O candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), Alfredo Gaspar (PL), confirmou a realização de carreatas em Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Caruaru no próximo domingo (20). A agenda contará ainda com a participação de Gilson Machado, candidato a deputado federal, Gilson Filho, candidato a deputado estadual, e Mendonça Filho.
A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) participou, nesta quinta-feira (17), de sabatina promovida pela Fecomércio Pernambuco e apresentou propostas para o setor produtivo, o emprego e o desenvolvimento regional. Entre os pontos estão a atualização do Simples Nacional, maior acesso ao crédito para micro e pequenas empresas e linhas específicas para digitalização dos negócios e qualificação profissional de jovens. “Quero manter esse diálogo durante todo o mandato, porque o Brasil cresce quando quem produz tem condições de investir e o trabalhador tem renda para consumir”, afirmou.
Marília também tratou de reforma tributária, infraestrutura, tecnologia e relações de trabalho. Defendeu mecanismos para compensar a perda gradual de incentivos regionais no Nordeste, manteve apoio ao fim da escala 6×1 com transição para os pequenos negócios e citou como prioridades a expansão da conectividade no interior, a instalação de data centers e a regulamentação da inteligência artificial. Na infraestrutura, destacou a Transnordestina e o fortalecimento de aeroportos e aeródromos regionais.
Sobre segurança pública, Marília afirmou que pretende destinar recursos parlamentares para contribuir com o funcionamento 24 horas das Delegacias da Mulher em Pernambuco e apoiar mudanças na legislação para elevar os repasses aos estados no combate ao crime organizado. “Pernambuco e o Nordeste têm que ter condições de competir, atrair empresas e fortalecer sua economia. Essa será uma discussão central da nossa atuação no Senado”, declarou.
A rodada de pesquisas mais recentes da Quaest nos estados indica que o Senado pode ter a maior eleição feminina de sua história este ano. É o que mostra levantamento realizado pelo cientista político Murilo Medeiros, da Universidade de Brasília (UnB), com base nos dados do instituto. A análise aponta haver hoje 15 mulheres em situação de favoritismo na corrida por uma das duas cadeiras da Casa em disputa em cada local, enquanto outras 14 têm candidaturas competitivas, em um panorama que abrange tanto nomes à esquerda quanto à direita.
Caso pelo menos dez candidatas sejam eleitas ao Senado em outubro, o país já igualará o pleito de 2014 como o com maior proporcionalidade de mulheres alçadas à Casa (18,5%). Na ocasião, cinco dos 27 senadores eleitos eram mulheres. As informações são do jornal O GLOBO.
Já em números absolutos, o recorde pertence às eleições de 2002 e 2010, quando oito senadoras foram eleitas. A marca também pode ser quebrada daqui menos de um mês.
Medeiros aponta que, na última década, o Senado ganhou protagonismo crescente na relação entre os Poderes e no exercício institucional de freios e contrapesos. As siglas passaram, assim, a escalar alguns dos nomes mais fortes para disputar a Casa — e, neste ano, muitas dessas vitrines partidárias são mulheres.
— O crescimento feminino no Senado não está restrito a uma corrente ideológica. Há candidaturas competitivas à esquerda, ao centro e à direita. A representação feminina deixou de depender de um único campo político e passou a integrar a estratégia eleitoral de diferentes forças.
Já Marcela Machado, doutora em Ciência Política pela UnB, ressalta que, ainda que um eventual recorde amplie a representação feminina no Senado, não necessariamente as eleitas terão uma pauta convergente no Congresso:
— A presença de candidatas competitivas em diferentes campos políticos merece uma leitura cuidadosa: mostra que a ampliação da participação feminina pode ocorrer por caminhos partidários distintos, o que não significa que essas mulheres compartilhem a mesma agenda.
Do lulismo ao bolsonarismo
Medeiros aponta que as mulheres formam a “principal fortaleza eleitoral da base do governo Lula para o Senado”. No Sudeste, onde o presidente atua para ampliar a base de votos, destacam-se Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) em São Paulo, Benedita da Silva (PT) no Rio de Janeiro e Marília Campos (PT) em Minas Gerais (veja mais detalhes ao fim da matéria).
Também são candidatas bem posicionadas ao Senado à esquerda: Manuela D’ávila (PSOL) no Rio Grande do Sul; Marília Arraes (PDT) em Pernambuco; Gleisi Hoffman (PT) no Paraná; Luizianne Lins (Rede) no Ceará; Eliziane Gama (PT) no Maranhão; Samanda de Lula (PT) no Rio Grande do Norte; e Leila do Vôlei (PDT) e Erika Kokay (PT) no Distrito Federal.
Um fenômeno semelhante ocorre no campo bolsonarista. Há mulheres à frente nas pesquisas em várias localidades, como Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) no Distrito Federal; Carol De Toni (PL) em Santa Catarina; Cristina Graeml (PSD) no Paraná; Sílvia Cristina (PP) em Rondônia; Mara Rocha (Republicanos) no Acre; Teresa Surita (MDB) em Roraima; e Rayssa Furlan (Podemos) no Amapá.
Outras frentes
O levantamento mostra também a presença de lideranças jovens, como Janaína Riva (MDB) em Mato Grosso, atual deputada estadual de 37 anos, e Marina JHC (PSDB) em Alagoas, de 35 anos, que busca quebrar a força local de Arthur Lira (PP) e Renan Calheiros (MDB).
Também há nomes competitivos fora do lulismo e do bolsonarismo, como a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (MDB), a ex-senadora capixaba Rose de Freitas (MDB) e Gracinha Caiado (União) em Goiás, mulher do presidenciável Ronaldo Caiado (PSD), além das atuais senadoras Zenaide Maia (PSD-RN) e Soraya Thronicke (PSB-MS), que miram a reeleição.
— Antes, quando falava-se de eleição para o Senado, as mulheres eram imediatamente lembradas para preencher as vagas de suplência. Hoje, elas encabeçam chapas e aparecem bem posicionadas em todas as regiões brasileiras. Isso sugere que não estamos diante de um fenômeno localizado, mas de uma tendência nacional — aponta Medeiros.
Carolina Botelho, por sua vez, ressalta que o cenário é derivado da “pressão da sociedade civil sobre partidos, políticos e instituições públicas por maior espaço da mulher no Congresso”. Ainda assim, a pesquisadora do INCT/SANI avalia o quadro como insuficiente:
— Há uma tendência de aumento na taxa de participação das mulheres no Legislativo ao longo dos anos, mas ainda está bem aquém de uma proporcionalidade que represente esse grupo na sociedade.
Para Botelho, enquanto partidos e políticos não “incentivarem efetivamente candidatas mulheres”, a taxa proporcional de presença feminina no Senado não avançará com mais substância:
— Mesmo com as cotas, a falta de recurso financeiro, de apoio nas campanhas e de outros incentivos afins nos espaços de decisões políticas mantêm ainda a maioria das mulheres que querem trabalhar na política alijadas desses espaços.
Veja os cenários eleitorais por região
As tabelas abaixo mostram o cenário eleitoral mostrado pelas pesquisas mais recentes da Quaest nos estados. A posição apresentada nas tabelas leva em conta quem aparece numericamente à frente nos levantamentos.
O candidato ao Senado por Pernambuco Eduardo da Fonte (PP) repercutiu, em sabatina na Rádio Folha 96,7 FM nesta quinta-feira (17), a fala do também candidato Mendonça Filho (PL) dita durante ato no Bairro do Recife, na noite de quarta-feira (16).
Na ocasião, Mendonça Filho, que participou de evento da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, rejeitou aliança com Da Fonte, dizendo que votar no candidato do PP seria o mesmo que “tirar um voto” seu.
“Eu vou discutir trabalho e entregas”, afirmou Eduardo da Fonte na entrevista. Ao falar sobre quem defende ao cargo de presidente da República, ele ressaltou: “Eu estou pedindo voto para Pernambuco”. As informações são da Folha de Pernambuco.
O senador Carlos Viana (PSD-MG) denunciou nesta quarta-feira (16) o fechamento físico do plenário do Senado Federal. Segundo o parlamentar, as portas foram trancadas por ordem direta do presidente da Casa, Davi Alcolumbre.
Viana aponta que a medida foi adotada para impedir debates sobre pedidos de impeachment de ministros do STF e coibir críticas à conduta da Mesa Diretora. Diante do episódio, o senador pediu o afastamento de Alcolumbre da presidência do Senado e a convocação do Conselho de Ética. As informações são da Revista Veja.
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento preparatório para apurar possível improbidade administrativa atribuída à vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause (PSD), na gestão de recursos repassados pelo Governo de Pernambuco para o Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que tem como sócio o marido dela, Jorge Branco Neto. A medida ocorre após a procuradoria ter sido acionada para tomar providências sobre os resultados de uma auditoria federal na unidade, que comprovou pagamentos indevidos, procedimentos forjados e prejuízo de quase R$ 1 milhão aos cofres públicos.
Além de Krause, também aparecem como representados o marido dela e outros três membros da família – Duílio Tinoco Branco de Albuquerque, Estelita Tinoco Branco de Albuquerque e José Tinoco Machado de Albuquerque Filho –, que também são sócios do hospital ou do Centro Diagnóstico Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Ainda são listados como possíveis investigados a secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti, e o ex-presidente do Instituto de Atenção à Saúde e Bem-Estar dos Servidores Públicos do Estado de Pernambuco (Iassepe), Douglas Rodrigues. A pasta e o instituto são responsáveis por contratos com irregularidades constatadas pelo Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS).
O relatório de auditoria apontou que, de 60 procedimentos analisados por meio de Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs), 33 apresentaram divergências entre as cobranças feitas ao SUS e as informações registradas nos prontuários dos pacientes. O documento também indicou irregularidades em outras 113 autorizações referentes a procedimentos sequenciais, além de questionamentos sobre atendimentos de quimioterapia e hormonioterapia. Os auditores identificaram ainda 90 sessões de hemodiálise cuja documentação não apresentava elementos para comprovar a realização dos procedimentos.
A auditoria foi tornada pública no fim de agosto, mesma época em que o DenaSUS encaminhou os resultados para apuração do MPF, da Polícia Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU). A procuradoria também foi provocada pelo vice-líder da oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Romero Albuquerque (PSB).
A procuradora da República Natália Lourenço Soares acolheu a denúncia e determinou a abertura de um procedimento preparatório, fase destinada à coleta de outros documentos para orientar um possível aprofundamento das investigações. A representante do MPF também afirmou que o foro privilegiado de Priscila Krause, decorrente de sua condição de vice-governadora, faz com que eventuais investigações no âmbito criminal tenham que ser remetidas ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), o que não impede a apuração da prática de improbidade administrativa, que é da esfera cível.
“Essa Procuradoria da República em Pernambuco possui atribuição para investigar os supostos atos de improbidade administrativa noticiados, com suporte na independência das instâncias cível e criminal. É sabido que, na seara da improbidade administrativa, inexiste foro por prerrogativa de função. A ação de improbidade administrativa deve ser processada e julgada nas instâncias ordinárias, ainda que proposta contra agente político que tenha foro privilegiado no âmbito penal e nos crimes de responsabilidade”, fundamentou a procuradora, determinando que o procedimento preparatório seja instaurado contra Priscila Krause e os demais representados.
O deputado federal Zé Trovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República, Falávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (15).
O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso no TSE.
Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais. As informações são do g1.
Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família, neste ano, será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.
Em agosto, o governo enviou ao Legislativo a proposta de orçamento para 2027 sem contemplar aumento nos valores do programa.
O que diz o governo
O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.
De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.
“Ao editar o ato, o Governo Federal exerce, portanto, a competência que o Congresso Nacional lhe atribuiu”, acrescentou o orgão em posicionamento divulgado à imprensa.
Segundo a AGU, a correção do benefício pela inflação, sem a ampliação do público beneficiado, está “fora do alcance de qualquer vedação eleitoral”.
A campanha lançada pelo Blog para ajudar Helena Letícia dos Santos Lima, de 13 anos, já arrecadou mais de R$ 2 mil. A menina tem tumor cerebral e epilepsia de difícil controle e depende de uma rotina de medicamentos que custa mais de R$ 8 mil por mês, segundo a mãe, Eduarda Katiele da Silva Santos. Entre os remédios usados no tratamento, há frascos que custam R$ 622, além de outros nos valores de R$ 400, R$ 432 e R$ 138. As despesas incluem ainda fraldas, produtos de higiene, alimentação específica e a necessidade de um aparelho auditivo.
Apesar das doações já recebidas, o valor arrecadado ainda não cobre o custo mensal das medicações. Por isso, o Blog reforça o pedido de ajuda e conta com a sensibilidade dos leitores para ampliar a arrecadação. As contribuições podem ser feitas pela chave Pix 81987479803, em nome de Eduarda Katiele da Silva Santos, pelo Mercado Pago. Quem preferir doar medicamentos, fraldas, produtos de higiene ou alimentos pode entrar em contato diretamente com a mãe pelo WhatsApp (81) 98747-9803.
O deputado federal Coronel Meira (PL-PE) divulgou, nesta quinta-feira (17), um vídeo gravado em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, no qual aparece ao lado da Cabo Aênia, candidata a deputada estadual pelo PL, cobrindo pichações que, segundo ele, estariam relacionadas a facções criminosas. Na gravação, o parlamentar afirma que a ação teve caráter simbólico e defende medidas para impedir o avanço desses grupos em Pernambuco. Meira é presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.
“Em mais de 30 anos na Polícia Militar, comandando o Batalhão de Choque, sempre enfrentei bandidos e não seria diferente hoje, como deputado”, afirmou. Meira também declarou que, na avaliação dele, as facções “ainda não estão consolidadas em Pernambuco” e defendeu uma atuação rápida das forças de segurança. “O meu lado sempre foi e sempre será o da lei e do cidadão de bem. Não vamos permitir que o nosso estado vire refém da criminalidade”, disse.
A ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon afirmou ao SBT News que a reputação de Alexandre de Moraes está “irremediavelmente perdida” diante das suspeitas que o envolvem no caso Master. Para ela, o magistrado não tem condições de assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) no próximo ano.
“O ministro, seja afastado ou não, está com a sua reputação irremediavelmente perdida”, afirmou Eliana durante participação no News Noite desta quarta-feira (16). “Depois da sessão de ontem, ficou pior ainda. Não há salvação. Está, efetivamente, com um problema gravíssimo em matéria de reputação.”
Moraes passou a ser alvo de questionamentos após a Polícia Federal identificar, nas investigações sobre o Banco Master, referências ao ministro e um contrato de R$ 130 milhões firmado entre a instituição financeira e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. Os indícios levaram o STF a discutir, na terça-feira (15), a abertura de uma apuração sobre a conduta do magistrado.
Conforme tradição da Corte, que adota um sistema de rodízio, o ministro mais antigo e que ainda não assumiu a posição ocupa o cargo. Atualmente, Moraes é o segundo na fila, logo após Fachin, que não pode ser reeleito. Embora Moraes seja, de fato, o próximo da fila, a confirmação de quem será o próximo presidente da Corte só será definida em julho do ano que vem. Não há registros na imprensa sobre a suposta confirmação de Moraes como presidente da Corte em 2027.
A segunda edição do Festival Frevo Sertão realiza sua grande final no próximo dia 26 de setembro, em Arcoverde, no Sertão de Pernambuco. O evento acontece no Salão de Festas do Sesc Arcoverde, com entrada gratuita mediante a entrega de 1 kg de alimento não perecível.
Ao todo, 12 composições disputam a final, divididas nas categorias Frevo de Rua, Frevo Canção e Frevo de Bloco. O festival é produzido pelo Coletivo Cultural de Arcoverde (COCAR), com incentivo do Funcultura, Fundarpe e Governo de Pernambuco, e apoio do Sesc.
A programação começa às 19h e reúne artistas de diferentes cidades pernambucanas. A iniciativa também busca estimular a circulação de artistas e a movimentação da cadeia cultural no Sertão do Moxotó.
Esta frase não é minha, mas do poeta e dramaturgo alemão Friederch Schiller, entretanto, o melhor título para este artigo seria “Democracia e alienção”.
Refiro-me a seção do STF sobre a apreciação da conduta do ministro Alexandre de Moraes. O entendimento de parte da imprensa é de causar espécie, razão esta que preferi lembrar de Schiller em falar de estupidez.
Não sei se sou um democrata convicto de um estado de direito ou um sonhador beduíno que fala aos ventos nas areias do deserto. Dizer que houve manobras e “acordões” com vieses corporativos é delírio.
Determinado grupo político que vende a alma ao diabo em nome de Deus para subir nas pesquisas, me parece que conseguem a simpatia de parte de uma imprensa despreparada. Como que sentissem saudades da ditadura de 64, onde sob o jugo do AI 5 afastaram três Ministros da Suprema Corte, porque eram independentes: Nestor Nunes Leal, Evandro Lins e Silva e Hermes Lima, cujo livro Introdução à ciência do direito, tive oportunidade de contemplar pessoalmente quando estudava direito na Faculdade Brasileira de Ciência Jurídica no Rio de Janeiro.
O diretor da minha escola era o Dr. Hélio Tornaghi na época, um dos maiores penalistas do nosso mundo jurídico. Ou ainda, quem sabe, saudades também da ditadura Vargas em 31, onde seis ministros foram aposentados compulsoriamente para o governo ter sua maioria no colegiado.
Querer a ferro e fogo fazer um julgamento pirotécnico para satisfazer uma imprensa sensacionalista e alienar-se do perigo que querem nos levar para destruir nosso estado de direito, talvez seja, que nunca estudaram os ensinamentos de Hermes Lima, Orlando Gomes, Gilvandro Coelho e tantos outros.
A Ciência do Direito é sim interpretativa, mas nunca foge de princípios processuais e objetivos. No nosso sistema é imprescindível que qualquer demanda criminal que diga respeito aos poderes institucionais seja ouvido o Ministério Público, fora disso é arbítrio de qualquer magistrado que o faça diretamente, é sujeito a nulidade.
Numa Corte, você pode até ter um ministro mercador da fé, onde vende um Deus que agracia e pune também, através de seus “ministros” cobram dízimos e doações ou através de institutos criados por ele mesmo, mas ele está lá, porque estamos num Estado Democrático de Direito e o Senado o aprovou. Destituí-lo por ter viés religioso ou político, não pode acontecer. Por isso é uma Corte e temos seus pesos e contrapesos.
Não sou inocente em não observar que altos magistrados permitem familiares e parentes para exercerem mandatos de advocacia ou similares. Vivi e vivo exposto a um mundo onde tráficos de influência servem para angariar clientes e negócios. Cobras e hienas estão na relva, prontas a abocanhar qualquer sangue que cheire a dinheiro. Vorcaros, Marcelos e tantos outros andam aí aos montes. Por isso, concordo com o ministro Fachin em termos um código de ética para todos os Tribunais do nosso país.
Um determinado jornalista do GloboNews fala em velório do STF, mas esquece ele que homens daquela Corte não permitiram um golpe de estado e agora lutam como titãs para interromper a continuação daquele golpe.
As larvas e os filhotes daquela tentativa estão por toda parte para penetrar nas suas entranhas mentais e putrificar nossa democracia. Vejo uma jornalista de um especializado programa político, nos falar como se estivesse no programa de Faustão ou que seu público fosse a plateia do Programa do Chacrinha. Fala que o Supremo é formado por times aludindo ao futebol. Meu Deus! Quanto despreparo! Faz me lembrar do Roberto Civita da revista Veja, contra a exigência obrigatória de Jornalistas em seu periódico: “é mais fácil fazer um economista jornalista, do que um jornalista economista”.
Que os deuses da sabedoria nos façam vencer a estupidez e o discernimento prevaleça. Sei que é difícil se comunicar com um leigo na ciência do Direito, mas o tempo é o Senhor da razão.
O vereador do Recife e candidato a deputado federal pelo MDB, Samuel Salazar, reuniu, ontem (16), amigos, apoiadores e lideranças políticas em mais uma edição do “Fala, Salazar!”. O encontro foi realizado no Comitê Salazar Meu Federal 1555, em Santo Amaro, e contou com a presença do prefeito do Recife, Victor Marques, do presidente estadual do MDB, Raul Henry, e do candidato a deputado estadual Túlio Arruda (PSB).
Durante o evento, Victor Marques destacou a trajetória de Salazar na Câmara do Recife e defendeu sua candidatura à Câmara dos Deputados. O prefeito também pediu apoio à candidatura de João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco. “Tenho certeza de que a Câmara dos Vereadores vai sentir a falta de Salazar, mas o Brasil vai ganhar um cara competente como ele. E agora a nossa missão é trabalhar para eleger João Campos governador de Pernambuco”, afirmou.
Salazar, que é líder do Governo na Câmara do Recife, lembrou sua atuação nas articulações de projetos do Executivo municipal e destacou a experiência acumulada no Legislativo. O vereador também reforçou o apoio à candidatura de João Campos e citou a parceria com Túlio Arruda e Raul Henry. “Política precisa ser discutida olhando para aquilo que efetivamente foi feito. Como líder do governo, acompanhei de perto projetos importantes para o Recife, vi obras saírem do papel e políticas públicas chegarem à população. Mais do que discurso, eu faço questão de falar de trabalho, de resultado e de entrega”, disse.