combinado, premeditado”, afirmou.
Defesa de atuação no partido
Ao rebater críticas de que não teria experiência política, Michelle destacou sua atuação à frente do PL Mulher. “Sou presidente nacional do PL Mulher. Viajei o Brasil inteiro, montei diretorias nos 27 estados e no Distrito Federal, ajudei a eleger 1.005 mulheres em 2024. Mas, para ele e para alguns ao seu redor, eu não entendo de política”, disse. Michelle também negou rumores de que estaria pressionando por candidaturas ou exigindo pedidos de desculpas. De acordo com ela, o conflito com Flávio começou antes de qualquer discussão sobre cargos ou projetos eleitorais e está relacionado a “respeito e consideração”.
Atrito expõe divisão no bolsonarismo
A crise ocorre em meio às divergências dentro do campo bolsonarista sobre a estratégia para as eleições de 2026 no Ceará. Na semana passada, Michelle voltou a demonstrar apoio público a Eduardo Girão e afirmou que a direita não deveria fazer “aliança com o mal”, declaração interpretada como uma referência à aproximação entre o PL e Ciro Gomes.
A articulação tem o apoio de André
Fernandes e de aliados do ex-presidente no estado, que defendem a união de forças para enfrentar o PT. Michelle, por sua vez, sustenta que uma eventual composição com Ciro só deveria ser discutida em um eventual segundo turno.
O presidenciável Ronaldo Caiado deixou claro, segundo o registro hoje feito pelo G1, de que terá paciência com Raquel, mas que terá palanque em 2026 em Pernambuco.
O candidato defendeu a candidatura do partido e que todos os filiados e aqueles que terão todo o apoio e os benefícios por estarem no partido têm compromisso de votar com o partido. E isso passa diretamente pela governadora Raquel Lyra e por Túlio Gadêlha, que tem sido o fiel da balança de criar a construção da unidade da direita em torno de Raquel.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) pediu licença do cargo de líder do governo no Senado, dias após ser incluído na lista de alvos da 9ª fase da Compliance Zero, operação que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
Nesta quarta-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com o líder do governo no Senado no Palácio da Alvorada. A conversa durou cerca de duas horas.
Após o encontro, Wagner afirmou em uma publicação nas redes sociais que, decidiu em acordo com o presidente, se afastar da liderança no Senado. “Acabei de ter uma ótima reunião com o Presidente @LulaOficial, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal”.
“Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado”, escreveu Wagner.
Endereços ligados ao senador em Salvador (BA) e Brasília foram alvos de mandados de busca e apreensão na última quinta-feira (18). Jaques Wagner é apontado pela Polícia Federal como “suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas, figurando como agente público em favor de quem teriam sido estruturados pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais”.
Segundo a investigação, o senador é próximo do banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e proprietário do Banco Pleno, instituição financeira que também foi liquidada pelo Banco Central (BC). A Polícia Federal investiga se o senador teria recebido pagamentos e benefícios em troca de apoio por medidas no Congresso que ajudariam o Banco Master, como a chamada “Emenda Master”.
Há também suspeitas em torno da compra de um apartamento de luxo em Salvador e repasses que somam R$ 3,5 milhões em nome de familiares do parlamentar. Ele nega ter cometido irregularidades.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu aval para que o partido tenha uma candidatura própria ao governo de Minas Gerais. O petista se reuniu na manhã desta quarta-feira com integrantes do diretório mineiro e o presidente do PT, Edinho Silva, para encaminhar o palanque no estado, considerado crucial para a campanha. A expectativa, agora, é que inicie um processo interno de diálogo no PT para definir o nome que representará a chapa.
“O entendimento construído coletivamente reafirma uma resolução decidida há um mês de que o Partido dos Trabalhadores vai apresentar uma candidatura própria em Minas Gerais. As definições sobre esse projeto serão construídas nos próximos dias, a partir do diálogo entre o partido e as forças políticas comprometidas com um projeto democrático e popular para o estado”, afirmou a presidente do PT estadual, Leninha, em nota divulgada à imprensa após o encontro. As informações são do jornal O Globo.
Desponta como favorita para encabeçar a chapa a ex-prefeita de Contagem Marília Campos, até então pré-candidata ao Senado. De acordo com interlocutores dela, Marília enfrenta resistência a essa possibilidade, já que teria um caminho considerado mais fácil para ser eleita ao Senado.
A expectativa é que o partido bata o martelo no prazo de uma semana. Marília é considerada favorita por ter tido o melhor desempenho em pesquidas internas. Lideranças petistas consideran que não há um outro nome do partido que possa garantir um palanque forte para Lula. A definição depende agora de conversas com a ex-prefeita de Contagem.
A conversa nesta quarta destrava o processo de definição do cenário no segundo maior colégio eleitoral do país. A opção preferida de Lula era que o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB) fosse o candidato ao governo estadual. A tentativa de convencimento do petista, no entanto, foi frustrada e Pacheco indicou que deverá deixar a vida pública ao final de seu mandato, neste ano.
Como o jornal O Globo mostrou, integrantes do PT vinham cobrando atuação mais incisiva de Lula nesse processo de definição da chapa diante da demora em buscar uma solução. Historicamente, o candidato à presidência que vence no estado costuma ser eleito presidente.
O presidente do PT, Edinho Silva, vinha conduzindo as conversas para montagem dos palanques. Ele se reuniu com nomes do PSB que passaram a ser considerados alternativas, diante da resistência apresentada por Pacheco. Ele esteve, por exemplo, com o ex-presidente da Fiesp Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar e que recentemente se filiou à sigla.
Além de Minas, ainda há indefinições em outros palanques do petista, principalmente São Paulo. Lula está previsto para se reunir ainda hoje com os ex-ministros Márcio França, Fernando Haddad, Simone Tebet e Marina Silva —todos cotados para a chapa encabeçada por Haddad ao Palácio dos Bandeirantes. A expectativa é que haja uma definição sobre a vice e as duas candidaturas ao Senado.
O clima de insatisfação dentro do Avante em relação à governadora Raquel Lyra (PSD) pode provocar um novo movimento no tabuleiro político no Estado. O deputado Waldemar Oliveira, líder do partido na Câmara dos Deputados, endureceu as críticas públicas à condução política da governadora depois que perdeu para Fernando Monteiro o apoio do prefeito e ex-prefeito de Custódia, fez mil votos a menos na contabilidade para a chapa federal do Avante.
Segundo o parlamentar, Raquel passou, de uma hora para outra, a prestigiar lideranças que, segundo ele, não estiveram ao seu lado nos momentos mais difíceis de sua trajetória política. Essa mudança de postura teria gerado forte incômodo entre aliados históricos.
Enquanto isso, o prefeito João Campos retomou o diálogo com o Avante e suas principais lideranças. Nos bastidores, a avaliação é de que ele atua com habilidade para construir uma convergência política e atrair o partido para seu campo, o que pode alterar significativamente o xadrez eleitoral de 2026.