A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) agradeceu, na noite de domingo, a mensagem de solidariedade da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) após a aliada de Michelle Bolsonaro (PL) relatar ter sofrido ataques misóginos. Damares afirma ter se emocionado com a publicação de Marina, a quem se refere como “irmã em Cristo”.
“Deputada, suas palavras me emocionaram e aqueceram meu coração. Estamos hoje em lados opostos na política, mas todos sabem que no passado já estivemos do mesmo lado, juntas, lutando por um Brasil melhor e todos também sabem que tenho carinho e admiração pela senhora e que somos irmãs em Cristo”, escreveu Damares, que assim como Marina segue a religião evangélica. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisNo sábado, Marina publicou um texto endereçado a Damares no qual criticou a misoginia.
“O debate político pode e deve ser firme, mas jamais pode abrir mão da civilidade, da verdade e do respeito. Quando uma mulher na vida pública é alvo de agressões e tentativas de silenciamento, todas nós somos atingidas. Que Deus e o bom ambiente democrático nos iluminem a escapar dessa onda inaceitável que nada têm a ver com o que deveria ser o debate público”, escreveu Marina.
Na quarta-feira, Damares revelou ter sido alvo de uma onda de ataques nas redes sociais. As declarações foram feitas durante reunião da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, presidida pela própria parlamentar, um dia depois de Michelle Bolsonaro anunciar que deixaria a presidência do PL Mulher em meio à crise com o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Segundo Damares, os ataques ultrapassaram as críticas políticas e passaram a atingir sua vida pessoal e sua família.
— Essa semana eu tenho sido vítima dos mais terríveis ataques (…) Disseram que vão matar minha filha. Inclusive eles fazem imagens de como vão matar a minha filha. A minha filha é uma menina indígena. Eu sou mãe de uma menina indígena. E eles simulam imagens que estão empalando a minha filha, que estão decapitando ela. É uma violência política que a gente não consegue imaginar.
Após o discurso, Damares afirmou ao GLOBO que a bancada feminina do Senado pretende discutir medidas institucionais diante dos episódios recentes de violência política contra mulheres, independentemente de uma manifestação formal das vítimas.
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