O candidato a governador João Campos (PSB) se pronunciou nas redes sociais, na noite deste domingo (20), sobre a divulgação de um vídeo em que Raquel Lyra (PSD) aparece recomendando a realização de um procedimento de laqueadura sem o consentimento de uma paciente. Segundo o líder da Frente Popular de Pernambuco, a postura da governadora, sintetizada na frase “Faz sem ela saber”, causa “indignação” e representa uma “violação da integridade física de uma mulher”.
“‘Faz sem ela saber’. Assisti com indignação ao vídeo em que a candidata usa essa frase pra sugerir a laqueadura de uma gestante, sem ela saber. A lei é clara: esterilização exige manifestação expressa da vontade da mulher. Autoridades e gestores públicos têm o dever legal e ético de garantir direitos e proteger a população, jamais de sugerir práticas ilícitas ou violações da integridade física. Fazer “sem ela saber” não é cuidado. É violência. É crime previsto em lei”, escreveu.
As imagens que viralizaram foram gravadas em 2025, no Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, no Agreste. Na gravação, a governadora aparece ouvindo o relato feito por uma servidora sobre uma mulher que já tinha filhos e estava novamente grávida. Raquel sugere a realização de uma laqueadura, ouve da funcionária uma frase que não é possível entender no vídeo e, então, diz: “Mas faz sem ela saber, vai!”. O caso vem gerando indignação de diversas autoridades, influenciadoras e outras personalidades em todo o país.
Depois das declarações da governadora Raquel Lyra sobre a realização de laqueaduras, inclusive diante da possibilidade de procedimentos sem o consentimento adequado das mulheres, a reação foi imediata. O assunto revoltou mulheres em todas as regiões de Pernambuco.
E agora é preciso ir além da declaração. É preciso saber o que aconteceu na prática: quantos procedimentos foram realizados, em quais unidades, sob quais protocolos e com qual autorização?
Leia maisNão adianta ser mulher, falar sobre mulheres e usar essa condição como discurso. Trabalhar pelas mulheres exige sensibilidade, responsabilidade e, principalmente, respeito aos seus direitos.
E essa discussão não termina nas laqueaduras. Ela também passa pelo fechamento ou redução do funcionamento de delegacias especializadas em atendimento às mulheres e pelas creches que foram prometidas e não foram entregues.
Ser mulher não é suficiente para demonstrar compromisso com as mulheres. É preciso governar pensando nelas, protegendo seus direitos e respeitando suas escolhas.
No caso das laqueaduras, a pergunta é simples e precisa de uma resposta objetiva: quantas foram feitas sem autorização ou sem o devido consentimento das pacientes?
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Pegou mal. Mais uma vez. A declaração da governadora Raquel Lyra (PSD) que sugere a uma paciente do Hospital Dom Moura, em Garanhuns, ser submetida a uma laqueadura, nas palavras de Raquel, “sem ela saber”, acabou por ganhar uma dimensão que ultrapassa, e muito, os limites de uma fala infeliz.
Trata-se de um episódio que envolve consentimento, autonomia individual, ética médica e valores defendidos por setores que, sim, integram o campo político da ex-prefeita de Caruaru.
Leia maisMas antes de analisar o teor do que foi sugerido pela governadora, é necessário se debruçar sobre a Constituição Federal. A legislação brasileira exige manifestação expressa da vontade para a esterilização voluntária.
Ou seja, fora das quatro linhas do que preconiza a lei tudo seria ilegal. Bacharel em Direito, a procuradora licenciada teria por obrigação de ofício saber disso, justamente para evitar que a incumbisse em erro grave, ilegal e inconstitucional.
Com um palanque abarrotado de bolsonaristas e conservadores, é justamente junto ao eleitor católico que a declaração de Raquel esbarra em um dogma: o catecismo considera moralmente ilícita a esterilização direta e estabelece que a regulação dos nascimentos deve ocorrer sem imposições externas.
A encíclica Humanae Vitae, de Paulo VI, também rejeita a esterilização direta e adverte contra a interferência coercitiva do poder público nas decisões relacionadas à geração da vida. Portanto, a frase da governadora colide não apenas com a legislação brasileira, mas também com princípios centrais da doutrina católica.
Politicamente, o episódio cria mais uma situação delicada para uma governadora que busca manter em seu entorno setores de centro, direita e conservadores. Mais uma porque, recentemente, a base de apoio a Raquel Lyra expurgou de perto de si a figura de Mendonça Filho, candidato do PL ao Senado, tendo chegado a acionar a Justiça Eleitoral para evitar que o ex-governador fizesse uso da imagem da governadora em peças publicitárias.
Acontece que, oportunamente ou não, hoje, Mendonça carrega consigo parte de um eleitorado que atribui peso relevante a valores ligados à família, à religião e à liberdade individual.
Em resumo: como uma candidata que precisa dialogar com diferentes segmentos conservadores explicará uma declaração que sugere uma intervenção definitiva no corpo de uma mulher sem seu conhecimento? Entre a legislação, a doutrina católica e a própria necessidade de preservar alianças eleitorais, a frase transformou um comentário de poucos segundos em um problema político de proporções bem maiores.
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Por Mariana Sanches
Do UOL
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja neste domingo (20) a Nova York, onde fará o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU. No decorrer de sua fala, devem aparecer ao menos três recados aos Estados Unidos, sem citações nominais ao presidente Donald Trump, que o sucederá no púlpito: cooperação internacional no combate ao crime organizado, sem invasões territoriais, críticas à aplicação de tarifas comerciais e respeito da comunidade internacional às eleições brasileiras.
A menos de 12 dias das eleições presidenciais, e em meio a um cenário difícil pintado pelas pesquisas de intenção de voto, Lula deve deixar de lado qualquer menção ao Judiciário brasileiro, que enfrenta uma grave crise exposta na sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) da última terça-feira (15), quando o julgamento da abertura de inquérito contra Alexandre de Moraes por suposta ligação com Daniel Vorcaro virou uma sucessão de trocas de acusações e ataques entre os magistrados. A sessão foi suspensa por um pedido de vista de Flávio Dino.
Leia maisNo mesmo fórum, no ano passado, o presidente brasileiro defendeu nominalmente o “Judiciário” do país, um dia depois de os Estados Unidos imporem sanções contra a mulher de Moraes, Viviane Barci, e a um escritório do casal com base na Lei Magnitsky. A Assembleia Geral ocorria dias após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, altos funcionários do seu governo e militares por tentativa de golpe de Estado, cujo relator foi o mesmo Alexandre de Moraes. Auxiliares do petista avaliam que, desta vez, a crise enfrentada pelos ministros do Supremo é de ordem interna.
As páginas nas quais foi escrito o discurso que Lula fará na terça-feira (22) contêm, ainda, velhas demandas do Brasil no organismo internacional – muitas já apareceram em outras das nove participações do presidente brasileiro na ONU. Estarão lá a reforma do Conselho de Segurança, a defesa do multilateralismo, o apelo à democracia, a importância da conservação ambiental e a necessidade de se adotarem soluções de governança global que encerrem conflitos, como o de Gaza, da Ucrânia e do Sudão. Os pleitos devem ganhar em intensidade, já que a ONU enfrenta crises política e financeira, além de um impasse na eleição de um secretário-geral que substitua o português Antônio Guterrez, que encerrará seu mandato após dez anos.
A equipe do presidente brasileiro vê possibilidade de repetir o esbarrão coreografado de bastidor com Trump, embora nenhuma agenda tenha sido confirmada. Um encontro rápido é possível, apesar dos esforços do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e do comentarista político Paulo Figueiredo, que estiveram em Washington nos últimos dias para pedir a interlocutores no Departamento de Estado e na Casa Branca que o presidente americano evitasse qualquer interação com o líder brasileiro. A dupla aproveitou a viagem para fazer pressão por novas sanções aos ministros Moraes, Flavio Dino e Gilmar Mendes.
Fora da ONU, Lula tem uma reunião prevista com o prefeito de Nova York, o socialista Zohran Mamdani. Mais de 30 autoridades pediram reuniões bilaterais, segundo os assessores do presidente brasileiro. Nenhuma foi confirmada, por ora. O petista enfrentará uma viagem de mais de 12 horas para passar menos de dois dias completos na cidade americana. Embora o tom da participação dele na ONU esteja sendo preparado para atender ao público internacional, o discurso não deixa de ser uma peça publicitária luxuosa para a campanha.
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Amanhã (21), Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB) e Ivan Moraes (Psol) participam de um debate promovido pela TV Guararapes. O encontro será realizado das 18h às 19h45, com mediação da apresentadora Meiry Lanuce. A emissora optou por um formato que os candidatos farão perguntas entre si.
O debate será dividido em quatro blocos. No primeiro e no terceiro, os candidatos poderão abordar temas livres nas perguntas feitas uns aos outros. A ordem de quem pergunta e quem responde será definida por sorteio, com direito a réplica e tréplica. No segundo bloco, o formato será semelhante, mas os temas das perguntas também serão sorteados.
O quarto e último bloco será destinado às considerações finais dos candidatos. O encontro ocorre a 14 dias do primeiro turno das eleições para o Governo de Pernambuco.
Após a repercussão de um vídeo divulgado neste domingo (20) pela coluna da jornalista Andreza Matais, do Metrópoles, em que a governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), sugere a realização de uma laqueadura em uma mulher sem o seu conhecimento, a governadora veio a público pedir desculpas pela declaração.
O registro foi feito durante a inauguração da ala pediátrica do Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns. Na gravação, a funcionária relata o caso de uma gestante que já teria sete filhos — a mulher mencionada na conversa não aparece nas imagens. Raquel sugere, então, que a mulher seja submetida a uma laqueadura sem que tenha conhecimento do procedimento.
Raquel classificou a declaração como “uma fala equivocada” e pediu desculpas. “Essa fala minha em nada traduz o respeito que eu tenho às mulheres. Por isso, eu peço desculpas, foi uma fala equivocada, eu não tenho compromisso com o erro”, afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais. A governadora também disse defender que mulheres tenham acesso à informação e ao planejamento familiar pela rede pública de saúde.
Na sequência, Raquel afirmou que a divulgação do vídeo seria “mais uma tentativa de desviar o verdadeiro foco do debate” no contexto eleitoral. “Não é sobre ataques, deve ser sobre propostas”, declarou.
Por Larissa Rodrigues
Do Blog Efeito Político
Este é daqueles textos que nenhuma jornalista gostaria de escrever. Sendo mulher, é ainda mais pesado analisar a fala mais indefensável de todos os tempos vinda justamente da primeira mulher a comandar Pernambuco, um Estado libertário e rebelde por natureza, a terra das Heroínas de Tejucupapo.
Mas, quando se pensava que já tinha se visto todo tipo de absurdo na campanha para o Governo de Pernambuco em 2026, como gabinete do ódio liderado por servidor estadual, pix para comentários favoráveis à governadora Raquel Lyra (PSD) e panfletos apócrifos que até hoje não tiveram suas origens bem explicadas, eis que, neste domingo (20), faltando 15 dias para o primeiro turno das eleições, o eleitorado pernambucano se depara com o horror de ver uma mulher defendendo laqueadura em outra mulher “sem ela saber”.
Leia maisA mulher que defende a laqueadura em outra mulher sem consentimento, pasmem, é a própria governadora Raquel Lyra, em um vídeo de 2025, quando houve a inauguração da ala pediátrica do Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns (Agreste). “Mas faz sem ela saber! Vai!”, diz Raquel, após ouvir de uma pessoa que aparenta ser funcionária da unidade o relato sobre uma paciente que estaria novamente grávida e já teria sete filhos.
São tantas camadas aqui de absurdo que é inevitável sentir repulsa com a fala, uma indignação que todos podem e devem sentir, mas sendo mulher é ainda mais doído. Como pode ser aceitável defender que uma mulher seja esterilizada sem saber, sem consentir, simplesmente acordar de uma cirurgia e ter seu corpo modificado sem sua expressa autorização? Como? Sob qual justificativa essa violência teria amparo? Ninguém, absolutamente ninguém tem direito de modificar o corpo de outra pessoa sem consentimento, nem familiares, nem médicos, e muito menos o Estado.
Quando a governadora do Estado diz algo do tipo ela está chancelando que o Estado possa se apropriar de uma decisão que só pertence à própria mulher, independentemente das condições em que essa mulher se encontre. A fala de Raquel Lyra produz o que há de pior na política: a desumanização das pessoas economicamente vulneráveis, ou você, leitor/leitora, acredita que a governadora seria capaz de sugerir a laqueadura de uma mulher “sem ela saber” que estivesse internada em hospitais particulares? Mulheres de classe média, classe média alta ou ricas jamais veriam a governadora sugerindo esterilização compulsória, porque essas são “consideradas humanas” e têm direito de tomarem as próprias decisões.
No entanto, na cabeça de uma governadora repleta de privilégios de todos os tipos e que claramente não enxerga a mulher periférica como igual em direitos é aceitável desumanizá-la ao ponto de fazer nela uma laqueadura “sem ela saber”. É estarrecedor e por mais que Raquel Lyra evite associação com a extrema direita, mesmo tendo representantes em seu palanque, sua fala é semelhante aos piores absurdos já proferidos pelos fascistas. Que diferença Raquel Lyra acha que tem das mulheres periféricas?
Como se sentiria a governadora ao acordar de uma cirurgia e tomar ciência de que nela fora feita uma laqueadura “sem ela saber”? Essa é a pergunta que a governadora e também sua vice, Priscila Krause (PSD), devem se fazer. Além disso, devem se questionar por qual razão uma laqueadura sem consentimento seria inaceitável nelas, mas é aceitável na paciente da rede pública. Raquel e Priscila devem uma explicação às mulheres de Pernambuco. Mais, devem desculpas.
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A jornalista Sônia Carneiro, mais conhecida como Soninha, morreu neste domingo (20). Segundo familiares, ela foi encontrada pelo filho pela manhã, em casa, onde morava sozinha. De acordo com o relato, Sônia havia apresentado um quadro de arritmia cardíaca há cerca de três ou quatro dias, chegou a ser atendida em um hospital e recebeu alta. Ontem (19), ela almoçou na casa do filho e, segundo os familiares, estava bem. A família informou que ela morreu durante o sono. A causa da morte ainda não foi divulgada oficialmente.
Sônia Carneiro teve uma longa trajetória no jornalismo político. Foi repórter da Rádio Jornal do Brasil em Brasília entre 1972 e 1992 e acompanhou momentos importantes da história política brasileira, como o processo de redemocratização a campanha das Diretas Já, a eleição presidencial de 1989 e o impeachment de Fernando Collor. Em texto publicado em 2012, no jornal O Globo, o jornalista Jorge Bastos Moreno a descreveu como uma repórter “intrépida” e destacou sua atuação na cobertura da transição democrática. “Com o seu destemor e irreverência, Soninha arrancou coisas dos políticos, que acabaram influenciando decisões importantes. (…) Tancredo Neves só a chamava de ‘minha sobrinha’ e tinha por ela um grande afeto”, descreveu Moreno em seu texto.
Entre os episódios que marcaram sua carreira está uma pergunta feita a Collor durante uma entrevista coletiva, no fim de 1991, quando o então presidente havia emagrecido significativamente. Sônia perguntou diretamente se ele estava com Aids, em meio aos rumores que circulavam na época sobre sua saúde. O episódio foi relembrado pela Folha de S.Paulo em 2014 e pelo Observatório da Imprensa em 2016.
Em 2003, trabalhou com Jaques Wagner na equipe da Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Anos depois, em 2015, foi assessora especial de comunicação social de Wagner no Ministério da Defesa, quando ele comandava a pasta.
Mais informações em instantes.
Do Blog da Folha
João Campos (PSB) e Marília Arraes (PDT) anunciaram, neste domingo (20), uma proposta para que o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco Governador Miguel Arraes (Lafepe) passe a produzir a substância utilizada nas chamadas canetas emagrecedoras. O projeto prevê a construção de uma nova planta do Laboratório, com investimento estimado em R$ 100 milhões, e a oferta do tratamento pelo SUS para pacientes que atendam aos critérios médicos.
A proposta combina a ampliação do acesso a medicamentos para o tratamento da obesidade, do diabetes e de doenças associadas além da recuperação do protagonismo do Lafepe na produção pública de medicamentos. O laboratório pertence ao Estado, desenvolve e fabrica medicamentos voltados às políticas públicas de saúde e acumula seis décadas de atuação no setor farmacêutico.
Leia mais“Vai ter caneta emagrecedora no SUS. Marília já vinha trazendo essa ideia e o presidente Lula apresentou. Qual é a novidade? Nós vamos produzir a substância no Lafepe, aqui em Pernambuco, para garantir essa ação ao povo de Pernambuco que tem essas comorbidades”, afirmou João Campos.
Marília Arraes destacou que a obesidade deve ser tratada como problema de saúde pública. “Obesidade é uma doença crônica que gera um monte de comorbidades. Tem que ser tratada com seriedade”, afirmou Marília.
João Campos relacionou a iniciativa ao movimento do Governo Lula para incorporar esse tipo de medicamento ao SUS. O Ministério da Saúde trabalha na definição de protocolos para ampliar o acesso às chamadas canetas emagrecedoras na rede pública, com acompanhamento médico e critérios específicos para os pacientes.
Em Pernambuco, a proposta prevê uma estrutura específica para essa nova produção. A intenção é atender inicialmente a demanda estadual e, com o aumento da capacidade industrial, abrir a possibilidade de fornecimento a outros estados.
“Pessoas com diabetes, com obesidade e outras comorbidades, que tenham orientação médica, poderão receber esse medicamento. Nós vamos produzir no Lafepe a substância. Uma nova planta de R$ 100 milhões vai ser construída para isso e, quem sabe, a gente também possa ajudar outros estados fornecendo a partir daqui”, disse o candidato da Frente Popular.
Marília afirmou que pretende atuar no Senado para buscar recursos destinados ao projeto e destacou o papel que o laboratório pode voltar a exercer na política industrial da saúde. “Nosso mandato vai disponibilizar os recursos para isso e Pernambuco vai voltar a ser protagonista na produção desses medicamentos de ponta com o Lafepe, que sempre foi um grande sonho de Arraes: ver o Lafepe forte, servindo ao nosso povo”, afirmou a candidata ao Senado pela Frente Popular.
Para Marília, produzir o medicamento em Pernambuco também significa reduzir a dependência externa de tecnologias estratégicas. “É transferência de tecnologia, é soberania nacional, porque o Brasil e Pernambuco não vão ficar dependendo de outros países. E é o povo com acesso a um tratamento de qualidade para viver mais e viver melhor”, declarou.
João Campos encerrou o anúncio fazendo referência a um dos produtos mais conhecidos da história do laboratório. “O Lafepe, que já teve a melhor vitamina C, agora vai ter a melhor caneta emagrecedora. Se preparem”, concluiu.
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O prefeito de Timbaúba, Marinaldo Rosendo (PP/UP), entregou uma nova via pavimentada no bairro do Ozanan, neste domingo (20). A antiga Rua Projetada 27 recebeu o nome de Rua Edivan Pacheco de Aguiar Silva, em homenagem ao artista timbaubense Ivan Clássico Show, já falecido.
A entrega contou com a presença da presidente da Câmara Municipal, vereadora Balazinha Rosendo, dos vereadores Tarcísio Batista e Lon Ferreira Lima, além de secretários municipais e lideranças políticas. Moradores da localidade também acompanharam a solenidade.
Durante o evento, Marinaldo lembrou intervenções realizadas no bairro desde seu primeiro mandato, em 2009, quando, segundo ele, foi construído um canal para o escoamento de águas e prevenção de alagamentos. O prefeito também anunciou o início das obras da Rua Projetada 19. “O trabalho não para, agora, estou dando ordem de serviço das obras da rua projetada 19, com obras já iniciadas e muito em breve entregue aos moradores”, afirmou.
Por Andreza Matais
Do Metrópoles
Um vídeo gravado em 2025 durante a inauguração da ala pediátrica do Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns (PE), mostra a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) sugerindo que uma paciente seja submetida a uma laqueadura sem saber do procedimento. A coluna teve acesso ao vídeo.
“Mas faz sem ela saber! Vai!”, diz Raquel, após ouvir de uma mulher que aparenta ser funcionária do hospital o relato sobre uma paciente que estaria novamente grávida e já teria sete filhos. Procurada, a governadora admitiu ter feito o comentário.
A laqueadura é um método contraceptivo de esterilização feminina considerado definitivo e de difícil reversão. E realizá-la sem o consentimento da mulher é crime, de acordo com a Lei 9.263/1996 (Lei do Planejamento Familiar).
A gravação, de cerca de 13 segundos, foi feita durante a inauguração da ala pediátrica do Dom Moura, em maio de 2025. Raquel aparece em pé dentro de uma sala do hospital, de blusa verde-clara, conversando com funcionários e integrantes de sua comitiva pouco antes de posar para uma foto.
Ao redor da governadora estão pelo menos três pessoas: duas mulheres e um homem de óculos. Uma das mulheres gesticula com as mãos ao falar sobre o tamanho da barriga da paciente. A gestante mencionada na conversa não aparece nas imagens.
— Chega assim, ó, gestante, desse tamanho, com sete “menino” na barriga.
Raquel reage:
— Ai, meu Deus…
Em seguida, a governadora diz:
— Aí, a gente tem que fazer laqueadura, visse? Aí, a gente bota na fila da laqueadura.
A mulher responde algo que não é possível compreender na gravação. Raquel, então, afirma:
— Mas faz sem ela saber! Vai!
Laqueadura depende de consentimento
A legislação brasileira estabelece que a esterilização deve ser voluntária. A Lei nº 9.263/1996, que trata do planejamento familiar, determina que a realização da laqueadura depende da manifestação expressa da vontade da paciente, registrada em documento escrito e assinado.
A mulher também deve ser informada previamente sobre os riscos da cirurgia, possíveis efeitos colaterais, dificuldades de reversão e métodos contraceptivos reversíveis disponíveis.
O artigo 15 da mesma lei estabelece como crime realizar esterilização cirúrgica em desacordo com essas exigências. A pena prevista é de dois a oito anos de reclusão e multa, caso a conduta não constitua crime mais grave.
Governadora admite ter sugerido laqueadura sem consentimento
Procurada pela coluna, a governadora divulgou a seguinte nota e fez um vídeo nas suas redes admitindo a fala. “A governadora Raquel Lyra reconhece que a fala feita em Garanhuns foi infeliz e reafirma seu respeito às mulheres. Raquel defende que toda mulher tenha acesso, pela rede pública, a planejamento familiar com informação e escolha, compromisso que orientou sua gestão em Pernambuco. Raquel Lyra segue focada no que interessa aos pernambucanos: saúde, escola e emprego na vida de quem mais precisa. A eleição deve ser decidida na apresentação de propostas, não na fabricação de ataques. Trata-se de mais uma tentativa de desviar o foco do que realmente importa, que é Pernambuco”.
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A partir de ontem (19), candidatas e candidatos registrados para disputar as Eleições 2026 não podem ser presos ou detidos em todo o país. A medida, estabelecida pelo artigo 236 do Código Eleitoral, passa a vigorar 15 dias antes do primeiro turno da votação, marcado para 4 de outubro, e se estende até 6 de outubro, 48 horas após o encerramento do pleito. A regra visa garantir o livre exercício da campanha eleitoral e evitar que prisões com motivações políticas interfiram na igualdade do processo democrático.
A legislação estabelece que a imunidade temporária não é absoluta, mantendo a permissão para prisões em caso de flagrante delito. Segundo o Código de Processo Penal, a exceção se aplica a indivíduos pegos cometendo a infração, recém-saídos da prática do crime, perseguidos em situação que indique autoria ou localizados com instrumentos relacionados ao delito. Prisões decorrentes de crimes eleitorais praticados durante a campanha ou no dia da votação, como compra de votos e boca de urna, também permanecem autorizadas sob a condição de flagrante. As informações são do Brasil de Fato.
A restrição de prisão abrange ainda mesárias, mesários e fiscais de partidos políticos durante o exercício de suas funções. No entanto, a norma não interrompe o andamento de investigações, processos judiciais em curso ou julgamentos contra os postulantes, restringindo apenas a execução de prisões durante o período. Caso ocorra a detenção de algum candidato em situação de flagrante, o detido deve ser conduzido imediatamente à presença de um juiz.
Para as disputas que chegarem ao segundo turno, agendado para 25 de outubro, a proteção voltará a valer em 10 de outubro para os candidatos que continuarem no pleito, seguindo até 27 de outubro. Já para os eleitores, a restrição de prisão começa a valer mais tarde, a partir de 29 de setembro, cinco dias antes da votação, estendendo-se também até 48 horas após o encerramento do primeiro turno.
