O presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu a sessão de julgamento do ministro Alexandre de Moraes, que volta às 14 horas.
O presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu a sessão de julgamento do ministro Alexandre de Moraes, que volta às 14 horas.
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) voltou a mirar a gestão da governadora Raquel Lyra (PSD) e da vice Priscila Krause (PSD) no guia eleitoral desta quarta-feira (16). A propaganda criticou o que a campanha classifica como falta de entregas do atual Governo do Estado e usou imagens produzidas com inteligência artificial para contrapor soluções rápidas exibidas na tela à execução de obras e serviços públicos.
“Na tela, tudo é muito fácil, rápido, perfeito. O problema é que, para fazer Pernambuco voltar a ser a locomotiva do Nordeste, aí não tem filtro, nem fachada, nem IA que dê jeito: só com muito trabalho mesmo, como a gente fez no Recife”, declarou João. O programa comparou a administração estadual a ações realizadas durante a gestão dele na Prefeitura do Recife, citando a ampliação de vagas em creches, obras em áreas de morro, pontes e pontilhões, 78 Unidades de Saúde da Família Mais (USF+) e o Hospital da Criança do Recife.
O guia também apresentou propostas da candidatura para o Governo do Estado, entre elas a construção de quatro hospitais, isenção de IPVA para motocicletas de até 180 cilindradas e conta de água zerada para consumidores da tarifa social que não recebam abastecimento com regularidade. “João agora chega para assumir novos compromissos, sem requentar promessas. Pernambuco tem pressa de voltar a ser líder na região”, afirma a propaganda eleitoral.
O Blog lança uma campanha de solidariedade para ajudar a menina Helena Letícia dos Santos Lima, de 13 anos, que tem tumor cerebral e epilepsia de difícil controle. Helena nasceu prematura, aos seis meses, e começou a apresentar crises epilépticas aos 2 anos. Aos 4, passou por um procedimento no terceiro ventrículo cerebral para tratar o acúmulo de líquido na cabeça. Aos 8 anos, foi submetida à primeira cirurgia para abordagem do tumor e, no ano seguinte, precisou passar por uma nova intervenção. Aos 10, recebeu um estimulador do nervo vago (VNS), dispositivo implantado para auxiliar no controle das crises.
A mãe, Eduarda Katiele da Silva Santos, conta que, para controlar a epilepsia, Helena depende diariamente de uma combinação de medicamentos anticonvulsivantes, além do canabidiol. Segundo Eduarda, as despesas com os remédios chegam a cerca de R$ 8 mil por mês, e o fornecimento de parte da medicação ainda é discutido judicialmente com o Estado. Recentemente, o quadro da menina se agravou: ela deixou de andar, perdeu a audição de um dos ouvidos e, no outro, mantém cerca de 55% da capacidade auditiva. Helena precisa agora também de um aparelho auditivo.
Os cuidados diários incluem ainda fraldas, produtos de higiene e alimentação específica, já que Helena segue uma dieta cetogênica. As dificuldades financeiras se agravaram depois que mãe e filha ficaram sem moradia. Elas foram ajudadas por vizinhos, que conseguiram um espaço emprestado para as duas, onde vivem atualmente de favor. Eduarda conta que toda a renda disponível é destinada ao tratamento da filha e que, em alguns momentos, falta até comida em casa. “Tem vez que só tem um leite, eu bato e dou a ela. Eu prefiro ficar com fome”, relatou.
Quem tiver interesse em contribuir pode fazer doações em dinheiro ou de itens necessários aos cuidados de Helena, como medicamentos, fraldas, produtos de higiene e alimentos adequados à dieta da menina, além de ajudar na aquisição do aparelho auditivo. As contribuições em dinheiro podem ser feitas através da chave Pix 81987479803, em nome de Eduarda Katiele da Silva Santos, pelo Mercado Pago. Para doar itens ou obter mais informações, o contato pode ser feito diretamente com a mãe pelo WhatsApp, no número (81) 98747-9803.
O presidente estadual do Avante e candidato a deputado estadual Sebastião Oliveira esteve, nesta quarta-feira (16), em Jaboatão dos Guararapes acompanhado do deputado federal Waldemar Oliveira (Avante), candidato à reeleição, além de Valdir Massa e Jefferson Moura. No UR-11, onde foi recebido pela candidata a deputada federal Ana Brandão, Sebastião ouviu lideranças e moradores e afirmou que pretende destinar emendas para ações no município. “Colocarei o meu mandato à disposição e vou destinar emendas para ajudar a melhorar a qualidade de vida do povo do UR-11 e de Jaboatão dos Guararapes”, afirmou Sebastião.
Por Anthony Santana
Do Blog da Folha
O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), já desembarcou no Aeroporto Internacional dos Guararapes, na Zona Sul do Recife, para cumprir compromissos de campanha na capital pernambucana. Acompanhando do candidato a vice, o deputado alagoano Alfredo Gaspar (PL), o presidenciável foi recebido pelo presidente estadual do PL, Anderson Ferreira e pelo deputado federal e candidato ao Senado pela PL, Mendonça Filho.
Ferreira divulgou no próprio perfil do Instagram a chegada do filho “01” do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na investigação da tentativa de golpe de 2023. Entre os compromissos de Flavio em solo pernambucano, está a realização de uma caminhada pelo Bairro do Recife, marcada para as 16h22. Também está previsto um ato do presidenciável no Cais da Alfândega, logo após a caminhada.
O ex-presidente José Sarney recebeu alta hospitalar na manhã desta quarta-feira (16). De acordo com um boletim médico, ele seguirá recebendo “acompanhamento de forma ambulatorial, com cuidados domiciliares”.
Sarney estava internado desde o último domingo (13), no Maranhão, quando precisou de atendimento médico em decorrência de uma pneumonia. Aos 96 anos, o ex-presidente precisou passar por tratamento com remédios na veia. As informações são da CNN Brasil.
O editorial da Folha de S.Paulo publicado ontem (15), ao defender uma agenda conservadora para o país, questionou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), classificando-o como “inexperiente” e “herdeiro de visão golpista”. “Jair foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado, enquanto Flávio promete indultar o pai e preserva o discurso de confronto institucional. Também é arriscada sua subserviência a Donald Trump, presidente dos EUA, em temas sensíveis como tarifas, terras raras e mudança climática”, escreveu.
O jornal questiona também a tentativa de Flávio Bolsonaro de se desvincular das relações mantidas por seu círculo político com personagens posteriormente associados a atividades criminosas. Entre os episódios citados está a homenagem concedida, quando era deputado estadual, a um policial que estava preso sob acusação de homicídio e que, mais tarde, seria identificado como integrante de milícia. O editorial menciona ainda, ao fim do texto, o diálogo do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro e o pedido de milhões (sem mencionar diretamente que foram R$ 134 milhões) para a produção de um filme em homenagem ao pai.
Veja na íntegra:
Leia maisFlávio é inexperiente e herdeiro de visão golpista
Editorial da Folha de S.Paulo
Desde que foi apontado pelo pai, Jair Bolsonaro, como candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta questionamentos sobre as qualidades que possuiria para ocupar o cargo mais alto da República.
A escolha surpreendeu setores da direita não bolsonarista que buscavam um postulante mais experiente e reconhecido, caso de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo e bem avaliado no Estado.
Num contexto em que mais uma vez não despontou uma candidatura conservadora forte, Flávio, mesmo sem o apoio entusiasmado do centrão, tornou-se competitivo, beneficiado pela polarização. Pesquisas recentes apontam empate técnico com Lula em cenários de segundo turno.
Tais resultados não dissipam as dúvidas sobre o candidato; ao contrário, tornam seu exame necessário. Flávio não possui experiência em gestão relevante nem trajetória parlamentar que, por si, o credencie para a Presidência. Mais grave é o projeto político do qual se apresenta como herdeiro.
Jair foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado, enquanto Flávio promete indultar o pai e preserva o discurso de confronto institucional. Também é arriscada sua subserviência a Donald Trump, presidente dos EUA, em temas sensíveis como tarifas, terras raras e mudança climática.
Não se trata de atribuir a Flávio responsabilidades de seus familiares, mas de saber que compromisso efetivo com a democracia oferece uma candidatura que reivindica essa herança política.
Merece escrutínio, ainda, a tentativa de se desvincular das relações mantidas ao longo dos anos por seu círculo político com personagens posteriormente associados a atividades criminosas.
Quando deputado estadual, chegou a conceder a mais alta honraria da Assembleia Legislativa do Rio a um policial que estava preso sob acusação de homicídio e que, mais tarde, seria identificado como integrante de milícia. Sua vida pública também foi marcada pela investigação sobre um suposto esquema de “rachadinhas” em seu gabinete.
Mais recentemente, veio à tona seu diálogo amistoso com Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o pedido de milhões para o filme em homenagem ao pai.
Nada disso, por óbvio, autoriza atribuir-lhe crimes que não foram provados. Mas é parte de sua biografia e não pode ser ignorado.
Antes de postular à Presidência, Flávio precisa demonstrar que está preparado para exercê-la —e que aceita sem ambiguidades os limites que a Constituição impõe a quem ocupa o poder.
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A Prefeitura de Ipojuca implantou três Salas Azuis na rede municipal de ensino para ampliar o atendimento especializado a estudantes neurodivergentes. Os espaços funcionam na Escola Santo Cristo, no Centro; na Escola Maria das Dores, em Nossa Senhora do Ó; e na Escola Jarbas Passarinho, em Camela.
As salas foram estruturadas para atender crianças com autismo, TDAH, dislexia e outras condições que demandam acompanhamento especializado. Os espaços contam com materiais manipulativos, livros sensoriais, recursos tecnológicos e instrumentos voltados ao desenvolvimento da leitura, da escrita e de habilidades cognitivas. O atendimento envolve profissionais especializados em psicopedagogia, psicologia e educação inclusiva. Além dos alunos matriculados nas três unidades, os polos poderão receber estudantes de outras escolas e crianças das respectivas regiões.
“Estamos ampliando uma rede de cuidado e inclusão para garantir que cada criança tenha condições de aprender e se desenvolver. Nosso compromisso é fazer com que as famílias encontrem esse suporte cada vez mais perto de casa e dentro da própria rede municipal”, afirmou o prefeito Carlos Santana.
Por Estadão Conteúdo
A crise no Supremo Tribunal Federal tem conexão reduzida com a disputa eleitoral nas redes sociais, mostra levantamento da Palver, empresa de inteligência e análise do ambiente digital.
Apenas de 1% a 6% das mensagens relacionadas à crise nas redes mencionam voto ou disputa presidencial, variando conforme a plataforma, o que aponta para baixo alcance eleitoral do episódio e efeitos limitados da crise sobre a disputa, de acordo com o levantamento.
Leia maisA Palver monitorou mensagens nas redes sociais (Instagram, X, Facebook, TikTok e Youtube) e nas redes de mensageria (WhatsApp e Telegram) relacionadas à crise na Suprema Corte entre 8 e 16 de setembro.
O monitoramento, divulgado nesta quarta-feira (16), revela transmissão eleitoral reduzida do debate sobre a crise ao pleito, segundo a Palver. Entre os que mencionam voto ou disputa eleitoral na conversa sobre a crise da Suprema Corte, a maioria de 37% a 75%, variando conforme a plataforma, reforçam a escolha já tomada, mostram os dados.
A parcela que declara reavaliar o voto fica entre 8% e 19%, conforme a rede. “A crise ocupa espaço amplo na conversa e se conecta pouco à decisão eleitoral. O padrão predominante é de confirmação de posição prévia, com conversão declarada residual no período medido”, avalia a Palver.
O levantamento corrobora com as pesquisas de intenção de voto que vem mostrando baixa relação da crise do STF na decisão presidencial. Pesquisa Quaest divulgada nesta semana apontou que sete em cada dez brasileiros (67%) afirmam que a crise no STF não influencia voto para presidente, enquanto 22% afirmam que a turbulência institucional reforça a escolha atual e outros 7% dizem que poderiam trocar de candidato.
A próxima rodada dos institutos de pesquisa deve incorporar a percepção dos eleitores após a sessão do plenário do STF da terça que discutia a abertura de inquérito para apurar a conduta do ministro Alexandre de Moraes.
Circulação intensa
O relatório da Palver observou ainda que a sessão da terça-feira do STF produziu “circulação intensa” nas redes sociais. O ministro Alexandre de Moraes lidera o desgaste entre os atores mais criticados.
Entre os usuários que responsabilizam alguém pela crise, de 62% a 68%, conforme a rede, atribuem o episódio a Moraes. Na sequência, aparece o ministro André Mendonça com 31% a 42% das citações entre os responsáveis.
“Moraes concentra a maior fatia de menções de desgaste e uma das menores de defesa. Fachin é o mais poupado, e Flávio Bolsonaro o mais defendido do conjunto”, pontua a Palver.
Desgaste
De acordo com a Palver, nas redes sociais, o principal efeito da sessão foi a distribuição do desgaste pela Corte. As críticas ao STF como instituição aparecem em 42% a 55% de atribuição de desgaste, acima de qualquer ministro individualmente, exceto Moraes.
“O custo de imagem não está concentrado em um indivíduo que possa ser afastado, substituído ou absolvido. Ele recai sobre o tribunal, e nenhum desfecho da disputa entre ministros o resolve de forma automática”, avalia a empresa de inteligência.
O levantamento identificou ainda que depois do início do julgamento, a atribuição de desgaste a Moraes recuou e as manifestações em defesa dele subiram, enquanto Mendonça seguiu o caminho inverso com alta de desgaste e queda acentuada de defesa em todas as redes analisadas. As manifestações de defesa ao ministro do STF, Edson Fachin, também caíram nas redes ao longo da terça-feira.
Caso Master atinge os dois campos
Conforme a Palver, o debate nas redes sobre o caso do Banco Master atinge os dois campos. “O desgaste recai sobre a família Bolsonaro e sobre o STF como instituição. Lula e o PT aparecem em patamar inferior, e Banco Central, Senado e Câmara registram atribuição residual”, mostra o levantamento.
O vínculo do caso Master com a família Bolsonaro decorre do financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro, Dark Horse, pelo banqueiro Daniel Vorcaro com intermediação do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), enquanto a atribuição a Lula decorre da associação entre Moraes e o campo governista, releva o monitoramento.
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O ex-presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, é o meu convidado de hoje do podcast ‘Direto de Brasília’, programa em parceria com a Folha de Pernambuco. Felipe vai abordar especificamente a sessão bombástica do Supremo Tribunal Federal (STF) de ontem, na qual o plenário iria decidir se autorizava a abertura de uma investigação formal contra o ministro Alexandre de Moraes. O julgamento foi interrompido após uma questão de ordem e, posteriormente, pelo pedido de vista do ministro Flávio Dino. Com o adiamento, Dino terá prazo de 90 dias para devolver o caso ao plenário.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
Por Rinaldo Remígio*
Será que podemos chamar de “barbárie institucional” o que assistimos ontem no plenário do Supremo Tribunal Federal? Depois de horas de sessão, nada de concreto foi decidido diante de acusações graves — ainda que, é indispensável ressaltar, sejam apenas suspeitas que precisam ser devidamente investigadas, com respeito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência.
O que a sociedade esperava era serenidade, transparência e uma resposta institucional. No entanto, o que presenciou foram ministros da mais alta Corte do país elevando o tom, trocando acusações, interrompendo uns aos outros e, em determinados momentos, demonstrando falta de respeito até mesmo para com quem presidia a sessão.
Leia maisDivergências jurídicas são naturais e necessárias em um tribunal. O que não se pode aceitar é que o debate abandone o campo das ideias e assuma contornos de confronto pessoal. Os ministros do Supremo não atuam ali como cidadãos comuns discutindo em uma praça; representam uma das instituições mais importantes da República e, por isso, devem dar exemplo de equilíbrio, respeito e responsabilidade.
Mesmo quem conhece pouco do Direito — ou até o brasileiro completamente leigo em questões jurídicas — pôde perceber que algo estava profundamente errado. Alguns ministros, penso eu, adotaram naquela sessão uma postura incompatível com a dignidade e a responsabilidade dos cargos que ocupam.
A ministra Cármen Lúcia, reconhecendo a gravidade do episódio, pediu desculpas ao povo brasileiro. Seu gesto demonstra humildade e merece ser respeitado. Mas será que a sociedade aceitará apenas um pedido de desculpas? Pedir desculpas é importante, porém não resolve o problema, não esclarece as suspeitas e tampouco recupera, por si só, a confiança abalada.
A população não deseja condenações antecipadas. Deseja investigação séria, imparcialidade, transparência e respostas. Ninguém pode estar acima da Constituição, assim como ninguém deve ser julgado previamente sem provas.
Penso também que os conselhos de classe profissional, as entidades representativas e as instituições da sociedade civil não devem permanecer em silêncio diante de um episódio dessa gravidade. Dentro de suas competências e atribuições legais, precisam se posicionar em defesa da Constituição, do devido processo legal, da ética, da transparência e do respeito entre os Poderes. A sociedade espera dessas instituições uma manifestação serena, firme e responsável.
Até quando continuaremos assistindo a esse descaso? Até quando as controvérsias processuais continuarão adiando o necessário enfrentamento dos fatos? E até quando a sociedade brasileira terá de esperar para saber a verdade?
O Supremo Tribunal Federal precisa ser preservado, mas preservar uma instituição não significa silenciar diante de seus erros. Pelo contrário: significa exigir que seus integrantes estejam à altura da missão constitucional que receberam.
A República é maior do que qualquer ministro. A Constituição é maior do que qualquer tribunal. E a sociedade brasileira merece respeito e respostas!
*Professor universitário aposentado, administrador, contador e mestre em Economia.
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Por Estadão Conteúdo
O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse, nesta quarta-feira (16), que o acesso de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) à integra do celular de Daniel Vorcaro permitirá que a sociedade descubra as relações do ex-banqueiro com outros políticos e autoridades, inclusive da Corte.
“Agora que o celular dele está na mão de outros ministros, está na mão do (Cristiano) Zanin, está na mão do Gilmar (Mendes), está na mão do companheiro Flávio Dino, agora a gente vai saber quem é que estava com mulher, quem foi fazer ‘suruba’ com as mulheres que vieram da China”, afirmou, em participação no podcast Desce a Letra.
Leia maisO presidente também acusou pessoas famosas, sem identificá-las, de intermediar esses encontros. “Tem gente famosa que era agenciador, que era o cafetão da turma. Tudo isso vai aparecer agora. E é importante que apareça pra gente poder limpar esse país”, declarou.
Ao comentar a crise no Supremo, o petista afirmou que os acontecimentos prejudicam a instituição. “Eu acho que o que tá acontecendo no Supremo Tribunal Federal não é uma coisa boa. Não é uma coisa boa. Porque significa que aquele mafioso chamado Vorcaro envolveu todo mundo”, disse.
‘Nervosinho’
Lula criticou ainda o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, a quem chamou de “nervosinho”. O presidente associou a reação do adversário à atuação do ministro Alexandre de Moraes contra Jair Bolsonaro e os envolvidos na tentativa de golpe e à possibilidade de novas revelações sobre a relação de Flávio com Vorcaro.
“Ele tá nervosinho porque vai aparecer todas as falcatruas dele do Vorcaro, o churrasco, a bebida, as mulheres e os R$ 130 milhões que ele pegou do Vorcaro para poder financiar o filme do pai”, afirmou. Questionado pelos apresentadores sobre o Dark Horse, Lula disse que não pretende assistir ao filme. Lula também não apresentou provas dessas acusações no trecho da entrevista.
Apesar das críticas à situação no STF, o presidente reiterou elogios a Moraes. “Acho que o Alexandre de Moraes fez um trabalho extraordinário para garantir a democracia desse país, prendendo o Bolsonaro e os golpistas que foram com ele”, declarou.
Mas ele já havia dito anteriormente que “ninguém está acima da lei” – e que isso vale para os integrantes do STF.
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Do UOL
Pesquisas de RealTime Big Data, Datafolha e Quaest mostram como eleitores de Pernambuco avaliam a disputa entre João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) pelo governo do estado em 2026.
RealTime Big Data, 15 de setembro
No RealTime Big Data, João Campos e Raquel Lyra aparecem em empate técnico no primeiro turno estimulado. João Campos tem 44% e Raquel Lyra marca 43%.
Leia maisVeja o cenário de 1º turno estimulado do RealTime Big Data:
João Campos (PSB): 44%
Raquel Lyra (PSD): 43%
Renan Hallais (Missão): 4%
Ivan Moraes (PSOL): 1%
Outros: 1%
Branco/nulo: 4%
Não sabe/não respondeu: 3%
No primeiro turno espontâneo do RealTime Big Data, os dois também aparecem empatados. Raquel Lyra tem 25% e João Campos marca 25%; 35% dizem não saber ou não responder.
Veja o cenário de 1º turno espontâneo do RealTime Big Data:
Raquel Lyra (PSD): 25%
João Campos (PSB): 25%
Renan Hallais (Missão): 1%
Outros: 4%
Branco/nulo: 10%
Não sabe/não respondeu: 35%
No segundo turno do RealTime Big Data, João Campos e Raquel Lyra ficam empatados numericamente. Cada um tem 44%, com 6% de branco/nulo e 6% de não sabe/não respondeu.
Datafolha, 11 de setembro
No Datafolha, Raquel Lyra lidera o primeiro turno e abre vantagem numérica sobre João Campos. A governadora tem 47% e João Campos marca 42%
Veja o cenário de 1º turno do Datafolha
Raquel Lyra (PSD): 47%
João Campos (PSB): 42%
Ivan Moraes (PSOL): 1%
Professora Camila (UP): 1%
Renan Hallais (Missão): 1%
Guilherme Fonseca (PSTU): 0%
Victor Assis (PCO): 0%
Professor Jeremias do Banco (Democrata): 0%
Branco/nulo/nenhum: 6%
Indecisos: 2%
No segundo turno do Datafolha, Raquel Lyra também aparece à frente de João Campos. A governadora tem 51% e João Campos marca 44%; 4% dizem votar em branco/nulo/nenhum e 1% se declaram indecisos
Quaest, 8 de setembro
Na Quaest, Raquel Lyra lidera o primeiro turno estimulado, e a disputa com João Campos fica em empate técnico na margem de erro. Raquel marca 43% e João Campos tem 37%.
Veja o cenário de 1º turno estimulado da Quaest:
Raquel Lyra (PSD): 43%
João Campos (PSB): 37%
Ivan Moraes (PSOL): 1%
Renan Hallais (Missão): 1%
Guilherme Fonseca (PSTU): 0%
Professor Jeremias do Banco (Democrata): 0%
Professora Camila (UP): 0%
Victor Assis (PCO): 0%
Branco/nulo/não vai votar: 6%
Indecisos: 12%
No primeiro turno espontâneo da Quaest, Raquel Lyra aparece numericamente à frente de João Campos. A governadora tem 33% e João Campos marca 24%; 40% dizem estar indecisos.
Veja o cenário de 1º turno espontâneo da Quaest:
Raquel Lyra (PSD): 33%
João Campos (PSB): 24%
Ivan Moraes (PSOL): 0%
Guilherme Fonseca (PSTU): 0%
Professor Jeremias do Banco (Democrata): 0%
Professora Camila (UP): 0%
Renan Hallais (Missão): 0%
Outros: 1%
Branco/nulo/não vai votar: 3%
Indecisos: 40%
No segundo turno da Quaest, Raquel Lyra aparece à frente de João Campos. A governadora tem 45% e João Campos marca 39%; 6% dizem votar em branco/nulo/não vai votar e 10% se declaram indecisos.
Sobre as pesquisas
RealTime Big Data: 1.600 entrevistados em Pernambuco; entrevistas (método não informado no material); coleta de 10 a 14 de setembro de 2026; margem de erro de dois pontos percentuais; nível de confiança de 95%; contratante/financiamento não informado; registro no TSE: PE-07953/2026.
Datafolha: 1.204 entrevistados em Pernambuco; entrevistas (método não informado no material); coleta de 8 a 10 de setembro de 2026; margem de erro de três pontos percentuais; nível de confiança de 95%; contratante: Folha de S.Paulo e TV Globo; registro no TSE: PE-04411/2026.
Quaest: 1.302 entrevistados em Pernambuco; entrevistas presenciais; coleta de 4 a 7 de setembro de 2026; margem de erro de três pontos percentuais; nível de confiança de 95%; contratante: Globo; registro no TSE: PE-00285/2026.
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