Por André Gustavo Vieira*
Pernambuco perdeu, ontem, um dos seus grandes jornalistas. Morreu Homero Fonseca, um profissional que construiu uma trajetória marcada pelo talento, pela seriedade, pela ética e, sobretudo, pelo respeito ao jornalismo.
Homero era daqueles jornalistas que não precisavam levantar a voz para serem respeitados. Sua autoridade vinha do conhecimento, da experiência e da forma correta como exerceu a profissão durante décadas.
Passou por grandes jornais e redações, ocupou funções importantes, escreveu livros e ajudou a formar uma geração de jornalistas pernambucanos. Mas talvez sua maior marca tenha sido a maneira como entendia o jornalismo: apurar antes de publicar, ouvir antes de julgar e escrever sempre com responsabilidade.
Leia maisEra exigente com o texto, cuidadoso com a informação e extremamente zeloso com a profissão. Tinha a independência que todo jornalista deveria ter e a coragem necessária para defender aquilo em que acreditava.
Homero também foi um grande contador das histórias de Pernambuco. Como jornalista e escritor, ajudou a preservar personagens, episódios e momentos importantes da nossa história e da nossa cultura.
Mas quem o conheceu sabe que Homero era mais do que um excelente profissional. Era uma figura querida, respeitada e admirada por seus colegas e amigos.
Num tempo em que o jornalismo mudou tanto, Homero representa uma escola que não pode ser esquecida: a escola da apuração, do bom texto, da responsabilidade e da honestidade intelectual.
Pernambuco perde um jornalista de primeira grandeza. Perde Homero!
E o jornalismo pernambucano perde um daqueles profissionais que ajudaram a construir a sua história.
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