A saída do Secretário de Esportes de Camaragibe, Edno Fonseca, vista como gesto de lealdade ao partido Republicanos e ao deputado federal Silvio Costa Filho, após rompimento oficial com o prefeito Diego Cabral (PSD), abriu espaço para uma discussão que vai muito além da indicação de um novo nome. A pergunta que ronda no município é: quem assumirá a pasta terá capacidade técnica para manter e ampliar os avanços conquistados ou a secretaria será utilizada como mais um espaço de acomodação política?
Nos últimos anos, a Secretaria de Esportes acumulou uma série de ações importantes para a população. Entre elas estão a implantação do Pilates de Solo, os polos funcionais, a seleção de 19 professores de Educação Física, a ampliação das corridas de rua, a Escolinha de Vôlei, o Camará Cross, o programa Corredor Seguro, a reforma do Canetão, a construção de quatro areninhas, além do fortalecimento do basquete, atletismo para crianças, do apoio aos grupos de corrida e da criação de uma assessoria gratuita para corredores.
Leia maisProjetos que foram viabilizados durante a gestão do ex-secretário Anderson Rangel e tiveram continuidade sob o comando de Edno Fonseca, consolidando uma política pública voltada à inclusão, saúde e incentivo ao esporte.
Diante desse histórico, cresce a preocupação de atletas, professores, treinadores e praticantes das mais diversas modalidades. Uma eventual mudança de comando, sem critérios técnicos, pode colocar em risco programas que beneficiam milhares de pessoas e que exigem planejamento, continuidade e conhecimento da área.
Enquanto circulam especulações sobre quem será o novo secretário, a população aguarda uma resposta objetiva do governo municipal: a escolha será baseada na competência e na experiência em gestão esportiva ou atenderá exclusivamente aos interesses da articulação política?
Mais do que ocupar um cargo, o próximo secretário terá a responsabilidade de preservar conquistas, ampliar oportunidades e impedir que o esporte de Camaragibe perca o ritmo de crescimento alcançado nos últimos anos. Afinal, o esporte continuará sendo prioridade ou passará a fazer parte apenas das negociações políticas?
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