O prefeito de Surubim, Cleber Chaparral (UB), esteve, ontem, reunido com o presidente do PP no Estado, o deputado federal Eduardo da Fonte. Na ocasião, o gestor, acompanhado de lideranças do município de Cumaru, da ex-candidata a prefeita e presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Nadjane Peixoto, e dos vereadores Gustavo Pereira e João Arruda, conversou sobre as conjunturas políticas estadual e nacional e aproveitou para entregar o convite para a festa de São João do município.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, por meio de nota divulgada hoje, que não mantém qualquer relação com a empresária e lobista Roberta Luchsinger e que nunca teve interlocução com ela. A manifestação foi divulgada após questionamentos sobre fotografias nas redes sociais de Roberta em que os dois aparecem juntos.
Segundo a nota da equipe de campanha de Lula, o fato de o petista ter sido fotografado ao lado de Roberta não significa a existência de vínculo pessoal, profissional ou político. “O presidente Lula é uma figura pública que, ao longo de sua trajetória e especialmente em campanhas e agendas públicas, é abordado por inúmeras pessoas para registros fotográficos. A existência desses registros não significa relação pessoal, profissional ou política”, diz o comunicado.
Ainda de acordo com a nota, esse foi o sentido da resposta dada pelo presidente em entrevista, ontem, à TV Globo. A declaração foi dada após Lula afirmar que não conhecia Roberta Luchsinger, empresária investigada pela Polícia Federal (PF) no inquérito que apura descontos ilegais em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
“Eu não conheço essa moça [Roberta Luchsinger], nunca vi essa moça na minha vida, nunca conversei com essa moça, ela nunca esteve próxima de mim”, declarou o presidente na ocasião. Publicações feitas pela empresária nas redes sociais, porém, mostram registros dos dois juntos em diferentes ocasiões.
Levantamento do portal G1 identificou ao menos três fotografias e um vídeo em que Roberta aparece ao lado de Lula. “Lula não mantém qualquer relação com Roberta Luchsinger e nunca teve interlocução com ela”, conclui a nota.
Roberta Luchsinger é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente. Ela é investigada pela Polícia Federal no inquérito sobre fraudes relacionadas a descontos em benefícios do INSS. Durante as apurações, a PF identificou repasses da empresária ao então chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Santana, conhecido como Marcola, além de uma minuta de contrato para venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde.
O Tribunal de Contas da União (TCU) encerrou um processo que colocou em discussão o destino de uma das maiores ocorrências conhecidas de nióbio do mundo, no Morro dos Seis Lagos, no Amazonas, jazida cuja exploração foi reiteradamente defendida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e chegou a integrar seu discurso sobre o aproveitamento das riquezas minerais brasileiras. O direito minerário, requerido pela antiga Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) ainda em 1975, continuará sob controle do Estado brasileiro, embora a extração permaneça cercada por impedimentos constitucionais e ambientais.
A decisão encerra o monitoramento do processo TC 007.270/2024-0, relatado pelo ministro Benjamin Zymler. O TCU considerou cumprida a determinação que havia obrigado a Agência Nacional de Mineração (ANM) a avaliar o possível decaimento do título mantido pela CPRM, atual Serviço Geológico do Brasil (SGB). O resultado cria uma situação aparentemente contraditória. O Brasil preservou o direito minerário sobre uma gigantesca jazida de nióbio, titânio e terras raras, mas não pode simplesmente explorá-la.
Seis Lagos ganhou projeção política especialmente durante a ascensão e o governo de Bolsonaro. O ex-presidente transformou o nióbio em tema recorrente de seus discursos sobre riquezas minerais, soberania e agregação de valor, criticou as limitações impostas à exploração econômica de terras indígenas e, depois de chegar à Presidência, passou a mencionar nominalmente a jazida amazônica.
Em junho de 2019, durante viagem ao Japão para participar da reunião do G20, Bolsonaro voltou a defender maior aproveitamento do nióbio brasileiro e destacou a existência do mineral “na região de Seis Lagos também, na Região Norte”. Três anos depois, foi ainda mais explícito. Em abril de 2022, durante discurso no Palácio do Planalto diante de embaixadores, apresentou a região como uma oportunidade mineral brasileira e afirmou: “Temos para explorar região dos Seis Lagos, estamos prontos a conversar sobre isso com os senhores.”
Bolsonaro associava a exploração à necessidade de o país agregar valor ao nióbio, em vez de permanecer essencialmente como fornecedor da matéria-prima. A defesa não ficou restrita ao discurso sobre minerais. Seu governo apresentou ao Congresso, em 2020, o PL 191/2020, destinado a regulamentar os artigos 176 e 231 da Constituição e criar condições para pesquisa e lavra de recursos minerais em terras indígenas.
A proposta não era específica para Seis Lagos e não resolveria sozinha todos os impedimentos existentes na área, mas enfrentava justamente uma das barreiras jurídicas que tornam inviável atualmente a exploração da jazida: sua sobreposição com a Terra Indígena Balaio.
Em maio de 2021, durante visita a São Gabriel da Cachoeira, município onde está localizado o Morro dos Seis Lagos, o então presidente foi à Terra Indígena Balaio para participar da inauguração de uma ponte. A viagem ocorreu em meio às críticas de organizações indígenas à política de seu governo para abertura desses territórios à exploração econômica. Bolsonaro inclusive esteve inclusive nesse território sem máscara e em plena pandemia da Covid-19.
O PL 191 não prosperou. Depois da mudança de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao Congresso, em março de 2023, a retirada da proposta. Mas a retirada do projeto não resolveu o paradoxo de Seis Lagos. O Estado continuava titular de um antigo direito minerário sobre uma riqueza que a legislação posterior tornou extremamente difícil de explorar. É justamente essa situação que chegou ao TCU.
Dentro da estratégia de trabalhar pela normalização das relações entre Brasil e Argentina, a equipe do presidente Lula já recebeu contatos e vai marcar encontros com parlamentares do país vizinho na próxima semana. As informações são do blog do Valdo Cruz.
Integrantes do Ministério das Relações Exteriores e da Secretaria de Relações Institucionais vão receber em Brasília na um grupo de cerca de 10 deputados argentinos que fazem oposição ao governo de Javier Milei para discutir as relações entre os dois países.
Segundo assessores presidenciais, o Brasil está disposto a conversar tanto com a oposição como com a equipe de Milei para deixar para trás os atritos recentes. Eles destacam que, apesar do rebaixamento das relações diplomáticas, nada foi alterado na convivência entre os dois países. “Está tudo seguindo o ritmo normal”, diz um assessor de Lula.
Aliados históricos e principais parceiros econômicos na região, Brasil e Argentina vivem um momento de tensão entre os presidentes Lula e Milei e de rebaixamento nas relações diplomáticas entre o Itamaraty e a chancelaria argentina em razão dos ataques do presidente do país vizinho a Lula, que foi chamado de “ladrão”, “corrupto” e “presidiário”.
Milei, por sua vez, foi chamado pelos ministros Dario Durigan (Fazenda) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) de “palhaço” e “caricatura patética”. Segundo apurou a GloboNews, as agendas e temas ainda estão sendo definidos, ou seja, quem vai receber os parlamentares e o que deve ser dito a eles.
Em declarações públicas, o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, tem tido que as relações diplomáticas permanecerão rebaixadas ao nível de encarregados de negócios (em vez de embaixadores) até que os ataques de Milei a Lula acabem.
Até o chanceler argentino, Pablo Quirno, que em um primeiro momento tentou reduzir a temperatura da crise afirmando que o país não levaria as divergências entre Lula e Milei para o campo institucional, passou a dizer que a região passa por uma mudança ideológica e que ele espera que isso aconteça no Brasil também – em referência às eleições de outubro. Milei apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).
Os deputados argentinos que articulam as conversas com o Itamaraty são, por exemplo, Nicolás Massot e Martin Lousteau.
Nas redes sociais, eles têm dito que o objetivo do encontro é “abrir um canal de diplomacia parlamentar e contribuir para recompor um vínculo que nunca deveria ter sido afetado”.
Se as pesquisas de intenção de voto para presidente da República apontam liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na sua tentativa de reeleição, embora numa disputa acirrada com seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), o quadro que se reflete nas disputas estaduais para governador e senador parece ser mais conservador.
Como faz tradicionalmente, o Correio da Manhã levantou como está a disputa estadual com base nas pesquisas de intenção de voto mais recentes dos vários institutos. Só não foi encontrada pesquisa recente em Roraima.
O quadro com base nesses levantamentos demonstra que o PL, PSD e MDB poderiam hoje eleger até cinco governadores, considerando os estados em que lideram (embora haja empate com outros partidos em alguns deles). O PL poderia vencer no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rondônia e Mato Grosso. O PSD no Rio de Janeiro, Sergipe, Pernambuco, Maranhão e Amazonas. E o MDB no Espírito Santo, Alagoas, Pará, Amapá e Goiás.
Nos dois principais colégios eleitorais do país – São Paulo e Minas Gerais –, a liderança é de candidatos do Republicanos.
Para o Senado, a situação é mais disputada. Em diversos estados, há empate entre diversos candidatos que disputam as duas vagas de senador. E há também maior disputa entre os partidos que são aliados do hoje presidente Lula e os que fazem oposição.
Morreu, hoje, aos 78 anos, o médico e ex-deputado estadual de Pernambuco Garibaldi Bezerra Gurgel. A informação foi divulgada pela Clínica Médica Santa Joana, em Palmares, instituição da qual Garibaldi era diretor médico. O velório será realizado ainda hoje, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), no Edifício Governador Miguel Arraes, com previsão de início a partir das 10h. As informações são do blog Amaraji Notícias.
Nascido em 14 de setembro de 1947, Garibaldi construiu uma trajetória que uniu a medicina e a vida pública na Mata Sul de Pernambuco. Médico com atuação na região há décadas, também teve uma longa passagem pela Assembleia Legislativa de Pernambuco. Registros históricos da Alepe mostram sua atuação parlamentar em diferentes legislaturas. A morte de Garibaldi encerra a trajetória de um profissional que teve participação expressiva na medicina e na política pernambucana, especialmente na Mata Sul, onde construiu sua carreira profissional e política.
As redes sociais deste blog, mais lido e pioneiro no Nordeste, continuam de vento em popa, registrando um dos maiores crescimentos no País. No Instagram, o recorde de 12 milhões de contas alcançadas, no último dia 14, já foi batido hoje, com o acréscimo de mais de dois milhões, chegando a 14 milhões de contas alcançadas em apenas 15 dias.
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Em política, às vezes a resposta mais contundente é justamente aquela que não precisa recorrer ao grito, à agressão ou à mentira. Foi o que João Campos fez, ontem, ao responder aos ataques da governadora Raquel Lyra: deu um verdadeiro tapa de luva. Elegante, firme e, sobretudo, à altura do que se espera de quem pretende governar Pernambuco.
Diante de uma ofensiva que tenta transformar as redes sociais em extensão de uma guerra política, João escolheu outro caminho. Em vez de reproduzir a lógica de um suposto “gabinete do ódio”, como fez a governadora ao postar um vídeo contra o candidato da Frente Popular, preferiu expor os fatos e reafirmar aquilo que deveria ser regra em qualquer campanha eleitoral: debate de ideias, respeito ao eleitor e compromisso com a verdade.
A frase central de sua manifestação foi cirúrgica: o homem apontado pela imprensa como suposto chefe do chamado Gabinete do Ódio do Governo de Pernambuco nunca foi seu amigo e jamais integrou sua equipe. Já a candidata que o ataca, segundo o próprio João, não pode fazer a mesma afirmação. É uma resposta simples, mas politicamente devastadora.
Porque desloca o debate da lama das acusações para uma pergunta objetiva: quem tem, de fato, relações políticas ou administrativas com as pessoas envolvidas nas denúncias? E é justamente aí que a governadora deveria concentrar suas explicações.
João poderia ter respondido na mesma moeda. Poderia ter escolhido o ataque pelo ataque. Poderia ter transformado suas redes em trincheira. Não fez isso. Preferiu uma frase que encerra o assunto com a serenidade de quem sabe que campanha eleitoral não pode ser uma disputa para ver quem consegue produzir o maior número de ataques.
E talvez seja exatamente isso que o eleitor esteja esperando: menos ódio, menos mentira e menos política feita para destruir o outro. Mais propostas, mais responsabilidade e mais respeito. No fim das contas, João Campos não precisou levantar a voz. Bastou manter a postura.
Carlos Siqueira diz que esquerda encerra ciclo com Lula e precisa se renovar
A esquerda brasileira precisa se preparar para uma nova etapa política e abandonar a ideia de que pode continuar operando com as mesmas referências de décadas atrás. A avaliação é de Carlos Siqueira, pernambucano que presidiu nacionalmente o PSB por 11 anos e lançou recentemente o livro O novo perfil eleitoral do Brasil – como vota o brasileiro. Em entrevista, ontem, ao podcast Direto de Brasília, ele analisou a perda de espaço da esquerda, o avanço do campo conservador e os desafios que, em sua avaliação, se impõem ao grupo político depois de Lula.
“Estamos encerrando um ciclo com o presidente Lula, que já deu sua colaboração, mas também é preciso que surjam novas lideranças. O capitalismo se renova permanentemente, e a esquerda precisa se renovar”, afirmou Siqueira. Para ele, o campo progressista perdeu espaço ao deixar de ocupar com clareza o papel de força transformadora. “Não podemos ser apenas a força da defesa do status quo. A esquerda sempre foi a força de transformação. Hoje quem está propondo transformação é a extrema-direita”, completou.
O ex-presidente do PSB situa 2018, com a eleição de Jair Bolsonaro (PL), como um marco importante dessa mudança. Segundo ele, o bolsonarismo trouxe para o centro da política valores conservadores que já existiam em parte da sociedade, mas permaneciam menos mobilizados eleitoralmente. “Ele politizou e ideologizou a política brasileira muito claramente, porque colocou valores extremamente conservadores, que estavam adormecidos em uma parcela da população, que encontrou eco naquele discurso conservador”, analisou.
Siqueira reconhece que a esquerda nunca foi majoritária no país e hoje depende de alianças mais amplas para disputar o poder. “Houve uma diminuição de espaço, estamos conscientes disso. Tanto que precisamos nos aliar às forças de centro e, às vezes, até com a direita”, declarou. O cenário regional, segundo ele, reforça a necessidade de adaptação: na América do Sul, Brasil e Uruguai são hoje as principais exceções em meio ao predomínio de governos de direita e extrema-direita.
A reeleição de Lula (PT), na avaliação do socialista, ainda pode abrir espaço para uma agenda de mudanças mais profundas. Siqueira defendeu um novo ciclo de industrialização, maior agregação de valor às exportações brasileiras, modernização da indústria e avanço na educação. “Se não elevarmos o nível da educação brasileira, não sairemos desse atraso. Estamos num país atrasado desse ponto de vista, precisamos pensar estrategicamente”, defendeu.
A mesma lógica aparece quando ele trata do Nordeste. Siqueira considera insuficiente uma estratégia de desenvolvimento apoiada apenas na expansão dos programas sociais e defende que a região avance em industrialização, energias renováveis e qualificação profissional. “Não é viver apenas de programas sociais. Esse é o pior dos mundos. O que precisamos é de desenvolvimento estrutural”, disse. Ao falar do Bolsa Família e de outras políticas de transferência de renda, acrescentou: “É lamentável que ainda precisemos de ajuda do Estado”.
Um dos pontos que Siqueira considera fundamentais nessa revisão estratégica é a relação da esquerda com o eleitorado evangélico. O tema aparece na pesquisa que serviu de base para seu novo livro. Para ele, esse público precisa ser compreendido para além das campanhas eleitorais, inclusive pelo papel social desempenhado pelas igrejas em áreas onde o poder público é ausente. “É um setor que precisa ser compreendido, não apenas durante as eleições, mas entendendo o papel social que desenvolvem hoje as igrejas evangélicas ou protestantes, inclusive pela ausência do Estado”, observou. “É um eleitor que vem das classes CDE, mais o público-alvo das políticas de esquerda”, concluiu.
STF como bandeira – O advogado especialista em Direito Eleitoral Geraldo Cristóvão Júnior analisou, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, ontem, o uso do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal como discurso político. Para o especialista, transformar o confronto com a Corte em uma bandeira eleitoral pode ser prejudicial ao sistema democrático. “Isso está virando propaganda: ‘eu sou o candidato contra o Supremo. Por isso, não vote nele, vote em mim’. Eu acho que isso é muito negativo para o sistema democrático”, afirmou. O advogado ressaltou que o eleitor pode discordar de decisões judiciais, mas defendeu o respeito às instituições e criticou a distorção dos fundamentos das decisões. “Eu posso até discordar do posicionamento de um ministro, mas eu tenho que entender que dessas decisões, a ampla maioria é bem fundamentada e, às vezes, essas fundamentações são distorcidas”, concluiu.
Lula diz que Lulinha provará inocência – O presidente Lula (PT) afirmou, ontem, durante sabatina do Jornal Nacional, da TV Globo, que acredita que seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, provará a inocência nas investigações das quais é alvo. O petista classificou como “ilações” as suspeitas levantadas até agora. Lulinha é investigado em três inquéritos da Polícia Federal, autorizados pelo STF, que apuram sua possível atuação para favorecer interesses privados junto ao Governo Federal. “Se o Fábio cometeu qualquer ilícito, ele terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro”, afirmou Lula. O presidente também garantiu que não interferirá nas apurações. “Eu não vou afastar delegado da Polícia Federal. Eu não vou fazer qualquer movimento para que meu filho seja beneficiado”, declarou.
Fotos com lobista – Na mesma entrevista ao Jornal Nacional, Lula afirmou que nunca viu nem conversou com a empresária e lobista Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal por sua relação com Lulinha e com o ex-chefe de gabinete presidencial Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. “Não conheço essa moça. Nunca vi essa moça na minha vida. Nunca conversei com essa moça”, declarou. Roberta, no entanto, mantém em seu perfil no Instagram pelo menos três fotografias publicadas em 2022 nas quais aparece ao lado do presidente, aparentemente em ocasiões diferentes. Em uma das postagens, chamou o registro de “foto da esperança”; em outra, defendeu “Lula no primeiro turno”.
Lula descarta privatizar os Correios – Ainda durante a sabatina, Lula (PT) descartou a possibilidade de privatizar os Correios, que acumulam prejuízo de R$ 15 bilhões nos últimos quatro anos. Segundo ele, a estatal perdeu espaço porque “não se adaptou aos novos tempos” diante do avanço das empresas privadas de entrega. Lula afirmou que a nova administração terá de promover o enxugamento necessário das contas e admitiu parcerias com empresas brasileiras ou estrangeiras. “Não considero vender os Correios”, declarou.
Vorcaro terá nova oitiva hoje – O depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, à Polícia Federal foi adiado novamente, ontem, desta vez por problemas técnicos na videoconferência da “Papudinha”, onde ele está preso preventivamente desde junho. A oitiva foi remarcada para a manhã de hoje e será a primeira desde que a PF recusou duas propostas de delação premiada apresentadas por sua defesa, por considerar insuficientes os elementos oferecidos. Vorcaro deverá ser questionado sobre a atuação de ex-diretores do Banco Central que, segundo as investigações, teriam prestado orientação ao banqueiro na tentativa de evitar a liquidação do Master, decretada em novembro de 2025. O depoimento já havia sido adiado na semana passada, a pedido dos advogados, que alegaram não ter acesso à íntegra dos autos.
CURTAS
HORÁRIO ELEITORAL – O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão começa hoje em Pernambuco e marca uma nova etapa da campanha para as eleições. Até 1º de outubro, candidatas e candidatos aos cargos de governador, senador e deputados terão espaço na programação das emissoras para apresentar propostas e buscar o voto do eleitor.
HORÁRIO ELEITORAL – O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) definiu a ordem de exibição e o tempo destinado a cada partido, federação e coligação. Na disputa pelo Governo de Pernambuco, a Frente Popular de Pernambuco, que tem João Campos (PSB) como candidato, terá o maior tempo: 4 minutos e 21 segundos. A coligação Pernambuco de Coração, de Raquel Lyra (PSD), terá 4 minutos e 3 segundos.
E-TÍTULO – O aplicativo e-Título ficará totalmente indisponível entre 8h30 e 18h de amanhã, informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A interrupção programada poderá durar nove horas e meia e faz parte dos preparativos tecnológicos para as Eleições Gerais de 2026. Durante esse período, os eleitores não poderão utilizar os serviços oferecidos pelo aplicativo. Por isso, quem precisar consultar informações ou acessar algum documento digital deve se organizar antes do início da manutenção.
Perguntar não ofende: A esquerda já começou a preparar o pós-Lula?
A líder do governo Raquel Lyra na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) deputada estadual Socorro Pimentel (PSD), declarou apoio, ao lado do esposo, o ex-prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel (PSD), à candidatura do senador Humberto Costa (PT) à reeleição.
A aliança surpreendeu pela relação estreita entre a parlamentar e a governadora Raquel Lyra. O apoio ao candidato da chapa opositora à da gestora mesmo com a candidatura do deputado federal Túlio Gadêlha, do mesmo partido, e do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) para o cargo, também chamou a atenção. As informações são do Blog da Folha.
Além dos aliados de Raquel Lyra, o senador também recebeu o apoio de Joaquim Neto (PSDB), ex-prefeito de Gravatá, no Agreste Central e de Dr. Pedro Alves (PSDB), prefeito de Iguaraci, no Sertão do Pajeú.
“Receber a confiança de lideranças tão representativas é motivo de grande honra e responsabilidade. Este apoio fortalece ainda mais nossa candidatura e amplia nossa capacidade de dialogar com cada canto, com cada região de Pernambuco. Seguiremos firmes, ouvindo as bases e trabalhando por um estado com mais oportunidades, dignidade e esperança para todos”, disse Humberto.
Com as novas adesões, a candidatura de Humberto Costa amplia sua presença em todas as regiões do estado, especialmente em áreas estratégicas do ponto de vista político-eleitoral.
O senador tem destacado o seu compromisso de construir uma candidatura plural e enraizada nas necessidades reais de cada município, e vem assegurando o empenho do seu mandato nas causas de interesse do estado.
O depoimento que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, daria à Polícia Federal nesta quinta-feira foi adiado por problemas técnicos no sistema de videoconferência.
Vorcaro falaria aos investigadores da carceragem do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, onde ele está preso preventivamente desde junho. Uma nova oitiva foi remarcada para a manhã desta sexta-feira. As informações são do jornal O GLOBO.
“A defesa aguardou até agora o restabelecimento do sinal estável para realização da audiência virtual, o que não foi possível. Desta forma, será designada nova data quando nosso cliente será ouvido sobre os fatos”, disse, em nota, o advogado Daniel Bialski, que representa Vorcaro junto com Sérgio Leonardo.
O depoimento havia sido inicialmente agendado para a semana passada, mas um primeiro adiamento já havia ocorrido a pedido da defesa, sob o pretexto de que eles ainda não tinham acesso à integra dos autos.
Seria a primeira oitiva de Vorcaro após a PF recusar duas propostas de delação premiada feitas por sua defesa. Os investigadores consideraram que os anexos entregues pelo banqueiro careciam de provas e eram “insuficientes” para trazer elementos novos às apurações.
A expectativa é que o banqueiro seja perguntado, quando o depoimento for remarcado, sobre a articulação dele junto a ex-diretores do Banco Central na tentativa de impedir que o Master fosse liquidado, o que acabou acontecendo em novembro de 2025.
Segundo as investigações, da PF dois ex-diretores do BC atuaram como “consultores” e “empregados” do banqueiro, orientando-o como ele deveria proceder a questionamentos feitos pela instituição financeira.
Na época em que o banco foi liquidado, Vorcaro foi detido pela primeira vez sob a suspeita de tentar fugir do país, o que ele nega. A liquidação extrajudicial foi decretada “em razão do comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a atividade bancária e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil”, diz ato assinado pelo presidente da autarquia, Gabriel Galípolo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, descartou nesta quinta-feira (27) a possibilidade de privatizar os Correios e afirmou que pretende recuperar a estatal, que acumula quatro anos seguidos de prejuízo. Em entrevista à Globo, Lula também disse que a dívida pública brasileira não o preocupa e defendeu que o crescimento da economia ajudará a reduzir o peso do endividamento.
Ao falar sobre a crise das estatais, Lula falou mais especificamente sobre a situação dos Correios, que acumulam quatro anos seguidos de prejuízo, em um rombo histórico de R$ 15 bilhões. O presidente afirmou que as dificuldades da empresa não são recentes e descartou a possibilidade de privatização. As informações são do g1.
“Desde 85 o Correio brasileiro vive em crise e alguém quer privatizar os Correios”, disse. Lula afirmou que pretende recuperar a estatal e que, caso seja reeleito, os Correios sairão do déficit.
“Não considero vender os Correios, não considero. Quero recuperar os Correios, sabe? E para ele prestar serviço de qualidade ao povo brasileiro. E ele pode fazer”, declarou.
Para Lula, os Correios têm importância estratégica por estarem presentes em todos os municípios brasileiros. O presidente reconheceu, porém, que a estatal não conseguiu acompanhar as transformações no mercado de entregas e o avanço de empresas concorrentes.
“Obviamente que os Correios são vítimas de uma crise, que ele não se adaptou a um novo tempo. Não se adaptou, surgiu muita empresa de fazer entrega e o Correio ficou na mesmice”.
Segundo Lula, a empresa está agora sob uma nova administração, encarregada de “fazer o enxugamento que for necessário”. Ele disse ainda que, se preciso, poderá buscar associações com empresas brasileiras ou estrangeiras para ampliar e melhorar os serviços oferecidos pela estatal.
“A gente quer um Correio prestando serviços junto com qualquer outra empresa”.