De bigu com a modernidade

VW Taos Highline: quando a tecnologia ajuda a tradição

Cinco anos depois de chegar ao Brasil, o Volkswagen Taos continua ocupando um espaço importante entre os SUVs médios. Em janeiro, recebeu a esperada reestilização de meia-vida e, desde então, acumula cerca de 8 mil emplacamentos. É um resultado respeitável para um segmento que vive uma transformação acelerada, impulsionada pela chegada de modelos híbridos e elétricos, principalmente das marcas chinesas. A atualização deu novo fôlego ao SUV fabricado no México, mas não foi suficiente para esconder que o projeto começa a dar sinais de envelhecimento diante de alguns concorrentes.

O Taos continua sendo um bom automóvel, porém deixou de ser referência em vários aspectos. Seu principal trunfo continua sendo exatamente o que muitos consumidores procuram: previsibilidade. A ampla rede de concessionárias da Volkswagen, o custo de manutenção conhecido, a boa disponibilidade de peças e um pós-venda consolidado pesam bastante na decisão de compra. Em um mercado onde muitas marcas ainda constroem sua reputação no Brasil, isso continua sendo um diferencial relevante.

O conjunto mecânico também inspira confiança. O conhecido motor 1.4 TSI turboflex de 150 cv e 25,5 kgfm de torque permanece eficiente e ganhou um aliado importante: a nova transmissão automática de oito marchas. A substituição do antigo câmbio de seis velocidades tornou o carro mais silencioso nas rodovias, melhorou as retomadas e contribuiu para reduzir o consumo em viagens.