Com 97,32% das urnas apuradas, Raquel Lyra (PSD) foi reeleita governadora de Pernambuco com 53,26% dos votos validos. O principal adversário da governadora, João Campos (PSB), recebeu 44,80% dos votos.
Com 97,32% das urnas apuradas, Raquel Lyra (PSD) foi reeleita governadora de Pernambuco com 53,26% dos votos validos. O principal adversário da governadora, João Campos (PSB), recebeu 44,80% dos votos.
Douglas Ruas, do PL, e Eduardo Paes, do PSD, vão disputar o governo do Rio de Janeiro no segundo turno das eleições 2026. O resultado foi matematicamente confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 21h01 deste domingo, 4, e nenhum dos candidatos obteve votos válidos suficientes para decidir a eleição no primeiro turno.
Com 100% das urnas apuradas, às 21h01, Douglas Ruas recebeu 4.271.199 votos, o que representa 49,27% dos votos válidos. E Eduardo Paes conquistou 3.706.984 votos, o que representa 42,76%. As informações são do Estadão.
Leia maisA eleição no Estado teve 23,33% de abstenção, 5,09% de votos brancos e 6,86% de votos nulos.
Este material foi produzido e publicado de maneira automática e supervisionado pela equipe do Estadão. O conteúdo é atualizado automaticamente com informações transmitidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na cobertura das eleições de 2026 no Estadão é possível conferir os resultados da votação em todas as cidades do País.
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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), 44, foi eleito neste domingo (4) governador de Minas Gerais.
Com 99,87% das urnas apuradas, ele tinha 55,4% dos votos válidos. O deputado federal Patrus Ananias (PT), 74, aparecia em segundo lugar, com 26,34%. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia mais“Eu quero ser o governador que vai trazer a pacificação para esse país”, disse Cleitinho em pronunciamento na sua cidade natal, Divinópolis (MG), também transmitido em suas redes sociais. “Minas Gerais vai ser exemplo, porque nós somos um só povo e eu tenho que cuidar de todos vocês.”
Emocionado, o senador disse que a vitória é dedicada a Deus, a seu irmão, Matheus Augusto Ramalhão Azevedo, morto em julho, e a seu pai, também falecido.
Ele votou no início da tarde deste domingo (4) com uma camisa estampada com o rosto dos dois familiares. Junto à família e apoiadores, Cleitinho cantou o refrão da música gospel “Deus de Obras Completas”, da cantora Kemilly Santos.
Ele afirmou que sua vitória é pelos trabalhadores, pelas mulheres e pelo povo mineiro. O primeiro turno da eleição terminou também com vitórias de seu irmão gêmeo, Gleidson Azevedo (Republicanos), eleito deputado federal, e seu outro irmão, Eduardo Azevedo (PL), como deputado estadual.
Cleitinho liderou com folga as pesquisas do começo ao fim do período eleitoral do primeiro turno. Seu nome figurava na liderança das simulações mesmo durante a pré-campanha, marcada pelas idas e vindas da candidatura do senador.
No início de agosto, ele chegou a publicar um vídeo afirmando que não iria concorrer e justificou a decisão citando o luto pela morte do irmão.
No dia seguinte, o senador interrompeu uma convenção nacional do Republicanos para tentar salvar a candidatura e o presidente da sigla o repreendeu publicamente. O partido recuou e acabou oficializando chapa na disputa no prazo final estabelecido pela Justiça Eleitoral. Segundo a avaliação de especialistas, esse vaivém colaborou para amplificar o alcance digital massivo que o candidato já apresentava.
Pouco depois de ter sua vitória confirmada neste domingo, Cleitinho fez uma publicação em suas redes sociais comemorando o resultado. “De verdureiro a governador. Só Deus e vocês para fazerem isso acontecer”, escreveu. “Agora a eleição acabou. Vou governar para todos, para quem votou em mim e para quem não votou”.
Durante a campanha, Cleitinho concentrou agendas no interior de Minas Gerais e apostou na mobilização digital a partir da transmissão de lives nas redes sociais e de vídeos amplificados pelo engajamento massivo do candidato nas plataformas.
Apesar de não compor oficialmente o palanque de Flávio Bolsonaro (PL) no estado —a indefinição fez com que o PL lançasse o empresário Flávio Roscoe ao pleito—, Cleitinho declarou publicamente seu apoio ao presidenciável em mais de uma ocasião.
Como a Folha mostrou, a campanha de Flávio Bolsonaro conta com campeões de votos eleitos neste domingo para impulsioná-lo no segundo turno contra Lula. Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, é um desses pontos focais. Cleitinho e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), recordista de votação, devem ter papel importante na campanha de Flávio para a segunda etapa da votação.
Ainda que o governador eleito não seja o maior entusiasta de Flávio, correligionários do presidenciável afirmam que a situação de Minas reflete o quadro geral do país, com uma disputa polarizada entre bolsonarismo e petismo.
Em debates, contudo, Cleitinho reforçou um tom conciliador, afirmando que pretende governar para acabar com a polarização. “Eu sou de direita, mas meu coração é para todos”, disse em encontro realizado pela Globo na última terça-feira (29).
Cleitinho foi eleito senador por Minas Gerais em 2022, com 41,52% dos votos válidos. Antes de entrar para a política, ele atuou como verdureiro e músico. Na última semana, ele fez campanha em Belo Horizonte, em encontros com eleitores eventualmente transmitidos em suas redes sociais.
Na última segunda-feira (28), na capital mineira, o candidato visitou o Ceasa Minas (Centrais de Abastecimento de Minas Gerais S.A.). Segundo Cleitinho, foi ali que ele iniciou sua história de trabalho, atuando no comércio de hortifrúti ao lado do pai e dos irmãos.
A origem humilde e o discurso antissistema, de “menos Estado e mais povo”, como costuma dizer, marcaram a retórica de campanha.
Candidato de última hora, por sua vez, o nome de Patrus foi apresentado como uma opção consensual para o pleito após sucessivas recusas em torno da formação do palanque do presidente Lula (PT) em Minas.
No fim de maio, Rodrigo Pacheco (PSB), então favorito ao pleito, anunciou que não concorreria. Já em junho, Marília Campos, a ex-prefeita de Contagem também cotada, demonstrou resistência ao convite do PT e fez críticas a uma candidatura própria do partido, mantendo seu nome na corrida ao Senado.
Na campanha, Patrus frequentemente ressaltou sua experiência de gestão à frente da Prefeitura de Belo Horizonte na década de 1990 e no comando do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, durante o primeiro mandato de Lula.
Na reta final de campanha, candidatos alinhados à direita, como o atual governador, Mateus Simões (PSD), e Roscoe apostaram em estratégias semelhantes para tentar conquistar uma vaga num eventual segundo turno, que não acontecerá.
Eles ora recorreram ao antipetismo simbolizado pela rejeição ao ex-governador Fernando Pimentel (PT), acusado de tráfico de influência e lavagem de dinheiro e depois absolvido, ora destacaram a inexperiência do senador do Republicanos em cargos de gestão.
Em entrevista a uma rádio mineira, o candidato do PSD citou a recente crise envolvendo o STF (Supremo Tribunal Federal) e afirmou que Cleitinho deveria voltar ao Senado para colaborar em possível processo de deposição do ministro Alexandre de Moraes.
Também disputaram a eleição Alexandre Kalil (PDT), Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB), Ben Mendes (Missão), Rafael Duda (PSTU), Henrique Áreas (PCO) e Indira Xavier (UP).
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Por Jameson Ramos – especial para o Blog
Reeleita governadora de Pernambuco no primeiro turno, Raquel Lyra (PSD) reuniu parte da militância, aliados e apoiadores políticos, na noite de hoje, durante uma coletiva de imprensa realizada em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. A governadora agradeceu aos pernambucanos pelos votos recebidos e celebrou a vitória após uma disputa acirrada com o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB).
Raquel conquistou 2.737.297 votos, correspondentes a 53,27% dos votos válidos, garantindo mais quatro anos à frente do Governo de Pernambuco. João Campos terminou a disputa em segundo lugar, com 44,78% dos votos válidos.
Leia maisDurante a coletiva, a governadora destacou o resultado das urnas como um reconhecimento ao trabalho desenvolvido ao longo do primeiro mandato e afirmou que pretende ampliar as entregas realizadas pelo governo estadual. Raquel também sinalizou que o segundo mandato será marcado pela continuidade de projetos e pela busca por novos avanços em diferentes áreas da administração pública.
A vitória também representa um marco histórico para Pernambuco. Raquel, que em 2022 se tornou a primeira mulher eleita governadora do estado, agora passa a ser a primeira mulher a conquistar a reeleição para o cargo.
Com o resultado, Raquel Lyra seguirá no comando do Palácio do Campo das Princesas até 2030, tendo novamente Priscila Krause (PSD) como vice-governadora. A nova gestão terá pela frente o desafio de transformar a expressiva votação obtida nas urnas em novas entregas e consolidar as principais ações iniciadas durante o primeiro mandato.
Confira o vídeo acima do discurso feito pela governadora!
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O candidato Elmano de Freitas (PT) foi reeleito governador do Ceará no primeiro turno das eleições neste domingo (4). Às 21h02, com 94,36% das urnas apuradas, o candidato tinha 52,83% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A vice-governadora eleita é Gabriella Aguiar (PSD).
“Vencemos ao lado do povo cearense! Essa vitória é o reconhecimento de um trabalho construído com compromisso, resultados e, acima de tudo, união. Meu agradecimento a todos e todas que caminharam com a gente e fizeram parte dessa conquista. Juntos, vamos fazer muito mais e o Ceará vai seguir avançando”, publicou Elmano em seu perfil no Instagram. As informações são do g1.
Leia maisSegundo colocado na disputa, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) tinha 46,58% dos votos às 21h02h. Ao todo, foram 5.198.340 votos válidos.
Elmano vai governar o estado por um segundo mandato de quatro anos, com início em janeiro de 2027.
A coligação de Elmano foi a maior entre os candidatos a governador no Brasil, formada pelos partidos PSB, PDT, Podemos, Mobiliza, Republicanos, MDB, Federação Renovação Solidária (dos partidos PRD e Solidariedade), Federação PSOL-Rede e a Federação Brasil da Esperança (PT, PC do B e PV).
Tanto Elmano quanto Ciro realizaram uma campanha marcada por discussões sobre segurança pública, saúde e geração de empregos, na qual frequentemente os nomes de Lula e Bolsonaro foram invocados – seja para elogios, seja para críticas.
Elmano lançou uma campanha baseada no alinhamento com o governo federal e aliança com o presidente Lula (PT), também candidato à reeleição. A figura de Lula apareceu constantemente no material de divulgação.
A campanha de Elmano teve como mote os bons resultados do governo em áreas como educação e criação de empregos. Elmano também fez promessas relacionadas ao aumento no investimento em segurança e interiorização da saúde.
Nascido em Baturité, a 100 quilômetros de Fortaleza, Elmano de Freitas da Costa se mudou para Fortaleza aos 15 anos para estudar. Ele é formado em Direito pela Universidade Federal do Ceará (UFC).
A sua chegada a Fortaleza coincidiu com a data em que, após anos de ditadura, as capitais puderam voltar a votar para prefeito. Naquela eleição, Maria Luíza Fontenele, então filiada ao PT, seria eleita a primeira mulher a governar Fortaleza, em uma eleição histórica.
Elmano participou da mobilização de campanha de Maria Luíza e, em 1989, se filiou ao PT, partido no qual está até hoje. Formado em Direito, ele passou a advogar para a Rede Nacional de Advogados Populares (Renap) e na defesa jurídica do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Durante anos de militância, acabou por se aproximar de Luizianne Lins, então filiada ao PT, que se tornaria a segunda mulher eleita para governar Fortaleza. Ele foi secretário de Educação de Fortaleza e coordenador do Orçamento Participativo na gestão de Luizianne.
Em seguida, o petista foi candidato à prefeitura de Fortaleza em 2012, mas perdeu para Roberto Cláudio, então no PSB. No ano seguinte, Elmano foi eleito presidente do PT em Fortaleza. Em 2014, ele foi eleito deputado estadual, sendo reeleito em 2018. Em 2020, concorreu a prefeito de Caucaia, município vizinho a Fortaleza, mas não foi eleito.
Nas eleições de 2022, o nome de Elmano foi escolhido para concorrer ao governo por indicação do ex-governador Camilo Santana (PT). O episódio evidenciou o fim da aliança de 16 anos entre PT e PDT no Ceará. Membros do PDT à época, incluindo Ciro Gomes, defendiam a candidatura de Roberto Cláudio.
Ao fim, o PT lançou Elmano como candidato próprio e ele foi eleito governador do Ceará no primeiro turno, obtendo 54,02% dos votos válidos.
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Com a apuração próxima do fim em Pernambuco, Pedro Campos (PSB) lidera a votação para deputado federal, com 261.104 votos. Na sequência aparecem Jones Manoel (PSOL), com 248.923, Anderson Ferreira (PL), com 185.287, Juliana de Chaparral (União), com 183.048, e Marcelo Gouveia (Podemos), com 182.965 votos.
Para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Dani Portela (PT) aparece como a mais votada, com 146.045 votos. Em seguida estão Gilson Machado Filho (Podemos), com 132.233, André Ferreira (PL), com 118.807, Lara Santana (PV), com 104.604, e Gustavo Gouveia (Podemos), com 88.739 votos. Em breve, será divulgada a lista completa dos eleitos e dos candidatos mais votados para a Câmara dos Deputados e para a Alepe.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou na noite deste domingo (4) após o resultado do primeiro turno das eleições. O resultado da eleição definiu que o próximo presidente da República será escolhido em um segundo turno de votação em 25 de outubro.
Lula disse que “o resultado muitas vezes é inesperado”, mas que o segundo é a “prova dos nove” das eleições. O presidente, que disputa seu quarto mandato, disse que vai derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com quem disputa o segundo turno.
“O resultado muitas vezes é inesperado, a gente nunca consegue tudo aquilo que a gente queria. Confesso que estava convencido de que ia ganhar as eleições em primeiro turno”, disse. As informações são do g1.
Leia maisO presidente falou que vai tentar convencer os mais de 33,3 milhões de brasileiros que não foram às urnas, o que representa 21,07% do eleitorado, de que o seu projeto de país é melhor do que o Flávio.
“O jogo vai começar. Estamos na prorrogação. Na prorrogação, nós vamos convencer o povo brasileiro da importância de continuarmos o projeto de desenvolvimento tecnológico, científico, exploração de terras raras e minerais críticos, e vamos mostrar o que vai ser o crescimento da nova indústria no Brasil”, afirmou.
A confirmação de que haverá segundo turno foi anunciada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste domingo (4), às 20h56, quando 96,78% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela altura, Flávio Bolsonaro tinha 47,39% dos votos, e Lula, tinha 44,74%.
Daqui a três semanas, os eleitores voltam às urnas para definir se Flávio Bolsonaro governará o país pelos próximos quatro anos ou se Lula terá um quarto mandato presidencial.
“Eu sou muito bom no mata-mata. No tête-à-tête. Aí, nós vamos ver quais são os projetos que o país tem”, disse Lula.
Se Flávio for eleito, tomará posse, aos 45 anos, no dia 5 de janeiro de 2027, na cadeira ocupada por seu pai, Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022.
Se vencer, Lula assumirá o quarto mandato aos 81 anos e será o primeiro brasileiro a presidir o país quatro vezes.
Flávio e Lula deixaram para trás Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Edmilson Dias (PCB), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO).
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O Globo
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou, há pouco, após passar ao segundo turno à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que o resultado mostra que o país quer “mudança”.
“Estou muito feliz pelo voto de confiança. São quase 56 milhões de brasileiros. Não poderia estar mais realizado de identificar que o Brasil quer mudança. Fiquei feliz com o resultado em todas as regiões”, disse Flávio.
Leia maisO candidato do PL afirmou que a vitória em primeiro turno não ocorreu por “muito pouco” e disse que o resultado decretou o “fim da era do PT”.
Há a possibilidade real de daqui a três semanas o Brasil dar a resposta de que quer um governo moderno, com menos ministérios, que vai indicar ao menos quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que não vai interferir em eleições”, completou o presidenciável.
É a primeira declaração concedida pelo senador após a confirmação da disputa do segundo turno contra Lula. Com 99,55% das urnas apuradas, o senador tinha 47,12% dos votos, enquanto o atual presidente ficou com 45,05%.
Flávio acompanhou a apuração com a família em uma casa em Brasília, no Lago Sul, após votar pela manhã no Rio de Janeiro.
A estratégia para o segundo turno
Flávio vai buscar o apoio de concorrentes que foram derrotados na primeira etapa, reforçar a presença no Nordeste e conta com a atuação mais frequente do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), já reeleito, na segunda etapa da disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O senador espera o apoio dos candidatos do PSD, Ronaldo Caiado, do Novo, Romeu Zema, e do Avante, Augusto Cury. Lula, por sua vez, tenta neutralizar parte do movimento e vai tentar conter um apoio em bloco do PSD.
Essa frente de negociação partidária envolve a negociação com partidos que hesitaram a aderir à candidatura de Flávio no primeiro turno, como União Brasil, PP e Republicanos. A coordenação política já vinha se movimentando para conversar com caciques do Centrão, entre eles o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do PP, e Antonio Rueda, que comanda o União Brasil. Esses dirigentes são próximos de Flávio, mas liberaram os integrantes dos partidos para as composições que se encaixassem melhor nos planos estaduais.
Outro foco da segunda etapa será o Nordeste, região onde Flávio enfrenta sua principal desvantagem em relação a Lula. Integrantes da campanha avaliam que será necessário intensificar as agendas pelos estados da região e tentar reduzir a vantagem do petista.
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O neo-direitista Túlio Gadêlha (PSD), que até então era deputado federal, mas se arvorou a ser candidato a senador com o apoio da governadora Raquel Lyra (PSD), se prestou ao papel de virar o articulador da direita na campanha da governadora.
Na realidade, ela usou todos, inclusive ele, um inocente que não percebeu. O resultado disso é prático: ele começou a eleição com 7% e terminou com 6%. A partir de janeiro, ou Raquel Lyra arruma um emprego para ele, ou ele estará literalmente desempregado.
João Henrique Caldas, o JHC, será o novo governador de Alagoas. Com 95,56% das urnas apuradas, o candidato do PSDB, ex-prefeito de Maceió, recebeu 51,80% (843.067 votos) dos votos válidos no primeiro turno neste domingo 4.
Renan Filho (MDB), ex-governador e ex-ministro dos Transportes de Lula (PT), terminou em segundo lugar, com 47,77% (777.419 votos). Lenilda Luna, da Unidade Popular (UP), ficou em terceiro, com 0,38%, enquanto Márcio Jambo, do Democrata, somou 0,05% e acabou em quarto.
Natural da capital alagoana, JHC tem 39 anos, é formado em Direito e também construiu sua carreira política entre cargos no Legislativo e no Executivo. Foi deputado estadual entre 2011 e 2014, deputado federal de 2015 a 2018 e prefeito da capital por dois mandatos, em 2021 e 2025. A vice-governadora eleita é a também tucana Célia Rocha
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) se tornou, neste domingo (4), a mulher mais votada da história em uma eleição para a Câmara dos Deputados. Às 20h24, com 94,88% das seções apuradas em São Paulo, ela somava 1.512.468 votos.
A parlamentar superou o recorde de Joice Hasselmann, que recebeu 1.078.666 votos em 2018, quando foi eleita deputada federal por São Paulo pelo PSL. Mesmo antes do fim da apuração, Erika já tinha ultrapassado essa marca em mais de 433 mil votos. As informações são do g1.
Leia maisNa parcial das 20h24, com 94,88% das seções apuradas, os candidatos a deputado federal com mais votos no estado, que tem 70 cadeiras em disputa, eram:
A votação de Erika já correspondia a quase seis vezes o resultado obtido por ela própria em 2022. Naquela disputa, a parlamentar eleita para seu primeiro mandato na Câmara com 256.903 votos.
Quem é Erika Hilton
Erika, de 33 anos, nasceu em Franco da Rocha, na Grande São Paulo. Antes de chegar ao Congresso, foi vereadora da capital paulista. Em 2020, recebeu 50.508 votos e foi a mulher mais votada do país para uma Câmara Municipal naquela eleição.
Em 2022, tornou-se a primeira mulher negra e trans eleita para a Câmara dos Deputados. Sua atuação política inclui a defesa dos direitos das mulheres, da população negra e da comunidade LGBTQIA+.
Durante o primeiro mandato, Erika também esteve à frente da proposta de redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1, na qual o trabalhador tem seis dias de trabalho para um de descanso.
Em fevereiro de 2025, apresentou uma proposta de emenda à Constituição que previa quatro dias de trabalho por semana, três de descanso e limite de 36 horas semanais.
Em março de 2026, tornou-se a primeira mulher trans a presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. Entre as prioridades anunciadas ao assumir estavam o enfrentamento à violência política de gênero, a fiscalização da rede de proteção e políticas de saúde integral para as mulheres.
