A propósito do artigo “Governo Raquel e Márcia do Sinpolpen: muita bajulação, nenhum resultado e o pior salário do Brasil”, de autoria do policial penal Nickson Monteiro, a presidente do Sindicato dos Policiais Penais de Pernambuco (SINPOLPEN-PE), Márcia Maria de Oliveira Silva, encaminhou a seguinte nota:
O que dizem os números da Polícia Penal de Pernambuco
Por Márcia Maria de Oliveira Silva, presidente do SINPOLPEN-PE
A matéria publicada neste blog em 13 de agosto afirma, já no título, que os Policiais Penais de Pernambuco têm o pior salário do Brasil. A informação não confere com a tabela vigente. A remuneração inicial da carreira em Pernambuco é de R$ 5.667,92, portanto, acima de 15 Estados da Federação, não sendo verdade que ocupa a última posição do país, nem do Nordeste.
Leia maisÉ fundamental esclarecer o contexto da negociação salarial de 2024. Não foi o SINPOLPEN-PE que estabeleceu o limite financeiro da negociação. O Governo definiu critérios gerais para as negociações de todas as categorias, dentro das limitações orçamentárias daquele momento, entre eles o limite de 20% da folha de maio de 2024, de cada categoria, e a garantia de que ninguém tivesse reajuste inferior a 17,17%.
Não houve critério desfavorável criado ou aceito exclusivamente para a Polícia Penal. Diante dessa realidade, a responsabilidade do sindicato era buscar, dentro do limite existente, a melhor construção possível para os Policiais Penais. Foi exatamente isso que fizemos.
No início da carreira, saímos de R$ 4.700,00 para R$ 5.667,92 em 2026, uma valorização de 20,59%. No final da carreira, de R$ 10.931,00 para R$ 13.526,00, uma valorização de 23,74%. E nenhum Policial Penal ficou com reajuste inferior a 17,17%.
Isso não é submissão. É negociação com resultado.
E os resultados não param na tabela salarial. Nos últimos anos, a categoria conquistou a criação e a consolidação da Polícia Penal, sendo Pernambuco o primeiro estado a aprovar a PEC Estadual, o Departamento da Polícia Penal, uma secretaria de Estado específica para o sistema penitenciário, dobrou o número do efetivo em lei complementar, a aposentadoria especial, uma das únicas no Brasil sem idade mínima, o plano de carreira com redução de vinte e oito para vinte faixas, o auxílio-fardamento e as gratificações de armeiro, mesário, motorista e da GOS.
Diálogo não é bajulação. Sindicato precisa saber cobrar, pressionar e mobilizar, mas também precisa saber negociar e construir soluções, porque 4 de 5 rejeitarem o diálogo não fortalece a categoria; apenas reduz os caminhos para alcançar resultados.
Não conseguimos tudo o que a Polícia Penal merece. Existem distorções que precisam ser corrigidas, entre elas as provocadas pela PCV e progressões após o estágio probatório que ainda precisam avançar. É legítimo cobrar novos avanços.
O que não se pode admitir é que as conquistas já alcançadas sejam desconsideradas ou apagadas do debate.
Continuaremos lutando para avançar ainda mais. Nosso compromisso não é com governo, oposição ou projeto político. Nosso compromisso é com os Policiais Penais de Pernambuco.
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