O Hospital Regional Ruy de Barros Correia, em Arcoverde, está um caos. Encontrar um ortopedista por lá é um milagre. Muitos pacientes estão reclamando da demora no atendimento e, sobretudo, das dificuldades para realizar cirurgias de emergência. Rumores dão conta da demissão em massa do quadro médico, especialmente de ortopedistas.
A unidade hospitalar está na UTI, literalmente, porque as informações dão conta também de um déficit de R$ 5 milhões a R$ 6 milhões com fornecedores, em razão da não transferência de recursos para manutenção pelo Governo Raquel Lyra (PSD), que tem tratado a saúde com descaso.
Leia maisAlém de demitir médicos e não pagar fornecedores, o Regional de Arcoverde tem enfrentado episódios intermitentes de superlotação, dificuldades na escala de profissionais e queixas de demora no atendimento ao longo dos últimos meses. A unidade passou a integrar um projeto de reestruturação conduzido pelo Hospital Sírio-Libanês, via Ministério da Saúde, para otimizar os fluxos da emergência e da UTI.
Mas, segundo apurei, de nada tem adiantado porque a governadora não cumpre o organograma de transferência dos recursos obrigatórios. Resultado? O hospital decidiu fazer apenas 150 cirurgias por mês, numa demanda que passa das 500 intervenções cirúrgicas.
Referência na região, o hospital ampliou leitos de enfermaria e de observação para absorver o aumento da demanda por urgência e emergência pediátrica devido à sazonalidade de doenças respiratórias. Com capacidade para cerca de 215 a 236 leitos, oferece atendimento 24 horas.
Uma pena chegar a tal situação de abandono, porque seu atendimento inclui pronto-socorro com especialidades, como clínica médica, cirurgia geral, pediatria, traumato-ortopedia e assistência materno-infantil.
Isso sem falar em consultórios médicos e multiprofissionais com oferta de cardiologia, neurologia, urologia, psicologia, nutrição e obstetrícia de alto risco, além de suporte de ultrassonografia, eletrocardiograma (ECG), endoscopia, broncoscopia, raios X e laboratório de análises.
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