Veja como será o segundo julgamento do STF sobre denúncia do plano de golpe

Da CNN Brasil

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia, na próxima terça-feira (22), o julgamento para decidir se aceita ou não a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a suposta trama golpista de 2022, agora contra mais seis investigados. Eles são apontados como integrantes do chamado “núcleo 2” do plano (veja a lista abaixo).

De acordo com a PGR, esse grupo estaria na articulação de ações para “sustentar a permanência ilegítima” do então presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.

Para julgar o caso, o presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, reservou três sessões: manhã e tarde de terça-feira (22) e, se necessário, a manhã de quarta-feira (23), caso o debate precise de mais tempo.

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Uma das precursoras da Bossa Nova, a cantora e compositora Alaíde Costa estará no Sextou de hoje, programa musical que ancoro as sextas-feiras, no lugar do Frente a Frente, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por mais de 40 emissoras em Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Bahia. Residente em São Paulo, Alaide vem ao Recife no próximo dia 10 para um show dentro da grade do projeto Seis e Meia, no Teatro do Parque.

Hoje com 90 anos, Alaide é uma das mais longevas artistas de um movimento que encantou o Brasil entre os anos 70 e 90. Já se apresentou ao lado de grandes nomes da MPB, como Vinicius de Moraes, Johnny Alf e Tom Jobim. Gravou com integrantes do legendário Clube da Esquina e imprimiu sua singularidade no cenário musical.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A decisão foi assinada nesta sexta-feira (3), após a defesa reiterar o pedido para que Bolsonaro permanecesse em prisão domiciliar. As informações são do Metrópoles.

Petrolina - São João 2026

O espetáculo ao ar livre “O Massacre de Angico – A Morte de Lampião” realiza nova temporada entre os dias 22 e 26 de julho, em Serra Talhada, com apresentações gratuitas na Estação do Forró, sempre às 20h. A edição de 2026 traz atualizações no elenco e na encenação e destaca dois marcos da história do cangaço: o centenário do Fogo da Serra Grande, ocorrido em 1926, e os acontecimentos que culminaram na morte de Lampião, Maria Bonita e outros integrantes do bando, na Grota de Angico, em Sergipe, em 1938. A montagem é baseada em texto do pesquisador Anildomá Willans de Souza e tem direção de Izaltino Caetano.

Com duração aproximada de duas horas, a montagem reúne 30 atores, 70 figurantes e cerca de 40 profissionais na equipe técnica e administrativa. O elenco conta com artistas de Serra Talhada e de outras cidades pernambucanas, entre eles Karl Marx, no papel de Lampião, Bruna Florie, como Maria Bonita, Feliciano Felix, interpretando Getúlio Vargas, e Jadenilsom Gomes, no papel de Padre Cícero. A proposta do espetáculo é apresentar diferentes momentos da trajetória de Virgolino Ferreira da Silva, desde os conflitos familiares que antecederam sua entrada no cangaço até sua morte.

A realização é da Fundação Cultural Cabras de Lampião, com patrocínio do Shopping Serra Talhada e incentivo do Banco do Nordeste, por meio da Lei Rouanet, além do apoio da Secretaria de Cultura de Pernambuco, da Fundarpe, do Governo do Estado, da Prefeitura de Serra Talhada e de empresas locais. A expectativa da organização é receber mais de 30 mil pessoas durante os cinco dias de apresentações.

Serviço
Espetáculo: O Massacre de Angico – A Morte de Lampião – 100 Anos do Fogo da Serra Grande
Data: 22 a 26 de julho de 2026
Horário: 20h
Local: Estação do Forró (antiga Estação Ferroviária), Serra Talhada
Entrada: Gratuita
Informações: (87) 99938-6035 | (87) 99918-5533 | (87) 98804-3195 | cabrasdelampiao@gmail.com

Ipojuca - Na palma da sua mão

O deputado Túlio Gadelha (PSD), que assumiu o papel de articulador da direita e dos setores conservadores para fortalecer o projeto de reeleição da governadora Raquel Lyra, parece não saber mais para onde aponta.

Em um dia, defende Miguel Coelho. No outro, sai em defesa de Fernando Dueire. Agora, se derrete em elogios a Eduardo da Fonte e ao deputado federal Lula da Fonte. A cada movimento, muda o discurso, muda o interlocutor e muda o rumo.

A impressão é de que não existe uma linha política consistente, mas apenas uma corrida desesperada para costurar apoios capazes de garantir à governadora os votos da direita e do eleitorado conservador em Pernambuco.

No fim das contas, Túlio Gadelha parece mais preocupado em servir como operador político de Raquel Lyra do que em sustentar uma posição coerente. Vai para onde o vento sopra. E, assim, acaba transmitindo a imagem de quem perdeu o rumo e já não consegue explicar qual projeto político, de fato, representa.

Caruaru - São João que o mundo reconhece

O Hospital Regional Ruy de Barros Correia, em Arcoverde, está um caos. Encontrar um ortopedista por lá é um milagre. Muitos pacientes estão reclamando da demora no atendimento e, sobretudo, das dificuldades para realizar cirurgias de emergência. Rumores dão conta da demissão em massa do quadro médico, especialmente de ortopedistas.

A unidade hospitalar está na UTI, literalmente, porque as informações dão conta também de um déficit de R$ 5 milhões a R$ 6 milhões com fornecedores, em razão da não transferência de recursos para manutenção pelo Governo Raquel Lyra (PSD), que tem tratado a saúde com descaso.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

O cantor pernambucano Geraldo Maia compartilhou nas redes sociais um vídeo em que interpreta “Deus Lhe Pague”, de Chico Buarque. Na publicação, o artista afirmou que sempre teve preferência por canções de tom mais crítico.

Lançada em 1971, a canção abre o álbum “Construção”, considerado um dos marcos da música popular brasileira e um dos trabalhos mais emblemáticos da carreira de Chico, produzido durante o período da ditadura militar no Brasil.

“Sempre gostei de cantar canções ‘ácidas’, com uma pegada meio ‘roqueira’, e Deus Lhe Pague é uma tradução perfeita dessa vibe, ainda mais acentuada pela guitarra quase ríspida de Renato Bandeira. Espero que vocês gostem”, escreveu.

Confira:

Palmares - 147 anos

Um gesto espontâneo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acabou se transformando em mais um símbolo da sintonia política com o pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB). Durante a inauguração do Hospital de Amor, em Garanhuns, nesta sexta-feira (3), Lula telefonou para João em plena transmissão nacional do evento e fez um pedido inusitado: que aproximassem o quadro de dona Lindu para que ele pudesse registrar uma foto diretamente de Brasília.

Naquele momento, o presidente participava, por videoconferência, de uma cerimônia com ministros, governadores e lideranças de diferentes estados. Quando chegou a vez de Pernambuco, Lula interrompeu a programação para falar com João Campos e pedir que transmitisse seu abraço ao público que acompanhava a inauguração no Agreste.

“O presidente ligou e pediu para tirar uma foto com o quadro de dona Lindu. A gente colocou aqui na frente. Ele estava fazendo a foto e pediu para interromper um instante”, relatou João, diante do público.

A cena foi transmitida ao vivo para todo o país e ganhou continuidade nas redes sociais. Pouco depois da solenidade, Lula e João publicaram uma postagem colaborativa no Instagram, ampliando a repercussão do encontro virtual e reforçando, mais uma vez, a aliança política entre os dois.

Durante a conversa, o presidente também afirmou que pretende visitar Garanhuns em breve para conhecer pessoalmente o Hospital de Amor, construído por meio da parceria entre o Governo Federal e a Prefeitura de Garanhuns. A unidade levará atendimento oncológico integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso da população do Agreste ao tratamento especializado.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Por Zé Américo Silva*

Há uma diferença fundamental entre manter relações diplomáticas, defender interesses nacionais no exterior e pedir a um governo estrangeiro que molde suas decisões de acordo com a conveniência eleitoral de um grupo político brasileiro. Essa fronteira parece ter sido ultrapassada por Flávio Bolsonaro.

O documento encaminhado pelo senador ao governo dos Estados Unidos representa um dos episódios mais delicados da política recente. Não apenas porque pede o adiamento de medidas comerciais durante o período eleitoral brasileiro, sob o argumento de que elas poderiam produzir efeitos políticos favoráveis ao presidente Lula, mas porque introduz uma lógica inquietante: a de que uma potência estrangeira possa calibrar suas decisões para influenciar, ainda que indiretamente, a disputa democrática de outro país.

Mais grave ainda é o conteúdo estratégico da iniciativa. Entre os pontos defendidos está a limitação da expansão internacional do PIX, um dos maiores avanços do sistema financeiro brasileiro nas últimas décadas. Em vez de defender um ativo tecnológico nacional, a proposta sinaliza alinhamento aos interesses de outra potência econômica, justamente em um setor no qual o Brasil conquistou protagonismo mundial.

No mesmo movimento, surge a disposição de rever a participação brasileira no Mercosul como demonstração de alinhamento geopolítico aos interesses norte-americanos. Evidentemente, qualquer tratado internacional pode ser discutido e até revisto. O que causa estranheza é transformar uma decisão que pertence exclusivamente ao Estado brasileiro em argumento de convencimento perante um governo estrangeiro.

Em qualquer democracia consolidada, a oposição tem o direito — e o dever — de criticar o governo, denunciar erros e apresentar alternativas. O que não faz parte da normalidade democrática é recorrer a uma potência estrangeira para pedir que suas decisões econômicas sejam sincronizadas com o calendário eleitoral brasileiro.

O episódio produz ainda um efeito político inevitável. Ao defender apenas o adiamento das tarifas, e não sua rejeição definitiva, a mensagem transmitida é de que o problema não estaria na medida em si, mas no impacto que ela poderia produzir sobre a eleição presidencial. É um raciocínio que transforma uma disputa de interesses nacionais em cálculo eleitoral.

Esse talvez seja o maior tiro no pé do bolsonarismo desde o início da corrida presidencial. Durante anos, o grupo construiu sua identidade política sob as bandeiras da soberania nacional, do patriotismo e da rejeição a qualquer interferência estrangeira nos assuntos internos do Brasil. Agora, oferece aos adversários exatamente o argumento que sempre combateu: o de que, diante da possibilidade de conquistar ou preservar o poder, a soberania pode se tornar negociável.

Nenhum país relevante abre mão de defender seus interesses estratégicos. Os Estados Unidos fazem isso. A China faz isso. A União Europeia faz isso. E o Brasil também deve fazê-lo, independentemente de quem ocupe o Palácio do Planalto.

A disputa eleitoral termina em outubro. A soberania nacional, porém, precisa sobreviver a qualquer eleição.

Quando um líder político leva para outro país pedidos que interferem na economia, na política comercial e, potencialmente, no ambiente eleitoral brasileiro, deixa de agir apenas como adversário de um governo. Passa a assumir uma posição que inevitavelmente será julgada pela História.

Porque governos passam. Partidos mudam. Presidentes são eleitos e derrotados. Mas há um patrimônio que não pertence à direita, nem à esquerda, nem a qualquer grupo político: a soberania do Brasil. E ela jamais deveria servir como moeda de troca em um projeto de poder.

*Jornalista e consultor de marketing político

Camaragibe - Forró da Vila

Garanhuns passa a contar, a partir de hoje, com um dos mais importantes equipamentos públicos de saúde de sua história. Com a presença do deputado federal Felipe Carreras na solenidade de inauguração, o Hospital de Amor Dona Lindu foi entregue para oferecer atendimento gratuito, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nas áreas de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer.

O novo hospital permitirá que milhares de pacientes do Agreste pernambucano façam o tratamento do câncer mais perto de casa, reduzindo a necessidade de deslocamentos para Recife e outras cidades.

A implantação do Hospital de Amor em Garanhuns é resultado de uma articulação iniciada em 2024. Em fevereiro daquele ano, Felipe Carreras apresentou o pleito ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, junto ao prefeito Sivaldo e ao deputado estadual Cayo Albino, defendendo a instalação da unidade no município.

Ao longo da implantação, Carreras, Sivaldo e Cayo acompanharam as principais etapas da iniciativa, entre elas uma visita técnica à unidade de Barretos para conhecer o modelo de atendimento que seria implantado na cidade.

De forma inédita, a inauguração foi simultaneamente em cinco estados, com a participação do presidente Lula via videoconferência. Estiveram presentes também o prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino; o deputado estadual Cayo Albino; o pré-candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB), o secretário Mozart Sales, da Secretaria e Atenção Especializada à Saúde (SAES); o presidente André Longo, da agSUS; presidente Ana Paula, da Hemobras; diretor Fernando Figueira, da SAES; e dos prefeitos de Lajedo e São Bento do Una, Erivaldo Chagas e Alexandre Batité.

Para Felipe Carreras, a entrega representa uma conquista construída de forma coletiva. “Esse sonho só foi possível porque muita gente acreditou e trabalhou para ele sair do papel. Foi preciso decisão política do presidente Lula, que atendeu o nosso pleito lá em 2024, quando apresentamos o pedido junto com o prefeito Sivaldo Albino e o deputado Cayo Albino para trazer esse hospital para Garanhuns. Decisão do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do presidente da Instituição, Henrique Prata, e de tantos outros nomes que entrarão para a história de Garanhuns”, disse.

Carreras também destacou que ver o hospital pronto é a prova de que a política tem força para transformar vidas. “Hoje é dia de agradecer, se emocionar e celebrar essa conquista que vai mudar o destino de milhares de famílias do agreste pernambucano”, concluiu.

A Sudene e a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) apresentam, na próxima terça-feira, um estudo técnico sobre o trecho Salgueiro–Porto de Suape da Ferrovia Transnordestina. O documento analisa aspectos relacionados à matriz de demanda do mercado doméstico, questões socioeconômicas, efeitos multiplicadores e de inclusão produtiva, além da proposição de governança para apoiar a coordenação entre os órgãos envolvidos no projeto.

A apresentação fortalece o diálogo junto ao Tribunal de Contas da União e integra os esforços de articulação técnica e institucional direcionados ao fortalecimento da infraestrutura regional, ampliando a competitividade do Nordeste.

Depois de um ano e meio no cargo, o gestor governamental Ednaldo Moura pediu exoneração da superintendência do Patrimônio da União (SPU) em Pernambuco e fez um balanço positivo de sua passagem pelo órgão ao participar de uma solenidade na presença da ministra de Administração, Esther Dweck, do prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB) e do ex-prefeito João Campos (PSB). Ednaldo deixa a função porque deverá ser candidato a deputado estadual pelo PSB.

“Recebi com entusiasmo a tarefa de ajudar o governo do presidente Lula a disponibilizar bens pertencentes à União para melhorar a vida de. brasileiros necessitados. Felizmente, posso declarar com satisfação que cumpri a missão”, disse Ednaldo, que foi Secretário Executivo de Educação na Prefeitura do Recife no primeiro mandato de João Campos.

Ednaldo apresentou dados sobre a liberação de imóveis para a construção de casas populares, escolas, postos de saúde e creches e em toda as regiões do estado. ele detalhou que foram realizadas importantes entregas voltadas à promoção do desenvolvimento urbano e da habitação de interesse social, como a viabilização do Edifício Segadas Viana e da Quadra 60, na Comunidade do Pilar, ambos localizados na cidade do Recife.

Inaugurado em 1953, o Edifício Segadas Viana, localizado na Rua Marquês do Recife, foi construído para sediar o antigo Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social (Iapas) e, posteriormente, passou a abrigar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em 2021, o imóvel foi ocupado pelo Movimento de Luta e Resistência pelo Teto (MLRT), reunindo cerca de 120 famílias em situação de vulnerabilidade social. Com a doação, o edifício passará por um processo de retrofit, que consiste na modernização de uma edificação existente, preservando sua estrutura principal e, sempre que possível, suas características arquitetônicas, ao mesmo tempo em que a adapta aos padrões atuais de conforto, segurança, eficiência e funcionalidade. Após a intervenção, o imóvel será destinado à habitação de interesse social, beneficiando cerca de 60 famílias.

A Quadra 60, na Comunidade do Pilar, integra o processo de requalificação urbana que vem sendo desenvolvido na região. Sua destinação para moradia popular ganha ainda mais relevância diante do desabamento de um casarão abandonado que existia no local, acidente que vitimou quatro pessoas, das quais duas faleceram. Com a viabilização promovida, a Quadra 60 passará a contar com, no mínimo, 130 (cento e trinta) unidades habitacionais, destinadas a famílias de baixa renda.

O Granioter, iniciativa do CDTN/CNEN/MCTI voltada a materiais avançados e minerais estratégicos, entra em nova etapa de fortalecimento com a formalização de Acordo de Parceria para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação entre o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN/CNEN) e o Instituto Nacional de Terras Raras (INTR), com interveniência da FUNDEP.

Criado no âmbito do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Granioter foi concebido para funcionar como Hub Tecnológico de Materiais Avançados e Minerais Estratégicos, sediado no CDTN/CNEN. A iniciativa aproxima infraestrutura científica, competência laboratorial, pesquisa aplicada e setor produtivo para acelerar soluções tecnológicas ligadas à nova economia mineral.

O avanço do Granioter responde a uma demanda nacional concreta: transformar potencial mineral em conhecimento aplicado, tecnologia, competitividade e valor industrial. Sua atuação está conectada a cadeias estratégicas como terras raras, minerais críticos, grafeno, nióbio, materiais avançados e outros insumos essenciais para transição energética, mobilidade elétrica, defesa, semicondutores, ligas especiais e tecnologias de baixo carbono.

A parceria entre CDTN e INTR amplia a capacidade de atuação do hub em caracterização mineral, protocolos técnicos, unidade móvel de caracterização, desenvolvimento de rotas tecnológicas de concentração e refino, estudos ambientais e radiológicos, estudos de viabilidade econômica e formação de pessoal especializado.

O que é o Granioter

O Granioter é uma iniciativa estruturante voltada a converter ciência em aplicação tecnológica para o setor produtivo. Ao reunir laboratórios, pesquisadores, infraestrutura especializada e projetos de PD&I, o hub cria um ambiente capaz de reduzir gargalos técnicos, ampliar a capacidade analítica do país e apoiar o desenvolvimento de rotas nacionais para minerais estratégicos.

Na prática, o Granioter atua como ponte entre pesquisa e indústria. Sua finalidade é permitir que minerais e materiais de alto interesse econômico sejam estudados, caracterizados, processados, avaliados e convertidos em soluções tecnológicas com maior valor agregado, segurança operacional e responsabilidade ambiental.

CDTN: base científica e tecnológica da iniciativa

Sediado no Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN/CNEN), o Granioter conta com a base técnica de uma instituição de referência nacional em tecnologia nuclear, minerais, materiais, saúde, meio ambiente, segurança radiológica e desenvolvimento tecnológico.

A presença do CDTN é essencial porque a cadeia de terras raras e minerais estratégicos exige domínio técnico em caracterização, processamento, avaliação radiológica, controle ambiental, desenvolvimento de rotas tecnológicas e formação de especialistas. Essas competências são decisivas para que o Brasil avance da condição de detentor de recursos minerais para a posição de país capaz de gerar tecnologia, conhecimento e valor industrial.

INTR: articulação com a cadeia mineral

Com a entrada do Instituto Nacional de Terras Raras no projeto, o Granioter ganha maior capilaridade junto à cadeia mineral, empresas, instituições públicas, laboratórios, universidades, investidores e parceiros estratégicos. O INTR passa a contribuir para aproximar laboratório, campo e setor produtivo, fortalecendo a aplicação prática das competências instaladas no hub.

Um dos pontos de destaque da parceria é a previsão de uma unidade móvel de caracterização mineral, concebida para levar inteligência analítica às áreas de pesquisa mineral. A estrutura deverá apoiar a triagem preliminar de amostras, a preparação inicial de material, a redução de prazos e a tomada de decisão técnica em campo.

Impacto nacional

A nova etapa do Granioter reforça uma visão estratégica para o Brasil: a riqueza mineral precisa ser convertida em tecnologia, competitividade, inovação e desenvolvimento industrial. A disputa global por minerais críticos e materiais avançados mostra que os países mais preparados serão aqueles capazes de dominar conhecimento, processamento, certificação, segurança ambiental e formação técnica.

Nesse contexto, a parceria entre CDTN e INTR fortalece uma agenda positiva, técnica e institucional para o país. O Granioter passa a contar com maior conexão entre pesquisa aplicada e demanda produtiva, criando condições para que terras raras e minerais estratégicos sejam tratados não apenas como ativos geológicos, mas como vetores de inovação, soberania tecnológica e agregação de valor.

“O Granioter representa uma resposta técnica e estruturada à necessidade de o Brasil agregar valor aos seus recursos minerais, conectando ciência, tecnologia e desenvolvimento industrial.”

Sobre o Granioter

O Granioter é um Hub Tecnológico de Materiais Avançados e Minerais Estratégicos, concebido para integrar ciência, infraestrutura laboratorial e setor produtivo. A iniciativa busca acelerar projetos de PD&I, apoiar o desenvolvimento tecnológico e fortalecer cadeias produtivas estratégicas para o Brasil.

Sobre o CDTN

O Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN/CNEN) é uma instituição pública de ciência, tecnologia e inovação vinculada à Comissão Nacional de Energia Nuclear e ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Atua em pesquisa, desenvolvimento, ensino, prestação de serviços tecnológicos e apoio à inovação nas áreas de tecnologia nuclear, minerais, materiais, saúde, meio ambiente e segurança radiológica.

Sobre o INTR

O Instituto Nacional de Terras Raras (INTR) é uma instituição dedicada à articulação, ao desenvolvimento e ao fortalecimento da cadeia brasileira de terras raras, minerais críticos e estratégicos. Sua atuação busca integrar setor produtivo, ciência, tecnologia, governo, universidades, laboratórios e investidores para transformar o potencial mineral brasileiro em inovação, competitividade, sustentabilidade e soberania tecnológica.