Clique no link disponível e confira a partida entre o Brasil e Coréia do Sul pela Copa do Mundo 2022. https://ge.globo.com/futebol/copa-do-mundo/jogo/05-12-2022/brasil-coreia-do-sul.ghtml
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Quatro dias após a surpreendente virada do presidente reeleito Lula (PT), no segundo turno contra o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, aceitei o desafio da Câmara de Olinda, através do presidente Saulo Holanda (MDB), para uma palestra seguida de um debate sobre o resultado das eleições e o novo cenário nacional.
Como ficou a composição do Congresso? Quais os partidos que elegeram maior número de senadores e deputados? Nos Estados, quais os partidos que emplacaram o maior número de governadores? Lula governa com o novo Congresso, de perfil extremamente conservador e de centro direita?
Leia maisTudo isso e outras ‘cositas’ vão dar o molho do debate em seguida a minha explanação, marcada para a próxima quinta-feira, a partir das 20 horas, no plenário da Câmara Municipal de Vereadores de Olinda, cidade libertária e revolucionária, vanguarda nas discussões nacionais.
“O País foi às ruas para garantir a democracia”, diz Saulo, adiantando que, independentemente de qualquer resultado, já tinha amadurecido a ideia da palestra-debate, que é aberta ao público em geral.
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O Supremo Tribunal Federal (STF) informou, em nota, hoje, que não há mandado de busca e apreensão direcionado ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e seus endereços.
“Não há nenhuma decisão judicial nesse sentido, tampouco realização de diligência policial ou de busca e apreensão”, diz a nota.
Flávio Bolsonaro deixou o país ontem. A saída do país aconteceu depois que o ministro Alexandre de Moraes determinou a entrega dos passaportes do parlamentar.
Um grande evento do Jornalismo brasileiro ocorre, hoje, no Recife, das 13h às 20h, no auditório da OAB. O Festival de Jornalismo Recife, organizado pela jornalista e ativista Kátia Cubel, é direcionado principalmente aos estudantes de Jornalismo.
A iniciativa vai reunir 15 palestrantes de primeiro nível, entre os grandes nomes da comunicação em Pernambuco, dos quais este blogueiro, que participa de um painel sobre o futuro do jornalismo em Pernambuco.
Entre os jornalistas que atuam no eixo Rio, São Paulo e Basília, Basília Rodrigues, Breno Pires, Rodrigo Rangel, Eldo Gomes e Patrícia Blanco. A conferência magna será realizada por Chico José.
Nesta edição, o Festival de Jornalismo Recife tem o patrocínio do Banco do Nordeste, do Governo do Brasil, da Fiepe, da Alepe e o apoio da Prefeitura do Recife, do Instituto Palavra Aberta, da RXZ, do Jornalistas&Cia e da OAB-PE.
Rubens Figueiredo aponta Congresso oposicionista e custo das promessas como principais desafios de Lula 4
Reeleito para o quarto mandato, Lula (PT) terá pela frente um Congresso com forte presença da oposição e a necessidade de acomodar nas contas públicas propostas apresentadas durante o segundo turno. Em entrevista, ontem, ao podcast Direto de Brasília, o cientista político Rubens Figueiredo, diretor do Centro de Pesquisa e Comunicação (Cepac), apontou esses dois fatores entre os principais obstáculos do presidente a partir de 2027 e afirmou que ele precisará adotar uma postura “mais de estadista e menos de palanquista”.
Na avaliação de Figueiredo, os primeiros movimentos após a vitória não sinalizaram essa mudança de postura. Ele classificou o discurso feito por Lula depois da confirmação do resultado como “revanchista” e criticou a ausência de um aceno mais claro à conciliação. “Não foi um discurso de conciliação, de pacificação, foi mais do mesmo, daquilo que Lula mostrou durante a campanha”, afirmou.
Leia maisO cientista político também chamou atenção para a parcela expressiva do eleitorado que rejeitou o presidente e para a composição do Congresso eleito. “Mais do que nunca, Lula vai ter que provar sua capacidade de negociação e ter uma visão mais de estadista e menos de palanquista. Você não faz política com esse grau de dificuldade que ele vai enfrentar como se estivesse em um palanque”, ressaltou.
À dificuldade política se soma, segundo Figueiredo, a conta das medidas anunciadas durante o segundo turno. Ele estima em cerca de R$ 260 bilhões o chamado “pacote de bondades” e questiona como o governo conciliará a ampliação de benefícios sociais e ganhos reais de renda com uma dívida pública elevada e juros altos. “Tudo isso tem um custo”, alertou, ao citar propostas como aumento do Bolsa Família, reajuste do salário mínimo acima da inflação e elevação das aposentadorias.
Para Figueiredo, existe uma contradição entre a agenda apresentada ao eleitor e a necessidade de controlar o crescimento da dívida. “Em algum momento essa cadeia tem que ser quebrada, mas Lula acha, fala, reverbera e reafirma que gasto é vida. Então é essa equação que precisa ser resolvida”, declarou. Ele também destacou que o custo do financiamento da dívida brasileira torna a situação mais delicada do que a de países com endividamento proporcionalmente maior, mas juros mais baixos.
Ao analisar a eleição que levou Lula ao quarto mandato, o cientista político atribuiu a virada no segundo turno a uma combinação de mobilização da esquerda e erros da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo ele, Flávio “subiu no salto” depois de vencer a primeira etapa e acreditou que a tendência se manteria naturalmente, enquanto Lula e o PT intensificaram a presença nas ruas e conseguiram levar às urnas parte dos eleitores que haviam se abstido no primeiro turno.
Figueiredo também destacou o desempenho digital da campanha petista, especialmente a atuação do chamado “Exército do Janones”, comandado pelo deputado André Janones (Rede-MG), além da repercussão dos debates presidenciais. “Foi um fenômeno, algo espetacular, que realmente deu outra dinâmica à campanha”, avaliou. Para ele, a combinação desses fatores ajudou a produzir um resultado que considerou tão surpreendente quanto a vitória de Flávio no primeiro turno.
Flávio prepara coletiva nos EUA – Já nos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro (PL) prepara uma entrevista coletiva para explicar publicamente os motivos de sua fuga do Brasil após a derrota para Lula (PT) no segundo turno. Segundo aliados ouvidos pelo Metrópoles, a previsão é de que o senador fale ainda nesta semana, possivelmente já hoje, em Washington. Flávio chegou ontem à Flórida acompanhado da esposa e das duas filhas e encontrou o irmão Eduardo Bolsonaro (PL), que vive no país. A saída ocorreu após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a entrega de seus passaportes e proibi-lo de deixar o Brasil. Na segunda-feira (26), Flávio havia afirmado que “nunca pensou em sair do país” e que entregaria os documentos. Os passaportes, porém, não foram entregues dentro do prazo determinado, encerrado às 11h de ontem, e acabaram cancelados pela Polícia Federal.

Vice de Flávio reconhece resultado das urnas – Candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), Alfredo Gaspar (PL) publicou um pronunciamento nas redes sociais, ontem, em que reconhece o resultado do 2º turno da eleição presidencial, em que eles acabaram derrotados por Lula (PT). O deputado agradeceu os votos recebidos por ele e Flávio e disse que o “sistema mudou as regras” durante a disputa do 2º turno, sem especificar a qual ação se referia. “Nossas bandeiras continuam aí e nós não vamos desistir do Brasil. Nós lutamos até o fim, permanecemos de pé, mantivemos nossos princípios. Há vitórias que representam derrotas e há derrotas que são verdadeiras vitórias. Nós ganhamos, permanecemos firmes naquilo que acreditamos. O Brasil, no futuro próximo, vai vencer”, declarou.
Federação União-PP vai apoiar reeleição de Alcolumbre – A federação formada por União Brasil e PP anunciou, ontem, o apoio à reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência do Senado. O anúncio foi feito em nota assinada pelos presidentes dos partidos, Antônio Rueda e Ciro Nogueira. A eleição no Congresso será em fevereiro de 2027. Juntos, os dois partidos terão 12 senadores a partir do ano que vem, sendo 6 de cada legenda. Rueda e Ciro Nogueira destacam na nota de apoio “que a continuidade de sua liderança contribui para a estabilidade institucional e o equilíbrio político de que o Brasil precisa para seguir avançando nas pautas de interesse da população”.
Deputados do PT pedem alerta vermelho da Interpol – Os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) e a deputada federal eleita Ana Elisa Santos (PT-MG) pediram, ontem, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a prisão preventiva de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Caso o mandado seja expedido, solicitam também um alerta vermelho da Interpol contra o senador. O pedido aponta descumprimento da ordem de entrega dos passaportes e risco de fuga. Na petição, os parlamentares pedem que a defesa informe o paradeiro de Flávio e que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste com urgência. Solicitam ainda cooperação com a Argentina para obter registros de passageiros e identificar quem contratou o jato mencionado nas notícias que embasaram o pedido. Na segunda-feira (26), o senador afirmou que nunca pensou em deixar o Brasil e que entregaria os passaportes. Ele nega irregularidades nas investigações.

Rubio arquitetou fuga de Flávio – O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, arquitetou a fuga de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil rumo ao território norte-americano. A informação foi divulgada por Simón Levy, um advogado mexicano ligado ao presidente Donald Trump, ontem. “O cérebro por trás dessa operação é o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio”, afirmou Levy em uma publicação no X. A expectativa é de que ele solicite asilo político ao governo Donald Trump. Flávio Bolsonaro deixou o Brasil dois dias após perder as eleições presidenciais para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele é investigado junto com o advogado e amigo Willer Tomaz por suposta lavagem de dinheiro.
CURTAS
DILMA – O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania fixou um pagamento mensal de R$ 17.562,80 para a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) como reparação econômica por perseguição política durante o regime militar. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de ontem. Em 1970, Dilma foi presa e submetida a torturas, quando tinha 22 anos.
EL NIÑO – A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) realizou, ontem, uma audiência pública para discutir os impactos do El Niño sobre o abastecimento de água e a produção agropecuária no estado. Ao final, foi anunciada a proposta de criação de uma frente parlamentar permanente para acompanhar a situação hídrica pernambucana.
EL NIÑO II – Durante a reunião, representantes de órgãos públicos alertaram para o risco de agravamento da estiagem nos próximos meses, com possíveis prejuízos à agricultura e à pecuária. Segundo dados apresentados por Josimar Fernandes, representante da Secretaria Estadual de Agricultura, 75 municípios pernambucanos estão em situação de emergência hídrica. A previsão é de que a falta de chuvas comprometa a produção de grãos e outras atividades do campo. As informações são do Blog da Folha.
Perguntar não ofende: Depois de prometer liderar a oposição no Brasil, Flávio pretende fazê-lo da Flórida?
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O empresário Eduardo Paes Mendonça morreu nesta terça-feira (27), no Recife, aos 83 anos. Sergipano de nascimento e pernambucano “por adoção e merecimento”, como é descrito em suas memórias, deixa esposa, três filhos, cinco netos e os irmãos João Carlos Paes Mendonça, José Américo Mendonça, Reginaldo Paes Mendonça, Maria Mendonça, Ester Mendonça Ferreira, Josefa Cecinha Mendonça, Joseilde Mendonça Prado. O velório começa nesta quarta (28), às 10h, no cemitério Morada da Paz, em Paulista, seguido de missa às 14h e cerimônia de cremação às 15h. As informações são do JC.
Irmão de João Carlos Paes Mendonça, presidente do Grupo JCPM, Eduardo seguiu um caminho próprio. Trabalhou na rede de supermercados até a venda aos holandeses, presidiu uma das principais gráficas de Pernambuco e, nos últimos anos, dedicou-se a empreendimentos imobiliários e shopping centers com os filhos.
Leia mais“Perdemos um irmão querido. Uma pessoa exemplar. Um homem de muitos amigos e de uma leveza que agregava as pessoas em torno dele. Como diretor no Bompreço, deixou sua marca ao liderar o time a partir da confiança que todos tinham nele e no sentimento de estarem todos juntos pelos mesmos desafios”, comenta João Carlos ao lamentar a morte do irmão.
No Bompreço, Eduardo cuidava do dia a dia da central de distribuição, da segurança, das compras de material, da embalagem, das obras e dos veículos. Foi ali que treinou o olhar para oportunidades de negócio. Ficou na empresa até a venda total da rede e saiu junto com João Carlos.
Ainda na primeira etapa da venda, comprou a Gráfica JC, que pertencia ao Jornal do Commercio e atendia apenas às demandas do Bompreço. O jornal havia sido adquirido em 1987 pelo Grupo JCPM, e a gráfica estava praticamente sucateada. Eduardo assumiu a presidência e rebatizou a empresa de Intergraf.
Com equipamentos modernos, a Intergraf se tornou a primeira gráfica de Pernambuco com máquina de impressão de folha inteira em quatro cores e com certificado ISO 9001 de qualidade. Pouco depois, já era a maior concorrente da Gráfica Santa Marta, líder do mercado na época. Depois de 10 anos, ele decidiu encerrar a participação no segmento, por divergir das práticas comerciais do setor, e desativou a empresa em vez de vendê-la.
Eduardo comprou ainda a Wolk Elevadores, pequena empresa de manutenção. Deu visibilidade à marca e fechou uma parceria com a Hyundai para fazer a manutenção e distribuir os elevadores da fabricante, com exclusividade no Brasil. Mais tarde, desfez-se da empresa.
Passou então a se dedicar à holding Emel Investment, a Eduardo Mendonça Empreendimentos, voltada a empreendimentos imobiliários e shopping centers. A filha Danielle cuida da parte administrativa e financeira, e o filho Eduardo Filho, da operação. A filha Viviane, que mora em São Paulo, é acionista.
Por meio da holding, ele e os filhos mantinham sociedade com os irmãos em vários negócios herdados dos pais. Tinham também participação nos shoppings Recife, Tacaruna, Guararapes, RioMar Recife, RioMar Fortaleza, RioMar Presidente Kennedy e Salvador Shopping, além de uma empresa de investimentos no mercado internacional.
Eduardo nasceu com uma fissura submucosa no palato, que só foi diagnosticada quando tinha 69 anos. Até lá, conviveu com a voz fanhosa e a dificuldade de falar. Na infância, a mãe o levou a um otorrino, que apontou adenoide, e ele foi operado sem que nada mudasse. Por volta dos 16 anos, viajou ao Rio de Janeiro com o irmão João Carlos para consultar um neurocirurgião famoso, que também não encontrou explicação.
A busca por respostas o levou a São Paulo e, depois, ao Recife, onde começou a fonoterapia com a fonoaudióloga Patrícia Balata. Em 2012, já com diagnóstico de doença de Parkinson, que pode afetar voz, fala, mastigação e deglutição, decidiu aceitar a doença e começar uma luta diária contra ela, com pilates, musculação, osteopatia e alongamentos.
Ainda em 2012, o cirurgião plástico Diógenes Rocha confirmou a fissura e propôs a correção. Eduardo foi, segundo o próprio médico, o paciente mais velho em que ele fez esse tipo de cirurgia. Houve complicações, com fístulas que reabriram, e novas operações em 2013 e em 2014. Entre uma e outra, passou por duas pontes de safena e uma mamária. O resultado não foi o esperado, mas ele nunca se queixou.
Da própria dificuldade, Eduardo fez causa. Depois de descobrir, aos 69 anos, que tinha uma fissura submucosa no palato, decidiu ajudar quem enfrentava o mesmo problema e criou uma estrutura de acolhimento no Recife, pensada para famílias que viajam à cidade em busca de tratamento especializado. A Casa Sorrir começou a funcionar em 2017, e o Instituto José Eduardo Mendonça, responsável por ela, foi formalizado em janeiro de 2018.
A organização social acolhe pessoas com fissura labiopalatina, malformação congênita que afeta o lábio, o céu da boca ou ambos, e vai além da assistência durante o tratamento. A proposta é dar a pacientes e familiares condições de reconstruir a vida, com acesso a educação, capacitação e oportunidades profissionais. A casa atende sobretudo pacientes do Centro de Atenção aos Defeitos da Face (Cadefi), do Imip, em tratamentos que podem exigir várias cirurgias e anos de acompanhamento. Muitas famílias vêm do interior de Pernambuco e de outros estados e não têm como se manter no Recife.
Nas memórias, Eduardo falava com franqueza dos acertos e dos tropeços. Considerava as experiências menos bem-sucedidas as mais valiosas para repassar aos jovens empreendedores, entre elas a de não estudar antes qual é o melhor negócio para investir.
Defendia que, além de gostar do ramo e trabalhar duro, o sucesso depende de ambiente saudável, bom relacionamento com clientes, fornecedores e parceiros, ética, moral e credibilidade. A recomendação principal era a humildade, sobretudo nas empresas familiares.
Eduardo nasceu na Serra do Machado, pequeno lugarejo do distrito de Ribeirópolis, em Sergipe, terra de almocreves e boiadeiros que rasgavam a caatinga rumo ao Sertão. Foi o terceiro filho homem de Pedro Paes Mendonça e Maria Dudu, gente trabalhadora e de fé, que acordava cedo para a labuta.
A família deixou a Serra do Machado para Ribeirópolis e depois para Aracaju, porque seu Pedro queria os filhos em boas escolas. A infância foi difícil. Eduardo ficou sem falar até os 7 anos e, quando começou, a pronúncia defeituosa o expôs a bullying e a certa retração social, superada aos poucos.
Em 22 de abril de 1959, o armazém do pai, principal fonte de renda da família, foi destruído por um incêndio. Eduardo se uniu aos irmãos João Carlos e José Américo para ajudar seu Pedro a reconstruir o patrimônio. Aos 16 anos, passou a cursar Contabilidade à noite, no Colégio Tobias Barreto, e a trabalhar de dia no novo armazém, embalando mercadorias e organizando produtos nas gôndolas.
A confiança do pai cresceu depressa. Eduardo cuidou da Feira do Alumínio, recebeu a loja do Mercado Público de Aracaju, em frente à de “seu” Pedro, e aos 17 anos já respondia pela distribuição do rum Bacardi na empresa da família. Administrou ainda a loja de Ribeirópolis, que abria toda semana para a feira. Desde cedo, era conhecido pelo capricho com o leiaute das lojas.
Aos 19 anos, assumiu a gerência de uma usina de beneficiamento de arroz e farinha de milho, em Propriá, e tornou-se, segundo livro “O dito e o não dito”, o empresário de arroz mais jovem do Brasil. Foram 5 anos na cidade, dois deles na casa da irmã Joseilde.
Nas horas livres, jogava futebol ao lado de craques sergipanos que fizeram carreira em grandes clubes de Pernambuco e era um dançarino disputado nos salões. Foi num baile em Penedo, em Alagoas, que viu entrar uma moça e avisou ao amigo que se casaria com ela. Era Ana Maria Santa Rita.
Fazia questão de agradecer ao irmão mais velho, João Carlos, que o incentivou nos negócios da família e na fase de expansão do Bompreço.
Quando a pandemia impôs o isolamento, Eduardo passou a revisitar o passado como quem procura uma forma de ocupar o tempo, e descobriu, como ele mesmo registrou, que “uma história puxa outra”. Os dias que pareciam enterrados na memória, mas estavam apenas guardados no fundo da consciência, foram ganhando forma em “A pedra do meu caminho”, em primeira pessoa, e em “O dito e o não dito”, em terceira. Eduardo fez do gosto de lembrar um legado, e deixou para a família, e para quem vier depois, uma trajetória contada com os acertos e os tropeços.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) planeja dar uma entrevista coletiva à imprensa diretamente dos Estados Unidos para explicar os motivos pelos quais fugiu do Brasil.
A previsão inicial, segundo aliados, é de que a conversa de Flávio com jornalistas aconteça ainda nesta semana — possivelmente em Washington D.C., já na quarta-feira (28/10). As informações são do Metrópoles.
Leia maisFlávio chegou aos Estados Unidos na tarde desta terça-feira (27/10) acompanhado da esposa e das duas filhas. A operação contou com apoio do governo Donald Trump.
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Quatro carros pretos, conhecidos por serem utilizados por pessoas ligadas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), deixaram a residência do parlamentar, no Lago Sul, em Brasília, por volta das 19h40 da última segunda-feira (27/10). A movimentação chamou a atenção das equipes de reportagem que acompanhavam o local.
O comboio saiu rapidamente da residência, localizado no Residencial Ouro Branco, no Lago Sul, em Brasília. No primeiro veículo, que liderava o grupo, não havia ninguém no banco traseiro. Em um dos dois carros que vinham na sequência, jornalistas conseguiram visualizar Fernanda Bolsonaro, mulher do senador. As informações são do Metrópoles.
Leia maisApesar da movimentação, as equipes de reportagem não conseguiram identificar Flávio Bolsonaro entre os ocupantes dos veículos que deixaram a residência.
Após a saída do comboio, uma das equipes de reportagem passou a acompanhar os carros. Na altura da Ponte JK, no entanto, o grupo se dividiu, com parte dos veículos seguindo pela região da ponte, enquanto os demais tomaram outro caminho, dificultando o acompanhamento da imprensa.
Até o momento, não foi possível confirmar se o senador estava em algum dos veículos que deixaram o imóvel.
Depois do segundo turno do pleito, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a apreensão dos passaportes do senador, além da proibição de Flávio deixar o Brasil. A ordem foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes.
A medida foi tomada com base em investigação sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas que envolve Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz.
A expectativa, conforme antecipou o Metrópoles, na coluna Igor Gadelha, é de que o senador brasileiro solicite asilo político ao governo Donald Trump.
Conforme revelou o jornal argentino Infobae, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro teria deixado o Brasil após cruzar a fronteira com a Argentina. De lá, o senador teria pegado um voo privado da companhia aérea Baires Fly S.A.
Flávio fugiu do país após ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais deste ano.
Conforme aliados de Donald Trump, Flávio já teria desembarcado nos Estados Unidos.
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A imprensa internacional repercute nesta terça-feira (27) a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil após a derrota para Lula (PT) na eleição presidencial e a ordem emitida pelo ministro do STF Alexandre de Moraes para que entregasse o seu passaporte.
Investigado em ações criminais, Flávio viaja aos Estados Unidos com a ciência do presidente Donald Trump, de acordo com aliados da família Bolsonaro. O senador teria partido com a mulher, Fernanda, e as duas filhas.
Veículos de imprensa de vários países repercutem reportagem da Folha, segundo a qual aliados do político confirmaram a viagem. Veja, abaixo, algumas das repercussões. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia maisO jornal argentino La Nacion destacou a fuga de Flávio apesar de proibição judicial imposta após a sua derrota eleitoral. A publicação mencionou que o senador deixou o Brasil numa operação sigilosa.
O caminho exato do ex-candidato é incerto. Na versão de alguns aliados do parlamentar, Flávio viajou a partir da Argentina. Outras pessoas negaram a informação.

O jornal britânico The Guardian mencionou que Flávio não foi visto nesta terça e que ele não entregou o passaporte à Polícia Federal no prazo estabelecido pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.
A publicação citou também pedidos feitos por parlamentares do PT para que o STF ordene a prisão do ex-presidenciável, além de solicitações para que seu nome seja incluído na lista de foragidos da Interpol, organização que facilita a cooperação entre as forças policiais de diferentes países.
A publicação citou também pedidos feitos por parlamentares do PT para que o STF ordene a prisão do ex-presidenciável, além de solicitações para que seu nome seja incluído na lista de foragidos da Interpol, organização que facilita a cooperação entre as forças policiais de diferentes países.

O El País, da Espanha, repercutiu reportagem da Folha segundo a qual aliados de Flávio afirmaram que ele estava a caminho dos EUA.
Segundo a versão desses aliados, a decisão foi tomada na segunda (26), após Alexandre de Moraes mandar recolher os passaportes brasileiros e o italiano do senador, que tem cidadania do país europeu.

A CNN americana, mencionando um interlocutor no Brasil, afirmou que Flávio Bolsonaro temia ser preso. A publicação mencionou investigação conduzida pela Suprema Corte contra ele por supostos atos de corrupção, lavagem de dinheiro e sonegação.

O americano The Washington Post disse que brasileiros questionaram o paradeiro de Flávio. A publicação afirmou que o senador costumava ser muito ativo nas redes sociais, mas que silenciou após a derrota para Lula no último domingo.

A federação partidária formada pelo PT, PV e PC do B anunciou nesta terça-feira (27) que vai apoiar a reeleição do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara dos Deputados.
Com isso, o grupo de apoio a Motta chega a 15 partidos. Motta também recebeu apoio do PSB, PDT, da federação de União Brasil e PP, PSD, MDB, Podemos; federação formada por PSDB e Cidadania, a federação formada por Solidariedade e PRD e o Republicanos, partido de Motta. As informações são do g1.
Leia maisO PT já havia apoiado Motta na eleição de 2025. O partido integrou o bloco de apoio ao paraibano e hoje ocupa a mesa diretora da Casa, ocupando o cargo da primeira secretaria.
O anúncio veio depois de uma reunião da bancada dos partidos na manhã desta terça-feira (27) e de um rápido encontro com Motta na Câmara.
Além de integrar o comando da Câmara, os deputados do PT buscam isolar o PL da definição de cargos da Mesa Diretora e da presidência das comissões.
O PT não quer que o partido do senador Flávio Bolsonaro (PL) participe do bloco partidário que será formado para a reeleição de Motta, principalmente depois da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Caso a estratégia dê certo, o PL perderia a preferência na escolha de comissões para presidir, o que pode diminuir a capacidade do partido de pautar as votações da Casa.
Integrantes do PL ainda não definiram posição sobre a eleição na Câmara. Inicialmente, o partido queria concorrer ao comando da Casa em um cenário com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) presidente.
A eleição para a presidência da Câmara será realizada em fevereiro de 2027. O deputado eleito comandará a Câmara pelos próximos dois anos.
Caso o bloco de Motta se confirme com 17 partidos pelo menos, os 15 primeiros pedidos para presidir comissões seriam do PT ou de partidos do Centrão, segundo projeções feitas por técnicos do Congresso.
Neste cálculo, o PL ficaria apenas com a 16ª escolha de comissão, e não mais com as três primeiras, o que poderia jogá-lo para colegiados menos prestigiados. Apesar disso, o partido manteria sete comissões na Casa.
A simulação feita por esses técnicos considera o apoio do PSD, Republicanos, MDB, Podemos, PSB, PDT e as federações PT-PCdoB-PV, União Brasil-PP, PSDB-Cidadania e do PRD-Solidariedade, já confirmadas, além da federação PSOL-Rede, que ainda não foi formalizada.
A federação PSOL-Rede não tomou uma decisão e pretende reunir a bancada na próxima semana. Segundo integrantes do PSOL, o apoio a Motta – e a entrada ou não no bloco – deve considerar alguns fatores.
Por exemplo, se haverá um acordo para mudança no sistema eleitoral. O Centrão articula com Motta a alteração do atual sistema proporcional para o distrital misto – uma forma de enfraquecer a direita nos próximos anos.
O PSOL é contra a alteração, pois analisa que seria prejudicado em alguns estados.
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), recebeu nesta terça (27) o apoio formal de União Brasil e PP à reeleição para o comando da Casa, num movimento para esvaziar a candidatura da senadora Tereza Cristina (PP-MS).
A iniciativa, no entanto, rachou as bancadas, e parte delas não concorda com a adesão. A votação é individual e secreta. Tereza manteve a candidatura e, em nota, afirmou que a eleição só será decidida em fevereiro, “pelo voto livre, soberano e secreto de cada um dos 81 senadores”. “Como líder veterana, estarei aqui para receber meus colegas, especialmente as 12 novas integrantes da bancada feminina”, disse.
Dentro do PP, além de Tereza, há senadores como Guilherme Derrite (SP), eleito com apoio da direita e publicamente contrário à reeleição do presidente do Senado, e dr. Hiran (RR), que representa um estado onde o bolsonarismo é muito forte. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia maisA direita fez campanha criticando Alcolumbre por travar processos de impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
A estratégia de Alcolumbre é esvaziar os adversários. A oposição está dividida entre Tereza e o senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência. A senadora é vista com maior potencial para obter votos ao centro, de partidos que devem compor a base do governo Lula (PT). Já Marinho aposta na maioria de direita eleita na próxima legislatura. “[A posição de PP e União Brasil] Não vai refletir a posição da bancada”, disse Marinho.
Alcolumbre procurou os presidentes do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e do União Brasil, Antônio Rueda, para construir a candidatura desde a vitória do presidente Lula (PT). O argumento é de que é preciso fortalecer o centro político, para que essas siglas parem de perder espaço para grupos mais à direita, como o PL, que terá a maior bancada do Senado ganhando cadeiras em cima dos partidos do centrão.
“Entendemos que a continuidade dessa aliança representa a estabilidade institucional e o equilíbrio político de que o Brasil precisa para seguir avançando nas pautas de interesse da população”, diz a nota, assinada por Nogueira e Rueda.
A vitória de Lula deu novo fôlego ao presidente do Senado, com a mobilização do governo a favor dele. Flávio Bolsonaro descartava uma aliança e pressionava pelo impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), principalmente Alexandre de Moraes, aliado do presidente do Senado. Cabe ao chefe do Legislativo dar início ao processo de afastamento dos ministros.
Ciro Nogueira declarou o apoio à revelia de Tereza e de outros congressistas do PP. A ideia é que a adesão seja do partido, e que a bancada se manifeste num segundo momento. Procurado pela reportagem, ele não comentou. Os senadores eleitos pelo partido devem se encontrar com Alcolumbre na tarde desta quarta-feira (28) para ouvi-lo.
Tereza Cristina fez campanha para Flávio Bolsonaro e, por isso, se enfraqueceu no centrão como alternativa. Ela era a favorita do grupo num cenário com o candidato do PL eleito presidente. Com o resultado do 2º turno, porém, lideranças passaram a considerar que Alcolumbre seria o melhor nome para unir a Casa e ainda manter diálogo com Lula.
Um dos movimentos que ocorre paralelamente é o do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), que foi eleito para o Senado. Segundo aliados, ele almeja presidir a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) no próximo biênio. É a comissão mais importante da Casa.
No caso de Nogueira, integrantes do PP afirmam que a aliança com Alcolumbre é uma forma de se preservar e buscar um aliado com influência para ajudá-lo, já que ele ficará sem mandato a partir de fevereiro –ele perdeu a reeleição. O presidente do PP virou alvo da Polícia Federal pelas relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Alcolumbre conta com apoio do PT, MDB e PSD para disputar a reeleição, e receberá a adesão formal de União Brasil e PP, mas o cenário é difícil, reconhecem aliados. Por serem “donos” dos seus mandatos, senadores costumam negociar individualmente seus votos, tendo mais liberdade para divergir da ordem dos seus partidos.
O PL terá 29 senadores, somados aos 3 do Novo. Os outros dois senadores do Amapá, de PSD e Podemos, não votarão nele. PP e Republicanos também possuem senadores mais à direita e com eleições próximas.
Nas contas do presidente do Senado, é possível chegar a 48 votos, contando com defecções e traições dentro do PL, possibilitadas pelo voto secreto. Aliados indicam que ele teria um piso de 43 apoios. Para ser eleito, são necessários 41 votos. Marinho diz a aliados contar também com 48 votos.
Senadores que preferem Tereza ou Marinho dizem que os colegas podem apoiá-los por temer represália política. Parte da plataforma que levou a direita a conquistar mais cadeiras no Senado foi a campanha anti-STF. Já aliados de Alcolumbre destacam que a crise no Supremo tende a arrefecer até a próxima eleição e descartam represálias porque a votação para a presidência do Senado é secreta.
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O blog adere à campanha para ajudar Adriano Fernandes de Andrade a custear duas cirurgias do filho, marcadas para o próximo dia 8 de novembro. Para arrecadar os recursos necessários ao procedimento, a família organizou uma rifa beneficente.
Cada número custa R$ 20, e a meta informada é de R$ 7 mil. O sorteio será realizado no dia 12 de dezembro e terá como prêmios uma tela pintada e um jogo de sousplat de crochê artesanal. “Venho recebendo muita ajuda, muita colaboração de cada um de vocês. Só tenho a agradecer”, afirmou Adriano.
Quem quiser colaborar pode adquirir um número da rifa ou fazer uma contribuição pela chave Pix (87) 99933-6150, em nome de Adriano Fernandes de Andrade, pelo Banco do Brasil.
Por Houldine Nascimento – Poder 360
O assessor especial da Presidência da República e principal conselheiro de política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Celso Amorim, disse nesta terça-feira (27) não haver “necessidade” de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (republicano), se pronunciar sobre a vitória eleitoral do petista. A declaração foi feita ao Poder360.
“Esse negócio de se pronunciar é uma questão de bons modos, de tradição, mas não há necessidade disso. Os Estados existem, coexistem e convivem entre si e nós esperamos que isso possa transcorrer normalmente, porque tivemos uma bela eleição com ampla participação popular e uma vitória incontestável, de modo que não há o que falar sobre isso“, declarou.
Amorim participou de uma comemoração do aniversário de 81 anos do presidente, no Palácio da Alvorada. Também foi questionado por este jornal digital sobre a possível saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil. “É assunto da Polícia Federal”, disse. No domingo (25), Lula foi eleito para seu 4º mandato à frente da Presidência da República. O petista desbancou Flávio. É o 1º político escolhido 4 vezes pelo voto direto para comandar o país.
