O Sextou de hoje, programa que ancoro às sextas-feiras, no lugar do Frente a Frente, trará o mais autêntico forró. O entrevistado é o cantor Assum Preto, ícone do ritmo nordestino. O artista, que fez história no grupo Brasas do Forró, agora segue em carreira solo, com agenda cheia durante os festejos juninos.
Antes de integrar o Brasas do Forró, Assum Preto fez parte da banda Os Três do Nordeste. Durante o período no Brasas, sua voz inconfundível foi consagrada nas canções “Irreverência” “Eu Te Amei” e “Maria Tchá Tchá Tchá”. Seu mais recente álbum, lançado em abril, inclui sucessos como: “O Dia”, “Saudade pra sempre”, “Paraíso do Vaqueiro” e “Quem Muito Fala Muito Erra”.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
O Grupo Preserve Liserve conquistou, pelo 13º ano consecutivo, o primeiro lugar no segmento de Empresa de Segurança na pesquisa Marcas Que Eu Gosto 2026. Com atuação em sete estados do Nordeste, a empresa se consolidou como a maior transportadora de valores da região e uma das maiores do Brasil, oferecendo serviços como logística e custódia de valores, escolta armada, segurança patrimonial, vigilância inteligente e terceirização de operações estratégicas.
Com mais de 50 anos de atuação, o grupo atribui o reconhecimento ao investimento contínuo em tecnologia, inovação e qualificação de equipes. Segundo o diretor comercial, Felipe Gomes, a empresa busca evoluir constantemente para acompanhar as novas demandas do mercado, apostando em soluções inteligentes, automação e eficiência operacional. Para a Preserve Liserve, a liderança na pesquisa reforça a confiança conquistada junto aos clientes e parceiros e o compromisso com a excelência na prestação de serviços.
Os profissionais registrados no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (CREA-PE) escolhem, no próximo dia 3 de julho, a nova diretoria da entidade. Candidato à Presidência pela chapa da situação, Nielsen Christianni afirmou, em entrevista exclusiva ao Frente a Frente, que pretende dar continuidade ao trabalho desenvolvido pela atual gestão, da qual participa como superintendente. “Sou um candidato de continuidade a um projeto que se iniciou em 2021”, destacou.
Entre as prioridades apresentadas, Nielsen apontou o avanço da modernização dos serviços prestados pelo Conselho. Segundo ele, a meta é ampliar o uso da tecnologia para reduzir ainda mais o tempo de emissão de documentos, como a Certidão de Acervo Técnico (CAT), indispensável para a participação de profissionais em licitações públicas. “A gente pacificou o procedimento, demos agilidade e agora a nossa intenção é colocar mais tecnologia, mais sistema, para poder fazer isso com muito mais celeridade”, afirmou.
O candidato também defendeu uma atuação mais presente do CREA na formulação de políticas públicas relacionadas à engenharia, à agronomia e às geociências. Para Nielsen, o Conselho precisa exercer um papel técnico na construção de projetos voltados ao desenvolvimento do Estado. “Passamos a inserir a engenharia, a agronomia e as geociências na construção dessas políticas, ou seja, a incidir sobre elas”, ressaltou.
Na área de capacitação profissional, Nielsen destacou o CREA Qualifica, programa criado durante a atual gestão para oferecer cursos gratuitos em parceria com instituições de ensino. Segundo ele, a iniciativa busca suprir uma demanda crescente por atualização profissional. “Ainda identificamos uma carência do que nós costumamos chamar de capacitação continuada. O CREA criou um programa para patrocinar essa qualificação de forma gratuita”, explicou.
Ao comentar a participação das mulheres na engenharia, tema levantado durante a entrevista, Nielsen afirmou que o fortalecimento da presença feminina já faz parte das ações da atual administração. Ele citou a criação do Programa Mulher, a ocupação de cargos de liderança por engenheiras e o crescimento da participação feminina nos cursos da área. “Cada vez mais, oportunizar esses espaços para a participação das mulheres na engenharia tem sido uma das nossas metas”, declarou.
Ao final da entrevista, Nielsen conclamou os profissionais a participarem da eleição, que ocorrerá de forma eletrônica, das 8h às 19h do dia 3 de julho. Segundo ele, uma participação expressiva da categoria fortalece a defesa de pautas como o piso salarial dos engenheiros e a valorização da profissão. “Gostaríamos que cada um pudesse mobilizar o máximo de profissionais para termos uma grande representatividade. Isso dá forças para que possamos trilhar as lutas que temos feito”, concluiu.
A operação que atingiu o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, criou um problema político para o Planalto ao atingir em cheio uma das principais narrativas do PT: a de que o caso Master seria um escândalo restrito a adversários da direita e do Centrão.
Nos bastidores do governo, a orientação desde o início do dia era clara: Jaques Wagner precisava explicar os pagamentos sob investigação e colocar o cargo à disposição para evitar que o caso contaminasse o governo e o partido.
A avaliação de integrantes do Planalto era de que o afastamento deveria ter ocorrido ainda no ano passado, justamente para impedir que a crise ganhasse novas proporções. As informações são do blog da Andréia Sadi.
Por isso, causou perplexidade a declaração de Wagner de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria lhe pedido para “ficar firme”, por considerar que ele estaria sendo alvo de perseguição. Na avaliação de auxiliares do governo, a fala vincula diretamente o presidente à decisão e dificulta a estratégia que vinha sendo construída para separar o governo da situação do senador.
A tendência agora é o PT tentar se descolar do caso e concentrar a responsabilidade na situação individual de Jaques Wagner. O cálculo político é preservar o governo e evitar que o escândalo comprometa ainda mais a agenda do Planalto.
Do lado das investigações, porém, a mensagem da Polícia Federal e do ministro André Mendonça é de que a apuração seguirá avançando. Celulares apreendidos, depoimentos e o material já coletado pelos investigadores são considerados peças centrais da investigação.
Entre investigadores e integrantes do Judiciário, a avaliação é de que o conteúdo reunido até agora ajuda a explicar tanto a pressão para enfraquecer a operação quanto a dimensão do escândalo. Nos bastidores, o caso é tratado como uma investigação de alcance suprapartidário, capaz de atingir personagens de diferentes campos políticos, da esquerda à direita.
Com quem conversou reservadamente em Araripina na última quarta-feira, quando esteve na abertura oficial dos festejos juninos do município, a governadora Raquel Lyra (PSD) sinalizou que o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), estará na sua chapa como candidato ao Senado ao lado de Túlio Gadelha (PSD), já escolhido, mas também não oficializado.
A decisão, se confirmada, não terá o respaldo da Federação Progressista, formada pelo União Brasil e PP, que tem como presidente o deputado federal Eduardo da Fonte (PP). Dudu da Fonte, como é mais conhecido, aliás, marcou para o próximo dia 29 a deliberação da federação, da qual tem o controle absoluto, por ter a maioria dos seus integrantes no Estado.
No encontro do dia 29, no Recife, sairá a indicação de Dudu como o candidato ao Senado pela federação. Se a governadora não aceitar, perderá, consequentemente, o apoio formal da federação. Isso implica danos para a governadora, que perderá tempo de TV na propaganda oficial e muito dinheiro do fundo eleitoral.
Raquel nunca imaginou tamanho abacaxi para descascar. Dudu e o conjunto da Federação Progressista não apoiam Miguel em hipótese alguma. O ex-prefeito de Petrolina tem dito que a decisão soberana caberá à executiva nacional da federação, cujo controle está dividido entre o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e Antônio Rueda, presidente do UB.
Ciro e Rueda andam superafinados, e o que se diz em Brasília é que não vão interferir em Pernambuco, em respeito ao acordo nacional pelo qual quem tiver a maioria na formação da federação tem autonomia para decidir, o que favorece Dudu da Fonte.
Dudu tem dez deputados estaduais e dois federais, enquanto Miguel conta apenas com um federal e um estadual, respectivamente os irmãos Fernando Filho e Antônio Coelho. Se Raquel, portanto, contrariar essa lógica numérica, pode dar um tiro no próprio pé.
FAVAS CONTADAS – O que se ouve nos bastidores é que o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), já estaria escolhido como o segundo candidato ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), ao lado de Túlio Gadelha (PSD). E que só não foi ainda anunciado porque a governadora aguarda o respaldo da Federação Progressista, que não terá, segundo uma fonte bem próxima ao presidente estadual da federação, Dudu da Fonte. “Ela me confessou que o segundo candidato será Miguel”, disse um parlamentar da base governista com trânsito fácil no Palácio do Campo das Princesas.
O bicho vai pegar – Ouvido, ontem, pelo blog, o ex-prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel (PSD), torceu o nariz para uma possível escolha de Miguel Coelho ao Senado. “Não creio que a governadora passe por cima de uma decisão da Federação Progressista (PP-UB), que tem convocação do seu conjunto de deliberação para o dia 29. Vou esperar até lá”, disse. Adversário figadal dos Coelho, Pimentel não tem o menor entusiasmo pela candidatura de Miguel. “Miguel foi extremamente deselegante comigo e com Socorro”, afirmou Pimentel, referindo-se também à sua esposa, deputada estadual e candidata a federal. Se Raquel optar por Miguel, Pimentel só vai se pronunciar após a confirmação.
Prefeito à espera da definição – Quem também aguarda uma posição de Raquel sobre essa novela mexicana em que se transformou a escolha dos candidatos ao Senado em sua chapa é o prefeito de Araripina, Evilásio Mateus (PDT), que está sendo fortemente pressionado pela família Coelho para apoiar a reeleição da governadora. “Eu dependo dos Coelho. O grupo liberou R$ 10 milhões em emendas federais para Araripina por meio do deputado Fernando Filho”, disse o gestor, que na última quarta-feira recebeu a governadora em seu camarote na abertura oficial dos festejos juninos do município, mas não se rendeu às pressões. “Se ela confirmar Miguel, terá o meu apoio”, afirmou.
Reação do governo – A revelação da PF de que o senador Jaques Wagner, líder do governo, foi “beneficiário central” de “vantagens econômicas” pagas por integrantes do Banco Master não deve mudar, ao menos por enquanto, os planos da comunicação de Lula para a campanha eleitoral. O argumento repetido por petistas é o de que Jaques Wagner não disputa a Presidência da República e o principal opositor de Lula, Flávio Bolsonaro, tem provas contra si mesmo por sua relação para lá de próxima com Daniel Vorcaro. A estratégia traçada no entorno do presidente, por ora, é continuar explorando politicamente o envolvimento do Zero Um com Daniel Vorcaro, por meio das visitas do senador ao ex-banqueiro, pedidos de recursos para o filme Dark Horse e o fato de Flávio ter negado inicialmente a relação com Vorcaro.
Envolvido até o talo – A Polícia Federal já tem provas de que o senador Jacques Wagner (PT-BA), líder do Governo no Senado, está envolvido até o talo no escândalo do Banco Master. Ele teria recebido pagamentos de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, usado aeronaves ligadas ao Master e recebido ingresso para o camarote de um show internacional em Los Angeles que teria custado R$ 63,3 mil. O petista foi alvo, ontem, de um mandado de busca e apreensão na nona fase da Operação Compliance Zero. O ponto de conexão de Wagner com o caso Master se dá por meio do ex-sócio do banco, o empresário baiano Augusto Lima, que também foi alvo na operação de ontem.
CURTAS
CIFRADAS – As investigações da Polícia Federal envolvendo o Banco Master e o senador Jacques Wagner incluem o uso de mensagem que, para os investigadores, foi uma forma de linguagem cifrada para tratar do apartamento de R$ 2,45 milhões no empreendimento Poème Horto, em Salvador.
PROVAS – O diálogo ocorreu entre Daniel Lopes Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro ligado ao grupo do Banco Master, e Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como “Tio Guiga”, homem de confiança do senador e pai de seu enteado, Eduardo Mendonça Sodré Martins.
DOCUMENTOS – Segundo a decisão do ministro André Mendonça, após a deflagração da primeira fase da Operação Compliance Zero, as tratativas envolvendo o apartamento não foram interrompidas. Ao contrário, continuaram por meio de reuniões presenciais, chamadas de voz, videoconferências e trocas de documentos destinados a reorganizar juridicamente a propriedade do imóvel.
Perguntar não ofende: Jacques Wagner tem culpa no cartório?