Ministro da Agricultura e Pecuária, o pernambucano André de Paula (PSD) avalia que sua correligionária, a governadora reeleita Raquel Lyra (PSD), pode ser um nome para a disputa da Presidência da República nos próximos anos. Em entrevista ao podcast ‘Direto de Brasília’, o auxiliar do presidente Lula (PT) teceu elogios à gestora, e disse enxergá-la como um futuro nome para o Palácio do Planalto. As palavras de André reforçam as do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que tem colocado Raquel como presidenciável já para 2030.
“Raquel é uma governadora vitoriosa, uma política de mão cheia. Não me lembro dela perder alguma coisa. Foi assim em duas vezes como prefeita de Caruaru, como deputada estadual, nos concursos que fez, e na eleição para governadora. Ela agora foi emancipada, porque enfrentava o candidato mais difícil, um político jovem, competente, carismático, com DNA político, filho e bisneto de grandes políticos de Pernambuco. Se tivesse que escolher um candidato duro de bater, era João Campos (PSB). E Raquel bateu, e bateu bem”, disse André.
Leia mais“Imagino que uma das preocupações de Raquel agora seja nacionalizar mais a imagem que ela tem. Ficou muito em Pernambuco, mas acho que com a máquina e os novos desafios, ela vai se nacionalizar. Quando o Brasil conhecer Raquel, vai se encantar”, completou.
O ministro evitou comentar a estratégia da aliada, que adotou uma posição neutra no segundo turno em vez de apoiar Lula. “A estratégia que ela adotou é muito pessoal. Se assemelha ao que fez na primeira eleição e teve resultado positivo. Pessoalmente entendo que ela tem uma relação com o presidente Lula, que nos dá o conforto de que Pernambuco e Brasil seguirão juntos”, ressaltou.
“A eleição foi muito radicalizada. O presidente Lula não podia deixar de ter palanque em Pernambuco, e o PT estava na chapa de João Campos. Houve um esforço, que quase deu certo, para que o presidente não estivesse em Pernambuco no primeiro turno. Se fosse, o resultado poderia ter sido diferente, maior. No segundoº turno ela fez uma opção. Não me cabe dizer se ela acertou ou errou, me cabe respeitar a decisão dela e o resultado expressivo que ela teve em Pernambuco”, completou André.
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